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Notícia divulgada no site Vatican News: Na manhã desta terça-feira, o presidente ucraniano, falando em vídeo com o parlamento italiano, relatou sua conversa com
Notícia divulgada no site Vatican News:
Na manhã desta terça-feira, o presidente ucraniano, falando em vídeo com o parlamento italiano, relatou sua conversa com o Papa: “Palavras muito importantes de Sua Santidade. Eu disse que o povo se tornou um exército quando viu o mal”.
Uma nova conversa telefônica entre o Papa e o presidente ucraniano Volodomyr Zelensky teve lugar nesta manhã de terça-feira, enquanto na Ucrânia não diminui o clamor das armas numa guerra que o Pontífice, no último Angelus, definiu como “desumana” e “sacrílega”.

Zelensky em conexão vídeo com o Parlamento italiano

O próprio Zelensky, que nesta manhã falou em videoconferência com o Parlamento italiano, abriu o encontro dizendo que havia falado com o Pontífice: “Ele disse palavras muito importantes”. O presidente disse ter falado ao Papa sobre a resistência do povo ucraniano “que se tornou exército quando viu o mal”.

Pela manhã, Zelensky, através de sua conta oficial no Tuíter, também informou sobre sua conversa com o Papa: “Falei com @Pontifex. Contei a Sua Santidade sobre a difícil situação humanitária e sobre o bloqueio dos corredores de ajuda por parte das forças russas. O papel mediador da Santa Sé para pôr um fim ao sofrimento humano seria bem-vindo. Agradeci-lhe por suas orações pela paz e pela Ucrânia”.

O tuíter do embaixador ucraniano junto à Santa Sé

O embaixador ucraniano in pectore junto à Santa Sé, Andrii Yurash, também divulgou via tuíter a notícia sobre a conversa telefônica, acrescentando que o Pontífice assegurou ao presidente ucraniano que está “rezando” pela Ucrânia e que está fazendo “todo o possível para acabar com a guerra”. Zelensky, de acordo com o embaixador, respondeu que “Sua Santidade é o hóspede mais esperado na Ucrânia”. Portanto, reafirmou o convite para visitar Kiev, já expresso em uma carta pelo prefeito da capital, Vitalij Klyčko. Como confirmou o diretor da Sala de Imprensa vaticana, Matteo Bruni, o Papa respondeu reiterando sua proximidade aos sofrimentos da cidade, de seu povo, daqueles que tiveram que fugir e daqueles que são chamados a administrá-la”.

O telefonema de 26 de fevereiro

Esta não é a primeira vez que o Papa e Zelensky tiveram um contato por telefone. Em 26 de fevereiro passado, dois dias após o início do conflito, enquanto aumentavam a cada hora as notícias dramáticas da frente de guerra, o Pontífice expressou ao presidente “seu mais profundo pesar pelos trágicos acontecimentos que estão ocorrendo no país”. O próprio Zelensky relatou pouco depois: “Agradeci ao Papa Francisco por rezar pela paz na Ucrânia e por uma trégua. O povo ucraniano sente o apoio espiritual de Sua Santidade”.

Foi promulgada no último sábado, 19 de março, Solenidade de São José, a nova Constituição Apostólica sobre a Cúria Romana e seu serviço à Igreja

Foi promulgada no último sábado, 19 de março, Solenidade de São José, a nova Constituição Apostólica sobre a Cúria Romana e seu serviço à Igreja e ao mundo, com o título Praedicate evangelium. O documento entrará em vigor no dia 5 de junho, Solenidade de Pentecostes.

Fruto de um longo processo de escuta iniciado com as Congregações Gerais que antecederam o Conclave de 2013, a nova Constituição, que substitui a “Pastor Bonus” de João Paulo II – promulgada em 28 de junho de 1988 e em vigor desde 1º de março de 1989.

O trabalho de elaboração da constituição apostólica envolveu o Conselho dos Cardeais, com reuniões de outubro de 2013 a fevereiro passado, e continuou sob a orientação do Papa com várias contribuições de Igrejas de todo o mundo.

A nova Constituição sanciona um processo de reforma que já foi quase totalmente implementado nos últimos nove anos, por meio das fusões e ajustes realizados, que levaram ao nascimento de novos Dicastérios. O texto sublinha que “a Cúria Romana é composta pela Secretaria de Estado, pelos Dicastérios e pelos Organismos, todos juridicamente iguais entre si”.

Dicastérios

Entre as inovações mais significativas a esse respeito contidas no documento está a unificação do Dicastério para a Evangelização da precedente Congregação para a Evangelização dos Povos e do Pontifício Conselho para a Promoção da Nova Evangelização: os dois chefes de dicastério se tornam pró prefeitos, porque a prefeitura deste novo Dicastério é reservada ao Papa. A Constituição diz: “O Dicastério para a Evangelização é presidido diretamente pelo Romano Pontífice”.

Depois, também é instituído o Dicastério para o Serviço da Caridade, representado pela Esmolaria, que assume assim um papel mais significativo na Cúria:

“O Dicastério para o Serviço da Caridade, também chamado Esmolaria Apostólica, é uma expressão especial da misericórdia e, partindo da opção pelos pobres, os vulneráveis ​​e os excluídos, exerce em qualquer parte do mundo a obra de assistência e ajuda a eles em nome do Romano Pontífice, o qual, nos casos de particular indigência ou de outra necessidade, disponibiliza pessoalmente as ajudas a serem alocadas”.

A Constituição Apostólica apresenta, antes de tudo, nesta ordem, os Dicastérios da Evangelização, da Doutrina da Fé e do Serviço da Caridade.

Outra unificação diz respeito à Comissão para a Proteção de Menores, que passa a fazer parte do Dicastério para a Doutrina da Fé, continuando a funcionar com suas próprias regras e tendo seu próprio presidente e secretário.

Leigos e leigas em funções na Cúria

Uma parte fundamental do documento é aquela que diz respeito aos princípios gerais. No preâmbulo é recordado que todo cristão é um discípulo missionário. Fundamental, entre os princípios gerais, é a especificação de que todos – e portanto também leigos e fiéis leigos – podem ser nomeados em funções de governo da Cúria Romana, em virtude do poder vicária do Sucessor de Pedro: “Todo cristão, em virtude do Batismo, é um discípulo-missionário na medida em que encontrou o amor de Deus em Cristo Jesus. Não se pode ignorar isso na atualização da Cúria, cuja reforma, portanto, deve incluir o envolvimento de leigas e leigos, também em papéis de governança e responsabilidade”.

Sublinha-se, ademais, que a Cúria é um instrumento ao serviço do Bispo de Roma também em benefício da Igreja universal e, portanto, dos episcopados e das Igrejas locais. “A Cúria Romana não se coloca entre o Papa e os Bispos, mas coloca-se ao serviço de ambos, segundo as modalidades que são próprias da natureza de cada um”.

Outro ponto significativo diz respeito à espiritualidade: também os membros da Cúria Romana são “discípulos missionários”. Destacada, em particular, a sinodalidade, como modalidade de trabalho habitual para a Cúria Romana, um caminho já em curso, a ser cada vez mais desenvolvido.

Entre outros aspectos contidos no documento está a definição da Secretaria de Estado como “secretaria papal”, a transferência do Escritório do Pessoal da Cúria para a Secretaria para a Economia (Spe), a indicação de que a Administração do Patrimônio da Sé Apostólica (Apsa) deve atuar por meio da atividade instrumental do Instituto para as Obras de Religião.

Além disso, estabelece-se que para os clérigos e religiosos em serviço na Cúria Romana o mandato é de cinco anos e pode ser renovado por mais cinco anos, e que ao final regressem às dioceses e comunidades de referência:

“Em regra, passados ​​cinco anos, os Oficiais clérigos e membros dos Institutos de Vida Consagrada e Sociedades de Vida Apostólica que tenham servido nas Instituições e Ofícios da Cúria voltam à pastoral na sua Diocese/Eparquia, ou nos Institutos ou Sociedades a que pertencem. Se os Superiores da Cúria Romana o julgarem oportuno, o serviço pode ser prorrogado por mais cinco anos”.

Fonte: CNBB

“Uma guerra sempre é a derrota da humanidade: sempre!” (Papa Francisco) Na manhã desta sexta-feira (18), no encontro com os participantes do Congresso da
“Uma guerra sempre é a derrota da humanidade: sempre!” (Papa Francisco)
Na manhã desta sexta-feira (18), no encontro com os participantes do Congresso da Fundação Pontifícia Gravissimum Educationis, antes de iniciar seu discurso oficial, o Papa Francisco fez uma reflexão oficiosa de alguns minutos sobre a guerra na Ucrânia, respondendo a uma carta que havia sido lida pouco antes e foi escrita por Yurii Pidlisnyi, chefe da Comissão para a família e os leigos da Igreja Greco-Católica Ucraniana, chefe da Cátedra de Ciência Política da Universidade Católica Ucraniana e chefe de nosso projeto “Educação em um mundo fragmentado”.

Estamos acostumados a ouvir notícias de guerras, certo, mas muito longe. Síria, Iêmen … habituais. Agora que a guerra está perto, ela está na nossa casa, praticamente, e isto nos faz pensar na selvageria da natureza humana, até onde somos capazes. Assassinos de nossos irmãos. Obrigado, Dom Thiviet, por esta carta que o senhor trouxe, que é um chamado, ela chama a atenção para o que está acontecendo. Falamos de educação, e quando pensamos em educação pensamos em crianças, jovens… Pensamos em tantos soldados que são enviados para o front, muito jovens, soldados russos, pobrezinhos. Pensamos em tantos jovens soldados ucranianos, pensamos nos habitantes, nos jovens, nos meninos, nas meninas … Isto acontece perto de nós. Somente o Evangelho nos pede para não olhar para o outro lado, que é precisamente a atitude mais pagã dos cristãos: quando um cristão se acostuma a olhar para o outro lado, ele lentamente se torna um pagão disfarçado de cristão. É por isso que eu quis começar ente encontro com esta reflexão. A guerra não está longe: ela está perto da nossa casa. O que eu estou fazendo? Aqui em Roma, no Hospital Bambin Gesù, há crianças feridas pelos bombardeios. Levá-los para casa. Devo? Faço jejum? Faço penitência? Ou eu vivo despreocupado, como normalmente vivemos em guerras distantes? Uma guerra sempre – sempre! – é a derrota da humanidade: sempre. Nós – os instruídos, que trabalhamos na educação – somos derrotados por esta guerra, porque por um lado somos responsáveis. Não existem guerras justas: não existem!”.

Fonte: Vatican News
O Papa Francisco vai consagrar a Rússia e a Ucrânia ao Imaculado Coração de Maria no próximo dia 25 de março às 17h. No
O Papa Francisco vai consagrar a Rússia e a Ucrânia ao Imaculado Coração de Maria no próximo dia 25 de março às 17h. No mesmo dia a consagração será feita no Santuário de Fátima pelo esmoleiro do Papa. Leia a matéria publicada no site Vatican News:

“Na sexta-feira, 25 de março, durante a Celebração da Penitência que presidirá às 17h na Basílica de São Pedro, o Papa Francisco consagrará a Rússia e a Ucrânia ao Imaculado Coração de Maria. O mesmo ato será realizado, no mesmo dia, em Fátima pelo esmoleiro do Papa, cardeal Konrad Krajewski, enviado do Santo Padre.”

A notícia foi dada, numa nota, pelo diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, Matteo Bruni. O dia da Festa da Anunciação do Senhor foi escolhido para a consagração.

Nossa Senhora, na aparição de 13 de julho de 1917, em Fátima, pediu a consagração da Rússia ao Seu Imaculado Coração, afirmando que, se este pedido não fosse atendido, a Rússia espalharia “seus erros pelo mundo, promovendo guerras e perseguições à Igreja”. “Os bons”, acrescentou, “serão martirizados, o Santo Padre sofrerá muito, várias nações serão destruídas”. Depois das aparições de Fátima houve vários atos de consagração ao Imaculado Coração de Maria: Pio XII, em 31 de outubro de 1942, consagrou o mundo inteiro, e em 7 de julho de 1952, consagrou os povos da Rússia ao Imaculado Coração de Maria na Carta Apostólica Sacro vergente anno:

Assim como há alguns anos atrás consagramos o mundo ao Imaculado Coração da Virgem Mãe de Deus, agora, de forma muito especial, consagramos todos os povos da Rússia ao mesmo Imaculado Coração.

Paulo VI, em 21 de novembro de 1964, renovou a consagração da Rússia ao Imaculado Coração na presença dos Padres do Concílio Vaticano II. O Papa João Paulo II compôs uma oração para o que definiu de “Ato de entrega” a ser celebrado na Basílica de Santa Maria Maior em 7 de junho de 1981, Solenidade de Pentecostes. Este é o texto:

Ó Mãe dos homens e dos povos, Tu conheces todos os seus sofrimentos e as suas esperanças, Tu sentes maternalmente todas as lutas entre o bem e o mal, entre a luz e as trevas que abalam o mundo, acolhe o nosso clamor no Espírito Santo diretamente ao teu coração e abraça com o amor de Mãe e de Serva do Senhor aqueles que esperam mais este abraço, junto com aqueles que cuja entrega Tu também esperas de modo particular. Tomai sob a tua proteção materna toda a família humana que, com carinho afetuoso, a Ti, ó mãe, nós confiamos. Que se aproxime para todos o tempo da paz e da liberdade, o tempo da verdade, da justiça e da esperança.

Depois, para responder mais plenamente aos pedidos de Nossa Senhora, quis explicitar durante o Ano Santo da Redenção o ato de entrega de 7 de Junho de 1981, repetido em Fátima a 13 de maio de 1982. Em memória do Fiat pronunciado por Maria no momento da Anunciação, em 25 de março de 1984, na Praça São Pedro, em união espiritual com todos os bispos do mundo, previamente “convocados”, João Paulo II confiou todos os povos ao Imaculado Coração de Maria:

E por isso, ó Mãe dos homens e dos povos, Tu que conheces todos os seus sofrimentos e todas as suas esperanças, Tu que sentes maternalmente todas as lutas entre o bem e o mal, entre a luz e as trevas, que abalam o mundo contemporâneo, acolhe o nosso grito que, movido pelo Espírito Santo, dirigimos diretamente ao teu Coração: abraça com amor de Mãe e Serva do Senhor, este nosso mundo humano, que Te confiamos e consagramos, cheio de inquietude pela sorte terrena e eterna dos homens e dos povos. De modo especial Te confiamos e consagramos aqueles homens e nações que têm necessidade particular desta entrega e consagração.

Em junho do ano 2000, a Santa Sé revelou a terceira parte do segredo de Fátima e o então arcebispo Tarcisio Bertone, secretário da Congregação para a Doutrina da Fé, sublinhou que irmã Lúcia, numa carta de 1989, tinha confirmado pessoalmente que este ato de consagração solene e universal correspondia ao que Nossa Senhora queria: “Sim, foi feito”, escreveu a vidente, “como Nossa Senhora havia pedido, em 25 de março de 1984”.

O Núncio cardeal Mario Zenari, deu entrevista ao site Vatican News sobre a guerra na Síria: Casas destruídas, falta de alimentos, água e medicamentos,

O Núncio cardeal Mario Zenari, deu entrevista ao site Vatican News sobre a guerra na Síria:

Casas destruídas, falta de alimentos, água e medicamentos, violência, saques, pessoas em fuga. Na Síria, após 11 anos, o conflito não terminou, mas sobre esta guerra fala-se muito pouco, como também de muitas outras. Este país, onde muitas cidades continuam sendo cúmulos de escombros, chora meio milhão de mortes e vê mais de 11 milhões e meio de pessoas deslocadas dentro e fora do país. Hoje, no aniversário do início do conflito, tem início em Damasco a conferência “Igreja, Casa da Caridade – Sinodalidade e Coordenação”, organizada pela Congregação para as Igrejas Orientais. No centro dos trabalhos estão a escuta, o diálogo, o futuro das comunidades cristãs, mas também as necessidades urgentes desta atormentada nação. “Não deixem a esperança morrer” é a invocação contínua do núncio em Damasco, cardeal Mario Zenari, enquanto o país está “fora do radar da mídia” e entrando numa espécie de “esquecimento”.

Eminência, há 11 anos se combate na Síria. O que este dramático aniversário significa para o senhor?

É um aniversário triste, primeiro porque a guerra ainda não terminou e também porque há alguns anos a Síria parece ter desaparecido do radar da mídia. Tomou lugar a crise libanesa, depois a Covid-19, e agora a guerra na Ucrânia.

Os mortos desta guerra são cerca de meio milhão, os refugiados que fugiram cerca de 5,5 milhões, mais outros 6 milhões de pessoas deslocadas internamente. O senhor continua repetindo enfaticamente: “Não deixem a esperança morrer”. O que é necessário para evitar que isso aconteça?

Infelizmente, a esperança foi embora do coração de tantas pessoas e, em particular, do coração dos jovens, que não veem futuro em seu país e procuram emigrar. E uma nação sem jovens, e sem jovens qualificados, é uma nação sem futuro. Algumas famílias, depois de terem pago grandes somas de dinheiro, ainda estão presas em Belarus, esperando para cruzar a fronteira polonesa. A catástrofe síria ainda é o desastre humanitário mais grave causado pelo homem desde o final da Segunda Guerra Mundial. Ainda não há sinais de reconstrução ou de recuperação econômica. Além disso, as sanções estão pesando muito sobre tudo isso. O processo de paz, como previsto na Resolução 2254 da ONU, está paralisado. Somente a pobreza avança a passos largos. As pessoas estão agora falando sobre a guerra econômica.

Mais de 60% da população é afetada pela insegurança alimentar. Como ajudar?

Há escassez de pão e agora, com a guerra na Ucrânia, também de farinha, bem como outras necessidades básicas. De 15 a 17 de março, se realiza em Damasco uma conferência convocada pela Igreja Católica com o tema: “A Igreja, Lar da Caridade”. Sinodalidade e coordenação”. Os participantes são cerca de 250, entre sírios e pessoas de fora da Síria, representantes de instituições católicas e agências humanitárias. O cardeal Leonardo Sandri, prefeito da Congregação para as Igrejas Orientais, alguns membros dos Dicastérios Romanos e Roaco também estarão presentes. Serão feitos planos para compartilhar fraternalmente os 5 pães e 2 peixes.

Neste contexto, a fuga dos cristãos continua…

Nesses anos de guerra, mais da metade, e talvez dois terços, dos cristãos deixaram a Síria. Nesses conflitos, os grupos minoritários são o elo mais fraco da corrente. Esta é uma ferida irreparável para estas Igrejas Orientais sui iuris, mas é também um sério dano para a própria sociedade síria. Os cristãos, presentes no Oriente Médio há dois mil anos, deram uma contribuição significativa para o desenvolvimento de seu país, especialmente nos campos da educação e da saúde, com escolas e hospitais muito eficientes e respeitados. A presença de cristãos poderia ser comparada, para a própria sociedade síria, a uma janela aberta para o mundo. Os cristãos têm, geralmente, uma mente aberta e tolerante. Com cada família cristã que emigra, a janela se fecha gradualmente.

Segundo o senhor é preciso mais coragem em nível da diplomacia, da política internacional?

O enviado especial da ONU para a Síria, Geir Pedersen, retorna continuamente sobre a necessidade de um maior envolvimento da diplomacia internacional. Infelizmente, o perdurar do conflito, a pandemia a Covida-19 e outros conflitos, em particular a guerra na Ucrânia, dirigiram a atenção da comunidade internacional para outros lugares.

Quanto é importante que os meios de comunicação do mundo continuem a manter o foco sobre a Síria?

Até alguns anos atrás, eu costumava receber telefonemas de várias partes do mundo para entrevistas e informações sobre o conflito sírio. Agora o telefone não toca mais. Esta é outra grande desgraça que aconteceu com a Síria. O de cair no esquecimento. Este esquecimento machuca muito as pessoas.

Alguns sírios, contratados pelos russos, teriam partido para lutar na Ucrânia. Está se explorando a pobreza do país, que está passando por uma guerra, para combater outra guerra…

Eu também li essas notícias. Algo semelhante aconteceu na Líbia há alguns anos: mercenários sírios se viram lutando em lados opostos. Esta é mais uma doença causada pela guerra, que é uma fábrica que produz todo tipo de males: vítimas, destruição de bairros e vilarejos, refugiados, danos ao tecido social, desintegração familiar, violência, pobreza, falta de trabalho, drogas e muitos outros males. Muitos jovens se encontram sem emprego, aprenderam a manusear armas e se alistaram por algumas centenas de dólares.

Como é vista na Síria a guerra na Ucrânia?

As pessoas geralmente não se atrevem a falar. Uno-me à admoestação repetida e forte do Papa Francisco para silenciar as armas e deter o massacre. Parece-me que a atormentada Síria também compreende bem, por experiência, este apelo urgente. Se posso usar a parábola evangélica do pobre Lázaro e do rico opulento, certamente a Síria, mutatis mutandis, quer advertir severamente os outros para não caírem no mesmo lugar de tormento em que ela mesma caiu (Lc 16,27-28). É triste ver repetidas na Ucrânia as mesmas imagens angustiantes de dor vistas na Síria: bairros destruídos, mortes, milhões de refugiados, o uso de armas não convencionais como bombas de fragmentação, o bombardeio de hospitais e escolas. Ver exatamente a mesma descida ao inferno que se viu na Síria.

Estamos no caminho quaresmal, um tempo de oração e jejum. Como os senhores vivem este período?

Pode-se dizer que as pessoas, qualquer que seja a denominação religiosa a que pertençam, têm vivido uma Quaresma ininterrupta e um jejum há 11 anos. É importante, acima de tudo, permanecer próximo e ser solidário.

Desde o início da guerra na Ucrânia, o Papa Francisco vem fazendo apelos para que cessem o conflitos. Ontem, 13 de março de 2022,

Desde o início da guerra na Ucrânia, o Papa Francisco vem fazendo apelos para que cessem o conflitos. Ontem, 13 de março de 2022, na oração do Angelus o Papa reafirmou seu pedido. Leia a matéria publicada no site do Vaticano:

“Em nome de Deus, peço-vos: parem com este massacre!” falou Francisco com força no Angelus neste domingo, 13 de março, nono aniversário de sua eleição como bispo de Roma. O Papa recordou as vítimas de Mariupol, a “barbárie da matança de crianças, inocentes e civis indefesos”, pediu o fim daquela que inequivocamente definiu como “a inaceitável agressão armada” antes que “reduza as cidades a cemitérios”, agradeceu pela acolhida de tantos refugiados e pediu a todos para multiplicarem os momentos de oração pela paz.

Na parte final de sua mensagem, Francisco usou palavras claras e firmes sobre o uso distorcido da religião para justificar os massacres em curso: “Deus é o Deus só da paz, não é o Deus da guerra, e quem apoia a violência profana seu nome”.

Estas são as mesmas expressões usadas muitas vezes nos últimos anos pelo Pontífice e por seus predecessores São João Paulo II e Bento XVI, para alertar contra o uso instrumental do nome de Deus para justificar o ódio, a violência, o terrorismo.

Mas, desta vez, os destinatários do apelo papal não são os fundamentalismos jihadistas, mas quem pensa que possa haver uma “cobertura” religiosa – uma explicação religiosa a ser oferecida aos crentes – para a guerra na Ucrânia, que vê morrer sob as bombas cristãos que compartilham o mesmo batismo.

Seminário sobre Iniciação à Vida Cristã destinado aos presbíteros vai acontecer no formato virtual e já está com inscrições abertas. Leia a matéria publicada

Seminário sobre Iniciação à Vida Cristã destinado aos presbíteros vai acontecer no formato virtual e já está com inscrições abertas. Leia a matéria publicada no site da CNBB, Conferência Nacional dos Bispos do Brasil:

Pela primeira vez, a Comissão Episcopal Pastoral para a Animação Bíblico-Catequética, da CNBB, promove um Seminário Nacional de Iniciação a Vida Cristã direcionado aos presbíteros. A iniciativa ocorrerá de 5 a 7 de abril, por meio da plataforma Zoom, das 8h30 às 12h, e contará com certificação emitida pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, a PUC-Rio.

A proposta, segundo Mariana Venâncio, assessora da Comissão, é que o seminário reflita sobre as implicações pastorais da Iniciação à Vida Cristã (IVC); o papel da Catequese a serviço da IVC, além de abordar temas importantes para se compreender a teologia da IVC, como a mistagogia, por exemplo”.

“Além disso, o seminário irá apresentar experiências e pistas para a implementação do projeto da IVC, que poderão orientar os presbíteros que tiverem dúvidas sobre como começar”, argumentou.

Padre Jânison de Sá, também assessor da Comissão, acrescentou que a iniciativa buscará animar e motivar todos os presbíteros para que possam assumir sempre mais o projeto da Iniciação a Vida Cristã.

“Nós percebemos a necessidade, a urgência desse maior envolvimento de todos os padres nessa missão tão bonita que é iniciar na fé às pessoas, às gerações. E por isso a presença, o apoio, a atuação do presbítero é fundamental”, disse.

O assessor destacou também que a Comissão espera contar com a presença dos presbíteros para uma melhor compreensão, reflexão e prática de uma catequese à serviço da Iniciação a Vida Cristã com inspiração catecumenal nas paróquias e comunidades.

Inscrições e programação

As inscrições para participar do Seminário poderão ser realizadas até o dia 30 de março, no formulário disponível no Google Forms (clique aqui). Aqueles que se inscreverem, posteriormente, receberão o link de acesso ao seminário via e-mail.

Confira a programação completa:

05/04

8h30 – Saudações iniciais:

Dom Joel Portella Amado (Secretário Geral da CNBB)

Dom João Francisco Salm (Presidente da Comissão para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada)

Dom Waldemar Passini (Comissão para a Animação Bíblico-Catequética)

Pe. Waldecir Gonzaga (Diretor do Departamento de Teologia da PUC-Rio)

Pe. José Adelson Rodrigues (Comissão Nacional de Presbíteros)

09h – Oração inicial

09h20 – A Iniciação à Vida Cristã: uma apresentação do Documento 107 – Pe. Abimar de Moraes

10h20 – Interação

10h40 – A teologia da IVC – Dom Antônio Luiz Catelan Ferreira

11h40 – Interação e encerramento

06/04

8h30 – Oração inicial e saudação – Dom José Antônio Peruzzo (Presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Animação Bíblico-Catequética)

09h – Querigma e mistagogia na IVC – Irmã Sueli da Cruz Pereira e pe. Patrick Brandão

10h20 – Interação

10h40 – O caminho de implementação da IVC: sugestões práticas – Irmã Maria Aparecida Barboza e Pe. Cláudio D’Angelo Castro

11h40 – Interação e encerramento

07/04

8h30 – Oração inicial e saudação – Dom Armando Bucciol (Comissão Episcopal Pastoral para a Animação Bíblico-Catequética)

9h – Mesa-redonda: Experiências de implementação da IVC nas Dioceses

Mediação: Pe. Jânison de Sá e Mariana A. Venâncio (assessores da Comissão para a Animação Bíblico-Catequética)

Experiências:

Dom Carlo Verzeletti (Diocese de Castanhal, Regional Norte 2)

Pe. Edson de Bortoli (Diocese de Caçador – Santa Catarina);

Pe. Leandro Francisco Pagnussat (Diocese de Goiás);

Pe. Erickson Ramos da Silva (Diocese de Jundiaí-SP);

Pe. Bruno Moreira Rodrigues e pe. Emílio José Castelo Ferreira (Arquidiocese de Fortaleza).

11h30 – Interação

 

 

O site do Vaticano divulgou telefonema do secretário de Estado do Vaticano ao ministro de Relações Exteriores da Rússia. Leia a matéria abaixo. Conversa
O site do Vaticano divulgou telefonema do secretário de Estado do Vaticano ao ministro de Relações Exteriores da Rússia. Leia a matéria abaixo.
Conversa telefônica entre o secretário de Estado e o ministro das Relações Exteriores da Federação Russa. O cardeal repetiu o apelo do Papa e expressou sua disponibilidade para qualquer tipo de mediação.
O secretário de Estado vaticano Pietro Parolin e o ministro das Relações Exteriores russo Serghei Lavrov tiveram nesta terça-feira uma conversa telefônica. O cardeal reiterou o que o Papa Francisco tem repetidamente solicitado, ou seja, o fim dos combates. Ele também manifestou a disponibilidade da Santa Sé para qualquer tipo de mediação considerada útil para favorecer a paz. “O cardeal – disse o diretor da Sala de Imprensa vaticana, Matteo Bruni, confirmando a notícia do telefonema -, “transmitiu a profunda preocupação do Papa Francisco com a guerra em curso na Ucrânia e reafirmou o que o Papa disse no último domingo no Angelus. Em particular, ele reiterou o apelo para que cessem os ataques armados, para que sejam assegurados corredores humanitários para os civis e para os socorredores, e que a violência das armas seja substituída pela negociação”. Neste sentido, ao concluir o telefonema, Parolin reafirmou a vontade da Santa Sé de “fazer todo o possível para colocar-se a serviço desta paz”.
A notícia da conversa foi relatada pela agência de notícias Interfax citando o Ministério das Relações Exteriores de Moscou. “As partes expressaram a esperança de que a próxima rodada de conversações entre Moscou e Kiev ocorra em breve e que se chegue a um acordo sobre questões-chave”, com o objetivo de cessar as hostilidades, disseram fontes russas. A equipe de Lavrov explicou que o ministro informou Parolin “sobre as motivações russas em relação às causas e objetivos da operação militar especial realizada na Ucrânia”. No domingo passado, como se recorda, o Pontífice observou que a que está em andamento na Ucrânia não é uma operação militar, mas uma guerra. “Foi dada ênfase especial”, conclui a declaração do Ministério das Relações Exteriores, “às questões humanitárias relacionadas com o conflito, incluindo medidas para proteger os civis, a organização e implementação de corredores humanitários, assistência aos refugiados”.