Notícias da Igreja

O tráfico de pessoas é uma das atividades ilegais que se expandiu no Brasil no século XXI. De maneira geral, é o comércio de

Todo ano no dia 30 de julho, é o Dia Mundial de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas. Esse ano de forma especial a Conferência Nacional do Bispos do Brasil (CNBB) através da Comissão Episcopal Pastoral Especial para o Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas, nos fez uma simples pergunta: Quanto vale a vida?

O que é tráfico de pessoas?

O tráfico de pessoas é uma das atividades ilegais que se expandiu no Brasil no século XXI. A Organização das Nações Unidas (ONU), define tráfico de pessoas como o “recrutamento, transporte, transferência, abrigo ou recebimento de pessoas, por meio de ameaça ou uso da força ou outras formas de coerção, de rapto, de fraude, de engano, do abuso de poder ou de uma posição de vulnerabilidade ou de dar ou receber pagamentos ou benefícios para obter o consentimento para uma pessoa ter controle sobre outra pessoa, para o propósito de exploração“.

De maneira geral, é o comércio de pessoas para trabalhos escravos, exploração sexual, comercialização, exploração e privação de vidas. É gente vendendo gente. O tráfico de pessoas é um tipo de escravidão dos tempos modernos

Origem tráfico de pessoas

A comercialização de pessoas acontece desde a Idade Média. O tráfico negreiro é um grande exemplo que representa mais amplamente o conhecido tráfico de pessoas com fins lucrativos. Por 400 anos foi uma das principais atividades comerciais administradas por diversos impérios. Os negros foram trazidos da África para o Brasil para servir de mão de obra não remunerada. A escravidão foi por quatro séculos a base da economia brasileira. Os negros eram trazidos da África para trabalho braçal, mas não pode esquecer que também existia o tráfico de pessoas para a fins sexual.

Estatística do Tráfico de Pessoas

Nos dias de hoje o tráfico de pessoas movimenta cerca de 32 bilhões de dólares por ano, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU). Crianças, adolescentes, mulheres e migrantes, estão entre as maiores vítimas. A cada ano, mais de dois milhões de pessoas são vítimas desse crime.

As crianças são 30% das pessoas traficadas no mundo. As meninas são as maiores vítimas. Elas são destinadas para adoção ilegal, retirada de órgãos, mendicância, uso militar, exploração infantil para o trabalho escravo como: serviço doméstico, minas, plantações e fábricas, exploração sexual, pornografia infantil, abuso sexual, corrupção e atividades criminosas.

75% das pessoas vítimas do tráfico de pessoas são mulheres e meninas. Elas são comercializadas ilicitamente para a exploração sexual. São submetidas a trabalhar por 10 a 13 horas diárias. São obrigadas a consumir drogas para permanecerem despertas e não podem recusar clientes.

Pandemia

Nesse tempo de pandemia da Covid-19 o tráfico de pessoas aumentou expressivamente. Segundo relatório publicado pelo Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC), a desaceleração econômica global ampliou o tráfico e ultrapassou fronteiras de pessoas fugindo de seus países.

O que podemos fazer para enfrentar o Tráfico de Pessoas?

1.  Duvide sempre de propostas de empregos fáceis que renderiam muito dinheiro;

2.  Sempre leia os contratos de trabalho e busque informações sobre a empresa contratante

3.  Nunca deixe cópias de documentos com amigos, parentes ou desconhecidos;

4.  Sempre que viajar deixe contatos e localização para onde estará viajando;

5.  Comunique sempre com seus familiares.

Em caso de Tráfico de Pessoas, denuncie!

Disque: 100 ou ligue: 180

(Fonte: ONU, Politize e CNBB)

Leia também:

https://www.cnbb.org.br/cnbb-realiza-a-campanha-quanto-vale-a-vida-para-mobilizar-contra-o-trafico-de-pessoas/

https://www.cnbb.org.br/a-maior-parte-do-trabalho-escravo-ainda-e-invisivel-para-a-sociedade-dom-evaristo-spengler/

https://www.politize.com.br/trafico-de-pessoas-no-brasil-e-no-mundo/

https://www.vaticannews.va/pt/mundo/news/2020-07/dia-mundial-contra-trafico-de-pessoas-czerny-terrivel-aumento.html

 

 

Bispo do Brasil que testaram positivo para Covid-19 e estão em recuperação e também os falecidos

A CNBB, Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, divulgou ontem, 20 de julho de 2020, a lista dos bispos que foram contaminados pelo coronavírus e, também, o estado em que se encontram. À lista acrescenta-se hoje, 21 de julho, o arcebispo de Natal, dom Jaime Vieira da Rocha que testou positivo e encontra-se em sua residência com sintomas leves.

Dom Ailton Menegussi – bispo de Crateús (CE) – em recuperação

Dom Juarez Souza da Silva – bispo de Parnaíba (PI) – curado

Dom Plínio José da Luz – bispo de Picos (PI) – em recuperação

Dom Vitor Agnaldo de Menezes – bispo de Propria (SE) – em recuperação

Dom Joaquim Wladimir Lopes Dias – bispo de Colatina (ES) – em recuperação

Dom Alberto Taveira Corrêa – arcebispo de Belém (PA) – curado (assintomático)

Dom Antônio de Assis Ribeiro – bispo auxiliar de Belém (PA) – curado (assintomático)

Dom Edson Tasquetto Damian – bispo de São Gabriel da Cachoeira (AM) – curado

Bispos falecidos vítimas da Covid-19

Dom Aldo Pagotto – arcebispo emérito da Paraíba

Dom Henrique Soares – bispo de Palmares (PE)

Explicação dos dogmas sobre o Primado e a infalibilidade do magistério do Papa.

São 150 anos de proclamação dos Dogmas: Primado e Infalibilidade do Magistério do Papa. Ambos estão na Constituição “Pastor Aeternus”, documento aprovado no Vaticano I. Mas o que são dogmas e qual o significado e importância para a vida da Igreja? O site do Vaticano publicou no dia de hoje, 18 de julho de 2020 um texto de Sérgio Cantofanti que esclarece tudo isso. Leia na íntegra o texto publicado.

Sérgio Centofanti

Há cento e cinquenta anos, em 18 de julho de 1870, foi promulgada a Constituição “Pastor Aeternus”, que definia os dois Dogmas do Primado do Papa e da sua Infalibilidade.

Discussões longas e agitadas

A Constituição dogmática “Pastor Aeternus” foi aprovada por unanimidade pelos 535 Padres conciliares presentes, “após discussões longas, briosas e agitadas”: assim Paulo VI se expressou durante uma Audiência geral, ao descrever aquele dia como “uma página dramática na vida da Igreja, mas nem por isso, menos clara e definitiva “(Audiência Geral, 10 de dezembro de 1969).

Oitenta e três Padres conciliares não participaram da votação. A aprovação do texto ocorreu no último dia do Concílio Vaticano I, suspenso por causa da guerra franco-prussiana. A guerra começou em 19 de julho de 1870 e se prolongou “sine die”, com a tomada de Roma pelas tropas italianas em 20 de setembro daquele mesmo ano, que sancionou, efetivamente, o fim do Estado pontifício.

A Constituição “Pastor Aeternus” reflete uma posição intermediária entre as várias discussões dos participantes, mas excluía, por exemplo, que a definição da Infalibilidade fosse integralmente estendida também às Encíclicas ou a outros Documentos doutrinais.

Dos contrastes que surgiram no Concílio, resultou o Cisma dos antigos católicos, que não quiseram aceitar o Dogma sobre o Magistério infalível do Papa.

Dogma sobre a racionalidade e sobrenaturalidade da fé

Os dois Dogmas foram proclamados depois daquele da racionalidade e sobrenaturalidade da fé, contido na outra Constituição dogmática do Concílio Vaticano I “Dei Filius”, de 24 de abril de 1870. Neste texto, afirma-se que “Deus, princípio e fim de todas as coisas, pode ser conhecido, com certeza, sob a luz natural da razão humana, através das coisas criadas; de fato, as coisas invisíveis de Deus podem ser conhecidas pela inteligência da criatura humana através das suas obras” (Rm 1,20).

Este Dogma – explicou Paulo VI na Audiência de 1969 – reconhece que “a razão, somente pela sua própria força, pode chegar ao conhecimento seguro do Criador através das criaturas. Assim, a Igreja defende, no século do racionalismo, o valor da razão”, afirmando, de um lado, “a superioridade da revelação e da fé sobre a razão e sobre suas capacidades”; de outro lado, declara que” não pode haver nenhum contraste entre verdade da fé e verdade da razão, visto que Deus é a fonte, tanto de uma quanto da outra”.

Dogma do Primado

Na Constituição “Pastor Aeternus”, antes da proclamação do Dogma do Primado, Pio IX recorda a oração de Jesus ao Pai para que os seus discípulos sejam “uma só coisa”: Pedro e seus Sucessores são “o princípio imutável e o fundamento visível” da unidade da Igreja. Por isso, declarou solenemente: “Logo, proclamamos e afirmamos, com base nos testemunhos do Evangelho, que a Primazia da jurisdição sobre toda a Igreja de Deus foi prometida e conferida, pelo Senhor Jesus Cristo, ao Beato apóstolo Pedro, de modo imediato e direto (…). Daí, o que o Príncipe dos pastores e grande Pastor de todas as ovelhas, o Senhor Jesus Cristo, instituiu no Beato apóstolo Pedro, para tornar contínuas a salvação e o bem perene da Igreja, é necessário, por desejo de quem o instituiu, que dure para sempre na Igreja, que, fundada sobre a rocha, permaneça firme até o fim dos séculos (…). Disso resulta que, quem suceder a Pedro nesta Cátedra, em virtude da instituição do próprio Cristo, obtenha a Primazia de Pedro sobre toda a Igreja (…): todos, pastores e fiéis, de qualquer rito e dignidade, estão vinculados, sob ele, pela obrigação de subordinação hierárquica e verdadeira obediência, não apenas nas coisas, que se referem à fé e aos costumes, mas também nas concernentes à disciplina e ao governo da Igreja, no mundo inteiro. Desta forma, tendo salvaguardado a unidade da comunhão e da profissão da mesma fé com o Pontífice Romano, a Igreja de Cristo será um só rebanho sob um único sumo Pastor. Esta é a doutrina da verdade católica, da qual ninguém pode se distanciar, sem a perda da fé e o perigo da salvação”.

Magistério infalível do Papa

No Primado do Papa – escreve Pio IX – “está contido também o supremo poder do Magistério”, conferido a Pedro e seus sucessores “para a salvação de todos”, como “confirma a constante tradição da Igreja (…). Todavia, precisamente neste tempo, em que sentimos de modo particular a necessidade salutar da presença do ministério Apostólico, muitas pessoas se opõem ao seu poder; por isso, acreditamos que é realmente necessário proclamar, de maneira solene, a prerrogativa de que o unigênito Filho de Deus se dignou vincular ao supremo cargo pastoral. Portanto, mantendo-nos fiéis à tradição recebida da fé cristã, desde o início, – para a glória de Deus, nosso Salvador, para a exaltação da religião católica e para a salvação dos povos cristãos, com a aprovação do sagrado Concílio, – proclamamos e definimos o Dogma, revelado por Deus, de que o Pontífice Romano, quando fala “Ex cathedra”, – ou seja, quando exerce seu cargo supremo de Pastor e Doutor de todos os cristãos e, em virtude do seu supremo poder Apostólico define uma doutrina sobre a fé e os costumes, – vincula toda a Igreja, pela divina assistência, prometida pela pessoa do Beato Pedro; além do mais, goza da infalibilidade, com a qual o divino Redentor quis que sua Igreja fosse acompanhada, ao definir a doutrina sobre fé e os costumes. Assim, tais definições do Pontífice Romano são imutáveis, por si mesmas, e não pela aprovação da Igreja”.

Quando ocorre a infalibilidade

João Paulo II explicou o significado e os limites da Infalibilidade na Audiência geral, em 24 de março de 1993: “A infalibilidade não é dada ao Pontífice Romano, como a uma pessoa em particular, mas enquanto cumpre seu cargo de pastor e mestre de todos os cristãos. Ele também não a exerce por autoridade em si mesma e por si mesma, mas “pela sua suprema autoridade apostólica” e “por assistência divina, que lhe foi prometida, mediante o Beato Pedro”. Enfim, ele não dispõe dela como se pudesse usar e abusar em todas as circunstâncias, mas apenas “quando fala da Cátedra – Ex Cathedra” – e somente em campo doutrinal, limitado às verdades da fé e da moral e às que lhe estão intimamente ligadas (…). O Papa deve agir como “pastor e doutor de todos os cristãos”, ao pronunciar-se sobre verdades concernentes à “fé e aos costumes”, com termos que demonstrem, claramente, sua intenção de definir certa verdade e exigir a sua adesão definitiva de todos os cristãos. Foi o que aconteceu – por exemplo – com a definição do Dogma da Imaculada Conceição de Maria, sobre a qual Pio IX afirmou: “Trata-se de uma doutrina revelada por Deus e, como tal, deve ser firme e constantemente aceita por todos os fiéis”; ou, então, com definição da Assunção de Maria Santíssima, quando Pio XII disse: “Com a autoridade de Nosso Senhor Jesus Cristo, dos Beatos Apóstolos Pedro e Paulo, e com a minha autoridade, a declaramos e definimos Dogma, divinamente revelado”… etc. Somente sob estas condições podemos falar de magistério papal extraordinário, cujas definições são irreformáveis “de por si”, não pela aprovação da Igreja” (…). Os Sumos Pontífices podem exercer este tipo de magistério como de fato aconteceu, realmente. Porém, muitos Papas não o exerceram”.

O que significa dogma?

Os Dogmas são verdades de fé que a Igreja ensina como reveladas por Deus (cf. Catecismo da Igreja Católica, 74-95). São pontos firmes da nossa crença. Os principais Dogmas são: Deus é Uno e Trino; o Pai é o criador de todas as coisas; Jesus, seu Filho, é verdadeiro Deus e verdadeiro homem, encarnado, morto e ressuscitado pela nossa salvação; o Espírito Santo é Deus; a Igreja é una, como o Batismo é uno. E ainda: o perdão dos pecados; a ressurreição dos mortos; a existência do Paraíso, do Inferno e do Purgatório; a transubstanciação; a maternidade divina de Maria, como a sua virgindade, concepção imaculada e sua Assunção.

Todas estas verdades não são abstratas e insensatas, mas devem ser entendidas no âmbito da grande verdade de Deus, que é Amor, e deseja que as suas criaturas participem da vida divina. O próprio Jesus revelou quais são os maiores mandamentos: amar a Deus e ao próximo (Mt 22, 36-40). No fim das nossas vidas, seremos julgados pelo amor.

Dogmas e desenvolvimento da Doutrina

Enfim, um dogma é um ponto firme da vida de fé; é definido pelo Magistério da Igreja, que o reconhece na Sagrada Escritura como revelado por Deus, em estreita conexão com a Tradição.

A Tradição, no entanto, não é algo imóvel e estático, mas – como João Paulo II diz na esteira do último Concílio (Carta Apostólica “Ecclesia Dei”) – é viva e dinâmica à medida que aumenta a inteligência da fé.

Os dogmas não mudam, mas, graças ao Espírito Santo, podemos entendemos, cada vez mais, a amplidão e profundidade das verdades da fé. Assim, o Papa Wojtyla afirmou “que o exercício do magistério concretiza e manifesta a contribuição do Pontífice Romano para o desenvolvimento da Doutrina da Igreja” (Audiência geral, 24 de março de 1993).

Primado, colegialidade, ecumenismo

Na audiência geral de 1969, Paulo VI reivindicou a atualidade do Concílio Vaticano I e sua conexão com o Concílio seguinte: “Ambos os Concílios Vaticanos, primeiro e segundo, são complementares”, embora muito divergentes “por várias razões”. Assim, a atenção às prerrogativas do Pontífice Romano, no Vaticano I, foi alargada, no Vaticano II, a todo o Povo de Deus, com os conceitos de “colegialidade” e “comunhão”; no entanto, o tema da unidade da Igreja, que, em Pedro, tem seu ponto de referência visível, se desenvolve com um forte compromisso com o diálogo ecumênico. Tanto que João Paulo II, no seu documento “Ut unum sint”, pôde lançar um apelo às Comunidades cristãs, para encontrar uma forma de exercício da Primazia, que, “apesar de não renunciar, de nenhum modo, à essencialidade da sua missão, se abra a uma nova situação”, como “serviço de amor, reconhecido por todos” (Ut unum sint, 95).

Por sua vez, o Papa Francisco fala, no “Evangelii Gaudium”, de uma “conversão do papado”: “O Concílio Vaticano II afirmou que, de modo análogo às antigas Igrejas patriarcais, as Conferências Episcopais podem “dar uma contribuição múltipla e fecunda, para que o sentido de Colegialidade seja concretizado” (Lumen Gentium, 23). No entanto, este auspício não se realizou, suficientemente, porque ainda não havia sido esclarecido pelas Conferências Episcopais, que o concebesse como sujeitos de atribuições concretas, inclusive também alguma autoridade doutrinária autêntica. “Uma centralização excessiva, ao invés de ajudar, podia complicar a vida da Igreja e o seu dinamismo missionário” (Evangelii gaudium, 32). Seria necessário recordar que, segundo o Concílio Vaticano II, “a infalibilidade, prometida à Igreja, também reside no corpo episcopal, quando exerce o magistério supremo com o Sucessor de Pedro” (Lumen gentium, 25).

Amar o Papa e a Igreja é construir sobre Cristo

Além dos Dogmas, Pio X recordava, em uma audiência de 1912, a necessidade de amar o Papa e obedecê-lo, expressando a sua tristeza quando isto não acontecia.

Dom Bosco exortava seus colaboradores e seus jovens a manter em seus corações “três amores brancos”: a Eucaristia, Nossa Senhora e o Papa.

Bento XVI, em 27 de maio de 2006, conversando em Cracóvia com os jovens que cresceram sob o pontificado de João Paulo II, disse, com palavras simples, o que as verdades da fé, proclamadas no distante 1870, queriam dizer: “Não tenham medo de construir as suas vidas na Igreja e com a Igreja! Sintam orgulho de amar Pedro e a Igreja, que lhe foi confiada. Não se deixem enganar pelos que opõem Cristo à Igreja! Há apenas uma rocha sobre a qual vale realmente a pena de construir a casa: esta rocha é Cristo! Há apenas uma rocha sobre a qual vale, realmente, a pena de apoiar tudo. Esta rocha é aquela a quem Cristo disse: “Tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja” (Mt 16,18). Vocês, jovens, conheceram bem quem o Pedro dos nossos tempos. Por isso, não esqueçam que nem aquele Pedro, que está observando o nosso encontro da janela de Deus Pai, nem este Pedro, que agora está diante de vocês, nem qualquer outro Pedro estão contra vocês, nem contra a construção de uma casa duradoura sobre a rocha. Pelo contrário, compromete seu coração e suas mãos para ajudá-los a construir a vida em Cristo e com Cristo”.

A Campanha da Fraternidade é uma forma de contribuir para uma melhor vivência desse tempo e tornar a pessoa mais solidária diante de situações

Anualmente a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) realiza a Campanha da Fraternidade no tempo quaresmal da Igreja. A Quaresma é um período de quarenta dias em que o Cristão se dedica a conversão e reflexão espiritual. A Campanha da Fraternidade é uma forma de contribuir para uma melhor vivência desse tempo e tornar a pessoa mais solidária diante de situações concretas que envolvem a sociedade brasileira.

Aproximadamente a cada cinco anos a Campanha da Fraternidade é promovida de forma ecumênica, em conjunto com outras Igrejas Cristãs. No ano de 2021 a campanha será realizada nesse formato e terá como tema “Fraternidade e diálogo: compromisso de amor”, e o lema “Cristo é a nossa paz: do que era dividido fez uma unidade” (Ef 2, 14ª). A equipe que prepara a CFE do ano que vem, é composta por representantes da CNBB e de outras igrejas-membro do Conselho Nacional de Igrejas Cristãs (Conic).

“Vivemos em um mundo com novas expressões, novos conceitos e com novas palavras: polarizações, Fake News e tantas outras expressões que já fazem parte do nosso vocabulário. Sinais de um novo tempo onde parece que o diálogo, a boa conversa já não são prioridades em alguns ambientes. Assim, dando continuidade a CF de 2021 a CNBB e o CONIC abraçaram juntas a Campanha da Fraternidade de 2021 que será ecumênica. Fraternidade e diálogo, compromisso de amor! O lema que nos motiva é recolhido da carta de Paulo aos Efésios (Ef 2,14ª): “Cristo é a nossa paz. Do que era dividido fez unidade. ” Qual é o significado desta confissão de fé em tempos tão incertos como este em que vivemos, caracterizado por conflitos, por afirmação e defesa de identidades, às vezes com violência, racismos, xenofobias e outras práticas de ódio? Como anunciar a Boa Nova de Jesus Cristo em períodos turbulentos como o atual? Eis a grande motivação para a campanha: convidar as comunidades de fé, pessoas de boa vontade a pensar, avaliar e identificar caminhos para superar as polarizações e violências através do diálogo amoroso testemunhando a unidade na diversidade”, comenta Pe. Patriky Samuel Batista, Secretário executivo de Campanhas da CNBB.

O Diálogo ecumênico cria a fraternidade, um relacionamento de respeito entre aqueles que acreditam em Jesus Cristo e que seguem o Evangelho.

“Daí a importância de viver a campanha da fraternidade como tempo de conversão, tal como exige o período quaresmal. Momento para nos perguntarmos: o que aconteceu conosco que já não dialogamos mais? Vejo o outro como irmão ou como um desconhecido? Quem ama sempre está aberto ao diálogo. O diálogo confere identidade ao amor cristão. Um coração convertido pela Palavra de Deus será sempre um coração aberto ao diálogo com o próximo. Por esta razão temos aqui um belo itinerário quaresmal: estabelecer um sincero diálogo com Deus, um fraterno e amoroso diálogo com o próximo, um profético diálogo que rompe com a indiferença frente ao sofrimento”, acrescenta Padre Patriky.

O Secretário executivo de Campanhas da CNBB, nos rememora de que neste ano recordamos os 25 anos da publicação da Carta Encíclica Ut unum sint de São João Paulo II. Uma Encíclica que contribuiu muito para o diálogo e a unidade entre os Cristãos.

“Uma encíclica que confirma de modo irreversível o empenho ecumênico da Igreja Católica. Nela lemos que “a legítima diversidade não se opõe de forma alguma à unidade da Igreja, antes aumenta o seu decoro e contribui significativamente para o cumprimento da sua missão” (n. 50). Neste horizonte afirma o Papa Francisco que “a unidade não é principalmente o resultado da nossa ação, mas é dom do Espírito Santo. E não acontecerá como um milagre, mas caminhando juntos”. Neste esforço contínuo de busca da unida ficou famosa a expressão de que o diálogo “uma troca de presentes”. Presente que faz brilhar a identidade de cada um. Presente para o mundo como testemunho de comunhão. Em tempos onde crescem os muros somos chamados a construir pontes por meio de um “ecumenismo receptivo”, de acolhida e convivência onde sejamos capazes de dizer que, quem somos é um presente para você e o que você tem é um presente para nós. Reconhecer que outros cristãos têm dons e estar disposto a aceitá-los como algo que poderia ajudar a própria comunidade a crescer na fé requer conversão e compromisso. Lembrando o Papa Paulo VI São João Paulo II recorda que O diálogo não é apenas uma troca de ideias; de algum modo, é sempre um intercâmbio de dons”, ressaltou.

CARTAZ DA CAMPANHA DA FRATERNIDADE DE 2021

“A identidade visual da CFE 2021 expressa a comunhão dos diversos dons e carismas presentes nos membros das diversas comunidades de fé que compõe o CONIC. Dons que se movimentam por meio de uma ciranda onde não há primeiro nem último; onde todos se unem, buscam o mesmo compasso, a mesma sintonia, formam comunhão em movimento. A ciranda da vida coloca de mãos unidas os membros das Igrejas, mulheres e homens de boa vontade presentes nos diversos ambientes da sociedade e nos faz um convite quando, entre a criança e o cadeirante há um espaço aberto à espera de todos que desejam se unir à roda da fraternidade. O lema bíblico em destaque está entre dois mosaicos que sinalizam a centralidade da Palavra de Deus que nos une ao mesmo tempo em que indica a beleza da unidade na diversidade. No mosaico da esquerda, de forma discreta, encontramos o traço de uma cruz, símbolo do Cristo que vence a morte e, Ressuscitado, nos convida a testemunhar a paz que é resposta a um mundo de muros e polarizações. Nele somos chamados a edificar pontes de fraternidade. O diálogo enquanto compromisso de amor é a certeza que nos une e nos envia em missão como bem nos lembra a canção “Baião das Comunidades” somos comunidade, povo do Senhor, mulheres e homens de fraterna comunhão e solidariedade”, nos explica o Pe. Patriky Samuel Batista, Secretário executivo de Campanhas da CNBB.

OBJETIVO GERAL DA CAMPANHA DE 2021

A Campanha da Fraternidade tem como objetivo geral, redescobrir a beleza do diálogo; denunciar a instrumentalização da fé e as diferentes formas de violência; promover a conversão; promover e estimular a convivência e o diálogo ecumênico; animar as ações concretas em favor do amor ao próximo e superar as desigualdades.

EDIÇÕES ANTERIORES

 

A primeira foi organizada no ano 2000, e teve como tema “Dignidade humana e paz”, e o lema escolhido foi: “Novo milênio sem exclusões”.

 

A segunda edição, em 2005, falou sobre “Solidariedade e paz”, com o lema: “Felizes os que promovem a paz”.

 

Em 2010, o tema versou sobre “Economia e Vida”, com o lema “Vocês não podem servir a Deus e ao dinheiro”. 

 

Em 2016, com o tema “Casa comum, nossa responsabilidade” e lema “Quero ver o direito brotar como fonte e correr a justiça qual riacho que não seca” (Am 5.24), com foco no saneamento básico, desenvolvimento, saúde integral e qualidade de vida aos cidadãos.

Mensagem do Papa Francisco para a Conferência Católica dos meios de Comunicação 2020 nos Estados Unidos e Canadá.

O Papa Francisco enviou mensagem à Conferência Católica dos Meios de Comunicação 2020 dos Estados Unidos e Canadá, que acontece até amanhã de forma virtual.

 

O tema da Conferência “Juntos, enquanto estamos separados”, escolha motivada pelo distanciamento social causado pelo coronavírus, inspirou o Papa em sua mensagem. “Precisamos de meios de comunicação capazes de construir pontes, defender a vida e abater muros, visíveis e invisíveis, que impedem o diálogo sincero e a verdadeira comunicação”.

 

A mensagem que está disponível no site do Vaticano em Espanhol, Inglês e Italiano (https://www.vaticannews.va/pt/papa/news/2020-06/papa-francisco-mensagem-conferencia-midia-catolica.html), parte do reconhecimento que o Papa tem sobre a importância dos meios de comunicação para manter as pessoas unidas. “As nossas comunidades precisam dos meios de comunicação para informar e unir”, diz a mensagem.

 

O Papa fez também um pedido aos meios de comunicação católicos: “peço-lhes para que sejam unidos e sejam também sinal de unidade entre vocês, porque na Igreja, somos todos membros de um só corpo”.

Evento promovido pela CNBB em tributo às vítimas da Covid-19

Amanhã dia 1º de julho a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e a Cáritas Brasileira, com apoio do Verificado – iniciativa das Nações Unidas para combate à desinformação, estarão promovendo uma missa presidida pelo Cardeal dom Orani João Tempesta, as 19 horas, em tributo às vítimas da Covid-19 com o tema “Para Cada Vida”. A celebração acontecerá no Cristo Redentor no Rio de Janeiro, monumento reconhecido como Patrimônio da Humanidade pela UNESCO. A transmissão acontecerá ao vivo pelas plataformas do Youtube e Facebook da CNBB. Na esperança de dias melhores, Papa Francisco enviou uma mensagem de solidariedade e benção para esse momento e também o Presidente da CNBB, dom Walmor Oliveira de Azevedo se fará presente através de uma palavra.

A celebração tem o objetivo de proporcionar uma homenagem para cada vida, além de humanizar este momento crítico pelo qual o mundo está passando.

Mais informações acesse: https://www.cnbb.org.br/

Catequese do Papa Francisco sobre a oração no dia 24 de junho de 2020.

O Papa Francisco está abordando semanalmente, na Audiência Geral da 4ª feira, o tema da oração.

Hoje, 24 de junho Francisco aponta o rei Davi como um exemplo de homem que reza e afirma que a nobreza de Davi veio da oração e acrescenta que a “oração nos dá nobreza”.

Davi foi escolhido por Deus para ser rei de seu povo. Ele era pastor e cuidava do rebanho com todo o empenho, defendendo-o e sustentando-o. “Quando Davi, por vontade de Deus, tiver que se preocupar pelo povo, não realizará ações muito diferentes destas”, disse o Papa e acrescentou: “Davi Santo, reza. Davi pecador, reza. Davi perseguido, reza. Davi perseguidor, reza. Davi vítima, reza. Até Davi, carnífice, reza. Este é o fio condutor de sua vida. Um homem de oração. Essa é a voz que nunca se apaga: quer assuma os tons do júbilo, quer os da lamentação, é sempre a mesma oração, só muda a melodia. Agindo assim, Davi nos ensina a deixar que tudo faça parte do diálogo com Deus: tanto a alegria como a culpa, o amor como o sofrimento, a amizade como a doença. Tudo pode tornar-se palavra dirigida ao “Tu” que nos ouve sempre”.

Mensagem do Papa Francisco para o Dia Mundial do Pobre.

“Estende a tua ao pobre” (Eclo 7,32) é o tema escolhido pelo Papa Francisco para nortear a reflexão e as ações do Dia do Pobre.

 

A data a ser celebrada neste ano de 2020, por ser uma data móvel, é 15 de novembro, penúltimo Domingo do ano litúrgico.

 

“Manter o olhar voltado para o pobre é difícil, mas tão necessário para imprimir a justa direção à nossa vida pessoal e social”, diz o Papa em um dos trechos da Carta. E esta é a constante solicitação de Francisco em todas as oportunidades: atenção aos mais necessitados.

 

O tema foi tirado do Livro do Eclesiástico que o Papa chama de “compêndio de sugestões sobre o modo de agir à luz duma relação íntima com Deus, criador e amante da criação, justo e providente para com todos os seus filhos”. O texto fala que oração e solidariedade são inseparáveis e relembra “que toda a pessoa, mesmo a mais indigente e desprezada, traz gravada em si a imagem de Deus”.

A celebração do Dia do Pobre foi proposta pelo Papa no encerramento do Ano da Misericórdia em 2016 e acontece este ano, na sua 4ª edição. Naquele momento Francisco deu como motivação que “a misericórdia não se pode reduzir a um parêntesis na vida da Igreja, mas constitui a sua própria existência”.

 

O Ano da Misericórdia, assim como o Dia do Pobre é um momento especial pôr em prática as Obras de Misericórdia corporais e espirituais.

Obras de Misericórdia corporais:

1ª Dar de comer a quem tem fome;

2ª Dar de beber a quem tem sede;

3ª Vestir os nus;

4ª Dar pousada aos peregrinos;

5ª Assistir aos enfermos;

6ª Visitar os presos;

7ª Enterrar os mortos.

Obras de Misericórdia espirituais:

1ª Dar bom conselho;

2ª Ensinar os ignorantes;

3ª Corrigir os que erram;

4ª Consolar os aflitos;

5ª Perdoar as injúrias;

6ª Sofrer com paciência as fraquezas do nosso próximo;

7ª Rogar a Deus por vivos e defuntos.