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Na audiência de hoje o Papa pediu que aprendamos com São José a cultivar espaços de silêncio. Leia a matéria publicada no site Vatican

Na audiência de hoje o Papa pediu que aprendamos com São José a cultivar espaços de silêncio. Leia a matéria publicada no site Vatican News.

O Papa Francisco deu continuidade ao ciclo de catequeses sobre São José na Audiência Geral desta quarta-feira (15/12).

Depois de ilustrar o ambiente em que ele viveu, o seu papel na história da salvação e o seu ser justo e esposo de Maria, o Papa examinou outro aspecto importante da pessoa de José: o silêncio. “Deus se manifestou no momento de maior silêncio. É importante pensar no silêncio nesta época em que parece não ter muito valor”, sublinhou Francisco.

“Os Evangelhos não registram palavras de José de Nazaré. Isto não significa que ele fosse taciturno, não, há uma razão mais profunda. Com este silêncio, José confirma o que Santo Agostinho escreveu: «Na medida em que cresce em nós a Palavra, o Verbo que se fez homem, diminuem as palavras». José com o seu silêncio nos convida a deixar espaço à Presença da Palavra feita carne, ou seja, a Jesus”, disse ainda o Papa.

O silêncio de José é cheio de escuta

Francisco sublinhou que “o silêncio de José não é mutismo; é um silêncio cheio de escuta, um silêncio laborioso, um silêncio que faz emergir a sua grande interioridade. Jesus cresceu nesta “escola”, na casa de Nazaré, com o exemplo diário de Maria e José”.

Como seria bom se cada um de nós, seguindo o exemplo de São José, conseguisse recuperar esta dimensão contemplativa da vida aberta pelo silêncio. Mas todos sabemos por experiência que não é fácil: o silêncio nos assusta um pouco, porque nos pede para entrarmos em nós mesmos e encontrarmos a parte mais verdadeira de nós. Tanta gente tem medo do silêncio e precisa falar, falar ou ouvir rádio, ver televisão, mas não pode aceitar o silêncio porque tem medo. O filósofo Pascal observou que «toda a infelicidade dos homens provém de uma só coisa: não saber ficar tranquilo num quarto». 

Sem a prática do silêncio o nosso falar adoece

O Papa nos convidou a aprendermos “de São José a cultivar espaços de silêncio, nos quais possa surgir outra Palavra: a do Espírito Santo que habita em nós. Não é fácil reconhecer esta Voz, que muitas vezes se confunde com as milhares de vozes de preocupações, tentações, desejos e esperanças que nos habitam; mas sem este treino que provém da prática do silêncio, até a nossa fala pode adoecer“.

Sem a prática do silêncio o nosso falar adoece. Ele, em vez de fazer resplandecer a verdade, pode se tornar uma arma perigosa. De fato, as nossas palavras podem tornar-se adulação, soberbia, mentira, maledicência, calúnia. É um dado da experiência que, como nos lembra o Eclesiástico, «a língua mata mais do que a espada». Jesus disse-o claramente: quem fala mal do irmão ou da irmã, quem calunia o próximo, é homicida.  Mata com a língua. Nós não acreditamos nisso, mas é verdade. Pensemos um pouco nas vezes em que matamos com a língua, sentiríamos vergonha!

A profundidade do coração cresce com o silêncio

Segundo o Papa, “devemos aprender de José a cultivar o silêncio: aquele espaço de interioridade nos nossos dias nos quais damos ao Espírito a oportunidade de nos regenerar, de nos consolar, de nos corrigir”.

Não estou dizendo para cair no mutismo, não. Silêncio. Cada um de nós olhe para dentro, muitas vezes estamos fazendo uma coisa e quando terminamos procuramos imediatamente o telefone celular para fazer outra. Estamos sempre assim. E isto não ajuda, isto nos faz escorregar para a superficialidade. A profundidade do coração cresce com o silêncio, silêncio que não é mutismo como eu disse, mas que deixa espaço para a sabedoria, a reflexão e o Espírito Santo. Não tenhamos medo dos momentos de silêncio, não tenhamos medo! Isso nos fará muito bem.

Segundo o Papa, “o benefício para os nossos corações curará também a nossa língua, as nossas palavras e, sobretudo, as nossas escolhas. Com efeito, José uniu ao silêncio à ação. Ele não falou, mas fez, e assim nos mostrou o que Jesus disse uma vez aos seus discípulos: «Nem todo o que me diz Senhor, Senhor, entrará no reino dos Céus, mas sim aquele que faz a vontade do meu Pai que está nos Céus»”. “Silêncio. Palavras fecundas quando falamos. Silêncio, falar direito, morder um pouco a língua, o que às vezes é bom, em vez de dizer bobagem”, concluiu o Papa.

A  Arquidiocese de Vitória agradece pelo ministério sacerdotal do Papa Francisco que comemora hoje 52 de ordenação. Leia a matéria publicada no site Vatican

A  Arquidiocese de Vitória agradece pelo ministério sacerdotal do Papa Francisco que comemora hoje 52 de ordenação. Leia a matéria publicada no site Vatican News.

Misericórdia, sonho, sorriso e gratidão: os 52 anos de ordenação sacerdotal que o Papa Francisco completa neste 13 de dezembro têm esses fundamentos que o próprio Pontífice várias vezes indicou aos presbíteros como instrumentos para viver melhor o seu ministério. A sua vocação nasceu muito jovem, aos 17 anos, durante uma confissão com um sacerdote que o futuro Pontífice nem conhecia. É 21 de setembro de 1953, memória litúrgica de São Mateus, o publicano convertido por Jesus, e nesse ato penitencial o jovem Jorge experimenta a misericórdia de Deus. “Depois da confissão”, disse Francisco em 18 de maio de 2013 na Vigília de Pentecostes na Praça de São Pedro com movimentos, novas comunidades, associações e agregações de leigos, “senti que algo mudou. Eu não era o mesmo. Tinha ouvido como uma voz, um chamado: estava convencido de que devia ser sacerdote”. Não é de surpreender que seu lema episcopal e depois pontifício seja precisamente “Miserando atque eligendo” (“Olhou para ele com misericórdia e o escolheu”), ou seja, um trecho de uma homilia de São Beda, o Venerável, que comenta o episódio evangélico da vocação de São Mateus. Portanto, em 13 de dezembro de 1969, Jorge Mario Bergoglio foi ordenado sacerdote pelo arcebispo Ramón José Castellano.

O apostolado do “ouvido” e a cura das feridas

O apelo à misericórdia, tema também de um Jubileu especial vivido entre 2015 e 2016, ressoa frequentemente nos discursos de Francisco e nas suas exortações aos sacerdotes: “O sacerdote é um homem de misericórdia e compaixão, próximo do seu povo e servidor de todos”, disse aos párocos de Roma em 6 de março de 2014. “Quem está ferido na própria vida, de qualquer forma, pode encontrar nele atenção e escuta (…) São tantos os feridos, por problemas materiais, por escândalos, até na Igreja. Pessoas feridas pelas ilusões do mundo… Nós, padres, devemos estar ali, perto dessas pessoas. Misericórdia significa curar feridas”, disse o Papa. É sobretudo no confessionário que os sacerdotes podem dispensar a misericórdia de Deus. Por isso, o Papa exorta os confessores a exercer “o apostolado do ouvido”, não a estar “com o chicote na mão”, mas a “receber, ouvir e dizer que Deus é bom e que Deus sempre perdoa, que Deus nunca se cansa de perdoar” (Angelus, 14 de fevereiro de 2021).

Oração, Palavra e Pão

Arraigado na oração e na caridade, nunca desligado dos fiéis, nunca um mero funcionário, mas uma pessoa despojada de si mesmo e desprovida de “ideias pré-constituídas”, o sacerdote é “um homem de Deus 24 horas por dia, não um homem do sagrado quando usa os paramentos”. Em 15 de setembro de 2018, em Palermo, durante o encontro com o clero, religiosos e seminaristas, o Papa enfatizou que para o presbítero “a liturgia deve ser vida, não permanecer rito”. Por isso, é fundamental rezar a Ele de quem falamos, alimentar-nos da Palavra que pregamos, adorar o Pão que consagramos, e fazê-lo todos os dias. Oração, Palavra e Pão, essenciais para cada sacerdote todos os dias, essenciais para todos os consagrados e consagradas todos os dias.

Olhar além para reconhecer Deus

Nas palavras de Francisco, todo sacerdote deve ser também um sonhador, como São José: “Não ‘sonhador’ no sentido de quem tem a cabeça nas nuvens, desligado da realidade”, explicou à Comunidade do Pontifício Colégio Belga, recebida em audiência a 18 de março de 202, “mas um homem que sabe olhar para além do que vê: com um olhar profético, capaz de reconhecer o desígnio de Deus onde os outros nada veem e, portanto, com um objetivo claro pelo qual se empenhar”. Na prática, os sacerdotes devem “saber sonhar a comunidade que ama, não se limitar a querer preservar o que existe, conservar e proteger não são sinônimos! Estarem antes dispostos a partir da história concreta das pessoas para promover a conversão e a renovação no sentido missionário e para fazer crescer uma comunidade em caminho, composta por discípulos guiados pelo Espírito e movidos pelo amor de Deus”. Os sacerdotes, reiterou o Pontífice, não devem ser “super-homens com sonhos de grandeza”, mas “pastores com cheiro das ovelhas”, isto é, capazes de sonhar “uma Igreja inteira ao serviço” e “um mundo mais fraterno e solidário”, abandonando a “autoafirmação” para colocar “Deus e as pessoas” no centro da vida.

Transmitir esperança aos corações inquietos

“O sacerdote é um homem que, à luz do Evangelho, difunde o gosto de Deus ao seu redor e transmite esperança aos corações inquietos”, acrescentou Francisco. Uma esperança que vem acompanhada de um sorriso, aquele que vem da alegria do Evangelho: só junto com o Senhor, de fato, os sacerdotes podem ser “apóstolos da alegria, cultivando a gratidão de estar a serviço dos irmãos e da Igreja”. A alegria indicada pelo Pontífice se difunde também pelo senso de humor: “Um sacerdote que não tem senso de humor, ninguém gosta, algo está errado”, disse ele em 7 de junho de 2021, encontrando-se com a comunidade do Colégio de São Luís dos Franceses em Roma. “Esses grandes sacerdotes que riem dos outros, de si mesmos e até da própria sombra: o senso de humor é uma das características da santidade.” Ele, “te levanta, te faz ver o provisório da vida e tomar as coisas com o espírito de uma alma redimida. É uma atitude humana, mas é a que mais se aproxima da graça de Deus” (Entrevista com s TV2000 e RadioInBlu, novembro de 2016).

A poderosa arma da gratidão

Por fim, Francisco convida frequentemente os sacerdotes ao exercício da gratidão e do agradecimento: “A gratidão é sempre ‘uma arma poderosa'”, escreve ele em sua Carta aos Sacerdotes por ocasião dos 160 anos da morte do Santo Cura d’Ars. “Somente se formos capazes de contemplar e agradecer concretamente por todos os gestos de amor, generosidade, solidariedade e confiança, assim como perdão, paciência, suportação e compaixão com os quais fomos tratados, permitiremos que o Espírito nos dê aquele ar fresco capaz de renovar, e não remendar, a nossa vida e missão”, mantendo acesa “a chama da esperança”.

O texto do ritual para instituição do ministério do catequista foi publicado. Leia a matéria publicada no site Vatican News. Accipe hoc fídei nostræ
O texto do ritual para instituição do ministério do catequista foi publicado. Leia a matéria publicada no site Vatican News.
Accipe hoc fídei nostræ signum, cáthedra veritátis et caritátis Christi, eúmque vita, móribus et verbo annúntia – (Acolhe este sinal da nossa fé, cátedra da verdade e do amor de Cristo, e proclama-o com a vida, com os comportamentos e com a palavra)

A partir de 1º de janeiro de 2022, esta será uma das fórmulas latinas com que um homem ou uma mulher – leigos de profunda fé e maturidade humana e com a devida formação bíblica e pastoral – serão instituídos como catequistas pelo seu bispo durante uma celebração litúrgica. Depois de instituir formalmente o ministério do catequista com o motu proprio Antiquum ministerium de 10 de maio passado, o Papa aprovou e publicou um Editio typica que introduz um Rito específico de Instituição dos Catequistas. Este é um texto básico que será depois traduzido e adaptado pelas várias Conferências Episcopais de todo o mundo.

O rito pode ter lugar durante uma Missa ou uma celebração da Palavra de Deus e seguirá um esquema preciso: exortação, convite à oração, texto de bênção e entrega do crucifixo.

O Arcebispo Arthur Roche, prefeito da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, numa carta que acompanha a publicação da Editio typica, dirigida aos presidentes das Conferências Episcopais, propõe algumas notas sobre o ministério do catequista. Antes de mais, é esclarecida a natureza deste ministério, como um “serviço estável prestado à Igreja local” e sobretudo como um “ministério laico que tem como fundamento a condição comum de ser batizado”, portanto “essencialmente distinto” do ministério ordenado. “Em virtude do Batismo”, os catequistas são chamados a ser “corresponsáveis na Igreja local no anúncio e transmissão da fé, desempenhando este papel em colaboração com os ministros ordenados e sob a sua orientação”.

Na grande variedade de formas”, afirma dom Roche, “podem distinguir-se duas tipologias principais: catequistas com a tarefa específica da catequese, outros que participam nas várias formas de apostolado, como a guia da oração comunitária; assistências aos doentes; as celebrações de funerais; a formação de outros catequistas; a coordenação de iniciativas pastorais; ajuda aos pobres.

A carta do prefeito especifica que, uma vez que este ministério tem “um forte valor vocacional que requer o devido discernimento por parte do bispo”, nem todos aqueles que são chamados “catequistas” ou que realizam um serviço de colaboração pastoral devem ser instituídos. Em particular, não devem ser instituídos: candidatos ao diaconato e ao presbiterado; religiosos e religiosas, independentemente de pertencerem a institutos cujo carisma é a catequese; professores de religião nas escolas e aqueles que realizam um serviço destinado exclusivamente aos membros de um movimento eclesial, aos quais esta função “preciosa” é confiada pelos responsáveis dos movimentos e não pelo bispo.

No que diz respeito àqueles que acompanham a iniciação de crianças e adultos, também eles não precisam necessariamente serem instituídos no ministério específico, mas devem receber no início de cada ano catequético “um mandato eclesial público com o qual é confiada a eles esta função indispensável”.

A carta especifica que é tarefa de cada Conferência Episcopal esclarecer o perfil, o papel e as formas mais coerentes para o exercício do ministério dos catequistas. É citado, enfim, o caso de uma “não estável presença de ministros ordenados”: o Direito Canônico prevê a possibilidade de confiar a um leigo “uma participação no exercício do cuidado pastoral de uma paróquia”, mas é necessário “formar a comunidade para que não veja no catequista um substituto” para o padre ou diácono, mas sim um fiel leigo que colabora com os ministros ordenados “para que a sua assistência pastoral possa chegar a todos”.

A Arquidiocese de Vitória sediou hoje, 11 de dezembro de 2021, o evento de instalação do Regional Leste 3 da CNBB, Conferência Nacional dos

A Arquidiocese de Vitória sediou hoje, 11 de dezembro de 2021, o evento de instalação do Regional Leste 3 da CNBB, Conferência Nacional dos Bispos do Brasil. O Regional composto pelas dioceses de Cachoeiro de Itapemirim, São Mateus, Colatina e Arquidiocese de Vitória foi desmembrado do Regional Leste 2.

Durante a missa, na qual o Regional foi oficialmente instalado, o arcebispo de Vitória, dom Dario Campos, também presidente do Regional, pediu um minuto de silêncio pelas vítimas da covid-19 e todos os participantes, arcebispos, bispos, padres, diáconos, seminaristas, leigos e autoridades civis ficaram de pé para esse momento, um sinal de proximidade aos sofrimentos de quem perdeu vidas ou vive sequelas da doença.

O evento começou com um café da manhã e visita à sede do Regional que está instalado num espaço do Centro de Estudos da Arquidiocese de Vitória na Praia do Suá. O espaço foi elogiado pelo presidente do Regional Leste 2, dom José Carlos de Souza Campos que disse “a instalação do Leste 3 não é uma ruptura com o Leste 2, vamos continuar nos reunindo porque também quero compartilhar da linda estrutura”.

Estiveram presentes vários bispos do Regional Leste 2; os bispos do Regional Leste 3: dom Luiz Fernando Lisboa de Cachoeiro de Itapemirim, dom Paulo Dal’Bó da diocese de São Mateus, o bispo nomeado para a diocese de Colatina, Monsenhor Lauro Sérgio Versiani Barbosa; os bispos eméritos que atuaram e moram no Espírito Santo, dom Luiz Mancilha Vilela, arcebispo emérito da Arquidiocese de Vitória, dom Décio Zandonade, bispo emérito de Colatina e dom Geraldo Lyrio Rocha, arcebispo emérito de Mariana, MG; o secretário da CNBB, dom Joel Portella Amado, o presidente da CNBB, dom Walmor Oliveira de Azevedo, que presidiu a missa e, padres, diáconos, seminaristas e leigos das 4 dioceses que compõem o Regional. O governador do Estado, prefeitos de Vitória e Vila Velha e representante da Câmara de Vereadores de Vila Velha também compareceram.

Entrevistamos os bispos do novo Regional, os presidentes do Leste 2 e da CNBB, os dois eméritos que moram em Vitória e o pe. Roberto Marcelino de Oliveira que deixa a secretaria do Leste 2 e assume a secretaria executiva do Leste 3.

Cada um a seu modo, todos acentuaram o motivo da criação do Leste 3 como uma necessidade de fortalecer o jeito de ser Igreja no Espírito Santo e o encurtamento de distâncias para participar das formações e iniciativas do Regional.

Dom Dario: A contribuição do Leste 3 para a Igreja é mostrar o nosso jeito de ser Igreja organizada em Comunidades Eclesiais de Base.

Dom Luiz Lisboa: A criação do Regional é uma alegria. Nosso Estado tem realidades diferentes e aquilo que tentávamos fazer no Sub-Regional fica mais fácil agora no Regional. Os 20 anos que passei na África, 8 como bispo e os últimos anos com bastante perseguição, me fez entender que o missionário é itinerante, não escolhe o lugar de missão.

Monsenhor Lauro:  Este é um momento bonito para a Província Eclesiástica. Eu sempre tive contato com o Espírito Santo, tive colegas de estudo e tive contatos também no Regional, além disso Minas Gerais faz fronteira com a diocese de Colatina pela diocese de Governador Valadares. Acredito que a criação do Regional chega em boa hora, no momento da maturidade.

Dom Paulo: O espírito de comunhão, diálogo e participação que já existia no Sub-Regional vai continuar no Leste 3 pelos próximos anos, o jeito próprio de ser Igreja vai se fortalecer no Leste 3 também através da estrutura que aumentará o protagonismo. Por ser um Regional pequeno as Comissões poderão ser presididas por padres e leigos.

Dom José Carlos: O que me chama a atenção é o modelo de Igreja que dá ao estado uma certa uniformidade. É uma continuidade do Leste 2 que continua sua história com a oportunidade de mostrar a força da diversidade no modelo Comunidade Eclesial de Base. Por ser um Regional pequeno vai ter que repensar a organização estrutural, pois não terá bispos para todas as Comissões.

Dom Luiz Mancilha: Este é um momento de alegria e gratidão a Deus. O relacionamento no Leste 2 sempre foi muito bom, mas o Estado do Espirito Santo tem  situações pastorais diferentes. Este passo é uma bênção. Agora, com modéstia, temos que reconhecer que somos um continente e não uma ilha.

Dom Geraldo Lyrio: A convivência no Leste 2 sempre foi muito boa, mas sempre se percebia uma distância histórica e cultural. O Espírito Santo se sentia diminuído por ser pequeno, apenas 4 dioceses e ter um jeito de ser Igreja diferente de Minas Gerais. Mas este é um momento de ação de graças pelo tempo percorrido.

Dom Walmor: Este é um momento de esperança e fortalecimento missionário. Agora é tornar as forças existentes em forças missionárias. A criação de um Regional é dar oportunidade às singularidades. O menor Regional mostra a força da Igreja no Espírito Santo e este é o momento de viver a sinodalidade que tanto pede o Papa Francisco. Achei muito importante que a sede do Regional está dentro do Centro de Estudos.

Ao final da missa que aconteceu no Santuário Nossa Senhora do Rosário em Vila Velha foi lida a ata de instalação do Regional por dom Luiz Lisboa, secretário do Regional e assinado pelas bispos. A Celebração Eucarística iniciou com a entrada da imagem de Nossa Senhora da Penha, padroeira do Estado do Espírito Santo.

O padre Roberto Marcelino explicou que a função do secretaria do Regional é reanimar a história da Igreja no Espírito Santo e alimentar os leigos. “Os Regionais se tornam locais de estudo dos documentos da Igreja e buscam praticá-los à Luz da Palavra de Deus. Cabe ao Regional articular”, disse pe. Marcelino e acrescentou que o secretário cuida da estrutura física, humana, da administração e pastoral.

Francisco recebe no Vaticano as delegações que doaram neste ano a Árvore de Natal e o Presépio montados na Praça São Pedro e o

Francisco recebe no Vaticano as delegações que doaram neste ano a Árvore de Natal e o Presépio montados na Praça São Pedro e o Presépio montado no interior da mesma Sala Paulo VI.

Logo após ao meio-dia o Papa Francisco recebeu na Sala Paulo VI as delegações que doaram neste ano a Árvore de Natal e o Presépio montados na Praça São Pedro e o Presépio montado no interior da mesma Sala Paulo VI

Francisco então dirigiu a sua saudação à Delegação Peruana de Huancavelica, o departamento em que se localiza o vilarejo de Chopoca, de onde vem o grande presépio montado na Praça São Pedro.

O Papa agradeceu ao Bispo Carlos Salcedo Ojeda pelas suas palavras, e estendeu a sua gratidão às autoridades civis e eclesiásticas, especialmente ao Ministro do Exterior peruano, e a todos aqueles que colaboraram.
Os personagens do presépio, – recordou o Papa – feitos com materiais e vestuário característicos desses territórios, representam os povos dos Andes e simbolizam o apelo universal à salvação.

“Jesus, de fato, veio à terra na concretude de um povo para salvar todos os homens e mulheres, de todas as culturas e nacionalidades. Ele fez-se pequeno para que possamos acolhê-Lo e receber o dom da ternura de Deus”.

Ao lado do presépio encontra-se o majestoso abeto dos bosques de Andalo, no Trentino. Francisco então saudou a delegação que veio daquela localidade: as autoridades, os sacerdotes, os fiéis acompanhados pelo arcebispo Lauro Tisi, a quem agradeceu pelas suas palavras.

Papa Francisco com fiéis na Sala Paulo VI

No final da tarde desta sexta-feira, na conclusão da cerimônia oficial de entrega, as luzes que decoram a árvore serão ligadas.

Permanecerá junto ao presépio até ao final das festividades natalinas e será admirado por peregrinos de muitos lugares.

“O abeto – disse o Papa – é sinal de Cristo, a árvore da vida, árvore à qual o homem não teve acesso por causa do pecado. Mas com o Natal, a vida divina se uniu à vida humana. A árvore de Natal, então, evoca o renascimento, o dom de Deus que se une ao homem para sempre, que nos dá a sua vida. As luzes do abeto recordam a luz de Jesus, a luz do amor que continua a brilhar nas noites do mundo”.

Francisco afirmou que o Natal é isto, não deixemos que seja poluído pelo consumismo e pela indiferença. Os seus símbolos, especialmente o presépio e a árvore decorada, trazem-nos de volta à certeza que enche os nossos corações de paz, à alegria da Encarnação, a Deus que se torna familiar: ele vive conosco, ele dá um ritmo de esperança aos nossos dias.

“A árvore e o presépio apresentam-nos a atmosfera típica de Natal que faz parte do patrimônio das nossas comunidades: uma atmosfera de ternura, partilha e intimidade familiar. Não vamos viver um Natal falso e comercial! Deixemo-nos envolver pela proximidade de Deus, pela atmosfera natalícia que a arte, a música, as canções e as tradições trazem aos nossos corações”.

Papa Francisco diante do Presépio na Sala Paulo VI

Todos aqueles que vierem aqui à Sala Paulo VI nos próximos dias – afirmou o Papa – poderão saborear esta atmosfera, graças também ao presépio que será inaugurado. Foi feito por jovens da paróquia de São Bartolomeu em Gallio, na diocese de Pádua, que estavam presentes com o bispo Claudio Cipolla, a quem Francisco agradeceu pelas palavras.

“Estou grato por este presente, fruto do compromisso e da reflexão sobre o Natal, a festa da confiança e da esperança. A razão da nossa esperança é que Deus está conosco, Ele confia em nós e nunca se cansa de nós! Ele vem habitar com os homens, escolhe a terra como sua morada para estar conosco e assumir as realidades onde transcorremos os nossos dias. Isto é o que o nos ensina o presépio”.

O Papa concluiu dizendo “que no Natal, Deus revela-se não como aquele que está nas alturas para dominar, mas como Aquele que se inclina, pequeno e pobre, para servir: isto significa que a forma de se assemelhar a Ele é a de se rebaixar, de servir. Para que seja verdadeiramente Natal, não esqueçamos isto: Deus vem para estar conosco e pede-nos para cuidarmos dos nossos irmãos e irmãs, especialmente os mais pobres, mais fracos e mais frágeis, a quem a pandemia ameaça marginalizar ainda mais. Pois foi assim que Jesus veio ao mundo, e o presépio lembra-nos disso”. “Que Nossa Senhora e São José nos ajudem a viver o Natal desta forma”.

Por sete anos consecutivos os paroquianos da Paróquia Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, assim como os turistas e moradores da região, acostumaram-se a participar

Por sete anos consecutivos os paroquianos da Paróquia Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, assim como os turistas e moradores da região, acostumaram-se a participar de diversas atividades promovidas nas areias da Praia da Costa, sempre em Janeiro, mês em que acontece o evento Jesus, o Sol da Nossa Praia. O projeto, idealizado pelo Pároco da Perpétuo Socorro, Padre Anderson Gomes, tem como principal objetivo promover momentos de maior intimidade e integração, além de atrair e evangelizar turistas e visitantes que curtem o verão da Praia da Costa, através de ações religiosas, sociais, esportivas e educativas, atendendo à exortação do Santo Papa que incentiva o católico a “ser mais audaz e ir para além dos templos levar Jesus a esse povo tão sedento de Deus”.

A primeira versão aconteceu de forma despretensiosa, em 2014. Aos poucos novas atividades foram inseridas, e todo um cenário passou a ser montado no local do evento, que a partir de 2018 foi inserido no calendário oficial de eventos da Prefeitura de Vila Velha. Além da Adoração ao Santíssimo e da Santa Missa, atividades como Cinema na Praia, Passeio Ciclístico, Luau, Noite Esportiva (com uma Corrida passando pelas três comunidades da paróquia e subida ao Convento) fazem parte da programação da qual já participaram nomes conhecidos da música católica, como Eliana Ribeiro, Banda Dominus, Padre Anderson Gomes e banda, além do Club Big Beatles. Tudo é cuidadosamente preparado para propiciar ao público momentos especiais de lazer, louvor e adoração.

Em 2021, seguindo as recomendações das autoridades de saúde, lamentavelmente o projeto  não pôde acontecer, e em 2022, apesar de toda a expectativa positiva, este ano o evento NÃO irá acontecer, tendo em vista o cenário ainda incerto provocado pelos reflexos da pandemia em todo o mundo. Prezando sempre pela segurança e bem-estar de todos os envolvidos, e também em respeito aos nossos s patrocinadores, uma vez que, as autorizações para eventos desse porte trazem a ressalva de que podem ser cancelados a qualquer momento em função de mudanças do cenário de risco do município, decidiu-se adiá-lo por mais um ano, na esperança de que, em 2023, esse importante projeto de evangelização volte a acontecer e traga de novo um colorido especial às areias da Praia da Costa.

No próximo dia 18 de dezembro 2021 acontece um pedal beneficente por um mundo sem drogas. Iniciativa de pe. Ronaldo Rosa de Oliveira, vigário

No próximo dia 18 de dezembro 2021 acontece um pedal beneficente por um mundo sem drogas. Iniciativa de pe. Ronaldo Rosa de Oliveira, vigário na paróquia São Francisco em Porto de Santana, Cariacica, que pretende arrecadar alimentos que serão doados ao Projeto Amar e fraldas descartáveis que serão doadas à Casa das Irmãs da Caridade.

O percurso será entre a Praça de Porto de Santana, percorrendo os bairros de Cariacica até ao local onde funciona o Projeto Amar em Viana. Na saída um rápido testemunho de um psiquiatra e ex-dependente químico.

As inscrições já estão abertas pelo telefone: (27) 99997-5070.

O Projeto Amar, é uma casa de recuperação de dependentes de drogas e é mantido com doações voluntárias. A Casa das Irmãs da Caridade acolhe abandonados e desamparados e vive também de doações.

Pe. Ronaldo recomenda a todos que desejam participar que preparem todos os equipamentos de segurança exigidos para participar do pedal.

A Arquidiocese de Vitória se prepara para a 16ª Assembleia Ordinária do Sínodo dos Bispos. O tema “Para uma Igreja Sinodal: comunhão, participação e

A Arquidiocese de Vitória se prepara para a 16ª Assembleia Ordinária do Sínodo dos Bispos. O tema “Para uma Igreja Sinodal: comunhão, participação e missão”, foi escolhido para este Sínodo, que foi aberto nos dias 9 e 10 de outubro 2021.

A primeira fase do Sínodo é o processo de escuta do povo de Deus, nas dioceses do mundo inteiro e, em comunhão com toda a Igreja, nossa Igreja Particular de Vitória inicia essa fase. 

A Arquidiocese de Vitória, convida a todos a participarem dessa Escuta. Uma forma poderá ser através do site da Arquidiocese, onde você pode participar individualmente ou em grupo, respondendo o questionário on-line. Para isso criamos um espaço em nosso site, uma forma fácil e rápida, para a sua participação. Para responder às perguntas, basta clicar no canto superior do site, onde está escrito Sínodo e ir respondendo passo a passo. Após cada etapa concluída, outra página será aberta para que você possa responder perguntas em todas as áreas propostas. 

A participação é muito importante para conhecermos nossa realidade e assim pensar a pastoral de forma real. Participe!