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Papa fala sobre a viagem a Malta e define como entende a geopolítica hoje. Confira a matéria publicada no site Vatican News: A catequese
Papa fala sobre a viagem a Malta e define como entende a geopolítica hoje. Confira a matéria publicada no site Vatican News:
A catequese de Francisco foi dedicada à sua recente viagem apostólica a Malta. Durante o encontro com os fiéis na Sala Paulo VI, o Papa disse que “hoje, fala-se frequentemente de “geopolítica”, mas infelizmente a lógica dominante é a das estratégias dos Estados mais poderosos para afirmar os seus interesses alargando a própria área de influência econômica, ideológica e militar”.

A recente viagem apostólica do Papa Francisco a Malta foi o tema da catequese do Pontífice na Audiência Geral desta quarta-feira (06/04), realizada na Sala Paulo VI.

A viagem apostólica do Papa a Malta estava planejada para se realizar em 2020, mas foi adiada por causa da pandemia da Covid-19. Segundo o Papa, “poucas pessoas sabem que Malta, embora sendo uma ilha no meio do Mediterrâneo, recebeu o Evangelho muito cedo, porque o Apóstolo Paulo naufragou perto do seu litoral e milagrosamente salvou-se a si mesmo e a todos os que estavam no barco, mais de duzentas e setenta pessoas. Os Atos dos Apóstolos relatam que os malteses acolheram todos «com rara humanidade».”

Um mundo mais fraterno, mais habitável

Escolhi precisamente estas palavras: com rara humanidade, como lema da minha Viagem, pois indicam o caminho a seguir não só para enfrentar o fenômeno dos migrantes, mas em geral para que o mundo se torne mais fraterno, mais habitável, e se salve de um “naufrágio” que ameaça a todos nós que estamos, como aprendemos, no mesmo barco, todos. Malta é um lugar-chave neste horizonte”.

Primeiramente, Malta é um lugar-chave “geograficamente, devido à sua posição no centro do mar entre a Europa e a África, mas que também banha a Ásia. Malta é uma espécie de “rosa dos ventos”, onde povos e culturas se encontram; é um ponto privilegiado a partir do qual se pode observar a área mediterrânea numa perspectiva de 360°. Hoje, fala-se frequentemente de “geopolítica”, mas infelizmente a lógica dominante é a das estratégias dos Estados mais poderosos para afirmar os seus interesses alargando a própria área de influência econômica, ideológica e militar. Estamos vendo isso com a guerra”, disse o Papa, acrescentando:

Malta representa, neste quadro, o direito e a força dos “pequenos”, das nações pequenas, mas ricas em história e civilização, que deveriam levar a cabo outra lógica: a do respeito, mas também a lógica da liberdade, da convivência das diferenças, oposta à colonização dos mais poderosos. Estamos vendo isso agora e não somente de uma parte, mas também da outra.

“Depois da Segunda Guerra Mundial, foram feitas tentativas para lançar as bases de uma nova história de paz, mas infelizmente, não aprendemos, a velha história de grandes potências concorrentes continuou. E, na atual guerra na Ucrânia, estamos vendo a impotência da Organização das Nações Unidas.”

Europa foi formada por migrações

O segundo aspecto é que “Malta é um lugar-chave no que diz respeito ao fenômeno das migrações“. “No Centro de acolhimento João XXIII, encontrei-me com muitos migrantes que chegaram à ilha após terríveis viagens”, frisou o Papa, convidando a “ouvir os seus testemunhos, porque esta é a única forma de fugir da visão distorcida que frequentemente circula nos meios de comunicação e reconhecer os seus rostos, histórias, feridas, sonhos e esperanças desses migrantes”.

Cada migrante é único, não é um número, é uma pessoa, é único como cada um de nós. Cada migrante é uma pessoa com a própria dignidade, raízes e cultura. Cada um deles é portador de uma riqueza infinitamente maior do que os problemas que podem surgir. Não nos esqueçamos de que a Europa foi formada por migrações.

Malta é um “laboratório de paz”

Obviamente, “o acolhimento deve ser organizado, deve ser planejado juntos, no âmbito internacional”, frisou o Papa, pois “o fenômeno migratório não pode ser reduzido a uma emergência, é um sinal dos nossos tempos. Deve ser lido e interpretado como tal. Pode tornar-se um sinal de conflito ou um sinal de paz”.

A seguir, Francisco disse que o Centro de acolhimento de migrantes João XXIII, em Malta, é um “laboratório de paz”, e que “Malta no seu conjunto é um laboratório de paz! Toda nação com o seu comportamento é um laboratório de paz” e “pode cumprir esta missão se buscar nas suas raízes a seiva da fraternidade, da compaixão e da solidariedade. O povo maltês recebeu estes valores junto com o Evangelho, e graças ao Evangelho eles serão capazes de os manter vivos”.

Testemunho cristão em todo o mundo

O terceiro aspecto é que “Malta é um lugar-chave também do ponto de vista da evangelização. De Malta e Gozo, as duas dioceses do país, muitos sacerdotes e religiosos, bem como fiéis leigos, partiram, dando testemunho cristão em todo o mundo. Como se a passagem de São Paulo tivesse deixado a missão no DNA dos malteses! Por isso, a minha visita foi, primeiramente, um ato de gratidão, gratidão a Deus e ao seu santo povo fiel que está em Malta e Gozo”.

O Papa recordou que em Malta “também sopra o vento do secularismo e a pseudocultura globalizada do consumismo, do neocapitalismo e do relativismo”. “Também lá, portanto, é tempo de nova evangelização”, frisou ele, recordando a visita à Gruta de São Paulo, ao Santuário Nacional Mariano de Ta’ Pinu, na ilha de Gozo. “Lá senti palpitar o coração do povo maltês, que tem tanta confiança na sua Santa Mãe. Maria nos traz sempre de volta ao essencial, a Cristo crucificado e ressuscitado por nós, ao seu amor misericordioso. Maria nos ajuda a reavivar a chama da fé, atraindo o fogo do Espírito Santo, que anima o jubiloso anúncio do Evangelho de geração em geração, pois a alegria da Igreja é evangelizar!”, disse ainda o Papa, recordando as palavras de São Paulo VI: “A vocação da Igreja é evangelizar. A alegria da Igreja é evangelizar. É a definição mais bonita da Igreja”.

Francisco recordou o frade franciscano pe. Dionísio Mintoff de 91 anos que continua trabalhando no Centro de Acolhimento de Migrantes João XXIII, em Malta, com a ajuda de colaboradores da Diocese. “É um exemplo de zelo apostólico e amor pelos migrantes, muito necessário hoje”, concluiu o Papa, agradecendo ao povo maltês pelo acolhimento humano e cristão.

A próxima viagem do Papa Francisco será ao Sudão do Sul na África Oriental. Leia a matéria publicada no site Vatican News. Alguns dias

A próxima viagem do Papa Francisco será ao Sudão do Sul na África Oriental. Leia a matéria publicada no site Vatican News.

Alguns dias após a etapa em Malta, o olhar se dirige agora para a próxima viagem apostólica do Papa Francisco ao Sudão do Sul, programada para 5-7 de julho, que será “o cumprimento de uma ação iniciada pelo Pontífice há muito tempo para pedir a paz para este país”. Esta é a convicção de dom Christian Carlassare, bispo da diocese sudanesa de Rumbek, cuja ordenação episcopal e posterior cerimônia de posse ocorreu no dia 25 de março passado.

Perdão e esperança na África Oriental

O prelado sabe bem como é difícil levar a paz a esta nação da África Oriental devastada por anos de luta tribal e política, mas também enormemente provada pela pobreza extrema. Ele experimentou ódio e violência sobre a sua pele quando, na noite de 25 de abril do ano passado, foi baleado nas pernas em um ataque realizado logo após o anúncio de sua nomeação como bispo de Rumbek. Mas ele nunca perdeu a esperança: “Para mim, reiniciar significa perdoar, porque sem o perdão não haveria reinício. A misericórdia, por outro lado, torna-se a capacidade de estabelecer relações e reconstruir relações de onde foram interrompidas”, afirma com voz serena.

A visita do Papa Francisco é, portanto, parte dessa profunda esperança. A visita do Papa”, explica o bispo, “dará um importante impulso ao processo de paz que afetará todas as comunidades, especialmente as mais frustradas e marginalizadas”. Não somente. Para dom Carlassare, a presença do Papa será também um estímulo para a Igreja local empenhada em curar as feridas da população: “Será um grande estímulo para que a Igreja seja um verdadeiro instrumento de reconciliação e de paz através das muitas obras já presentes no país: desde as de evangelização até as de promoção humana baseada no cuidado total do homem”.

Abraçando o Papa

Alguns dias antes de sua ordenação episcopal e cerimônia de posse, dom Carlassare foi recebido pelo Papa Francisco no Vaticano. Para mim”, disse ele, “foi uma grande alegria poder encontrar pessoalmente o Santo Padre”. Foi um momento muito simples de grande harmonia no qual ele me disse algumas palavras essenciais: ‘Não tenha medo, o Senhor sempre o acompanha e o apoia’. A bênção que ele me deu é a de um homem que confiou no Senhor e está dando sua vida pela Igreja, e é por isso que eu a considero muito importante”.

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) informa que estão abertas até o dia 9 de maio deste ano as inscrições à 54ª

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) informa que estão abertas até o dia 9 de maio deste ano as inscrições à 54ª edição dos Prêmios de Comunicação da CNBB. Podem se candidatar trabalhos em todas as categorias (Margarida de Prata – cinema, Microfone de Prata – produções radiofônicas, Clara de Assis – televisão, Dom Helder Câmara – reportagens e trabalhos jornalísticos, Dom Luciano Mendes de Almeida – sites, blogs, aplicativos e redes sociais, Pastoral Kerigma – trabalhos da Pascom-Brasil e Papa Francisco – teses de doutorado e dissertações de mestrado), realizados entre 1 de janeiro e 31 de dezembro de 2021.

Além dos prêmios tradicionais (Cinema, TV, Rádio, Internet/Redes Sociais e Imprensa), a novidade desde a última edição foi a inclusão de duas novas categorias – o Prêmio Papa Francisco (para teses de Doutorado e dissertações de Mestrado) e o Prêmio Pastoral Kerigma (para trabalhos da Pastoral da Comunicação).

A Comissão Episcopal Pastoral para a Comunicação da CNBB, com aprovação da Presidência da CNBB, poderá outorgar “Menção Honrosa Irmã Doroty Stang” a pessoas ou trabalhos do mundo da comunicação que se destacarem na promoção de valores humanos e cristãos.

Reconhecimento do mérito
Em carta publicada para divulgar a abertura do edital e das inscrições, a presidência da CNBB afirma que, com a realização deste prêmio, os bispos do Brasil querem reconhecer publicamente o mérito de trabalhos que dão voz a realidades humanas que desafiam a nossa fé.

“Os trabalhos que buscamos reconhecer com os prêmios denunciam situações que são contratestemunho do Evangelho que pregamos. Os prêmios são expressão concreta da preocupação profética da CNBB, e encontra respaldo nos ensinamentos do Papa Francisco, que sonha com uma Igreja em saída”, expressou a presidência da CNBB.

Edital, informações e inscrições
O edital, as informações detalhadas de cada categoria, bem como as notícias das etapas da premiação podem ser acompanhadas no site da 54ª Edição dos Prêmios (https://premios.cnbb.org.br), e também no site e redes sociais da CNBB.

Os Prêmios de Comunicação da CNBB
Os Prêmios de Comunicação foram criados pela CNBB com o objetivo de oferecer um reconhecimento público da Igreja Católica Apostólica Romana ao trabalho meritório de profissionais da comunicação social nos diversos meios que apresentaram suas obras e se distinguiram pelo serviço à dignidade humana e aos valores do Evangelho.

Eles também têm por objetivo estimular, fomentar e reconhecer as boas iniciativas de trabalho jornalístico e cultural provenientes de todo o país nas áreas do Cinema, Rádio, Televisão, Imprensa e Internet, bem como do campo da pesquisa acadêmica em comunicação e iniciativas da Pastoral da Comunicação.

Concessão da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, os Prêmios têm caráter exclusivamente cultural e não se vinculam a nenhuma modalidade de sorteio ou a qualquer exigência de pagamento pelos concorrentes, tampouco estão condicionados à aquisição ou ao uso de quaisquer bens, direitos ou serviços. Eles serão entregues aos profissionais autores dos trabalhos que são apresentados para a seleção.

Prestes a ser votado o Projeto de Lei (PL) que muda as regras para registro e porte de armas, lembremos a posição da CNBB,

Prestes a ser votado o Projeto de Lei (PL) que muda as regras para registro e porte de armas, lembremos a posição da CNBB, Conferência Nacional dos Bispo do Brasil sobre o assunto.

Posição do episcopado brasileiro e do Papa

Em mensagem ao Povo Brasileiro, lançada na 57ª Assembleia Geral  da CNBB,  o episcopado brasileiro defendeu que “inspirado no mandamento bíblico ‘Não matarás’, o verdadeiro discípulo de Jesus terá sempre no amor, no diálogo e na reconciliação a via eficaz para responder à violência e à falta de segurança e não em projetos que flexibilizem a posse e o porte de armas.

Na mensagem para o Dia Mundial da Paz, publicada pelo Vaticano no dia 1º de janeiro deste ano, o Papa Francisco pediu que as nações direcionem o dinheiro gasto com armamentos para a educação.

Sobre esta questão, o bispo auxiliar do Rio de Janeiro e secretário-geral da CNBB, dom Joel Portella Amado, recorda a encíclica Fratelli tutti. Para o Papa Francisco “o que conta é gerar processos de encontro, processos que possam construir um povo capaz de recolher as diferenças. Armemos os nossos filhos com as armas do diálogo! Ensinemos-lhes a boa batalha do encontro!” (FT 217).

O site da CNBB, divulgou matéria sobre o assunto. Confira abaixo:

Está prestes a ser votado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado Federal o Projeto de Lei (PL) nº 3.723/2019 que já esteve para ser votado duas vezes este ano na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

O PL 3.723/2019 muda as regras para registro e porte de armas de fogo e regula a atividade de colecionadores, atiradores esportivos e caçadores (CACs). Na manhã do dia 23 de março, houve uma reunião no gabinete do relator, Marcos do Val (Podemos-ES), para chegar a um acordo entre parlamentares defensores e contrários à proposta para então levar o projeto à votação.

Número de CACs no Brasil

Um levantamento realizado pelo advogado e gerente do Instituto Sou da Paz, Bruno Langeani, para o seu mais recente livro Arma de fogo: Gatilho da violência no Brasil, da editora Telha, aponta que o número de armas em circulação na categoria Caçador, Atirador Esportivo e Colecionador (CAC) no Brasil já é superior ao total de armas da instituição Polícia Militar.

Segundo os dados obtidos pelo autor a partir do Sistema Nacional de Armar (SINARM) e do Sistema de Gerenciamento Militar de Armas (SIGMA), até abril de 2021, os CACs contabilizavam um total de 648.731 armas, enquanto a soma dos armamentos das Polícias Militares totalizava 583.498.

Falta de acordo

O PL 3.723/2019 já esteve para ser votado duas vezes este ano na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Em 23 de fevereiro, o relator fez a leitura de seu voto, concordou em fazer algumas mudanças e vista coletiva foi concedida.

Em 9 de março, depois de muita discussão entre os senadores, nova vista foi concedida. Os parlamentares críticos à proposta alegaram que Marcos Do Val fez uma série de modificações no texto de última hora, acolhendo dezenas de emendas — entre elas, autorizações para acesso a armas para uma série de categorias profissionais.  Desde então, o projeto não foi mais incluído na pauta da CCJ.

Os parlamentares opositores ao projeto têm defendido que, da forma como está, a proposta é inadequada e não deve ser aprovada. Eles alegam que o projeto, na verdade, amplia sobremaneira o acesso dos brasileiros às armas de fogo, indo de encontro ao Estatuto do Desarmamento. Já os defensores do projeto, como o próprio relator, defendem que o número de CACs no Brasil cresceu de 100 mil para 600 mil e eles “continuam numa zona cinzenta”, sem amparo jurídico para exercerem suas atividades.


		
O Papa Francisco abençoou e doou uma ambulância para Lviv na Ucrânia. Veja a matéria publicada no site Vatican News: Cardeal Krajewski entrega na
O Papa Francisco abençoou e doou uma ambulância para Lviv na Ucrânia. Veja a matéria publicada no site Vatican News:

Cardeal Krajewski entrega na Ucrânia ambulância doada pelo Papa

Pela segunda vez em poucos dias, o esmoleiro do Papa foi a Lviv para entregar a ambulância abençoada por Francisco e destinada às autoridades da cidade ucraniana.
O esmoleiro do Papa, cardeal Konrad Krajewski, não descansa. O purpurado presidiu na tarde de sexta-feira (25/03), no Santuário Mariano de Fátima, em Portugal, o Ato de Consagração da humanidade, em particular da Rússia e da Ucrânia, ao Imaculado Coração de Maria. Chegou a Roma na manhã de sábado (26/03), e imeditamente partiu para Lviv, na Ucrânia, com “uma ambulância, doada e abençoada pelo Papa Francisco nos últimos dias”, informou o diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, Matteo Bruni. Nesta terça-feira de manhã (28/03) o veículo foi entregue às autoridades da cidade que o destinarão à estrutura que mais precisar. O responsável da Administração militar padre Maxim Kozic levará a ambulância ao Centro regional de saúde materna e infantil.

No coração de Maria

“O cardeal Krajewski disse à mídia vaticana antes de partir: “Diante da Virgem de Fátima, pedi proteção para a Ucrânia, provada pela guerra, mas também para a missão que me preparo para cumprir, a pedido do Papa, voltando ao país. Irei com o coração cheio de esperança”, disse o purpurado, “depois de ter rezado junto com cerca de 15 mil fiéis no Santuário Mariano, em conexão direta com o Papa na Basílica Vaticana”. A celebração de sexta-feira contou com a presença de cerca de 25 bispos e também do presidente de Portugal, Marcelo Nuno Duarte Rebelo de Sousa, que, como um fiel, se misturou com o povo para seguir o Ato de Consagração a Maria. “Todas as pessoas rezaram comigo a oração do Papa”, enfatizou o esmoleiro do Papa. “Todos tinham o texto nas mãos. De Fátima, surgiu “um grito de paz”, explicou o purpurado, “para pedir o milagre do fim da guerra na Ucrânia”. “Com a fé se detém a guerra, e com toda a minha fé vou à Ucrânia para ver as consequências concretas do Ato de Entrega a Maria”, concluiu o cardeal Krajewski.

A Comissão Episcopal Pastoral para a Ação Missionária e Cooperação Intereclesial da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e a Fundação Pontifícia Ajuda

A Comissão Episcopal Pastoral para a Ação Missionária e Cooperação Intereclesial da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e a Fundação Pontifícia Ajuda à Igreja que sofre (ACN) promovem, na próxima sexta-feira, dia 1º de abril, a Jornada de Oração e Missão pela Paz nos países que vivem em guerra como a Etiópia, Iêmen, Mianmar e Síria, países que vivem confrontos armados que levaram à morte milhares de civis e forças militares.

“Que esse tempo quaresmal, propício à penitência e à oração, seja também um tempo para nos convertermos da lógica das armas e das agressões”, diz a comissão.

No vídeo produzido para essa edição da jornada de Oração e Missão é abordada a reflexão do Papa Francisco no Ângelus de 5 de março, em que o Pontífice diz que “Aqueles que fazem a guerra esquecem a humanidade”. E acrescentou, “não olham para a vida concreta das pessoas, mas confiam na lógica diabólica e perversa das armas, que é a mais distante da vontade de Deus”.

Segundo a comissão, “essa lógica perversa das armas, tão evidente no conflito entre Rússia e Ucrânia, é também presente em outras situações que, por não atraírem o olhar da mídia internacional, precisam ser expostas e serem motivo de nossas orações, preces e manifestações de reconciliação e de paz”.

Jornada de Oração e Missão pela Paz

As jornadas são um convite para contribuir, especialmente, com a oração que é uma das formas mais significativas de colaborar com o trabalho missionário. De acordo com a comissão, a Jornada de Oração e Missão pela Paz faz parte de uma série que coloca o valor da oração como “agir missionário” e propõe que cada cristão católico dedique um tempo do dia para rezar por determinado país.

Fonte: CNBB
O Papa Francisco presidiu a celebração penitencial na Basílica de São Pedro em Roma, na tarde de hoje 25 de março, Solenidade da Anunciação.
O Papa Francisco presidiu a celebração penitencial na Basílica de São Pedro em Roma, na tarde de hoje 25 de março, Solenidade da Anunciação. Ao final da celebração o Papa recitou a oração de Consagração da humanidade a Nossa Senhora, em particular a Rússia e a Ucrânia. A consagração foi realizada também no Santuário de Fátima pelo cardeal Konrad Krajewski e no mundo todo a Igreja está unida ao Santo Padre neste pedido. Leia a matéria publicada no site vaticannews.va:

O Papa Francisco presidiu a Celebração da Penitência com o Ato de Consagração ao Imaculado Coração de Maria, na Basílica de São Pedro, na tarde desta sexta-feira (25/03), Solenidade da Anunciação do Senhor.

O Anjo Gabriel toma a palavra por três vezes para se dirigir à Virgem Maria. “A primeira vez, quando a saúda com estas palavras: «Alegra-Te, ó cheia de graça: o Senhor está contigo». O motivo para rejubilar, o motivo da alegria, é desvendado em poucas palavras: o Senhor está contigo”, disse o Papa em sua homilia.

Segundo Francisco, “muitas vezes pensamos que a Confissão consiste em ir de cabeça inclinada ao encontro de Deus. Mas voltar para o Senhor não é primariamente obra nossa; é Ele que nos vem visitar, cumular da sua graça, alegrar com o seu júbilo. Confessar-se é dar ao Pai a alegria de nos levantar de novo. No centro daquilo que vamos viver, não estão os nossos pecados, mas o seu perdão”.

Restituamos à graça o primado e peçamos o dom de compreender que a Reconciliação consiste antes de tudo, não num passo nosso para Deus, mas no seu abraço que nos envolve, deslumbra, comove. É o Senhor que entra em nossa casa, como na de Maria em Nazaré, e traz um deslumbramento e uma alegria antes desconhecidos. Como primeiro plano foquemos a perspectiva em Deus: voltaremos a gostar da Confissão. Precisamos dela, porque cada renascimento interior, cada viragem espiritual começa daqui, do perdão de Deus. Não negligenciemos a Reconciliação, mas voltemos a descobri-la como o sacramento da alegria. Sem qualquer rigidez, sem criar obstáculos nem incômodos; portas abertas à misericórdia!

A segunda vez que o Anjo fala a Maria, perturbada com a saudação recebida, é para Lhe dizer: «Não temas». Segundo Francisco, “na Sagrada Escritura, quando Deus aparece, gosta de dirigir estas duas palavras a quem O acolhe: não temas. Deste modo transmite-nos uma mensagem clara e reconfortante: sempre que a vida se abre a Deus, o medo deixa de ter-nos como reféns. A Virgem Maria nos acompanha: Ela mesma deixou a sua perturbação em Deus. O anúncio do Anjo dava-Lhe razões sérias para não temer. Propunha-Lhe algo de inimaginável, que estava para além das suas forças e, sozinha, não poderia levá-lo para diante: haveria muitas dificuldades, problemas com a lei mosaica, com José, com as pessoas da sua terra e do seu povo. Mas Maria não levanta objeções. Basta-Lhe aquele não temas, basta-Lhe a garantia de Deus. Agarra-Se a Ele, como queremos nós fazer esta noite. Porque muitas vezes fazemos o contrário: partimos das nossas certezas e, só quando as perdemos, é que vamos ter com Deus. Nossa Senhora ensina-nos o contrário: partir de Deus, com a confiança de que, assim, tudo o mais nos será dado. Convida-nos a ir à fonte, ao Senhor, que é o remédio radical contra o medo e os perigos da existência”.

Nestes dias, notícias e imagens de morte continuam entrando dentro de nossas casas, enquanto as bombas destroem as casas de muitos dos nossos irmãos e irmãs ucranianos inermes. A guerra brutal, que se abateu sobre tantos e que a todos faz sofrer, provoca em cada um medo e consternação. Notamos dentro de nós uma sensação de impotência e inadequação. Precisamos ouvir dizer-nos: «não temas». Mas não bastam as garantias humanas, é necessária a presença de Deus, a certeza do perdão divino, o único que apaga o mal, desativa o rancor, restitui a paz ao coração. Voltemos a Deus, ao seu perdão.

Pela terceira vez, o Anjo retoma a palavra, para dizer a Nossa Senhora: «O Espírito Santo virá sobre Ti». “É assim que Deus intervém na história: dando o seu próprio Espírito. Porque nas coisas que contam, não bastam as nossas forças. Por nós sozinhos somos incapazes de resolver as contradições da história ou mesmo as do nosso coração. Precisamos da força sapiente e suave de Deus, que é o Espírito Santo. Precisamos do Espírito de amor, que dissolve o ódio, apaga o rancor, extingue a ganância, desperta-nos da indiferença. Precisamos do amor de Deus, porque o nosso amor é precário e insuficiente. Pedimos tantas coisas ao Senhor, mas muitas vezes esquecemo-nos de Lhe pedir o que é mais importante e que Ele nos deseja dar: o Espírito Santo, a força para amar”, frisou o Papa.

Segundo Francisco, “se quisermos que mude o mundo, tem de mudar primeiro o nosso coração. Para o conseguirmos, deixemos hoje que Nossa Senhora nos leve pela mão. Olhemos para o seu Imaculado Coração, onde Deus descansou, para o único Coração de criatura humana sem sombras. Ela é «cheia de graça» e, portanto, vazia de pecado: n’Ela não há vestígios de mal e, assim, com Ela Deus pôde iniciar uma história nova de salvação e de paz. Naquele ponto, a história deu uma virada. Deus mudou a história, batendo à porta do Coração de Maria”.

E hoje também nós, renovados pelo perdão de Deus, batemos à porta daquele Coração. Em união com os Bispos e os fiéis do mundo inteiro, desejo solenemente levar ao Imaculado Coração de Maria tudo o que estamos vivendo: renovar-Lhe a consagração da Igreja e da humanidade inteira e consagrar-Lhe de modo particular o povo ucraniano e o povo russo, que, com afeto filial, a veneram como Mãe. Não se trata duma fórmula mágica, mas dum ato espiritual. É o gesto da entrega plena dos filhos que, na tribulação desta guerra cruel e insensata que ameaça o mundo, recorrem à Mãe, lançando no seu Coração medo e sofrimento, entregando-se a si mesmos. É colocar naquele Coração límpido, incontaminado, onde Deus se espelha, os bens preciosos da fraternidade e da paz, tudo o temos e somos, para que seja Ela – a Mãe que o Senhor nos deu – a proteger-nos e guardar-nos.

Dos lábios de Maria brotou a frase mais bela que o Anjo pudesse referir a Deus: «Faça-se em Mim segundo a tua palavra». “Esta aceitação por parte de Nossa Senhora não é uma aceitação passiva nem resignada, mas o desejo vivo de aderir a Deus, que tem «desígnios de paz e não de desgraça». É a participação mais íntima no seu plano de paz para o mundo. Consagramo-nos a Maria para entrar neste plano, para nos colocarmos à inteira disposição dos desígnios de Deus. A Mãe de Deus, depois de ter dito o seu sim, empreendeu uma longa viagem subindo até uma região montanhosa para visitar a prima grávida. Hoje, que Ela tome pela mão o nosso caminho e o guie, através das veredas íngremes e cansativas da fraternidade e do diálogo, pela senda da paz”, concluiu o Papa.

A oração do ato de consagração

Ao final da da liturgia penitencial na Basílica de São Pedro, o Papa pronuncia a seguinte oração para consagrar e confiar a humanidade, e especialmente a Rússia e a Ucrânia, ao Imaculado Coração de Maria:

“Ó Maria, Mãe de Deus e nossa Mãe, recorremos a Vós nesta hora de tribulação. Vós sois Mãe, amais-nos e conheceis-nos: de quanto temos no coração, nada Vos é oculto. Mãe de misericórdia, muitas vezes experimentamos a vossa ternura providente, a vossa presença que faz voltar a paz, porque sempre nos guiais para Jesus, Príncipe da paz.

Mas perdemos o caminho da paz. Esquecemos a lição das tragédias do século passado, o sacrifício de milhões de mortos nas guerras mundiais. Descuidamos os compromissos assumidos como Comunidade das Nações e estamos a atraiçoar os sonhos de paz dos povos e as esperanças dos jovens. Adoecemos de ganância, fechamo-nos em interesses nacionalistas, deixamo-nos ressequir pela indiferença e paralisar pelo egoísmo. Preferimos ignorar Deus, conviver com as nossas falsidades, alimentar a agressividade, suprimir vidas e acumular armas, esquecendo-nos que somos guardiões do nosso próximo e da própria casa comum. Dilaceramos com a guerra o jardim da Terra, ferimos com o pecado o coração do nosso Pai, que nos quer irmãos e irmãs. Tornamo-nos indiferentes a todos e a tudo, exceto a nós mesmos. E, com vergonha, dizemos: perdoai-nos, Senhor!

Na miséria do pecado, das nossas fadigas e fragilidades, no mistério de iniquidade do mal e da guerra, Vós, Mãe Santa, lembrai-nos que Deus não nos abandona, mas continua a olhar-nos com amor, desejoso de nos perdoar e levantar novamente. Foi Ele que Vos deu a nós e colocou no vosso Imaculado Coração um refúgio para a Igreja e para a humanidade. Por bondade divina, estais connosco e conduzis-nos com ternura mesmo nos transes mais apertados da história.

Por isso recorremos a Vós, batemos à porta do vosso Coração, nós os vossos queridos filhos que não Vos cansais de visitar em todo o tempo e convidar à conversão. Nesta hora escura, vinde socorrer-nos e consolar-nos. Repeti a cada um de nós: «Não estou porventura aqui Eu, que sou tua mãe?» Vós sabeis como desfazer os emaranhados do nosso coração e desatar os nós do nosso tempo. Repomos a nossa confiança em Vós. Temos a certeza de que Vós, especialmente no momento da prova, não desprezais as nossas súplicas e vindes em nosso auxílio.

Assim fizestes em Caná da Galileia, quando apressastes a hora da intervenção de Jesus e introduzistes no mundo o seu primeiro sinal. Quando a festa se mudara em tristeza, dissestes-Lhe: «Não têm vinho!» (Jo 2, 3). Ó Mãe, repeti-o mais uma vez a Deus, porque hoje esgotamos o vinho da esperança, desvaneceu-se a alegria, diluiu-se a fraternidade. Perdemos a humanidade, malbaratamos a paz. Tornamo-nos capazes de toda a violência e destruição. Temos necessidade urgente da vossa intervenção materna.

Por isso acolhei, ó Mãe, esta nossa súplica:

Vós, estrela do mar, não nos deixeis naufragar na tempestade da guerra;

Vós, arca da nova aliança, inspirai projetos e caminhos de reconciliação;

Vós, «terra do Céu», trazei de volta ao mundo a concórdia de Deus;

Apagai o ódio, acalmai a vingança, ensinai-nos o perdão;

Libertai-nos da guerra, preservai o mundo da ameaça nuclear;

Rainha do Rosário, despertai em nós a necessidade de rezar e amar;

Rainha da família humana, mostrai aos povos o caminho da fraternidade;

Rainha da paz, alcançai a paz para o mundo.

O vosso pranto, ó Mãe, comova os nossos corações endurecidos. As lágrimas, que por nós derramastes, façam reflorescer este vale que o nosso ódio secou. E, enquanto o rumor das armas não se cala, que a vossa oração nos predisponha para a paz. As vossas mãos maternas acariciem quantos sofrem e fogem sob o peso das bombas. O vosso abraço materno console quantos são obrigados a deixar as suas casas e o seu país. Que o vosso doloroso Coração nos mova à compaixão e estimule a abrir as portas e cuidar da humanidade ferida e descartada.

Santa Mãe de Deus, enquanto estáveis ao pé da cruz, Jesus, ao ver o discípulo junto de Vós, disse-Vos: «Eis o teu filho!» (Jo 19, 26). Assim Vos confiou cada um de nós. Depois disse ao discípulo, a cada um de nós: «Eis a tua mãe!» (19, 27). Mãe, agora queremos acolher-Vos na nossa vida e na nossa história. Nesta hora, a humanidade, exausta e transtornada, está ao pé da cruz convosco. E tem necessidade de se confiar a Vós, de se consagrar a Cristo por vosso intermédio. O povo ucraniano e o povo russo, que Vos veneram com amor, recorrem a Vós, enquanto o vosso Coração palpita por eles e por todos os povos ceifados pela guerra, a fome, a injustiça e a miséria.

Por isso nós, ó Mãe de Deus e nossa, solenemente confiamos e consagramos ao vosso Imaculado Coração nós mesmos, a Igreja e a humanidade inteira, de modo especial a Rússia e a Ucrânia. Acolhei este nosso ato que realizamos com confiança e amor, fazei que cesse a guerra, providenciai ao mundo a paz. O sim que brotou do vosso Coração abriu as portas da história ao Príncipe da Paz; confiamos que mais uma vez, por meio do vosso Coração, virá a paz. Assim a Vós consagramos o futuro da família humana inteira, as necessidades e os anseios dos povos, as angústias e as esperanças do mundo.

Por vosso intermédio, derrame-se sobre a Terra a Misericórdia divina e o doce palpitar da paz volte a marcar as nossas jornadas. Mulher do sim, sobre Quem desceu o Espírito Santo, trazei de volta ao nosso meio a harmonia de Deus. Dessedentai a aridez do nosso coração, Vós que «sois fonte viva de esperança». Tecestes a humanidade para Jesus, fazei de nós artesãos de comunhão. Caminhastes pelas nossas estradas, guiai-nos pelas sendas da paz. Amen.”

 

O Papa Francisco falou sobre a importância da participação da mulher na transformação da sociedade. Leia a matéria publicada no site Vatican News: “Há
O Papa Francisco falou sobre a importância da participação da mulher na transformação da sociedade. Leia a matéria publicada no site Vatican News:
“Há uma conversão a ser feita: converter o poder com a lógica do domínio, em poder com a lógica do serviço, com a lógica do cuidado”. Palavras do Papa Francisco no seu encontro com as mulheres do Centro Italiano Feminino nesta manhã (24) no Vaticano

Na manhã desta quinta-feira (24), o Papa recebeu um grupo do Centro Italiano Feminino, que se dedica desde 1944 à contribuição da mulher na participação democrática, promoção humana e de solidariedade da sociedade.

Francisco iniciou seu discurso elogiando o tema do Congresso do Centro Feminino, ou seja, “Identidade criacional do homem e da mulher em uma missão partilhada”, afirmando: “Esta é uma questão muito atual, não só e não tanto no sentido teórico, mas no sentido existencial, na vida das pessoas; penso particularmente nos meninos e nas meninas, nos jovens e nas jovens que, à medida que crescem, precisam de pontos de referência, figuras adultas com as quais se comparar”.

Mulheres que influenciam mudanças

Francisco iniciou uma reflexão recordando que a primeira presidente do Centro Feminino, Maria Federici Agabem, participou da redação de alguns artigos da Constituição Italiana, influenciando com a sua “filosofia” constitucional temas relacionados à solidariedade, subsidiariedade e laicidade do Estado. E disse também, recordando Pio XII, que a participação na vida política “não responde simplesmente à reivindicação da plena cidadania para as mulheres, mas é um ato de justiça para com a comunidade e uma valorização da política como forma de caridade”.

“Queridas amigas – continuou o Papa – hoje é claro que a boa política não pode vir da cultura do poder entendida como domínio total, mas apenas de uma cultura do cuidado, cuidado com a pessoa e sua dignidade e cuidado da nossa casa comum. Isto é comprovado, infelizmente de forma negativa, pela guerra vergonhosa que estamos testemunhando”. Concluindo seu pensamento disse: “Mas o problema básico é o mesmo: o mundo continua a ser governado como um ‘tabuleiro de xadrez’, onde os poderosos conspiram para estender seu domínio em detrimento de outros. A verdadeira resposta, portanto, não é mais armas, mais sanções, mais alianças políticas e militares, mas uma abordagem diferente, uma maneira diferente de governar o mundo”. Afirmando:

“O modelo da cura já está em vigor, graças a Deus, mas infelizmente está submetido ao do poder econômico-tecnocrático-militar”

Mulheres, protagonistas da conversão

Ao ponderar sobre suas palavras o Papa disse: “Por que fiz esta reflexão com vocês? Porque vocês são uma associação de mulheres, e as mulheres são as protagonistas desta mudança de rumo, desta conversão. Desde que não sejam homologadas pelo sistema de poder em vigor”. Francisco citou também Paulo VI no seu documento dedicado às mulheres no final do Vaticano II quando afirmou que ‘as mulheres que carregam o espírito do Evangelho podem fazer muito para ajudar a humanidade a não decair’. E disse: “O poder profético desta expressão é impressionante. De fato, ao adquirirem poder na sociedade, as mulheres podem mudar o sistema, se elas conseguirem, por assim dizer, converter o poder da lógica do domínio para a lógica do serviço, do cuidado.

“Há uma conversão a ser feita: o poder com a lógica do domínio, convertê-lo em poder com a lógica do serviço, com a lógica do cuidado”

Mulheres que cuidam da vida

Francisco concluiu seu encontro com as mulheres afirmando:

“Falei com vocês sobre isso para lembrar a mim mesmo e a todos, começando por nós cristãos, que esta mudança de mentalidade diz respeito a todos e depende de cada um. É a escola de Jesus, que nos ensinou como o Reino de Deus sempre se desenvolve a partir da pequena semente”. “É a escola de Gandhi – disse ainda o Papa – que conduziu um povo à liberdade no caminho da não-violência. É a escola dos santos e das santas de todos os tempos, que fazem a humanidade crescer através do testemunho de uma vida passada ao serviço de Deus e do próximo. Mas é também – eu diria acima de tudo – a escola de inúmeras mulheres que cultivaram e cuidaram a vida; de mulheres que cuidaram dos frágeis, dos feridos, das chagas humanas e sociais; de mulheres que dedicaram suas mentes e seus corações para educar as novas gerações”.