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Após a oração do Angelus, Leão XIV recordou que durante o mês maio, pela “corrente ininterrupta” do Rosário, a Igreja invocou a paz, confiando
Após a oração do Angelus, Leão XIV recordou que durante o mês maio, pela “corrente ininterrupta” do Rosário, a Igreja invocou a paz, confiando “os povos martirizados pela guerra” à intercessão de Maria. Rezou para que a Sabedoria divina ilumine a consciência das autoridades para a busca do fim dos conflitos.

No final da tarde de sábado, o Papa Leão XIV rezou na Gruta de Lourdes dos Jardins Vaticanos, pedindo a intercessão da Virgem Maria pelo dom da paz, que é um dom de Deus. Junto com ele nos Jardins Vaticanos, cerca de 20 mil fiéis, acompanhados por outros cem mil espalhados por mais de 200 santuários ao redor do mundo. que acompanhavam a oração pela TV.

Um dia depois, na Praça São Pedro, diante de 20 mil fiéis vindos de várias partes do mundo, o Pontífice voltou a insistir no tema da paz, com particular referência a quem detém autoridade:

Neste mês de maio, toda a Igreja elevou uma prece comum pela paz. Especialmente através da oração do Santo Rosário, como uma corrente ininterrupta, confiou à intercessão da Virgem Maria os povos martirizados pela guerra. Que a Sabedoria Divina ilumine a consciência de quem detém autoridade e oriente as decisões para a busca sincera de uma paz justa e duradoura.

“Dia do Alívio”: propaguem a proximidade e o cuidado

O Santo Padre recorda depois, que neste domingo a Itália celebra o 25º “Dia do Alívio”, intitulado este ano “Eu Cuido”.

Sinto-me próximo das pessoas doentes e de todos os que cuidam delas; agradeço e encorajo quem promove a cultura da proximidade e do cuidado.

Promovido pelo Ministério da Saúde, pela Conferência das Regiões e das Províncias Autônomas e pela Fundação Nacional “Gigi Ghirotti”, este Dia contará com iniciativas de informação e sensibilização destinadas a propagar a cultura do alívio do sofrimento físico e mental, com especial atenção aos cuidados paliativos, à gestão da dor, à humanização dos cuidados e à formação de voluntários para apoiar os doentes e as suas famílias.

Maria, Mãe da Justiça Social

Entre as diversas saudações, também aquela dirigida aos participantes da grande peregrinação ao Santuário de Piekary, na Polônia, onde Maria é venerada como Mãe da Justiça Social.

Este local de culto foi dedicado a Maria no século XVII. Segundo a tradição, a peregrinação dos jovens e homens se realiza em maio, com dezenas de milhares de participantes, enquanto a das jovens e mulheres ocorre no mês de agosto.

Fonte: publicação do site vaticannews.va
O Papa Leão XIV pede aos cristãos um dia de oração pela paz. Ao encerrar o mês de maio, o Papa convida para o
O Papa Leão XIV pede aos cristãos um dia de oração pela paz. Ao encerrar o mês de maio, o Papa convida para o Terço pelo Paz, recitação que será presidida pelo Pontífice na Gruta de Nossa Senhora de Lourdes no Vaticano. Para acompanhar leia abaixo a matéria divulgada no site vaticannews.va.
Todos os santuários do mundo estão convidados a se unirem ao Terço pela Paz do próximo sábado, 30 de maio, a partir da Gruta de Nossa Senhora de Lourdes, nos Jardins do Vaticano. O próprio Santuário da Bem-Aventurada Virgem do Rosário, em Fátima, Portugal, já aderiu à iniciativa que também será transmitida pelos telões da Praça São Pedro e pelos canais do Vatican News a partir das 19h do horário local, 14h no Horário de Brasília.

O Papa Leão XIV volta a convocar todos para rezar um Terço pela Paz no próximo sábado, 30 de maio, a partir da Gruta de Nossa Senhora de Lourdes, nos Jardins do Vaticano. O convite é feito após a Vigília de Oração celebrada na Basílica de São Pedro no último dia 11 de abril, quando o Pontífice uniu as forças morais do mundo que repudia a guerra para invocar a paz com a oração do terço, para romper “a cadeia demoníaca do mal” que até usa o Santo Nome de Deus em “discursos de morte”: “quem reza não mata nem ameaça com a morte”, disse naquela oportunidade o Papa, porque “virou as costas ao Deus vivo”, sacrificando valores e esperando que “o mundo inteiro se ajoelhe”. “Basta com a idolatria de si mesmo e do dinheiro!” e com “a loucura da guerra”, exortou Leão XIV, e que se cultive o cuidado da vida com a oração em “casas de paz”.

O Terço pela Paz no sábado, 30 de maio

Ao final do mês mariano, então, neste sábado, 30 de maio, o Pontífice irá presidir a recitação do terço a partir das 19h do horário local, 14h no Horário de Brasília. Para quem estiver em Roma, será possível participar presencialmente através de bilhetes gratuitos que poderão ser retirados, sem necessidade de reserva prévia, na Via della Conciliazione, n. 7, nos dias que antecedem a iniciativa, ou seja, nas datas de 28, 29 e 30 de maio, das 9h30 às 17h30, e até se esgotarem os ingressos. O acesso ao Estado da Cidade do Vaticano no dia da iniciativa será permitido após as verificações realizadas pelas forças de segurança, por isso, recomenda-se chegar com antecedência ao local. O trajeto até a Gruta de Lourdes será indicado por voluntários e, para quem tiver dificuldade de locomoção, haverá um serviço de transporte até o local de oração.

Na Praça São Pedro, como informam os organizadores da Seção para as Questões Fundamentais da Evangelização no Mundo do Dicastério para a Evangelização, os telões instalados irão transmitir o momento de oração para que mais fiéis possam se unir e invocar a paz no mundo. Os próprios canais do Vatican News irão disponibilizar o mesmo serviço, com transmissão ao vivo, direto da Gruta de Nossa Senhora de Lourdes, nos Jardins do Vaticano, com comentários em português.

Para a ocasião, todos os santuários do mundo estão convidados a se unir, através dos seus peregrinos e fiéis, em oração com o Pontífice. Já aderiram à iniciativa o próprio Santuário da Bem-Aventurada Virgem do Rosário, em Fátima, Portugal, assim como: o Santuário da Mãe de Deus de Zarvanytsia,  naUcrânia; o Santuário Internacional de Nossa Senhora da Paz e da Boa Viagem de Antipolo, nas Filipinas; o Santuário de Nossa Senhora Rainha da Paz de Medjugorje, na Bósnia e Herzegovina; o Santuário de Nossa Senhora de Lourdes em Lourdes, na França; o Santuário de São Charbel Annaya de Byblos, no Líbano; e o Santuário Pontifício da Santa Casa na cidade de Loreto, na Itália. O Dicastério solicita que todos os santuários que participarão do Terço pela Paz, ao término da oração, respondam ao questionário disponível aqui: https://forms.gle/HdwajcHYeMNV99ui7.

Foi divulgada na manhã de hoje, 25 de maio de 2026, a primeira encíclica do Papa Leão XIV. Clique aqui para ler a encíclica
Foi divulgada na manhã de hoje, 25 de maio de 2026, a primeira encíclica do Papa Leão XIV. Clique aqui para ler a encíclica na íntegra. Abaixo a matéria divulgada no site vaticannews.va
No 135º aniversário da “Rerum novarum”, o Pontífice reflete, em sua primeira encíclica, “Magnifica humanitas”, sobre a Doutrina Social da Igreja na era da inteligência artificial. O apelo para preservar “uma magnífica humanidade habitada por Deus”, promovendo a verdade, a dignidade do trabalho, a justiça social e a paz. Na era digital, é preciso desarmar a IA e superar a teoria da “guerra justa”, relançando o diálogo e o multilateralismo.

“A magnífica humanidade criada por Deus encontra-se hoje diante de uma escolha decisiva: erguer uma nova torre de Babel ou construir a cidade onde Deus e a humanidade habitam juntos”. O incipit da primeira encíclica de Leão XIV – Magnifica humanitas, “sobre a salvaguarda da pessoa humana na era da inteligência artificial” – resume suas razões fundamentais e seu objetivo. Publicada hoje, segunda-feira, 25 de maio, foi assinada pelo Pontífice no último dia 15 de maio, no 135º aniversário da promulgação da Rerum novarum de Leão XIII. E de seu predecessor, o Papa Prevost recolheu a herança, escrevendo uma encíclica social que aborda um dos principais desafios da época contemporânea: a inteligência artificial. Dividida em cinco capítulos, Magnifica humanitas parte de um pressuposto: a tecnologia não é uma “força antagônica em relação à pessoa” (4), nem “um mal em si mesma” (9). No entanto, ela “não é neutra, pois assume o rosto daqueles que a concebem, a financiam, a regulam e a utilizam”. Daí, o apelo do Pontífice para “construir o bem” e “permanecer humanos”, seguindo a lógica da corresponsabilidade corajosa e da comunhão.

A Doutrina Social da Igreja

O primeiro capítulo – Um pensamento dinâmico fiel ao Evangelho – repercorre a Doutrina Social da Igreja (DSI) no magistério recente e no Concílio Vaticano II, destacando “o seu caráter dinâmico” (17). Longe de ser “um manual de princípios e normas a serem aplicados”, a DSI é antes uma “teologia da comunhão na história” (27) que orienta a leitura dos acontecimentos à luz do Evangelho. No segundo capítulo, Leão XIV enumera os Fundamentos e princípios da Doutrina Social da Igreja: entre os primeiros, inclui a dignidade da pessoa, criada à imagem e semelhança de Deus; a inviolabilidade dos direitos humanos, entre os quais o direito à vida “desde a concepção até ao seu fim natural”; o reconhecimento dos direitos das minorias, com especial atenção às mulheres, para que sejam verdadeiramente ouvidas e valorizadas (57).

Quanto aos princípios da DSC, Leão XIV aponta cinco: o primeiro é o bem comum, “forma social da dignidade reconhecida a cada um” (59). Em um ponto, o Papa é particularmente firme: “A promoção do bem comum nunca pode ser separada do respeito ao direito dos povos de existir, de preservar sua identidade e de contribuir com sua originalidade para a família das nações”. Consequentemente, “qualquer tentativa ou projeto de eliminar ou subjugar uma nação é gravemente imoral e, portanto, inaceitável” (64).

A tecnologia não deve estar nas mãos de poucos

O segundo princípio diz respeito à destinação universal dos bens: aí e em outros pontos da encíclica, Leão XIV insiste na necessidade de que as tecnologias não se concentrem nas mãos de poucos, alimentando a disparidade entre os incluídos e os excluídos da revolução digital (67). Daí decorrem o terceiro e o quarto princípios, a saber, a subsidiariedade (68) – que exige a superação do paternalismo e do assistencialismo em favor da corresponsabilidade – e a solidariedade (73), “princípio e virtude” que se opõe à indiferença.

A justiça social

O quinto princípio da DSC é a justiça social: na era digital, ela deve garantir a todos um acesso equitativo às oportunidades, proteger os mais vulneráveis, combater o ódio e a desinformação e submeter o uso das tecnologias ao controle público. Leão XIV aponta os migrantes como um “teste decisivo” nesse campo: a maneira como a sociedade os trata demonstra “se a ideia de justiça é guiada pelo medo ou pela fraternidade”. Daí, o apelo tanto para salvaguardar “o direito à esperança” daqueles que são forçados a partir, garantindo-lhes vias seguras e legais, acolhimento digno e integração; quanto para promover “o direito de permanecer” de cada um em sua terra, em paz e segurança, enfrentando “as causas profundas” das migrações (81). O Pontífice entende que os cinco princípios acima mencionados se dirigem também à Igreja, chamada a “um exame de consciência”, a ouvir as “vítimas de abusos espirituais, econômicos, institucionais, sexuais, de poder e de consciência”, pois isso “é parte integrante de um caminho de justiça, que compreende o reconhecimento do dano, a reparação justa e a prevenção” (89).

Um código ético para a IA

O terceiro capítulo – Técnica e domínio. A grandeza da pessoa humana diante das promessas da IA – ressalta que é preciso abordar a IA com cautela, mantendo clareza sobre as responsabilidades em todas as suas etapas (accountability) e apostando em políticas e marcos jurídicos adequados, vigilância independente e educação dos usuários. Acima de tudo, é necessário um código ético submetido a critérios de justiça social compartilhada, pois “não serve uma IA mais moral se essa moral for decidida por poucos” (107). Sem deixar de lado o impacto ambiental das novas tecnologias, que exigem grandes quantidades de energia e água, afetando a Criação (101).

Desarmar a IA

É preciso “desarmar a IA” – prossegue Leão XIV – para subtraí-la à lógica da competição militar, econômica e cognitiva; para romper a equivalência entre poder técnico e direito de governar; para subtraí-la aos monopólios e impedir que domine o humano. Amplo espaço é dedicado à crítica do transumanismo e do pós-humanismo, que interpretam o progresso como a superação dos limites do humano. Em vez disso, o limite não é um defeito a ser eliminado, mas uma dimensão constitutiva da pessoa, pois é na fragilidade e na finitude que amadurecem a relação e a abertura a Deus e ao outro. Fazer a tecnologia crescer eliminando os limites do humano significa, portanto, fazer o coração regredir. Magnífica e, ainda assim, ferida, a humanidade “não deve ser substituída nem superada”. A tecnologia pode aliviar seus sofrimentos e abrir-lhe novas possibilidades, mas não deve negá-la naquilo que lhe é próprio: “a capacidade de relação e de amor” (126). Diante da IA, a verdadeira alternativa não está entre o entusiasmo e o medo, mas entre duas formas de construir o progresso: a serviço da pessoa e dos povos ou das lógicas do poder (129).

Uma ecologia da comunicação

No quarto capítulo – Preservar o humano na transformação. Verdade, trabalho, liberdade –, a encíclica defende uma “ecologia da comunicação” baseada na verdade. O Papa pede transparência nos critérios de seleção de conteúdos, proteção dos dados pessoais, um jornalismo sério fundamentado na argumentação e na verificação, uma nova consciência no uso “correto e crítico” da IA e a integração dos conhecimentos. Uma comunicação transparente e leal é exigida também da Igreja, sobretudo nos casos de injustiças e abusos. É fundamental também o apelo a uma aliança educativa renovada, para que nos jovens não se apague “o desejo de fazer perguntas” por causa de máquinas perfeitas que fazem parecer inútil o pensamento humano (140). Leão XIV pede ainda que se aposte na escola como lugar onde se aprende a “buscar e amar a verdade” (147).

A dignidade do trabalho

Na “quarta revolução industrial” representada pela transição digital, o Pontífice ressalta então a importância de proteger a dignidade do trabalho, projetando sistemas centrados na pessoa e não apenas no desempenho. A tecnologia pode certamente aliviar o homem de tarefas pesadas ou repetitivas, mas não deve levar ao desemprego em nome da redução de custos e do aumento do lucro. Nesse sentido, espera-se também uma renovação das organizações sindicais.

Paz e desenvolvimento

O Pontífice destaca, em seguida, a necessidade de superar o PIB como parâmetro do grau de desenvolvimento de um país, apostando, em vez disso, na dignidade do trabalho, na prosperidade compartilhada, na redução das desigualdades e na preservação do meio ambiente. A finança pela finança é, de fato, diferente da finança para o desenvolvimento (159-160). E, seguindo os passos de São Paulo VI, destaca-se a interdependência entre paz e desenvolvimento, almejando uma cooperação internacional capaz de definir estratégias comuns, sobretudo em favor dos países e dos grupos mais vulneráveis, pois a prosperidade contribui para a paz “somente se for difundida, inclusiva e sustentável” (163). É forte, ainda, a referência à família, fundada na união estável entre um homem e uma mulher: ela é “bem social primário”, “célula fundamental e insubstituível de toda organização comunitária” (165), que deve ser apoiada também por meio de políticas do trabalho em favor da estabilidade e de ritmos humanos, para assim proteger a capacidade social de “construir o futuro”.

A “arquitetura da visibilidade”

Por fim, a questão da liberdade humana: numa época em que as plataformas digitais são projetadas para capturar o tempo dos usuários e explorar suas fragilidades, é preciso fortalecer a liberdade interior de cada um, enfrentando também o risco do controle social decorrente da coleta massiva de dados e do uso de sistemas algorítmicos. Perfilar, prever e orientar comportamentos, de fato, é “um novo poder” (171) que corre o risco de discriminar os mais fracos. O Papa deplora, em particular, a “arquitetura da visibilidade” que amplifica apenas o que é visível, moldando as opiniões.

Novas formas de escravidão e novo colonialismo

A IA também gera novas formas de escravidão, como a dos “corpos marcados, mutilados, consumidos” (173) daqueles que trabalham na extração das “terras raras” necessárias à tecnologia. Portanto, a luta contra as novas formas de escravidão é outro “teste decisivo para o discernimento ético” da transformação digital. Leão XIV ressalta que “a Igreja renova sua firme condenação contra toda forma de escravidão, tráfico e mercantilização de pessoas”. Ao mesmo tempo, o Papa pede “sinceramente perdão” pelo atraso com que a Igreja, no passado, condenou “o flagelo da escravidão” (174-176). A encíclica também faz referência às “novas terras raras do poder”, ou seja, as informações vitais – por exemplo, sobre saúde e demografia – utilizadas para orientar estratégias econômicas: trata-se de uma face inédita do colonialismo que transforma vidas pessoais em informações exploráveis, tornando o ambiente digital um “espaço de predação” (178-179).

Superar a teoria da “guerra justa”

No quinto capítulo — A cultura do poder e a civilização do amor —, Leão XIV volta seu olhar para a guerra: “A revolução digital está modificando a gramática dos conflitos” e, sem uma abordagem ética, as decisões sobre a vida e a morte das pessoas serão cada vez mais impessoais, com o recurso à força considerado uma “opção imediata e viável” (182-183). Na base de tudo está uma “cultura do poder” que normaliza a guerra e a reabilita como “instrumento de política internacional”, favorecendo o rearmamento. Sobre a opinião pública pesam hoje também as narrativas midiáticas polarizadoras, bem como “uma preocupante perda de memória histórica” que priva de uma visão de longo prazo (191). Consequentemente, hoje a paz não é mais entendida como uma tarefa a ser assumida, mas como um intervalo entre os conflitos. Por isso, Leão XIV reitera que – sem prejuízo do direito à legítima defesa no sentido mais estrito – é preciso superar a teoria da “guerra justa”, promovendo, em vez disso, o diálogo, a diplomacia e o perdão (192).

Nenhum algoritmo torna a guerra moralmente aceitável

O Papa Prevost não deixa de deplorar o crescimento da indústria bélica, a corrida aos armamentos nucleares e o surgimento de novos atores armados – entre os quais os jihadistas – que visam perpetuar os conflitos como fonte de poder e de renda. É clara, ainda, a advertência contra o uso de armas ligadas à IA, pois “não existe algoritmo que possa tornar a guerra moralmente aceitável”. São necessárias restrições éticas rigorosas, compartilhadas internacionalmente, baseadas na responsabilidade pessoal e na proteção dos civis, pois “toda tecnologia que facilita atacar sem ver o rosto do outro abaixa o limiar moral do conflito” (199).

A crise do multilateralismo

A cultura do poder decorre também da crise do multilateralismo e do surgimento de um “multipolarismo desordenado e conflituoso” (201). A força do direito é substituída pelo direito do mais forte; as lógicas do poder prevalecem sobre a construção da paz e as instituições criadas para zelar pelo destino comum dos povos estão agora enfraquecidas. A esse respeito, o Papa deseja para a ONU “reformas profundas” que superem a atual crise de valores em favor do bem comum (226).

A civilização do amor

O cristão é chamado a responder à cultura do poder construindo “a civilização do amor” e escolhendo entre alimentar a lógica da força ou zelar pela paz. O Papa aponta cinco “caminhos de responsabilidade”: desarmar as palavras dizendo a verdade; construir a paz na justiça; assumir o olhar das vítimas tomando posição, pois há conflitos em que “não é justo permanecer neutro”; cultivar “um saudável realismo” que busque caminhos de paz viáveis com os fatos, não apenas com palavras. Por fim, relançar o diálogo, passando de uma cultura do poder para uma cultura da negociação. É decisivo também “o diálogo entre as religiões”, portador de uma mensagem de paz: “Quem usa o nome de Deus para legitimar o terrorismo, a violência ou a guerra trai o seu rosto” é a advertência de Leão XIV (223).

A magnífica humanidade

Ao concluir a carta, o Pontífice convida os fiéis a viver as novas tecnologias à luz do Evangelho, seguindo “um itinerário de vida cristã sóbrio e exigente”. Para que, mesmo na era da IA, todos possam testemunhar “a beleza de uma magnífica humanidade habitada por Deus”.

A Catedral Metropolitana de Vitória acolheu, na manhã desta sexta-feira, a celebração de ordenação presbiteral do diácono Pedro Nunes Gouvea. A Santa Missa foi

A Catedral Metropolitana de Vitória acolheu, na manhã desta sexta-feira, a celebração de ordenação presbiteral do diácono Pedro Nunes Gouvea.

A Santa Missa foi presidida pelo Arcebispo de Vitória, Dom Ângelo A. Mezzari, RCJ, e reuniu familiares, amigos, sacerdotes, religiosos e fiéis de diversas comunidades da Arquidiocese. A celebração foi marcada por profunda emoção, oração e gratidão a Deus pelo dom da vocação sacerdotal.

Durante a homilia, Dom Ângelo destacou que todos somos escolhidos e amados por Deus, chamados a responder com amor ao Seu chamado, assim como Pedro respondeu generosamente à vocação recebida. O Arcebispo ressaltou ainda que é pelo amor que vivemos nossa fé e alimentamos nossa esperança.

A celebração prosseguiu com o rito da ordenação, marcado pela imposição das mãos e pela oração consecratória, selando a nova missão de Pedro como presbítero a serviço da Igreja e do povo de Deus.

Ao final da celebração, o neo-sacerdote manifestou sua gratidão a Deus, à Igreja, à família, aos formadores e a todos aqueles que fizeram parte de sua caminhada vocacional.

Em clima de alegria e esperança, a comunidade reunida rezou pelo ministério sacerdotal do Padre Pedro, desejando que sua missão seja fecunda, santa e inteiramente dedicada ao anúncio do Evangelho e ao serviço do povo de Deus.

Fotos: Seminário Nossa Senhora da Penha/PASCOM Paróquia São José – Guarapari/Maria Rosa Menegatti

A primeira carta encíclica do Papa Leão XIV já tem data para ser publicada. Com o título “Magnifica humanitas“, o documento trata da proteção

A primeira carta encíclica do Papa Leão XIV já tem data para ser publicada. Com o título “Magnifica humanitas“, o documento trata da proteção da pessoa humana na era da inteligência artificial”. O texto que já foi assinado pelo Papa, o texto será publicado e apresentado na próxima segunda-feira, 25 de maio, em evento no Salão Novo do Sínodo.

O Papa Leão XIV escolheu para a assinatura da nova encíclica a data do aniversário de 135 anos da promulgação da encíclica Rerum Novarum, do Papa Leão XIII, em 15 de maio. O documento do final do Século XIX tratou da condição dos operários no contexto dos conflitos e inovações da Revolução Industrial.

A apresentação da encíclica será num evento, programado para o próximo dia 25, às 11h30, no São Sinodal, com a presença do Papa Leão XIV. Durante a programação, serão oradores os cardeais Víctor Manuel Fernández, prefeito do Dicastério para a Doutrina da Fé, e Michael Czerny, prefeito do Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral.

O evento contará com falas de acadêmicos: a professora Anna Rowlands, teóloga e professora da Durham University, no Reino Unido; Christopher Olah, cofundador da Anthropic (EUA) e responsável pela pesquisa sobre a interpretabilidade da inteligência artificial; a professora Leocadie Lushombo i.t., docente de teologia política e pensamento social católico na Jesuit School of Theology de Santa Clara, Califórnia.

A conclusão da apresentação estará a cargo do cardeal Secretário de Estado Pietro Parolin. Em seguida, haverá um discurso e uma bênção do Papa Leão XIV.

A Arquidiocese de Vitória esteve presente no Encontro Nacional de Ecônomos promovido pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, realizado entre os dias 19

A Arquidiocese de Vitória esteve presente no Encontro Nacional de Ecônomos promovido pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, realizado entre os dias 19 e 21 de maio, na Casa Dom Luciano, em Brasília (DF). Representaram a Arquidiocese o padre Paulo Régis, ecônomo arquidiocesano, e Alessandra Bueno, da Contadora da Arquidiocese de Vitória.

Cerca de 220 participantes, entre ecônomos, bispos, padres, religiosos e leigos de diversas dioceses do país, estiveram reunidos em Brasília. A abertura das conferências foi conduzida pelo Núncio Apostólico no Brasil, Dom Giambattista Diquattro, que abordou o tema da gestão eclesial diante das mudanças culturais e da secularização. Durante sua exposição, o representante da Santa Sé destacou os desafios enfrentados pela Igreja no atual contexto social, especialmente no que se refere à sustentabilidade econômica, à transparência e à corresponsabilidade na administração dos recursos.

Dom Giambattista ressaltou que o crescimento das denominações evangélicas, a diminuição da participação sacramental e as mudanças no perfil dos fiéis impactam diretamente a vida econômica das dioceses. Segundo ele, este cenário exige uma gestão cada vez mais integrada, transparente e comprometida com a missão evangelizadora da Igreja.

“O governo dos recursos de uma diocese não é tarefa solitária nem responsabilidade exclusiva do ecônomo, mas uma ação colegial que exige corresponsabilidade entre bispo, ecônomo e conselhos econômicos”, afirmou o Núncio Apostólico.

Ao longo do encontro, os participantes também refletiram sobre temas como gestão orçamentária integrada ao controle financeiro, sustentabilidade financeira da Igreja em tempos de mudança, assessoria jurídica, modelos de gestão e relações sindicais.

Para Alessandra Bueno, Contadora da Arquidiocese de Vitória, o encontro representou um importante momento de aprendizado e fortalecimento da missão da Igreja. “Eu e padre Paulo Regis participamos desse seminário promovido pela CNBB e foi um momento de muito aprendizado e grande importância para a Igreja nas questões administrativas. Isso reforça nossa missão evangelizadora e também a união entre todas as dioceses e arquidioceses do Brasil”, destacou.

Ela ressaltou ainda que o encontro possibilitou um aprofundamento em temas fundamentais para a administração eclesial. “Foi um momento oportuno para aprendermos mais sobre a administração dos bens da Igreja. Foram abordados temas importantes como reforma tributária, compliance, auditoria, prestação de contas, orçamento e uma gestão responsável. Foi um grande encontro a serviço da evangelização”, afirmou.

Os padres do Regional Leste 3 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), composto pela Arquidiocese de Vitória e pelas dioceses de Cachoeiro

Os padres do Regional Leste 3 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), composto pela Arquidiocese de Vitória e pelas dioceses de Cachoeiro de Itapemirim, Colatina e São Mateus, estão reunidos desde o dia 18 de maio na Casa de Retiro São Francisco Xavier, em Santa Isabel, distrito de Domingos Martins, para o Encontro Anual de Formação Permanente do Clero.

Ao todo, participam do encontro mais de 200 padres e seis bispos.

Neste ano, o encontro tem como tema: “Presbítero no contexto digital: ‘A quem iremos? Só tu tens palavras de vida eterna’”.

A programação diária tem início com a celebração da Santa Missa, seguida de momentos de formação, oração e convivência fraterna.

As reflexões do encontro estão sendo conduzidas por diversos assessores convidados.

No dia 19 de maio, participaram o Dr. Marcelo Martins Vieira, doutor em Ciência Política pelo Instituto de Estudos Sociais e Políticos da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ); Mauro Lara Martins, mestre em Sociologia pelo Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro; e João Gualberto, fundador do Instituto Futura.

Nos dias 20 e 21 de maio, a assessoria está sendo conduzida pelo Pe. José Rafael Solano Durán, presbítero da Arquidiocese de Londrina, mestre e doutor em Teologia Moral pela PUC, além de pós-doutor em Teologia Moral e Família pelo Pontifício Instituto Teológico João Paulo II, consultor da CNBB setor família.

A Formação Permanente dos Presbíteros será encerrada na quinta-feira, dia 21. Durante todo o encontro, os participantes vivenciam momentos de espiritualidade, celebrações litúrgicas, partilha e confraternização.

Fotos: Paulo Sérgio Vaillan / Maria Rosa Menegatti

 

Os seminaristas do Primeiro Ano de Filosofia da Faculdade UniSales convidam toda a comunidade para uma mesa de conversa com o tema “Arte Religiosa

Os seminaristas do Primeiro Ano de Filosofia da Faculdade UniSales convidam toda a comunidade para uma mesa de conversa com o tema “Arte Religiosa e Inteligência Artificial”, que será realizada no dia 15 de junho, às 19h, no Centro de Treinamento Dom João Batista – Arquidiocese de Vitória.

A iniciativa integra um projeto acadêmico e pastoral que busca promover um olhar reflexivo sobre o uso da inteligência artificial na produção da arte religiosa, aprofundando os desafios, impactos e possibilidades das novas tecnologias no contexto da fé, da cultura e da evangelização.

O encontro será um espaço de diálogo, formação e partilha entre Igreja, tecnologia e comunicação, reunindo agentes da Pastoral da Comunicação, artistas, estudantes, padres, religiosos e todas as pessoas interessadas no tema.