Notícias da Igreja

A Rede Eclesial Pan-Amazônica (REPAM-Brasil), vinculada à Comissão Episcopal Especial para a Amazônia da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), para divulgou na

A Rede Eclesial Pan-Amazônica (REPAM-Brasil), vinculada à Comissão Episcopal Especial para a Amazônia da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), para divulgou na tarde da quarta-feira, 15, a nota “NÃO às mortes e à degradação na Amazônia” na qual exige providências urgentes dos poderes públicos frente às mortes e à degradação do território amazônico. “É indispensável o desenvolvimento de ações rápidas do Estado brasileiro, por meio do Governo Federal, Congresso Nacional e Ministério Público, para conter o avanço destruidor sobre a Amazônia”,  diz o documento.

A nota, assinada pelo três bispos da região Norte recém eleitos para presidência da REPAM-Brasil, afirma ser necessário não só prestar esclarecimentos sobre o desaparecimento de Bruno e Dominic, mas buscar agilidade nas apurações e punição dos responsáveis pelas mortes e pela dor que pesam sobre a Amazônia, seus povos e seus defensores.

A Rede manifesta solidariedade às famílias das vítimas e agradece aos povos indígenas do Vale do Javari “pela solidariedade, sensibilidade humana e reconhecimento por aqueles que apoiam as suas lutas”. Menciona e agradece o comprometimento do jornalismo “com os Direitos Humanos e as causas da Amazônia”.

Expressa, também, indignação com as mortes constantes de lideranças indígenas, ribeirinhas e quilombolas e com a violação dos Direitos Humanos no bioma. “A REPAM-Brasil, comprometida com a defesa da vida humana e da Natureza, solicita com veemência a atuação enérgica das autoridades para estancar a ilegalidade e a exploração da Natureza na Amazônia, o que tem provocado mortes constantes. Reivindicamos que todos os que ocupam cargos de responsabilidade e poder de intervenção, seja em âmbito político, social e econômico, local, nacional e internacional, se tornem guardiões da Criação, do desígnio de Deus inscrito na Natureza, guardiões do outro e do Meio Ambiente”.

Leia a íntegra nota: Nota-da-Presidencia – “NÃO às mortes e à degradação na Amazônia”

Fonte: CNBB
O Papa Francisco pede para não esquecermos o sofrimento do povo ucraniano. Leia a matéria publicada no site do Vaticano: Nas saudações após o
O Papa Francisco pede para não esquecermos o sofrimento do povo ucraniano. Leia a matéria publicada no site do Vaticano:
Nas saudações após o Angelus este domingo, 12 de junho, a recomendação do Papa de não esquecer o sofrimento da população ucraniana e a invocação de que “o tempo não esfrie nossa dor”. Luhansk cada vez mais fraca diante do exército russo
Não nos acostumemos com a realidade da guerra. O Papa Francisco em suas saudações após o Angelus deste domingo, 12 de junho, voltou com o pensamento ao conflito na Ucrânia, invocando orações por aquelas populações e exortando os fiéis a não esquecer o que está acontecendo:

Sempre vivo em meu coração é o pensamento para o povo da Ucrânia, afligido pela guerra. O tempo que passa não esfrie nossa dor e nossa preocupação com aquelas pessoas atormentadas. Por favor, não nos acostumemos a esta trágica realidade! Tenhamo-la sempre em nossos corações. Rezemos e lutemos pela paz.

A iminente queda de Luhansk

Enquanto os combates continuam, a queda dos ucranianos na região oriental de Luhansk parece cada vez mais uma realidade, pela voz do próprio governador, Serhiy Haidai, que fala de um exército agora sem armas e de ferozes combates de rua em Severodonetsk, em grande parte conquistada pelos russos. Uma hipótese que é confirmada por analistas em Washington, para quem o controle total de Luhansk ocorrerá dentro de algumas semanas, apesar do alto custo em termos de mortos e feridos para o exército de Moscou. Até hoje, Kiev ainda mantém o controle da fábrica química Azot em Severdonetsk, onde centenas de civis ainda estão bloqueados. Declarando-se certo de que o Donbas resistirá e que Moscou pagará por tudo o que está acontecendo, o presidente ucraniano Zelensky, que, tendo chegado ao 108º dia da guerra, também relata os sucessos das tropas ucranianas, falando de uma libertação gradual do território da região de Kherson e dos progressos também na região de Zaporizhzhia.

Com dores no joelho o Papa Francisco adiou visita ao Congo e Sudão e cancelou a missa de Corpus Christi, tradicionalmente rezada na Basílica

Com dores no joelho o Papa Francisco adiou visita ao Congo e Sudão e cancelou a missa de Corpus Christi, tradicionalmente rezada na Basílica São João de Latrão.

O adiamento da viagem já havia sido feito na semana passada, mas ontem após o Angelus o Papa expressou seu sentimento:Gostaria de me dirigir ao povo e às autoridades da República Democrática do Congo e do Sudão do Sul. Caríssimos, com grande pesar, devido a problemas com minha perna, tive que adiar minha visita a seus países, programada para os primeiros dias de julho. Eu realmente sinto um grande pesar por ter tido que adiar esta viagem, que eu tanto prezo. Peço desculpas por isto. Rezemos juntos para que, com a ajuda de Deus e dos cuidados médicos, eu possa estar entre vocês o quanto antes. Estamos confiantes”!

A Solenidade de Corpus Christi e a procissão entre a Basílica São João de Latrão e Santa Maria Maior ou em outros locais como aconteceu em 2018 e 2019 não acontecerá este ano. A informação foi publicada no site do Vaticano hoje, 13 de junho de 2022.

Rezemos pela saúde do Papa.

O que disse o Papa sobre a Solenidade de Corpus Christi (site do Vaticano):

Ao longo dos anos, o Papa Francisco tem enfatizado vários aspectos desta Solenidade. Em primeiro lugar, a força de se gastar pelos outros que vem precisamente da Eucaristia:

“Quantas mães, quantos pais, juntamente com o pão quotidiano cortado sobre a mesa de casa, repartiram o seu coração para fazer crescer os filhos, e fazê-los crescer bem! Quantos cristãos, como cidadãos responsáveis, repartiram a própria vida para defender a dignidade de todos, especialmente dos mais pobres, marginalizados e discriminados!” (Homilia de Corpus Christi, 26 de maio de 2016)

No ano anterior, Francisco havia destacado que o que nos permite não desagregar-nos é precisamente a Eucaristia:

“Cristo presente no meio de nós, no sinal do pão e do vinho, exige que a força do amor ultrapasse todas as dilacerações e, ao mesmo tempo, que se torne comunhão inclusive com o mais pobre, sustentáculo para quem é frágil, atenção fraterna a quantos têm dificuldade de carregar o peso da vida quotidiana, e correm o perigo de perder a própria fé.” (Homilia de Corpus Christi, 4 de junho de 2015)

A Eucaristia não é um memorial abstrato, mas um memorial vivo do amor de Deus, um sacramento inscrito no DNA espiritual, lembrou o Santo Padre no Corpus Christi de 2017:

“A Eucaristia é o sacramento da unidade. Quem a recebe não pode deixar de ser artífice de unidade, porque nasce nele, no seu «DNA espiritual», a construção da unidade. Que este Pão de unidade nos cure da ambição de prevalecer sobre os outros, da ganância de entesourar para nós mesmos, de fomentar discórdias e disseminar críticas; que desperte a alegria de nos amarmos sem rivalidades, nem invejas, nem murmurações maldizentes.” (Homilia de Corpus Christi, 18 de junho de 2017).

E também em 2013 o aspecto da comunhão havia sido central, enquanto em 2014 o Papa havia advertido contra os vários tipos de alimentos que são oferecidos:

“Mas o único alimento que nos nutre verdadeiramente e que nos sacia é aquele que o Senhor nos concede! O alimento que o Senhor nos oferece é diferente dos demais, e talvez não nos pareça tão saboroso como determinadas comidas que o mundo nos oferece. Então, sonhamos outras refeições, como os hebreus no deserto, que tinham saudades da carne e das cebolas que comiam quando estavam no Egito, esquecendo-se, contudo, que comiam aqueles pratos na mesa da escravidão.” (Homilia de Corpus Christi, 19 de junho de 2014)

Documento final do Encontro da Igreja Católica na Amazônia Legal foi divulgado hoje, 10 de junho de 2022. Leia abaixo a publicação da CNBB,

Documento final do Encontro da Igreja Católica na Amazônia Legal foi divulgado hoje, 10 de junho de 2022. Leia abaixo a publicação da CNBB, Conferência Nacional dos Bispos do Brasil.

Os participantes do IV Encontro da Igreja Católica na Amazônia Legal, – realizado de 06 a 09 de junho, no Seminário São Pio X, em Santarém (PA) lançaram nesta quinta, 9, o novo Documento, denominado no texto introdutório como “Documento Jubilar”, no qual as diretrizes e prioridades elaboradas há 50 anos são atualizadas à luz do Sínodo para a Amazônia.

Da mesma maneira que Santarém/72 foi uma acolhida criativa do Concílio Vaticano II e da Conferência de Medellín, o IV Encontro da Igreja Católica na Amazônia Legal dá continuidade às trilhas do Sínodo para a Amazônia e assume suas inspirações ancorado na Exortação Pós-Sinodal ‘Querida Amazônia’ e aponta de forma ousada os caminhos da evangelização no território amazônico.

O documento se coloca como objetivo ser, na Região Amazônia, uma Igreja com rosto amazônico, em saída missionária, servidora, solidária, cuidadora da vida e defensora da natureza, nossa casa comum.

Representada, no IV Encontro, por religiosos, religiosas, presbíteros, bispos, cardeais, leigos e leigas-, a Igreja na Amazônia assume os sonhos do Papa Francisco expressos em ‘Querida Amazônia’ e apresenta linhas prioritárias para a missão, entre elas, o fortalecimento das Comunidades Eclesiais de Base, “que constituem uma dinâmica muito própria da Igreja em nossas dioceses e prelazias”.

Outro compromisso assumido foi com o princípio da “ministerialidade” como “uma forma de encarnada organização eclesial e uma exigência do processo de encarnação”; a participação das mulheres, por serem “elas que estão nas coordenações, nos ministérios da Palavra e da Eucaristia, na animação litúrgica, no cuidado com os pobres e nos enfrentamentos mais acirrados. São as mais numerosas nos serviços e menos presentes nas instâncias de decisão”.

Leia a íntegra do Documento no link abaixo:
Documento de Santarém 50 anos: Gratidão e Profecia

Os materiais para a Semana do Migrante que acontece na próxima semana já estão disponíveis. Leia a matéria publicada no site da CNBB e

Os materiais para a Semana do Migrante que acontece na próxima semana já estão disponíveis. Leia a matéria publicada no site da CNBB e baixe os materiais.

O Serviço Pastoral dos Migrantes (SPM), vinculado à Comissão Episcopal Pastoral para a Ação Sociotransformadora da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), divulgou nesta quarta-feira os subsídios para a preparação e celebração, na Igreja no Brasil, da 37ª Semana do Migrante de 12 a 19 de junho próximos. Este ano, o tema da semana é: “Migração e Saberes” e o lema: “Escuta com sabedoria e fala com a prática”.

O bispo da diocese de Pesqueira (PE) e presidente do SPM, dom José Luiz Ferreira Salles, destacou que o tema e o lema da Semana do Migrante estão em sintonia com a Campanha da Fraternidade deste ano e com o processo sinodal que vem reafirmando a importância da escuta como um método pastoral.

De acordo com ele, o Santo Padre apresenta e traz para o centro do debate a causa migratória, que, neste  momento, com a pandemia, se torna cada vez mais aguda. “Nos 20 pontos para um pacto global sobre migração e refúgio, o Papa Francisco nas suas propostas acerca dos 20 pontos para uma migração segura e integral, nos provoca a buscar uma aprendizagem que leve a construção coletiva de uma sociedade que seja cada vez mais inclusiva”, enalteceu.

 

Subsídios da 37ª Semana do Migrante

Texto-Base

A organização da 37ª Semana do Migrante disponibilizou um texto-base, subsídio com oito páginas, com aprofundamento sobre a escuta como caminho para a ação pastoral libertadora, ecoando que a sabedoria emerge da escuta e que o poder de fala só é legítimo quando acompanhado da prática.

“Os migrantes seguem em frente, em seu vai e vem de esperança, participantes invisibilizados no massacrante cotidiano que os exclui de uma vida de direitos. É o desafio de ser expectador e protagonista do processo  histórico em construção. Suas histórias de vida, seus sonhos e suas lutas nos ajudam a perceber que o fenômeno migratório resulta, também, da exclusão social, da falta de perspectivas, da miséria de muitos provocada pela acumulação e pela riqueza de poucos”, defende um trecho do texto.

Baixe aqui: Texto-Base

Rodas de Conversa

Outro subsídio oferecido pela organização da Semana destina-se à realização de duas rodas de conversa e um encontro celebrativo para refletir sobre os temas: 1º encontro – A vida é uma escola – Migrantes vão à luta!; 2º encontro – Escutar a mãe terra com sabedoria – migrantes cuidando da casa comum;  e 3º encontro – Culturas diferentes alargam o  horizonte (celebração).

Baixe aqui: Rodas de Conversa

Celebração Ecumênica para o Dia do Migrante

Também foi disponibilizado um roteiro para a celebração ecumênica para o Dia Nacional do Migrante, dia 14 de junho. O roteiro se inspira no objetivo da Semana do Migrante de fortalecer a troca de saberes, a interação e um encontro das culturas para a vivência compartilhada do bem comum.

Baixe aqui: 
Roteiro para Celebração Dia do Migrante 

Baixe aqui: Cartaz 

Baixe aqui: Oração 

Na catequese de hoje, 8 de junho de 2022, o Papa Francisco disse que “rugas são símbolo da vida. Leia a matéria publicada no
Na catequese de hoje, 8 de junho de 2022, o Papa Francisco disse que “rugas são símbolo da vida. Leia a matéria publicada no site do Vaticano.
Na Praça São Pedro, diante de milhares de fiéis, o Papa falou do ancião Nicodemos e comentou o mito da “eterna juventude”, citando uma frase da atriz italiana Anna Magnani, que não queria que suas rugas fossem tocadas, já que havia levado uma vida inteira para tê-las.

O Papa se inspirou na figura do ancião Nicodemos na catequese desta quarta-feira, dando continuidade ao ciclo sobre a velhice.

Nicodemos é um dos chefes dos Judeus e está entre as pessoas idosas mais relevantes nos Evangelhos. No seu diálogo com o Mestre, manifesta-se o coração da Revelação de Jesus e de sua missão redentora: “Deus amou tanto o mundo, que deu o seu Filho único, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo 3, 16).

Quando Jesus lhe diz que é preciso “nascer do Alto”, Nicodemos apresenta como objeção a velhice. Mas, à luz da palavra de Jesus em resposta a esta objeção, descobrimos que a velhice não é um obstáculo a este novo nascimento, e sim o tempo oportuno para entendê-lo. O “nascimento do Alto”, que nos permite entrar no reino de Deus, é uma nova geração no Espírito.

O mito da eterna juventude

Para o Pontífice, esta objeção é muito instrutiva, pois a nossa época e a nossa cultura mostram uma tendência preocupante para considerar o nascimento de um filho como uma simples questão de produção e reprodução biológica do ser humano e cultivam então o mito da juventude eterna como a obsessão – desesperada – da carne incorruptível.

A velhice, prosseguiu o Papa, é desprezada porque traz a prova irrefutável do despedimento deste mito, que nos faria regressar ao ventre da mãe, para sermos eternamente jovens no corpo. Uma coisa é o bem-estar, disse, outra coisa é a alimentação do mito, com inúmeras cirurgias e tratamentos estéticos. O Papa citou uma frase da atriz Anna Magnani, que não queria que suas rugas fossem tocadas, já que havia levado uma vida inteira para tê-las.

“É isto: as rugas são um símbolo da experiência, um símbolo da vida, um símbolo da maturidade, um símbolo do caminho percorrido. Não tocá-las para se tornar jovens, mas jovens no rosto: o que interessa é toda a personalidade, o que interessa é o coração, e o coração permanece com aquela juventude do vinho bom que quanto mais envelhece, melhor fica.”

Os idosos são os mensageiros da ternura

A vida em nossa carne mortal é uma belíssima obra inacabada, como algumas obras de arte que, apesar de incompletas, possuem um fascínio único. Porque a nossa vida aqui na terra é iniciação, e não consumação. A fé, que acolhe o anúncio evangélico do reino de Deus ao qual estamos destinados, nos torna capazes de ver os sinais de esperança nesta nova vida em Deus. A velhice é a condição na qual o milagre do “nascimento do alto” pode ser assimilado intimamente e tornar-se sinal de credibilidade para a humanidade.

Nesta perspetiva, a velhice tem uma beleza única: caminhamos rumo ao Eterno. Ninguém pode voltar a entrar no ventre da mãe, nem sequer no seu substituto tecnológico e consumista. Isso seria triste, mesmo que fosse possível. O velho caminha para a frente, em direção ao destino, rumo ao céu de Deus. A velhice, por conseguinte, é um tempo especial para dissolver o futuro da ilusão tecnocrática de uma sobrevivência biológica e robótica, mas sobretudo porque se abre à ternura do útero criador e gerador de Deus.

O Papa então destacou uma palavra: a ternura dos idosos, a ternura com a qual se relacionam com os netos. Estar ternura nos ajuda a compreender a ternura de Deus. “Deus é assim, sabe acariciar.”

“Os idosos são os mensageiros do futuro, os mensageiros da ternura, os mensageiros da sabedoria de uma vida vivida. Vamos em frente e olhemos para os idosos.”

A CNBB, Conferência Nacional dos Bispos do Brasil assinou acordo de cooperação em vista do diálogo e da paz nas eleições 2022. Leia a

A CNBB, Conferência Nacional dos Bispos do Brasil assinou acordo de cooperação em vista do diálogo e da paz nas eleições 2022. Leia a matéria publicada no site da CNBB:

Em busca do diálogo saudável e do livre trânsito de ideias e propostas dentro do processo eleitoral das Eleições 2022, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) procura canais de diálogo com as mais diversas instituições públicas e privadas do país.

Para dar seguimento a esse objetivo, o TSE e representantes de diversas entidades religiosas, entre elas a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), assinaram nesta segunda-feira, 6 de junho, acordos de cooperação para realizar ações e projetos no sentido de preservar a normalidade e o caráter pacífico do pleito de outubro.

Na ocasião, o presidente do TSE, ministro Luiz Edson Fachin, saudou a todos os presentes pela pronta disposição em colaborar de maneira a “irmanar com uma causa fundamental e urgente relacionada com a preservação do clima de serenidade e de natureza não conflituosa das eleições que se aproximam, a fim de que o  rito da cidadania se possa cumprir e acatar”.

Segundo o ministro, o acordo de cooperação visa a divulgação dos ideais de respeito, de solidariedade e de harmonia social como forma de debelar a perspectiva de conflitos durante e após a vontade popular, no contexto das eleições 2022.

Ao assinar o termo de cooperação, as entidades parceiras declararam, entre outras coisas, a intenção de promover, em prédicas, debates, declarações públicas, publicações ou por qualquer outro meio, ações de conscientização relacionadas com a tolerância política, a legitimação do pensamento divergente e a consequente exclusão da violência, como aspectos indispensáveis à preservação da paz social.

Da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) participou do ato de assinatura o secretário-geral da CNBB, dom Joel Portella Amado.

Dom Joel agradeceu o serviço prestado por todos os presentes por cumprir uma missão que é condição indispensável para a democracia. “A CNBB trazendo aqui a voz dos católicos manifesta a sua alegria e esperança em poder se unir aos irmãos e irmãs de diversas denominações religiosas e na união expressar o compromisso já vivenciado por paz e tolerância nas eleições seja nas próximas eleições ou em todas as eleições”.

Dom Joel relembrou que em vários momentos de sua história a CNBB se manifestou sobre o processo eleitoral, e que inclusive divulgou uma nota recente, em abril, em apoio às instituições da República e aos servidores públicos alertando contra a manipulação religiosa dos processos inerentes à democracia.

“Com os pés no chão firmamos o nosso compromisso pela paz em todas as instâncias, incluindo o convite que essa Casa nos fez hoje à paz nas eleições. A CNBB não enxerga esse convite como uma questão apenas pontual. Estamos sem dúvida diante de uma questão específica e desafiadora – o processo eleitoral de 2022 -, mas nós podemos com essa questão específica ratificar nosso irrenunciável compromisso por respeito mútuo e por tudo mais que está subdjacente à paz”, enfatizou dom Joel em seu discurso.

Leia abaixo como o Papa reagiu ao massacre na Nigéria. A notícia foi publicada no site do Vaticano. Homens armados invadiram a Igreja de
Leia abaixo como o Papa reagiu ao massacre na Nigéria. A notícia foi publicada no site do Vaticano.
Homens armados invadiram a Igreja de São Francisco Xavier em Owo, Estado de Ondo, atirando contra os fiéis que estavam celebrando a Solenidade de Pentecostes. Muitas as vítimas, incluindo várias crianças. Francisco expressa a sua proximidade às famílias dos mortos e dos feridos. Presidente Buhari: “O país nunca se renderá ao mal”.

Pentecostes sangrento na Nigéria, onde homens armados com fuzis atiraram contra fiéis dentro de uma igreja católica no Sudoeste do país, causando a morte de várias pessoas, incluindo muitas crianças, que estavam celebrando a Solenidade. De acordo com uma reconstrução inicial, o comando teria usado explosivos. O ataque teve lugar na Igreja de São Francisco Xavier em Owo, Estado de Ondo, até então um dos mais pacíficos.

As condolências do Papa

À dor geral, “enquanto os detalhes do incidente estão sendo esclarecidos”, se uniu também o Papa, como foi informado pelo Sala de Imprensa da Santa Sé. “O Papa Francisco reza pelas vítimas e pelo país, dolorosamente atingido num momento de festa, e confia ambos ao Senhor, para que envie o Seu Espírito para que os console”, refere o porta-voz Matteo Bruni.

Mais de 40 vítimas, temor pelos feridos

De acordo com fontes locais, as vítimas seriam mais de quarenta. O medo agora é pelos sobreviventes que, embora imediatamente socorridos e transportados para o hospital, correm o risco de não sobreviverem devido aos ferimentos sofridos, considerando também a escassez de meios sanitários. Os médicos locais, citados por agências internacionais, relatam que muitos chegaram ao hospital já sem vida. Os apelos à doação de sangue também circulam nestas horas, especialmente através das redes sociais.

O bispo apela à calma

No choque geral, o temor é “que haja muitos mais mortos, muitos mais feridos, e que a Igreja tenha sido violada”, disse o padre Augustine Ikwu, diretor das comunicações sociais da diocese, numa declaração, negando as notícias que circularam nos primeiros minutos do sequestro de alguns fiéis, incluindo o pároco. Os padres estão a salvo”, explicou, “e o bispo da diocese também está com eles neste momento difícil”. É precisamente o bispo que pede neste momento de terror “para manter a calma, respeitar a lei, e de rezar pelo retorno da paz e da normalidade” na comunidade e em todo o país.

Em oração pelas vítimas e pelas famílias

“A identidade dos agressores permanece desconhecida, enquanto a situação deixou a comunidade devastada. No entanto, por enquanto, agentes de segurança foram destacados por toda a comunidade para administrar a situação”, informa ainda o padre Ikwu. Invoca, então “a intervenção de Deus” para restaurar “a paz e a tranquilidade” no país. “Dirigimo-nos a Deus para consolar as famílias daqueles que perderam a vida neste ataque angustiante e rezamos para que as almas falecidas descansem em paz”.

A condenação do presidente

Entretanto, condenação ao ataque chegou da parte do presidente nigeriano Muhammadu Buhari. Numa declaração emitida pelo seu porta-voz, Femi Adesina, Buhari afirma que espera que os agressores sofram uma dor eterna tanto na terra como após a morte. Expressando condolências às famílias das vítimas e à Igreja Católica, o chefe de Estado deu instruções às agências de emergência para entrarem em ação e prestarem socorro aos feridos. “Este país”, lê-se na declaração do presidente, “nunca se renderá ao mal e aos ímpios, e as trevas nunca vencerão a luz”.