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O Dicastério para os Leigos, Família e Vida lança Pacto Global pela Família. Matéria publicada no site vaticannews. “Grande parte dos sonhos de Deus
O Dicastério para os Leigos, Família e Vida lança Pacto Global pela Família. Matéria publicada no site vaticannews.
“Grande parte dos sonhos de Deus acerca da comunidade humana realizam-se na família (…). Não podemos ficar indiferentes ao futuro da família, comunidade de vida e de amor, aliança insubstituível e indissolúvel entre homem e mulher, lugar de encontro entre as gerações, esperança da sociedade”, diz Francisco na mensagem pelo lançamento do Pacto Global pela Família.

“Desejo apoiar o Family Global Compact [Pacto Global pela Família], um programa compartilhado de ações visando pôr em diálogo a pastoral familiar com os centros de estudo e pesquisa sobre a família presentes nas universidades católicas de todo o mundo. Esta é a intenção do Papa Francisco já declarada na Exortação Apostólica Amoris laetitia. O Pontífice reafirma o seu desejo na mensagem de lançamento da iniciativa promovida pelo Dicastério para os Leigos, Família e Vida e pela Pontifícia Academia das Ciências Sociais.

Pesquisa e pastoral juntos para uma cultura da família

O objetivo do Pacto Global pela Família é promover a sinergia entre percursos de vida e estudos acadêmicos. E o Papa explica porquê:

Juntas, as universidades católicas e a pastoral, podem promover melhor uma cultura da família e da vida que, a partir da realidade, ajude as novas gerações – neste tempo de incertezas e de carestia da esperança – a estimar o matrimônio, a vida familiar com os seus recursos e desafios, a beleza de gerar e proteger a vida humana.

O contexto atual das relações familiares

Às universidades, continua Francisco, está confiada a tarefa de desenvolver análises aprofundadas sobre os vários aspectos da instituição familiar para defender sua “real importância no âmbito dos sistemas contemporâneos de pensamento e de ação”. E traça um panorama da situação atual:

Dos estudos feitos, sobressai um contexto de crise das relações familiares, alimentado tanto por dificuldades contingentes como por obstáculos estruturais, o que torna mais difícil formar serenamente uma família na falta de apoios adequados por parte da sociedade. É também por isso que muitos jovens descartam a opção do matrimónio em favor de formas de relações afetivas mais instáveis e informais. Mas as pesquisas evidenciam também que a família continua a ser a fonte prioritária da vida social e mostram a existência de boas iniciativas que merecem ser partilhadas e difundidas a nível global.

Não podemos nos resignar à declinação da família

Na mensagem, o Papa Francisco descreve as tarefas do Family Global Compact, um programa, observa ele, que não é estático, mas um caminho articulado em quatros passos.

O primeiro diz respeito à promoção do diálogo entre centros de universitários de estudo e pesquisa que se ocupam de temáticas familiares; o segundo visa promover maior sinergia entre as universidades católicas e as comunidades cristãs.

O objetivo do terceiro passo, por sua vez, é favorecer “a cultura da família e da vida na sociedade”, para que surjam “propostas e objetivos úteis às políticas públicas”.

Por fim, com o quarto passo, se quer apoiar as propostas que surgem para a melhoria do serviço à família em todos os seus aspectos que a mensagem enumera: “espiritual, pastoral, cultural, jurídico, político, econômico e social”. O Papa, neste sentido, sublinha a responsabilidade da Igreja:

Grande parte dos sonhos de Deus acerca da comunidade humana realizam-se na família. Por isso, não podemos resignar-nos com o seu declínio em nome da incerteza, do individualismo e do consumismo, que anteveem um futuro de indivíduos isolados que pensam em si mesmos. Não podemos ficar indiferentes ao futuro da família, comunidade de vida e de amor, aliança insubstituível e indissolúvel entre homem e mulher, lugar de encontro entre as gerações, esperança da sociedade.

Uma família saudável é um bem para todos

Francisco conclui com uma consideração:

Recordemos que a família tem efeitos positivos sobre todos, enquanto geradora de bem comum: as boas relações familiares constituem uma riqueza insubstituível não só para os cônjuges e os filhos, mas também para toda a comunidade eclesial e civil.

Foi divulgada, hoje, 25 de maio de 2023, a mensagem do Papa Francisco para o Dia Mundial de Oração pelo Cuidado da Criação. Leia
Foi divulgada, hoje, 25 de maio de 2023, a mensagem do Papa Francisco para o Dia Mundial de Oração pelo Cuidado da Criação. Leia a mensagem clicando aqui e veja abaixo a divulgação feita pelo site vaticannews.va
Em sua mensagem para o Dia Mundial de Oração pelo Cuidado da Criação, o Papa convida vencer o consumismo voraz, a exploração de recursos e a poluição, apontando quatro caminhos: a conversão do coração, a transformação dos estilos de vida, novas políticas e, por fim, comunhão e sinodalidade.
«Que jorrem a justiça e a paz» é o tema da mensagem do Santo Padre, para o Tempo ecumênico da Criação deste ano, inspirado nas palavras do profeta Amós: «Jorre a equidade como uma fonte, e a justiça como torrente que não seca».

Escutar a palpitação materna da terra

Segundo Francisco, “esta expressiva imagem de Amós nos diz aquilo que Deus deseja. Deus quer que reine a justiça, que é essencial para a nossa vida de filhos, criados à imagem de Deus, como é a água para a nossa sobrevivência física. Deus quer que cada um procure ser justo em todas as situações e sempre se esforce por viver segundo as suas leis, permitindo à vida florescer plenamente”.

“Quando buscarmos antes de tudo o Reino dos Céus, mantendo uma justa relação para com Deus, a humanidade e a natureza, então a justiça e a paz poderão jorrar como torrente inexaurível de água pura, vivificando a humanidade e todas as criaturas.”

O Pontífice recorda que em julho de 2022, durante sua viagem apostólica ao Canadá, às margens do Lago de Sant’Ana, província de Alberta, ele convidou a meditar sobre isso. “Aquele lago foi, e é, um local de peregrinação para muitas gerações de indígenas”, pois ali eles “encontraram a consolação e a força para continuar”.

Segundo o Papa, “imersos na criação, podemos escutar: a palpitação materna da terra. E assim como o batimento dos bebés, ainda no seio materno, está em harmonia com o das mães, assim também para crescer como seres humanos precisamos cadenciar os ritmos da existência com os da criação que nos dá vida”.

Efeitos devastadores da guerra ambiental

Francisco convida, neste Tempo da Criação, “a sondar estes batimentos do coração: o nosso, o das nossas mães e das nossas avós, o pulsar do coração da criação e do coração de Deus” e faz um apelo “a permanecer ao lado das vítimas da injustiça ambiental e climática, pondo fim a esta guerra insensata contra a criação“.

De acordo com o Pontífice, “o consumismo voraz, alimentado por corações egoístas, está transtornando o ciclo da água do planeta, o uso desenfreado de combustíveis fósseis e a destruição das florestas estão criando um aumento das temperaturas e provocando secas graves, as terríveis carências hídricas estão afligindo cada vez mais as nossas casas, desde as pequenas comunidades rurais até às grandes cidades, as indústrias predatórias estão esgotando e poluindo as nossas fontes de água potável com atividades extremas, como o fraturamento hidráulico para a extração de petróleo e gás, os megaprojetos de extração descontrolada e a engorda acelerada de animais. Apropriam-se da «irmã água» – como lhe chama São Francisco, transformando-a em «mercadoria sujeita às leis do mercado»”.

Ação urgente em prol do clima

Francisco recorda que “o Painel Intergovernamental das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (IPCC) defende uma ação urgente em prol do clima a fim de nos impedir de desperdiçar a ocasião para criar um mundo mais sustentável e justo. Podemos e devemos evitar que se verifiquem as piores consequências. Devemos nos decidir a transformar os nossos corações, os nossos estilos de vida e as políticas públicas que regem a nossa sociedade”.

Transformar os nossos corações

Portanto, em primeiro lugar, devemos transformar “os nossos corações. Isto é essencial, se se quer começar qualquer outra transformação. É a «conversão ecológica» que São João Paulo II nos exortava a realizar: a renovação do nosso relacionamento com a criação, de modo que já não a consideremos como objeto a explorar, mas, ao contrário, guardemo-la como um sacro dom do Criador. Depois, devemos nos conscientizar de que uma abordagem global requer que se pratique o respeito ecológico nas quatro vertentes: para com Deus, para com os nossos semelhantes de hoje e de amanhã, para com toda a natureza e para com nós mesmos”.

Transformar os nossos estilos de vida

Em segundo lugar, devemos transformar “os nossos estilos de vida. Partindo duma grata admiração do Criador e da criação, arrependamo-nos dos nossos «pecados ecológicos», como adverte o meu irmão Patriarca Ecumênico Bartolomeu. Estes pecados prejudicam o mundo natural e também os nossos irmãos e irmãs. Com a ajuda da graça de Deus, adotemos estilos de vida com menor desperdício e menos consumos inúteis, sobretudo onde os processos de produção são tóxicos e insustentáveis. Procuremos estar o mais possível atentos aos nossos hábitos e opções econômicas, para que todos possam estar melhor: os nossos semelhantes, onde quer que se encontrem, e também os filhos dos nossos filhos. Colaboremos para esta criação contínua de Deus através de opções positivas: fazendo o uso mais moderado possível dos recursos, praticando uma jubilosa sobriedade, separando e reciclando o lixo e recorrendo a produtos e serviços – e há tantos à nossa disposição – que sejam ecológica e socialmente responsáveis”.

Transformar as políticas públicas

Por fim, “devemos transformar as políticas públicas que regem as nossas sociedades e moldam a vida dos jovens de hoje e de amanhã. Políticas econômicas, que favorecem riquezas escandalosas para poucos e condições degradantes para muitos, decretam o fim da paz e da justiça”. Segundo Francisco, “é evidente que as nações mais ricas acumularam”, e cita a encíclica Laudato si’, “uma «dívida ecológica». Os líderes mundiais presentes na Cúpula COP28, programada de 30 de novembro a 12 de dezembro deste ano em Dubai, devem ouvir a ciência e começar uma transição rápida e equitativa para acabar com a era dos combustíveis fósseis”.

“À luz dos compromissos do Acordo de Paris tendentes a suspender o risco do aquecimento global, é insensato permitir a exploração e expansão contínua das infraestruturas para os combustíveis fósseis.”

“Levantemos a voz para deter esta injustiça para com os pobres e os nossos filhos, que sofrerão os impactos piores das mudanças climáticas.”

“Apelo a todas as pessoas de boa vontade para agirem de acordo com estas orientações acerca da sociedade e da natureza”, escreve o Papa

Caminho de diálogo sinodal e conversão

“Numa perspectiva paralela, mais específica do serviço da Igreja Católica, temos a sinodalidade“, sublinha Francisco, recordando que “este ano, o encerramento do Tempo da Criação, na festa de São Francisco, em 4 de outubro, coincidirá com a abertura do Sínodo sobre a Sinodalidade”. “Como os rios que são alimentados por mil ribeirinhos e torrentes maiores, o processo sinodal, iniciado em outubro de 2021, convida todos os componentes, a nível pessoal e comunitário, a convergirem num majestoso rio de reflexão e renovação. Todo o Povo de Deus está envolvido num abrangente caminho de diálogo sinodal e conversão”, ressalta.

Francisco conclui a mensagem, destacando que “à semelhança duma bacia hidrográfica com os seus numerosos afluentes grandes e pequenos, a Igreja é uma comunhão de inumeráveis Igrejas locais, comunidades religiosas e associações que se alimentam da mesma água. Cada fonte acrescenta a sua contribuição única e insubstituível, até confluírem todas no vasto oceano do amor misericordioso de Deus. Como um rio é fonte de vida para o ambiente que o rodeia, assim a nossa Igreja sinodal deve ser fonte de vida para a casa comum e quantos nela habitam. E como um rio dá vida a todo o tipo de espécies animal e vegetal, assim uma Igreja sinodal deve dar vida semeando justiça e paz em todo lugar que alcance”.

Divulgada a marca e o hino oficial da Congresso Eucarístico Internacional. Veja a publicação do site cnbb.org.br “Fraternidade para curar o mundo” é o

Divulgada a marca e o hino oficial da Congresso Eucarístico Internacional. Veja a publicação do site cnbb.org.br

“Fraternidade para curar o mundo” é o tema do 53º Congresso Eucarístico Internacional (IEC2024) que se realizará, em Quito, no Equador, de 8 a 15 de setembro de 2024 e que culminará com a celebração da Statio orbis. Um tema inspirado nas palavras do Evangelho “Vocês são todos irmãos” (Mt 23,8) que recorda a atual experiência sinodal da Igreja chamada a se tornar lugar fraterno de inclusão, de pertença compartilhada e de profunda hospitalidade.

No dia 10 de maio, o logotipo e o hino oficial do Congresso foram apresentados na sede da Conferência Episcopal Equatoriana. As notícias relativas ao evento podem ser encontradas no site da Comissão Preparatória e da Pontifícia Comissão para os Congressos Eucarísticos Internacionais.

O logotipo

No logo os símbolos são a cruz, o coração, a Hóstia e a cidade de Quito. A Cruz de Cristo, explica uma nota da Pontifícia Comissão para os Congressos Eucarísticos Internacionais, entra na carne do mundo para curar as feridas abertas pelo pecado: desobediência a Deus, abuso do próximo e exploração da criação. É o novo eixo da história.

Ali onde a humanidade descarregou a maior violência contra o Cordeiro de Deus, é precisamente ali que Deus derramou o seu amor em abundância nos sinais da água e do sangue que brotaram do lado aberto de Cristo na Cruz. O Crucificado é o Ressuscitado. De braços abertos abraça a todos como irmãos reconciliados com o Pai.

O Coração aberto de Cristo na Cruz é a fonte do amor que faz novas todas as coisas. A sua ferida já não transpira morte, mas é fonte de vida e de reconciliação. Portanto, as feridas abertas do Ressuscitado são as novas feridas do amor que curam, aqui e agora, todas as feridas ainda abertas do ódio, da inimizade, da violência e da morte.

O símbolo da Eucaristia

A hóstia se refere à Eucaristia, que é o ápice e a fonte de toda a vida cristã. A luz da Eucaristia dá uma nova direção à história humana porque Deus continua reunindo o seu povo, do Oriente ao Ocidente, reunindo-o em torno da Palavra da vida e do Pão vivo que desceu do céu. A Eucaristia é vínculo de fraternidade: onde o pecado nos desconhece como irmãos, a celebração eucarística nos reúne na mesma mesa como filhos do mesmo Pai.

A cidade de Quito

Por fim, Quito, situada no meio do mundo, localizada na latitude zero, que expande a sua tenda para se tornar uma imensa cidade eucarística onde todos somos convidados a participar deste grande sonho de uma fraternidade redimida e curada pelo amor perfeito de Cristo, amor que sempre precede, amor que nesta hora da história ajuda a tomar consciência de que “Vocês são todos irmãos”.

O diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, Matteo Bruni, confirma as datas da viagem do Papa Francisco a Portugal, de 2 a
O diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, Matteo Bruni, confirma as datas da viagem do Papa Francisco a Portugal, de 2 a 6 de agosto próximo. Está também prevista uma visita ao Santuário de Fátima, já visitado em 2017, por ocasião do centenário das aparições na Cova da Iria.

Uma etapa ao Santuário de Fátima está também prevista na viagem que o Papa Francisco fará a Lisboa, Portugal, por ocasião da próxima Jornada Mundial da Juventude. O anúncio foi feito pelo diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, Matteo Bruni, explicando que: “Por ocasião da próxima Jornada Mundial da Juventude, e aceitando o convite das autoridades civis e eclesiais de Portugal, Sua Santidade o Papa Francisco irá a Lisboa de 2 a 6 de agosto deste ano, fazendo uma visita ao Santuário de Fátima no dia 5 de agosto”.

Quarta JMJ de São Francisco

Pela segunda vez, o Pontífice visitará o santuário mariano, meta de milhares de peregrinos todos os anos. O Papa visitou o Santuário de Fátima nos dias 12 e 13 de maio de 2017, por ocasião do centenário das Aparições da Bem-Aventurada Virgem Maria na Cova da Iria. Quanto à JMJ, é a quarta Jornada Mundial da Juventude presidida por Jorge Mario Bergoglio, depois das Jornadas do Brasil (2013), Cracóvia (2016) e Panamá (2019). O evento que reúne milhões de jovens de todos os continentes se realizará, este ano, na capital portuguesa. Inicialmente prevista para 2022, conforme anunciou o Papa Francisco em 27 de janeiro de 2019, no Panamá, a XXXVIII JMJ foi transferida para o ano seguinte devido à emergência do coronavírus. O tema escolhido é “Maria levantou-se e partiu apressadamente” (Lc 1,39), versículo do Evangelho de Lucas que fala da Visita de Maria à sua prima Isabel.

O convite do Papa

Numa recente mensagem de vídeo, dirigida a todos os participantes, o Papa reiterou seu convite a viver este evento: “Participar do Dia é uma coisa bonita”, disse o Pontífice no vídeo. “Coloquem ali a esperança, coloquem a esperança”, repetiu o Papa – porque se cresce muito numa jornada como esta. Não percebemos, mas as coisas permanecem dentro, permanecem os valores que encontramos, as relações que tivemos com jovens de outros países, os encontros, tudo fica dentro e, principalmente, ver a força dos jovens. A Igreja tem a força dos jovens. Então vão em frente.

Fonte: notícia publicada no site vaticannews
Confira os requisitos, publicados pela CNBB, Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, para participar do concurso para letra do hino da Campanha da Fraternidade

Confira os requisitos, publicados pela CNBB, Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, para participar do concurso para letra do hino da Campanha da Fraternidade de 2024

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) lançou sexta-feira, 19 de maio, o edital do concurso para a letra do hino da Campanha da Fraternidade de 2024, que tem como tema “Fraternidade e Amizade Social” e o lema “Vós sois todos irmãos e irmãs” (Mt 23, 8).

Por decisão dos bispos do Conselho Episcopal de Pastoral, o Consep, o concurso será realizado em dois editais: este primeiro, para a letra do hino, e outro, posterior, em data ainda não definida, para a música. As composições deverão ser enviadas à CNBB até o dia 20 de junho de 2023.

Características

Para servir de letra para o hino da CF 2024, a composição deve, conforme o edital, traduzir em linguagem poética os conteúdos do tema, lema e objetivos evitando explicitações desnecessárias, moralismos ou chavões; buscar inspiração na Sagrada Escritura e no Magistério da Igreja, este ano especialmente na Carta Encíclica Fratelli Tutti, do Papa Francisco; apresentar um caráter convocativo, ou seja, os fiéis devem ser convocados para a adesão ao que se propõe a CF 2024; articular com coerência fé e vida, evitando intimismos ou sentimentalismos exagerados, dentre outras características.

Critérios

Tratando-se de forma poética, serão observados, em especial, o emprego da função da linguagem mais adequada ao momento litúrgico: evocativa, exortativa, invocativa, narrativo-descritiva, experiencial, penitencial, informativa, laudativa, votiva, reflexivo-meditativa.

Também as qualidades do estilo, em especial quanto aos princípios da correção, da originalidade e da harmonia. E, ainda, a expressividade poética mediante o emprego pertinente de figuras de linguagem (a exemplo de textos bíblicos poéticos, observar o melhor emprego de metáforas e comparações).

Prazo

As composições deverão ser enviadas à CNBB até o dia 20 de junho de 2023, trazendo no remetente apenas o pseudônimo do autor. Dentro da correspondência, num envelope fechado, devem constar o nome verdadeiro do compositor e o termo de cessão de direitos autorais, devidamente preenchido e assinado. A correspondência deve ser enviada para o endereço físico da CNBB.

Confira (aqui) o edital completo.

O presidente da Pontifícia Academia para a Vida, em uma entrevista ao Vatican News, reflete sobre alguns aspectos da Encíclica de Paulo VI, no
O presidente da Pontifícia Academia para a Vida, em uma entrevista ao Vatican News, reflete sobre alguns aspectos da Encíclica de Paulo VI, no centro de um encontro promovido em Roma pela Cátedra Internacional de Bioética Jérôme Lejeune.

“Penso que esta Encíclica deve ser lida, hoje, em sua atualidade, que diz respeito à generatividade das relações humanas”. É o que afirma dom Vincenzo Paglia, presidente da Pontifícia Academia para a Vida, ao refletir com o Vatican News sobre algumas questões centrais colocadas pela Humanae vitae de Paulo VI, no centro de uma conferência em Roma organizada pela Cátedra Internacional de Bioética Jérôme Lejeune (19 e 20 de maio).

Dom Paglia, o senhor já disse no passado que a bioética nos leva a refletir sobre o tema da vida em todos os seus aspectos. Hoje somos chamados a abordar a salvação do planeta e da humanidade, e a dimensão da bioética global requer uma aliança entre todas as ciências. Nesse sentido, olhando para os documentos da Igreja, qual é a sua avaliação sobre a Encíclica Humanae vitae, 55 anos após sua publicação?

Gostaria de me deter em um aspecto que considero essencial. Estou me referindo ao nexo constitutivo entre sexualidade, amor conjugal e geração, que é o tema altamente atual da Humanae vitae. A afirmação se encontra no n. 9, onde Paulo VI recorda as quatro “características” fundamentais do amor conjugal: um “amor plenamente humano, isto é, ao mesmo tempo sensível e espiritual”, um “amor total, isto é, uma forma muito especial de amizade pessoal”, um “amor fiel e exclusivo até a morte”, um “amor fecundo”. O amor conjugal, como tal, é fecundo, superando de uma só vez a antiga questão da relação entre os fins do matrimônio, o fim primário (prolis generatio et educatio) e o fim secundário (mutuum adiutorium e remedium concupiscentiae). Dessa forma, a fecundidade da geração foi considerada uma característica intrínseca do amor conjugal e não um acréscimo sucessivo.

Como sabiamente percebemos hoje, é necessário nos perguntarmos como a questão colocada pela Humanae vitae pode continuar a alimentar a compreensão do nexo entre sexualidade, amor conjugal e geração, que emergiu com maior clareza à luz da perspectiva personalista. E é por isso que considero muito importante que continuemos a refletir e discutir sobre o assunto, como o Papa Francisco reiterou precisamente sobre o tema dos contraceptivos, afirmando “que o dever dos teólogos é a pesquisa, a reflexão teológica. Não se pode fazer teologia com um ‘não’ diante de si. Então será o Magistério que dirá: ‘Não, você foi longe demais, volte’. Mas o desenvolvimento teológico deve ser aberto, os teólogos estão ai para isso” (Coletiva de imprensa durante o voo de retorno do Canadá, 29 de julho de 2022).

Qual é a mensagem e o valor da Encíclica?

O reconhecimento da conexão inseparável entre o amor conjugal e a geração na Humanae vitae não significa que todo relacionamento conjugal deva ser necessariamente fecundo. Com essa afirmação, a Encíclica retoma a abertura de Pio XII na famosa Alocução às Parteiras em 1951. É por essa razão que, retomando, além disso, uma intuição muito feliz do Concílio (GS n. 50 e 51), Paulo VI reconhece que a procriação deve ser “responsável” e – como é sabido – aponta para os métodos naturais como o caminho para realizar essa responsabilidade. Posteriormente, na Exortação pós-sinodal Familiaris consortio, João Paulo II enfatizará a necessidade de uma reflexão teológica para aprofundar – além do mero perfil biológico – o valor antropológico e moral da “escolha dos ritmos naturais“: isso, de fato, “implica a aceitação do tempo da pessoa, isto é, da mulher, e com essa aceitação também do diálogo, do respeito recíproco, da responsabilidade compartilhada, do domínio de si” (32 d).

No parágrafo 14 da Humanae vitae, Paulo VI afirma que qualquer meio que impeça a procriação é ilícito, uma proibição que teria causado uma “distância” entre os fiéis e o Magistério. O que senhor pensa sobre isso?

De minha parte, concordo com todas as passagens da Humanae vitae. Você não encontrará ninguém mais obstinado e tenazmente em defesa da vida humana do que eu. Acho que essa Encíclica deve ser lida em sua atualidade, que diz respeito à generatividade das relações humanas. Estamos diante de desafios de época: nos anos 60, a “pílula” parecia o mal absoluto. Hoje temos desafios ainda maiores: a vida de toda a humanidade está em risco se não pararmos a espiral de conflitos, de armas, se não desarmarmos a destruição do meio ambiente. Eu gostaria que houvesse uma leitura que integrasse a Humanae vitae com as encíclicas do Papa Francisco (e de João Paulo II) e com a Amoris laetitia, para abrir uma nova era de humanismo integral. Integral, abandonando as leituras parciais. Por sua vez, o cardeal Zuppi, em sua mensagem para a conferência, escreve que é “muito importante que evitemos proceder por círculos estreitos e homogêneos, que no final teriam a intenção de reiterar as posições dos participantes, sem ativar um diálogo sincero e autêntico”. Isso é verdade, porque – repito – hoje o desafio da continuação, da proteção, do desenvolvimento, da vida humana, deve ser colocado em todos os níveis, como nos ensinam a Laudato si’ e a Fratelli tutti.

É possível vincular, e em caso afirmativo como, a Encíclica Humane vitae com a Exortação Apostólica Amoris laetitia?

O elo é a família. Posicionando-se como o paradigma gerador de relações antropológicas fundamentais, a família acaba sendo o “motor da história”, uma autêntica escola de vida, aberta à sociedade e ao mundo, um “laboratório” de relações humanas e de responsabilidade civil. Assim, de geração em geração, a família se abre ao mundo e transmite um modo de habitá-lo, marcado não pela posse e pela dominação despótica, mas pelo dom e pela responsabilidade, segundo o estilo daquela ecologia integral que o Papa Francisco delineou na Encíclica Laudato si’. Dentro desse horizonte, podemos também compreender bem o profundo vínculo entre família e Igreja. O Papa Francisco já enuncia isso no terceiro capítulo da Amoris laetitia, quando afirma que “a Igreja é uma família de famílias” (AL 87) e acrescenta: “a Igreja é um bem para a família, a família é um bem para a Igreja” (87).

O Papa Francisco enviou mensagem aos participantes da 39ª Assembleia Geral Ordinária do Celam. Leia a matéria publicada no site vaticannews. A mensagem do
O Papa Francisco enviou mensagem aos participantes da 39ª Assembleia Geral Ordinária do Celam.
Leia a matéria publicada no site vaticannews.
A mensagem do Santo Padre está em sintonia com o tema da 39ª Assembleia Geral Ordinária do Conselho Episcopal Latino-Americano e do Caribe, que tem como lema: “Colegialidade, eclesialidade e sinodalidade para a missão”.

O Papa Francisco, por intermédio do cardeal Pietro Parolin, Secretário de Estado Vaticano, enviou uma mensagem a dom Miguel Cabrejos, arcebispo de Trujillo (Peru) e presidente do Conselho Episcopal Latino-Americano e do Caribe (Celam), por ocasião da 39ª Assembleia Geral Ordinária do Celam, que se realiza em Porto Rico de 16 a 19 de maio.

Frutos abundantes para a Assembleia do Celam

Segundo a carta, “o Santo Padre agradece a mensagem que os bispos membros da presidência do Celam enviaram por ocasião da 39ª Assembleia Ordinária, e com a qual expressam o seu afeto fraterno, assegurando-lhe a sua recordação nas suas orações”.

Por intercessão da Santíssima Virgem Maria, “Vossa Santidade pede ao Senhor”, diz a mensagem, “que esta Assembleia dê abundantes frutos à Igreja peregrina na América Latina e no Caribe, para que esteja sempre pronta a servir, especialmente os pobres e os marginalizados, discernindo as inspirações do Espírito Santo, em sinodalidade com todo o povo santo de Deus”.

No final da mensagem, o Papa Francisco concedeu a sua Bênção Apostólica aos participantes da 39ª Assembleia Geral Ordinária do Celam, “que de bom grado estende a todos os que foram confiados ao seu cuidado pastoral”.

Uma mensagem em sintonia com o caminho do Celam

A mensagem pontifícia está em sintonia com o tema da 39ª Assembleia Geral Ordinária do Conselho Episcopal Latino-Americano e do Caribe, que tem como lema: “Colegialidade, eclesialidade e sinodalidade para a missão”. Também com o caminho promovido pelo Celam nos últimos anos, já que a Igreja da América Latina e do Caribepode ser considerada como uma das grandes promotoras da sinodalidade com todo o povo santo de Deus a que se refere o Papa Francisco.

Podemos dizer que a breve mensagem é, sem dúvida, um estímulo para a Igreja do continente neste momento em que serão marcadas as linhas a serem seguidas nos próximos anos, buscando fortalecer o processo de renovação e reestruturação do Celam iniciado na 37ª Assembleia Geral Ordinária realizada em Honduras em 2019.

Da mesma forma, o processo que está sendo vivido em relação ao Sínodo 2021-2024, do qual muitos veem um preâmbulo em um dos momentos mais marcantes da vida do Celam nos últimos anos, como foi a Primeira Assembleia Eclesial da América Latina e do Caribe, realizada no México em novembro de 2021, e considerada um exercício prático de sinodalidade.

Cerca de 130 casos de violência sexual contra crianças e adolescentes, por dia, foram registrados em 2021. O Papa Francisco vem fazendo apelos contínuos

Cerca de 130 casos de violência sexual contra crianças e adolescentes, por dia, foram registrados em 2021. O Papa Francisco vem fazendo apelos contínuos sobre o cuidado que devemos ter para protegê-las e a Igreja Católica no Brasil está disponibilizando um curso online para ajudar a identificar situações de risco e como atuar para prevenir. Leia na matéria publicada no site cnbb.org.br como participar.

“A proteção das infâncias e das pessoas vulneráveis na Igreja Católica”. Este é o título e o propósito do novo curso online disponibilizado gratuitamente pelo portal Farol 1817, da Província Marista Brasil Centro-Sul (PMBCS). A formação é resultado de uma parceria entre o Farol 1817, a PUCPR, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), por meio do Núcleo Lux Mundi, o Conselho Episcopal Latino-Americano e Caribenho (CELAM) e a Conferência dos Religiosos do Brasil (CRB).

Este é um exemplo de diálogo e de ação da Igreja em resposta a uma realidade que clama por atenção. Afinal, de acordo com o Anuário Brasileiro de Segurança Pública, o Brasil registrou uma média de 130 casos de violência sexual contra crianças e adolescentes por dia, em 2021.

A irmã Anacleto Peruzzo, diretora de Vida Consagrada e do Centro Marista de Defesa da Infância da PMBCS, destaca a importância do curso para a sociedade: “Enquanto Cristãos, temos que estar atentos às necessidades de nossos semelhantes. Este curso nos prepara para entender as diversas situações de risco, identificar quando podem acontecer e, principalmente, saber como atuar na prevenção e na proteção de crianças e pessoas em situação de vulnerabilidade”.

O que o curso oferece?

Em síntese, o curso apresenta os principais conceitos e documentos internacionais e nacionais da Igreja Católica e da sociedade civil sobre a proteção de crianças, adolescentes e jovens e pessoas vulneráveis para o enfrentamento à violência sexual. A grade curricular é composta por quatro módulos, com o intuito de proporcionar um panorama mais amplo sobre a temática.

  • A dignidade humana de crianças, adolescentes e jovens
  • Os aspectos da violência sexual e o impacto na vida de meninas e meninos, mulheres e homens
  • Dinâmicas e perfis da violência e do abuso
  • O papel da instituição católica e da sociedade civil para romper ciclos de violência e garantir ambientes mais seguros

A saber, são 10h de conteúdo, na modalidade assíncrona. Ou seja, os interessados podem assistir aos vídeos no seu tempo, conforme suas disponibilidades de agenda. Além disso, recebem um certificado após a conclusão da formação com a chancela da PUCPR.

Time de especialistas a um clique

O time de professores do curso reflete a união de esforços entre instituições de diferentes países e de múltiplas áreas do conhecimento. Confira, abaixo, a lista dos ministrantes:

Danielle Espezim – doutora em Direito. Professora da Universidade do Sul de Santa Catarina e integrante do Núcleo de Estudos Jurídicos e Sociais da Criança e do Adolescente (NEJUSCA/UFSC).
Mario Antônio Sanches – pós-doutor em Bioética, doutor em Teologia, mestre em Antropologia Social e professor titular da PUCPR.
Eliane Freire Rodrigues de Souza De Carli – graduada em Medicina e Direito. Coordenadora do Núcleo Lux Mundi na Conferência dos Religiosos do Brasil e Conferência Nacional dos Bispos do Brasil.
Ana Maria Aguilar Rebollo – psicóloga e mestre em terapia Gestalt. Diretora geral do Centro de Acompañamiento y Desarrollo Humano (CENADH).
Patricia Espinosa Hernandez – membro do Conselho para a Proteção de Menores da Conferência Episcopal Mexicana, da Pontifícia Comissão para a Proteção dos Menores e Pessoas Vulneráveis e professora da Pontifícia Universidade Gregoriana de Roma.
Padre Daniel Portillo – doutor em Psicanálise e em Teologia. Diretor do Conselho Latino-Americano do CEPROME. Professor da Pontifícia Universidade Gregoriana de Roma. Membro do Conselho Nacional para a Proteção de Menores da Conferência Episcopal Mexicana.
Doutor Stefano Mattei – administrador. Mestre em Leis do Nível II. Responsável pela Comissão de Políticas e Avaliação e por projetos com os dicasteries da Cúria Romana e das Diretrizes.
Bárbara Pimpão Ferreira – mestre em Educação. Especialista em Proteção Integral de Crianças e Adolescentes e Violência Doméstica contra Criança e Adolescente. Diplomada em Prevenção ao Abuso na Igreja Latinoamericana. Gerente do Centro Marista de Defesa da Infância.
Hugo José Sarubbi Cysneiros de Oliveira – assessor jurídico da Nunciatura Apostólica do Brasil, da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), da Conferência dos Religiosos do Brasil (CRB), da Associação Nacional de Educação Católica do Brasil (ANEC), de dezenas de Dioceses, institutos religiosos e entidades.
Irmã Maria Rosaura González Casas – doutora em Psicologia. Graduada em Química, Teologia e Psicologia. No Instituto de Psicologia da Pontifícia Universidade Gregoriana, atua na pastoral juvenil, vocacional, docente, formativa e governamental. Membro da Comissão para a Proteção de Menores da União Geral de Superiores e Superiores Maiores (UISG-USG), em Roma.
Nelson Giovanelli Rosendo dos Santos – especialista em reabilitação de jovens com histórico de dependência e de abuso de drogas. Bem como de violência física e sexual. Nomeado pelo Papa Francisco como membro da Pontifícia Comissão para a Tutela dos Menores.
Cecília Heleno – Experiência de trabalho na área de educação, em equipamentos, serviços e projetos socioassistenciais, direitos de crianças e adolescentes e violências contra crianças e adolescentes.

Como acessar?

O curso foi desenvolvido, sobretudo, para religiosos, sacerdotes, leigos e leigas católicos, mas está aberto a todas as pessoas que queiram saber mais sobre como proteger quem mais precisa. Trata-se de um conteúdo rico, elaborado a partir de anos de teoria e prática de indivíduos e entidades da Igreja Católica.

Acesse o curso e saiba como participar (aqui)

O Farol 1817

Farol 1817 é um portal educacional da Província Marista Brasil Centro-Sul de cursos gratuitos, livres e de temas diversos, com foco na promoção do bem comum. É um espaço de formação e bem-estar, que busca proporcionar momentos de reflexão e conhecimento.

Os cursos têm o objetivo de desenvolver a espiritualidade, promover o autoconhecimento e aprimorar as habilidades profissionais que podem ajudar todos a alcançarem seus objetivos. Os cursos são pautados por valores como humanização, fraternidade, interculturalidade, simplicidade, solidariedade e sustentabilidade. Com formações variadas, eles são oferecidos em 4 eixos temáticos: Teologia e espiritualidade, Identidade e Missão, Gestão e Direito das crianças, adolescentes e jovens.