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Com Celebração de missa, aula inaugural e um lanche para confraternizar, o Instituto Interdiocesano de Teologia do Estado do Espírito Santo deu inicio hoje,

Com Celebração de missa, aula inaugural e um lanche para confraternizar, o Instituto Interdiocesano de Teologia do Estado do Espírito Santo deu inicio hoje, 7 de fevereiro de 2022 às aulas presenciais. Conforme disseram pe. Arthur Francisco J. dos Santos, coordenador acadêmico e pe. Hugo Scheer, diretor acadêmico em carta aos reitores, professores, alunos e funcionários o instituto adotará “todos os cuidados e protocolos necessários”, que exigem a pandemia do coronavírus.

A missa foi presidida pelo arcebispo de Vitória e  Grão Chanceler do Centro Católico de Estudos, dom Dario Campos e concelebrada pelos bispos do Regional Leste 3 e padres professores no Instituto.

A aula inaugural foi proferida pelo pe. Edgar Rigoni, com o tema A formação dos Presbíteros na Igreja no Brasil segundo o Documento 93 da CNBB: uma resposta à condição atual do homem e sua experiência com Deus. Pe. Edgar, Reitor do Seminário Maior Maria Mãe da Igreja, da Diocese de Colatina, é Mestre em Antropologia Teológica pela Pontificia Facoltà Teologica – TERESIANUM – em Roma.

 

 

O ano de 2022 apresenta perspectivas positivas para o setor do Turismo no Brasil que começa a reagir no pós-pandemia. Dados da pesquisa mensal

O ano de 2022 apresenta perspectivas positivas para o setor do Turismo no Brasil que começa a reagir no pós-pandemia. Dados da pesquisa mensal de Serviços, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), aponta que entre maio e agosto de 2021 o acúmulo já aponta uma alta de 49,1%.

O Turismo religioso, que também movimenta bastante a economia, sofreu os impactos da pandemia da Covid-19, principalmente, depois que os templos religiosos, como basílicas e santuários, tiveram de fechar as portas para evitar aglomerações.

Porém, a expectativa para o ano de 2022 é de crescimento e a Pastoral do Turismo da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), celebra essa retomada.  Para este ano, a pastoral preparou dois grandes momentos de atuação. O primeiro é a disseminação do Livro ‘Marco Histórico e Pastoral do Turismo (Pastur)’, publicado pela Edições CNBB no fim de 2021.

A obra apresenta a identidade, a história e a realidade da Pastoral do Turismo no Brasil, uma experiência que foi sendo elaborada no decurso de sua existência, até os dias atuais. O livro apresenta desde o perfil do agente e a espiritualidade da acolhida, até aos conceitos antropológicos e teológicos que permeiam toda atuação dessa importante pastoral que “prepara, defende e acolhe” irmãos e irmãs, em diversas regiões do Brasil.

“Nós pretendemos difundir este livro em 2022 para que possamos avançar na compreensão sobre a identidade, missão e metodologia da Pastur no Brasil”, explica o coordenador Nacional da Pastoral do Turismo, padre Manoel de Oliveira Filho.

Além desse trabalho de base, a pastoral prepara o 7º Encontro Nacional da Pastur, na cidade de Santa Cruz, no Rio Grande do Norte, que será realizado entre 22 e 24 de setembro. “O encontro será uma oportunidade para os agentes refletirem sobre a sua identidade enquanto pastoral da mobilidade”, diz.

Padre Manoel de Oliveira Filho. Foto: arquivo pessoal

A Pastur trabalha a partir de quatro eixos de ação: Turismo Religioso e Cultural, Turismo de Base Comunitária, Dimensão Profética e Formação de Agentes. Outro ponto importante que já vem sendo trabalhado com os agentes de pastoral é a formação e a espiritualidade, afinal são eles que atuam diretamente na missão de evangelizar o mundo do Turismo.

De acordo com a coordenação nacional da Pastur, ao longo de 2022, a meta é continuar implementando núcleos da pastoral nas dioceses brasileiras. “Esse é o mais importante para efetivar a evangelização no mundo do turismo”, ressalta o padre.

Turismo e o direito universal

O Concílio Vaticano II diz que tudo que tem relação com a pessoa humana não é indiferente ao coração da Igreja. Segundo a coordenação nacional da Pastur, o descanso, o passeio, a fruição da vida, o turismo portanto, de tão importante é considerado direito universal e divino.

De acordo com padre Manoel Filho, existe um universo de pessoas ligadas ao turismo. Profissionais das mais diversas áreas, comunidades acolhedoras e o turista em si. “A Igreja não pode e não deve negligenciar esse mundo.”

No entanto, a Pastur faz um alerta como tudo que é humano, o turismo carrega contradições. Segundo a pastoral, no entorno da atividade turista existe o trabalho infantil, a prostituição, a precarização das condições de trabalho e etc.

“Precisamos denunciar tudo que fere a dignidade humana no vasto mundo do turismo. O Evangelho sempre é notícia boa que resgata e aprimora. Por isso precisamos evangelizar o mundo do turismo”, ressalta padre Manoel Filho.

O Centro de Formação da paróquia Nossa Senhora Aparecida em Cobilândia foi assaltado por volta de 2h da madrugada, desta segunda-feira, 7 de fevereiro

O Centro de Formação da paróquia Nossa Senhora Aparecida em Cobilândia foi assaltado por volta de 2h da madrugada, desta segunda-feira, 7 de fevereiro de 2022.  Após entrar pela grade dos fundos, o assaltante arrombou armários e portas e levou TV, projetor e microfones.

A Polícia Militar foi acionada através do 190, mas alegou não ter encontrado o endereço. O Boletim de Ocorrência (B.O.) foi realizado junto à Delegacia junto com as imagens de monitoramento.

Já na comunidade São Camilo (Bairro Alvorada) da paróquia Santa Rita, também em Vila Velha, foi assaltada na semana passada e esta é a terceira vezes em menos de 1 ano. Ao tentar entrar pelo telhado da cozinha da comunidade, o alarme disparou impedindo a entrada. Ainda assim o assaltante conseguiu levar os fios do alarme.

Padre Italiano visita o Brasil para trocar experiências sobre missão. Leia a matéria publicada no site da CNBB, Conferência Nacional dos Bispos do Brasil.

Padre Italiano visita o Brasil para trocar experiências sobre missão. Leia a matéria publicada no site da CNBB, Conferência Nacional dos Bispos do Brasil.

A sede da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) recebeu, na manhã desta quinta-feira, 3, a visita do diretor do Centro Unitario per la Formazione Missionaria, padre Marco Testa. Organismo vinculado à Conferência Episcopal italiana, o centro é o responsável pela formação de missionários locais e estrangeiros, estrutura institucional equivalente ao Centro Cultural Missionário (CCM) aqui no Brasil.  

E foi justamente para trocar experiências sobre o funcionamento das casas de formação que o padre italiano esteve em Brasília. A principal visita na capital federal foi ao CCM, onde pôde fazer um “Intercâmbio de ideias e experiências” com o diretor da casa de formação, padre Djalma Antônio da Silva. Segundo Testa, os dois puderam perceber que “a situação é a mesma, as dificuldades e as alegrias se correspondem”.  

Pandemia 

Assim como aqui no Brasil, a pandemia da Covid-19 afetou o trabalho do centro de formação italiano, localizado em Verona. Anteriormente focado nas formações presenciais, o Centro Unitário per la Formazione Missionaria teve que se adaptar à realidade das formações on-line.  

Mesmo assim, no verão do ano passado, foi possível realizar praticamente todos os cursos de forma presencial, o que não aconteceu aqui no Brasil.  

Sobre a modalidade virtual, padre Marco Testa pontuou ser uma boa ferramenta, mas não tanto “quanto a possibilidade de convivência”.  

“A gente acha que é fundamental a convivência dos cursistas para uma preparação boa: as amizades, a troca das motivações, das experiências de cada um. Nós temos sempre padres, leigas, leigos, religiosas, uma turma em situações diferentes e destinos missionários diferentes, o que faz a beleza também do curso”, partilhou. 

Diminuição de missionários 

Engajados na reflexão missionária, os diretores também partilharam sobre a conjuntura da missão. Padre Marco Testa aponta o desafio de “manter vivo o espírito missionário na Igreja como um todo e impedir que a Igreja se feche em si mesma, porque ser missionário é o que mantem a vitalidade da Igreja”. Na Itália, conta, tem diminuído o número de missionários que partem em missão, às vezes por resistências das próprias dioceses.  

Padre Marco Testa em visita à sede da CNBB | Foto: Luiz Lopes Jr/CNBB

Também os padres fidei donum, aqueles do clero diocesano que exercem o ministério por um determinado tempo em dioceses mais necessitadas do mundo, tem seu número reduzido.  

Muitos voltam para a Itália, tendo uma idade avançada, tendo completado os anos do seu compromisso missionário. Então, fica difícil achar padres que possam partir, porque, de forma geral, as vocações estão diminuindo muito. Por outro lado, aumentou um pouco a partida de leigas e leigos, às vezes são famílias, até com crianças, que partem para experiência missionária, quase sempre junto aos missionários padres que já estão trabalhando num país do exterior”, conta.  

Também permanece de forma mais viva o envio de religiosas missionárias, muitas delas são “irmãs não italianas, mas que pertencem a famílias religiosas italianas”.  

Segundo padre Testa, não há um foco de envio para determinado continente. Tanto a África, a Ásia e a América Latina, têm “números baixos” de missionários enviados.  

Formação missionária 

Neste contexto de diminuição de missionários ad gentes, o centro italiano alterou o formato de funcionamento. Num primeiro momento focado na preparação para a missão na América Latina, depois para África, e a Ásia e outros destinos missionários. 

Mais recentemente, nos últimos 20 anos, a “Casa de Verona” assumiu a tarefa específica de prover a formação dos missionários que partem e chegam à Itália. Assim, possuem uma formação parecida com o Curso de Iniciação à Missão no Brasil, o tradicional Centro de Formação Intercultural (Cenfi), oferecido pelo CCM.  

“São quase mil padres não italianos engajados nas paróquias italianas, provindo, sobretudo, da África, mas também da Ásia, também de alguns países europeus, aí adaptamos também o nosso centro para recebê-los, ensinar o idioma italiano e introduzi-los quanto à realidade tanto social, quanto eclesial e pastoral da Itália”, conta padre Marco. 

Migração e missão “inter gentes” 

Outra realidade citada por padre Marco, e que influencia na diminuição do número de missionários, é o direcionamento da realidade local como objeto da missão.  

“Dizem que não é época de enviar missionários para outros países, ‘a missão está aqui’. Isso vale para a Itália e vale para o Brasil. Ser missionários aqui, todos discípulos missionários em qualquer lugar, essa é a nova reflexão sobre a missão”.  

Nesse sentido, a realidade da migração tem clamado atenção da Igreja. “Na Europa, de forma geral, vivemos uma situação com a chegada de muitos migrantes, e com isso de muitas religiões, então é aquela missão chamada inter gentes, uma missão que te leva a ver a presença de várias culturas, de várias origens de países, de várias religiões, é um desafio muito grande que obriga a refletir missionariamente também”, descreve.  

Essa realidade, porém, “não pode impedir que a Igreja envie”. O padre recorda o ensinamento já cinquentenário, presente na reflexão eclesial da América Latina, de “doar desde a nossa pobreza”. 

“Não enviamos porque somos uma Igreja rica, sobretudo rica em pessoas, em padres ou em meios financeiros, enviamos a partir de nossa realidade, que às vezes é uma realidade de pobreza. É uma Igreja que está se tornando mais humilde, a Igreja italiana. Mesmo por isso não podemos parar essa atitude missionária de envio, porque isso enriquece muito a Igreja, não permite a Igreja se fechar em si mesma. O envio de alguém transforma de maneira missionária a realidade”, acredita. 

 

Padre Marco Testa foi padre fidei donum no Brasil por 15 anos, na diocese de Guarulhos (SP). No início da década de 1990 também foi aluno do CCM, tendo cursado a formação de aperfeiçoamento do Português. Na visita à CNBB, na manhã desta quinta-feira, foi acompanhado pelo secretário adjunto de Pastoral da Conferência, padre Marcus Barbosa Guimarães.  

O Dia Internacional da Fraternidade Humana que é celebrado no dia 4 de fevereiro coincide com a celebração da assinatura de um documento sobre
O Dia Internacional da Fraternidade Humana que é celebrado no dia 4 de fevereiro coincide com a celebração da assinatura de um documento sobre o mesmo tema assinado pelo Papa Francisco e o Imame Ahmad Al-Tayyeb em Abu Dhabi. Leia a matéria publicada no site Vatican News após três anos dessa assinatura histórica:
Três anos após o Documento sobre a Fraternidade assinado em Abu Dhabi pelo Papa Francisco e o Imame Ahmad Al-Tayyeb, o Cardeal Michael Czerny prefeito interino do Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral sublinha a necessidade de promover, em todos os níveis, uma cultura centrada na dignidade das pessoas. “Todos podem fazer alguma coisa” é seu convite, e sobre o fenômeno da migração o cardeal denuncia: é minado por ideologias e retóricas negativas

Em 4 de fevereiro de 2019, o Papa Francisco e o Imame Ahmad al-Tayyeb assinaram em Abu Dhabi o Documento sobre a Fraternidade Humana em prol da Paz Mundial e a Convivência Comum. Uma Declaração de intenção conjunta que fez parte de um caminho marcado por outros documentos produzidos neste campo, como as declarações finais dos quatro seminários do “Fórum Católico-Islâmico” realizados em 2008, 2011, 2014 e 2017. A peculiaridade do que aconteceu há três anos – no contexto da viagem apostólica de Francisco aos Emirados Árabes Unidos – reside no fato de que a declaração não foi assinada pelas delegações, mas pelo próprio Pontífice e por um líder islâmico, o grão imame da mesquita-universidade al-Azhar, uma instituição muito influente tanto do ponto de vista religioso como acadêmico.

Celebrações na Expo Dubai

Ao aproximar-se o terceiro aniversário da assinatura do documento, que coincide com o Dia Mundial da Fraternidade Humana proclamado pela ONU, Dubai sediará, no pavilhão da Santa Sé na Expo, o evento comemorativo organizado por todos os componentes que assinaram o texto. O programa inclui uma conferência com o Cardeal Miguel Ángel Ayuso Guixot, Presidente do Pontifício Conselho para o Diálogo Inter-religioso, Dom Tomasz Trafny, delegado do Cardeal Gianfranco Ravasi, com o vice do Grão Imame e o Presidente da Universidade al-Azhar. Também estarão presentes os membros do Alto Comitê da Fraternidade Humana. Vários representantes e autoridades dos Emirados Árabes Unidos, juntamente com representantes dos países representados na Expo, participarão de uma marcha no mesmo dia, concebida como um momento de lembrança da responsabilidade de todos de implementar ações concretas de fraternidade. Entre as iniciativas, no final do mês retornará a cerimônia de entrega do Prêmio Zayed para a Fraternidade Humana, que no ano passado foi entregue a Latifa Ibn Ziaten, fundadora da Associação “Imad para a Juventude e Paz”, e Antonio Guterres, Secretário Geral da ONU.

A base da promoção da dignidade humana

O caminho para construir uma autêntica fraternidade entre povos de diferentes religiões tem suas raízes na Gaudium et spes, onde o trabalho das instituições internacionais é apreciado como um instrumento de desenvolvimento e reconciliação e se expressa ajuda, tanto aos que acreditam em Deus quanto aos que explicitamente não o reconhecem, para que “possam tornar o mundo mais conforme à dignidade eminente do homem, aspirar a uma fraternidade universal apoiada em bases mais profundas, e responder, sob o impulso do amor, com um esforço generoso e unido aos apelos mais urgentes de nosso tempo”. O conceito da dignidade dada por Deus a toda a criação, em virtude e por causa da qual somos chamados a proteger e promover nossos semelhantes, é o fundamento sobre o qual também se apoia o Documento sobre a Fraternidade Humana. Enquanto as experiências desumanas de pobreza e guerra – geradas por um terreno fértil para a degradação social, ética e política onde se alastra o terrorismo – assolam o tempo presente, através do Documento da Fraternidade assinado em Abu Dhabi, os dois líderes convidam todos os fiéis a trabalharem juntos em prol de uma cultura do respeito.

O Cardeal Michael Czerny, Prefeito interino do Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral, sublinha ao Vaticano News o apecto do Documento que tem a ver precisamente com a promoção de uma cultura, em todos os níveis, focalizada na dignidade dos indivíduos, comunidades e povos.

Entrevista

No Documento, os dois principais signatários fazem um forte apelo conjunto contra a injustiça, a falta de distribuição justa dos recursos naturais e pelo fim dos conflitos, da degradação ambiental e do declínio cultural e moral. Como o Dicastério, que o senhor dirige atualmente, está trabalhando para colocar em prática estas indicações, que estão no coração da sua própria missão?

O nome de nosso Dicastério – “Desenvolvimento Humano Integral” – é em certo sentido uma tradução ou uma re-formulação da expressão “fraternidade humana”. Isso significa que nosso Dicastério trata de todos aqueles fatores sociais, públicos, econômicos e políticos que podem ser um obstáculo ou uma ajuda ao desenvolvimento humano integral; e esse desenvolvimento humano integral é o que queremos, cada um para si e depois para os outros. Isso significa criar as condições para uma vida digna, uma vida rica em esperança, com um horizonte de esperança. Assim, o Documento sobre a Fraternidade Humana nos explica, como fazemos no Dicastério, o que precisa ser feito: não podemos fazer tudo, mas todos podem fazer alguma coisa. E sim, há muitas áreas da vida humana nas quais se deve progredir: tanto na fraternidade humana quanto no desenvolvimento humano integral. Assim, este se torna um dia de festa, um aniversário e para o nosso Dicastério se torna uma oportunidade para celebrar e rezar por aquilo que trabalhamos.

Este documento defende a plena cidadania de todos em nossas sociedades e o fim do uso discriminatório do termo “minorias”, e fala da importância da assistência aos refugiados. Questões com as quais o Dicastério está comprometido. Por que é tão fundamental hoje em dia este desafio para nossos irmãos e irmãs refugiados?

O desafio é importante porque o movimento humano é um fator na vida desde o início, e graças aos sistemas de comunicação estamos mais conscientes desses movimentos, mas também mais conscientes de que todos podem fazer algo para acolher esses irmãos e irmãs que estão chegando. É uma pena que este fenômeno, esta realidade humana tenha sido minada pela retórica e ideologia negativa, quando na realidade é uma oportunidade, uma chance de crescer como pessoa e como povo. E assim vivermos esta fraternidade humana em nosso relacionamento com migrantes e refugiados, com as vítimas do tráfico, como uma oportunidade de abrir nossos corações, mãos e vidas para acolher alguém que precisa. Jesus deixou muito claro que se fizermos isso com eles é como se estivéssemos fazendo com Ele.

O senhor é membro da comissão internacional independente que entregará no final deste mês o Prêmio Zayed 2022 da Fraternidade Humana em Abu Dhabi. O que pode nos dizer sobre as candidaturas apresentadas e a importância desta edição, que ainda se encontra em meio à pandemia? Vocês encontraram, entre os candidatos, aquelas luzes de esperança para a humanidade que procuravam?

Certamente, e espero muito que o fato de termos concedido o Prêmio também abra nossos olhos para as muitas outras pessoas ao nosso redor, mesmo em outras partes do mundo, que são uma fonte de esperança. A falta de esperança é talvez o efeito mais terrível desta Covid: esperamos que a celebração e o Prêmio sejam uma oportunidade para reabrir nossos corações e mentes e ver que o futuro nos espera com grande promessa.

Dom Lauro Sérgio Versiani Barbosa tomou posse na manhã de ontem (02) como o quarto bispo da Diocese de Colatina. Em uma data muito

Dom Lauro Sérgio Versiani Barbosa tomou posse na manhã de ontem (02) como o quarto bispo da Diocese de Colatina. Em uma data muito simbólica – dia em que a Igreja celebrou a Apresentação do Senhor – uma missa foi realizada na Catedral do Sagrado Coração de Jesus, em Colatina (e teve a presença de cerca de 450 pessoas, metade da capacidade do templo, para evitar aglomerações diante do atual cenário de pandemia.

Participaram da celebração eucarística leigos, padres, religiosos e religiosas, bispos vindos de diversas dioceses, e autoridades civis e militares. Dom Lauro chegou cedo, atendeu a imprensa, cumprimentou as pessoas presentes e, de forma muito atenta e serena, participou da celebração em que, por meio do arcebispo metropolitano de Vitória, dom Dario Campos, foi empossado e conduzido à cátedra. Para simbolizar o momento, dom Lauro recebeu o báculo, sinal de serviço, das mãos de dom Dario e dom Francisco Barroso Filho, bispo emérito de Oliveira.

“Hoje a Igreja de Colatina recebe e toma posse do seu quarto bispo, pois o episcopado é um serviço e não uma honraria. Claro, estou tomando posse canônica, mas vocês tomam posse da minha vida, do meu ministério. Aqui estou para servir e amar com alegria”, afirmou dom Lauro em sua homilia.

Dom Lauro beija os pés de indígena

Ao final da celebração, o mais novo bispo de Colatina surpreendeu a todos ao beijar os pés do indígena Antônio Carlos, da Aldeia Pau Brasil, de Aracruz, num gesto de humildade, a fim de saudar todo o Povo de Deus.

“Então, querido irmão Antônio Carlos, eu gostaria que você recebesse esse gesto, dirigido a todos os povos originários e a todos os sofridos. Somos chamados a lavar os pés uns dos outros, sermos servidores uns dos outros”, disse dom Lauro antes do gesto.

Dom Décio comemora 25 anos de bispo

No dia 2 de fevereiro, o bispo emérito da Diocese de Colatina e atual reitor do Santuário Diocesano Nossa Senhora da Saúde, dom Décio Sossai Zandonade, celebrou os 25 anos de sua ordenação episcopal. Ele, que participou da missa, foi parabenizado por dom Lauro durante a homilia. No almoço, que aconteceu após a celebração, teve bolo para comemorar e todos cantaram o tradicional “Parabéns pra você”.

Transmissão

A missa foi transmitida pelos meios de comunicação da Diocese de Colatina e retransmitida por diversas outras mídias. Mais de 2 mil pessoas participaram de forma on-line.

Confira alguns registros da Santa Missa:

 

 

Imagens de: Eduardo Romanha e Tobias Gerlin

Texto e Informações: Site da Diocese de Colatina 

Quem nunca engasgou e ouviu de alguém no momento um “São Brás, que na panela tem mais”? O dito popular nasceu da tradição e

Quem nunca engasgou e ouviu de alguém no momento um “São Brás, que na panela tem mais”? O dito popular nasceu da tradição e devoção ao “protetor da garganta” que a Igreja celebra hoje sua festividade na liturgia. Muitos devotos procuram um templo para receber a bênção da garganta, também conhecida como benção de São Brás, principalmente aquelas pessoas que tem problemas nesta parte do corpo ou querem uma proteção especial.

A Catedral Metropolitana, Igreja Mãe da Arquidiocese de Vitória, vai fazer o tradicional rito de benção da garganta nas missas de 12h e de 18h, que pode ser acompanhada pela transmissão da Rádio América 91,1FM.  Durante o rito da benção de hoje o sacerdote cruza duas velas sobre a garganta do fiel e reza: “por intercessão de São Brás, Bispo e Mártir, defenda-te Deus contra os males da garganta e contra qualquer outro mal, em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo”. 

Segundo informações do Vaticano, São Brás é um dos santos, cuja fama de santidade chegou a muitos lugares e, por isso, é venerado em quase todas as partes do mundo. O milagre da garganta, que realizou em uma criança, é recordado neste dia 3 de fevereiro. De acordo com a tradição uma mãe o procurou desesperada, com seu filhinho nos braços, que estava sendo sufocado por um espinho ou isca de peixe cravado em sua garganta. Na época, enquanto bispo, ele abençoou a criança que recobrou imediatamente a saúde.

Quem foi São Brás?

O santo padroeiro da garganta também é conhecido como o protetor dos otorrinolaringologistas, dos pecuaristas e das atividades agrícolas. Em relação a sua vida, São Brás era natural de Sebaste, na Armênia, e foi um homem de muita Fé, e um médico que além de curar as doenças do corpo, também tratava dos males da alma. Também se tornou Bispo da Igreja.

Fugindo da perseguição aos cristãos pelo imperador do Oriente, Licínio, e do Ocidente, Constantino, Brás se escondeu em uma caverna, no Monte Argeu, onde viveu na solidão e na oração, guiando a sua Igreja, apesar da distância, com mensagens secretas. Porém, ele foi encontrado e preso pelos guardas do governador Agrícola e levado a julgamento onde sofreu torturas que não conseguiram mudar seu espírito.

As paraolimpíadas de Inverno 2022 acontecem em Pequim de 4 a 13 de março e o Papa Francisco no final da audiência de hoje,

O Papa aos atletas: o esporte inclusivo é a verdadeira medalha de ouro

O verdadeiro sucesso do esporte é quando cria uma sociedade mais aberta e inclusiva, tornando os atletas, sobretudo os atletas paraolímpicos e refugiados, verdadeiros construtores da paz. Este foi o desejo expresso pelo Papa Francisco no final da Audiência Geral, desta quarta-feira (02/02), ao saudar os participantes dos próximos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de Inverno, que se realizarão em Pequim a partir de 4 de fevereiro e 4 de março, respectivamente.

Construir pontes de amizade e solidariedade

“Desejo aos organizadores o melhor sucesso e aos atletas que deem o melhor de si”, disse o Pontífice, destacando que “o esporte, com sua linguagem universal, pode construir pontes de amizade e solidariedade entre pessoas e povos de todas as culturas e religiões”. “Juntos” é a palavra-chave para interpretar este evento e neste sentido Francisco aprecia a decisão do Comitê Olímpico Internacional de acrescentar ao lema tradicional “Citius, Altius, Fortius” (mais veloz, mais alto, mais forte) a palavra “Communiter”, “juntos”. Este é o objetivo: fazer “crescer um mundo mais fraterno. Juntos”, reiterou o Papa.

A medalha de ouro da hospitalidade

O olhar de Francisco se volta para todo o mundo paraolímpico. “O exemplo dos atletas com deficiência ajudará a todos a superar preconceitos e medos e a tornar nossas comunidades mais acolhedoras e inclusivas: esta é a verdadeira medalha de ouro.” Atenção e emoção também são reservadas às histórias pessoais dos atletas refugiados. “Que seus testemunhos ajudem a encorajar as sociedades civis a se abrirem com mais confiança a todos, não deixando ninguém para trás”, recordou o Papa, desejando que todos vivam “uma experiência única de fraternidade humana e de paz”