Na homilia, o Pontífice recordou que “em Maria de Nazaré está a nossa história, está a história da Igreja imersa na humanidade comum. Tendo encarnado nela, o Deus da vida e da liberdade venceu a morte. Sim, hoje contemplamos como Deus vence a morte, sem nunca prescindir de nós”.
A fecundidade de Maria
Leão XIV sublinhou que o “sim” de Maria, unido ao de Cristo na cruz, continua vivo “nos mártires do nosso tempo, nas testemunhas da fé e da justiça, da mansidão e da paz”, e convidou cada fiel a escolher “como e para quem viver”.
Refletindo sobre o Evangelho da Visitação, proposto pela liturgia para esta Solenidade, o Papa destacou que, no encontro de Maria com Isabel, “a surpreendente fecundidade da estéril Isabel confirmou Maria na sua confiança: antecipou a fecundidade do seu ‘sim’, que se prolonga na fecundidade da Igreja e de toda a humanidade, quando a Palavra renovadora de Deus é acolhida”.
O Papa alertou também contra a fé que “envelhece” nas comunidades dominadas pelo bem-estar material e pela acomodação, e afirmou que a Igreja “rejuvenesce graças ao Magnificat” dos pobres, perseguidos e construtores da paz. “Muitos deles são mulheres, como a idosa Isabel e a jovem Maria: mulheres pascais, apóstolas da Ressurreição. Deixemo-nos converter pelo seu testemunho!”, exortou.
Um chamado à confiança
Ao concluir a homilia, Leão XIV convidou os fiéis a verem na Assunção de Maria um sinal do destino que Deus deseja para todos: “Ela é-nos dada como sinal de que a Ressurreição de Jesus não foi um evento isolado, uma exceção”, e completou:
“Maria é aquele entrelaçamento de graça e liberdade que impele cada um de nós à confiança, à coragem, ao envolvimento na vida de um povo. […] Não tenhamos medo de escolher a vida! Pode parecer perigoso, imprudente. Quantas vozes estão sempre lá a sussurrar-nos: ‘Quem te obriga a fazer isso? Pensa nos teus interesses’. São vozes de morte. Em contrapartida, nós somos discípulos de Cristo. É o seu amor que nos impele, corpo e alma, no nosso tempo. Como indivíduos e como Igreja, já não vivemos para nós mesmos. É precisamente isto – e só isto – que difunde a vida e a faz prevalecer. A nossa vitória sobre a morte começa precisamente agora.”








Por que essa visita?
O Jubileu dos Diáconos foi celebrado nessa segunda-feira (11), na Paróquia São Francisco de Assis, em Jardim da Penha. A Missa foi presidida pelo Bispo auxiliar de Vitória, Dom Andherson Franklin e concelebrada pelo Diretor da Escola Diaconal, Pe. Márcio Ferreira, com grande presença da comunidade. Dom Andherson agradeceu aos Diáconos e esposas pelo seu servir gratuito e presença marcante nas nossas Paróquias. A partir das leituras do dia, o Bispo lembrou a todos do tão grande amor com que Deus nos ama. E que diante dessa realidade inquestionável somos chamados a respondê-Lo também com amor. Primeiramente amando a Deus sobre todas as coisas, e como consequência desse amor, amar a Deus através do amor aos irmãos, sobretudo nos mais necessitados. Dom Andherson partilhou ainda uma reflexão pessoal, na qual segundo ele as palavras estão em certo ponto “cansadas” (desgastadas), e por isso precisamos de atitudes concretas, capazes de testemunhar o amor, que não é um mero sentimento, mas uma firme decisão, uma capacidade de fazer escolhas sucessivas para o bem, a caridade e a vida.












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