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Família Real Britânica se encontra com o Papa e reafirma a espiritualidade ecumênica e o compromisso com a criança. Abaixo o vídeo e a
Família Real Britânica se encontra com o Papa e reafirma a espiritualidade ecumênica e o compromisso com a criança. Abaixo o vídeo e a matéria publicada no site vaticannews.va
Um momento histórico foi vivido na manhã desta quinta-feira, 23 de outubro, no Vaticano. Os monarcas ingleses, em visita de Estado, participaram da celebração no Vaticano para louvar a Deus criador. Antes da oração, os membros da Família Real conversaram com o Pontífice e, em seguida, na Sala Regia, trocaram dois exemplares de orquídeas para expressar um compromisso comum com o cuidado da criação.

Os afrescos de Michelangelo, as cores intensas e a maravilha do Juízo Final com os dois dedos – o de Deus e o do homem – que quase se tocam. Uma imagem que representa bem o que acontece na Capela Sistina com a Igreja Católica e a Igreja da Inglaterra, membro da comunhão anglicana, que juntas rezam e louvam ao Senhor. Duas realidades expressas pela presença do Papa Leão XIV e do Rei Charles, próximos no diálogo e no caminho rumo à unidade. Um momento histórico para as duas Igrejas que não acontecia há 500 anos.

Os monarcas chegaram ao Vaticano às 10h50, do horário local italiano, e foram recebidos no Pátio São Damaso, conforme o protocolo para as visitas de Estado. Após a execução do hino inglês God Save the King pela banda musical do Corpo da Gendarmeria, com as guardas suíças em formação, o rei Charles III e a rainha Camilla, vestida de preto com véu, entraram no Palácio Apostólico. Primeiro a audiência privada do Papa com os monarcas e, posteriormente, alguns encontros paralelos: a rainha Camilla visitou a Capela Paulina, enquanto o rei Charles encontrou o cardeal Pietro Paroloin na Secretaria de Estado.

O compromisso comum pela criação

A oração ecumênica desta quinta-feira, 23 de outubro, em latim e inglês, começou às 12h20 do horário local italiano. É o selo das boas relações entre as partes, mas também a realização do desejo do monarca inglês, governador supremo da Igreja da Inglaterra, que pretendia dar à visita de Estado uma forte dimensão espiritual, especialmente durante o Jubileu da Esperança.

A visita, inicialmente programada para abril, mas cancelada devido à morte do Papa Francisco, pretendia também destacar o compromisso comum com a criação, partilhado pelo rei Charles e pelo Papa argentino, dez anos após a publicação da Laudato si’. Um tema que o Papa Leão XIV quis continuar e relançar.

Santo Ambrósio e São Newman

A natureza ecumênica da celebração se reflete imediatamente no hino que introduz a oração. O texto é de Santo Ambrósio de Milão, doutor da Igreja, cantado em uma tradução inglesa de São John Henry Newman, anglicano durante metade de sua vida e católico durante a outra metade. O teólogo inglês, que viveu no século XIX, será proclamado doutor da Igreja no próximo dia 1º de novembro pelo Papa. A canonização, em 13 de outubro de 2019, na Praça São Pedro, contou com a participação do próprio rei Charles.

O Papa Leão está ao lado do bispo mais antigo da Igreja da Inglaterra, o arcebispo de York Stephen Cottrell. Acompanhando os monarcas estava a moderadora da Assembleia Geral deste ano, a reverenda Rosemary Frew; o arcebispo de Westminster e presidente da Conferência Episcopal Católica da Inglaterra e País de Gales, o cardeal Vincent Nichols; e o arcebispo de St. Andrews e Edimburgo, Leo Cushley, representando o episcopado escocês.

Os coros e a liturgia

Outro sinal de comunhão é a presença das crianças do coro da Capela Real do Palácio de St. James, em Londres, e do coro da Capela de St. George do Castelo de Windsor, formado por adultos, convidados por Charles e Camilla, e do coro da Capela Musical Pontifícia Sistina. A celebração continua com o Salmo 8 e depois o Salmo 64, terminando com a leitura em inglês da Carta aos Romanos, que tem como tema fundamental a esperança. O fio condutor dos cânticos e da liturgia escolhida é o louvor à grandeza de Deus Criador.

Antes do encerramento da oração, foi executado o hino If ye love me, de Thomas Tallis, publicado em 1565, retirado de João 14, versículo 15, que diz: “Se me amais, guardareis os meus mandamentos. E eu pedirei ao Pai, e Ele vos dará um outro Paráclito, para que permaneça sempre convosco”. Tallis foi cavalheiro da Capela Real, músico e compositor real por mais de 40 anos e compôs música tanto para a liturgia romana quanto para o Livro da Oração Comum inglês. O Papa e o arcebispo Cottrell rezam juntos uma oração a Deus Criador: “a graça de nosso Senhor Jesus Cristo, e o amor de Deus, e a comunhão do Espírito Santo, estejam conosco para sempre”.

No final, Leão XIV e o rei Charles saem juntos da Capela Sistina, caminhando como se continuassem a caminhar pela estrada do diálogo inter-religioso, apesar das diferenças.

Sustentabilidade ambiental

Passando para a Sala Regia, o Papa e o Rei Charles participam de um encontro sobre sustentabilidade ambiental, apresentado pela Irmã Alessandra Smerilli, secretária do Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral. Simbólico é o intercâmbio de dois exemplares idênticos de Cymbidium, da família das orquídeas, entre o Pontífice e o monarca. Essa troca expressa um compromisso comum com a proteção do meio ambiente e o cuidado da criação de Deus. Essa planta, em particular, é conhecida por sua força e resistência, e por sua capacidade de se adaptar e prosperar mesmo em condições difíceis. Um símbolo de esperança e determinação que expressa a responsabilidade comum de construir um futuro mais sustentável em harmonia com a casa comum.

À tarde, a Família Real Britânica estará na Basílica de São Paulo Fora dos Muros, que, juntamente com a Abadia Beneditina anexa, tem uma forte ligação com a Coroa da Inglaterra. Devido aos laços históricos e aos progressos alcançados no caminho da reconciliação entre a Igreja de Roma e a Igreja da Inglaterra, o arcipreste da Basílica, cardeal James Michael Harvey, e o abade da comunidade monástica, dom Donato Ogliari, com a aprovação do Papa Leão XIV, conferirão o título de Royal Confrater de São Paulo a Sua Majestade, o Rei Charles III. Para a ocasião, foi criada uma cadeira com o brasão do Rei Charles e a frase latina Ut unum sint – “Que sejam um”, citação do capítulo 17 do Evangelho de São João.

No dia 02 de novembro, a Igreja Católica celebra o Dia dos Mortos, ocasião propícia para lembrarmos parentes e amigos já falecidos e intensificarmos

No dia 02 de novembro, a Igreja Católica celebra o Dia dos Mortos, ocasião propícia para lembrarmos parentes e amigos já falecidos e intensificarmos nossas orações por eles. Esta é uma data que provoca nas pessoas muitas emoções e traz lembranças e saudades. Contudo, como pessoas de fé, acreditamos na vida em Deus e confiamos que todos estão  junto Dele na vida eterna. No site da Arquidiocese oferecemos dois subsídios: Razões para rezar pelos mortos, com sugestões para oração individual (clique aqui para acessar Razoes-para-rezar-pelos-mortos-oracao-pessoal.pdf) e  Celebração da Esperança, este específico para celebração de exéquias (clique aqui para acessar (Celebracao-da-Esperanca.pdf).

O pe. Rodrigo Chagas, coordenador da Comissão para a Liturgia, enviou uma carta, dirigida aos padres e a todo o povo de Deus, com orientações sobre a liturgia do Dia dos Fiéis Defuntos. Conversamos com ele que explicou as razões e os pontos mais importantes dessas orientações.

  • Por que celebramos o dia dos mortos?

Pe. Rodrigo: Diria que temos três motivos:  o primeiro deles é para homenagear aqueles que já estiveram conosco, aqueles que passaram a sua vida conosco, e foram importantes, e de quem sentimos saudades. É homenagear aqueles que nós amamos e que já partiram. O segundo motivo, talvez o mais importante, para reforçar a nossa fé na ressurreição. Cristo morreu e ressuscitou para provar para nós que a vida não termina na morte. Na verdade, ela inicia um novo momento a partir da morte. Então, celebrando aqueles que morreram, e acreditando que eles ainda vivem com Cristo e em Cristo. O terceiro motivo é para que aqueles nossos irmãos falecidos, que não encontraram ainda a graça de estar na glória de Deus, que ainda estão em preparação, em purificação, nesse espaço de tempo onde você deixa a terra para chegar ao céu, que nós chamamos de purgatório, necessitam de nossas orações para conseguirem se purificar e chegar até o céu. Então, nós rezamos para que essas almas que ainda não chegaram até a presença de Deus, possam plenamente ver a face do Senhor, possam plenamente chegar até a glória de Deus.

  • Qual a justificativa para fazer orientações litúrgicas para este ano, uma vez que nós celebramos o dia dos mortos todos os anos?

Pe. Rodrigo: De fato, todos os anos, dia 2 de novembro, nós celebramos a comemoração de todos os fiéis defuntos. Mas, este ano o dia 2 de novembro é no domingo. Então, nesse dia acontecem dois momentos importantes para a nossa fé: celebrar o dia do Senhor, o domingo, e também celebrar os fiéis defuntos. Por isso as orientações, porque a liturgia dos fiéis defuntos tem algumas coisas próprias, que não se encaixam com a liturgia dominical.

Por exemplo, na liturgia dominical, nós dizemos o Glória, que é uma oração importante, onde nós glorificamos o Deus Pai, Filho, com o Espírito Santo, e professamos a nossa fé em Deus que está conosco e na Igreja que nos orienta, inspirada pelo Espírito Santo de Deus. Já na comemoração dos fiéis defuntos, não tem essas duas orações, esses dois momentos litúrgicos.

Então fica a pergunta: como vamos comemorar os fiéis defuntos num domingo, a gente vai seguir que liturgia dominical ou dos fiéis defuntos? Por isso as orientações, neste exemplo, vamos celebrar a liturgia dos fiéis defuntos, mesmo sendo no domingo. A forma como fazemos quando o dia 2 acontece durante a semana, vamos fazer dessa forma no domingo. Neste caso, não vamos incluir à liturgia dos fiéis defuntos aqueles momentos da liturgia de domingo, mesmo sendo domingo.

As orientações nos ajudam a fazer o que a Igreja pede.

Outra orientação é sobre a Solenidade de Todos os Santos que celebramos dia 1 de novembro. Geralmente esta solenidade, no Brasil, é celebrada no domingo. Mas, excepcionalmente, este ano, também não vai ser.

Vamos celebrar no sábado, iniciando na sexta-feira à noite, com as primeiras vésperas, até o sábado à noite. E, no domingo, iremos celebrar os fiéis defuntos.

Junto temos orientações também para os fiéis que participem de celebrações cemitério, ou nas igrejas, podem obter indulgência plenária, aplicável aos defuntos.

As orientações para obter a indulgência serão dadas nas paróquias.

ORIENTAÇÕES LITÚRGICAS SOBRE A
SOLENIDADE DE TODOS OS SANTOS E COMEMORAÇÃO DE TODOS OS FIÉIS DEFUNTOS
Vitória – ES, 22 de outubro de 2025.

Aos reverendíssimos senhores padres e a todo o Povo de Deus desta Arquidiocese,
Saudações de Graça e Bênção.

Considerando que, neste ano, a Comemoração de todos os fiéis defuntos irá acontecer no domingo, achamos por bem orientar:
1. No domingo, 2 de novembro, celebra-se, durante todo o dia, a Comemoração de Todos os Fiéis Defuntos, conforme o Missal Romano (p.846). Nessa celebração:
a) Pode-se escolher um dos três formulários indicados no Missal Romano (p.846-848);
b) Não se canta o Glória, nem se proclama a Profissão de Fé;
c) As leituras estão indicadas no Diretório Litúrgico (p.171), podendo-se também escolher outras leituras presentes no Lecionário Dominical (p.1050-1101), ou seguir as indicações do Folheto Caminhada (no caso de Celebração da Palavra);
d) Utiliza-se o Prefácio dos Fiéis Defuntos (Missal Romano, p.518-522);
e) Pode-se utilizar a fórmula da Bênção Solene (Missal Romano, p.588);
f) A cor litúrgica própria para a Missa dos Fiéis Defuntos é a roxa ou preta, como recomendado na Instrução Geral do Missal Romano (cf. IGMR, n. 346) e no Diretório da Liturgia (p.171);
g) Nesse dia, cada sacerdote pode celebrar três Missas, observando-se o que foi determinado na Constituição Apostólica Incruentum Altaris Sacrificium (p.401-404);
h) Nesse dia não se ornamenta o altar com flores; os instrumentos musicais sejam apenas para sustentar o canto;
i) Aos que visitarem o cemitério, ou uma igreja, e rezarem pelos falecidos, concede-se uma Indulgência Plenária aplicável aos defuntos.

2. Quando o dia 2 de novembro coincide com o domingo, como neste ano (cf. Missal Romano, p.846), no sábado, 10 de novembro, celebra-se, durante todo o dia, a Solenidade de Todos os Santos (cf. Missal Romano, p.841), com início nas Primeiras Vésperas na noite anterior (sexta-feira).

Como peregrinos, na certeza da ressureição e na esperança de um dia estarmos unidos a todos os santos no Céu, celebremos com amor e dedicação, juntamente com as nossas comunidades eclesiais, esta solenidade e esta comemoração até que o Senhor Jesus possa vir em sua glória.
Fraternalmente,

Pe. RODRIGO CHAGAS
Coordenador Arquidiocesano da Comissão para a Liturgia e Ministérios

Por ocasião do 99º Dia Mundial das Missões, a Agência Fides apresenta, como de costume, algumas estatísticas compiladas para oferecer um panorama da Igreja

Por ocasião do 99º Dia Mundial das Missões, a Agência Fides apresenta, como de costume, algumas estatísticas compiladas para oferecer um panorama da Igreja missionária no mundo.

Todos os dados deste dossiê, e a posterior elaboração das tabelas, foram retirados do último “Anuário Estatístico da Igreja” publicado este ano e referem-se aos membros da Igreja, às suas estruturas pastorais, às atividades nos campos da saúde, assistência e educação. Os dados contidos no volume relativos à população mundial total e ao número de batizados católicos estão atualizados em 30 de junho de 2023. Os restantes dados estão atualizados em 31 de dezembro de 2023.

A Igreja Católica no mundo: síntese dos dados
Em 30 de junho de 2023, a população mundial era de 7,9 bilhões de pessoas, com um aumento de 75,6 milhões em relação ao ano anterior. A tendência positiva se confirma em todos os continentes, incluindo a Europa.

Também a 30 de junho de 2023, o número de católicos era de 1,4 bilhão de pessoas, com um aumento total de 15.881.000 (quinze milhões, oitocentos e oitenta e um mil) de católicos em relação ao ano anterior. Também neste caso, o aumento de católicos ocorre nos cinco continentes, incluindo a Europa, onde se inverte a tendência de queda observada na medição anterior, na qual foi registrada uma diminuição em 2022 em relação a 2021.

Tal como nos anos anteriores, o aumento é maior na África (+8,3 milhões) e na América (+5,6 milhões). Seguem-se a Ásia (+954 mil), a Europa (+740 mil) e a Oceania (+210 mil).

A percentagem de católicos na população mundial aumentou ligeiramente (+0,1) em relação ao ano anterior, e equivale a 17,8%.  No que diz respeito aos diferentes continentes, as variações deste dado em relação ao relatório anterior são mínimas.

O número de Bispos em todo o mundo aumentou para 5.430. Aumentam os bispos diocesanos (+84) e diminuem os bispos religiosos (-7). Os bispos diocesanos são 4.258, enquanto os religiosos são 1.172.

O número total de sacerdotes no mundo continua a diminuir, situando-se em 406.996 (-734 no último ano). Mais uma vez, é a Europa (-2.486) que apresenta um declínio consistente, seguida da América (-800) e da Oceania (-44). Tal como no ano passado, registam-se aumentos significativos na África (+1.451) e na Ásia (+1.145). O número de sacerdotes diocesanos no mundo diminuiu globalmente em 429, situando-se em 278.742. Diferentemente do ano passado, regista-se um declínio nos sacerdotes religiosos, que são atualmente 128.254 (-305).

De acordo com o último anuário, o número de diáconos permanentes no mundo continua a aumentar (+1.234), atingindo 51.433. O aumento é registado na América (+1.257) e na Oceania (+57). Registam-se ligeiras quedas na Ásia (-1), África (-3) e Europa (-27).

Os religiosos não sacerdotes diminuíram (-666) em relação ao ano anterior, totalizando 48.748. As diminuições são registadas na Europa (-308), América (-293), Ásia (-126) e Oceania (-46), enquanto aumentam apenas na África (+107).

Nas estatísticas deste ano, também se confirma a tendência de diminuição global das religiosas em curso há algum tempo: são 589.423 (-9.805). Os aumentos são registados novamente na África (+1.804) e na Ásia (+46), e as diminuições na Europa (-7.338), América (-4.066) e Oceania (-251).

O número de seminaristas maiores, tanto diocesanos como religiosos, também diminuiu na última contagem anual: em todo o mundo são 106.495 (eram 108.481 no ano anterior). Os aumentos são apenas na África (+383), enquanto diminuem na América (-362), Ásia (-1.331), Europa (-661) e também na Oceania (-15).

O número de seminaristas menores, diocesanos e religiosos, também diminuiu, situando-se em 95.021 (-140). Em detalhe, inverte-se a tendência na África, passando do aumento registado no inquérito anual anterior (+1.065) para a diminuição registada no último inquérito (-90); também se registam descidas na Europa (-169) e na Oceania (-31), mas um forte aumento na Ásia (+123) e um ligeiro aumento na América (+27).

No campo da instrução e da educação, a Igreja administra no mundo 74.550 escolas maternais frequentadas por 7.639.051 alunos; 102.455 escolas primárias com 36.199.844 alunos; 52.085 escolas secundárias com 20.724 alunos. Além disso, 2.688.615 estudantes frequentam institutos superiores e 4.468.875 institutos universitários ligados à Igreja Católica.

Os institutos de saúde, beneficência e assistência administrados no mundo pela Igreja englobam 103.951 e incluem: 5.377 hospitais e 13.895 postos de saúde; 504 leprosarias; 15.566 casas para idosos, doentes crónicos e deficientes; 10.858 creches; 10.827 consultórios matrimoniais; 3.147 centros de educação ou reeducação social e 35.184 instituições de outros tipos.

As circunscrições eclesiásticas (ou seja, Metropolitanas, Arquidioceses, Dioceses, Abadias territoriais, Vicariatos apostólicos, Prefeituras apostólicas, Missões sui iuris, Prelaturas territoriais, Administrações apostólicas e Ordinariatos militares) dependentes do Dicastério para a Evangelização, Seção para a Primeira Evangelização e as Novas Igrejas Particulares, são no total 1.130, de acordo com a última variação registada (+7). A maior parte das circunscrições eclesiásticas confiadas ao Dicastério com sede na Piazza di Spagna, em Roma, encontram-se na África (530) e na Ásia (483). Seguem-se a América (71) e a Oceania (46).

Fonte: Agência Fides

IGREJA DE VITÓRIA CELEBRA O DIA MUNDIAL DAS MISSÕES A Arquidiocese de Vitória celebrou, neste domingo, o Dia Mundial das Missões, ocasião especial em

IGREJA DE VITÓRIA CELEBRA O DIA MUNDIAL DAS MISSÕES

A Arquidiocese de Vitória celebrou, neste domingo, o Dia Mundial das Missões, ocasião especial em que toda a Igreja é chamada a renovar o compromisso com a cooperação missionária e a obra evangelizadora. A celebração, realizada na Catedral Metropolitana de Vitória, reuniu religiosos, consagrados, seminaristas, formandos da etapa do propedêutico e seus familiares, bem como os membros da Obra Pontifícia da Infância Missionária. A missa foi presidida pelo Padre Cláudio Alves, coordenador de Pastoral da Arquidiocese, e concelebrada pelo Padre Abel de Andrade, coordenador da Comissão Missionária.

Neste ano, a Campanha Missionária de 2025 tem como tema “Missionários de esperança entre os povos” e lema “A esperança não decepciona” (Rm 5,5), em sintonia com o espírito do Ano Jubilar. A proposta é reacender na Igreja o ardor missionário, convidando cada batizado a ser sinal de esperança no mundo. Durante a celebração, também foi lembrada a Obra Pontifícia da Infância Missionária, que desperta em crianças e adolescentes o amor à missão e o compromisso com a partilha da fé e dos bens com os que mais precisam. Inspirada no lema “Crianças e adolescentes ajudam e evangelizam crianças e adolescentes”, a Obra reforça a dimensão missionária presente desde os primeiros passos na vida cristã.

Celebrar o Dia Mundial das Missões é, assim, um convite à comunhão e à solidariedade entre os povos, recordando que a esperança cristã, enraizada no amor de Deus, jamais decepciona, ou seja, é um tempo de renovação do servir no anúncio do Evangelho para todos os cantos da terra. Em sua mensagem para o XCIX Dia Mundial das Missões 2025 (publicada em 25 de janeiro de 2025), o Papa Francisco recordou que a evangelização é um caminho que se realiza sempre em comunidade, assim como a esperança cristã tem um caráter essencialmente coletivo. Esse processo não se encerra com o primeiro anúncio do Evangelho nem com o batismo, mas se prolonga na formação e fortalecimento das comunidades cristãs, por meio do acompanhamento contínuo de cada batizado em seu percurso de fé. No contexto atual, o Papa destacou que pertencer à Igreja não é uma condição estável ou definitiva, mas uma escolha que precisa ser constantemente renovada. Por isso, a missão de anunciar Cristo e amadurecer a fé dos fiéis, segundo o Francisco, constitui o modelo e o núcleo de toda a ação da Igreja, uma tarefa que só pode florescer na comunhão entre oração e ação.

Confira a seguir alguns registros da celebração:

Texto e fotos enviadas por pe. Abel Andrade, coordenador da Comissão Missionária

No próximo dia 04 de novembro de 18h30 às 21h, a Arquidiocese de Vitória promove um encontro de lideranças com dom Joaquim Hudson de

No próximo dia 04 de novembro de 18h30 às 21h, a Arquidiocese de Vitória promove um encontro de lideranças com dom Joaquim Hudson de Souza Ribeiro, bispo auxiliar de Manaus para conversar sobre Ecologia Integral e a COP30, temas interconectados pelo grande tema que são as mudanças climáticas e a necessidade de cuidar do planeta, que o Papa Francisco chamou de Casa Comum.

Dom Hudson vai abordar o assunto sobre a Ecologia Integral no Magistério do Papa Francisco. O que a Igreja propõe e espera da COP-30 e também apresentará algumas iniciativas concretas em outras dioceses.

Dom Joaquim Hudson de Souza Ribeiro, é bispo auxiliar da Arquidiocese de Manaus – Diretor Geral da Faculdade Católica do Amazonas – Psicólogo, Doutor em Ciências (USP), Pós-Doutorado em Psicologia (Universidade do Porto) – Pesquisador em ciências da saúde da Universidade do Estado do Amazonas. e Membro Pesquisador da Comissão Pontifícia para a Tutela de Menores e Adultos Vulneráveis (Roma-IT).

O evento é aberto ao público.

04 de novembro de 2025

Colégio Agostiniano – Rua Thiers Velloso, 125 – Parque Moscoso – Centro, Vitória

Sobre a COP30

A COP30 é a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança Climática e, este ano, acontece no Brasil, em Belém do Pará, entre os dias 10 e 21 de novembro. Até ao momento 162 países confirmaram presença no evento.

A COP reúne “líderes mundiais, cientistas, organizações não governamentais, representantes da sociedade civil, de governos, do setor privado, e de organizações internacionais para discutir ações para combater a mudança climática” (definição da Conferência), desde 1995 e reúne-se uma vez por ano. Diante da velocidade do Aquecimento Global, espera-se compromissos mais expressivos das nações participantes.

Desde a primeira COP outro evento é realizado paralelamente, A Cúpula dos Povos, que acontece entre os dias 11 e 16 de novembro. A Cúpula dos povos teve início em 1992 durante a Rio-92 (Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento) e passou a ser realizada sempre durante as COPs com o objetivo de incluir as diversas organizações sociais no debate sobre Aquecimento Global. A Cúpula pretende para este ano “ampliar as vozes dos povos tradicionais e promover uma mobilização autônoma e transformadora”.

No campo religioso a Cúpula dos Povos conta com participações ecumênicas, entre elas a CNBB, Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, que publicou as informações abaixo no site cnbb.org.br

De 11 a 16 de novembro de 2025, a cidade de Belém (PA) sediará o Tapiri Ecumênico e Inter-religioso na Cúpula dos povos, um grande encontro que reunirá lideranças de diversas tradições religiosas, povos indígenas, comunidades quilombolas, tradicionais de terreiro, movimentos sociais e juventudes de todo o Brasil e do mundo. O evento, que acontecerá na Catedral Anglicana de Santa Maria, será um espaço de diálogo, formação de alianças e elaboração de propostas para influenciar as discussões da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30).

Organizado por um coletivo de entidades ecumênicas, inter-religiosas e de defesa de direitos, o Tapiri é uma iniciativa itinerante que já percorreu, desde 2022, 9 estados da Amazônia Legal. A edição 2025 amplia o escopo para uma perspectiva global, trazendo vozes internacionais do Canadá, Austrália e outros países da América Latina para dialogar com as realidades brasileiras, tendo como pano de fundo a COP30 e suas implicações para um futuro menos desigual e ambientalmente sustentável para todas as pessoas e ecossistemas.

TAPIRI é uma palavra indígena, que significa ‘’ palhoça onde se abrigam caminheiros/as’’. O grupo de articulação ecumênica e inter-religiosa Tapiri tem denunciado, nos últimos anos, os impactos dos fundamentalismos e do racismo religioso na vida dos povos tradicionais. Por meio de reflexões e ações concretas, o Tapiri busca construir redes de resistência e cuidado.

Programação Estruturada em Eixos de Luta

A programação de seis dias está organizada em torno de quatro eixos centrais da Cúpula dos Povos: (1) Terra, Território e Soberania; (2) Justiça Climática, Democracia e Direitos; (3) Enfrentamento ao Racismo Religioso e Ambiental; (4) Protagonismo de juventudes, crianças, adolescentes, mulheres e diversidades LGBTQIAPN+. As atividades incluem mesas de debate, rodas de diálogo, intervenções culturais, lançamento de publicações; uma simbólica barqueata pelo Rio Guamá, vigília; celebrações e uma marcha.

Destaques da Programação

11/11 (Terça-feira): O evento inicia com o Seminário do PAD (Processo de Articulação e Diálogo), discutindo o panorama e as estratégias da cooperação internacional. Paralelamente, o Projeto Curupira (IEAB) promove a roda “Vozes da Terra”, com troca de saberes indígenas sobre clima e sustentabilidade entre povos do Brasil, América Latina, e Oceania.

12/11 (Quarta-feira): Mística inter-religiosa e a leitura de uma declaração conjunta. Duas mesas centrais debaterão “Diálogos Inter-religiosos para Enfrentar o Racismo Ambiental violações de Direitos e Fortalecer a Participação Popular” e “Justiça Climática, Democracia e Direito à Vida: Diálogos Inter-religiosos por Justiça ambiental“, com presenças confirmadas, Dom Vicente Ferreira, Moema Miranda (Igreja e Mineração) e o Procurador Felício Pontes. A tarde será marcada por uma Barqueata pelos rios da região, culminando com a abertura simbólica da Cúpula dos Povos.

13/11 (Quinta-feira): O dia é dedicado às lutas pela terra e à soberania, com a mesa “Água, Terra e Soberania: Como Grandes Projetos Ameaçam Povos Indígenas e Tradicionais – Resistência, Agroecologia e Reparação na Amazônia, América Latina e Oceania“. À tarde, o foco será o racismo religioso e a luta quilombola na mesa “Terra, Axé e Resistência: Racismo Religioso e Ambiental, Megaprojetos e a Luta por Soberania nos Terreiros e Territórios Quilombolas do Brasil“, com a participação de Mãe Nalva, Mameto Nangetu e lideranças quilombolas do MA e TO. O dia termina com uma Caminhada e Vigília do TAPIRI pela Terra, organizada pelo ISER.

14/11 (Sexta-feira): A manhã coloca no centro as vozes das juventudes, mulheres e população LGBTQIAPN+ na luta por justiça climática. À tarde, a mesa “Justiça Climática e Direitos na Amazônia: Como Organizações Podem contribuir para Enfrentar Violações, Racismo Ambiental e Garantir Participação Popular?” discutirá como organizações podem contribuir para enfrentar violações.

15/11 (Sábado): O último dia terá início com a Marcha da Cúpula dos Povos com concentração a partir das 8.30h. A tarde, retomamos as atividades do Tapiri com.a Mesa sobre “Fé, Justiça Climática e Democracia: Caminhos Ecumênicos para Enfrentar o Racismo Ambiental e Garantir Direitos”, mediado por Maíra Fernandes (URI), e contará com a leitura final do documento do Tapiri, que consolidará as demandas e propostas do encontro para a COP30.

O dia será encerrado com um coquetel de lançamentos de publicações de entidades participantes.

16/11 (Domingo): O encerramento será uma Celebração Inter-religiosa na Catedral Anglicana, conduzida pela Bispa Marinez Bassotto, primaz da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil, e pelo Rev. Ives Vergara, simbolizando a união das diferentes fés em prol de um objetivo comum.

 

 

 

 

A Igreja tem sete novos santos canonizados pelo Papa Leão, neste domingo, Dia Mundial das Missões. São eles: Inácio Maloyan, Pedro To Rot, Vincenza
A Igreja tem sete novos santos canonizados pelo Papa Leão, neste domingo, Dia Mundial das Missões. São eles: Inácio Maloyan, Pedro To Rot, Vincenza Maria Poloni, Maria Carmen Rendiles Martínez, Maria Troncatti, José Gregório Hernández Cisneros e Bartolo Longo. Os novos santos e santas “se tornaram lâmpadas capazes de difundir a luz de Cristo”, disse o Pontífice em sua homilia.

O Papa Leão XIV presidiu a missa de canonização de sete beatos, na Praça São Pedro, neste domingo, 19 de outubro, Dia Mundial das Missões. Os novos santos são: Inácio Maloyan, Pedro To Rot, Vincenza Maria Poloni, Maria Carmen Rendiles Martínez, Maria Troncatti, José Gregório Hernández Cisneros e Bartolo Longo. Participaram da celebração cerca de 70 mil fiéis.

Lâmpadas capazes de difundir a luz de Cristo

O Pontífice iniciou sua homilia com as palavras de Jesus extraídas do Evangelho de Lucas da liturgia deste domingo: “Quando o Filho do Homem voltar, encontrará a fé sobre a terra?” “Esta pergunta nos revela o que é mais precioso aos olhos do Senhor: a fé, ou seja, o vínculo de amor entre Deus e o ser humano”, destacou o Papa.

“Hoje, temos precisamente diante de nós sete testemunhas, os novos santos e as novas santas, que mantiveram acesa, com a graça de Deus, a lâmpada da fé, ou melhor, eles mesmos se tornaram lâmpadas capazes de difundir a luz de Cristo.”

“Em relação aos grandes bens materiais e culturais, científicos e artísticos, a fé sobressai não porque estes se devam desprezar, mas porque sem fé perdem sentido”, disse ainda o Papa, sublinhando que “a relação com Deus é da maior importância porque Ele, no início dos tempos, criou todas as coisas do nada e, no tempo, salva do nada tudo o que simplesmente acaba. Uma terra sem fé seria povoada por filhos que vivem sem Pai, ou seja, por criaturas sem salvação”.

A oração autêntica vive da fé

“Caríssimos, é precisamente por isso que Cristo fala aos seus discípulos «sobre a obrigação de orar sempre, sem desfalecer»: tal como não nos cansamos de respirar, também não nos cansemos de orar! Do mesmo modo que a respiração sustenta a vida do corpo, a oração sustenta a vida da alma: a fé, com efeito, expressa-se na oração e a oração autêntica vive da fé.”

“Jesus nos mostra essa ligação com uma parábola: um juiz mantém-se surdo perante os pedidos insistentes de uma viúva, cuja persistência, por fim, o leva a agir. Tal tenacidade, à primeira vista, torna-se para nós um bonito exemplo de esperança, especialmente nos momentos de provação e tribulação. Porém, a perseverança da mulher e o comportamento do juiz, que age contra vontade, preparam uma provocante pergunta de Jesus: Deus, Pai bom, «não fará justiça aos seus eleitos, que a Ele clamam dia e noite?»”, disse ainda Leão XIV.

Tentações que põem à prova a nossa fé

O Papa convidou a deixar que “estas palavras ressoem em nossa consciência: o Senhor nos pergunta se acreditamos que Deus é um juiz justo para com todos. O Filho nos pergunta se acreditamos que o Pai quer sempre o nosso bem e a salvação de todas as pessoas”.

“A este propósito, duas tentações põem à prova a nossa fé: a primeira ganha força a partir do escândalo do mal, levando-nos a pensar que Deus não ouve o clamor dos oprimidos nem tem piedade do sofrimento dos inocentes. A segunda tentação é a pretensão de que Deus deve agir como nós desejamos: a oração cede então lugar a uma ordem dirigida a Deus, para lhe ensinar o modo de ser justo e eficaz.”

Quem não acolhe a paz como um dom, não saberá dar a paz

“Jesus, testemunha perfeita da confiança filial, nos liberta de ambas as tentações. Ele é o inocente que, sobretudo durante a sua Paixão, reza assim: «Pai, faça-se a tua vontade». São as mesmas palavras que o Mestre nos entrega na oração do Pai-Nosso. A oração da Igreja nos lembra que Deus, ao dar a sua vida por todos, faz justiça a todos. A cruz de Cristo revela a justiça de Deus e a justiça de Deus é o perdão: Ele vê o mal e redime-o, tomando-o sobre si”, disse ainda o Papa, acrescentando:

“Quando somos crucificados pela dor e pela violência, pelo ódio e pela guerra, Cristo já está ali, na cruz por nós e conosco. Não há choro que Deus não console, nem lágrima que esteja longe do seu coração. O Senhor escuta-nos, abraça-nos como somos, para nos transformar como Ele é. Quem, pelo contrário, recusa a misericórdia de Deus, permanece incapaz de misericórdia para com o próximo. Quem não acolhe a paz como um dom, não saberá dar a paz.”

Mártires pela sua fé

“As perguntas de Jesus são um vigoroso convite à esperança e à ação: quando o Filho do homem vier, encontrará fé na providência de Deus? Na verdade, é esta fé que sustenta o nosso compromisso com a justiça, precisamente porque acreditamos que Deus salva o mundo por amor, libertando-nos do fatalismo. Perguntemo-nos, então: quando ouvimos o apelo de quem está em dificuldade, somos testemunhas do amor do Pai, como Cristo o foi para com todos? Ele é o humilde que chama os prepotentes à conversão, o justo que nos torna justos, como atestam os novos santos de hoje: não são heróis, nem paladinos de um ideal qualquer, mas homens e mulheres autênticos”, destacou.

“Estes fiéis amigos de Cristo são mártires pela sua fé, como o Bispo Inácio Choukrallah Maloyan e o catequista Pedro To Rot; são evangelizadores e missionários, como a Irmã Maria Troncatti; são fundadoras carismáticas, como a Irmã Vincenza Maria Poloni e a Irmã Carmen Rendiles Martinez; são benfeitores da humanidade, com coração ardente de devoção, como Bartolo Longo e como José Gregório Hernández Cisneros.”

“Que a sua intercessão nos assista nas provações e o seu exemplo nos inspire na comum vocação à santidade. Enquanto peregrinamos rumo a esta meta, rezemos sem nos cansarmos, firmes naquilo que aprendemos e acreditamos resolutamente. A fé sobre a terra sustenta assim a esperança do céu”, concluiu o Papa.

Fonte: publicado no site vaticannews.va
Durante a Audiência Geral desta quarta-feira, 15/10, Leão XIV refletiu sobre a diferença entre otimismo e esperança. Diante de milhares de peregrinos reunidos na
Durante a Audiência Geral desta quarta-feira, 15/10, Leão XIV refletiu sobre a diferença entre otimismo e esperança. Diante de milhares de peregrinos reunidos na Praça São Pedro, o Santo Padre convidou todos a redescobrir na Ressurreição a fonte viva que sacia a sede mais profunda do coração humano.

A Praça São Pedro acolheu, nesta quarta-feira, 15 de outubro, cerca de 60 mil fiéis reunidos para participar da Audiência Geral com o Papa Leão XIV. Sob um céu outonal e um clima de alegria, o Santo Padre percorreu todo o recinto a bordo do papamóvel, saudando as famílias, as crianças e os grupos de peregrinos que o aclamavam com entusiasmo.

Ao iniciar sua catequese, inserida no ciclo dedicado ao Ano Jubilar, o Santo Padre recordou que “até este momento percorremos a vida de Jesus, seguindo os Evangelhos, desde o seu nascimento até sua morte e ressurreição. Ao fazê-lo, nossa peregrinação de esperança encontrou seu fundamento firme, seu caminho seguro”. Leão XIV explicou que, nesta etapa final do percurso, o olhar da fé se volta para a luz da Páscoa, “que derrama sua luz salvadora em contato com a realidade humana e histórica atual, com suas interrogações e desafios”.

A sede de plenitude que habita o coração humano

O Papa deteve-se sobre a tensão paradoxal presente na experiência humana: “Nossas vidas são marcadas por inúmeros acontecimentos, repletos de nuances e experiências diversas. Às vezes nos sentimos alegres, outras vezes tristes… Vivemos vidas ocupadas, alcançamos objetivos elevados e prestigiados, mas continuamos suspensos, inseguros, à espera de sucessos e reconhecimentos que demoram a chegar, ou nunca chegam.” E acrescentou: “Gostaríamos de ser felizes, mas é muito difícil alcançar isso de forma constante e sem sombras… Sentimos, no fundo, que sempre nos falta algo.”

Nesse contexto, o Papa recordou que “não fomos criados para a falta, mas para a plenitude, para viver a vida e a vida em abundância”. Esse desejo de plenitude, explicou o Pontífice, só pode ser plenamente satisfeito em Cristo:

“Esse desejo profundo do nosso coração pode encontrar sua resposta final não em cargos, nem no poder, nem nas posses, mas na certeza de que há Alguém que garante esse impulso constitutivo da nossa humanidade; na certeza de que essa expectativa não será desiludida nem frustrada. Essa certeza coincide com a esperança. Isso não significa pensar com otimismo: o otimismo muitas vezes nos decepciona, quando vemos nossas expectativas ruírem, enquanto a esperança promete e cumpre.”

Cristo, fonte viva que jamais seca

“O Ressuscitado é a fonte viva que nunca seca nem sofre alterações. Ela permanece sempre pura e pronta para quem tem sede”, declarou Leão XIV, ao ilustrar a ação transformadora da Ressurreição de Cristo: “Pensemos em uma fonte de água. Quais são suas características? Ela sacia e refresca as criaturas, irriga a terra e as plantas e torna fértil e vivo o que, de outra forma, permaneceria árido. Refresca o viajante cansado, oferecendo-lhe a alegria de um oásis de frescor. Sem água, não podemos viver.” E, partindo dessa comparação, Leão XIV exortou:

“Irmãs e irmãos, Jesus Ressuscitado é a garantia dessa chegada! Ele é a fonte que sacia nossa sede ardente, a sede infinita de plenitude que o Espírito Santo infunde em nossos corações. A Ressurreição de Cristo, de fato, não é um simples acontecimento na história humana, mas o acontecimento que a transformou desde o seu interior.” 

Companheiro de caminho e meta final

O Papa sublinhou ainda que “Jesus Ressuscitado não lança uma resposta ‘do alto’, mas torna-se nosso companheiro nessa viagem, muitas vezes cansativa, dolorosa e misteriosa. Só Ele pode encher de água nossa garrafa vazia quando a sede se torna insuportável.”

“Sem o seu amor, a viagem da vida tornar-se-ia uma peregrinação sem destino”, afirmou. “O Ressuscitado garante nossa chegada, conduz-nos para casa, onde somos esperados, amados e salvos.”

A esperança que nasce da Ressurreição

Ao concluir sua catequese, o Santo Padre convidou os fiéis a deixarem-se transformar pela esperança pascal, pois caminhar com Jesus ao nosso lado “significa experimentar ser sustentados apesar de tudo, saciados e fortalecidos nas provações e nas dificuldades que, como pedras pesadas, ameaçam bloquear ou descarrilar nossa história”. E completou:

“Caríssimos, que da Ressurreição de Cristo brote a esperança que nos faz saborear, apesar das fadigas da vida, uma profunda e alegre serenidade, aquela paz que só Ele poderá nos dar no fim, sem fim.”

Pe. Márcio Ferreira de Souza e o diácono Sérgio Pinto Rodrigues, respectivamente diretor e coordenador da Escola Diaconal da Arquidiocese de Vitória, participam do

Pe. Márcio Ferreira de Souza e o diácono Sérgio Pinto Rodrigues, respectivamente diretor e coordenador da Escola Diaconal da Arquidiocese de Vitória, participam do Encontro Nacional dos Diretores e Formadores das Escolas Diaconais do Brasil, que acontece em Brasília até amanhã, 15 de outubro.

O encontro reflete o processo formativo do Diácono do Brasil. “Estamos em Vitória, na fase de finalização do Projeto de Formação da Escola Diaconal de nossa Arquidiocese, e este encontro nos ajuda a fazer a síntese do nosso trabalho, que será apreciado pelos diáconos de Vitória e também pelo presbitério, antes de ser submetido a aprovação do Arcebispo”, disse pe. Márcio.
A escola diaconal São Lourenço, possui 15 candidatos ao diaconato permanente  e já prepara o início dos encontros vocacionais, que começam em novembro próximo, em vista de nova turma.