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As palavras do Papa Francisco à delegação ortodoxa, hoje em Roma, servem para nos ajudar a refletir durante estes dias que celebramos a Semana
As palavras do Papa Francisco à delegação ortodoxa, hoje em Roma, servem para nos ajudar a refletir durante estes dias que celebramos a Semana de Oração pela unidade dos cristãos. Leia a matéria publicada no site do Vaticano.
“Que a cruz de Cristo seja a bússola que nos orienta no caminho da plena unidade” Palavras do Papa Francisco a uma delegação de jovens sacerdotes e monges das Igrejas Ortodoxas Orientais recebidos em audiência nesta sexta-feira (03/06) no Vaticano.
“A graça do Senhor Jesus Cristo, o amor de Deus e a comunhão do Espírito Santo estejam com todos vós” (2 Cor 13,13). Com estas palavras de São Paulo o Papa Francisco saudou a delegação de jovens sacerdotes e monges das Igrejas Ortodoxas Orientais recebidos em audiência nesta sexta-feira (03/06) no Vaticano.

Em seguida o Papa disse estar feliz por recebê-los na véspera da solenidade de Pentecostes que, de acordo com o calendário latino, cai neste próximo domingo (05/06). E disse que gostaria de oferecer quatro breves pensamentos que a festividade de Pentecostes que lhe inspiram sobre “a unidade total pela qual ansiamos”.

Unidade é dom e harmonia

“O primeiro pensamento é que a unidade é um dom, um fogo que vem do Alto” afirma. Todavia, advertiu:

“A realização da unidade não é primariamente um fruto da terra, mas do Céu; não é nem mesmo o resultado de nossos esforços e acordos, mas da ação do Espírito Santo, a quem devemos abrir nossos corações com confiança para que nos conduza pelos caminhos da plena comunhão. A unidade é uma graça, um dom”

Ao falar sobre o segundo ensinamento de Pentecostes o Papa afirmou: “a unidade é harmonia”. E explica:

A unidade é harmonia na diversidade dos carismas despertados pelo Espírito. Porque o Espírito Santo ama despertar tanto a multiplicidade quanto a unidade, como em Pentecostes, onde as diferentes línguas não foram reduzidas a uma só, mas assimiladas em sua pluralidade. A harmonia é o caminho do Espírito, porque Ele mesmo, como diz São Basílio, o Grande, é a harmonia.

Unidade é caminho e missão

“O terceiro ensinamento do Dia de Pentecostes – continua – é que a unidade é um caminho”. “Não é um projeto a ser escrito, não é feito na imobilidade, mas no movimento, no novo dinamismo que o Espírito, a partir de Pentecostes, transmite aos discípulos. É feito à medida que caminhamos: cresce na partilha, passo a passo, na disponibilidade comum de acolher as alegrias e as fadigas da viagem, nas surpresas que surgem ao longo do caminho”. Depois de recordar que Santo Irineu se expressou como “uma caravana de irmãos” o Papa disse:

“Nesta caravana, a unidade cresce e amadurece, o que – no estilo de Deus – não chega como um milagre improvisado e surpreendente, mas na partilha paciente e perseverante de uma caminhada feita juntos”.

Por fim Francisco falou sobre o quarto ensinamento de Pentecostes. Disse que a unidade não é simplesmente um fim em si mesma, mas está ligada à fecundidade do anúncio: a unidade é para a missão.

“Em Pentecostes a Igreja nasce missionária. E hoje o mundo ainda está esperando, mesmo sem saber, para aprender sobre o Evangelho da caridade, da liberdade e da paz que somos chamados a testemunhar juntos, não uns contra os outros ou longe uns dos outros”

O Papa conclui com um agradecimento:

“Obrigado por todas as sementes de amor e esperança espalhadas, em nome do Crucificado Ressuscitado, nas várias regiões ainda marcadas, infelizmente, pela violência e pelos conflitos muitas vezes esquecidos”. Recordando ainda: “Que a cruz de Cristo seja a bússola que nos orienta no caminho da plena unidade”.

“E por isso coloco idealmente nos braços da cruz, no altar da unidade, as palavras que queria compartilhar com vocês, quase como quatro pontos cardeais de plena comunhão, que é dom, harmonia, caminho, missão”

O Papa Francisco nomeou, nesta quarta-feira, 1º de junho, novos membros para a Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos. Entre

O Papa Francisco nomeou, nesta quarta-feira, 1º de junho, novos membros para a Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos. Entre os escolhidos, quatro bispos brasileiros, sendo três deles membros da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).

Agora, fazem parte como membros da Congregação o arcebispo do Rio de Janeiro (RJ), cardeal Orani João Tempesta; secretário da Congregação para os Bispos, dom Ilson de Jesus Montanari; o arcebispo de Porto Alegre (RS) e primeiro vice-presidente da CNBB, dom Jaime Spengler; e o bispo de Paranaguá (PR) e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Liturgia da CNBB, dom Edmar Peron.

A Congregação fica composta da seguinte maneira:

Cardeais:

  • Luis Antonio G. Tagle, prefeiro da Congregação para a Evangelização dos Povos;
  • Orani João Tempesta, O. Cist., arcebispo de São Sebastião do Rio de Janeiro;
  • Charles Maung Bo, S.D.B., Arcebispo de Yangon (Myanmar);
  • Daniel Fernando Sturla Berhouet, S.D.B., arcebispo de Montevideo (Uruguai);
  • Blase Joseph Cupich, arcebispo de Chicago (Estados Unidos da América);
  • Cristóbal López Romero, S.D.B., arcebispo de Rabat (Marrocos);
  • Celestino Aós Braco, O.F.M. Cap., arcebispo de Santiago (Chile);
  • Kevin Joseph Farrell, prefeito do Dicastério para os Leigos, a Família e a Vida;
  • Konrad Krajewski, Esmoleiro de Sua Santitade;
  • Mario Grech, secretário-geral do Sínodo dos Bispos;
  • Marcello Semeraro, prefeito da Congregação para a Causa dos Santos;

Bispos

  • Lazzaro You Heung-sik, Prefeito da Congregação para o Clero;
  • Filippo Iannone, O. Carm., presidente do Pontifício Conselho para os Textos Legislativos;
  • Joseph Augustine Di Noia, O.P., secretário adjunto da Congregação para a Doutrina da Fé; 
  • Ilson de Jesus Montanari, secretário da Congregação para os Bispos;
  • Jean Legrez, O.P., arcebispo de Albi (França);
  • Jaime Spengler, O.F.M., arcebispo de Porto Alegre (Brasil);
  • Jorge Carlos Patrón Wong, arcebispo de Jalapa (México);
  • Mario Iceta Gavicagogeascoa, arcebispo de Burgos (Espanha);
  • David Douglas Crosby, O.M.I., bispo de Hamilton (Canada);
  • Edmar Perón, bispo de Paranaguá (Brasil);
  • Hugh Gilbert, O.S.B., bispo de Aberdeen (Grã Bretanha).

Propósitos

A Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos trata de tudo o que pertence à Sé Apostólica no que diz respeito à promoção e regulamentação da Liturgia e, em primeiro lugar, dos Sacramentos.

Ela é responsável por promover a ação pastoral litúrgica em tudo o que diz respeito à preparação e celebração da Eucaristia, dos demais sacramentos e sacramentais, bem como da celebração dos domingos e demais festas do ano litúrgico e da Liturgia das Horas.

Comanda a congregação como prefeito o arcebispo dom Arthur Roche. O secretário é o arcebispo dom Vittorio Francesco Viola; o segundo secretário é dom Aurelio García Macías.

O Papa Francisco diz aos participantes do Pacto Educativo Global que as crises são oportunidade para crescer. Leia a matéria publicada no site do
O Papa Francisco diz aos participantes do Pacto Educativo Global que as crises são oportunidade para crescer. Leia a matéria publicada no site do Vaticano.
Na manhã desta quarta-feira, 1° de junho, o Papa Francisco se encontrou no Vaticano com os participantes do  Congresso “Linhas de desenvolvimento do Pacto Educativo Global”. Após saudar o cardeal Versaldi e os demais participantes ele disse: “Alegro-me que a proposta lançada em 2019 de um Pacto Educativo Global tenha recebido atenção de muitas partes e que também as universidades estejam colaborando. Fazem isso através de aprofundamentos sobre diversas temáticas, como a dignidade da pessoa e os direitos humanos, a fraternidade e a cooperação, a tecnologia e a ecologia integral, a paz e a cidadania, as culturas e as religiões.”

O Papa, ao tratar do tema sobre as crises, recordando o encontro que teve há pouco tempo com reitores de universidades da região do Lácio, afirmou: “Nós devemos aprender e ajudar para que os outros aprendam a viver as crises, porque as crises são uma oportunidade para crescer. As crises são gerenciadas e devemos evitar que elas se transformem em conflito. As crises tiram você da zona de conforto, te fazem crescer; o conflito te fecha, é uma alternativa; uma alternativa sem solução, sem resolução. Educar para as crises. Isso é muito importante. Deste modo ela pode se tornar um kairós – as crises  –, são um momento oportuno que nos provoca a trilhar novos caminhos.

Para ilustrar a dinâmica da superação de uma crise, o Pontífice recorreu à mitologia grega: “Um modelo emblemático de como enfrentar as crises nos é oferecido pela figura mitológica de Enéias, que, em meio às chamas da cidade incendiada, carrega em suas costas o seu velho pai Anquises e toma pelas mãos seu jovem filho Ascânio, salvando os dois (…). Enéias se salva, mas não sozinho, junto a ele estava seu pai, que representa a sua historia e com o filho que é o seu futuro. E assim vai adiante. Esta figura pode ser significativa para a missão dos educadores, que são chamados a valorizar o passado – o pai carregado nas costas – e a acompanhar os jovens rumo ao futuro. Isso nos ajuda a recordar alguns princípios fundamentais do pacto educativo global.

Tratando sobre o tema da tradição, o Papa disse: “O ancião Anquises representa a tradição que deve ser respeitada e preservada; Lembro-me do que disse Gustav Mahler sobre a tradição: “A tradição é a garantia do futuro”, não uma peça de museu. Ascânio representa o amanhã que deve ser garantido; Enéias é aquele que age como uma “ponte”, que garante a passagem e a relação entre as gerações. A educação, de fato, está sempre enraizada no passado, mas não paralisada: exige “um planejamento de longo prazo”, onde o velho e o novo se unem na composição de um novo humanismo (…). A verdadeira tradição católica, cristã e humana é o que aquele teólogo – do século IX – descreveu como um crescimento contínuo, que ao longo de toda a história cresce, continua”, afirmou o Papa.

Continuando sobre a temática da crise,  Francisco afirmou: “A cultura do descarte quer que acreditemos que quando algo não funciona mais bem, deve ser jogado fora e mudado. Isso é feito com produtos de consumo e, infelizmente, isso se tornou uma mentalidade e acaba também com as pessoas. Por exemplo, se um casamento não funciona mais, você o altera; se uma amizade não vai mais bem, ela se corta; se um idoso não é mais autônomo, ele é descartado… Ao contrário, a fragilidade é sinônimo de preciosidade: os idosos e os jovens são como vasos delicados a serem guardados com cuidado. Ambos são frágeis.”

O Papa incentivou os educadores a irem avante com a sua missão: “caros amigos, neste nosso tempo, em que o tecnicismo e o consumismo tendem a nos tornar usuários e consumidores, a crise pode se tornar um momento propício para evangelizar mais uma vez o sentido do homem, da vida, do mundo; recuperar a centralidade da pessoa como criatura que em Cristo é imagem e semelhança do Criador. Esta é a grande verdade de que somos portadores e que temos o dever de testemunhar e transmitir também nas nossas instituições educativas. ‘Não podemos silenciar as verdades que dão sentido à vida das novas gerações’. É parte da verdade. No campo educacional, calar a verdade sobre Deus, por respeito a quem não crê, seria como queimar livros por respeito a quem não pensa, apagar obras de arte por respeito a quem não vê, ou a música por respeito a quem não ouve (…).Encorajo-vos a seguir em frente e vos acompanho com a minha bênção. E por favor, não se esqueçam de rezar por mim. Obrigado.” Concluiu o Papa Francisco.

21 novos cardeais foram anunciados ontem, 29 de maio, pelo Papa Francisco. Entre eles dois bispos brasileiros. Leia abaixo a manifestação da CNBB, Conferência

21 novos cardeais foram anunciados ontem, 29 de maio, pelo Papa Francisco. Entre eles dois bispos brasileiros. Leia abaixo a manifestação da CNBB, Conferência Nacional dos Bispos do Brasil e conheça um pouco mais sobre os dois.

Presidência da CNBB saúda os novos cardeais do Brasil

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) se alegra com a escolha do Santo Padre para que Dom Leonardo Ulrich Steiner, arcebispo de Manaus (AM), e Dom Paulo Cezar Costa, arcebispo de Brasília (DF), façam parte do Colégio Cardinalício. Saúda os dois novos cardeais brasileiros e roga ao Bom Deus para que os cumule das forças necessárias à missão que hoje receberam.

Na conclusão do Regina Coeli neste domingo, 29 de maio, data em que a Igreja no Brasil festeja a Ascensão do Senhor, o Papa Francisco fez o anúncio de 21 novos cardeais que serão criados no Consistório a ter lugar em 27 de agosto próximo. Entre eles estão dois brasileiros. O arcebispo da arquidiocese de Manaus (AM), dom Leonardo Steiner, e o arcebispo da arquidiocese de Brasília (DF), dom Paulo Cezar Costa.

“Rezemos pelos novos cardeais  para que, confirmando a sua adesão a Cristo, me ajudem no meu ministério de Bispo de Roma para o bem de todo o fiel Povo Santo de Deus”, pediu o Santo Padre após o anúncio.

Dom Leonardo

Dom Leonardo está entre os 21 novos cardeais que serão criados pelo Papa Francisco.

Dom Leonardo Ulrich Steiner nasceu no dia 6 de novembro de 1950 em Forquilhinha (SC). Ingressou na Ordem dos Frades Menores (OFM) no dia 20 de janeiro de 1972, quando foi admitido no Noviciado da Província Franciscana da Imaculada Conceição do Brasil.

Cursou Filosofia e Teologia em Petrópolis (RJ), de 1973 a 1978, quando os dois cursos eram integrados. Foi ordenado padre pelas mãos do cardeal Paulo Evaristo Arns, seu primo, no dia 21 de janeiro de 1978, em sua cidade natal. Por sua formação pedagógica, assumiu trabalhos na área da educação, compondo os quadros de professores das suas casas de formação. De 1981 a 1982, concluiu o curso de Pedagogia, e de 1987 a 1994 tornou-se “mestre de noviços”. A partir de 1995, o frei Ulrich se transferiu para o Pontifício Ateneu Antoniano, em Roma, onde fez mestrado e doutorado em Filosofia.

De 1999 a 2003 exerceu a função de secretário geral do Pontifício Ateneu Antoniano. De volta ao Brasil, frei Ulrich foi nomeado vigário da paróquia do Senhor Bom Jesus, Curitiba (PR), onde também passou a lecionar na Faculdade de Filosofia São Boaventura.

Dom Leonardo Steiner foi nomeado bispo em 2 de fevereiro de 2005 pelo Papa João Paulo II para a Prelazia de São Félix do Araguaia (MT), sucedendo a dom Pedro Casaldáliga. Foi ordenado bispo no dia 16 de abril do mesmo ano, em Blumenau (SC), pelo cardeal Paulo Evaristo Arns, adotando como lema episcopal “Verbum Caro Factum” que quer dizer “Verbo feito carne”.

De 2007 a 2011, foi membro da Comissão Episcopal Pastoral para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e vice-presidente do regional Oeste 2 da entidade, onde também foi bispo referencial para os presbíteros; para o Conselho Indigenista Missionário (CIMI) e para os jovens.

No dia 10 de maio de 2011 foi eleito secretário-geral da CNBB, durante a 49ª Assembleia Geral. Em 21 de setembro daquele ano, o Papa Bento XVI o nomeou bispo auxiliar da arquidiocese de Brasília (DF).

Dom Leonardo foi eleito como membro delegado pela CNBB para participar como padre sinodal da 13ª Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos, realizada em Roma de 7 a 28 de outubro de 2012, com o tema “A Nova Evangelização para a transmissão da fé cristã”.

No dia 20 de abril de 2015, foi reeleito secretário-geral da CNBB. Ao lado do cardeal Sergio da Rocha e de dom Murilo Krieger, dom Leonardo mobilizou toda a Igreja no Brasil para a reforma da sede nacional da CNBB, em Brasília. Seu mandato foi concluído no dia 10 de maio de 2019.

Dom Leonardo foi nomeado como novo arcebispo metropolitano de Manaus pelo Papa Francisco no dia 27 de novembro de 2019. O novo arcebispo chegou à Manaus na tarde de quarta-feira, 29 de janeiro, e foi recebido por padres, bispos e agentes pastorais. A missa de acolhida foi celebrada, na sexta-feira, 31 de janeiro, às 19 horas, na catedral metropolitana de Manaus Nossa Senhora da Conceição.

A Presidência da CNBB o nomeou, em 4 de abril de 2022, como o novo presidente da Comissão Episcopal Especial para a Amazônia. Dom Leonardo concluirá o mandato referente ao quadriênio 2019-2023. O arcebispo também é o 1º Vice-presidente da Conferência Eclesial da Amazônia, criada em 29 de junho de 2020, e erigida canonicamente pelo Papa Francisco em 9 de outubro de 2021.

Dom Paulo

Dom Paulo Cesar, arcebispo de Brasília (DF), foi anunciado como novo cardeal para o Brasil.

Natural de Valença (RJ), dom Paulo Cezar Costa nasceu em 20 de julho de 1967, filho de Geraldo Manoel da Costa Amaral e Maria Alice Miranda Amaral. Possui graduação em Teologia pelo Instituto Superior de Teologia da arquidiocese do Rio de Janeiro (1991), Mestrado (1998) e Doutorado (2001) em Teologia pela Pontifícia Universidade Gregoriana.

Foi ordenado presbítero aos 5 de dezembro de 1992. Em seu ministério presbiteral, foi vigário paroquial, pároco, reitor do Seminário Diocesano Paulo VI, em Nova Iguaçu (RJ). Colaborou na Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) como membro do grupo de peritos da Comissão Episcopal de Doutrina e membro do Instituto Nacional de Pastoral.

Também atuou no âmbito acadêmico: na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), foi professor titular, coordenador e diretor do Departamento de Teologia. No Instituto de Filosofia e Teologia Paulo VI, foi professor e diretor. Ainda exerceu docência no Instituto Superior de Teologia da Arquidiocese do Rio de Janeiro e na Escola Teológica São Bento (ETSB).

Em 2010, foi nomeado pelo Papa Bento XVI como bispo auxiliar da arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro (RJ). Durante o quadriênio 2011-2015, foi membro da Comissão Episcopal Pastoral para a Doutrina da Fé da CNBB. Na realização da JMJ-2013, atuou como diretor administrativo.

Em 22 de junho 2016, foi nomeado 7º bispo da diocese de São Carlos pelo Papa Francisco. Sua posse canônica ocorreu no dia 6 de agosto daquele ano, na Catedral de São Carlos. Atualmente, é integrante do grupo de bispos consultivos do Conselho Episcopal Latino Americano (Celam); presidente do Grupo de Análise de Conjuntura Eclesial da CNBB; responsável pelo Setor Universidades da Comissão Episcopal Pastoral para a Cultura e a Educação da CNBB; referencial para o Instituto Nacional de Pastoral Alberto Antoniazzi (Inapaz); membro do Conselho Permanente da CNBB; membro da Pontifícia Comissão para América Latina e do Pontifício Conselho para a Promoção da Unidade dos Cristãos.

No dia 21 de outubro de 2020, o Papa Francisco escolheu dom Paulo Cezar Costa como arcebispo da arquidiocese de Brasília (DF). Sua posse ocorreu no dia 12 de dezembro, numa cerimônia restrita, por conta da pandemia, na Catedral de Brasília.

Saudação da Presidência da CNBB aos novos cardeais brasileiros

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) se alegra com a escolha do Santo Padre para que Dom Leonardo Ulrich Steiner, arcebispo de Manaus (AM), e Dom Paulo Cezar Costa, arcebispo de Brasília (DF), façam parte do Colégio Cardinalício. Saúda os dois novos cardeais brasileiros e roga ao Bom Deus para que os cumule das forças necessárias à missão que hoje receberam.

A convocação do Consistório na Solenidade da Ascensão do Senhor é um forte apelo a todos os batizados e batizadas para assumirem com empenho a missão de anunciar a Boa Nova do Evangelho, trabalhando incansavelmente pelo Reino de Deus.

A comunhão do Colégio Cardinalício, vivenciada em torno ao Sucessor de Pedro, estimula a Igreja a continuamente concretizar a comunhão em todas as suas instâncias, tornando-se uma Igreja sempre mais solidária e sinodal, capaz de “escutar com o coração” o clamor dos que sofrem, “falar com sabedoria e ensinar com amor”.

Que Aparecida, nossa mãe e padroeira do Brasil, lhes cubra de bênçãos neste serviço à Igreja!

Em Cristo,

Dom Walmor Oliveira de Azevedo
Arcebispo de Belo Horizonte (MG)
Presidente da CNBB

Dom Jaime Spengler
Arcebispo de Porto Alegre (RS)
Primeiro Vice-Presidente da CNBB

Dom Mário Antônio da Silva
Arcebispo de Cuiabá (MT)
Segundo Vice-Presidente da CNBB

Dom Joel Portella Amado
Bispo auxiliar da arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro (RJ)
Secretário-geral da CNBB

O Papa Francisco vai rezar o terço diante da imagem de Nossa Senhora, Rainha da Paz na Basílica de Santa Maria Maior em Roma,
O Papa Francisco vai rezar o terço diante da imagem de Nossa Senhora, Rainha da Paz na Basílica de Santa Maria Maior em Roma, no dia 31 de maio. Os canais de comunicação do Vaticano transmitirão ao vivo. Leia a matéria publicada no site do Vaticano:
No dia 31 de maio, conclusão do mês mariano, o Papa Francisco rezará o terço diante da imagem de Nossa Senhora Rainha da Paz na Basílica de Santa Maria Maior em Roma.

Em um comunicado o Pontifício Conselho para a Promoção da nova Evangelização informa que o Papa Francisco rezará o Terço, na terça-feira, 31 de maio, às 18 horas diante da imagem de Nossa Senhora Regina Pacis na Basílica de Santa Maria Maior em Roma.

Ouça e compartilhe!

Portanto, na conclusão do mês mariano, o Papa Francisco deseja oferecer um sinal de esperança ao mundo, que sofre pelo conflito na Ucrânia, e se encontra profundamente ferido pela violência dos muitos cenários de guerra em várias partes do mundo.

Rainha da Paz

A imagem de Nossa Senhora Rainha da Paz foi encomendada por Bento XV, ao escultor Guido Galli, para pedir à Virgem Maria o fim da Primeira Guerra Mundial em 1918. Nossa Senhora está representada com o braço esquerdo levantado como um sinal para ordenar o fim da guerra, enquanto que com o direito ela segura o Menino Jesus, pronto para soltar o ramo de oliveira simbolizando a paz. As flores são esculpidas na base, simbolizando o desabrochar da vida com o retorno da paz. É tradição que os fiéis coloquem pequenos bilhetes escritos à mão com intenções de oração aos pés da Virgem. O Papa colocará uma coroa de flores aos pés da estátua antes de dirigir sua oração a Nossa Senhora e deixar sua intenção particular.

A oração

Várias pessoas estarão presentes para apoiar a oração do Papa representando o Povo de Deus. Estarão os meninos e meninas e jovens que receberam sua Primeira Comunhão e a Crisma nas últimas semanas, escoteiros, famílias da Comunidade Ucraniana de Roma, representantes da Juventude Ardente Mariana (GAM), membros do Corpo de Gendarmaria do Vaticano e da Pontifícia Guarda Suíça, e as três paróquias de Roma intituladas à Nossa Senhora Rainha da Paz, juntamente com membros da Cúria Romana. Como sinal de proximidade com os mais envolvidos na dinâmica desses trágicos eventos foram convidados a rezar as dezenas do Rosário, uma família ucraniana, pessoas relacionadas à vítimas de guerra e um grupo de capelães militares com suas respectivas corporações.

Santuários e Catedrais que participam

Outro sinal importante é o envolvimento de santuários internacionais de todo o mundo junto com algumas Catedrais localizadas em países ainda em guerra ou com forte instabilidade política que causa numerosos episódios de violência. Estes santuários rezarão o Terço ao mesmo tempo que o Santo Padre e serão ligados via streaming à transmissão ao vivo a partir de Roma. Estarão em conexão com o Papa:

Santuário da Mãe de Deus (Zarvanytsia) na Ucrânia; Catedral de Sayidat al-Najat (Nossa Senhora da Salvação) no Iraque; Catedral de Nossa Senhora da Paz na Síria; Catedral de Maria Rainha da Arábia no Bahrein. Junto com estes, os Santuários Internacionais: Santuário de Nossa Senhora da Paz e Boa Viagem; Santuário Internacional de Jesus Salvador e Mãe Maria; Santuário de Jasna Góra; Santuário Internacional dos Mártires Coreanos; Santa Casa de Loreto; Santíssima Virgem do Santo Rosário; Santuário Internacional Nossa Senhora de Knock; Santíssima Virgem do Rosário; Nossa Senhora Rainha da Paz; Nossa Senhora de Guadalupe; Nossa Senhora de Lourdes.

Todos os fiéis em todas as partes do mundo são convidados a apoiar o Papa Francisco na oração à Rainha da Paz. A oração será transmitida ao vivo nos canais oficiais da Santa Sé, todas as redes católicas do mundo estarão conectadas e será acessível na linguagem dos sinais em italiano LIS.

Na audiência de hoje, 25 de maio de 2022, o Papa Francisco falou sobre o ataque em escola no Texas. Leia a matéria publicada

Na audiência de hoje, 25 de maio de 2022, o Papa Francisco falou sobre o ataque em escola no Texas. Leia a matéria publicada no site do Vaticano:

O apelo de Francisco após a catequese na audiência geral desta quarta-feira (25): “Meu coração está abalado pelo massacre na escola primária do Texas. Eu rezo pelas crianças, pelos adultos mortos e por suas famílias. É hora de dizer basta para o tráfico indiscriminado de armas! Devemos nos comprometer para que tais tragédias nunca mais possam acontecer”.

“É hora de dizer basta para o tráfico indiscriminado de armas. Devemos nos comprometer para que tais tragédias nunca mais possam acontecer”: são palavras do Papa nesta manhã de quarta-feira (25), após sua catequese na Audiência Geral na Praça São Pedro.

Cardeal Cupich: lamentamos, mas devemos agir

A reação dos bispos estadunidenses foi imediata, em particular o Cardeal Blase Cupich, Arcebispo de Chicago, condenou as leis sobre a posse de armas: “Devemos chorar e nos aprofundarmos na dor… mas depois devemos estar prontos para agir”. Já passaram dez anos desde o massacre de Sandy Cook, também uma escola primária, na qual 20 das 26 vítimas eram crianças. Recordando aquela e as muitas outras tragédias que ocorreram nos Estados Unidos nos últimos anos, o prelado se perguntou: o que esperamos para nossos filhos? Que, como regulamento de sua escola, aprendem a se comportar no caso de um ataque armado? Que se sintam em perigo simplesmente fazendo o que a sociedade diz ser um bem para eles: ir à escola? Que chegam a se questionar se têm futuro?”.

“Temos mais armas de fogo do que pessoas”

Dom Cupich, apoiado por todos os bispos dos Estados Unidos, pediu a todos que imaginassem “ser um pai ou uma mãe com um filho naquela escola”, e depois: “imaginem ter que enterrá-los”. Todo o país está cheio de armas. “Temos mais armas de fogo do que pessoas”, afirma ainda Dom Cupich. Embora nem sempre tenha sido assim, “os tiroteios em massa se tornaram uma realidade diária nos Estados Unidos de hoje”. “O direito de posse de armas nunca será mais importante do que o vida humana”, conclui Dom Cupich, acrescentando: “Nossos filhos também têm direitos. E nossos agentes eleitos têm o dever moral de protegê-los”.

“Não se pode dar a paz se não se está em paz”, disse o Papa Francisco, na oração do Regina Caeli (oração que é

“Não se pode dar a paz se não se está em paz”, disse o Papa Francisco, na oração do Regina Caeli (oração que é recitada no lugar do Angelus e de pé, como sinal de vitória sobre a morte, durante o Tempo Pascal, que é do domingo de Páscoa até o dia de Pentecostes). Leia a matéria publicada no site do Vaticano:

Na oração do Regina Caeli deste domingo, 22 de maio, VI Domingo de Páscoa, o Papa Francisco falou sobre a paz com as palavras de Jesus, recordando as palavras ditas pelo mestre na Última Ceia. Embora Jesus soubesse tudo o que aconteceria, estava sereno, e disse ao se despedir dos discípulos: “Deixo-vos a paz” e “Eu vos dou a minha paz” (Jo 14, 27).

Se morre como se viveu

Francisco refletiu sobre estas palavras destacando que Jesus “em vez de mostrar agitação, ele permanece gentil até o final. Um provérbio diz que se morre como se viveu. As últimas horas de Jesus são, de fato, como a essência de toda a sua vida. Ele sente medo e dor, mas não dá espaço para ressentimentos e protestos”. Explica que a paz de Jesus vem do seu coração manso, habitado pela confiança e daqui flui a paz que Jesus nos deixou, concluindo:

“Pois não se pode deixar a paz para os outros se não se a tem em si mesmo. Não se pode dar a paz se não se está em paz”

A mansidão é possível

Francisco diz ainda que este gesto demonstra que a mansidão é possível e que Ele a encarnou no momento mais difícil e quer que nos comportemos assim.

Isto é testemunhar Jesus e vale mais do que mil palavras e muitos sermões. Perguntemo-nos se, nos lugares onde vivemos, nós discípulos de Jesus nos comportamos assim: aliviamos as tensões, extinguimos os conflitos? Estamos também nós em atrito com alguém, sempre prontos para reagir, para explodir, ou sabemos como responder com a não-violência, com palavras e gestos mansos?”.

E o Papa pondera ainda “É claro que esta mansidão não é fácil: como é difícil, em todos os níveis, acabar com os conflitos!”. Porém, segue Francisco, neste ponto vem em nosso auxílio a segunda frase de Jesus: ‘Eu vos dou a minha paz’. Ele sabe que sozinhos não somos capazes de manter a paz, que precisamos de ajuda, um dom”.

Dom de Deus, ajuda para a paz

Explicando em seguida que a paz, que é nosso compromisso, é, antes de tudo, um dom de Deus.

“De fato, Jesus diz: ‘Eu vos dou a minha paz. Não como o mundo dá, eu a dou a vós’. Que paz é essa que o mundo não conhece e que o Senhor nos dá? É o Espírito Santo, o mesmo Espírito de Jesus. É a presença de Deus em nós, é a ‘força da paz’ de Deus”

Francisco acrescenta sobre este ponto:

É Ele, o Espírito Santo, quem desarma o coração e o enche de serenidade. É Ele, o Espírito Santo, quem derrete a rigidez e extingue as tentações de agredir os outros. É Ele, o Espírito Santo, quem nos lembra que ao nosso lado há irmãos e irmãs, não obstáculos e adversários. É Ele, o Espírito Santo, quem nos dá a força para perdoar, para recomeçar, porque com as nossas forças não podemos. E é com Ele, com o Espírito Santo, que se torna homens e mulheres de paz”.

Por fim recorda que nenhum fracasso, nenhum rancor deve nos desencorajar de pedir com insistência o dom do Espírito Santo, porque “quanto mais agitado está o nosso coração, quanto mais sentirmos dentro de nós nervosismo, impaciência, raiva, mais devemos pedir ao Senhor o Espírito de paz. Aprendamos a dizer todos os dias: ‘Senhor, dá-me tua paz, dá-me o Espírito Santo'”.

Papa Francisco participou da aula inaugural da Escola Laudato Si. Leia a matéria publicada no site do Vaticano: O Papa deixou o Vaticano na

Papa Francisco participou da aula inaugural da Escola Laudato Si. Leia a matéria publicada no site do Vaticano:

O Papa deixou o Vaticano na tarde desta quinta-feira e foi à Pontifícia Universidade Urbaniana participar do lançamento do Movimento Educativo Internacional Scholas Occurrentes.

Francisco participou de inúmeras iniciativas de Scholas, já que foi um dos seus promotores quando o Movimento nasceu em Buenos Aires na época em que era arcebispo da capital argentina. Mas o evento desta quinta foi o primeiro desde a aprovação oficial da nova forma jurídica da Fundação Pontifícia. Entre músicas, testemunhos e ilustres presenças, participaram jovens de países como Portugal, Itália e da América Latina, entre eles o Brasil.

Poesia e coragem

Além de celebrar a nova constituição jurídica de Scholas, o Papa participou da aula inaugural da Escola “Laudato si’”, sempre promovida pelo Movimento. Sentado entre os estudantes estava o líder do grupo musical U2, Bono, que ressaltou dois aspectos essenciais para a transformação do mundo de hoje: inclusão e educação de mulheres e meninas.

Quando se falou de “superpoderes” femininos, Francisco brincou dizendo que se diz “Mãe Terra” e não “Pai Terra”. “Está tudo muito claro. Ademais, desde aquela tarde da maçã, elas mandam.”

Outra pregunta foi sobre como Scholas pode levar ao mundo a Laudato si’. Para o Pontífice, faltam “poesia e coragem” para concretizar os ideais contidos na Encíclica.

“E a poesia e a coragem não se aprendem nos livros”, recordou o Papa, mas com a contemplação da natureza e com a luta. “A mulher tem essa vocação de dar a vida e levá-la adiante e Scholas organizada tem a mesma vocação.”

Mais uma vez, citou uma música do rei Roberto Carlos para afirmar que defender a natureza é defender a poesia da criação e a harmonia.

“E as mulheres sabem mais de harmonia do que nós, os homens. E Scholas organizada assim, com esta fraternidade entre vocês, tem essa capacidade de criar poesia e de transformar. Que não seja demasiado tarde.”

Ronaldinho, Dani Alves e Maxi Rodríguez

Um momento especial foi o lançamento da III edição do jogo de futebol inter-religioso pela paz (We Play For Peace), a ser realizado no Estádio Olímpico de Roma em 10 de outubro próximo.

Os jogadores Ronaldinho, Dani Alves e Maxi Rodríguez levaram ao Papa uma camiseta do jogo, uma bola, que foi autografada pelo Pontífice, e uma oliveira para ser abençoada.

Este momento foi acompanhado de um vídeo com a participação de outros atletas do futebol profissional, como Leonel Messi, Luis Suarez, Buffon, Mourinho e Di Maria. Foi recordada a atividade de Diego Maradona neste projeto, que participou das duas edições precedentes como principal promotor da iniciativa e capitão do Time “Scholas”.