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A liberdade religiosa é fundamental para a convivência pacífica entre os povos. Mas o relatório publicado pela Fundação Ajuda à Igreja que Sofre, traz

A liberdade religiosa é fundamental para a convivência pacífica entre os povos. Mas o relatório publicado pela Fundação Ajuda à Igreja que Sofre, traz dados que preocupam e acendem o alerta. A matéria está publicada no site vaticannews.va

 

Em meio a um cenário global de instabilidade – que vai da guerra na Ucrânia ao conflito na Terra Santa e à ascensão de regimes autoritários – a liberdade religiosa enfrenta um processo de erosão alarmante. O Relatório de Liberdade Religiosa no Mundo 2025, publicado pela Fundação Ajuda à Igreja que Sofre (ACN), revela que 62 países registram graves violações desse direito fundamental, afetando mais de 5,4 bilhões de pessoas, o equivalente a quase dois terços da população mundial.

De acordo com o levantamento, 24 países foram classificados na categoria mais grave, de “perseguição”, e outros 38 como “discriminação”. Apenas dois países –  Cazaquistão e Sri Lanka – apresentaram melhorias no período analisado, entre 1º de janeiro de 2023 e 31 de dezembro de 2024.

Governos autoritários e extremismo religioso são principais ameaças

O relatório identifica os regimes autoritários como a maior ameaça à liberdade religiosa. Em países como China, Eritreia, Irã e Nicarágua, os governos impõem leis restritivas, vigilância em massa e repressão sistemática a grupos religiosos. O autoritarismo é apontado como responsável direto pela perseguição em 19 países e pela discriminação em outros 33.

Outra força destrutiva é o extremismo jihadista, que se espalha com rapidez por regiões como o Sahel, a África Central e o Oriente Médio. Grupos como o JNIM, o Estado Islâmico da Província do Sahel e o ISCAP ampliam o controle territorial, atacando comunidades cristãs e muçulmanas que não aderem à sua ideologia.

Nacionalismo religioso e deslocamentos forçados

O relatório também alerta para o crescimento do nacionalismo étnico-religioso, que reforça a exclusão e a repressão das minorias. Países como Índia e Mianmar são exemplos de perseguição “híbrida”, combinando repressão legal e violência popular. Já na Palestina, Israel, Sri Lanka e Nepal, a discriminação tem caráter institucional.

Essas dinâmicas alimentam uma crise humanitária silenciosa: a migração forçada por motivos religiosos. Milhões de pessoas têm fugido da violência, especialmente em países como Nigéria, Burkina Faso, Níger, Mali e Sudão, onde comunidades inteiras foram desarraigadas e templos destruídos.

Crime organizado e guerras agravam o cenário

O estudo mostra que o crime organizado passou a mirar líderes e instituições religiosas para ampliar o controle territorial, especialmente em países como Nigéria, Haiti e México. Igrejas são saqueadas, sacerdotes sequestrados e comunidades cristãs silenciadas.

Além disso, a guerra tornou-se um fator crescente de violação da liberdade religiosa. Conflitos como os da Ucrânia, Sudão, Mianmar, Gaza e Nagorno-Karabakh provocaram destruição de locais sagrados e deslocamento em massa de fiéis.

Crescem crimes de ódio e ataques a comunidades religiosas

O relatório aponta um aumento significativo de crimes de ódio antissemitas e antimuçulmanos, sobretudo após o ataque do Hamas a Israel em outubro de 2023. Na França, os atos antissemitas cresceram 1.000%, e na Alemanha foram registrados 4.369 incidentes relacionados ao conflito, contra apenas 61 em 2022.

Os ataques anticristãos também aumentaram nos países ocidentais. Em 2023, a França registrou cerca de 1.000 incidentes, enquanto no Canadá ao menos 33 igrejas foram destruídas por incêndios criminosos. Casos semelhantes ocorreram em Espanha, Itália, Estados Unidos e Croácia, com vandalismo, profanações e agressões a líderes religiosos.

Novas formas de repressão e vítimas vulneráveis

A  objeção de consciência está sob crescente ameaça em países da Europa Oriental e mesmo em democracias ocidentais, onde instituições religiosas enfrentam pressões legais em temas como aborto e suicídio assistido.

O avanço das tecnologias digitais também é motivo de preocupação. Em países como China, Coreia do Norte e Paquistão, governos e grupos extremistas utilizam inteligência artificial e vigilância digital para rastrear e punir pessoas por suas crenças.

O relatório ainda denuncia o abuso sistemático de mulheres e meninas pertencentes a minorias religiosas. Casos de sequestros, conversões forçadas e casamentos compulsórios continuam a ser registrados, especialmente em Paquistão, Egito e Moçambique.

Resistência e esperança

Apesar do cenário preocupante, a ACN destaca a resiliência das comunidades religiosas, que continuam atuando como agentes de paz e solidariedade. Em regiões como Cabo Delgado (Moçambique) e Burkina Faso, projetos inter-religiosos mostram que a fé pode ser força de unidade, reconstrução e defesa da dignidade humana.

A educação é apontada como um caminho essencial para promover a coexistência pacífica e a igualdade entre os povos, fortalecendo a esperança em um futuro em que a liberdade religiosa volte a ser plenamente respeitada.

No próximo sábado, 01 de novembro de 2025, a Igreja Católica celebra Todos os Santos. Nesta data, especificamente, veneramos aqueles que viveram como verdadeiros

No próximo sábado, 01 de novembro de 2025, a Igreja Católica celebra Todos os Santos. Nesta data, especificamente, veneramos aqueles que viveram como verdadeiros filhos de Deus e deixaram um exemplo a ser seguido. Celebramos todos os santos, os canonizados e os não canonizados e pedimos a intercessão para que nossas vidas também sejam dignas do amor de Deus.

A data foi estabelecida no Século IV, mas a veneração começou no Século II. Sobre o significado desta data, o site do Vaticano explica: “Os Santos e as Santas – autênticos amigos de Deus – aos quais a Igreja nos convida, hoje, a dirigir nossos olhares, são homens e mulheres, que se deixaram atrair pela proposta divina, aceitando percorrer o caminho das Bem-aventuranças; não porque sejam melhores ou mais intrépidos que nós, mas, simplesmente, porque “sabiam” que todos nós somos filhos de Deus e assim viveram; sentiram-se “pecadores perdoados”… Eis os verdadeiros de Santos! Eles aprenderam a conhecer-se, a canalizar suas forças para Deus, para si e para os outros, sabendo confiar sempre, nas suas fragilidades, na Misericórdia divina.
Hoje, os Santos nos animam a apontar para o alto, a olhar para longe, para a meta e o prêmio que nos aguardam; exortam-nos a não nos resignar diante das dificuldades da vida diária, pois a vida não só tem fim, mas, sobretudo, tem uma finalidade: a comunhão eterna com Deus.
Com esta Solenidade, a Igreja nos propõe os Santos, amigos de Deus e exemplos de uma vida feliz, que nos acompanham e intercedem por nós; eles nos estimulam a viver com maior intensidade esta última etapa do Ano litúrgico, sinal e símbolo do caminho da nossa vida”.

São Carlo Acutis e São Pier Giorgia Frassati

Nos últimos dois meses, setembro e outubro de 2025, o Papa Leão XIV canonizou 9 novos santos. Às vésperas da celebração de Todos os Santos, vamos conhecer um pouco mais sobre cada um deles.

Carlo Acutis, um adolescente italiano conhecido por criar um site sobre milagres eucarísticos, amar a Eucaristia, participar diariamente da missa e praticar a caridade. Pier Giorgio Frassati, um jovem também italiano, que dedicou sua vida a ajudar os pobres. Ambos se tornaram modelos para a juventude e foram canonizados em 07 de setembro deste ano de 2025, na mesma cerimônia.

Agora no mês de outubro o Papa canonizou outros 07 santos: Inácio Maloyan, Pedro To Rot, José Gregório Hernández, Bartolo Longo, Vicenza Maria Poloni, Maria Carmen Rendilles Martínez e a irmã Salesiana Maria Troncatti.

Durante a cerimônia de canonização, o Papa disse: “Hoje temos precisamente diante de nós sete testemunhas que mantiveram acesa com a graça de Deus a lâmpada da fé, ou melhor, tornaram-se eles mesmo lâmpadas capazes de difundir a luz de Cristo. Todos vós, todos nós, somos chamados a ser santos”’.

São Inácio Maloyan, São Pedro To Rot, São José Gregório Hernández, São Bartolo Longo, Santa Vicenza Maria Poloni, Santa Maria Carmen Rendilles Martínez, Santa irmã Salesiana Maria Troncatti. Leia o que disseram os postuladores e saiba um pouco mais sobre cada novo santo.

Bartolo Longo, o compromisso com os pobres com o Terço nas mãos

Uma luz para todos aqueles que não acreditam poderá ser acesa pelo beato Bartolo Longo (1841-1926), que “foi educado na fé”, explica o postulador padre Antonio Marrazzo C.SS.R., “depois foi para Nápoles para completar os estudos de Direito e dedicou-se a outras coisas, entre outras, às seitas satânicas. Mas um de seus professores lhe disse um dia: ‘Você não é isso. Essa não é a verdade sobre você. O que você procura, seu tormento interior, não deve ser buscado no que você está vivendo agora’”. Ao finalmente empreender seu caminho de fé, o beato Longo compreende que “o melhor caminho para chegar a Deus é o Terço a Nossa Senhora”.

O fato de ser um leigo e não um padre o tornará próximo a muitos fiéis. “Acompanhado pela presença de Nossa Senhora e pela devoção ao Rosário, que é uma oração cristológica – continua o padre redentorista –, ele não apenas deu vida ao Santuário de Pompéia, mas construiu a própria cidade de Pompéia, pois, para construir a igreja, transformou os camponeses da região em pedreiros, aos quais deu alojamento. Assim nasceram os hospitais, as farmácias e as escolas. Ele cuidou dos filhos dos presos e dos abandonados”. O Santuário de Pompéia foi, portanto, a semente da qual floresceram muitas realidades sociais destinadas aos mais pobres. “O que podemos entender do beato Bartolo é que não se pode ter um relacionamento com Deus sem estar em harmonia com as outras pessoas”, conclui o padre Marrazzo.

O amor pelo Santíssimo Sacramento do beato Maloyan

“Se os jovens se afeiçoaram a São Carlo Acutis, que repetia frequentemente que o Santíssimo Sacramento era a autoestrada para o Céu, então também amarão o beato Maloyan, que antes de ser martirizado abençoou um pedaço de pão e o partilhou com os seus 600 companheiros de martírio: a Eucaristia era sem dúvida o alimento da sua fé”, reflete o padre Carlo Calloni O.F.M., postulador da causa de canonização do arcebispo de Mardin dos Armênios, beatificado como “mártir da fé” pelo Papa João Paulo II em 7 de outubro de 2001.

Maloyan (1869-1915), bispo da Igreja armênia, “cuidou do rebanho que lhe foi confiado por 46 anos e a Igreja o proclama santo pelo gesto de ter dado a vida por seu rebanho”, continua o frade capuchinho. Durante o “Medz Yeghern – Grande mal” de 1915, dom Maloyan recusou-se a abjurar a fé cristã e a converter-se ao islamismo. Este é, portanto, o carisma deste futuro novo santo: “Ele teve a capacidade de devolver a Deus a vida que havia recebido d’Ele. Além disso, sempre aderiu a tudo o que a Graça de Deus lhe ofereceu, inclusive o martírio”, conclui o postulador de sua causa de canonização.

Beato Hernández Cisneros, medicina, fé e caridade

A combinação de fidelidade ao Evangelho na vida cotidiana e caridade para com os pobres também se encontra no beato José Gregorio Hernández Cisneros (1864-1919), beatificado em 30 de abril de 2021 em Caracas pelo Papa Francisco. “Ele era um médico do mais alto nível científico, professor universitário, mas quando atendia em seu consultório particular recebia e curava a todos: quem podia pagar e quem não podia”, explica a postuladora Silvia Monica Correale. “Aos mais ricos, ele pedia que deixassem uma esmola para os pacientes mais pobres”. O Papa Francisco frequentemente o citava como exemplo de “santo da porta ao lado”. Por seu compromisso com os mais necessitados, ganhou o apelido de “médico dos pobres”. Ele morreu em Caracas em 29 de junho de 1919, atropelado por um carro quando ia levar remédios a um doente. “O Papa Francisco compreendeu que o beato Gregório poderia representar um ponto de referência para a devoção popular do povo venezuelano”, conclui a postuladora.

A beata Maria Carmen traz dupla alegria a Caracas

“O domingo será uma grande alegria para a Arquidiocese Metropolitana de Caracas, pois é a primeira vez que dois beatos da mesma arquidiocese são canonizados”, afirma Silvia Monica Correale, postuladora do beato Hernández Cisneros e da beata Maria Carmen (1903-1977), fundadora do Instituto dos Servos de Jesus, dedicado à educação, à catequese e ao serviço em paróquias e hospitais. Ela foi beatificada em 16 de junho de 2018 pelo Papa Francisco. “Esta beata, originária de Caracas, tocou meu coração porque é uma figura muito contemporânea: faleceu em 1977, e eu poderia tê-la conhecido”, continua Correale. “Ela era uma mulher normal”, acrescenta, “como o Papa Francisco disse às religiosas. Ela foi capaz de viver sua vida consagrada com grande simplicidade, mas também com grande profundidade. Era muito humilde e maternal em seus relacionamentos com os outros. A santidade dela é uma santidade da vida cotidiana, uma santidade acessível que pode ser proposta como modelo para todas as mulheres, não apenas para as consagradas”, conclui Correale.

A defesa do matrimônio pelo beato Pedro To Rot

“O beato Pedro To Rot, leigo, foi morto por sua defesa do matrimônio em 1945”, explica o postulador, padre Fernando Clemente Santos M.S.C.. Durante a Segunda Guerra Mundial, a ocupação japonesa de Papua-Nova Guiné proibiu as atividades religiosas católicas, impondo a poligamia para ganhar a confiança dos moradores locais. O beato To Rot (1912-1945), beatificado pelo Papa João Paulo II em 17 de janeiro de 1995, continuou secretamente a organizar orações e a defender os valores cristãos. “Ele defendeu o valor da indissolubilidade do matrimônio e cuidou da população na ausência de padres. Temos muitos santos que defenderam o matrimônio, como João Batista. O beato To Rot, no entanto, era leigo e, além disso, contemporâneo. Numa época em que, como se diz, prevalece o ‘amor líquido’, uma época em que o matrimônio vive momentos difíceis, vale a pena considerar sua figura”, afirma o postulador. Ele será o primeiro santo de Papua Nova Guiné.

Ainda sobre Pedro To Rot, cuja figura luminosa nos ajuda a redescobrir o papel do leigo na vida da Igreja e o dom da santidade, eis o que nos disse o postulador:

A beata Troncatti será uma santa mãe e missionária

“A beata Maria Troncatti será uma santa da missionariedade, e é significativo que ela seja canonizada no Dia Mundial das Missões. Ela viveu sua obra missionária como mãe, cuidando das crianças abandonadas por mulheres vítimas de violência”, explica o postulador, padre Pierluigi Cameroni, SDB. A beata Troncatti (1883-1969), beatificada em 24 de novembro de 2012, em Macas, Equador, pelo Papa Bento XVI, foi médica, enfermeira, catequista e mãe espiritual. As pessoas a chamavam de “mãe de todos”. Após a Primeira Guerra Mundial, ela partiu para o Equador como missionária, onde trabalhou por mais de quarenta anos entre os povos indígenas Shuar, na Amazônia.

“Ela foi uma artesã da paz e da reconciliação. Entre os povos indígenas e os colonos brancos, a vingança e a conquista de territórios alheios eram comuns. Seu trabalho missionário, no entanto, foi inteiramente voltado para a reconciliação”, continua o postulador. “Hoje, ela poderia legitimamente receber o Prêmio Nobel da Paz. Como missionária, sua mensagem é investir nas novas gerações, na pastoral juvenil e na formação de jovens casais e famílias”, conclui o Padre Cameroni.

Contemplação e caridade na beata Poloni

A Verona dos pobres da primeira metade do século XIX foi o cenário onde viveu e trabalhou a beata Vincenza Maria Poloni (1802-1855), fundadora do Instituto das Irmãs da Misericórdia. Verona é também a cidade onde o Papa Bento XVI a beatificou em 21 de setembro de 2008. “Por um lado, a misericórdia para com os pobres; por outro, a contemplação diante da Eucaristia.” Este é o carisma específico da beata Poloni, segundo o postulador Paolo Vilotta. “Ao ajudar os outros”, continua ele, “ela agia concretamente, passando os seus dias com os pobres e os doentes, mas a sua obra não era mera filantropia. Ela via Cristo nos pobres. A relevância da sua figura”, conclui o postulador, “reside na necessidade de retornar ao silêncio e à oração após a sua obra de caridade.” Um carisma que permaneceu nas Irmãs da Misericórdia, hoje ativas na Itália, Alemanha, África e América do Sul.

Após o Angelus de domingo, 26 de outubro o Papa Leão XIV falou sobre a atitude do publicano e do fariseu. “Não tenhamos medo
Após o Angelus de domingo, 26 de outubro o Papa Leão XIV falou sobre a atitude do publicano e do fariseu. “Não tenhamos medo de reconhecer os nossos erros, de os expor, assumindo a responsabilidade por eles e confiando-os à misericórdia de Deus”, foi a exortação do Papa no Angelus dominical, ao comentar o Evangelho do dia. Escute partes da mensagem publicadas no site vaticannews.va

Após a celebração da missa na Basílica Vaticana, o Papa rezou o Angelus da janela de seu escritório com milhares de fiéis reunidos na Praça São Pedro.  Antes de oração mariana, comentou o Evangelho deste 30º Domingo do Tempo Comum (cf. Lc 18, 9-14), que apresenta dois personagens que rezam no Templo, um fariseu e um publicano.

O primeiro ostenta uma longa lista de méritos. As boas obras que realiza são muitas e, por isso, considera-se melhor do que os outros, a quem julga com desdém. A sua atitude é claramente presunçosa: observa rigorosamente a Lei, mas é pobre em amor e misericórdia.

O publicano também reza, mas de forma diferente. Há muito nele a ser perdoado, pois é um cobrador de impostos ao serviço do Império Romano. No entanto, no final da parábola, Jesus diz que, entre os dois, é ele quem volta para casa “justificado”, ou seja, perdoado e renovado pelo encontro com Deus.

Não tenhamos medo de reconhecer nossos erros!

O Papa Leão explicou que isso acontece, em primeiro lugar, porque o publicano tem a coragem e a humildade de se apresentar diante de Deus não obstante os olhares severos e os julgamentos mordazes. Coloca-se diante do Senhor, pronunciando poucas palavras: “Ó Deus, tem piedade de mim, que sou pecador”.

“Assim, Jesus transmite-nos uma mensagem poderosa: não é ostentando os nossos méritos que nos salvamos, nem escondendo os nossos erros, mas apresentando-nos tal como somos, honestamente, diante de Deus, de nós mesmos e dos outros, pedindo perdão e confiando na graça do Senhor.”

A exortação do Pontífice é para que façamos o mesmo: “Não tenhamos medo de reconhecer os nossos erros, de os expor, assumindo a responsabilidade por eles e confiando-os à misericórdia de Deus. Deste modo, poderá crescer, em nós e à nossa volta, o seu Reino, que não pertence aos soberbos, mas aos humildes. (…) Peçamos a Maria, modelo de santidade, que nos ajude a crescer nessas virtudes”.

Anexos

A chuva não deu trégua e acompanhou toda a peregrinação jubilar da Área Pastoral Serrana, realizada no último sábado, dia 25. Por conta do

A chuva não deu trégua e acompanhou toda a peregrinação jubilar da Área Pastoral Serrana, realizada no último sábado, dia 25.

Por conta do mau tempo, a programação precisou ser adaptada. O dia teve início com uma palestra do padre Cláudio Moreira, Coordenador do Departamento de Pastoral, que refletiu sobre o Ano Jubilar, as peregrinações e os principais acontecimentos vividos ao longo deste período especial.

Em seguida, teve início a caminhada — também ajustada devido à chuva — que percorreu as ruas de Santa Isabel em direção à Igreja Matriz.

A Santa Missa de encerramento foi presidida pelo Arcebispo de Vitória, Dom Ângelo Mezzari, e concelebrada pelo Bispo Auxiliar Dom Andherson Franklin, junto aos padres da Área Serrana.

Durante a homilia, Dom Ângelo ressaltou que não há esperança, presente nem futuro se não estivermos enraizados, lembrando a importância de reconhecer nossas origens, o lugar onde nascemos e crescemos, e de valorizar os costumes sagrados que formam nossa identidade.

O arcebispo destacou ainda que “a esperança não decepciona e não engana”, recordando que Cristo carregou sobre si os pecados da humanidade.

Mesmo sob chuva, o clima de animação e oração marcou toda a manhã, fazendo da peregrinação jubilar um intenso e bonito momento de fé e comunhão.

  Teve palestra, animação, a visita do Arcebispo, adoração ao Santíssimo Sacramento e missa na comemoração do DNJ, Dia Nacional da Juventude. Dom Ângelo

 

Teve palestra, animação, a visita do Arcebispo, adoração ao Santíssimo Sacramento e missa na comemoração do DNJ, Dia Nacional da Juventude. Dom Ângelo deixou sua mensagem:

“Não desanimem, tenham coragem, tenham coragem, acreditem, tenham fé, não tenham medo, tenham fé, e esperança. Eu quero deixar a minha bênção também, a bênção de nossa Arquidiocese, a bênção  e a gratidão, pela esperança. A bênção que enche o coração: Abençoem-vos, o Pai, o Filho e o Espírito Santo. Amém! Um grande abraço, Deus os abençoe”.

Os diversos segmentos jovens da Arquidiocese de Vitória, reuniram-se hoje, 25 de outubro de 2025, no Santuário de Vila, para celebrar a data, coordenados pela Comissão Arquidiocesana para a Juventude. Para conduzir a adoração, os jovens contaram com a presença de pe. Rodrigo Simões. O profundo clima de oração e intercalaram momentos de silêncio e cantos meditativos, durante a adoração ao Santíssimo Sacramento, foi bastante marcante para os participantes.

Entre a palestra sobre o tema da Esperança, tema do jubileu que estamos celebrando em toda a Igreja, os jovens dançaram e cantaram com o grupo da Comunidade Shalom para aquecer o espírito e espantar o frio que se  fez sentir durante todo o dia. Para terminar as comemorações, a comunidade do Santuário se uniu aos jovens para a celebração da missa que foi presidida por dom Andherson Franklin, bispo auxiliar e concelebrada pelo pároco, frei Wanderlei e pe. Sandro, coordenador da Comissão para a Juventude.

Duas turmas da Escola de Liturgia se reuniram hoje, 25 de outubro de 2025, para mais uma etapa de formação. A turma do segundo

Duas turmas da Escola de Liturgia se reuniram hoje, 25 de outubro de 2025, para mais uma etapa de formação. A turma do segundo ano ‘foi aprovada e diplomada’, formatura regada a chuva que caiu durante o dia, mas não impediu a alegria dos formandos.

A turma do primeiro ano refletiu sobre Comunicação na Liturgia e especificamente sobre Comunicação na homilética.

Conteúdos, reencontros, partilha e vontade de servir a Deus e aos irmãos no exercício da missão de cada um, foi o que predominou nos sentimentos e desejos de cada participante. às 11h, pe. César Delarmelina, coordenador da Escola.

Aos que terminaram que sejam felizes no exercício da missão, aos que continuam, que possam aprofundar a decisão tomada e sejam iluminados na caminhada.

Leão XIV recebeu os Movimentos Populares reunidos em Roma para o V Encontro Internacional e a Peregrinação Jubilar. Recordando seu antecessor Francisco, reiterou que
Leão XIV recebeu os Movimentos Populares reunidos em Roma para o V Encontro Internacional e a Peregrinação Jubilar. Recordando seu antecessor Francisco, reiterou que “terra, teto e trabalho” são “direitos sagrados”. Em seguida, apontou o dedo para o aumento das injustiças sociais, os “danos colaterais” causados pelas novas tecnologias, o tratamento desumano de migrantes e a disseminação de novas drogas sintéticas, como o fentanil, que está devastando os Estados Unidos.

O Papa Leão XIV recebeu em audiência, na tarde desta quinta-feira (23/10), na Sala Paulo VI, no Vaticano, os participantes do Encontro Mundial dos Movimentos Populares.

Foi a primeira vez que Leão XIV os encontrou, prosseguindo o caminho iniciado pelo Papa Francisco, que, nos últimos anos, dialogou com essa realidade, “destacando sua importância profética no contexto de um mundo marcado por diversos desafios”.

“Um dos motivos pelos quais escolhi o nome “Leão XIV” é a Encíclica Rerum Novarum, escrita por Leão XIII durante a Revolução Industrial. O título Rerum Novarum significa “coisas novas”. Certamente há “coisas novas” no mundo, mas quando dizemos isso, geralmente adotamos uma “visão a partir do centro” e nos referimos a coisas como inteligência artificial ou robótica. No entanto, hoje, gostaria de olhar para as “coisas novas” com vocês, começando pela periferia.”

Das periferias as coisas parecem diferentes

Leão XIV recordou que há mais de dez anos, precisamente em 28 de outubro de 2014, por ocasião do primeiro Encontro Mundial dos Movimentos Populares, o Papa Francisco os recebeu e disse que eles tinham ido, ao Vaticano, “plantar uma bandeira”. Francisco indicou os três Ts “Terra, teto e trabalho” como ponto fulcral da ação desses grupos que agem em nome da dignidade humana, da justiça social, do desenvolvimento dos mais pobres e dos descartados.

“Era uma ‘coisa nova’ para a Igreja, e era uma coisa boa! ​​Repetindo os pedidos de Francisco, hoje eu digo: terra, teto e trabalho são direitos sagrados, pelos quais vale a pena lutar por eles, e quero que vocês me ouçam dizer: ‘Estou dentro! Estou com vocês!'”, sublinhou o Papa Leão.

“Pedir terra, teto e trabalho para os excluídos é uma coisa nova?” Perguntou o Santo Padre, acrescentando:

“Visto dos centros do poder mundial, certamente não; quem tem segurança financeira e uma casa confortável pode considerar esses pedidos de alguma forma ultrapassados. As coisas realmente ‘novas’ parecem ser os veículos autônomos, objetos ou roupas da última moda, celulares de última geração, criptomoedas e outras coisas desse tipo. Das periferias, porém, as coisas parecem diferentes; a bandeira que vocês agitam é tão atual que merece um capítulo inteiro no pensamento social cristão sobre os excluídos no mundo de hoje.”

As periferias clamam por justiça

As periferias muitas vezes clamam por justiça, e vocês gritam não ‘por desespero’, mas ‘por desejo’: vocês gritam por soluções numa sociedade dominada por sistemas injustos. Vocês não o fazem com microprocessadores ou biotecnologia, mas, no nível mais básico, com a beleza do artesanato. Isso é poesia: vocês são ‘poetas sociais'”, disse ainda Leão XIV.

O Papa recordou que os participantes do Encontro Mundial dos Movimentos Populares levaram novamente hoje, ao Vaticano, “o estandarte da terra, do teto e do trabalho”, e isso “testemunha a vitalidade dos movimentos populares como construtores de solidariedade na diversidade”.

“A Igreja deve estar com vocês: uma Igreja pobre para os pobres, uma Igreja que se aproxima, uma Igreja que corre riscos, uma Igreja corajosa, profética e alegre!”

O que eu acho mais importante é que seu serviço seja inspirado pelo amor“, disse ainda Leão XIV, afirmando que conhece “situações e experiências semelhantes em outros países, verdadeiros espaços comunitários repletos de fé, esperança e, acima de tudo, amor, que continua sendo a maior virtude de todas“. “De fato, quando cooperativas e grupos de trabalho são formados para alimentar os famintos, abrigar os sem-teto, ajudar os náufragos, cuidar de crianças, criar empregos, ter acesso à terra e construir casas, devemos lembrar que não estamos promovendo ideologia, mas sim vivendo verdadeiramente o Evangelho. É belo ver que os movimentos populares, antes mesmo da exigência da justiça, são movidos pelo desejo de amor, contra todo individualismo e preconceito“, recordou.

Pouca consciência do centro

Leão XIV lembrou sua vivência como bispo no Peru, afirmando que experimentou “uma Igreja que acompanha as pessoas em suas dores, alegrias, lutas e esperanças“.

“Isso é um antídoto contra uma indiferença estrutural que se está espalhando e que não leva a sério o drama dos povos despojados, roubados, saqueados e condenados à pobreza. Muitas vezes nos sentimos impotentes diante de tudo isso, mas a essa que chamei de “globalização da impotência” devemos começar a opor uma “cultura da reconciliação e do compromisso”. Os movimentos populares preenchem esse vazio gerado pela falta de amor com o grande milagre da solidariedade, baseada no cuidado do próximo e na reconciliação.”

De acordo com o Papa, “a discussão habitual sobre as ‘coisas novas’ — com seus potenciais e perigos — ignora o que acontece na periferia”. Segundo ele, “há pouca consciência do centro sobre os problemas que afetam os excluídos e, quando eles são abordados em discussões políticas e econômicas, parece «uma questão acrescentada quase por dever ou de modo tangencial, quando não simplesmente tratada como um dano colateral». De fato, no final das contas, eles frequentemente permanecem no fim da lista de prioridades. Pelo contrário, os pobres estão no centro do Evangelho. Portanto, as comunidades marginalizadas devem se envolver num esforço coletivo e solidário que vise reverter a tendência desumanizadora das injustiças sociais e promover o desenvolvimento humano integral“.

Ética da responsabilidade

A seguir, Leão XIV ressaltou que o compromisso dos Movimentos Populares “é ainda mais necessário num mundo que, como sabemos, está cada vez mais globalizado. Como afirmou Bento XVI, «os processos de globalização, se forem devidamente compreendidos e direcionados, abrem possibilidades sem precedentes para a redistribuição em larga escala da riqueza em todo o mundo; mas, se mal direcionados, podem levar ao aumento da pobreza e da desigualdade e podem até mesmo desencadear uma crise global»”.

Isso significa que os dinamismos do progresso devem ser sempre gerenciados por meio de uma ética da responsabilidade, superando o risco da idolatria do lucro e colocando sempre o homem e seu desenvolvimento integral no centroO ‘humano’ está no centro da visão de Santo Agostinho de uma ética da responsabilidade. Ele nos ensina como a responsabilidade, especialmente para com os pobres e aqueles que têm necessidades materiais, nasce do ser humano com seus semelhantes e, portanto, do reconhecimento de nossa ‘humanidade comum'”, destacou.

A exclusão hoje é a nova face da injustiça social

“Como todos compartilhamos a mesma humanidade, precisamos garantir que as ‘novidades’ sejam tratadas adequadamente. A questão não deve permanecer nas mãos das elites políticas, científicas ou acadêmicas, mas deve dizer respeito a todos nós“, sublinhou.

“A criatividade com que Deus dotou os seres humanos e que gerou grandes progressos em muitos campos ainda não conseguiu enfrentar da melhor forma os desafios da pobreza e, por isso, não conseguiu inverter a tendência da dramática exclusão de milhões de pessoas que permanecem à margem. Este é um ponto central no debate sobre as ‘coisas novas’.”

Leão XIV ressaltou que “hoje a exclusão é a nova face da injustiça social. A distância entre uma “pequena minoria” — 1% da população — e a vasta maioria aumentou drasticamente”. Esta exclusão é uma ‘novidade’ que o Papa Francisco denunciou como uma ‘cultura do descarte'”.

“Quando falamos de exclusão, também nos deparamos com um paradoxo. A falta de terra, comida, moradia e trabalho digno coexiste com o acesso às novas tecnologias que se espalham por toda parte através dos mercados globalizados. Os celulares, as redes sociais e até mesmo a inteligência artificial estão ao alcance de milhões de pessoas, incluindo os pobres. No entanto, embora cada vez mais pessoas tenham acesso à Internet, as necessidades básicas continuam sem ser atendidas.”

As “novidades” que impactam os excluídos

Em seu discurso, o Papa Leão abordou a questão das “‘novidades’ produzidas pelos centros de desenvolvimento tecnológico“. Porém, ressaltou o Pontífice, “sabemos que elas têm um impacto em todas as principais áreas da vida social: saúde, educação, trabalho, transportes, urbanização, comunicação, segurança, defesa, etc. Muitos desses impactos são ambivalentes: são positivos para alguns países e setores sociais, mas outros, por outro lado, sofrem ‘danos colaterais’. Mais uma vez, isso é resultado da má gestão do progresso tecnológico“.

crise climática é outro aspecto das “novidades” que impactam sobre os excluídos. “É talvez o exemplo mais evidente”, disse o Papa, ressaltando que “vemos isso em todos os eventos climáticos extremos, sejam inundações, secas, tsunamis ou terremotos” e quem sofre mais “são sempre os mais pobres. Eles perdem o pouco que têm quando a água leva suas casas e muitas vezes são forçados a abandoná-las sem alternativas adequadas para retomar suas vidas. O mesmo acontece quando, por exemplo, agricultores, camponeses e povos indígenas perdem suas terras, sua identidade cultural e a produção local sustentável por causa da desertificação de seus territórios”.

Outro aspecto das “novidades” que afeta particularmente os marginalizados são “as angústias e esperanças dos mais pobres em relação aos modelos de vida que são constantemente promovidos hoje“. “Como um jovem pobre pode viver com esperança e sem ansiedade quando as redes sociais exaltam constantemente o consumo desenfreado e o sucesso econômico totalmente inatingível?”, perguntou o Papa, ressaltando outro problema: “A disseminação do vício em jogos de azar digitais. As plataformas são projetadas para criar dependência compulsiva e gerar hábitos viciantes”.

Drogas, causa de morte entre os pobres

Outro aspecto da “novidade” é a indústria farmacêutica, “que certamente representa um grande progresso em alguns aspectos, mas não está isenta de ambiguidades. Na cultura atual, auxiliada por certas campanhas publicitárias, promove-se uma espécie de culto ao bem-estar físico, quase uma idolatria do corpo. Nessa visão, o mistério da dor é interpretado de forma reducionista. Isso também pode levar ao vício em analgésicos, cuja venda obviamente aumenta os lucros dos próprios fabricantes. Isso também levou ao vício em opioides, que está devastando os Estados Unidos em particular; considere, por exemplo, o fentanil, a droga da morte, a segunda principal causa de morte entre os pobres naquele país. A disseminação de novas drogas sintéticas, cada vez mais letais, não é apenas um crime cometido por traficantes de drogas, mas uma realidade inerente à produção de medicamentos e ao lucro, desprovida de uma ética global“.

Leão XIV enfatizou que “o desenvolvimento das novas tecnologias de informação e telecomunicações depende de minerais frequentemente encontrados no subsolo de países pobres“.

“Sem o coltan da República Democrática do Congo, por exemplo, muitos dos instrumentos tecnológicos que usamos hoje não existiriam. No entanto, sua extração depende da violência paramilitar, do trabalho infantil e do deslocamento das populações.”

O lítio é outro exemplo“, disse ainda o Pontífice, ressaltando que “a competição entre as grandes potências e grandes empresas por sua extração representa uma séria ameaça à soberania e à estabilidade dos países pobres, a ponto de alguns empresários e políticos se gabarem de promover golpes de Estado e outras formas de desestabilização política para se apropriar do ‘ouro branco’ do lítio“.

O Papa abordou “a questão da segurança“. “Os Estados têm o direito e o dever de proteger suas fronteiras, mas isso deve ser equilibrado pela obrigação moral de oferecer refúgio”, disse ele. “Com o abuso dos migrantes vulneráveis, não vemos o exercício legítimo da soberania nacional, mas sim crimes graves cometidos ou tolerados pelo Estado. Medidas cada vez mais desumanas – até mesmo politicamente celebradas – estão sendo adotadas para tratar esses “indesejáveis” como se fossem lixo e não humanos. O cristianismo, por outro lado, remete ao Deus amor, que nos torna todos irmãos e nos pede para vivermos como irmãos e irmãs”, sublinhou.

O Papa sente-se encorajado “ao ver como os movimentos populares, organizações da sociedade civil e a Igreja estão abordando essas novas formas de desumanização, testemunhando constantemente que quem é necessitado é nosso próximo, nosso irmão e irmã. Isso faz de vocês campeões da humanidade, testemunhas da justiça, poetas da solidariedade“.

Servir todas as classes sociais

Leão XIV recordou que “na Rerum Novarum, Leão XIII observou que «as antigas corporações de trabalhadores foram abolidas no século passado, e nenhuma outra organização protetora as substituiu». Os pobres tornaram-se mais vulneráveis ​​e menos protegidos. Algo semelhante está acontecendo hoje, porque os sindicatos típicos do século XX representam agora uma porcentagem cada vez menor de trabalhadores, e os sistemas de seguridade social estão em crise em muitos países. Portanto, nem sindicatos, nem associações patronais, nem Estados, nem organizações internacionais parecem capazes de enfrentar esses problemas. Mas «um Estado sem justiça não é Estado», lembra-nos Agostinho. A justiça exige que as instituições de cada Estado sirvam a todas as classes sociais e a todos os cidadãos, harmonizando suas diversas necessidades e interesses“.

Segundo o Pontífice, “os movimentos populares, junto com pessoas de boa vontade — cristãos, fiéis e governos — são urgentemente chamados a preencher esse vazio, iniciando processos de justiça e solidariedade que se espalhem por toda a sociedade“.

Os movimentos populares na Dilexi te

Citando sua Exortação Apostólica Dilexi te, ele lembrou que «vários movimentos populares, compostos por leigos e guiados por líderes populares, […] foram frequentemente vistos com desconfiança e até perseguidos».

“No entanto, as suas lutas em prol da terra, da moradia e do trabalho por um mundo melhor merecem encorajamento. Assim como a Igreja apoiou a formação de sindicatos no passado, hoje devemos acompanhar os movimentos populares. Isso significa apoiar a humanidade, caminhar juntos no respeito partilhado pela dignidade humana e no desejo comum de justiça, amor e paz.”

A Igreja apoia suas justas lutas por terra, teto e trabalho. Como meu predecessor Francisco, acredito que os caminhos certos partem de baixo e da periferia em direção ao centro. Suas várias iniciativas criativas podem ser transformadas em novas políticas públicas e direitos sociais. Sua busca é legítima e necessária”, concluiu.

Fonte: publicação do site vaticannews.va
O ano é 2010 e membros da comunidade Nossa Senhora da Glória de Ponto Alto, em uma conversa com o conselho, se uniram em

O ano é 2010 e membros da comunidade Nossa Senhora da Glória de Ponto Alto, em uma conversa com o conselho, se uniram em uma só fé e assim deu o inicio uma grande devoção a São judas Tadeu!

No dia 28 de outubro de 2010 realizamos nossa primeira missa com a procissão, saindo da nossa antiga igreja até aqui onde estamos hoje!
Neste mesmo dia levantamos o cruzeiro e desde então, sempre qe olhamos aqui para cima, alimentamos essa devoção dentro de nós!

Os anos seguintes foram marcados com missas todo dia 28 de cada mês e sempre no mês de outubro e toda a vez acontecia nossa procissão!

No ano de 2020 tudo se esfriou devido à pandemia que passamos, mas mesmo assim sempre tinha pessoas que estavam pensando em algo para essa devoção não se acabasse.
Neste período uma gruta foi feita e a imagem de São Judas foi colocada junto ao cruzeiro para os devotos que vêm até aqui lhe apresentem suas orações!

Anos passado realizamos a 1ª festa em honra a São judas!
Este ano a comunidade Nossa Senhora da Glória de Ponto Alto – Paróquia Santíssimo Sacramento – Paraju, Domingos Martins, comemora 15 anos de fé e devoção. Vamos realizar nossa segunda festa em honra a São Judas Tadeu no dia 26 de outubro de 2025. com a Santa Missa presidida pelo Vigário João Luís Casandre, às 10h.