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Dom Andherson Franklin Lustoza de Souza, bispo auxiliar de Vitória, participa em Brasília do Encontro para bispos novos. Ontem o grupo realizou visitas institucionais,

Dom Andherson Franklin Lustoza de Souza, bispo auxiliar de Vitória, participa em Brasília do Encontro para bispos novos. Ontem o grupo realizou visitas institucionais, entre elas à editora da CNBB, Conferência Nacional dos Bispos do Brasil. Leia a publicação no site da CNBB.

O grupo que participa do 33º Encontro para Novos Bispos realizou visitas institucionais na manhã desta terça-feira, 28 de fevereiro. Eles tiveram oportunidade de conhecer as sedes da Edições CNBB, do Centro Cultural Missionário (CCM) e das Pontifícias Obras Missionárias (POM), além das instalações da Casa Dom Luciano. O encontro com bispos de recente nomeação é promovido pela Comissão Episcopal para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).

Na sede da Edições CNBB, puderam conhecer o processo de produção das publicações oficiais da CNBB, dos subsídios e outros materiais preparados pela editora. No CCM, foram recebidos pelo diretor, padre Djalma Antônio da Silva, que apresentou as instalações e serviços formativos oferecidos pela entidade.

Os bispo conheceram também a estrutura da Casa Dom Luciano, espaço da CNBB voltado para encontros e retiros. O bispo de Colatina (ES), dom Lauro Sérgio Versiani Barbosa, falou sobre a vida do Servo de Deus que dá nome à casa. Dom Lauro foi ordenado diácono e presbítero por dom Luciano e atuou como postulador da causa de beatificação e canonização do ex-presidente da CNBB, que é considerado Servo de Deus pela Igreja.

Já na sede das POM, o grupo pôde conhecer as Obras Pontifícias existentes no Brasil, seus objetivos, projetos e ações. A apresentação foi realizada pelo secretário da Pontifícia União Missionária, padre Antonio Niemiec; pela secretária da Pontifícia Obra da Infância e Adolescência Missionária, irmã Antonia Vania de Sousa; e pelo secretário da Pontifícia Obra da Propagação da Fé, padre Genilson Sousa.

Dom Maurício da Silva Jardim, bispo de Rondonópolis-Guiratinga (MT), e diretor das POM entre 2016 e 2022, apresentou a Campanha Missionária, organizada todos os anos pelas POM no Brasil, durante o mês de outubro.

Na parte da tarde, os bispos acompanham uma formação sobre direito canônico conduzida pelo arcebispo de Ribeirão Preto e presidente da Assessoria Jurídico-Canônica da CNBB, dom Moacir Silva.

O Papa Francisco rezou pelos náufragos na Costa de Crotone e agradeceu aos socorristas. A oração aconteceu ao final da oração do Ângelus, ontem
O Papa Francisco rezou pelos náufragos na Costa de Crotone e agradeceu aos socorristas. A oração aconteceu ao final da oração do Ângelus, ontem domingo, 26 de fevereiro de 2023.
Leia a matéria publicada no site Vatican News.
Segundo as autoridades, entre 150 e 180 pessoas viajavam amontoadas no barco. Entre os mortos há 11 menores e um recém-nascido.
Esta manhã soube com dor do naufrágio ocorrido na costa da Calábria, perto de Crotone. Já foram recuperados 40 mortos, entre os quais muitas crianças. Rezo por cada um deles, pelos desaparecidos e pelos outros migrantes sobreviventes. Agradeço aos que levaram ajuda e aos que estão dando acolhida. Que Nossa Senhora ampare estes nossos irmãos e irmãs.

Depois da recitação do Angelus, o coração do Papa se parte como o barco naufragado na manhã deste domingo na costa de Crotone, tendo a bordo também muitas crianças, provavelmente engolidas pelo mar.

Busca pelos desaparecidos

A tragédia, mais uma, ocorreu perto de Steccato di Cutro, a 20 km de Crotone. Os mortos já são ao menos 62, entre eles 11 menores e um recém-nascido.

Os sobreviventes encontrados na praia cansados, molhados e assustados, contaram aos socorristas que o barco pesqueiro em que viajavam, junto com muitas outras pessoas, homens, mulheres e crianças, em determinado momento, devido ao mau tempo e mar agitado, literalmente se partiu ao meio.

Vinte e um dos migrantes resgatados foram transportados para a sala de emergência do hospital Crotone, mas não estão em estado crítico. Os outros 59 sobreviventes já foram transferidos para o centro de acolhimento para requerentes de asilo em Isola Capo Rizzuto, onde receberam roupas secas e cobertores. Os sobreviventes choram sem falar, envoltos em uma dor terrível e silenciosa, olhando para o nada. Uma mulher, com o nariz quebrado, grita em desespero o nome do filho que não foi mais encontrado. A busca pelos desaparecidos no mar continua, mas com extrema dificuldade devido às condições meteorológicas.

De acordo com testemunhos, havia cerca de 250 pessoas no barco, enquanto de acordo com as autoridades locais seriam entre 150 e 180, principalmente originários do Irã, Paquistão e Afeganistão.

Dor da comunidade

“É um mau despertar que deve acordar a comunidade para que tragédias semelhantes não voltem a acontecer”, escreve no Twitter o presidente da Cruz Vermelha Italiana.

“O que aconteceu em Steccato di Cutro é uma tragédia. Enquanto as atualizações ainda estão sendo feitas, as notícias que já foram recebidas são dramáticas”, afirma por sua vez o prefeito de Crotone, Vincenzo Voce. “Sentimos – acrescenta – uma dor profunda que neste momento une toda a comunidade da cidade. Imediatamente nos organizamos por meio do Centro Municipal de Operações da Proteção Civil, para dar o nosso apoio às Forças Policiais, Bombeiros, Cruz Vermelha e todos aqueles que estão ocupados no local da tragédia nestas horas”.

Muita simbologia, animação, gestos e encenações, assim pode ser resumida a Abertura da Campanha da Fraternidade 2023. As áreas pastorais ocuparam o Ginásio Dom

Muita simbologia, animação, gestos e encenações, assim pode ser resumida a Abertura da Campanha da Fraternidade 2023.

As áreas pastorais ocuparam o Ginásio Dom Bosco, carregando alimentos para compartilhar e instrumentos de cozinha para o “panelaço” que aconteceu antes de iniciar a Celebração.

Os tema das Campanhas da Fraternidade desde 1964 foram lembrados em estandartes carregados por membros das pastorais e as três Campanhas que trataram do tema da fome tiveram destaque na hora da apresentação.

Os textos lidos durante a apresentação lembraram que a fome está aumentando e lembraram o mandato de Jesus, que é o lema da Campanha da Fraternidade deste ano: “Dai-lhes vós mesmos de comer”.

Em outro momento do evento, diversas pessoas perambularam pelo Ginásio, representando as misérias que nos assolam e aos poucos iam caindo no chão, enquanto continuavam girando à procura de soluções. Para finalizar um membro da Campanha Paz e Pão entrou com o Evangelho e passando por entre os caídos, todos foram se levantando.

Em seguida a Palavra de Deus foi proclamada e o arcebispo, dom Dario Campos proferiu a homilia. Dom Dario colocou ênfase, ao referir-se à multiplicação dos pães, que Jesus, com esses e outros sinais propõe “um m8undo renovado”, onde esses sinais “são luzes do Reino de Deus que já está presente”. Dom Dario ainda acrescentou: “Caros irmãos e irmãs, os milagres de Jesus indicam um mundo pacificado, fraterno e justo, no qual os homens e as mulheres vivem em comunhão com o seu Criador e entre si”.

Durante toda a Celebração, o Arcebispo envolveu e convidou os fiéis presentes a participarem ativamente, chamando-os a silenciar, rezar, cantar, tornando-se próximo do público. O momento que mais chamou a atenção foi quando mulheres carregaram na cabeça baldes com água para encher a pia, que após benzida, aspergiu a multidão. As mulheres encheram a pia e voltaram para seus lugares, dom Dario as chamou para participarem da bênção e da aspersão, o que comoveu as mulheres e a assembleia.

A Celebração foi preparada pelo Vicariato para a Ação Social da Arquidiocese e a Campanha Paz e Pão, que tem como lema para este ano, o mesmo da Campanha da Fraternidade: “Daí-lhes vós mesmos de comer” (Mt 14, 16).

Ao final da Celebração as áreas pastorais encheram as mesas com os mantimentos trazidos para a partilha e todos confraternizaram.

 

Com pesar, mas firmes na esperança da Ressurreição em Jesus Cristo, comunicamos o falecimento do Diácono Permanente Edisio Correa Pinto, membro do clero da

Com pesar, mas firmes na esperança da Ressurreição em Jesus Cristo, comunicamos o falecimento do Diácono Permanente Edisio Correa Pinto, membro do clero da Arquidiocese de Vitoria, pertencente a Paróquia São João Batista – Cariacica, falecido nessa madrugada de sábado 25 de fevereiro de 2023.

Somos gratos pelos anos dedicados ao Senhor a serviço da Igreja no ministério diaconal. Que o Senhor da messe recompense dando o prêmio reservados aos servos bons e fiéis. Aos familiares e amigos, manifestamos nossa solidariedade fraterna para que, com fé e esperança, superem esse momento de dor.

Informações sobre o velório:

Horário: 12 horas

Local: Matriz da Paróquia São João Batista de Cariacica Sede.

Missa de Corpo presente às 15h seguida de sepultamento no cemitério local

 

A Prelazia de Lábrea, Igreja-irmã da Arquidiocese de Vitória, irá ordenar o seminarista Thiago Mendes Alves como diácono transitório no próximo sábado (25). Um

A Prelazia de Lábrea, Igreja-irmã da Arquidiocese de Vitória, irá ordenar o seminarista Thiago Mendes Alves como diácono transitório no próximo sábado (25). Um fato histórico e importante é que ele será o primeiro diácono local, nascido e formado na Amazônia, que será ordenado em quase 100 anos da Prelazia, completados em 2025.

Segundo o Bispo de Lábrea, Dom Santiago Sánchez, esta será a segunda ordenação diaconal na Prelazia, sendo que a primeira foi de um seminarista que era da Arquidiocese de Vitória. “Na Prelazia esta será a segunda ordenação diaconal, a primeira foi a do padre Eder Carvalho Assunção, de Vitória, que veio e se incardinou aqui. O Thiago é originário da Amazônia e é o primeiro em 100 anos”, detalha. Também houve ordenações de Agostinianos Recoletos e de padres de outras Congregações Religiosas que seguiram suas missões em outros lugares.

O futuro diácono Thiago conta que sua primeira experiência de Igreja foi em Canutama quando começou a participar aos 9 anos da Pastoral Vocacional: “inclusive quem estava lá na época era o padre Eder com a Comunidade Epifania onde eu fiz todo um processo de experiência, estágio e depois de um bom tempo de caminhada eu fiz o Propedêutico, em Lábrea e fui a Porto Velho cursar os estudos de Filosofia e Teologia”. Terminado os estudos a partir de sábado ele entra em uma nova etapa rumo o sacerdócio: o diaconato.

Thiago considera que o sentimento de alegria prevalece por ele ser o primeiro ordenado da Prelazia. “Que eu possa abrir muitas portas para os próximos, com sentimento de esperança. Eu sou muito grato a Deus pelo processo que eu fiz, porque foram muitas pessoas que me ajudaram nessa caminhada, e de saber que de fato posso contribuir muito com essa realidade, pois eu sou daqui e praticamente sei quais são as necessidades. Então posso ajudar de forma direta por saber o que o povo pensa, o jeito de celebrar e isso ajuda muito!”

Padre Eder Carvalho Assunção foi o primeiro diácono ordenado, em Lábrea. Ele que é capixaba, nascido em Guarapari, fez toda a sua formação na Arquidiocese de Vitória e conheceu a Prelazia de Lábrea no ano de 2002 se tornando padre de Lábrea em 2006, portanto já são 17 anos de relação com a nossa Igreja-irmã. O presbítero explica que já tiveram outras ordenações diaconais, mas de Freis, por exemplo, que chegavam como missionários no estágio de formação sendo ordenados diáconos em Lábrea, mas por estarem à serviço da ordem logo iam embora.

“Fui ordenado diácono aqui pelo projeto Igreja-irmã porque eu vinha fazendo os estágios como seminarista e quando estava chegando perto da minha ordenação eu decidi na época conversando com Dom Silvestre e depois Dom Luiz e eles aceitaram e com dom Jesus que era Bispo daqui e então eu fiz a opção de já me incardinar aqui, então por isso que eu fui ordenado diácono e já me incardinando à igreja-irmã de Lábrea, eu pertenço ao clero de Lábrea e não ao clero de Vitória”.

Uma pessoa importante no processo vocacional de Thiago, Padre Eder conta que Thiago é original de Canutama e será ordenado diácono agora na sede da Prelazia e muito em breve será ordenado padre na Paróquia São João Batista, em Canutama.“Ele será incardinado aqui e quando alguém é incardinado significa que ele pertence a Igreja local. Claro que somos ordenados Sacerdotes para a Igreja universal, mas temos uma ligação institucional à Igreja local”.

Sobre o processo que Thiago percorreu, padre Eder esclarece que ele fez o processo de pastoral vocacional em Canutama, fez o propedêutico em Lábrea, depois fez a formação na Sede Eclesiástica em Porto Velho, Rondônia. “Ele nasceu em Manaus, onde ficou até os 6 anos e depois ele veio para a Prelazia, foi batizado em Canutama e agora vai ser a primeira ordenação de alguém da terra. Por isso é um fato histórico, um momento forte para nossa Prelazia que está prestes a completar 100 anos. Em 2025 será a festa do centenário da Prelazia, em 1º maio”.

Padre Eder Carvalho e a Prelazia de Lábrea

Ao ser perguntado sobre quando sentiu o desejo de ser padre em Lábrea, padre Eder, recorda que desde muito cedo na catequese, em sua Comunidade Eclesial de Base (CEB) em que a padroeira é Nossa Senhora da Conceição, e hoje faz parte da paróquia São Pedro, em Guarapari, eles falavam muito sobre rezar por Lábrea e fazer campanhas para Lábrea.

“Então desde criança a palavra Lábrea fazia parte da nossa vida, do nosso itinerário espiritual. Depois quando a gente começou a fazer a experiência vocacional, Lábrea sempre foi um desejo e ainda no segundo ano de Filosofia com ajuda do padre Antônio Pêgo e do Orly, nos foi possibilitado fazer a primeira experiência com visita missionária à Prelazia”.

E ao contemplar uma nova realidade, um novo povo e uma nova maneira de ser Igreja padre Eder já sentia que deveria fazer parte deste povo de Deus e ele cita que principalmente pelo apelo do Papa Paulo VI que dizia ‘O Cristo aponta para a Amazônia’ percebeu que mais do que ser uma área de missão, deveria ser uma terra a ser atendida de maneira permanente.

“Isso porque as vezes a gente faz da experiência missionária simplesmente uma pastoral da visitação e a Igreja aqui na Amazônia não precisa de uma pastoral da visitação, ela precisa de presença, que é o que o Papa Francisco fala no encerramento do Sínodo. Então um pouco desse sentimento que a gente teve desde seminarista continuei o processo de formação fazendo este discernimento até minha ordenação e graças a Deus foi dando tudo certo e estamos aqui hoje, o que para nós é uma alegria”, finaliza.

A Arquidiocese de Vitória, faz a Abertura da Campanha da Fraternidade deste ano de 2023 no próximo domingo, 26 de fevereiro. O evento acontece

A Arquidiocese de Vitória, faz a Abertura da Campanha da Fraternidade deste ano de 2023 no próximo domingo, 26 de fevereiro. O evento acontece no Ginásio Dom Bosco às 14h e conta com a presença de dom Dario Campos, arcebispo e dom Andherson Franklin Lustoza de Souza, bispo auxiliar.

A Campanha da Fraternidade é uma proposta da CNBB, Conferência Nacional dos Bispos do Brasil para ajudar a reflexão e ação dos fiéis durante a Quaresma. Para este ano o tema é Fraternidade e Fome e o lema Dai-lhes vós mesmos de comer.

O Papa Francisco enviou uma mensagem para esta ocasião. Leia ou assista abaixo. O vídeo é traduzido por Silvonei José, da rádio Vaticana.

 

Queridos irmãos e irmãs do Brasil!

Todos os anos, no tempo da Quaresma, somos chamados por Deus a trilhar um caminho de verdadeira e sincera conversão, redirecionando toda a nossa vida para Ele, que “amou tanto o mundo, que deu o seu Filho único, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo 3, 16). Ao preparar-nos para a celebração dessa entrega amorosa na Páscoa, encontramos na oração, na esmola e no jejum, vividos de modo mais intenso durante este tempo, práticas penitenciais que nos ajudam a colaborar com a ação do Espírito Santo, autor da nossa santificação.

Com o intuito de animar o povo fiel nesse itinerário ao encontro do Senhor, a Campanha da Fraternidade deste ano propõe que voltemos o nosso olhar para os nossos irmãos mais necessitados, afetados pelo flagelo da fome. Ainda hoje, “milhões de pessoas sofrem e morrem de fome. Por outro lado, descartam-se toneladas de alimentos. Isto constitui um verdadeiro escândalo. A fome é criminosa, a alimentação é um direito inalienável” (Discurso no encontro com os Movimentos Populares, 28/X/2014).

A indicação dada por Jesus aos seus apóstolos “Dai-lhes vós mesmos de comer” ‹Mt 14, 16) é dirigida hoje a todos nós, seus discípulos, para que partilhemos — do muito ou do pouco que temos — com os nossos irmãos que nem sequer tem com que saciar a própria fome. Sabemos que indo ao encontro das necessidades daqueles que passam fome, estaremos saciando o próprio Senhor Jesus, que se identifica com os mais pobres e famintos: “eu estava com fome, e me destes de comer… todas as vezes que fizestes isso a um destes mais pequenos, que são meus irmãos, foi a mim que o fizestes” ‹Mt 25, 35.40).

É meu grande desejo que a reflexão sobre o tema da fome, proposta aos católicos brasileiros durante o tempo quaresmal que se aproxima. leve não somente a ações concretas — sem dúvida, necessárias — que venham de modo emergencial em auxílio dos irmãos mais necessitados, mas também gere em todos a consciência de que a partilha dos dons que o Senhor nos concede em sua bondade não pode restringir-se a um momento, a uma campanha, a algumas ações pontuais, mas deve ser uma atitude constante de todos nós, que nos compromete com Cristo presente em todo aquele que passa fome.

Desejo igualmente que esta conscientização pessoal ressoe em nossas estruturas paroquiais e diocesanas, mas também encontre eco nos órgãos de governo a nível federal, estadual e municipal, bem como nas demais entidades da sociedade civil, a fim de que, trabalhando todos em conjunto, possam definitivamente extirpar das terras brasileiras o flagelo da fome. Lembremo-nos de que “aqueles que sofrem a miséria não são diferentes de nós. Têm a mesma came e sangue que nós. Por isso, merecem que nina mão amiga os socorra e ajude, de modo que ninguém seja deixado para trás e, no nosso mundo, a fraternidade tenha direito de cidadania” (Mensagem para o Dia Mundial da Alimentação, 16/X/2018, n. 7)

Confiando estes votos aos cuidados de Nossa Senhora Aparecida e como penhor de abundantes graças celestes que auxiliem as iniciativas nascidas a partir da Campanha da Fraternidade, concedo de bom grado a todos os filhos e filhas da querida nação brasileira, de modo especial àqueles que se empenham incansável- mente para que ninguém passe fome, a Bênção Apostólica, pedindo que continuem a rezar por mim.

Roma, São João de Latrão, 21 de dezembro de 2022.

Franciscus

Hoje, Quarta-Feira de Cinzas 2023, iniciamos o Tempo Litúrgico da Quaresma. De hoje até ao Domingo de Ramos, vamos percorrer 40 dias. Uma preparação

Hoje, Quarta-Feira de Cinzas 2023, iniciamos o Tempo Litúrgico da Quaresma. De hoje até ao Domingo de Ramos, vamos percorrer 40 dias. Uma preparação para celebrarmos a Semana da Páscoa.

A Igreja Católica tem como tradição a imposição das cinzas na testa ou na cabeça dos fiéis, um gesto para nos lembrar que “somos pó e ao pó voltaremos” (Gn 3,19).

Dom Dario Campos, arcebispo de Vitória, presidiu a missa, recebeu e impôs as cinzas na Catedral de Vitória. Com a presença de pe. Renato Criste, pároco que concelebrou e o templo cheio de fiéis. A cerimônia aconteceu às 18h e foi um momento de silêncio e oração, com momentos alternados para reflexão e cantos.

As cores, a ausência de flores e a condução da Celebração, conduziram os fiéis para a preparação deste Tempo de Quaresma que iniciamos. O convite da liturgia é para o recolhimento e a meditação sobre os momentos finais da vida de Jesus, quando Ele prepara os discípulos para a sua partida, e se prepara para a Paixão, Morte e Ressurreição. Para isso somos convidados ao arrependimento e à conversão.

Na homilia, dom Dario, acentuou que o Tempo da Quaresma nos traz três palavras que não podemos esquecer: esmola – oração – jejum. Depois falou sobre cada um. A esmola que significa a caridade, a solidariedade e o compromisso com o próximo. A oração como a maneira mais eficaz de nos colocarmos em sintonia com Deus. “quem não reza ou não leva uma vida de oração, torna ineficaz a ação que pratica, por mais grandiosa que ela seja”, disse o Arcebispo. O jejum “significa penitência e a penitência mostra o desejo de conversão”.

Antes da imposição das cinzas, dom Dario lembrou que hoje completam-se seis meses da morte de dom Luiz e convidou o povo a rezar uma Ave Maria.

 

 

 

 

 

No momento de imposição das cinzas, após a bênção, o arcebispo foi o primeiro a inclinar a cabeça para recebê-las das mãos de pe. Renato. Na sequência, o Arcebispo, impôs as cinzas ao padre Renato e em seguida os três, juntamente com os Ministros da Eucaristia impuseram as cinzas aos fiéis.

O padre Renato convidou a todos para que participem da Abertura da Campanha da Fraternidade que acontece no próximo domingo às 14h no Ginásio Dom Bosco.

Leia abaixo como foi a cinzas presidida pelo Papa Francisco, hoje,  quarta-feira de cinzas de 2023. A publicação é do site Vatican News. Na
Leia abaixo como foi a cinzas presidida pelo Papa Francisco, hoje,  quarta-feira de cinzas de 2023. A publicação é do site Vatican News.
Na homilia desta Quarta-feira de Cinzas, Francisco convidou os fiéis a percorrerem as sendas da oração, do jejum e da esmola não como ritos exteriores, mas como comportamentos que renovam o coração.
“Queridos irmãos e irmãs, inclinemos a cabeça, recebamos as cinzas, tornemos leve o coração”: palavras do Papa Francisco na homilia da missa celebrada na Basílica de Santa Sabina, nesta Quarta-feira de Cinzas.

Como é tradição, a cerimônia teve início com a procissão penitencial que partiu da Igreja de Santo Anselmo, com a participação de cardeais, bispos, monges beneditinos, padres dominicanos e fiéis.

Ao final da procissão, teve lugar a Celebração Eucarística com o rito da bênção e imposição das cinzas.

Regressar à verdade de nós mesmos

Em sua homilia, o Pontífice recordou que a Quaresma é o tempo favorável para regressar ao essencial e neste caminho de regresso, fez um convite aos fiéis: regressar à verdade de nós mesmos e regressar a Deus e aos irmãos.

Antes de mais nada, as cinzas nos recordam quem somos e de onde vimos: só o Senhor é Deus e nós somos obra das suas mãos. Mas muitas vezes nos esquecemos que viemos da terra e precisamos do Céu e que sem Ele, somos só pó:

“Por isso a Quaresma é o tempo para nos lembrarmos quem é o Criador e quem é a criatura, para proclamar que só Deus é o Senhor, para nos despojarmos da pretensão de nos bastarmos a nós mesmos e da mania de nos colocar no centro, ser o primeiro da turma, pensar que podemos, meramente com as nossas capacidades, ser protagonistas da vida e transformar o mundo que nos rodeia.”

Quantas desatenções e superficialidades nos distraem daquilo que conta, acrescentou Francisco, lembrando que a Quaresma é “um tempo de verdade”, para fazer cair as máscaras que pomos todos os dias a fim de aparecer perfeitos aos olhos do mundo; para lutar – como nos disse Jesus no Evangelho – contra as falsidades e a hipocrisia: não as dos outros, mas as nossas.

Regressar a Deus e aos irmãos

Voltando à verdade de nós mesmos, podemos dar o segundo passo, que é regressar a Deus e aos irmãos.

“Existimos apenas graças às relações: a relação primordial com o Senhor e as relações da vida com os outros. Assim, a cinza que recebemos sobre a cabeça, nesta tarde, diz-nos que toda a presunção de autossuficiência é falsa e que idolatrar o eu é opção destrutiva, fecha-nos na jaula da solidão.”

Para Francisco, a Quaresma é o tempo propício para reavivar as nossas relações com Deus e com os outros e isso pode ser feito através da esmola, da oração e do jejum. Todavia, Jesus adverte que não se trata de ritos exteriores, mas de comportamentos que devem expressar uma renovação do coração.

“A esmola não é um gesto, cumprido rapidamente, para deixar a consciência limpa, mas tocar, com as próprias mãos e as próprias lágrimas, os sofrimentos dos pobres; a oração não é mero ritual, mas diálogo de verdade e amor com o Pai; o jejum não é um simples sacrifício, mas uma atitude forte para lembrar ao nosso coração aquilo que conta e, ao contrário, o que passa.”

Aos gestos exteriores, disse ainda o Papa, deve corresponder sempre a sinceridade da alma e a coerência das obras. Na vida pessoal, como aliás na vida da Igreja, não contam a exterioridade, os juízos humanos e a aprovação do mundo; conta apenas o olhar de Deus. Assim, a esmola, a oração e o jejum nos permitem expressar quem realmente somos: filhos de Deus e irmãos entre nós.

Jesus, o único que nos faz ressurgir das cinzas

“Queridos irmãos e irmãs, inclinemos a cabeça, recebamos as cinzas, tornemos leve o coração”, concluiu o Pontífice.

“Não desperdicemos a graça deste tempo sagrado: fixemos o olhar em Jesus crucificado e caminhemos respondendo generosamente aos fortes apelos da Quaresma. No final do percurso, encontraremos com maior alegria o Senhor da vida, o único que nos fará ressurgir das nossas cinzas.”