Notícias da Igreja

Carlo Acutis um exemplo para a juventude. É possível ser santo usando calça jeans, moletom e tênis.

ASSIS, 01 out. 20 / 12:30 pm (ACI).- No dia 1º de outubro foi aberto o túmulo de Carlo Acutis, o adolescente italiano que será beatificado no sábado, 10, e cujo corpo parece não ter sofrido a decomposição dos anos; porém, pode-se dizer que é um corpo incorrupto?

 

Carlo, chamado de ciberapóstolo da Eucaristia, faleceu aos 15 anos, em 2006, de leucemia. Com a abertura de seu túmulo a poucos dias de sua beatificação em Assis (Itália), foram divulgadas imagens do corpo do adolescente, vestido de calça jeans e casaco de moletom, e com um terço nas mãos.

 

O estado de conservação de seus restos mortais levou muitas pessoas a afirmarem nas redes sociais que se trata de um corpo incorrupto.

 

No entanto, em declarações recentes à ACI Prensa/EWTN, o reitor do Santuário do Despojamento, em Assis, Pe. Carlos Acácio Gonçalves Ferreira, explicou que o corpo de Acutis “está em um estado muito íntegro, não intacto, mas íntegro. Conserva todos os órgãos”.

 

Indicou que “Já fizeram trabalhos sobre o rosto, mas é bonito que pela primeira vez na história será possível ver um santo vestido de calça jeans, tênis e moletom. Isso é uma grande mensagem”. “Podemos sentir sua santidade não como uma coisa distante, mas como algo ao alcance de todos porque o Senhor é o Senhor de todos”, expressou.

 

Os fiéis podem venerar seu corpo

 

O Santuário do Despojamento em Assis permanecerá aberto de 1º a 17 de outubro, das 8h15 às 22h e em 9, 10 e 11 de outubro até 00h00 para permitir que os numerosos fiéis devotos de Carlo possam venerar seus restos mortais.

 

No dia 2 de outubro, duas exposições de Carlo Acutis serão inauguradas na Catedral de San Rufino e na de Santa Maria dos Anjos: a dos “Milagres eucarísticos” e a das “aparições marianas”.

 

À tarde, haverá um evento online dedicado aos jovens com o título: “Bem-aventurado: na escola da felicidade com Carlo Acutis” realizado pela pastoral juvenil regional.

 

No dia seguinte, alguns bispos italianos farão uma visita às 21h ao Santuário do Despojamento para venerar o corpo de Carlo Acutis.

 

Na segunda-feira, 5 de outubro, a mãe de Carlo Acutis dará seu testemunho junto com alguns amigos próximos de Carlo. A reunião será moderada pelo diretor da assessoria de imprensa do Santo Convento, Pe. Enzo Fortunato.

 

No dia 9 de outubro, vigília da Beatificação, será realizada em Santa Maria dos Anjos uma vigília de oração, animada pela pastoral juvenil diocesana e com a presença do Bispo Auxiliar de Milão, Dom Paolo Martinelli e do Presidente da Conferência Umbra Episcopal, Dom Renato Boccardo.

 

À noite, Assis será uma “cidade eucarística” porque haverá momentos de adoração em várias igrejas do centro histórico.

 

No sábado, dia 10 de outubro, será a Cerimônia de Beatificação que poderá ser acompanhada por telões em diversos pontos da cidade e pelas redes sociais.

 

Publicado originalmente em ACI Prensa. Traduzido e adaptado por Nathália Queiroz para ACI Digital

 

Veja também:

 

Antonia Salzano – Mae de Carlo Acutis fala sobre exposição do corpo e a beatificação

 

 

É preciso cuidar da casa comum. O Brasil possui a maior floresta mas mesmo assim precisamo plantar árvores em nossas cidades.

Estamos no mês de setembro, o mês da Bíblia e também o mês da Primavera. Embora nem sempre percebamos com clareza as estações do ano devido à diversidade das situações climáticas do país, as primeiras chuvas que começam a cair, dão uma esperança de vida que renasce. Hoje em especial comemoramos o dia da árvore, como cristãos somos responsáveis por essa criação. A data surgiu da necessidade de conscientizar a população da importância das árvores para o meio ambiente, inclusive para a vida dos seres humanos.

O Papa Francisco preocupado com a casa comum escreveu a Carta Encíclica ‘Laudato Si’ – ‘Louvado seja’ – sobre o cuidado da casa comum. Na Carta, o Papa faz um apelo:

“O urgente desafio de proteger a nossa casa comum inclui a preocupação de unir toda a família humana na busca de um desenvolvimento sustentável e integral, pois sabemos que as coisas podem mudar. O Criador não nos abandona, nunca recua no seu projeto de amor, nem Se arrepende de nos ter criado. A humanidade possui ainda a capacidade de colaborar na construção da nossa casa comum (13)”.

O termo Casa Comum foi inspirado no Cântico das criaturas, que recorda a terra, comprando ora a irmã, com quem partilhamos a existência, ora a uma boa mãe, que nos acolhe nos seus braços.

O Papa Francisco alerta que a “crise ecológica” impele a uma “profunda conversão espiritual” e frisa que os cristãos são chamados a uma “conversão ecológica que comporta deixar emergir, nas relações com o mundo que os rodeia, todas as consequências do encontro com Jesus”, citando a encíclica Laudato Sí’ (217).

Vivemos em um tempo em que todos os cristãos enfrentam idênticos e importantes desafios. Vamos iniciar a primavera dando testemunho concreto com a Casa Comum. Mesmo possuindo a maior floresta urbana do mundo, precisamos arborizar nossa cidade.

Convido a você nesse dia a rezar a Oração Cristã com a Criação, presente na encíclica ‘Laudato Sí’:

 “Nós Vos louvamos, Pai, com todas as vossas criaturas que saíram da vossa mão poderosa. São vossas e estão repletas da vossa presença e da vossa ternura. Louvado sejais! Filho de Deus, Jesus, por Vós foram criadas todas as coisas. Fostes formados no seio materno de Maria, fizestes-Vos parte desta terra, e contemplastes este mundo com olhos humanos. Hoje estais vivo em cada criatura com a vossa glória de ressuscitado. Louvado sejais! Espírito Santo, que, com a vossa luz, guiais este mundo para o amor do Pai e acompanhais o gemido da criação, Vós viveis também nos nossos corações a fim de nos impelir para o bem. Louvado sejais! Senhor Deus, Uno e Trino, comunidade estupenda de amor infinito, ensinai-nos a contemplar-Vos na beleza do universo, onde tudo nos fala de Vós. Despertai o nosso louvor e a nossa gratidão por cada ser que criastes. Dai-nos a graça de nos sentirmos intimamente unidos a tudo o que existe. Deus de amor, mostrai-nos o nosso lugar neste mundo como instrumentos do vosso carinho por todos os seres desta terra, porque nem um deles sequer é esquecido por Vós. Iluminai os donos do poder e do dinheiro para que não caiam no pecado da indiferença, amem o bem comum, promovam os fracos, e cuidem deste mundo que habitamos. Os pobres e a Terra estão bradando: Senhor, tomai-nos sob o vosso poder e a vossa luz, para proteger cada vida, para preparar um futuro melhor, para que venha o vosso Reino de justiça, paz, amor e beleza. Louvado sejais! Amém”.

Leia a Encíclica ‘Laudato Si’ – ‘Louvado seja’ na íntegra.

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) emitiu nota sobre o PL 1581/2020. Segundo a entidade afirma no texto ela não participou da

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) emitiu nota sobre o PL 1581/2020. Segundo a entidade afirma no texto ela não participou da elaboração nem da discussão do projeto aprovado pelo Congresso Nacional.

Na nota, a direção da CNBB afirma que “um tema tão complexo como o tratamento tributário dado às organizações religiosas não pode ser discutido de modo incidental e praticamente silencioso, sob o risco de surgirem interesses particulares que maculem a própria discussão”.

Em outro trecho, a nota diz que “desde muito reclama tratamento adequado por parte do governo em relação a demandas históricas e até hoje não atendidas”.

Leia abaixo a nota na íntegra.

Num cenário de incertezas e de grandes mudanças causadas pela crise sanitária vivida pelo mundo, a Igreja se coloca como braço para o auxílio

Num cenário de incertezas e de grandes mudanças causadas pela crise sanitária vivida pelo mundo, a Igreja se coloca como braço para o auxílio espiritual e social, a fim de contribuir para mitigar o sofrimento dos irmãos mais necessitados.

É diante deste cenário que a Igreja no Brasil renova sua esperança e amorosidade às pessoas que sofrem as consequências sociais da pandemia e convoca a sociedade brasileira para uma Ação Solidária Emergencial que promova gestos concretos de ajuda às famílias em situação de vulnerabilidade diante da pandemia de Coronavírus.

Sabemos que muitas comunidades, paróquias e dioceses realizam muitos trabalhos de promoção da dignidade humana e também ações de solidariedade com pessoas em situação de vulnerabilidade social há muitos anos. Por isso, a Igreja do Brasil convoca todas as pessoas de bom coração, especialmente, suas comunidades eclesiais, para que se somem às iniciativas já em curso ou promovam novas ações de solidariedade nesse momento tão difícil da vida humana.

Lives

A CNBB está promovendo uma série de lives na intenção de favorecer a compreensão do Pacto assinado por várias entidades brasileiras no mês de abril deste ano, diante do avanço da pandemia do novo coronavírus e das exigências que o novo contexto apresentou aos poderes públicos e à sociedade brasileira. Os convidados devem abordar as motivações e atitudes decorrentes da coalizão.

Ainda devem ser aprofundados pontos como a responsabilidade dos brasileiros no momento atual, a promoção do diálogo diante da polarização e os próximos passos do Pacto pela Vida e pelo Brasil.

Próximas Lives

As Lives sobre o Pacto pela Vida e pelo Brasil acontecem todas as terças-feiras às 17h. Elas são transmitidas via Youtube da CNBB e Cáritas e também pelo Twitter e Facebook da CNBB.

15/09: Pontos específicos que nos desafiam no Brasil atual: saúde, economia e atenção aos pobres 

       Dom Jaime Spengler Dom Mário Antônio da Silva  

22/09: Por que devemos ouvir a ciência se temos fé? 

       Pe. Aníbal Gil Lopes – UFRJ Prof Everthon Oliveira (CEFET-MG)

29/09: Aspectos especificamente políticos do PVB

       Dom Walmor de Oliveira Azevedo Pe. Paulo Renato

O Santo Padre nomeou o novo Núncio Apostólico para o Brasil.

O Santo Padre nomeou o novo Núncio Apostólico para o Brasil. Trata-se de Sua Excelência Reverendíssima Dom Giambattista Diquattro, Arcebispo titular de Giromonte, até agora Núncio Apostólico na Índia e Nepal.

Giambattista Diquattro nasceu em Bolonha, Emília-Romanha, Itália, em 18 de março de 1954 é arcebispo, diplomata, teólogo e canonista. Foi ordenado sacerdote em 1981. Recebeu seu mestrado em Direito Civil na Universidade de Catânia, e doutorado em Direito Canônico na Pontifícia Universidade Lateranense em Roma e mestrado em Teologia Dogmática na Pontifícia Universidade Gregoriana em Roma.

Entrou para o Serviço Diplomático da Santa Sé em 1º de maio de 1985, e serviu em missões diplomáticas nas representações pontifícias na República Centro-Africana, República Democrática do Congo e Chade, nas Nações Unidas em Nova York, e mais tarde na Secretaria de Estado do Vaticano, e na Nunciatura Apostólica na Itália. O Papa João Paulo II o nomeou núncio apostólico no Panamá em 2 de abril de 2005. Bento XVI o nomeou núncio apostólico na Bolívia em 21 de novembro de 2008 e em 21 de janeiro de 2017, o Papa Francisco o nomeou Núncio Apostólico na Índia e no Nepal.

Fonte: https://www.vaticannews.va/pt/papa/news/2020-08/nuncio-apostolico-brasil.html

Pronunciamento da Comissão Vida e Família sobre aborto em menina de dez anos.

O Presidente da Comissão Vida e Família da CNBB, Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, Dom Ricardo Hoepers fez pronunciamento sobre o aborto provocado na menina de 10 anos.

Leia o pronunciamento no anexo.

Anexos

Entrevista com dom Luiz Mancilha Vilela sobre bispo emérito.

Na Província Eclesiástica do Espírito Santo eles são 4: Dom Aldo Gerna (São Mateus), Dom Décio Zandonade (Colatina), Dom Luiz Mancilha Vilela (Vitória) e Dom Geraldo Lyrio Rocha (Mariana –MG). São os arcebispos e bispos eméritos que vivem em nosso Estado e compartilham a experiência, o conhecimento e a oração cada um com seu ritmo, seu estilo e sua condição física.

Nesta semana, que é dedicada à vocação sacerdotal, estamos descobrindo como se dão as diferentes etapas na vida de um vocacionado ao sacerdócio. Hoje, já na reta final da semana, vamos falar sobre o bispo emérito.

Quem é e o que significa bispo emérito

Bispo emérito é um título dado pela Igreja quando o bispo deixa de governar uma diocese por motivo de idade. A idade limite para um bispo exercer o ministério episcopal é 75 anos. Ao completar essa idade o bispo envia ao papa uma carta de renúncia ao cargo. Por se tratar de uma norma estabelecida pela Igreja, o Papa aceita, embora por razões específicas, em alguns casos, o bispo pode ser convidado a exercer o ministério por algum tempo mais. Em Vitória, nós tivemos recentemente o caso de Dom Luiz Mancilha Vilela, que se tornou emérito 1 ano e meio após apresentar a renúncia. A partir do momento em que o papa aceita a renúncia, o ofício de governar a diocese ou arquidiocese termina, mas o emérito continua bispo, garantido pela ordenação episcopal. As atividades que ele vai exercer dependem do estado de saúde e das necessidades da Igreja.

Conversamos com Dom Luiz Mancilha Vilela, arcebispo emérito de Vitória sobre o assunto.

Entrevista

Vicariato: O senhor continua acompanhando a vida da Igreja?

Dom Luiz: Sim, o emérito precisa descobrir sua missão de dar testemunho e orar pela Igreja. É uma etapa para agir com mais sabedoria e ter menos preocupação com o fazer. A vida de um bispo emérito é a plenitude da mistagogia. Costumo dizer que a Igreja é sábia ao estabelecer a idade de 75 anos para o bispo se retirar e deixar lugar para os mais novos. É como nos Atos dos Apóstolos quando os discípulos escolhem os diáconos para se dedicarem “ao fazer” para que eles se dedicassem mais à oração.

Vicariato: O dicionário define emérito como: pessoa experiente – pessoa que desfruta dos rendimentos obtidos ao longo da vida – pessoa que desfruta de honras? Qual delas se adapta à realidade de um bispo emérito?

Dom Luiz: Não me encaixo em nenhuma das definições. ´Dediquei a minha vida à Igreja e agora a Igreja me mantém nesta fase da vida. Nas dioceses que governei, tanto Vitória como Cachoeiro de Itapemirim, procurar fazer justiça social entre o clero. Vivo num apartamento que é da Arquidiocese de Vitória e sou mantido por ela.

Vicariato: Qual o sentimento na hora da renunciar? Esse sentimento já passou?

Dom Luiz: A renúncia faz parte daquelas passagens que todos temos e que eu tive nas diversas épocas da vida: nascimento – saída da família para o Seminário – do Seminário para a Congregação – do noviciado para a vida religiosa – tudo isso foram entregas que exigiram renúncias da minha parte. O episcopado foi para mim um momento difícil, renunciei à minha Congregação que amo muito e mergulhei num mundo que eu não conhecia: ser bispo de uma diocese. Apostei na graça de Deus, obedeci e acredito que cumpri a missão. Encontrei as duas dioceses em situação difícil e com a Graça de Deus fui instrumento para darmos passos à frente. Tornar-me emérito implica em mais uma renúncia. Sair de uma ativa para uma vida bastante diferente. Sempre me preocupei com as pessoas idosas e procurei me preparar para a vida de emérito, mas eu vi que mesmo com preparo a gente se surpreende. Estou vivendo de outra maneira sem me preocupar em fazer alguma coisa. Minha preocupação é ser uma presença ou uma pessoa segundo os desígnios Senhor.

Vicariato: Das atividades religiosas que o senhor desenvolveu, qual, neste momento, lhe faz falta?

Dom Luiz: Eu não identifico esta ou aquele. A minha pessoa inteira estava a serviço do Reino de Deus e da Igreja de acordo com as minhas pobres capacidades. No governo, na formação dos seminaristas e dos padres, em tudo que fiz procurei dar o melhor e não foi fácil. Não devo ter agradado a todos porque meu estilo de vida foi na linha disciplinar porque eu entendi que tanto a diocese de Cachoeiro quanto a de Vitória precisavam de certa disciplina. Sem disciplina a pessoa não caminha e sem disciplina a Igreja não caminha. Quanto ao que me faz falta, eu sou uma pessoa da liturgia, mas não me faz falta porque eu celebro a missa todos os dias. Agora Deus me quer como emérito, então eu não tenho que fazer, tenho que ser e obedecer à Igreja no ministério da minha emeritude e estar à disposição se precisarem de mim. Insisti muito que Deus nos quer santos e busco a santidade. A tecla principal da minha pregação foi e é a vivência do mistério pascal.

Vicariato: O senhor tem uma rotina de atividades?

Dom Luiz: Agora, por conta da pandemia, estou sem atividades nas duas paróquias onde celebro, mas tenho uma rotina sim. Levanto às 5h, faço uma caminhada no corredor, depois minhas orações com a Liturgia das Horas e meditação. Depois do café vejo as notícias e continuo rezando de outra forma, escrevendo para um conhecimento maior da pessoa de Jesus a partir dos Evangelhos Sinóticos. À tarde depois de um descanso assisto alguma coisa na linha mais cultural ou volto para trabalhar no computador e leitura. Acabei de ler Sto. Agostinho e agora estou lendo São Basílio Magno.

Vicariato: Na CNBB, Conferência Nacional dos Bispos do Brasil,  bispo emérito tem voz e vez? E na Arquidiocese?

Dom Luiz: Na CNBB temos voz, vez não temos porque a Igreja já nos tirou a nossa vez. Então, agora a nossa missão não é fazer alguma coisa, nossa missão é ser, é a missão da sabedoria, da fé mais aprofundada, e, sobretudo do despojamento. A gente vê que a vida e o trabalho que realizou pouco significado e pouco valor tem. O importante é a qualidade de vida na fé e no amor do Senhor. A gente vive o mistério da cruz no passado e no presente para que possa experimentar a doçura do céu.

Insígnias episcopais e bispos eméritos

Ao ser ordenado o bispo recebe o anel, a cruz peitoral e a mitra. Ao tomar posse recebe o báculo (cajado). Se for nomeado arcebispo recebe do Papa o pálio que apenas pode ser usado nas Celebrações Litúrgicas dentro do território da Província Eclesiástica, no nosso caso no Estado do Espírito Santo. O báculo é o símbolo do pastoreio e o pálio o símbolo da lealdade ao Papa. Então, ao tornar-se emérito, o bispo ou arcebispo deixam de usar o báculo (porque a responsabilidade do pastoreio na diocese não mais lhe pertence) e também o pálio, (por não ser mais o responsável pela lealdade ao Papa).

Bispos eméritos no Espírito Santo

A responsabilidade pela assistência ao bispo emérito é da diocese que ele governou, mas nem sempre o bispo emérito fica na diocese. Em Vitória temos a presença de dom Geraldo Lyrio Rocha, arcebispo emérito da diocese de Mariana, MG. Dom Geraldo é nascido no Espírito Santo e escolheu ficar em Vitória nesta etapa da vida, mas continua pregando retiros e assessorando encontros pelas dioceses do Brasil. Dom Décio Zandonade continua na Diocese de Colatina, e assumiu a reitoria do Santuário da Saúde em Ibiraçu. Dom Luiz Mancilha Vilela continua na Arquidiocese de Vitória e, neste momento por conta da pandemia, está sem atividades, mas ajuda nas celebrações em duas paróquias de Vila Velha (Bom Pastor e Guadalupe) e também atende demandas de outras paróquias para celebração de crisma. Dom Aldo Gerna também permanece em São Mateus, mas por questões de saúde está sem atividades.

A diocese de Colatina, caçula das quatro dioceses da Província Eclesiástica do Espírito Santo, foi criada pelo Papa João Paulo II em 23 de

A diocese de Colatina, caçula das quatro dioceses da Província Eclesiástica do Espírito Santo, foi criada pelo Papa João Paulo II em 23 de abril de 1990. Ela é resultado da necessidade de encurtar distâncias e ampliar o atendimento da Igreja na região norte e noroeste do estado. 

Oriunda da Arquidiocese de Vitória, quando o Arcebispo era Dom Silvestre Luiz Scandian, o primeiro bispo de Colatina foi Dom Geraldo Lyrio Rocha, hoje emérito, e a instalação da diocese foi em 15 de julho de 1990.

Neste domingo, dia 02 de agosto de 2020, o atual bispo diocesano, Dom Joaquim Wladimir Lopes Dias, celebrou missa pelos 30 anos de instalação da diocese de Colatina. A celebração aconteceu às 09h na Catedral Sagrado Coração de Jesus.