Notícias da Igreja

A Diocese de Roma acolhendo o apelo do Papa Francisco e realiza amanhã, 15 de setembro de 2021, um dia de oração e jejum
A Diocese de Roma acolhendo o apelo do Papa Francisco e realiza amanhã, 15 de setembro de 2021, um dia de oração e jejum pelo Afeganistão. Além da oração dom Gianpiero Palmieri, vice-gerente da diocese de Roma pediu acolhida para as famílias afegãs. Leia a matéria publicada no site Vatican News.
O Vicariato de Roma convida todas as comunidades a viverem nesta quarta-feira, um dia diocesano de jejum, oração e solidariedade pelo povo afegão. No dia da comemoração litúrgica de Nossa Senhora das Dores, a diocese propõe às 21h, na comunidade paroquial dos Santos Fabiano e Venanzio, um momento de oração que será presidido por dom Gianpiero Palmieri, vice-gerente da diocese de Roma. Padre Giovanni Scalese, um barnabita, superior da Missio sui iuris no Afeganistão, que foi missionário no país por muito tempo e retornou à Itália depois que os talibãs tomaram o poder, dará seu testemunho.

A diocese, destaca um comunicado, dessa maneira acolhe o apelo em prol do Afeganistão lançado pelo Papa Francisco em 29 de agosto no Angelus com um convite para intensificar a oração e o jejum, pedindo ao Senhor misericórdia e perdão. “A tragédia do povo afegão está diante dos olhos de todos nós”, escreve dom Palmieri em uma carta enviada à comunidade diocesana nos últimos dias. “Sua história conturbada, seu abandono a si mesmos e a falta de perspectivas futuras nos fazem temer por esses irmãos e irmãs”. O prelado pede em particular orações pelas mulheres e a transformação do jejum em uma contribuição de caridade para o acolhimento das famílias refugiadas, a ser doada à Cáritas diocesana.

“Seria um bonito sinal evangélico”, conclui dom Palmerio, “se houvesse também vontade de acolher uma pessoa ou uma família na paróquia, no instituto religioso ou diretamente na família”. A esperança deles será mantida se experimentarem a nossa solidariedade”. A celebração na paróquia dos Santos Fabiano e Venanzio será transmitida na página do Facebook da diocese de Roma e transmitida ao vivo pela tv italiana Telepace.

O Papa Francisco que está em visita à Eslováquia e ontem registrou no Livro de Honra uma mensagem: “Peregrino em Bratislava, abraço com afeto
O Papa Francisco que está em visita à Eslováquia e ontem registrou no Livro de Honra uma mensagem: “Peregrino em Bratislava, abraço com afeto o povo eslovaco e rezo por este país de raízes antigas e com rosto jovem, para que seja uma mensagem de fraternidade e de paz no coração da Europa”, hoje irá ao Centro Belém para encontrar as irmãs da Congregação de Madre Teresa de Calcutá. Leia a matéria publicada no site Vatican News.
Os mais pobres dos pobres, que as freiras de Madre Teresa acolhem no coração da Eslováquia, estarão ao redor do Papa hoje, em sua visita ao Centro de Belém, na tarde deste segundo dia na Eslováquia. Padre Juraj Vittek nos fala sobre a caridade concreta que tenta curar a solidão de todos.
Uma visita privada entre por entre quartos e o pátio. Assim, na tarde desta segunda-feira, 13, por volta das 16h (horário local), o Papa Francisco visitará o Centro Belém em um dos maiores bairros da Eslováquia e da Europa Central.

E é justamente ali que as Irmãs da Congregação de Madre Teresa acolhem e ajudam os sem-teto e as pessoas com maiores dificuldades da cidade e de suas periferias. Assim, o rosto da caridade concreta dos eslovacos é mostrado ao Pontífice que, para a ocasião, poderá saudar também um grupo de pessoas da Paróquia da Sagrada Família Oratório São Filipe Neri, à qual o Centro está ligado. A guiá-lo, o padre Juraj Vittek, o pároco que falou ao Vatican News sobre a realidade social, o trabalho das irmãs e o espírito com que, como sacerdote, está vivendo esta visita de Francisco. De fato, pela manhã, o sacerdote também participa do encontro do Papa na Catedral com religiosos e bispos:

Padre Vittek, qual é a realidade do Centro Belém e o que o Papa encontrará?

O Centro acolhe os mais pobres dos pobres, como disse Madre Teresa. As freiras costumam sair de casa e vão procurá-los no bosque, na rua, embaixo das pontes e trazê-los para cá. No entanto, seu apostolado diz respeito também a todos os pobres, que estão espalhados por toda parte. Nas tardes de domingo são cerca de 170 pessoas que povoam o Centro para comer uma refeição que as irmãs preparam e todos são convidados a participar da Missa da tarde, na capela que é o lugar sagrado e festivo da casa. O Papa, que quis visitar a casa, encontrar os pobres e aprender sobre o apostolado das irmãs, verá também outras pessoas aqui reunidas: colaboradores leigos que ajudam as irmãs, sacerdotes que vêm regularmente e outras famílias pobres de fora. Eles estarão no jardim comigo. Uma vez que esta realidade faz parte da minha paróquia – aquela que João Paulo II visitou em 2003, a Paróquia da Sagrada Família – fomos convidados, e com as crianças e as famílias preparamos um acolhimento festivo, um acolhimento alegre com as nossas canções.

Podemos considerar este Centro um espelho da realidade social da cidade e do país?

O bairro onde está localizado o Centro é o maior da Europa Central, com seus 120.000 habitantes. Construído pelos comunistas nos anos 70-80, nos 90 era chamado de Bronx Eslovaco, porque havia drogas e violência. Mas hoje a situação mudou muito, é um bom lugar para morar, fica perto do centro, mas como tantos conglomerados urbanos muito grandes vê as dificuldades de tantas pessoas. Mas eu não diria que é um bairro pobre. São as periferias aquelas que têm os mais marginalizados: alcoólatras, toxicodependentes e muitos que vivem na rua. Existem várias causas para essa dificuldade. Por exemplo, acompanho uma pessoa que mora na rua porque ainda não conseguiu superar o assassinato de sua família pela máfia e por 20 anos ainda não conseguiu superar sua solidão. Assim, aqui as histórias são muito diferentes, também há muitos que estão bem integrados e ajudam. Mas o maior problema continua sendo a perda do sentido da vida. Infelizmente não podemos ajudar a todos como gostaríamos e muitos acabam nas ruas novamente.

O senhor também participa do encontro com o Papa na Catedral na manhã de hoje, com bispos e religiosos. O que esperas desta ocasião e como o senhor se preparou?

Eu leio a visita do Papa por meio das muitas congruências entre a nossa Igreja e a latino-americana. Conheci muitos sacerdotes latino-americanos e vi que existem muitas semelhanças com a nossa Igreja, porque existe muita espiritualidade, existe uma devoção popular que é uma força natural, segundo o Papa, da nova evangelização. O povo simples é o portador do Espírito Santo que renova a Igreja. Como diz o Papa: “O povo se evangeliza por si mesmo”. Acho que o Papa percebe isso na Igreja eslovaca. Certamente também aqui não faltam perigos, individualismo e crescimento de populismos como no resto da Europa, aspectos que o Papa não considera bons, na minha opinião. E por isso acredito e espero que o Papa encoraje as boas forças da Igreja eslovaca para que possamos retomar o nosso caminho marcado por uma certa confusão que antes não existia. Os nossos fiéis estão sujeitos a contradições e acredito que ele queira encorajar a devoção popular saudável.

A Economia proposta pelo Papa Francisco é o tema do XIII Encontro de Diálogos Bispos e Empresários. O Encontro acontece no sábado, 11 de

A Economia proposta pelo Papa Francisco é o tema do XIII Encontro de Diálogos Bispos e Empresários. O Encontro acontece no sábado, 11 de setembro de 2021, em formato virtual. Para participar basta fazer a inscrição no link clicando aqui. Leia mais sobre o Encontro na matéria publicada no site da CNBB, Conferência Nacional dos Bispos do Brasil.

Com tema: “Por que precisamos da Economia de Francisco?”, acontece neste sábado, 11 de setembro, o XIII Encontro de Diálogos Bispos e Empresários. O evento, que será pela primeira vez virtual, é promovido pela Associação dos Dirigentes Cristãos de Empresas (ADCE UNIAPAC Brasil) – organismo vinculado à Comissão Episcopal Pastoral para Cultura e Educação da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil.

“Queremos difundir os conceitos apresentados pelo Papa Francisco em 2019 quando lançou a proposta de uma nova economia. Acreditamos que as provocações do Papa são relevantes, devem ser convertidas em ações pelos empreendedores católicos, pois podem trazer enormes benefícios para a sociedade, para o meio ambiente, para a própria empresa e para todos os que estão vinculados a ela. Para que isto seja possível, é preciso que no país reine um ambiente de paz, harmonia, que favoreça os investimentos, o crescimento econômico e social”, ressalta o engenheiro civil especialista em finanças e presidente da ADCE UNIAPAC Brasil, Sérgio Cavalieri.

Este ano, o encontro celebrará os 60 anos da ADCE UNIAPAC Brasil e 90 da fundação da UNIAPAC Internacional. Para Sérgio Cavalieri, esse evento, bienal, resultado da parceria entre a ADCE e CNBB, se tornou histórico pelas resoluções, entendimentos e projetos gerados, sempre a partir dos debates em torno da construção de propósitos em comum.

O presidente da ADCE UNIAPAC Brasil acentua que a ADCE e Uniapac são entidades pioneiras no Brasil e no mundo a trabalhar com o tema da responsabilidade social das empresas, promovendo a abordagem conceitual e prática do ensinamento social cristão.

“Esse trabalho é feito através da formação dos líderes empresariais nos princípios e valores do Evangelho e o estímulo para que tomem suas decisões e ações empresariais sempre pautados nestes valores. Isto faz com que as empresas sejam mais humanas, admiradas, competitivas, ambientalmente corretas, lucrativas e perenes”, disse Sérgio Cavalieri.

A abertura do XIII Encontro de Diálogos Bispos e Empresários será feita pelo arcebispo Belo Horizonte e presidente da CNBB, dom Walmor Oliveira de Azevedo; o arcebispo de Montes Claros (MG) e presidente da Comissão para Cultura e Educação da CNBB, dom João Justino de Medeiros e o engenheiro civil especialista em finanças e presidente da ADCE UNIAPAC Brasil, Sérgio Cavalieri.

Na programação ainda terão outros três painéis. Além da oportunidade de se enriquecer com as apresentações dos palestrantes, os participantes terão ainda momento de se manifestar e interagir em grupos de reflexão e vivência, o que representará uma experiência e dinâmica diferenciada. O presidente da ADCE UNIAPAC Brasil, ressalta que este encontro vai dar continuidade ao processo de diálogo, entendimento e aproximação entre duas instâncias importantes da sociedade, iniciado há mais de 30 anos atrás.

“Os sacerdotes, que dão orientação espiritual e cuidam da saúde da alma das pessoas, e os empresários que geram trabalho, produzem riqueza e bem estar material com suas atividades profissionais. É preciso que os empresários tenham a consciência da sua nobre vocação de servir e com sua atividade promover melhor qualidade de vida e a felicidade das pessoas. Os Bispos têm um papel relevante no acolhimento e na orientação dos empreendedores para que sejam fortalecidos na fé e consigam persistir neste caminho e neste propósito”, disse.

Programação:

1º painel: ‘Diálogos Bispos e Empresários: Pacto de Paz e Solidariedade pelo Brasil’, com o arcebispo de Campo Grande (MS) e presidente do Regional Oeste 1 da CNBB, dom Dimas Lara Barbosa e a executiva e escritora, Grácia Fragalá. A mediação será da historiadora, professora da Fundação Getúlio Vargas e doutora em Sociologia das Organizações pela Universidade de Sophia, em Tóquio, Carmen Migueles.

2º painel: ‘Economia de Francisco na prática’, com o bispo de Tocantinópolis (TO) e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para o Laicato da CNBB e membro do Conselho Econômico da Conferência, dom Giovane Melo e o economista e presidente da ADCE Brasília, João Carlos de Almeida. A mediação é do executivo da área de gestão da sustentabilidade e presidente da ADCE Espírito Santo, Paulo Cezar Silva.

Painel Jovens Empresários: ‘Economia de Francisco: Educar novas gerações com sonhos’, com o assessor do Setor Universidades da Comissão Episcopal Pastoral para Cultura e Educação da CNBB, mestre em História Cultural, Padre Danilo Pinto dos Santos e o advogado especialista em gestão de projetos e finanças, presidente da ADCE Jovem Brasil, Matheus Parreira Machado.

O XII Encontro de Diálogo Bispos e Empresários ocorreu em Guarulhos (SP), nos dias 24 e 25 de agosto de 2018 e teve como tema: “Igreja em saída – a vocação e o papel do líder empresarial:  Perspectivas à Luz do Ano Nacional do Laicato”. O encontro é uma parceria entre o Setor Cultura da CNBB e a ADCE Uniapac Brasil, conforme estabelecido no 22º Plano Pastoral do Secretariado Geral 2016 – 2019.

Para participar clique aqui no link de inscrição

O Papa Francisco retomou as audiências da quarta-feira com participação dos fiéis cumprindo os protocolos sanitários recomendados. Na audiência de ontem o Papa seguindo
O Papa Francisco retomou as audiências da quarta-feira com participação dos fiéis cumprindo os protocolos sanitários recomendados. Na audiência de ontem o Papa seguindo a Carta aos Gálatas disse: “As diferenças e os contrastes que criam separação não deveriam existir entre os fiéis em Cristo. Pelo contrário, a nossa vocação é tornar concreta e evidente a chamada à unidade de toda a raça humana”.  Leia abaixo a matéria publicada no site Vatican News.
“As diferenças e os contrastes que criam separação não deveriam existir entre os fiéis em Cristo. Pelo contrário, a nossa vocação é tornar concreta e evidente a chamada à unidade de toda a raça humana”, disse o Papa Francisco na Audiência Geral, comentando mais um trecho da Carta aos Gálatas.

“Somos filhos de Deus”: este foi o tema da catequese do Papa Francisco esta quarta-feira (08/09), na Sala Paulo VI, dando continuidade ao ciclo sobre a Carta de São Paulo aos Gálatas. O Apóstolo insiste com aqueles cristãos para que não se esqueçam da novidade radical que supõe o batismo na vida dos fiéis.

“Nós, cristãos – comentou o Papa -, damos frequentemente por certa esta realidade de ser filhos de Deus. Ao contrário, é bom recordar sempre com gratidão o momento em que nos tornamos tais, o do nosso batismo, para viver com maior consciência o grande dom recebido.”

Como já fez em inúmeras ocasiões, o Pontífice reforçou a importância de saber a data em fomos batizados e recordá-la todos os anos. “Se hoje eu perguntasse quem de vocês sabe a data do batismo, creio que poucos levantariam a mão”, brincou Francisco, recomendando que os fiéis celebrem esta memória.

Cristo faz toda a diferença

A filiação de que fala Paulo contém uma particularidade, ele afirma que a fé permite ser filhos de Deus «em Cristo» (3, 26). É este “em Cristo” que faz a diferença, explicou Francisco. Pela sua encarnação, Ele tornou-se nosso irmão, e pela sua morte e ressurreição reconciliou-nos com o Pai.

Nas suas Cartas, São Paulo refere-se várias vezes ao batismo. Para ele, ser batizado equivale a participar de modo efetivo e real no mistério de Jesus. Portanto, não é apenas um rito externo. Aqueles que o recebem são transformados nas profundezas do seu ser, no seu íntimo, e possuem uma nova existência, precisamente a vida que lhes permite dirigir-se a Deus e invocá-lo com o nome de “Aba, pai”.

Superação das diferenças

Francisco define como audaciosas, chocantes e revolucionárias as afirmações do Apóstolo na época, pois, através do batismo, a filiação divina prevalece sobre as diferenças culturais, sociais e religiosas: “Não há judeu nem grego; não há escravo nem livre; não há homem nem mulher”.

Sobre estes conceitos, o Papa afirmou com pesar que, no caso da escravidão, esta existe ainda hoje: “Milhões de pessoas sem direito a comer, à educação, ao trabalho. São os novos escravos, que estão na periferia, explorados por todos. Ainda hoje existe a escravidão, pensemos nisto”.

Quanto à diferença entre homens e mulheres, o Pontífice condenou expressões de desprezo ao gênero feminino. “Homem e mulher têm a mesma dignidade. E tem na história hoje uma escravidão das mulheres, as mulheres não tem as mesmas oportunidades que os homens.”

Unidade da raça humana

Paulo afirma a profunda unidade que existe entre todos os batizados, qualquer que seja a sua condição, pois cada um deles, em Cristo, é uma criatura nova. Toda distinção torna-se secundária no que diz respeito à dignidade de ser filho de Deus. O Papa então concluiu:

“As diferenças e os contrastes que criam separação não deveriam existir entre os fiéis em Cristo”, acrescentou o Papa, citando situações “inconscientes” que fazemos inclusive dentro da Igreja, dando prioridade a pessoas bem vestidas e ignorando quem se apresenta maltrapilho.

“A nossa vocação é tornar concreta e evidente a chamada à unidade de toda a raça humana. Tudo o que exacerba as diferenças entre as pessoas, muitas vezes causando discriminação, tudo isto, perante Deus, já não tem qualquer substância, graças à salvação realizada em Cristo. O que conta é a fé que age seguindo o caminho da unidade, indicado pelo Espírito Santo. A nossa responsabilidade consiste em percorrer decisivamente este caminho da igualdade. Mas a igualdade que é sustentada pela redenção de Jesus.”

O arcebispo de Belo Horizonte (MG) e presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Walmor Oliveira de Azevedo divulgou nesta sexta-feira,

O arcebispo de Belo Horizonte (MG) e presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Walmor Oliveira de Azevedo divulgou nesta sexta-feira, 3 de setembro, um vídeo por ocasião do próximo Dia da Pátria, 7 de setembro. De acordo com o presidente da CNBB, a data deve inspirar em cada brasileiro o reconhecimento de que todos são irmãos, inclusive daqueles com quem não se concorda.

Essa verdade, segundo do Walmor, precisa ser contemplada e ajudar no reconfiguramento da interioridade de cada um frente a um contexto no qual o Brasil está sendo contaminado pela raiva e pela intolerância. De acordo com o arcebispo de Belo Horizonte, em nome de ideologias muitos dedicam-se à ofensas, chegando ao absurdo de defender o armamento da população.

“Quem se diz cristão ou cristã deve ser agente da Paz e a paz não se constrói com armas. Somos todos irmãos. Esta verdade é sublinhada pelo Papa Francisco na carta encíclica Fratelli Tutti”, disse.

Os ensinamentos da Fratelli Tutti, aponta dom Walmor, devem também inspirar cuidados com os que sofrem. “A fome é realidade de quase 20 milhões de brasileiros. Aquele pai que não tem alimento a oferecer para o próprio filho é seu irmão. Nosso irmão. Do mesmo modo, a criança e a mulher feridas pela miséria são suas irmãs, nossos irmãos e irmãs”, afirmou no vídeo.

De acordo com o presidente da CNBB, os católicos e cristãos não podem ficar indiferentes à realidade que mistura desemprego e alta inflação, num contexto agravado pela pandemia, situação que acentua as exclusões sociais. A saída, de acordo com o arcebispo, está na urgência em implementar políticas públicas para a retomada da economia e a inclusão dos mais pobres no mercado de trabalho.

Povos originários e a Casa Comum

O presidente da CNBB afirma que os olhares precisam voltar-se para os povos que estão mais sofrendo, como os indígenas, povos originários.

“Nossa pátria não começa com a colonização europeia. Nossas raízes estão nas matas e florestas, num sinal claro nos ensinando que a nossa relação com planeta deve ser pautada pela harmonia. Os povos indígenas, historicamente perseguidos e dizimados, enfrentam graves ameaças do poder econômico extrativista  e ganancioso que tudo faz para exaurir nossos recursos naturais”, disse.

O presidente da CNBB dedica um parte da mensagem ao cuidado com a Casa Comum (meio ambiente). Dom Walmor reforça o alerta dos cientistas brasileiros sobre a gradativa queda nos mananciais de água potável no Brasil. “A exploração desmedida e irracional do solo, com a derrubada de florestas, está levando à escassez de água em nossas torneiras. Não podemos deixar que o Brasil, reconhecimento internacionalmente por ser rico em recursos naturais, seja devastado e torne-se uma terra arrasada”, exortou.

Exercício da cidadania e superação da crise

Dom Walmor enalteceu a importância do dia 7 de Setembro como caminho para contribuir para o exercício qualificado da cidadania. Na mensagem, o arcebispo defende que a participação cidadã na política, reivindicando direitos, com liberdade, está diretamente relacionada com o fortalecimento das instituições que sustentam a Democracia.

“Não se deixe convencer por quem agride os poderes Legislativo e Judiciário. A existência de três poderes impede a existência de totalitarismos”, disse. Dom Walmor defende que não é possível aceitar, independentemente das convicções político-partidárias de cada um, agressões aos pilares que sustentam a democracia. Agredir, eliminar, hostilizar, ignorar ou excluir, segundo o arcebispo, são verbos que não combinam com um sistema democrático.

No próximo 7 de setembro, dom Walmor fez um pedido aos brasileiros: “respeite a vida e a de seu semelhante. (…) a intolerância nos distância da Justiça e da Paz e afasta-nos de Deus. Somos todos irmãos. No dia da Pátria, 7 de setembro, rezemos para que o Brasil encontre um caminho para superar as suas crises. Rezemos também pelas vítimas da Covid-19 “, reforçou.

Dom Walmor encerra o vídeo recordando o trecho de uma mensagem do Papa Francisco: “O bem não é conquista mas uma construção permanente, demandando a nossa dedicação a cada dia”

Assista o vídeo com a mensagem de dom Walmor clicando aqui.

O Papa Francisco recebeu na manhã de sábado, 4 de setembro de 2021, membros  da “Fondation Leaders pour la Paix”, e afirmou que o
O Papa Francisco recebeu na manhã de sábado, 4 de setembro de 2021, membros  da “Fondation Leaders pour la Paix”, e afirmou que o compromisso pela paz nunca foi tão urgente. Leia a matéria publicada no site Vatican News.
Aos membros da “Fondation Leaders pour la Paix”, recebidos em audiência, Francisco destaca a importância, num momento histórico crítico, de uma colaboração multilateral e de uma cultura de rostos e de encontro. “Infelizmente – observa ele – a pandemia ainda não foi superada e suas consequências econômicas e sociais, especialmente para a vida dos mais pobres, são pesadas”.
Ajudar governantes e cidadãos a enfrentar como “oportunidade” a situação crítica quer social como ambiental agravada pela pandemia. É preciso, portanto, uma ação que atue em duas vertentes: uma a nível cultural e a outra institucional. Esta é a exortação que subjaz a todo o discurso do Papa aos membros da “Fondation Leaders pour la Paix”, recebidos no final da manhã deste sábado em audiência no Vaticano. A organização, lançada pelo francês Jean-Pierre Raffarin, pretende oferecer uma sabedoria política ao serviço da paz e do interesse geral, para reduzir os conflitos.

“O vosso compromisso pela paz – observa o Papa – nunca foi tão necessário e urgente”, em um momento histórico “particularmente crítico”, marcado pela pandemia e por “múltiplas crises convergentes” também do ponto de vista ambiental, como a fome, armas nucleares, clima:

A pandemia, com suas longas consequências de isolamento e “hiper-tensão” social, inevitavelmente colocou em crise também o agir político em si mesmo, a política como tal. Mas também este fato pode se tornar uma oportunidade para promover uma “melhor política”, sem a qual não é possível “o desenvolvimento de uma comunidade mundial, capaz de realizar a fraternidade a partir de povos e nações que vivem a amizade social”.

Arquitetura e trabalho artesanal pela paz

Citando a Fratelli tutti, Francisco recorda, de fato, que para construir a paz são necessárias tanto uma “arquitetura” da paz, onde agem as instituições, como um “trabalho artesanal” da paz, que envolve todos. Uma ação, portanto, em dois níveis. No plano cultural, trata-se de promover “uma cultura dos rostos, que coloque em primeiro lugar a dignidade da pessoa”, sobretudo se marginalizada, e “uma cultura do encontro”, na qual escutamos e acolhemos os nossos irmãos:

No segundo nível – o das instituições – é urgente favorecer o diálogo e a colaboração multilateral, porque os acordos multilaterais garantem melhor do que os bilaterais “a cultura de um bem comum verdadeiramente universal e a proteção dos Estados mais fracos”. Em todo o caso, “não paremos nas discussões teóricas, tenhamos contato com as feridas, toquemos a carne de quem sofre os danos”.

Perigo de ideologização

O discurso de Francisco também aborda a crise ambiental que, agravada pela pandemia, deveria provocar “uma tomada de responsabilidade mais decisiva” nos níveis mais altos até envolver todos os cidadãos:

Na realidade, vemos que não raramente “de baixo” chegam as solicitações e propostas. Isso é muito bom, embora às vezes tais iniciativas sejam instrumentalizadas por outros interesses por grupos ideologizados. Sempre existe o perigo de “ideologização”. Também nesta dinâmica sociopolítica pode-se desempenhar um papel construtivo, principalmente favorecendo um bom conhecimento dos problemas e das suas causas profundas. Isso faz parte daquela educação para a paz que, com razão, está no coração de vocês.

O encorajamento é, portanto, prosseguir no trabalho por uma sociedade mais fraterna, experimentando aquela alegria que Deus prometeu aos “construtores da paz”.

O Papa pede com as intenções para o mês de setembro que busquemos uma vida mais sóbria, ecossustentável e que aprendamos dos jovens o
O Papa pede com as intenções para o mês de setembro que busquemos uma vida mais sóbria, ecossustentável e que aprendamos dos jovens o cuidado com o ambiente e a criação. Veja a matéria publicada no site do Vaticano e assistia o vídeo do Papa.
Na mensagem em vídeo, Francisco volta a falar da crise ambiental que a humanidade atravessa, com destaque para os jovens, pois considera que eles estão na vanguarda das questões ecológicas jovens “têm a grandeza de empreender projetos de melhoria ambiental e social”.

Um estilo de vida sóbrio e ecossustentável é o que pede o Papa Francisco na videomensagem com a intenção de oração para setembro, mês do Tempo da Criação, divulgada pela Rede Mundial de Oração do Papa.

A edição de setembro do Vídeo do Papa faz parte da celebração anual, global e ecumênica do Tempo da Criação que tem início nesta quarta-feira, 1º de setembro, Dia Mundial de Oração pelo Cuidado da Criação, e prossegue até 4 de outubro, festa de São Francisco de Assis, padroeiro da ecologia.

Ouça e compartilhe

Na mensagem em vídeo, divulgada nesta quarta-feira (01/09), o Papa Francisco volta a falar da crise ambiental que a humanidade atravessa, com destaque para os jovens, pois considera que eles estão na vanguarda das questões ecológicas.

Fico muito feliz em ver que os jovens têm a grandeza de empreender projetos de melhoria ambiental e social, já que as duas coisas caminham juntas. Nós, adultos, podemos aprender muito com os jovens, porque, em tudo o que diz respeito ao cuidado do planeta, os jovens estão na vanguarda. Aproveitemos o seu exemplo, reflitamos, especialmente nestes momentos de crise, crise sanitária, crise social, crise ambiental, reflitamos sobre o nosso estilo de vida.

“Não nos servirá descrever os sintomas, se não reconhecermos as raízes humanas da crise ecológica”, recorda o Papa na Encíclica Laudato si’. O Pontífice nos convida a questionar a forma como vivemos e utilizamos os bens materiais, “sobre a forma como nos alimentamos, consumimos, deslocamo-nos, ou o uso que fazemos da água, da energia e do plástico, e de tantos bens materiais que muitas vezes são prejudiciais à Terra. Vamos escolher mudar! Vamos avançar com os jovens para estilos de vida mais simples e que respeitam o meio ambiente”, diz Francisco na videomensagem.

E rezemos para que todos nós tomemos as decisões corajosas, as decisões necessárias para uma vida mais sóbria e ecossustentável, sendo inspirados pelos jovens que estão comprometidos com esta mudança. E eles não são tolos, porque estão comprometidos com seu futuro. É por isso que eles querem mudar o que vão herdar num tempo em que nós já não estaremos lá.

A raiz humana da crise ecológica

A necessidade de ações urgentes para combater a crise ambiental e social não é nova. Há cada vez mais alertas globais para tentar conscientizar a humanidade de que algo precisa mudar. Em junho passado, a ONU advertiu que “a Terra está alcançando rapidamente ‘extremos irreversíveis’ e que enfrentamos uma ameaça tripla: a perda de biodiversidade, a mudança climática e o aumento da poluição”.  Isso impacta a vida de todos: “A degradação do mundo natural já está prejudicando o bem-estar de 3,2 bilhões de pessoas, ou seja, 40% da humanidade”. O secretário-geral da ONU, Antônio Guterres, acrescentou que “a humanidade há muito vem destruindo as florestas do planeta, poluindo seus rios e oceanos e arando desordenadamente a terra. Estamos devastando os ecossistemas que sustentam nossas sociedades”.

Dom Walmor Oliveira de Azevedo, presidente da CNBB, Conferência Nacional dos Bispos do Brasil gravou uma mensagem ao povo por ocasião do Dia da

Dom Walmor Oliveira de Azevedo, presidente da CNBB, Conferência Nacional dos Bispos do Brasil gravou uma mensagem ao povo por ocasião do Dia da Pátria que se comemora no próximo dia 7 de setembro. Dom Walmor alerta para o momento especial e “desafiador que estamos vivendo, de crescente ódio e intolerância”. Assista.