Notícias da Igreja

A Comissão Episcopal Pastoral para a Ação Missionária e Cooperação Intereclesial da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e a Fundação Pontifícia Ajuda

A Comissão Episcopal Pastoral para a Ação Missionária e Cooperação Intereclesial da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e a Fundação Pontifícia Ajuda à Igreja que sofre (ACN) promovem, nesta sexta-feira, dia 1º de julho, a Jornada de Oração e Missão pela Paz dedicada a Nigéria – país africano localizado na região da África Ocidental.

No dia 5 de junho, durante as celebrações de Pentecostes, a Igreja Católica de São Francisco Xavier, em Owo, estado de Ondo, sudoeste da Nigéria, foi invadida por vários homens que entraram atirando contra os fiéis. O massacre causou a morte de muitas pessoas, incluindo crianças.

Segundo a comissão, a Nigéria é um país africano que tem sofrido com a violência em diversos episódios: desde sequestro de mulheres e meninas cristãs até atentados contra comunidades eclesiais.

“Constantemente os noticiários relatam esses casos. E nós não podemos nos acostumar com tudo isso. Assim, neste dia primeiro de julho de 2022, fazendo da oração uma missão, rezemos pela paz na Nigéria. E ecoemos o que o presidente daquele país disse à nação: ‘Este país nunca se renderá ao mal’!”, destaca a comissão.

De acordo com a ACN, este episódio é mais um ato terrorista na Nigéria, mais um na longa lista de crimes contra cristãos. “O país em geral tem sido abalado por episódios de violência, crimes e sequestros que, embora afetem todos os grupos étnicos e religiosos do país, levaram a uma longa lista de grandes ataques à comunidade cristã nas últimas décadas”, destaca o portal da ACN.

Assista o vídeo:

Jornada de Oração e Missão pela Paz

As jornadas são um convite para contribuir, especialmente, com a oração que é uma das formas mais significativas de colaborar com o trabalho missionário. De acordo com a comissão, a Jornada de Oração e Missão pela Paz faz parte de uma série que coloca o valor da oração como “agir missionário” e propõe que cada cristão católico dedique um tempo do dia para rezar por determinado país ou causa.

Texto: publicado no site da CNBB, Conferência Nacional dos Bispos do Brasil
A sinodalidade marcou a homilia do Papa Francisco no dia em que a Igreja celebra os Apóstolos Pedro e Paulo. “O Sínodo, que estamos
A sinodalidade marcou a homilia do Papa Francisco no dia em que a Igreja celebra os Apóstolos Pedro e Paulo. “O Sínodo, que estamos a celebrar, chama-nos a ser uma Igreja que se ergue em pé, não dobrada sobre si mesma, capaz de olhar mais além, de sair das suas prisões para ir ao encontro do mundo.”

Pedro, Paulo e a sinodalidade: assim foi a homilia pronunciada pelo Papa Francisco neste 29 de junho, Solenidade dos Santos Apóstolos.

Na Basílica Vaticana, diante de uma delegação do patriarcado de Constantinopla, o pontífice abençoou os pálios destinados aos arcebispos metropolitanos de recente nomeação, alguns dos quais presentes na missa. A celebração foi presidida pelo Papa, que contudo não conduziu a liturgia eucarística devido ao problema no joelho.

Já em sua homilia, comentou as leituras que oferecem o testemunho dos dois grandes Apóstolos, condensado em duas frases: “Ergue-te depressa” (At 12, 7) no que diz respeito a Pedro; e “combati a boa batalha” (2 Tm 4, 7) em referência a Paulo. Tendo diante dos olhos estes dois aspectos – convidou o Papa –, perguntemo-nos que podem eles sugerir à Comunidade Cristã de hoje, empenhada no processo sinodal em curso.

Uma Igreja sem correntes nem muros, livre e humilde

Despertar e erguer-se: é uma imagem significativa para a Igreja, disse o Papa. Também nós somos chamados a erguer-nos depressa para entrar no dinamismo da ressurreição e deixar-nos conduzir pelo Senhor ao longo dos caminhos que Ele nos quiser indicar.”

Francisco alertou para a mediocridade espiritual, quando às vezes a Igreja é dominada pela preguiça ao invés de se lançar para horizontes novos, citando algumas expressões do Padre Henri de Lubac, que falava de “cristianismo clerical”, “cristianismo formalista”, “cristianismo mortiço e endurecido”.

A proposta do futuro Sínodo é exatamente o contrário, afirmou Francisco, que chama a ser uma Igreja que se ergue em pé, não dobrada sobre si mesma, mas capaz de olhar mais além, de sair das suas prisões para ir ao encontro do mundo. Uma Igreja sem correntes nem muros, livre e humilde. Uma Igreja que se deixa animar pela paixão do anúncio do Evangelho e pelo desejo de chegar a todos, e a todos acolher. O Pontífice ressaltou este termo de Jesus: “todos”, pedindo que a Igreja esteja nas encruzilhadas do mundo, pronta a acolher a todos, pecadores ou não. As portas são para acolher e não para “dispensar” os fiéis.

“Esta palavra do Senhor deve ressoar, ressoar na mente e no coração: todos! Na Igreja há lugar para todos. E muitas vezes nós nos tornamos uma Igreja de portas abertas, mas para dispensar as pessoas, para condená-las.”

O Evangelho não nos deixa indiferentes, não é neutro

Outro desafio é “combater a boa batalha”, ainda em andamento, porque muitos não estão dispostos a acolher Jesus, preferindo correr atrás dos seus próprios interesses e de outros mestres “mais cômodos, fáceis e de acordo com nossa vontade”.

O Papa então propôs duas perguntas. A primeira: Que posso fazer eu pela Igreja? Isso requer não lamentar-se da Igreja, mas empenhar-se em prol da Igreja. “Igreja sinodal significa isto: todos participam, mas ninguém no lugar dos outros ou acima dos outros”: “Não existem cristãos de primeira ou segunda classe”. Significa não permanecer neutro, não deixar as coisas como estão, mas acender o fogo do Reino de Deus lá onde reinam o mal, a violência, a corrupção, a injustiça e a marginalização.

A segunda pergunta é: Que podemos fazer juntos, como Igreja, para tornar o mundo em que vivemos mais humano, mais justo, mais solidário, mais aberto a Deus e à fraternidade entre os homens?

Certamente não se fechar em círculos eclesiais nem se perder em discussões estéreis e no clericalismo, uma “perversão sobretudo se atinge os leigos”. Mas ser uma Igreja que promove a cultura do cuidado, a compaixão pelos frágeis e a luta contra toda a forma de degradação, para resplandecer na vida de cada um a alegria do Evangelho: esta é a nossa “boa batalha”. A batalha da tutela da criação, da dignidade do trabalho, dos problemas das famílias, da condição dos idosos e de quantos se veem abandonados, rejeitados e desprezados. Para isso, não se pode ceder ao saudosismo de voltar para trás, muito em voga ultimamente.

Por fim, o Papa saudou os novos arcebispos metropolitanos e a Delegação do Patriarcado Ecumênico. E concluiu pedindo a intercessão dos santos apóstolos: “Pedro e Paulo intercedam por nós, pela cidade de Roma, pela Igreja e pelo mundo inteiro. Amém”.

Texto publicado no site do Vaticano
As condolências do Pontífice pelas duas recentes tragédias envolvendo migrantes em Melilla, território espanhol na África, e na cidade americana de San Antonio, no
As condolências do Pontífice pelas duas recentes tragédias envolvendo migrantes em Melilla, território espanhol na África, e na cidade americana de San Antonio, no Texas, vieram nesta terça-feira (28) pela sua conta oficial no Twitter. O Papa reza pelas vítimas e invoca o Senhor para abrir nossos corações e para que “essas desgraças não aconteçam mais”.

Nos últimos dias, as notícias trouxeram à tona a realidade da imigração através de dois episódios dramáticos que exigem respostas por parte da comunidade internacional. O Papa Francisco, com o primeiro tuíte desta terça-feira (28), demostrou proximidade e oração aos envolvidos:

“Recebi com dor as notícias das tragédias dos migrantes no Texas e em Melilla. Rezemos juntos por estes nossos irmãos mortos enquanto seguiam a esperança de uma vida melhor; e, por nós, para que o Senhor nos abra o coração e essas desgraças não aconteçam mais.”

Comece: esclarecer e respeitar a dignidade humana

A tragédia na cidade autônoma de Melilla, na fronteira entre Marrocos e Espanha, descrita como “uma carnificina”, ocorreu na última sexta-feira (24): devido à tentativa em massa de cerca de 2 mil migrantes africanos para entrar à força no território espanhol, pelo menos 23 pessoas foram esmagadas até a morte. O local é considerado como uma das fronteiras mais problemáticas da União Europeia.

A reação brutal de rejeição das forças policiais de Rabat é o foco de controvérsia e protestos do governo argelino contra o Marrocos, acusado de desempenhar um papel policial na defesa das fronteiras da União Europeia. O uso indiscriminado da força é condenado pela Comissão das Conferências Episcopais da Comunidade Europeia, a Comece, que em comunicado faz um apelo para uma investigação independente e reitera a necessidade de uma gestão adequada pelos direitos dos migrantes e refugiados com a identificação dos requerentes legítimos de asilo.

A reação dos bispos espanhóis

Houve também uma forte reação dos bispos da subcomissão de Migração e Mobilidade Humana da Conferência Episcopal Espanhola, que pediram “medidas humanizadoras” para lidar com essa nova crise. Os bispos expressaram pesar pela perda de vidas humanas e pediram às autoridades que esclareçam o que aconteceu e que tomem as medidas apropriadas para que episódios semelhantes não se repitam.

A voz da sociedade civil

Muitas organizações nacionais e internacionais da sociedade civil estão erguendo a mesma voz, entre elas, a Coordenação Nacional de Comunidades de Acolhimento (CNCA), na Itália. O apelo conjunto é por um novo pacto europeu que permita que as pessoas cheguem ao continente através de canais seguros, como está sendo experimentado pelos refugiados ucranianos.

“Os gravíssimos acontecimentos ocorridos em Melilla destacam tragicamente, mais uma vez”, como se lê numa declaração, “a inadequação e a falta de humanidade e justiça que caracterizam a política migratória europeia. Levantar muros diante daqueles que migram em busca de liberdade e de uma esperança de vida decente só pode produzir violações da lei e de direitos e tragédias como as que ocorrem continuamente no Mediterrâneo, nas portas da Europa”.

A tragédia de migrantes no Texas

Na cidade americana de San Antonio, no Texas, um caminhão virou um caixão para 46 migrantes abandonados a cerca de 240 quilômetros da fronteira mexicana, junto com 16 sobreviventes. O veículo abandonado foi encontrado na noite desta segunda-feira (27). Todos estavam amontoados a uma temperatura de cerca de 40 graus. O Departamento de Segurança Nacional dos Estados Unidos está investigando o caso e três suspeitos já foram presos.

Fonte: Publicação do site do Vaticano
O Brasil terá uma nova beata em 10 de dezembro  de  2022. Conheça mais sobre o processo de beatificação e quem foi Isabel Cristina

O Brasil terá uma nova beata em 10 de dezembro  de  2022. Conheça mais sobre o processo de beatificação e quem foi Isabel Cristina lendo a notícia publicada no site da CNBB, Conferência Nacional dos Bispos do Brasil.

A Serva de Deus Isabel Cristina Mrad Campos será beatificada no dia 10 de dezembro, em Barbacena (MG), em celebração solene com o rito de beatificação presidida pelo prefeito do Dicastério da Causa dos Santos, o cardeal Marcello Semeraro. A data, que era aguardada com grande expectativa em toda arquidiocese de Mariana, foi confirmada nesta quarta-feira, 22 de junho, pelo Postulador da Causa de Beatificação da Venerável, doutor Paolo Vilotta, em carta ao arcebispo metropolitano, dom Airton José dos Santos.

Destacando a alegria e honra pela beatificação da Serva de Deus Isabel Cristina, a primeira da arquidiocese de Mariana, dom Airton solicita a todos os fiéis que se empenhem e rezem para esse momento. “Vamos trabalhar intensamente e adquirir experiência na preparação [da beatificação] daqueles que são colocados pela Igreja como modelos de vida e santidade para todo o Povo de Deus”, afirmou. O arcebispo também recordou os demais processos de beatificação e canonização da arquidiocese de Mariana: Venerável Dom Viçoso, Monsenhor Horta e o Servo de Deus Dom Luciano Pedro Mendes de Almeida.

O pároco da paróquia Nossa Senhora da Piedade, em Barbacena (MG), monsenhor Danival Milagres, pontua a alegria que a notícia foi recebida pelos paroquianos e familiares da Serva de Deus. É na Igreja Matriz da comunidade de fé citada que a Serva de Deus recebeu o Sacramento do Batismo e onde, atualmente, se encontram depositados os seus restos mortais.

Valores da fé e vivência da santidade

“Recebemos com muita alegria e esperança essa confirmação de sua beatificação. Esperança porque se trata de uma jovem que deve inspirar tantos outros a viverem com coragem o testemunho da fé, da esperança e da caridade. Isabel Cristina soube viver em grau heroico as virtudes cristãs, sobretudo, o testemunho da sua fé pela vivência da caridade através de sua participação na Sociedade de São Vicente de Paulo (SSVP). Destaco ainda a sua coragem na defesa da vida e do valor da castidade, enfrentando com esperança o sofrimento da qual ela foi vítima. Jovem de fé, cultivava seu amor a Maria, por isso, ela estava com terço em sua mão, em forma de anel, quando a encontraram morta em seu apartamento em Juiz de Fora”, comenta monsenhor Danival.

Na opinião do sacerdote, a beatificação da Serva de Deus se tornará bênção para toda a arquidiocese de Mariana, especialmente para a juventude. “A santidade que nós reconhecemos na vida de Isabel Cristina se dá por tudo aquilo que ela viveu e recebeu da sua família. Portanto, é sinal de esperança também para as nossas famílias: cultivarem nos lares os valores da nossa fé para que a vivência da santidade se torne uma realidade na vida de cada um de nós. Que a Serva de Deus Isabel Cristina interceda a Deus pela nossa Igreja, pela nossa Arquidiocese de Mariana e pela cidade de Barbacena”, ressalta Monsenhor Danival.

Sobre a Serva de Deus Isabel Cristina

Era uma moça como tantas outras. Estudava, namorava, participava de festas. Mas tinha uma vida de oração e sonhava ser pediatra para ajudar crianças carentes. Era sensível, sobretudo com os mais pobres, idosos e crianças, o que certamente aprendeu na família, que era vicentina. Na época, seu pai era presidente do Conselho Central de Barbacena.

No dia 1º de setembro do mesmo ano, um homem foi montar um guarda-roupa no pequeno apartamento para onde se mudara com seu irmão, Paulo Roberto, e tentou violentá-la. Encontrando resistência, deu-lhe uma cadeirada na cabeça, amarrou, amordaçou e rasgou suas roupas. Como continuou a resistir, foi morta sem piedade com 15 facadas. Foi um crime cruel, com grande repercussão, e que abalou muito a família e todos os que souberam do caso.

Processo de beatificação

Por causa da maneira como morreu e, sobretudo, pela forma como viveu, algumas pessoas tiveram a iniciativa de entrar com o pedido de um processo para sua beatificação. A solicitação foi aceita por Roma e, no dia 26 de janeiro de 2001, em Barbacena, foi instalado o processo, quando Isabel Cristina recebeu do Vaticano o título de Serva de Deus. Foram oito anos de trabalho, entre coleta de depoimentos e documentos, além da digitação e tradução para o italiano, tendo a fase diocesana do processo sido finalizada em 2009. O seu martírio foi reconhecido pelo Papa Francisco, por meio de decreto, em outubro de 2020.

Oração pela sua beatificação


Pai, Filho e Espírito Santo, adoramos-Vos e bendizemos-Vos, pela força e coragem que dais a muitos de vossos filhos. Há tantas almas generosas, que nos elevam pelo seu exemplo!

Sede louvada, Trindade Santa, na pessoa da Serva de Deus Isabel Cristina, que deu a vida em defesa de sua pureza e virgindade. Dai-nos a graça de imitá-la e, se for de Vosso agrado, concedei-lhe a honra dos altares, como recompensa de sua oblação. Assim seja.

Serviço
Divulgação da data da beatificação da Serva de Deus Isabel Cristina
Informações e solicitações: (31) 3557-1237 ou (31) 9 7221-7011 – Thalia Gonçalves (Jornalista da arquidiocese de Mariana)

Acontece durante esta semana em Roma, o X Encontro Mundial das Famílias. Amanhã sábado, 25 de junho o Papa Francisco preside às 13h30, horário
Acontece durante esta semana em Roma, o X Encontro Mundial das Famílias. Amanhã sábado, 25 de junho o Papa Francisco preside às 13h30, horário de Brasília. A missa será transmitida pelas redes do Vaticano. Leia a matéria publicada no site do Vaticano.
Devido ao calor, a comissão organizadora do X Encontro Mundial das Famílias decide mudar o horário da missa de sábado (25), na Praça São Pedro, que será celebrada pelo Papa Francisco: começa às 18h30 na hora italiana, 13h30 no horário de Brasília. Como todas as atividades do encontro, a Rádio Vaticano/Vatican News transmite ao vivo, com comentários em português.

As altas temperaturas deste dias em Roma fizeram com que a comissão organizadora do X Encontro Mundial das Famílias decidisse mudar o horário da missa de sábado (25), na Praça São Pedro. A cerimônia, celebrada pelo Papa Francisco, em vez das 17h15 vai começar às 18h30 na hora italiana, 13h30 no horário de Brasília. Como todas as atividades do encontro, a Rádio Vaticano/Vatican News vai transmitir ao vivo, com comentários em português. A notícia da mudança de horário foi divulgada nesta quinta-feira (23) pela Sala de Imprensa da Santa Sé para incentivar, inclusive, uma maior participação dos fiéis.

X Encontro Mundial das Famílias

A missa é um dos pontos altos do evento internacional que começou nesta quarta-feira (22) sob o tema: “O amor familiar: vocação e caminho para a santidade”. A noite de abertura, com o Festival das Famílias, foi marcado por testemunhos e muita música para contar sobre a beleza das famílias de hoje. O X Encontro Mundial das Famílias, edição que foi adiada por causa da pandemia, está sendo realizado em nova modalidade, multicêntrica e sem precedentes porque acontece em Roma, mas também nas dioceses de várias partes do mundo. Essa grande festa acontece no aniversário de 6 anos de Amoris laetitia e de 4 anos de Gaudete et Exsultate.

Para esta sexta-feira (24), estão programados diversos painéis, entre eles, sobre “Ser cristão na era digital”. Um casal de brasileiros, Fabiola Goulart e Gustavo Huguenin, provenientes de Florianópolis/SC, vão falar sobre “Mídias sociais: um ‘ambiente’ para os nossos filhos?”. No dia seguinte, no sábado (25), e antes da celebração eucarística com o Papa Francisco, o dia será dedicado ao tema dos caminhos da santidade na família. De fato, a primeira conferência terá a presença de Francesco Beltrame Quattrocchi, neto dos Beatos Luigi e Maria, também patronos do X Encontro Mundial das Famílias.

O Conselho Permanente da CNBB, Conferência Nacional dos Bispos do Brasil apresentam os trabalhos das Comissões que tratam sobre Novo Missal, Pessoas Homoafetivas e
O Conselho Permanente da CNBB, Conferência Nacional dos Bispos do Brasil apresentam os trabalhos das Comissões que tratam sobre Novo Missal, Pessoas Homoafetivas e o novo Estatuto do Repam, Rede Eclesial Pan-Amazônica. Leia a matéria publicada no site da CNBB.

O bispo de Joinville (SC), presidente do regional Sul 4 da CNBB e da Comissão Especial para a Proteção da Criança e do Adolescente, dom Francisco Carlos Bach, apresentou na tarde da quarta-feira, 22 de junho,  durante a reunião do Conselho Permanente, questões relativas ao  trabalho da Comissão Especial para a Proteção da Criança e do Adolescente da CNBB.

Dom Francisco informou que há ainda cerca de 100 dioceses brasileiras que não enviaram à Santa Sé as suas diretrizes para o enfrentamento a casos de violência em seu território. O bispo informou que o Núcleo Lux Mundi continua a serviço para assessorar as dioceses neste processo. O presidente da Comissão informou também que foi sancionada dia 24 de maio e publicada no Diário Oficial da União, a Lei nº 14344. Em um dos artigos, a lei criminaliza quem souber de alguma violência e não a levar ao conhecimento imediato dos órgãos responsáveis. O escritório de advocacia da CNBB está elaborando uma nota para orientar os bispos sobre a questão.

A Comissão solicitou à presidência a aprovação pelo Conselho Permanente do nome do padre Michelino Roberto, do clero da arquidiocese de São Paulo, especialista em gestão de crise e comunicação para integrar a comissão. O nome foi referendado pelo Conselho Permanente. Outro ponto apresentado pelo presidente da Comissão foi de levar dois pontos para as reflexões privativas dos bispos na etapa presencial da 59ª AG CNBB – a) levantamento em cada Igreja particular dos casos de violência envolvendo o clero; b) Conveniência ou não de a CNBB fazer uma investigação independente dos casos na Igreja no Brasil. Ele lembrou que o Papa tambémtem  insistido muito nisto, tendo pedido uma auditoria anual para avaliar que iniciativas estão sendo organizadas sobre o sistemas de proteção às crianças e adolescentes. As propostas foram aprovadas pelo Conselho Permanente.

Novo Missal

O bispo de Paranaguá (PR) e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Liturgia, dom Edmar Peron, falou aos membros do Conselho Permanente sobre o trabalho da Comissão para a Tradução dos Textos Litúrgicos (Cetel) para oferecer à Igreja no Brasil a versão em Português da última edição do Missal e outros assuntos relacionados à liturgia. A primeira questão apresentada foi do reconhecimento do vinho para a missa. Ele informou que houve a elaboração de um selo e critérios pela própria CNBB a serem observados na avaliação dos vinhos a ser concedido pelas Igrejas Particulares aos produtores.

A Comissão informou que recebeu pedido para serem reimpressos o Lecionário e a Coletânea de Missas Marianas. O presidente da Comissão para a Liturgia da CNBB lembrou que não tem como imprimir o texto sem antes passar por uma revisão minuciosa, passo que só poderá ser dado após a aprovação do Missal na próxima etapa presencial da 59ª AGCNBB. Dom Edmar solicitou também orientações mais claras para preparar a liturgia da assembleia geral da  CNBB com as mudanças sofridas nos dias e no formato do evento.

Sobre a consulta do Novo Missal, dom Edmar informou que 177 bispos responderam e que 98% dos que responderam deram o seu sim em aprovação à tradução. A Cetel está analisando as propostas que os bispos fizeram (revisão, sugestão e proposta) e responderá a cada um personalizadamente, o que facilitará o processo de aprovação do Missal durante a 59ª AGCNBB.

Dom Edmar lembrou que ainda é preciso enviar o texto de instituição do ministério dos catequistas. O texto já foi traduzido e adaptado para tornar mais explícito de que a referência é ao ministério do catequista. A proposta é fazer antes da assembleia uma consulta aos bispos sobre o texto sobre a instituição do ministério dos catequistas. O Conselho Permanente encaminhou a realização de dar um novo impulso à consulta aos bispos sobre o missal via presidência dos regionais. O missal está pronto nas Edições CNBB só aguardando a aprovação da 59ªAG CNBB.

O presidente da Comissão de Liturgia comentou ainda que está em discussão com a Edições CNBB  sobre a possibilidade de publicação de um Lecionário dos Sacramentos e de alguns rituais sacramentais, incluindo a questão das Exéquias. As Edições CNBB acolheu a proposta e já está encaminhando. Houve uma última revisão do Hinário do Ciclo do Natal. A Comissão de Liturgia informou que  também está fazendo a revisão tendo em vista a publicação do ritual de Exéquias. O presidente da Comissão também expressou gratidão ao padre Marcelino Sivinski que faleceu na segunda-feira, 20 de junho. O padre, ele reforçou, deu grande contribuição à da liturgia na Igreja no Brasil.

Pastoral com pessoas homoafetivas

O arcebispo de Campo Grande (MS), dom Dimas Lara Barbosa, conduziu a apresentação do resultado do Grupo de Trabalho que refletiu sobre os cuidados pastorais com relação à pessoas homoafetivas. Ele informou que o GT trabalhou durante um ano para apresentar uma primeira versão de um texto de estudo sobre o tema. O texto tem quatro capítulos que tratam da pessoa, cultura e sexualidade humana, dos fundamentos bíblicos e antropológicos sobre a sexualidade humana e de considerações pastorais para trabalho com as pessoas homoafetivas. A ideia, proposta pelo GT, é publicar o texto como documento de estudos da CNBB. Foi encaminhado de enviar o texto aos bispos para conhecimento e que, na 59ª AG CNBB, seja dado um indicativo sobre como o texto será encaminhado em termos de publicação.

Homologação de Estatutos e nova diretoria da Repam

O segundo vice-presidente da CNBB e arcebispo de Cuiabá (MT), dom Mário Antonio da Silva, apresentou as propostas de atualização do novo Estatuto da Repam-Brasil com as alterações e também os nomes escolhidos para a nova presidência da Repam-Brasil na última assembleia realizada dia 9 para serem referendados pelos membros do Conselho Permanente. Segundo Leon de Souza, assessor da Repam-Brasil, o artigo 6º foi um dos que sofreu mais alterações com a sugestão de inclusão de novos membros para que a diretoria refletisse mais a Repam-Brasi como rede e com o rosto das organizações que atuam no bioma. De acordo com do Mário, o novo estatuto vai possibilitar mais clareza quanto ao papel da Repam-Brasil na relação com a Comissão Episcopal Especial para a Amazônia da CNBB. Também foram apresentados para homologação os nomes eleitos para presidência da Repam-Brasil e para o seu conselho fiscal.

A partir da Assembleia Eletiva da Repam-Brasil, realizada no último dia 9 de agosto, foi eleito como presidente o bispo prelado da Prelazia de Marajó no Pará,  dom Frei Evaristo Pascoal Spengler, como vice-presidente o arcebispo de Palmas (TO),  dom Pedro Brito Guimarães e como secretario, o bispo da prelazia de Itacoatiara (AM), dom José Ionilton Lisboa de Oliveira. Para o Conselho Fiscal foram eleitos: dom Bernardo Johannes Bahlmann, dom Edson Tasquetto Damian, dom Leonardo Ulrich Steiner e suplentes: dom Roque Paloschi edom Canísio Klaus. Os nomes foram aprovados por unanimidade pelo Conselho Permanente.

70 anos da CNBB e 15 anos de Aparecida

O  subsecretário adjunto geral da CNBB, padre Patriky Samuel Batista, fez um informe sobre a celebração dos 70 anos durante a etapa presencial da 59ª AG CNBB em Aparecida(SP). Será um momento cultural, dia 2 de setembro, às 20h, com apoio da TV Aparecida, seguido de um coquetel. A TV Aparecida vai gravar, editar e ficará como um registro histórico dos 70 anos.  O secretário executivo do INAPAZ, padre Danilo Pinto dos Santos, deu o informe sobre o Seminário 70 anos da CNBB de 26 a 28 de julho on-line, com certificação pela PUC Rio cujo objetivo é contribuir sobre a reflexão da CNBB à ação evangelizadora da Igreja no Brasil. Não será feita abordagem histórica, mas temática. Foi dado também o informe sobre o Seminário 15 anos da Conferência de Aparecida

Leia abaixo as orientações do Vaticano para acompanhar o X Encontro Mundial das Famílias que começa hoje, 22 de junho de 2022. Nesta quarta-feira
Leia abaixo as orientações do Vaticano para acompanhar o X Encontro Mundial das Famílias que começa hoje, 22 de junho de 2022.
Nesta quarta-feira tem início o X Encontro Mundial das Famílias: Que as famílias brasileiras possam se reunir durante esta semana para ouvir o que o Papa Francisco irá dizer. Que os agentes de pastoral familiar proporcionem momentos de partilhas entre os casais dos discurso do Santo Padre pois, enfatiza o cardeal Farrell, “na vida conjugal também há santos”.

O Encontro Mundial das Famílias, tem início nesta quarta-feira em Roma. Famílias de todos os lugares irão participar. O cardeal Kevin Farrell, prefeito do Dicastério para os Leigos, a Família e a Vida, concedeu uma entrevista ao Vatican News antes do Encontro Mundial, com as perspectivas para aqueles que participarão presencialmente e também para aqueles que forem acompanhar de forma virtual. A Exortação Apóstólica pós-sinodal Amoris Laetitia será a base deste encontro.

O cardeal Farrell deseja que este encontro seja uma injeção de vitamina nas famílias católicas: “Acredito que a pandemia certamente causou uma grande ruptura na vida pastoral da Igreja em todos os níveis. E foi impossível por dois anos reunir grupos de pessoas. Era impossível organizar em nossas igrejas encontros de oração, conferências… Por isso, espero que o Encontro Mundial das Famílias que se realizará em Roma seja uma injeção de vitaminas na Igreja.” 

A expectativa deste encontro é que se “retome a questão da vida familiar, como sempre diz o Papa Francisco. Este é o tema central da Igreja neste momento: matrimônio e vida familiar. É aqui que devemos focar nossa atenção. Fazemos exatamente como o Papa nos pediu, para incutir uma nova vida nele”,  sinaliza o prefeito do Dicastério para os Leigos, a Família e a Vida.

O purpurado recordou ainda das famílias ucranianas “Por exemplo, sabemos que quando o Papa saudar os presentes no Festival das Famílias, também estarão presentes casais da Ucrânia. [Haverá] casais de muitas outras partes do mundo onde há diversas formas de perseguição religiosa e onde há violência, e eles vivem em estado de guerra”:

“Quem pode fechar os olhos vendo o sofrimento de famílias, mães com seus filhos, enquanto os pais são deixados na Ucrânia para lutar, viajando para estranhos países estrangeiros onde nunca estiveram antes. Eles não têm familiares. Eles estão totalmente por conta própria. As pessoas não percebem que não é como se eles tivessem mudado toda a sua casa, como se eles tivessem uma dessas empresas de mudanças e mudassem tudo. Eles vão com uma pequena bolsa e não têm nada. A Igreja não podia ignorar essa realidade no mundo.”

Para finalizar, o cardeal Farrell pediu que as famílias ouçam o que o Papa tem dito “O Papa Francisco é amado. Eu acho que quando ele fala para as famílias e diretamente para os casais, eles escutam. Minha maior expectativa é que isso seja transmitido para todo o mundo.”

Que as famílias brasileiras possam se reunir durante esta semana para ouvir o que o Papa Francisco irá dizer. Que os agentes de pastorais familiares proporcionem momentos de partilhas entre os casais, dos discurso do Santo Padre pois, enfatiza o cardeal Farrell, “a vida conjugal também tem santos”.

Nossos canais realizarão as transmissões do X Encontro Mundial das Famílias.

O Papa Francisco ao prefaciar um livro sobre mídias sociais faz um alerta os cuidados para estar neste ambiente e a importância da presença.
O Papa Francisco ao prefaciar um livro sobre mídias sociais faz um alerta os cuidados para estar neste ambiente e a importância da presença. Veja a matéria publicada no site do Vaticano:
Francisco escreve prefácio do livro “A Igreja no mundo digital”, de Fabio Bolzetta, presidente da Associação Italiana de Webmasters Católicos (WeCa), e fala sobre a importância de uma formação adequada para se trabalhar com mídias digitais dentro da Igreja, também devido “os riscos envolvidos no uso dessas ferramentas. Há muito a ser feito para aprender a ouvir; e para envolver e formar os jovens, nativos digitais, que sejam capazes de revitalizar os sites das paróquias”.

Como viver “A Igreja no mundo digital” (tradução livre de “La Chiesa nel digitale”)? Quem apresenta ferramentas e propostas para desmistificar esse caminho é Fabio Bolzetta, editor e presidente da Associação Italiana de Webmasters Católicos (WeCa), em um livro produzido pela Editora Tau e com o encorajamento do Papa Francisco que escreveu o prefácio da obra – o primeiro guia prático para os católicos dentro da web.

A obra em italiano, destinada a párocos, sacerdotes, religiosos, seminaristas e leigos que trabalham no setor da comunicação, direciona o leitor novamente ao período crucial da pandemia de Covid-19, como bem lembra o Pontífice no início do prefácio, um período que “nos fez perceber quão úteis podem ser as ferramentas tecnológicas e as redes sociais. Vimos isso durante os períodos de lockdown, quando já não era mais possível se encontrar, celebrar juntos a Eucaristia, estar perto dos nossos entes queridos doentes, se unir em oração ao lado de um parente ou amigo que nos deixou”.

O Papa, então, faz menção no prefácio aos sacerdotes que, “com criatividade”, “fizeram bom uso das tecnologias e das redes sociais” para manter o contato dos fiéis com a Palavra de Deus ao oferecer a possibilidade de assistir à missa ou mesmo envolvê-los em ações de caridade. Também existiram “erros e excessos”, comenta Francisco, “mas quando essas tentativas se concentraram na mensagem a ser comunicada, e não no protagonismo do comunicador, devemos reconhecer que foram úteis”.

Uma “fase certamente excepcional” essa de dois anos, afirma o Pontífice no texto, “especialmente com relação à experiência da transmissão on-line das celebrações”:

“O encontro virtual não substitui e jamais poderá substituir aquele em presença. Estarmos fisicamente presentes ao partir o pão eucarístico e o pão da caridade, o olhar nos olhos um do outro, o abraçar-se, o estar um ao lado do outro ao servir Jesus nos pobres, apertando a mão dos doentes, são experiências que pertencem à nossa experiência diária e nenhuma tecnologia ou rede social jamais poderá substituí-las.”

Mídias digitais: a importância da formação

Uma experiência, então, de constante crescimento que agora precisa ser “acompanhada por uma nova consciência”, alerta o Papa. Através da seleção de vídeos da Associação Weca dedicados aos sacerdotes e produzidos nos últimos dois anos de emergência sanitária, recorda o Pontífice, o livro procura oferecer um acompanhamento adequado de formação:

“Há realmente muito para se fazer, para crescer juntos na consciência da importância, mas também dos riscos envolvidos no uso dessas ferramentas. Há muito a ser feito para aprender a ouvir; e para envolver e formar os jovens, nativos digitais, que sejam capazes de revitalizar os sites das paróquias. A web e as redes sociais podem ser habitadas por quem testemunha a beleza da fé cristã, por quem propõe histórias de fé e vivida pela caridade, por quem comunica com a linguagem de hoje a extraordinária novidade do Evangelho, e por quem escuta como os apóstolos e os discípulos aprenderam a fazer com Jesus.”

A contribuição deste livro, assim termina o prefácio do Papa, é valiosa para fazer crescer a consciência sobretudo dos mais jovens sobre o melhor uso do espaço virtual que não deve substituir, mas ajudar “as nossas relações sociais em carne e osso”:

“Sabemos, porque experimentamos isso, que somente um encontro pessoal, não anônimo, com Jesus, muda a vida. Nós sabemos, porque essa é nossa experiência cotidiana, que o amor deve ser cultivado com encontros, com uma escuta e com uma convivência diária. Sabemos que o virtual nunca poderá substituir a beleza dos encontros feitos pessoalmente. Mas o mundo digital é habitado e deve ser habitado por cristãos.”

“Porque até a web, um território onde às vezes a voz que fala mais alto e a poluição das fake news parecem prevalecer, pode se tornar um espaço de encontro e escuta.”

Apresentação do livro

O livro “A Igreja no mundo digital: ferramentas e propostas” foi apresentado na manhã desta segunda-feira (20) na Sala Marconi do Palazzo Pio, sede das redações da Rádio Vaticano/Vatican News, em Roma, com transmissão ao vivo via streaming. O encontro contou com a participação do próprio autor, Fabio Bolzetta; Paolo Ruffini, prefeito do Dicastério para a Comunicação; Irmã Alessandra Smerilli, secretária do Dicastério para o Serviço de Desenvolvimento Humano Integral; Padre Paolo Padrini, pároco da diocese de Tortona (Al) e autor do aplicativo “iBreviary”; além de Vincenzo Corrado, diretor do Departamento Nacional de Comunicação Social da Conferência Episcopal Italiana, a CEI.

A obra nasceu da experiência de 150 vídeos tutoriais da Associação Italiana de Webmasters Católicos e oferece um caminho em quatro etapas para refletir, descobrir, compartilhar em redes sociais e publicar na web a experiência de uma Igreja que também está presente no mundo digital. O livro apresenta respostas práticas de como criar um site para a paróquia e de como utilizar as mídias sociais para o trabalho pastoral. A própria capa do livro é “interativa” por apresentar um QR Code que acompanha e enriquece a leitura com contribuições multimídia constantemente atualizadas.