Notícias da Igreja

Acompanhe aqui, diariamente, as notícias sobre a 59ª Assembleia dos Bispos do Brasil. As notícias são do site da CNBB, Conferência Nacional dos Bispos

Acompanhe aqui, diariamente, as notícias sobre a 59ª Assembleia dos Bispos do Brasil. As notícias são do site da CNBB, Conferência Nacional dos Bispos do Brasil.

Teve início nessa segunda-feira, 25 de abril, a primeira etapa da 59ª Assembleia Geral da CNBB, que se realiza até sexta-feira, dia 29 de abril, na modalidade on-line. O último assunto em pauta no período da manhã tratou sobre a comunicação no processo eleitoral de 2022. O assunto foi abordado, em cerca de vinte minutos de exposição, pelo professor emérito da Universidade de Brasília e membro do Observatório de Comunicação religiosa da Igreja no Brasil, Venício Lima.

Professor Venício Lima, membro do Observatório de Comunicação Religiosa da Igreja no Brasil. Foto: print.

O professor Venício partiu do pressuposto do compromisso comum com a democracia, recordando que ela é um regime político caracterizado pela soberania popular com isonomia (direitos iguais de todas as pessoas perante a lei) e isegoria (direito à palavra e liberdade de expressão).

Em seguida, ele aprofundou sobre a questão de como o Brasil vive a democracia, ressaltando que o país ainda é inexperiente nesse âmbito, devido a uma série de questões históricas, dentre as quais estão os meios de comunicação social, com uma grande responsabilidade.

“No Brasil, a mídia constitui um oligopólio do ponto de vista econômico e opera como um monopólio, do ponto de vista político. Esses fatos perpetuam o grande paradoxo da nossa democracia: o direito ao voto foi universalizado, mas se impede estruturalmente a formação de uma consciência democrática. Tudo isso, claro, é a própria negação da isegoria (igualdade de participação)”, explicou o professor Venício.

Ao avançar na reflexão, abordando diretamente o processo eleitoral de 2022, o professor Venício falou sobre alguns desafios do momento atual, como a questão da disseminação de notícias falsas (fake news) e os questionamentos quanto à credibilidade da Justiça Eleitoral (Tribunal Superior Eleitoral). “2022 não é um ano como qualquer outro. Celebramos o bicentenário de nossa independência política. E as eleições gerais que se realizarão em outubro não são eleições como quaisquer outras. A democracia e suas instituições estão sob ataque reiterado e permanente”, frisou o professor.

Para concluir, Venício falou da grande responsabilidade que a Igreja Católica possui quanto à democracia: “Nesses tempos sombrios, quando a democracia se encontra sitiada, a responsabilidade da Igreja e de suas autoridades é imensa. A CNBB, nas suas sete décadas de existência, tem se constituído em referência ética para os movimentos sociais, as lideranças populares e os formadores de opinião”.

Intervenções dos bispos

Após a exposição do professor Venício, muitos bispos se manifestaram. Além de expor suas ideias e preocupações quanto ao assunto, todos expressaram gratidão ao professor pela reflexão apresentada. “Esse entendimento e horizonte de compreensão é uma coisa nova para nós. Precisamos compreender bem o que foi colocado, a fim de darmos uma ajuda mais significativa nesse momento social do Brasil”, afirmou o arcebispo de Belo Horizonte (MG) e presidente da CNBB, dom Walmor de Oliveira Azevedo.

O bispo auxiliar de Belo Horizonte (MG), dom Vicente de Paula Ferreira, manifestou a preocupação quanto à violência que alguns bispos têm sofrido com difamações nas redes sociais, questionando: “Como a CNBB pode pensar nessa questão, a partir da fala do professor. Sentimo-nos exilados na própria casa, isso tem influenciado nosso ministério e nossa vida. Como vamos tratar isso?”.

Nessa mesma linha de reflexão, o arcebispo da diocese de Cachoeiro de Itapemirim (ES), dom Luiz Fernando Lisboa, afirmou que hoje se assiste à campanhas abertas contra a Igreja, à CNBB e ao Papa Francisco. “Até um simples comunicado tem reações esdrúxulas e violentas contra a Igreja, os padres e os bispos. Isso confunde muito as pessoas. Temos que ajudar nosso povo a aprender e refletir”, disse dom Lisboa. O bispo destacou ainda que é necessário também alguma formação e orientação para os bispos quanto a realidade da comunicação atual.

O bispo da diocese de Campos (RJ), dom Roberto Francisco Ferrería Paz, também expressou sua preocupação quanto essa questão da violência e destacou que é importante a formação para os fiéis: “Nossas paróquias têm a Pastoral da Comunicação, que poderia fazer programas contra as fake news. Podemos orientar até as pessoas que vêm à missa, por que o nosso povo é extenso e eles mesmos podem ajudar a multiplicar essa formação”.

O bispo auxiliar da arquidiocese de Belo Horizonte (MG) e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Comunicação da CNBB, dom Joaquim Mol Guimarães, que fez a mediação do tema, concluiu a reflexão propondo ao episcopado aprofundar, posteriormente, todos os temas levantados pelos bispos com o professor Venício, a fim de oferecer-lhes uma reflexão mais completa.

“Precisamos avançar na compreensão da comunicação em todos os momentos, particularmente nesse que estamos. Não podemos permitir moldar nossa mente por meios comunicação que tem por princípio apenas o lucro”, disse dom Joaquim.

Cartilha sobre saúde ambiental foi produzida pela Cáritas a partir de um projeto piloto desenvolvido na comunidade indígena Tarau Paru, em Roraima. Leia a

Cartilha sobre saúde ambiental foi produzida pela Cáritas a partir de um projeto piloto desenvolvido na comunidade indígena Tarau Paru, em Roraima. Leia a matéria publicada no site da CNBB, Conferência Nacional dos Bispos do Brasil:

Reduzir, reutilizar e reciclar os resíduos sólidos norteiam a edição da cartilha de saúde ambiental para povos indígenas “Preservando Nossa Casa”. O manual foi produzido pelo projeto Orinoco: Águas que Atravessam Fronteiras, da rede Cáritas, durante a execução de projeto piloto para gerenciamento de resíduos sólidos na comunidade indígena Tarau Paru, no município de Pacaraima, estado de Roraima e que contou com o apoio financeiro da Agência dos Estados Unidos para Desenvolvimento Internacional – USAID.

Disponibilizada em três idiomas: português, espanhol e Taurepang, a cartilha de saúde ambiental atendeu um pedido da comunidade, que desde 2019 acolhe integrantes do seu povo Taurepang-Pemon, que deixaram o território venezuelano para refúgio no Brasil. Dos 946 residentes na comunidade hoje, 607 são migrantes ou refugiados.

O coordenador nacional de monitoramento do Orinoco e sociólogo Wellthon Leal, explica que a cartilha é um produto ímpar, diante à crise climática e a consequente responsabilidade sobre a conservação ambiental e melhor convivência com o meio ambiente.

“Nós temos certeza absoluta que os povos originários sempre conseguiram ter essa relação de maneira correta. Portanto, esse projeto não tem apenas a intenção de resgatar e melhorar o tratamento dos lixos nas  comunidades, tem também a função de ajudar na solidificação da língua indígena Taurepang”, comentou Leal.

Preservando Nossa Casa tem 27 páginas, todas ilustradas, com textos que fortalecem o pertencimento do território indígena ao seu povo originário e com jogos educativos sobre saúde ambiental. A cartilha foi lançada no último dia 16 de março, data que celebra o Dia Nacional da Conscientização das Mudanças Climáticas, na comunidade Tarau Paru.

“Muito bom o material. Adorei! Vai ajudar muito na orientação na comunidade, principalmente as crianças. Estou muito agradecido pelo trabalho que a Cáritas está fazendo pela minha comunidade”, comentou o líder da comunidade, tuxaua Aldino Alves.

Conforme apontou Wellthon Leal, o próximo passo da Cáritas é disponibilizar mais duas versões do livro nas línguas Macuxi e Wapichana.

“Manter uma língua viva, mesmo com todo processo de colonização, é manter a história e cultura de resistência viva entre os povos originários. Nosso objetivo é contribuir para o fortalecimento dessas comunidades, na sua autonomia e preservação cultural. Queremos que essa cartilha seja um produto que ajuda a preservar a cultura, memória e a natureza de mais comunidades indígenas de Roraima”, concluiu.

Acesse e baixe aqui a publicação: “Preservando Nossa Casa”

Projeto-piloto de resíduos sólidos

O projeto piloto de resíduos sólidos teve início no segundo semestre de 2021, como parte das ações do Orinoco no estado de Roraima. A ação trouxe alternativas ideais do ponto de vista ambiental e sanitário, e também as alternativas possíveis de serem executadas e aceitas pela comunidade que mais recebeu migrantes e refugiados indígenas venezuelanos.

A assessora local de monitoramento do Orinoco, Aline Nogueira, explicou que o projeto piloto se iniciou, primeiramente, com a elaboração de dois diagnósticos técnicos: um para identificar a composição dos resíduos sólidos gerados e a destinação final; e o segundo para especificar as possíveis estratégias de promoção de cuidado em saúde ambiental.

Aline destaca que esses dois diagnósticos subsidiaram a elaboração e execução de todas ações estruturais e estruturantes realizadas.

“Do ponto de vista estrutural, foi proposto o modelo de coleta seletiva com a implantação de Pontos de Entrega Voluntária pela comunidade, a compra e disponibilização de três bicicletas elétricas para garantir a coleta, a construção de um galpão de armazenamento de resíduos recicláveis segregados e a implantação de uma área adequada para disponibilização dos resíduos não recicláveis e não perigosos”, detalhou a assessora.

Enquanto que as ações estruturantes desenvolvidas foram: duas oficinas sobre compostagem e de fabricação de sabão artesanal, reutilizando o óleo de cozinha; mutirão de recolhimento dos resíduos destinados ao local inadequado da comunidade; palestras para promoção de saúde ambiental, e por fim, a elaboração e lançamento da Cartilha Preservando Nossa Casa.

O projeto foi baseado nas diretrizes da Lei Federal nº 12.305, de 02 de agosto de 2010, que regulamenta a Política Nacional de Resíduos Sólidos, e construído de forma coletiva com a comunidade de Tarau Paru, liderada pelo tuxaua Aldino Alves.

Projeto Orinoco

O projeto Orinoco: Águas que Atravessam Fronteiras está presente no Acre, Pará, Piauí, Rondônia e Roraima. É uma ação da rede Cáritas e conta atualmente com o financiamento do Escritório de População, Refugiados e Migração (PRM) do Departamento de Estado dos Estados Unidos da América. Essa ação realizada em Tarau Paru marcou o encerramento da segunda fase do projeto, que contava com o apoio do Escritório de Assistência Humanitária da Agência dos Estados Unidos para Desenvolvimento Internacional – BHA/USAID.

Em três anos de atuação, o projeto já beneficiou mais de 17 mil migrantes em Roraima. No estado, a Cáritas Brasileira construiu instalações WASH, que são espaços de acolhimento e promoção de acesso à água, saneamento e higiene, para atender a população de rua, além de estar presente e promover melhorias em ocupações espontâneas e em território índigena. O projeto também está inserido na promoção de direitos de migrantes e refugiados, oferecendo acesso à informação sobre direitos, entre outras atividades ligadas à integração desse público.

Com informações da Cáritas Brasileira

Foto de capa: Andreia Carolis, a primeira criança indígena Taurepang a receber a cartilha Preservando Nossa Casa. Foto: Emmily Melo/Cáritas Brasileira

O Papa Francisco nos chama a atenção, nesta Segunda-feira de Páscoa, para continuarmos com o Cristo Ressuscitado e nos libertarmos daquilo que nos leva
O Papa Francisco nos chama a atenção, nesta Segunda-feira de Páscoa, para continuarmos com o Cristo Ressuscitado e nos libertarmos daquilo que nos leva de volta ao túmulo. Leia a matéria publicada no site Vatican News.
No Regina Caeli desta “Segunda-Feira na Oitava de Páscoa”, Jesus “nos convida a sair dos túmulos dos nossos medos” e nos recorda que “o Ressuscitado quer nos tirar dos sepulcros das falsidades e das duplicidades”.

O Papa Francisco rezou a oração mariana do Regina Caeli, nesta “Segunda-Feira na Oitava de Páscoa (18/04), feriado no Vaticano e na Itália, conhecida como “Segunda-feira do Anjo”, para lembrar a aparição do anjo às mulheres, anunciando a ressurreição de Jesus.

Segundo Francisco, “os dias da Oitava da Páscoa são como um único dia em que a alegria da Ressurreição é prolongada. Assim, o Evangelho da Liturgia de hoje continua nos falando do Ressuscitado, da sua aparição às mulheres que tinham ido ao túmulo”. “Jesus vai ao encontro delas e as saúda. Depois, diz a elas duas coisas, que serão boas para nós também acolhermos, como um dom da Páscoa”, frisou o Papa.

Sair dos túmulos dos nossos medos

Primeiro, ele as tranquiliza com as seguintes palavras: “Não tenham medo”.

O Senhor sabe que os medos são nossos inimigos diários. Ele também sabe que nossos medos provêm do grande medo, o medo da morte: medo de desaparecer, de perder entes queridos, de estar doente, de não conseguir fazer mais. Mas, na Páscoa, Jesus venceu a morte. Ninguém mais, portanto, pode nos dizer de forma mais convincente: “Não tenha medo”. O Senhor o diz ali mesmo, ao lado do túmulo do qual Ele saiu vitorioso. Ele nos convida assim a sair dos túmulos dos nossos medos. Ouçamos bem: sair dos túmulos de nossos medos, porque nossos medos são como túmulos, eles nos enterram dentro.

Segundo o Papa, Jesus “sabe que o medo está sempre agachado à porta de nossos corações e que precisamos ouvir dizer: não tenha medo: na manhã de Páscoa como na manhã de cada dia”. “Irmão, irmã, que acredita em Cristo, não tenha medo! “Eu, nos diz Jesus, provei a morte por você, tomei seu mal sobre mim”. Agora, eu ressuscitei para lhe dizer: Estou aqui, com você, para sempre. Não tenha medo”, sublinhou o Pontífice.

A alegria da Páscoa não é para ser guardada para si mesmo

“Como podemos concretamente combater o medo? “, perguntou o Papa, respondendo com a segunda coisa que Jesus disse às mulheres: “Vão anunciar aos meus irmãos que se dirijam para a Galileia. Lá eles me verão”.

Vão e anunciem. O medo sempre nos fecha em nós mesmos; Jesus, ao invés, nos faz sair e nos envia aos outros. Aqui está o remédio. Mas eu, podemos dizer, não sou capaz! Aquelas mulheres certamente não eram as mais adequadas ou preparadas para anunciar o Ressuscitado, mas o Senhor não se importa. A Ele importa que se saia e se anuncie. Porque a alegria da Páscoa não é para ser guardada para si mesmo. A alegria de Cristo é fortalecida ao doá-la, se multiplica quando se compartilha. Se nos abrimos e levamos o Evangelho, nosso coração se expande e supera o medo. Este é o segredo: anunciar para vencer o medo.

A falsidade leva de volta ao túmulo

O Papa disse que o Evangelho de hoje “nos diz que o anúncio pode encontrar um obstáculo: a falsidade. Na verdade, o Evangelho narra “um contra-anúncio”, o dos soldados que haviam guardado o sepulcro de Jesus. Eles são pagos com “uma boa soma de dinheiro” e recebem estas instruções: “Digam isto: ‘Seus discípulos vieram de noite e o roubaram enquanto dormíamos'”. “Vocês estavam dormindo? Vocês viram no sono quando eles roubaram o corpo? Há ali uma contradição, mas uma contradição que todos acreditam, porque há dinheiro envolvido. É o poder do dinheiro, aquele outro senhor que Jesus diz para nunca servir. Há dois senhores: Deus e o dinheiro. Nunca servir”, sublinhou Francisco.

Aqui está a falsidade, a lógica da ocultação, que se opõe à proclamação da verdade. É um lembrete para nós também: a falsidade, nas palavras e na vida, polui o anúncio, corrompe por dentro, leva de volta ao túmulo. A falsidade nos leva para trás, nos leva à morte, ao sepulcro. O Ressuscitado, ao invés, quer nos tirar dos sepulcros, das falsidades e das dependências. Diante do Senhor ressuscitado, existe este outro deus: o deus dinheiro, que suja tudo, que arruína tudo, fecha as portas para a salvação. E isso esta para todo lado. Na vida cotidiana, há a tentação de adorar o deus dinheiro.

Segundo Francisco, “nós nos escandalizamos quando, através da informação, descobrimos mentiras e enganos na vida das pessoas e na sociedade”. “Mas, vamos também dar um nome às falsidades que existem dentro de nós! E coloquemos essas nossas opacidades diante da luz de Jesus ressuscitado. Ele quer levar à luz as coisas escondidas, para nos tornar testemunhas transparentes e luminosas da alegria do Evangelho, da verdade que nos liberta”, concluiu o Papa, pedindo “a Maria, Mãe do Ressuscitado, que nos ajude a vencer nossos medos e nos conceda a paixão pela verdade”.

Está confirmada a presença de Fafá de Belém na programação da Festa da Penha 2022. A cantora, nacionalmente conhecida e querida do público, irá

Está confirmada a presença de Fafá de Belém na programação da Festa da Penha 2022. A cantora, nacionalmente conhecida e querida do público, irá se apresentar no domingo, dia 24, às 19h30, logo após a Missa de Encerramento da Romaria das Mulheres, no Parque da Prainha.

“Sempre tive o sonho de cantar nessa celebração e este ano tive a grata surpresa de receber o convite para participar”, conta Fafá de Belém que se apresenta ao lado dos músicos Manoel Cordeiro e Sandro Haick.

“Ela é a dona da gargalhada mais famosa do Brasil, nossa artista que já cantou e encantou um Papa, vai realizar o sonho de cantar na Festa da Penha e nós vamos realizar o sonho de vê-la de pertinho, emocionando todos, com a música todinha dedicada a Nossa Senhora”, disse o prefeito Arnaldinho Borgo.

Para o frei Djalmo Fuck, guardião do Convento da Penha, o grande show marca a retomada da Festa da Penha presencial depois de dois anos sendo realizada exclusivamente online. “É uma forma de celebrarmos em grande estilo o reencontro de fé de nossos irmãos e irmãs, além de firmar o caráter cultural do evento, que tanto prezamos”, diz.
Fafá tem uma forte ligação com Nossa Senhora de Nazaré e com o tradicional Círio de Nazaré, que acontece todos os anos em Belém. Além disso, é a única cantora brasileira escolhida para se apresentar a 3 Papas diferentes (João Paulo II, em 1997, Bento XVI, em 2007 e Papa Francisco, em 2013).

A cantora já vendeu mais de 15 milhões de álbuns, entre Brasil e Portugal, e sempre cantou o que quis e gosta. Suas canções fizeram e fazem parte da vida dos brasileiros, seja em trilha sonora de novelas, seja nas rádios ou por intermédio de seus CDs e DVDs.

O repertório do show é formado por esses principais sucessos da sua carreira, que já completou 47 anos, além de canções em homenagem a Nossa Senhora.

A Festa da Penha acontece entre os próximos dias 17 e 25 e está entre os maiores e mais antigos eventos religiosos do Brasil, de grande relevância na identidade e na cultura do povo capixaba. É uma realização da Mitra Arquidiocesana de Vitória, Convento da Penha e Associação dos Amigos da Festa da Penha, e co-realização da Prefeitura de Vila Velha. Tem patrocínio do Banestes, Cesan, São Camilo, Grand, Dalla e Extrabom. Conta com o apoio da Arcelor Mittal, Vale, TV Gazeta, Prefeitura da Serra, Prefeitura de Vitória e Governo do Estado. O transporte oficial é Squad, do Grupo Águia Branca.

Artista com uma das carreiras mais marcantes na música brasileira, Fafá de Belém, sobe ao palco da Festa de Nossa Senhora da Penha 2022, em Vila Velha, dia 24 de abril. O show é aberto ao público.

Terminou ontem, 12 de abril de 2022 , a peregrinação inter-religiosa em solidariedade com o povo da Ucrânia. O Papa Francisco enviou uma mensagem.
Terminou ontem, 12 de abril de 2022 , a peregrinação inter-religiosa em solidariedade com o povo da Ucrânia. O Papa Francisco enviou uma mensagem. Leia abaixo a matéria publicada no site Vatican News:

“O sofrimento causado a tantas pessoas frágeis e indefesas; os numerosos civis massacrados e jovens vítimas inocentes; a fuga desesperada de mulheres e crianças. Tudo isso abala as nossas consciências e nos obriga a não ficar calados, a não ficar indiferentes diante da violência de Caim e ao grito de Abel, mas a levantar a nossa voz com força para pedir, em nome de Deus, o fim de tais ações abomináveis.” O Papa Francisco volta a implorar a paz numa mensagem enviada aos organizadores e participantes da peregrinação inter-religiosa de solidariedade ao povo ucraniano, que começou na Romênia, em 10 de abril, e se concluiu esta tarde com um evento público na cidade de Chernivtsi, no sudoeste da Ucrânia.

A hora do mal

Em sua mensagem, o Santo Padre reitera que “a hora que estamos vivendo nos deixa chocados porque é atravessada pelas forças do mal”. Citando a Encíclica Fratelli tutti, explica que “os acontecimentos atrozes e dolorosos que estamos vendo por agora, por muitos dias, nos confirmaram que a guerra é um fracasso da política e da humanidade, uma rendição vergonhosa, uma derrota diante das forças do mal”. Em seguida, lança um novo apelo: “Que os governantes, especialmente aqueles que apelam para os princípios sagrados da religião, ouçam a Palavra de Deus que diz: Tenho projetos de paz e não de desventura”.

Religiões comprometidas com a paz

Vários líderes religiosos compõem a delegação da peregrinação pela paz: representantes cristãos, judeus, anglicanos, hinduístas, budistas, ortodoxos e muçulmanos. Todos juntos hoje, às 17h, horário ucraniano (16h na Itália), participaram de um evento, o primeiro permitido após a eclosão da guerra, realizado no teatro principal da cidade ucraniana de Chernivtsi. “O objetivo”, escreveram os organizadores, “é trazer a paz e tentar curar as feridas”.

Um evento de amizade e solidariedade

Organizado pelo Departamento de Paz e pelo Instituto Inter-religioso Elias, o encontro também contou com a escuta de testemunhos diretos de quem vive, na própria pele, o horror da guerra. “Todo líder religioso”, explicou Frei Massimo Fusarelli, ministro geral da Ordem dos Frades Menores, “intervém nos temas da paz, da amizade e da consolação. Em seguida, foram mostrados alguns vídeos acompanhados de boa música: tudo foi transmitido nas televisões ucranianas”. O objetivo foi também demonstrar que as religiões podem ser um instrumento de pacificação: “Isso acontece quando a religião se inspira realmente na busca de Deus. O contrário não pertence ao verdadeiro espírito religioso”, acrescentou.

Em apoio aos irmãos

A partir de amanhã, o ministro geral da Ordem dos Frades Menores continuará sua viagem na Ucrânia para visitar três casas religiosas franciscanas, nas quais também encontrará os refugiados necessitados de cuidados e apoio. “Desde que a guerra começou, senti a necessidade de ir para à Ucrânia. Foi um chamado interior. Parti quando se abriu uma possibilidade e agora estou aqui para estar perto de meus irmãos e levar a eles a ajuda material que estamos recolhendo em todo o mundo”, disse o irmão Massimo Fusarelli. A sua viagem se concluirá no dia 16 de abril em Kalwaria, na Polônia, onde os frades franciscanos estão presentes com centros de acolhimento para centenas de refugiados ucranianos.

Estão abertas as inscrições para a 7ª edição do Encontro Nacional da Pascom. Realizado a cada dois anos, desde 2008, o evento foi adiado em

Estão abertas as inscrições para a 7ª edição do Encontro Nacional da Pascom. Realizado a cada dois anos, desde 2008, o evento foi adiado em 2020, devido às restrições da pandemia.

Em 2022, o encontro acontece de 22 a 24 de julho, no mosteiro de Itaici, em São Paulo, com o tema “Comunicação e Sinodalidade: comunhão, participação e missão”.

São convidados para este encontro, principalmente, os agentes da Pastoral da Comunicação e todos os que estão envolvidos em atividades da comunicação (assessores de comunicação, profissionais de veículos de inspiração católica, entre outros) e na ação evangelizadora. Uma das novidades do 7º Encontro Nacional da Pascom é a modalidade de participação presencial (300 vagas) e participação remota.

Programação 

O tema central do 7º Encontro Nacional da Pascom faz ecoar o grande momento vivido pela Igreja com a experiência do Sínodo dos Bispos sobre sinodalidade. É o momento oportuno para os agentes da Pascom pensarem sua missão à luz da convocação feita pelo Papa Francisco. Para isso, foram planejadas exposições, roda de conversa, painéis, partilhas de boas práticas para todos os participantes, tanto em modo presencial, quanto na modalidade remota. Na tarde de sábado, os participantes poderão participar de trilhas de conhecimento a partir dos três pilares do Sínodo (comunhão, participação e missão). Serão ofertadas duas trilhas em cada pilar e os participantes poderão escolher uma atividade em cada turno. Não é permitida a participação na mesma trilha nos dois horários.

Confira abaixo a programação detalhada.

22/07 (sexta-feira)

16h – Credenciamento
17h – Solenidade de abertura

  • Oração
  • Composição da mesa
  • Exposição – Diálogos | Comunicação e sinodalidade: comunhão, participação e missão

19h – Jantar
20h – Roda de conversa – Diálogos | Igreja Sinodal: perspectivas e desafios
21h – Boas práticas | Partilhas de experiência de Articulação na Pascom
21h15 – Bênção da noite
21h30 – Chá da noite

23/07 (sábado)

07h30 – Café da manhã
8h30 – Oração da manhã
9h20 – Animação
9h30 – Exposição – Diálogos | Ser Igreja: transversalidade a serviço da comunhão
10h30 – Cafezinho
11h – Boas práticas | Partilhas de experiência de Formação na Pascom
11h15 – Exposição – Diálogos | Espiritualidade na comunicação: a oração como fonte de vivência da  fé
12h15 – Boas práticas | Partilhas de experiência de Espiritualidade na Pascom
12h30 – Almoço
14h – Atividades formativas por escolha.

Trilha Comunhão

  1. Concílio Vaticano II: 60 anos depois, qual o caminho?
  2. Ministerialidade na Igreja sinodal: leigos e leigas como sujeitos eclesiais.

Trilhas Participação

  1. Pascom e Pastorais Sociais
  2. Interatividade e proximidade no ambiente digital

Trilhas Missão

  1. Igreja Missionária e solidária: comunidades em estado permanente de missão
  2. Juventudes na Igreja Sinodal

16h00 – Cafezinho
16h30 – Continuação das trilhas
18h30 – Tempo livre
19h30 – Jantar
20h30 – Momento cultural
21h30 – Chá da noite

24/07 (domingo)

07h30 – Café da manhã
8h – Oração da manhã
8h30 – Painel – Diálogos | Eleições 2022: postura, gerenciamento de crises, produção de conteúdos
9h15 – Papo aberto | Momento de escuta e dúvidas com a Coordenação Nacional | Marcus Tullius e Patrícia Luz
10h – Boas práticas | Partilhas de experiência de Produção na Pascom
10h15 – Encaminhamentos finais
10h30 – Cafezinho
11h – Missa de encerramento | Envio missionário e Ação de Graças pela 1ª Turma da Escola Nacional de Comunicação
12h – Almoço

 Valor da inscrição

Para participação no 7º Encontro Nacional, serão ofertados três lotes de inscrições. Os preços são os mesmos para as modalidades presencial e on-line.

  • 1º lote (06 a 24 de abril) – R$ 80,00
  • 2º lote (25 de abril a 30 de maio) – R$ 90,00
  • 3º lote (01 a 30 de junho) – R$ 100,00

O pagamento pode ser feito por boleto, cartão de crédito (parcelamento em até 3 vezes, de acordo com o lote) e pix.

Hospedagem

A hospedagem e a alimentação dos participantes serão no próprio Mosteiro de Itaici. O valor completo da hospedagem (pernoite e alimentação) para os dois dias é o seguinte:

  • Quarto single (hospedagem individual) – R$ 512,00 (valor por pessoa)
  • Quarto duplo (duas pessoas por quarto) – R$ 472,00 (valor por pessoa)
  • Quatro triplo (três pessoas por quarto) – R$ 442,00 (valor por pessoa)

O pagamento pode ser feito por boleto, cartão de crédito (parcelamento em até 3 vezes, de acordo com o lote) e pix.

No formulário de inscrição, também está disponível a opção de hospedagem para membros da Coordenação Nacional (bispos referenciais, assessores eclesiásticos, coordenadoras e coordenadores) que chegarão antecipadamente para a Reunião Anual. Fique atento para marcar a opção correta.

Mosteiro de Itaici

O 7º Encontro Nacional acontecerá no Mosteiro de Itaici, localizado num bairro do município de Indaiatuba entre as cidades de Campinas e São Paulo. O local foi palco de momentos históricos para a caminhada pastoral da Igreja no Brasil acolhendo durante anos a Assembleia Geral da CNBB. Ali também é um centro de espiritualidade sob a condução dos jesuítas, funcionando regularmente cursos, encontros e retiros. O mosteiro possui estrutura para dormitório, refeitório, bem com ambientes para realização das conferências e demais atividades. Conheça um pouco da estrutura do local que receberá o 7º Encontro Nacional da Pascom.

Como chegar em Itaici?

Para chegar até o Mosteiro de Itaici, por via aérea, o aeroporto mais próximo é de Viracopos (VCP), em Campinas. Para chegar por via terrestre, a rodoviária mais próxima é a do município de Indaiatuba. Haverá translado dos dois lugares até o local do encontro, em horários pré-determinados e coletados previamente pela equipe de acolhida.

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A Via-Sacra com o Papa na Sexta-Feira Santa pode ser acompanhada pelo canal do you tube https://www.youtube.com/c/VaticanNewsPT ou pelos canais católicos de TV. Leia
A Via-Sacra com o Papa na Sexta-Feira Santa pode ser acompanhada pelo canal do you tube https://www.youtube.com/c/VaticanNewsPT ou pelos canais católicos de TV. Leia a matéria publicada no site Vatican News e saiba como será o roteiro das 14 estações:
As histórias, alegrias e dificuldades de muitas famílias nas 14 estações do rito da Sexta-feira Santa com o Papa Francisco. No Ano da Família “Amoris Laetitia”, as meditações contam partes de vida cotidiana, mas também a guerra no Leste Europeu e a dureza da vida dos migrantes nos países de acolhimento.

Há famílias em sua vida cotidiana, as alegrias do amor compartilhado, os problemas do casal, as preocupações com os filhos, o sofrimento das doenças, a dor pela perda do cônjuge nas meditações da Via-Sacra. Há quem vive a guerra, como o povo ucraniano e russo há mais de um mês, que são protagonistas de um conflito que continua causando mortes atrozes, ou quem teve que enfrentar o distanciamento de seu país para buscar um futuro em outro lugar e sofre por ser chamado apenas de migrante. Histórias reais e concretas. A Paixão que será contada no Coliseu, na Sexta-feira Santa, é a de Cristo, mas encarnada na vida quotidiana de muitos lares. Vibram de vida os textos escritos por um casal de jovens esposos (I estação), por uma família em missão (II), por esposos idosos sem filhos (III), por uma família numerosa (IV), por uma família com um filho com deficiência (V), por uma família que administra uma casa de família (VI), por uma família com pai doente (VII), por um casal de avós (VIII), por uma família adotiva (IX), por uma viúva com filhos (X), por uma família com um filho consagrado (XI), por uma família que perdeu uma filha (XII), por uma família ucraniana e uma família russa (XIII) e por uma família migrante (XIV).

As famílias protagonistas no Ano da Família ‘Amoris Laetitia’

O Papa Francisco quis que as famílias fossem protagonistas das 14 estações no ano dedicado à família, com o qual a Igreja celebra os cinco anos da exortação apostólica Amoris Laetitia; um ano que terminará com o décimo Encontro Mundial das Famílias, que se realizará em Roma, de 22 a 26 de junho. Os testemunhos, colocados ao lado do percurso de Jesus rumo ao Calvário, que descrevem momentos de vida em que se encontram muitas famílias, foram recolhidos por Gigi De Palo, presidente nacional do Fórum das Associações Familiares e da Fundação para a Natalidade, e por sua esposa Anna Chiara Gambini, autores de uma meditação. Serão as mesmas famílias que contaram suas histórias nas meditações que também carregarão a Cruz no Anfiteatro Flávio, onde, em todo o mundo, a cristandade se reunirá na noite do silêncio, em memória da crucificação e morte de Jesus que pareceu extinguir nos discípulos a esperança acendida pela Boa Nova.

Um matrimônio no início e um casal em missão

Com Jesus, o percurso das famílias é um verdadeiro percurso nas estações da vida, ainda que as 14 estações não reflitam plenamente o elenco usado pela Tradição. Mas sabe-se que, na história da devoção, os nomes, e às vezes o número, das estações tiveram esquemas diferentes. A Via Dolorosa será aberta por um casal com apenas dois anos de matrimônio. Em suas reflexões há felicidade pelo caminho percorrido, mas também há medos e incertezas em relação ao futuro: o medo de uma separação, porque aconteceu com muitos esposos, as incompreensões no diálogo, a dificuldade de chegar ao fim mês. Nas meditações há também os dias de uma família em missão que queria levar o amor de Cristo a lugares onde ainda não é conhecido, mas que vive com a angústia de viver uma vida precária, longe de suas origens. “Não é fácil viver apenas da fé e da caridade, porque muitas vezes não conseguimos nos entregar totalmente à Providência. E às vezes, diante da dor e do sofrimento de uma mãe que morre no parto e ainda mais sob as bombas, ou de uma família destruída pela guerra ou pela fome e pelo abuso, vem a tentação de responder com a espada, fugir… Mas seria trair os nossos irmãos mais pobres, que são a vossa carne no mundo e que nos lembram que Tu és o Vivente”, lê-se segunda estação.

Filhos

E há casais que não conseguem ter filhos, que continuam andando todos os dias de mãos dadas, cuidando dos outros, que com o tempo se tornaram casa e família. Assim como aqueles cônjuges que mudaram seus sonhos profissionais por causa dos filhos, com medo de negar tudo, como Pietro; com “a angústia e a tentação do arrependimento diante de mais uma despesa inesperada”. Mas se não foi fácil sacrificar os velhos desejos para a família, “é infinitamente mais bonito assim”. Para quem tem um filho deficiente, no entanto, a cruz é o julgamento das pessoas que definem essa prole diferente como um peso. Mas o que se aprende é que “a deficiência não é uma ostentação nem um rótulo, mas a veste de uma alma que muitas vezes prefere ficar calada diante de julgamentos injustos, não por vergonha, mas por misericórdia para com quem julga”. “Jesus é flagelado e coroado de espinhos”, lembra a VI estação meditada por dois cônjuges com 42 anos de matrimônio, 3 filhos naturais, 9 netos e 5 filhos adotivos não autossuficientes com problemas psíquicos. “Não merecemos tal bênção da vida”, escrevem. “Para quem crê que não é humano deixar quem sofre sozinho, o Espírito Santo se move no íntimo da vontade de agir e não ficar indiferente, estranhos”, explicam, acrescentando que “a dor traz de volta ao essencial, ordena as prioridades da vida e restaura a simplicidade da dignidade humana”. E quem é o protagonista de uma adoção revela, ao contrário, que o assumir, “pais e filhos”, daquela cruz que é a história de uma vida marcada pelo abandono, curada pelo acolhimento, esconde um segredo de felicidade. Na décima primeira estação, “Jesus promete o Reino ao bom ladrão”. Definem-se malfeitores, dois pais que inicialmente não aceitaram a escolha do sacerdócio de seu filho. Depois, a consciência de ter cometido um erro, combatendo essa vocação de várias maneiras, e a confissão a Deus: “Nós somos um barco e Tu és o mar. Nós somos uma faísca e Tu és o fogo. E depois, como o bom ladrão, também nós te pedimos que te lembres de nós quando entrares no teu Reino”.

O Papa Francisco confiou os textos para meditar a Via Sacra na Sexta-Feira Santa a algumas famílias. O motivo é estarmos celebrando 5 anos
O Papa Francisco confiou os textos para meditar a Via Sacra na Sexta-Feira Santa a algumas famílias. O motivo é estarmos celebrando 5 anos da Exortação Apostólica Amoris Laetitia e no ano dedicado à família. Leia abaixo a matéria publicada no site Vatican News:
Trata-se de famílias ligadas a comunidades e associações católicas de voluntariado e assistência. A informação é do diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, Matteo Bruni, explicando que com base nos temas escolhidos, serão sempre famílias a carregar a cruz entre as estações.

Por ocasião do ano dedicado à família com o qual a Igreja celebra os cinco anos desde a Exortação Apostólica Amoris Laetitia, o Papa Francisco decidiu confiar a algumas famílias a preparação dos textos das meditações e orações da Via Sacra da Sexta-feira Santa deste ano.

A informação é do diretor da Sala de Imprensa do Vaticano, Matteo Bruni, que explicou tratar-se de famílias ligadas a comunidades e associações católicas de voluntariado e assistência. A partir dos temas escolhidos, as famílias se alternarão para levar a cruz entre as estações da Via Sacra.

Conforme anunciado em março, a Via Sacra voltará neste ano a ser realizada no Coliseu, depois de o rito ter sido realizado na Praça de São Pedro nos últimos dois anos, devido à emergência do coronavírus.

Em 2021, as meditações dos escoteiros

Em 2021, as meditações estiveram a cargo dos membros do Grupo Escoteiro Agesci “Foligno I” (Úmbria) e da Paróquia romana de Santos Mártires de Uganda. As crianças refletiram sobre os “pequenos grandes sofrimentos” que acompanham seu cotidiano: do medo do escuro ao do abandono, da vivência de seus limites, das provocações na escola, das brigas com os pais, até o medo infundido pela pandemia de Covid.

Em 2020, as reflexões dos presos

E precisamente no ano de propagação da emergência sanitária, 2020, foram os reclusos da prisão “Due Palazzi” em Pádua que redigiram as meditações da Via Sacra 2020. Em suas reflexões, a dor de uma família que havia perdido um ente querido por homicídio ou da filha de um homem condenado à prisão perpétua; o sofrimento da mãe de um detento e a esperança de um sacerdote acusado e depois absolvido definitivamente pela justiça, após oito anos de processo ordinário; a responsabilidade de uma educadora prisional e de um magistrado de vigilância; o trabalho de uma catequista, um frade voluntário, um policial penitenciário. Diversas situações da vida para compor uma Via Crucis que se tornou Via Lucis.