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O Papa Francisco escreveu uma carta que foi enviada à Conferência da Água, uma iniciativa da ONU, Organização das Nações Unidas, que acontece até
O Papa Francisco escreveu uma carta que foi enviada à Conferência da Água, uma iniciativa da ONU, Organização das Nações Unidas, que acontece até hoje,  24 de março em Nova York. Veja a publicação do site vaticannews.
Para demostrar sua preocupação e proximidade, e como agradecimento pela iniciativa do evento, o Papa Francisco escreve uma carta aos organizadores da Conferência da Água.
A Conferência da água da Organização das Nações Unidas está acontecendo em Nova York, de 22 a 24 de março, com o objetivo de levantar os pontos para o desenvolvimento da agenda de compromissos na busca de um desenvolvimento sustentável, incluindo os que estão presentes na Agenda 2030.

O Pontífice ainda recordou o longo tempo transcorrido desde a instauração do Dia Mundial da Água – há trinta anos atrás – ressaltando que “os dados sobre o acesso a esse recurso indispensável, as consequências das mudanças climáticas, as crescentes desigualdades, entre outras questões, são preocupantes e trágicas”. Sendo de conhecimento dos participantes do evento, Francisco apela: “devemos unir esforços, envolvendo toda a comunidade internacional no trabalho conjunto e na criação de consensos que permitam o desenvolvimento integral da humanidade.”

Ao final, na carta datada em 14 de março, Francisco reafirma a esperança de que a Conferência seja o início, de fato, de um conjunto de atores que garantam o acesso a este recurso natural universal, o Papa agradece e incentiva: “Não podemos temer o debate, devemos crescer com ele, por nós e pelas gerações futuras.” E, como de costume, conclui pedindo orações.

Toda a quarta-feira, o Papa faz uma audiência, na qual aborta temas importantes para a vivência da fé. Hoje, 22 de março, dando continuidade
Toda a quarta-feira, o Papa faz uma audiência, na qual aborta temas importantes para a vivência da fé. Hoje, 22 de março, dando continuidade à catequese sobre evangelização e disse: “devemos nos converter todos os dias, acolher a Palavra de Deus e mudar de vida: todos os dias. E assim se faz a evangelização do coração”.  Francisco disse ainda que “se a Igreja não evangeliza a si mesma permanece uma peça de museu.” A matéria está publicada no site vaticannews.va.
Você acredita verdadeiramente naquilo que anuncia? Vive aquilo em que acredita? Prega verdadeiramente aquilo que vive? Estas são três perguntas, feitas por São Paulo VI, que o Papa repropôs aos fiéis ao dar prosseguimento ao ciclo de catequeses sobre a evangelização.
Uma obra-prima, a “magna carta” da evangelização no mundo contemporâneo: assim o Papa definiu a a Exortação apostólica Evangelii Nuntiandi, de São Paulo VI, tema de sua catequese na Audiência Geral deste 22 de março.

Na Praça São Pedro, diante de milhares de fiéis, Francisco deu continuidade ao ciclo sobre o zelo apostólico, recordando que evangelizar não é uma mera transmissão doutrinal ou moral, mas o testemunho de um encontro pessoal com Jesus Cristo.

“Não se pode evangelizar sem testemunho”, recordou o Pontífice. A coerência é fundamental. A credibilidade não vem ao se proclamar uma doutrina ou uma ideologia.

“Uma pessoa é crível se há harmonia entre aquilo que crê e aquilo que vive: como crer e como viver. Muitos cristãos só dizem crer, mas vivem de outra coisa, como se não fossem. E isto é hipocrisia. O contrário do testemunho é a hipocrisia.”

O Papa então repropôs três perguntas contidas no documento de Paulo VI: você acredita verdadeiramente naquilo que anuncia? Vive aquilo em que acredita? Prega verdadeiramente aquilo que vive?

Para o Papa, não podemos contentar-nos com respostas fáceis, predefinidas. Somos chamados a aceitar até o risco desestabilizador da busca, confiando plenamente na ação do Espírito Santo que age em cada um de nós.

Uma peça de museu

A evangelização, prosseguiu, pressupõe um caminho de santidade. Aliás, a santidade é fulcral: sem a santidade, a evangelização corre o risco de ser vã e infecunda. “Palavras, palavras, palavras”, acrescentou o Francisco.

Da santidade, nasce o zelo pela evangelização, que, por sua vez, faz crescer cada um dos fiéis em santidade na medida em que, antes de levar o Evangelho aos outros, ele próprio se reconhece como seu destinatário.

Em outras palavras, devemos estar conscientes de que os destinatários da evangelização não são somente os outros, aqueles que professam outras crenças ou que não as professam, mas também nós mesmos, Povo de Deus.

“E devemos nos converter todos os dias, acolher a Palavra de Deus e mudar de vida: todos os dias. E assim se faz a evangelização do coração. (…) Para dar este testemunho, também a Igreja enquanto tal deve começar com a evangelização de si mesma. Se a Igreja não evangeliza a si mesma permanece uma peça de museu.”

Sem o Espírito Santo, a Igreja faz só propaganda

Uma Igreja que se evangeliza para evangelizar é uma Igreja que, guiada pelo Espírito Santo, é chamada a percorrer um caminho exigente, de contínua conversão e renovação. Isto implica também a capacidade de mudar os modos de compreender e viver a sua presença evangelizadora na história, evitando refugiar-se nos âmbitos protegidos da lógica do “sempre se fez assim”, uma mentalidade que o Papa definiu como “refúgios que adoecem a Igreja”. “A Igreja deve ir adiante, deve crescer continuamente, assim permanecerá jovem.”

Francisco então concluiu:

“A Igreja deve ser uma Igreja que dialoga com o mundo contemporâneo, que encontra todos os dias o Senhor e dialoga com o Senhor, e deixa entrar o Espírito Santo que é o protagonista da evangelização. Sem o Espírito Santo, nós podemos somente fazer propaganda da Igreja, não evangelizar. É o Espírito em nós que nos impulsiona para a evangelização e esta é a verdadeira liberdade dos filhos de Deus.”

O Papa Francisco sempre atento e acompanhando o que acontece pelo mundo, rezou ontem, 19 de março após Angelus  pelas vítimas do terremoto no
O Papa Francisco sempre atento e acompanhando o que acontece pelo mundo, rezou ontem, 19 de março após Angelus  pelas vítimas do terremoto no Equador, pelo povo da Ucrânia. Leia a matéria publicada no site vaticannews.va

O Papa Francisco expressou neste domingo, na conclusão da oração do Angelus na Praça São Pedro, sua “proximidade” para com o povo do Equador após o terremoto que atingiu o país, causando pelo menos 14 mortes e grandes danos materiais, também no vizinho Peru.

“Caros irmãos e irmãs, ontem no Equador, um terremoto causou muitos feridos e ingentes danos. Sinto-me próximo ao povo equatoriano e lhes asseguro minhas orações pelos mortos e por todos aqueles que sofrem”, disse Francisco da janela do Palácio Apostólico.

O terremoto, que atingiu a região fronteiriça entre Equador e Peru, causou a morte de 14 pessoas no Equador: 12 na província de El Oro e outras duas em Azuay, ambas no sul do país.

O Peru também confirmou a morte de uma menina de quatro anos em seu território.

O terremoto de magnitude 6,5 na escala Richter ocorreu ao meio-dia de sábado com seu epicentro no Equador, mas também foi sentido na região norte peruana de Tumbes.

De acordo com as autoridades equatorianas, o terremoto deixou 381 pessoas feridas, muitas das quais foram evacuadas com o apoio do exército por via aérea.

Durante as saudações após a Oração do Angelus o Santo Padre recordou o dia dos pais que se celebra na Itália e em outros países.

“Hoje enviamos nossos melhores votos para todos os pais, que em São José eles encontrem o modelo, o apoio, o conforto para viver bem a paternidade”, disse o Papa Francisco, depois convidando para rezarem juntos o “Pai Nosso”.

Francisco também saudou os participantes da Maratona de Roma:

“Saúdo os participantes da Maratona de Roma, eu os parabenizo porque com o apoio da Athletica Vaticana fazem deste evento esportivo uma ocasião de solidariedade para com os mais pobres”.

O último pensamento com o sempre vai para o povo da Ucrânia:

“Não esqueçamos de rezar pelo martirizado povo ucraniano que continua a sofrer”.

A Santa Sé aprovou a tradução do Missal Romano. A matéria está publicada no site cnbb.org.br. O Dicastério para o Culto Divino e a

A Santa Sé aprovou a tradução do Missal Romano. A matéria está publicada no site cnbb.org.br.

O Dicastério para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos confirmou, nesta sexta-feira, 17 de março, a tradução brasileira da Terceira Edição Típica do Missal Romano. O texto aprovado pela Santa Sé foi entregue em dezembro pelo presidente e pelo o assessor da Comissão Episcopal para a Liturgia da CNBB, dom Edmar Peron e padre Leonardo Pinheiro.

O decreto que concede a confirmação à tradução brasileira foi endereçado ao arcebispo de Belo Horizonte e presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Walmor Oliveira de Azevedo.

“Esperamos que a nova edição do Missal Romano seja um novo estímulo para celebrar e vivenciar o sagrado mistério da Eucaristia, memorial da morte e ressurreição do Senhor”, escreveu o prefeito, cardeal Artur Roche.

No texto impresso do missal, será inserido o decreto de confirmação, conforme orientação do Dicastério. Com a inserção do decreto, o livro litúrgico será impresso e ficará disponível para as dioceses. Os prazo desse processo serão discutidos pelo episcopado durante a reunião do Conselho Permanente, na próxima semana, e na 60ª Assembleia Geral da CNBB, em abril.

Com a confirmação da aprovação, a Presidência da CNBB manifestou alegria e gratidão, recordando os que contribuíram para a tradução do missal no Brasil:

A Presidência da CNBB alegra-se pela confirmação da tradução brasileira da Terceira Edição Típica do Missal Romano e agrade: à Comissão Episcopal para os Textos Litúrgicos (CETEL), pelo trabalho excelente feito nessas quase duas décadas; a quem não está na CETEL atualmente, mas trabalhou nesse período; à Comissão Episcopal para a Liturgia, nas pessoas de seu presidente, Dom Edmar Peron, e assessor, Padre Leonardo José Pinheiro, que cuidaram desse trabalho final; também aos bispos e peritos que deram sua contribuição ao longo dessas duas décadas e nessa aprovação final, ocorrida na 59ª Assembleia Geral Ordinária da CNBB; e ao Dicastério para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, que recebeu a Presidência da CNBB no final do ano passado e acolhe nesses dias o Padre Leonardo, entregando a ele o documento de confirmação.

Missal Romano

O Missal Romano é um dos principais livros litúrgicos da Igreja Católica. Nele, estão as orações e orientações para a celebração das missas. Depois do Evangeliário, que contém os textos do Evangelho, é o livro mais importante nos ritos da Igreja.

“No missal, encontramos a nossa fé expressa em orações, por isso então o Missal Romano, do rito latino da Igreja Católica, contém todas as orações necessárias para a celebração da Missa”, explica o assessor da Comissão para a Liturgia da CNBB, padre Leonardo Pinheiro.

Na primeira Audiência após as Celebrações de 10 anos de pontificado, o Papa Francisco surpreendeu. A matéria está publicada no site vaticannews.va: O clima
Na primeira Audiência após as Celebrações de 10 anos de pontificado, o Papa Francisco surpreendeu.
A matéria está publicada no site vaticannews.va:
O clima de surpresa, também pelo inesperado sabor primaveril, abriu-se esta manhã, na Praça de São Pedro, a primeira Audiência Geral do décimo primeiro ano de pontificado do Papa Francisco
Desde a sua eleição, o Pontífice realizou 438 reuniões às quartas-feiras com a presença de cerca de 7 milhões de pessoas.

E a primeira surpresa do dia foi para as crianças do Instituto Don Milani de Cerveteri quando, na entrada da Praça de São Pedro, o bispo de Roma quis algumas delas com ele no papamóvel. Todas muito empolgadas e um tanto tímidas com o convite inesperado, vestiam uma camiseta com a inscrição “O mundo conta comigo” em letras grandes.

Crianças do Instituto Don Milani de Cerveteri passeiam com Papa Francisco no papamóvel

Com eles ao seu lado, e acompanhado pela música do coro da St. Louis University High School – no Missouri -, o Pontífice deu a volta na praça para saudar os fiéis presentes.

O presépio de sabão e farinha doado pelos internos de Locri

Um sentimento de surpresa também foi experimentado pelos internos da prisão de Locri que participaram da Audiência para doar um presépio ao Papa.

A obra foi considerada a mais merecedora das 63 criadas pelos hóspedes de várias prisões italianas. De fato, os presos de Locri venceram o “Concurso de presépios” anunciado no ano passado pela Inspetoria Geral de capelães do departamento de administração penitenciária e do departamento de justiça juvenil.

Usando toda a sua imaginação e criatividade, eles criaram um presépio verdadeiramente original, usando materiais ‘naturais’ como sabão e farinha“, diz Caterina Arrotta, diretora da prisão, acompanhada pelo comissário Giuseppe Ramundino. O alto funcionário confidenciou com que emoção e engenho os próprios reclusos também prepararam a vitrine para transportar o presépio para a Praça de São Pedro.

O capelão militar, P. Crescenzio De Mizio, comentou a importância do susto experimentado pelos presos “quando se deram conta de que havia um gesto de atenção para com eles, neste caso até do Pontífice, que nunca se esquece dos últimos”. O sacerdote recordou então como essas pessoas vivem em “um hemisfério caracterizado pela expectativa de liberdade e redenção”.

A taça dos últimos na maratona de Roma

O Papa Francisco abençoou a Taça dos Últimos que – domingo de manhã por ocasião da Maratona de Roma – será entregue ao último corredor que passará na praça de São Pedro – praça Pio XII, no km. 16 da prova, quando faltam cerca de 26. A iniciativa foi promovida pela Athletica Vaticana e “L’Osservatore di strada”. Erwin Alfredo Bendfeldt Rosada, de origem guatemalteca, que mora no abrigo da Caritas em Ponte Casilino, fez o troféu “com material pobre” e o entregou a Francesco esta manhã. Com ele Francesco China, “anjo da guarda” de Erwin Alfredo, e Piero di Domenicantonio, editor do jornal “L’Osservatore Romano”, que dedicou a edição de março precisamente ao esporte visto e vivido pelos pobres. Inclusive com uma “carta aberta” aos maratonistas com quem dividem a estrada.

E pronta foi a resposta da organização da Maratona de Roma – 30.000 participantes – através de uma série de iniciativas solidárias e inclusivas para tornar visíveis os invisíveis. Os dirigentes da maratona doaram a medalha e a camiseta para Francesco. E contou sobre os encontros que estão tendo com os mais pobres no Dispensário Santa Marta e com as pessoas acolhidas no Palazzo Migliori pela Esmolaria Apostólica e pela Comunidade de Sant’Egidio.

Grupos de leitura da Palavra da diocese de Bérgamo

Para celebrar o 50º aniversário de atividade, os grupos eclesiais de leitura contínua da Palavra de Deus da diocese de Bérgamo compareceram à audiência geral esta manhã. Com efeito, nasceram em 1973, poucos anos depois do fim do Concílio Vaticano II, graças a algumas pessoas que, tendo acolhido os documentos conciliares, em particular a Dei Verbum e a Lumen gentium, sentiram a necessidade de aprofundar o conhecimento do texto bíblico e, ao mesmo tempo, o desejo de comunicá-lo aos outros.

A intenção, “enxergando na Palavra a bússola essencial do ser cristão, é propor uma leitura contínua do Gênesis ao Apocalipse, para mergulhar na história da salvação que tem seu começo e seu fim, na concretude da vida que se estende ao longo tempo», dizem, explicando que as reuniões dos pequenos grupos são guiadas por um ou dois animadores leigos, não “especialistas”, mas pessoas preparadas e empenhadas. Esta “não especialização”, que assinalam “não significa superficialidade ou aproximação”, é intencional, pois constitui “motivo de maior mediação, de transição mais fácil entre o trabalho dos estudiosos da Bíblia e o do povo”.

O curso, de frequência semanal, dura vários anos, para que “a frequência das Escrituras, não seja algo esporádico, mas nos dê acesso à ‘sublime ciência de Deus’ e nos ensine a entrar no caminho que leva a Cristo, no caminho que é Cristo”.

De Magenta para recordar Santa Gianna Beretta Molla

Representantes das cinco paróquias da comunidade pastoral “Santa Gianna e San Paolo vi” de Magenta, na arquidiocese de Milão, vieram pedir a bênção do Papa para a conclusão do ano jubilar anunciado pelo centenário do nascimento de Gianna Beretta Molla, marcada para 28 de abril, memória litúrgica da santa e 61º aniversário de sua morte. Os promotores pretendem destacar a figura da mulher, que nasceu na cidade lombarda, e sua obra também nas vizinhas Pontenuovo di Magenta e Mesero.

As freiras dos idosos abandonados

Elas foram as primeiras a encher o lado direito do adro esta manhã. Estamos falando de 45 religiosas das Pequenas Irmãs dos Idosos Abandonados. Elas se reuniram em Roma nos últimos dias para celebrar o XXVI Capítulo Geral no qual, no domingo, elegeram Ir. Julia Vinuesa como a nova superiora geral. Vindo principalmente da Espanha e da América Latina, para muitas foi a primeira vez em uma audiência geral. É fácil entender o entusiasmo e a grande expectativa pela saudação e foto com o Papa Francisco.

O que significa ser apóstolo hoje? Este foi o tema abordado pelo Papa Francisco na Audiência de hoje, 15 de março de 2023. A
O que significa ser apóstolo hoje? Este foi o tema abordado pelo Papa Francisco na Audiência de hoje, 15 de março de 2023.
A matéria está publicada no site vaticannews.va:
Na Audiência Geral, Francisco continuou sua catequese sobre a paixão de evangelizar e esclareceu o que significa ser apóstolo hoje: sacerdotes, pessoas consagradas e leigos têm tarefas diferentes, mas um chamado comum à missão, mesmo aqueles que ocupam os cargos mais altos no Igreja é chamada para servir.
Na escola do Concílio Vaticano II, buscamos entender melhor o que significa “ser apóstolos” hoje em dia. Ser apóstolo significa ser “enviado para uma missão”. Assim, o Cristo Ressuscitado envia os seus apóstolos ao mundo, “transmitindo-lhes a força que Ele mesmo recebeu do Pai e dando-lhes o seu Espírito”.

A seguir, o Papa falou sobre outro aspecto fundamental do “ser apóstolo”: a vocação, ou seja, o chamado. Foi assim desde o início: “Jesus chamou os que ele quis e eles foram até ele”. “Constituiu-os como um grupo, dando-lhes o título de “apóstolos”, para estarem com Ele e enviá-los em missão”, sublinhou Francisco. O mesmo aconteceu com São Paulo, “chamado a ser apóstolo”.

A vocação cristã é também vocação ao apostolado

A experiência dos Doze apóstolos e o testemunho de Paulo nos interpelam também hoje. Convidam-nos a verificar as nossas atitudes, a verificar as nossas escolhas, as nossas decisões, com base nestes pontos fixos: tudo depende de um chamado gratuito de Deus; Deus também nos escolhe para serviços que às vezes parecem sobrecarregar nossas capacidades ou não corresponder às nossas expectativas. O chamado recebido como um dom gratuito deve ser respondido gratuitamente.

O Concílio ensina que “a vocação cristã é também, por sua própria natureza, vocação ao apostolado”. Trata-se de um chamado comum aos que receberam o Sacramento da Ordem, às pessoas consagradas, e a cada fiel leigo, homem ou mulher, “é um chamado a todos. O tesouro que você recebeu como vocação cristã, você deve doá-lo. É a dinamicidade da vocação, é a dinamicidade da vida”, frisou o Papa. “É um chamado que nos permite desempenhar a nossa tarefa apostólica de maneira ativa e criativa, dentro da Igreja em que «há diversidade de ministério, mas unidade de missão».

A vocação cristã não é uma promoção para subir

No âmbito da unidade da missão, a diversidade de carismas e ministérios não deve dar lugar, no seio do corpo eclesial, a categorias privilegiadas. Não há promoção aqui, e quando você concebe a vida cristã como uma promoção, que o de cima comanda os outros porque conseguiu subir, isso não é cristianismo. Isso é puro paganismo. A vocação cristã não é uma promoção para subir, não! Isso é outra coisa.

Existe algo maior, porque, embora «por vontade de Cristo, alguns sejam constituídos doutores, dispensadores dos mistérios e pastores a favor dos demais, reina, porém, a igualdade entre todos quanto à dignidade e quanto à atuação, comum a todos os fiéis, em benefício da edificação do corpo de Cristo». “Quem tem mais dignidade na Igreja: o bispo, o sacerdote? Não… Somos todos cristãos a serviço dos outros. Quem é mais importante na Igreja: a religiosa ou a pessoa comum, batizada, não batizada, a criança, o bispo…?

A vocação que Jesus dá é a do serviço

Todos são iguais, somos iguais e quando uma das partes se considera mais importante das outras e levanta um pouco o nariz, então, está errada. Essa não é a vocação de Jesus. A vocação que Jesus dá, a todos, mas também a quantos parecem estar em lugares mais elevados, é a do serviço, o serviço aos outros, a humilhação. Se você encontrar uma pessoa que tem uma vocação mais elevada na Igreja, mas é vaidosa, então você vai dizer: ‘Coitada’! Reze por ela porque não compreendeu qual é a vocação de Deus. A vocação de Deus é a adoração do Pai, o amor à comunidade e o serviço. Isso é ser apóstolos, este é o testemunho dos apóstolos.

“Queridos irmãos e irmãs, essas palavras podem nos ajudar a verificar o modo em que vivemos a nossa vocação batismal, como vivemos a nossa maneira de ser apóstolos numa Igreja apostólica que está a serviço dos outros”, concluiu Francisco.

Ao completar 10 anos de pontificado, o Papa Francisco está no centro da comunicação da Igreja, neste dia, 13 de março de 2023. A

Ao completar 10 anos de pontificado, o Papa Francisco está no centro da comunicação da Igreja, neste dia, 13 de março de 2023.

A site vaticannews.va publicou inúmeros testemunhos de diversas partes do mundo, que destacam a visão do Papa e da Igreja para quem acompanha os discursos, as viagens, as atitudes e gestos do Papa Francisco.

Escolhemos hoje, para homenagear o Papa Francisco e agradecer seu testemunho e seu jeito de conduzir a Igreja, o texto que fala do Papa e a Comunicação. A matéria foi produzida pelo Dicastério para a Comunicação:

A força comunicacional de Jorge Mario Bergoglio está na transformação de seus sinais corporais em uma proposta de pontificado construída pela proximidade através de palavras, olhares e contato, seja ele físico ou mediado por redes sociais digitais.
Era 13 de março de 2013,  a Praça de São Pedro estava repleta de pessoas e a mudança significativa, observada pelas câmeras de veículos de comunicação de todo o mundo, estava na quantidade de celulares que registravam um momento histórico para a Igreja Católica: o anúncio do novo Papa depois da renúncia de Bento XVI.

Na era da comunicação tecnológica, a fumaça branca que saía da Capela Sistina era transmitida pelos perfis nas redes sociais digitais de pessoas comuns, desejosas de ver o novo Sucessor de Pedro. Naquela noite, quando Bergoglio se apresenta na sacada, já como Papa e assumindo o nome de Francisco, a multidão é absorvida pelos segundos de silêncio antes de sua primeira frase: Irmãos e irmãs, boa noite! Neste momento, é empregado uma saudação normal, mas, ao mesmo tempo, surpreendente. O “Boa noite”, cheio de simplicidade, cala a Praça de São Pedro e o mundo que assiste pelos meios de comunicação mais potentes, a singeleza do cumprimento de alguém que se faz próximo, do mesmo modo que se aparenta como revolucionário. A sensação é de que algo tenha mudado, não somente porque o novo pontífice é jesuíta ou o primeiro chefe da Igreja Católica vindo da América do Sul. Na singularidade daquela expressão, talvez uma das mais coloquiais que se tenha, o mundo será surpreendido pelos sinais que logo se seguirão, especialmente o curvar-se para, numa Praça repleta, mas em silêncio, pedir a oração de todos os que acompanhavam pelo início de seu ministério.

Para Marcello Zanluchi, doutor em Comunicação e Semiótica e autor da pesquisa “Papa Francisco: uma encíclica viva de gestos e imagens”, a percepção mundial sobre o novo pontífice mudou a partir daquela apresentação na sacada da Basílica de São Pedro. “Um evento histórico, como é a eleição de um Papa, também se transforma em um evento midiático, que realiza mudanças não só na opinião pública, mas no comportamento das pessoas, da geografia social e na agenda e orientação das instituições. Portanto, se pode afirmar que, do dia 13 de março em diante, a percepção mundial mudou, principalmente pelos gestos e imagens de Francisco, não só na forma, mas na substância”.

Segundo Zanluchi, é um pontificado caracterizado pelo contato direto, de um Papa que se encontra e se deixa encontrar e que sabe utilizar da mídia primária, o corpo, para comunicar; mas sobretudo, consegue transpor essa mídia para a era tecnológica. “Francisco é um líder religioso, cujo olhar não está inclinado a uma massa indistinta, mas que fixa sua atenção em pessoas, compartilhando seus gestos, abraços e sorrisos personalizados. Acrescenta o fato de que Bergoglio utiliza, pela oralidade, sua capacidade de falar, usando uma linguagem metafórica, para se conectar com seus interlocutores. Por conta disso, sua comunicação tende a ser, imediatamente, eficaz. É essa comunicação voltada às pessoas que traz uma abertura, de parte midiática, ao papado de Francisco e, consequentemente, à visibilidade institucional da Igreja Católica. Essa atenção dada pelos meios a Francisco, sobretudo, é originária de sua capacidade de inserir uma imprevisibilidade em seus atos previsíveis de líder religioso. Um silêncio, um gesto, uma imagem ou expressão do Papa colocam a mídia na condição de dever acompanhá-lo”, sugere Zanluchi.

Sentir, ver e ouvir como comunicação nos 10 anos de pontificado

Foi com a criação do Dicastério para a Comunicação, reunindo as mídias vaticanas num mesmo organismo, que se percebeu que todo o aparato comunicacional do Vaticano está centrado em promover a cultura do encontro, promovida pelos gestos e imagens de um pontífice que recria significações a partir de suas atitudes cotidianas. Mais que um divulgar de discursos, a força dos veículos de comunicação está na figura do líder máximo dos católicos.

Durante sua atuação no Dicastério para a concretização da pesquisa, Zanluchi percebeu a intenção de mostrar uma Igreja mais próxima, uma nova forma de religiosidade que se se dá pelos meios e através do imagético. “O critério importante é a mensagem, em suas diferentes narrativas. As pessoas esperam ver o Papa sendo Papa. Francisco está sempre voltado a alguém e, se analisarmos a maior parte das fotos publicadas, poderemos ver que o Papa Francisco está dando a mão a alguém, acariciando alguém, beijando alguém, escutando alguém com atenção. Ou seja, está sempre voltado ao outro, sempre aberto às relações: com as pessoas que estão à sua frente, com o público que está à sua frente ou mesmo recolhido em oração com seriedade”, destaca o pesquisador.

Outro ponto da pesquisa ressalta a figura do Papa num momento em que as imagens assumem importância no contexto institucional e social. “No caso de Francisco, que age como Sumo Pontífice em um período em que as imagens são assim relevantes, ele se dá conta que seus gestos habituais, aqueles que fazia como sacerdote e como bispo, hoje podem alcançar todo o mundo e, portanto, não tem problema em ser registrado saudando os doentes ou ou mais necessitados. Assim, um gesto cristão sincero e autêntico de misericórdia e ternura, cotidiano, a partir das imagens, se transformam em ocasião de testemunho cristão e de evangelização”, ressalta Zanluchi.

Não por acaso, a conta @Franciscus, da rede social Instagram, administrada pelo Dicastério para a Comunicação, torna universal a imagem do Papa Francisco, a partir da sua corporeidade e proximidade. Na pesquisa, Zanluchi observou que os gestos perpetuados em imagem ganham um novo valor simbólico neste pontificado. “A  imagem do Papa que abraça um doente tem a potência de atingir um valor simbólico e passa a ser um abraço a cada pessoa enferma nos vários cantos do mundo. Isso se percebe de maneira repetida nos comentários dos seguidores nas contas do Twitter e Instagram. Tendo o Papa como exemplo, as redes sociais do Vaticano tentam ser vizinhas às pessoas que as seguem, a seus interesses, às suas preocupações, seja nas temáticas tratadas como nos modos de contá-las”.

Nestes 10 anos, segundo a pesquisa, se pode observar que o Papa Francisco, a partir de suas escolhas, estrategicamente assume uma postura de proximidade, entendendo que a base da comunicação começa e termina no corpo. Dessa maneira, a mensagem evangélica assume uma característica das primeiras comunidades cristãs.  “Os gestos concernentes à comunicação demonstram uma vontade de se comunicar o Evangelho, não de maneira contrária aos pontificados precedentes, mas que pela linguagem gestual e oral fundamental a mensagem cristã contida nas Sagradas Escrituras, no Magistério e na Tradição da Igreja. Antes, é uma maneira diferente, utilizada com metáforas, humor e proximidade com seu público. Francisco não fala apenas aos fiéis católicos, mas sabe construir uma agenda em que os meios também se verguem para cobrir seus gestos que, longe de um ato protocolar, são transformados pela “eventização” do seu cotidiano”, destaca Zanluchi.

Um ponto importante e que se torna latente é que Papa Francisco comunica pela sua presença. Ou seja, seu corpo possui uma capacidade ímpar de fazer presença e ser meio para a mensagem chegar a todos, inclusive seus gestos, muitas vezes, sublinham mais qualquer discurso ou documento. “Francisco apresenta um cristianismo não por proselitismo, mas por atração. Como mencionado, sua comunicação não é pra massa, mas é sinodal, participativa, de favorecimento da cultura de ouvir, personalizada. É um pontífice que vê nos gestos, no tato, uma forma de se comunicar com uma contemporaneidade mais distante do contato humano. Francisco é um Papa digital, mas que não preenche espaços. Antes, abre processos para que haja uma aproximação do encontro, com fundamento de um cristianismo de contato e não de aparência. Um ser religioso que busca a transcendência pela inclusão, com estilo humano, capaz de evangelizar a sociedade em que vivemos”, pontua Zanluchi.

O site vaticannews publicou trechos da entrevista que o Papa Francisco concedeu à RSI, rádio e televisão suíça. O motivo foi os 10 anos
O site vaticannews publicou trechos da entrevista que o Papa Francisco concedeu à RSI, rádio e televisão suíça. O motivo foi os 10 anos de pontificado. Leia abaixo a publicação;

Casa Santa Marta, a residência onde Francisco mora. As portas estão abertas para a RSI, rádio e televisão suíça de língua italiana, para uma entrevista com o Papa dedicada aos dez anos de seu pontificado que a partir de domingo à noite, 12 de março, estará disponível na íntegra no site www.rsi.ch. Francisco não pensa em renunciar, mas explica o que eventualmente o levaria a fazê-lo: “Um cansaço que não faz você ver as coisas com clareza. A falta de clareza, de saber avaliar as situações”. Há dez anos não mora mais em Buenos Aires. Daquele tempo, sente saudades de “caminhar, andar pelas ruas”. Mas está bem em Roma, “uma cidade única”, ainda que não faltem preocupações. Estamos “em uma guerra mundial”, diz ele. “Começou em pedaços e agora ninguém pode dizer que não é mundial. Porque as grandes potências estão todas emaranhadas. E o campo de batalha é a Ucrânia. Todos lutam lá.” O Papa conta que Putin sabe que gostaria de encontrá-lo, “mas ali estão todos os interesses imperiais, não só do império russo, mas dos impérios de outras partes”.

Santo Padre, o que mudou nestes dez anos?

Sou velho. Tenho menos resistência física, a do joelho foi uma humilhação física, mesmo que já esteja curando bem.

Foi difícil para o senhor andar de cadeira de rodas?

Eu me envergonhava um pouco.

Muitos o descrevem como o Papa dos últimos. O senhor se sente assim?

É verdade que tenho preferência pelos descartados, mas isso não significa que descarte os outros. Os pobres são os favoritos de Jesus, mas Jesus não manda embora os ricos.

Jesus pede para levar qualquer pessoa à sua mesa. O que isto significa?

Significa que ninguém está excluído. Quando eles não foram à festa, disse para ir às encruzilhadas das estradas e chamar todos, doentes, bons e maus, pequenos e grandes, ricos e pobres, todos. Não devemos esquecer isto: a Igreja não é uma casa para alguns, não é seletiva. O santo povo fiel de Deus é este: todos.

Por que algumas pessoas se sentem excluídas da Igreja devido às suas condições de vida?

Sempre há pecado. Há homens de Igreja, mulheres de Igreja que fazem a distância. E isso é um pouco a vaidade do mundo, se sentir mais justo que os outros, mas não está certo. Somos todos pecadores. Na hora da verdade põe a sua verdade sobre a mesa e você verá que é um pecador.

Como imagina a hora da verdade, a vida após a morte?

Não posso imaginá-la. Não sei o que será. Só peço a Nossa Senhora que esteja ao meu lado.

Por que o senhor escolheu morar na Santa Marta?

Dois dias depois da eleição fui tomar posse do palácio apostólico. Não é tão luxuoso. É feito bem, mas é enorme. A sensação que tive foi como a de um funil invertido. Psicologicamente eu não tolero isso. Por acaso passei em frente ao quarto onde moro. E eu disse: “Vou ficar aqui.” É um hotel, moram lá quarenta pessoas que trabalham na cúria. E vêm pessoas de todos os lugares.

Sente falta de alguma coisa de sua vida anterior?

Caminhar, andar pelas ruas. Eu andava muito. Usava o metrô, o ônibus, sempre com as pessoas.

O que pensa da Europa?

Neste momento existem muitos políticos, chefes de governo ou ministros jovens. Eu sempre digo a eles: conversem uns com os outros. Este é de esquerda, você é de direita, mas vocês dois são jovens, falem. É o momento do diálogo entre os jovens.

O que traz um Papa quase do fim do mundo?

Algo que escreveu a filósofa argentina Amelia Podetti me vem à mente: a realidade é melhor vista dos extremos do que do centro. Da distância se entende a universalidade. É um princípio social, filosófico e político.

O que lembra dos meses de confinamento, sua oração solitária na Praça São Pedro?

Chovia e não havia ninguém. Eu senti que o Senhor estava lá. Era algo que o Senhor queria nos fazer entender a tragédia, a solidão, a escuridão, a peste.

Existem várias guerras no mundo. Por que é difícil entender o drama?

Em pouco mais de cem anos houve três guerras mundiais: ’14-18, ’39-45, e esta é uma guerra mundial. Começou aos poucos e agora ninguém pode dizer que não é mundial. As grandes potências estão todas emaranhadas. O campo de batalha é a Ucrânia. Todos lutam lá. Isso faz pensar na indústria de armas. Um técnico me dizia: se as armas não fossem produzidas por um ano, o problema da fome no mundo estaria resolvido. É um mercado. A guerra é travada, velhas armas são vendidas, novas são testadas.

Antes do conflito na Ucrânia, o senhor se encontrou várias vezes com Putin. Se o encontrasse hoje, o que diria a ele?

Eu falaria com ele claramente como falo em público. Ele é um homem culto. No segundo dia da guerra, fui à embaixada russa na Santa Sé para dizer que estava disposto a ir a Moscou com a condição de que Putin me abrisse uma brecha para negociar. Lavrov me escreveu agradecendo, mas não é o momento. Putin sabe que estou à disposição. Mas há interesses imperiais lá, não apenas do império russo, mas de outros impérios. É próprio do império colocar as nações em segundo lugar.

Quais outras guerras o senhor sente que são mais próximas?

O conflito do Iêmen, da Síria, os pobres Rohingya de Mianmar. Por que esses sofrimentos? As guerras machucam. Não há espírito de Deus, não acredito em guerras santas.

Muitas vezes fala sobre fofoca. Por que?

A fofoca destrói a convivência, a família. É uma doença oculta. É a peste.

Como foram os dez anos de Bento XVI na Mater Ecclesiae?

Bom, ele é um homem de Deus, quero muito bem a ele. A última vez que o vi foi no Natal. Ele quase não conseguia falar. Falava baixo, baixo, baixo. Foi necessário que traduzissem suas palavras. Era lúcido. Fazia perguntas: Como é isso? E esse problema lá? Ele estava atualizado sobre tudo. Foi um prazer falar com ele. Pedia-lhe opiniões. Ele dava o seu parecer, mas sempre equilibrado, positivo, sensato. Da última vez, porém, se via que estava no fim.

As exéquias foram sóbrias. Por que?

Os mestres de cerimônias tinham “quebrado a cabeça” para fazer as exéquias de um Papa não reinante. Era difícil fazer a diferença. Agora eu disse para estudar a cerimônia dos funerais dos futuros Papas, de todos os Papas. Eles estão estudando e também simplificando um pouco as coisas, tirando as coisas que estão liturgicamente erradas.

O Papa Bento XVI abriu caminho para a renúncia. O senhor disse que é uma possibilidade, mas que atualmente não a contempla. O que pode levá-la a renunciar no futuro?

Um cansaço que não nos faz ver as coisas com clareza. A falta de clareza, de saber avaliar as situações. Até o problema físico, talvez. Eu sempre pergunto sobre isso e sigo os conselhos. Como estão as coisas? Você acha que devo… às pessoas que me conhecem, até mesmo alguns cardeais inteligentes. E eles me dizem a verdade: continua está bom. Mas por favor: grite em tempo.

O senhor quando saúda, pede a todos para rezar pelo senhor. Por que?

Tenho certeza que todos rezam. Aos que não creem, digo: rezem por mim e se não rezarem me mandem boas ondas. Um amigo ateu me escreve: … e eu te mando boas ondas. É uma forma pagã de rezar, mas é um querer bem, e querer bem ao outro é uma oração.