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Foi aberta na noite de ontem (07/08), no Centro Católico de Estudos Dom Silvestre Scandian (CECATES), a exposição “Igreja de Vitória: peregrina de esperança

Foi aberta na noite de ontem (07/08), no Centro Católico de Estudos Dom Silvestre Scandian (CECATES), a exposição “Igreja de Vitória: peregrina de esperança à luz do Vaticano II”. O evento marca mais um momento importante dentro das celebrações do Ano Jubilar da Arquidiocese e convida os fiéis a revisitarem as transformações da Igreja após o Concílio Vaticano II, bem como a reconhecerem seu papel na história local da evangelização.

Na solenidade de abertura, Dom Ângelo Ademir Mezzari, Arcebispo da Arquidiocese de Vitória, destacou a importância do Concílio para o fortalecimento da identidade e da missão da Igreja nos tempos atuais. “O Concílio Vaticano II foi realmente um grande sopro do Espírito. Nos últimos tempos, iluminou a identidade da Igreja, a sua missão e nos fez compreender nosso papel como povo de Deus. Por isso, o Concílio continua sendo uma luz, como reforçado pelo Papa Francisco, para que os grandes ensinamentos da Igreja cheguem a todos os povos, anunciando Jesus Cristo”, afirmou.

Dom Andherson Franklin, também presente, reforçou o caráter missionário da exposição e sua atualidade. “O Concílio Vaticano II marca o desejo sincero da Igreja de se colocar diante das grandes questões do tempo e da história. Somos chamados, com corações inflamados pela luz do Espírito, a acolher as dores, alegrias e esperanças do nosso tempo, sobretudo dos que mais sofrem. Anunciamos com fé e generosidade o Evangelho de Jesus Cristo, defendendo a vida em todas as circunstâncias e sendo sinais da luz de Deus no mundo.”

A exposição é composta por documentos, fotografias e materiais que resgatam a trajetória da Arquidiocese de Vitória desde a recepção das diretrizes conciliares até os dias de hoje. Um dos destaques é a valorização das Comunidades Eclesiais de Base (CEBs) e das pastorais sociais, frutos diretos da atuação de bispos que acolheram com entusiasmo os apelos do Vaticano II.

Giovana Valfré, que integra a equipe organizadora da mostra, recordou como a chegada das propostas conciliares a Vitória provocou uma verdadeira renovação eclesial. “Quando o Concílio terminou, Dom João Batista da Mota e Albuquerque e Dom Luiz Gonzaga Fernandes trouxeram esse novo espírito para nossa Igreja. Eles começaram a realizar os ‘concilinhos’ e visitar as comunidades, explicando as mudanças. Dali nasceram as CEBs e as pastorais sociais, com uma Igreja muito próxima do povo, atuante e profética. Essa marca permanece até hoje na nossa ação pastoral,” comenta Giovana Valfré, Coord. do Centro de Documentação da Arquidiocese de Vitória

Além do conteúdo histórico e formativo, a exposição também provoca uma identificação afetiva com o público.

“É emocionante se ver nessa história. Quando olhamos as fotos e os registros, percebemos que fizemos parte disso tudo. Mesmo que não estejamos na imagem, estávamos lá. Isso desperta em nós um senso de pertença e nos enche de alegria por sermos Igreja aqui, na Arquidiocese de Vitória”, afirma Raquel Tonini Rosenberg Schneider – Arquiteta e membro do Setor Espaço Litúrgico da Comissão Episcopal para a Liturgia da CNBB

A exposição está aberta à visitação no CECATES, e os agendamentos podem ser realizados pelo site da Arquidiocese de Vitória. A proposta é que paróquias, movimentos, escolas e grupos de fé possam visitar o espaço e refletir sobre o legado conciliar na caminhada da Igreja local.

No dia 1º de setembro celebramos o X Dia Mundial pelo Cuidado da Criação. Para este ano, o Papa Leão XIV, escolheu o tema

No dia 1º de setembro celebramos o X Dia Mundial pelo Cuidado da Criação. Para este ano, o Papa Leão XIV, escolheu o tema é: Sementes de Paz e Esperança, tema que propõe a sintonia com o Ano Jubilar. A Mensagem do Papa já foi publicada e ajuda na reflexão e também sustentação de iniciativas que surgem relacionadas à data. Leia a mensagem na íntegra abaixo.

Por ocasião da publicação da mensagem, o Papa disse: ““Devemos rezar pela conversão de muitas pessoas, dentro e fora da Igreja, que ainda não reconhecem a urgência de cuidar da casa comum”. O Papa lembrou ainda que os desastres ambientais: “tantos desastres naturais que ainda vemos no mundo, quase todos os dias, em tantos lugares, em tantos países, que são, em parte, causados também pelos excessos do ser humano, com seu estilo de vida. Por isso, devemos nos perguntar se nós mesmos estamos vivendo ou não essa conversão: o quanto ela é necessária”!

MENSAGEM DE SUA SANTIDADE
PAPA LEÃO XIV

PARA O X DIA MUNDIAL DE ORAÇÃO
PELO CUIDADO DA CRIAÇÃO 2025

Sementes de paz e esperança

Queridos irmãos e irmãs!

O tema para o Dia Mundial de Oração pelo Cuidado da Criação deste ano, escolhido pelo nosso amado Papa Francisco, é “Sementes de Paz e Esperança”. No décimo aniversário da instituição deste Dia de oração, que coincidiu com a publicação da Encíclica Laudato si’, encontramo-nos em pleno Jubileu, “peregrinos de Esperança”. E é precisamente neste contexto que o tema adquire todo o seu significado.

Na sua pregação, Jesus usa com frequência a imagem da semente para falar do Reino de Deus e, na véspera da Paixão, aplica-a a Si mesmo, comparando-Se ao grão de trigo, que deve morrer para dar fruto (cf. Jo 12, 24). A semente entrega-se inteiramente à terra e aí, com a força impetuosa do seu dom, a vida germina, mesmo nos lugares mais inesperados, numa surpreendente capacidade de gerar um futuro. Pensemos, por exemplo, nas flores que crescem à beira da estrada: ninguém as plantou, mas elas crescem graças a sementes que foram parar ali quase por acaso e conseguem decorar o cinzento do asfalto e até mesmo penetrar na sua dura superfície.

Assim, em Cristo, somos sementes. Não só isso, mas “sementes de Paz e Esperança”. Como diz o profeta Isaías, o Espírito de Deus é capaz de transformar o deserto árido e ressequido num jardim, num lugar de repouso e serenidade: «Uma vez mais virá sobre nós o espírito do alto. Então o deserto se converterá em pomar, e o pomar será como uma floresta. Na terra, agora deserta, habitará o direito, e a justiça no pomar. A paz será obra da justiça, e o fruto da justiça será a tranquilidade e a segurança para sempre. O povo de Deus repousará numa mansão serena, em moradas seguras e em lugares tranquilos» (Is 32, 15-18).

Estas palavras proféticas que, de 1º de setembro a 4 de outubro, acompanharão a iniciativa ecuménica do “Tempo da Criação”, afirmam com força que, junto à oração, são necessárias vontades e ações concretas que tornem perceptível esta “carícia de Deus” sobre o mundo (cf. Carta enc. Laudato si’, 84). Com efeito, a justiça e o direito parecem remediar a inospitalidade do deserto. Trata-se de um anúncio extraordinariamente atual. Em várias partes do mundo, já é evidente que a nossa terra está a cair na ruína. Por todo o lado, a injustiça, a violação do direito internacional e dos direitos dos povos, a desigualdade e a ganância provocam o desflorestamento, a poluição, a perda de biodiversidade. Os fenómenos naturais extremos, causados pelas alterações climáticas provocadas pelo homem, estão a aumentar de intensidade e frequência (cf. Exort. ap. Laudate Deum, 5), sem ter em conta os efeitos, a médio e longo prazo, de devastação humana e ecológica provocada pelos conflitos armados.

Parece ainda haver uma falta de consciência de que a destruição da natureza não afeta todos da mesma forma: espezinhar a justiça e a paz significa atingir principalmente os mais pobres, os marginalizados, os excluídos. A este respeito, o sofrimento das comunidades indígenas é emblemático.

E não basta: a própria natureza torna-se, por vezes, um instrumento de troca, uma mercadoria a negociar para obter ganhos económicos ou políticos. Nestas dinâmicas, a criação transforma-se num campo de batalha pelo controlo dos recursos vitais, como testemunham as zonas agrícolas e as florestas que se tornaram perigosas por causa das minas, a política da “terra queimada” [1] , os conflitos que eclodem em torno das fontes de água, a distribuição desigual das matérias-primas, penalizando as populações mais fracas e minando a própria estabilidade social.

Estas várias feridas devem-se ao pecado. Não era certamente isso que Deus tinha em mente quando confiou a Terra ao homem criado à sua imagem (cf. Gn 1, 24-29). A Bíblia não promove «o domínio despótico do ser humano sobre a criação» (Carta enc. Laudato si’, 200). Pelo contrário, «é importante ler os textos bíblicos no seu contexto, com uma justa hermenêutica, e lembrar que nos convidam a “cultivar e guardar” o jardim do mundo (cf. Gn 2, 15). Enquanto “cultivar” quer dizer lavrar ou trabalhar um terreno, “guardar” significa proteger, cuidar, preservar, velar. Isto implica uma relação de reciprocidade responsável entre o ser humano e a natureza» (ibid., 67).

A justiça ambiental – implicitamente anunciada pelos profetas – já não pode ser considerada um conceito abstrato ou um objetivo distante. Ela representa uma necessidade urgente que ultrapassa a mera proteção do ambiente. Trata-se verdadeiramente de uma questão de justiça social, económica e antropológica. Para os que creem em Deus, além disso, é uma exigência teológica, que para os cristãos tem o rosto de Jesus Cristo, em quem tudo foi criado e redimido. Num mundo onde os mais frágeis são os primeiros a sofrer os efeitos devastadores das alterações climáticas, do desflorestamento e da poluição, cuidar da criação torna-se uma questão de fé e de humanidade.

Chegou verdadeiramente o tempo de dar seguimento às palavras com obras concretas. «Viver a vocação de guardiões da obra de Deus não é algo de opcional nem um aspecto secundário da experiência cristã» (ibid., 217). Trabalhando com dedicação e ternura, muitas sementes de justiça podem germinar, contribuindo para a paz e a esperança. Por vezes, são precisos anos para que a árvore dê os primeiros frutos, anos que envolvem todo um ecossistema na continuidade, na fidelidade, na colaboração e no amor, sobretudo se este amor se tornar um espelho do Amor oblativo de Deus.

Entre as iniciativas da Igreja, que são como sementes lançadas neste campo, gostaria de recordar o projeto “Borgo Laudato si’”, que o Papa Francisco nos deixou como herança em Castel Gandolfo, uma semente que pode dar frutos de justiça e paz. Trata-se de um projeto de educação para a ecologia integral que visa ser um exemplo de como se pode viver, trabalhar e fazer comunidade aplicando os princípios da Encíclica Laudato si’.

Peço ao Todo-Poderoso que nos envie em abundância o seu «espírito do alto» (Is 32, 15), para que estas sementes e outras semelhantes possam dar frutos abundantes de paz e esperança.

A Encíclica Laudato si acompanha a Igreja Católica e muitas pessoas de boa vontade desde há dez anos: que ela continue a inspirar-nos, e que a ecologia integral seja cada vez mais escolhida e partilhada como caminho a seguir. Assim se multiplicarão as sementes de esperança, a serem “guardadas e cultivadas” com a graça da nossa grande e indefectível Esperança, Cristo Ressuscitado. Em seu nome, envio a todos vós a minha bênção.

Vaticano, 30 de junho de 2025, Memória dos Santos Protomártires da Igreja Romana.

LEÃO PP. XIV

De acordo com o Direito Canônico, todos os padres e bispos devem participar, ao menos uma vez por ano, de um retiro espiritual. Neste

De acordo com o Direito Canônico, todos os padres e bispos devem participar, ao menos uma vez por ano, de um retiro espiritual.

Neste ano, além do retiro — conduzido por Dom Murilo Krieger, Arcebispo Emérito de Salvador — os sacerdotes da Arquidiocese de Vitória também participaram do Jubileu dos Padres, realizado na Igreja Matriz de Santa Isabel, uma das igrejas jubilares do Ano Santo.

A celebração teve início com uma procissão pela avenida central do distrito, reunindo 102 padres, 2 bispos e diáconos transitórios.

A Santa Missa foi presidida pelo Arcebispo de Vitória, Dom Ângelo Mezzari, e concelebrada pelo Bispo Auxiliar, Dom Andherson Franklin, e com os sacerdotes presentes.

Durante a homilia, Dom Ângelo destacou que os dias de retiro foram marcados por uma convivência fraterna, momentos de oração e escuta mútua, em espírito de comunhão, tal como vivenciado por Jesus com seus discípulos.

A celebração foi um momento de profunda espiritualidade e renovação do compromisso sacerdotal.

    

Pedro Pablo e Carmen Gloria Gonzálvez, um casal de Múrcia, rezavam por seu filho de quinze anos, internado no Hospital Bambino Gesù com um
Pedro Pablo e Carmen Gloria Gonzálvez, um casal de Múrcia, rezavam por seu filho de quinze anos, internado no Hospital Bambino Gesù com um caso grave de linfoma, quando viram o Papa chegar inesperadamente. “Foi um sinal de que Deus não me abandonou”, afirma a mãe. O pai, por sua vez, diz estar comovido com as palavras do Pontífice: “Somos feitos para o céu”. O irmão e a irmã também se comoveram com o gesto do Pontífice, que fortaleceu toda a família: “Ele realmente entendeu a nossa dor”.

Estávamos todos rezando na unidade de terapia intensiva — Pedro Pablo, Carmen Gloria, Pedro Pablo Jr. e Adela — por seu filho e irmão, Ignacio, que parece estar em suas últimas horas de vida. Eles estavam com os olhos fechados, e um sacerdote que os acompanhava teve que cutucá-los quando o Papa Leão chegou ao Hospital Bambino Gesù sem avisar, para oferecer seu conforto ao jovem espanhol de quinze anos, por quem havia pedido a todos os presentes em Tor Vergata que rezassem na noite da vigília do Jubileu da Juventude.

Acordados há dias, rezam pedindo um “milagre”

Ignacio está sedado; não viu nem ouviu nada. Ele tem um linfoma que afeta as vias respiratórias; uma situação muito delicada que suscita temores pelo pior. Que não é apenas a morte, mas também o sofrimento.

Seus pais, seu irmão de 24 anos e sua irmã de 17 anos estão acordados há dias, desde que o jovem, que havia vindo com sua comunidade do Caminho Neocatecumenal de Múrcia (Espanha) a Roma para o evento do Jubileu, e há quatro dias sentiu como que uma “explosão” no peito, seguida por desmaios, o que o levou a ser internado com urgência em um hospital pediátrico. Em casa, ele fazia atividades físicas e tinha apenas um pouco de tosse leve, nenhum pré-aviso, nenhum alarme. No entanto, se o tivessem internado algumas horas depois, ele já teria partido, afirmam os médicos.

Diante deste quadro, pais e irmãos rezam incessantemente, clamando a Deus para realizar “um milagre”. E também estão comovidos com a demonstração de solidariedade e proximidade que receberam após o apelo do Papa Leão.

“Somos feitos para o céu”

“Um homem simples”, diz Adela sobre o Papa Leão. Ele passou cerca de meia hora com a família antes de visitar alguns pacientes na ala de oncologia e se encontrar individualmente com outros jovens pacientes e a equipe do hospital. Com os Gonzálvez, o Pontífice rezou a Ave-Maria e o Pai-Nosso, deu a cada um sua bênção e falou sobre o Evangelho, a vida eterna e a vontade de Deus. Ele lhes disse:

“Somos feitos para o céu”

“Ele nos ajudou muito, nos deu uma palavra. Foi incrível”, conta o pai emocionado, ao falar por telefone com a Rádio Vaticano, enquanto aguarda a sua vez para estar ao lado do filho. Leão XIV, explica Pedro Pablo, “nos disse que o importante é fazer a vontade de Deus, que nosso verdadeiro lugar é a vida eterna no céu. Isso nos confortou, porque somos pessoas que buscam viver nossa fé e sabemos que é a verdade. E em momentos em que alguém sofre assim, saber que o Papa vem e te dá uma palavra como essa é… a melhor coisa que poderia ter nos acontecido.”

Presença de Deus

Carmen Gloria também está convencida disso, repetindo com sua voz cristalina, que às vezes falha ao explicar a condição do jovem que, mesmo com quinze anos, continua sendo seu “menino”. Ninguém pode imaginar o oceano de dor em que uma mãe pode mergulhar ao ver seu filho enfrentando tal doença. No entanto, ela, assim como o marido, fala de fé, de consolo. Ela agradece ao Papa por essa “surpresa”: “Ele me disse que, se Inácio veio até Roma, ele poderia vir até o hospital para vê-lo. Foram palavras simples, mas cheias de carinho.”

“O Papa – enfatiza ela – nos disse que isso é um mistério e que, apesar de muitas coisas que não entendemos, sabemos que Deus está presente e quer o melhor para todos. Como mãe, vi Jesus Cristo se aproximar de mim e me dizer: ‘Você não está sozinha’. Foi isso que a presença do Papa no hospital significou para mim: a confirmação de que Deus não nos abandonou.”

Um rio de proximidade e solidariedade

Mas agora, após o alerta do Papa, o mundo inteiro se recusa a abandonar esta família, que se vê catapultada de casa para uma cidade diferente, e também em busca de um lugar para ficar. Inúmeras mensagens e expressões de apoio chegaram aos Gonzálvez nas últimas horas: “Esta nossa história está comovendo muitos corações, muitos jovens estão rezando por este jovem”, explica a mãe. “É obra do Espírito Santo. Não somos nada, uma família como tantas outras… E ver tantas pessoas rezando, tantas demonstrando interesse, que o próprio Papa veio, é um grande consolo. Sabemos que Deus está conosco.”

Ao lado do seu “irmãozinho”

Pedro Pablo — mesmo nome do pai, como é típico na Espanha — usa três adjetivos para descrever a condição do seu “irmãozinho”: “Doloroso, difícil, triste”. “Humanamente, é assim”, afirma o jovem. Como os outros milhões de seus pares, ele tinha vindo a Roma para o Jubileu,, e o máximo que poderia esperar, era ver o Papa passando no papamóvel, mas jamais encontrá-lo no Hospital Bambino Gesù. “O que posso dizer? Ter um sinal tão profundo como a visita do Santo Padre me deu uma grande paz, especialmente para minha mãe; nos uniu como família na fé. É fruto da oração, tenho certeza. Afinal, como dizem? Que a oração move montanhas, não é?.”

“Não sabemos como vai terminar –  acrescenta o jovem – mas o Papa Lão nos disse que ajuda aceitar a vontade de Deus… Ele nos ouviu em todos os momentos, estava realmente preocupado, me deu a sensação de alguém que realmente entendia a situação e a dor que estamos vivendo. Grande empatia.”

Paz e tranquilidade graças ao Papa

Adela ficou muito tocada, sobretudo pela “simplicidade” do Pontífice. Ela que chorou copiosamente no hospital ao ouvir pela TV as palavras do Papa na Vigília em Tor Vergata quando pedia que todos rezassem por seu filho.  E também chorou enquanto acompanhava a homilia no dia seguinte: “Ajudou-me ouvir na Missa que estamos apenas de passagem, que estamos destinados a viver no céu. E pensei: é verdade, mais cedo ou mais tarde meu irmão, independente do que lhe acontecer, está aqui apenas de passagem.”

E aquele Papa, que com suas palavras tanto a confortaram, Adela o encontrou diante de si: “Quando o vi passar de carro, meus cabelos se arrepiaram. Hoje, porém, vê-lo pessoalmente me deu paz e tranquilidade. Eu estava chorando e rezando quando ele entrou no quarto de Ignacio. Entrei chorando e saí sorrindo.”

O efeito da surpresa do Papa, mas também da esperança “que nunca engana” da qual esta família certamente é um testemunho.

“Precisamos hoje estarmos preparados para darmos de comer a própria bebida e própria comida ao povo de Deus, começando por nós mesmos.” Dom Ângelo

“Precisamos hoje estarmos preparados para darmos de comer a própria bebida e própria comida ao povo de Deus, começando por nós mesmos.”

Dom Ângelo Ademir Mezzari, Arcebispo da Arquidiocese de Vitória

 

O Seminário Nossa Senhora da Penha, juntamente com as demais casa formativas do Regional Leste 3, iniciou na manhã desta segunda-feira (04), às atividades acadêmicas do segundo semestre letivo, para os cursos de Filosofia e Teologia, com Santa Missa realizada no Centro Católico de Estudos Dom Silvestre Luiz Scandian (Cecates). A Celebração Eucarística foi presidida por Dom Ângelo Ademir Mezzari, Arcebispo da Arquidiocese de Vitória, e se fizeram presentes Dom Paulo Bosi Dal’Bó, Bispo da Diocese de São Mateus, Dom Andherson Franklin Lustoza de Souza, Bispo Auxiliar da Arquidiocese de Vitória além de Padres e Leigos que atuam na formação.

Neste dia em que a Igreja celebra a memória de São João Maria Vianney, o Cura d’Ars, patrono dos sacerdotes e exemplo de dedicação pastoral e santidade, Dom Ângelo Mezzari destacou, em sua homilia, a importância do estudo e da vida espiritual no caminho vocacional. Ele lembrou aos presentes que a formação intelectual precisa caminhar junto com a oração e o serviço pastoral, para que o futuro ministério seja fecundo e enraizado no Evangelho. A partir do Evangelho de Mateus 14,13-21, o Arcebispo propôs uma reflexão sobre o modo como Jesus, movido de compaixão pela multidão, acolhe, cura os enfermos e, ao final do dia, multiplica os pães e peixes para alimentar a todos. Esse gesto revela não apenas o poder de Jesus, mas seu coração pastoral: Ele vê as necessidades do povo e age com misericórdia. É também um chamado aos futuros sacerdotes, e também aos leigos, a não se fecharem em si mesmos, mas a estarem atentos às carências espirituais e materiais do povo. A partilha, a confiança na providência e o serviço humilde são, portanto, elementos essenciais da missão presbiteral, que deve espelhar o exemplo do Mestre.

Durante a celebração, os professores do Centro Universitário Salesiano e do Instituto renovaram seu juramento de fidelidade à missão que lhes é confiada, reafirmando o compromisso de ensinar em plena comunhão com o Magistério da Igreja. À luz das orientações da Santa Sé, esse gesto expressa a responsabilidade de formar futuros presbíteros não apenas no saber, mas na vivência da fé, da obediência e da caridade pastoral.

Por fim, Padre Geraldo Adair da Silva, reitor do Centro Universitário Salesiano, além de cumprimentar os presentes, acolheu Dom Ângelo e reforçou a importância do aprofundamento na compreensão da fé e o desenvolvimento do pensamento crítico. Em nome do Diretor Acadêmico do Interdiocesano, Padre Hugo Scheer, svd, Padre Arthur Francisco Juliatti dos Santos fez uma saudação e acolhida ao Arcebispo que celebrou,  oficialmente, pela primeira vez abrindo as atividades acadêmicas no Instituto.

No encerramento do Jubileu dos jovens, o Papa Leão XIV lembrou daqueles que vivem em países em guerra. Leia a matéria publicada no site
No encerramento do Jubileu dos jovens, o Papa Leão XIV lembrou daqueles que vivem em países em guerra. Leia a matéria publicada no site vaticannews.va
Na alocução que precedeu a oração mariana do Angelus, Leão XIV manifestou sua proximidade a todos “os jovens que sofrem o pior tipo de mal: aquele que é causado por outros seres humanos”. “Estamos com os jovens de Gaza, com os jovens da Ucrânia”, disse ele. “Meus jovens irmãos e irmãs, vocês são o sinal de que um mundo diferente é possível: um mundo de fraternidade e amizade, onde os conflitos não são resolvidos com armas, mas com o diálogo”, sublinhou.

No final da missa do Jubileu dos Jovens, em Tor Vergata, neste domingo, 3 de agosto, Leão XIV rezou a oração mariana do Angelus.

Na alocução que precedeu a oração, o Papa agradeceu a Deus pelo dom destes dias Jubileu dos Jovens.

“Foi uma chuva de graças para a Igreja e para o mundo inteiro! E foi assim através da participação de cada um de vocês. Por isso, quero agradecer-lhes, um a um, de todo o coração. Em particular, recordo e confio ao Senhor duas jovens peregrinas, Maria e Pascale, uma espanhola e outra egípcia, que nos deixaram nestes dias.”

A seguir, agradeceu aos bispos, que eram cerca de quatrocentos e cinquenta, na celebração, e aos sacerdotes, que eram cerca de sete mil, às religiosas e aos religiosos, aos educadores que acompanharam os jovens e também “a todos aqueles que, participando espiritualmente, rezaram por este evento”.

“Em comunhão com Cristo, nossa paz e esperança para o mundo, estamos mais próximos do que nunca dos jovens que sofrem o pior tipo de mal: aquele que é causado por outros seres humanos”, disse o Pontífice, acrescentando:

“Estamos com os jovens de Gaza, com os jovens da Ucrânia, com os de todas as terras ensanguentadas pela guerra. Meus jovens irmãos e irmãs, vocês são o sinal de que um mundo diferente é possível: um mundo de fraternidade e amizade, onde os conflitos não são resolvidos com armas, mas com o diálogo.”

“Sim, com Cristo é possível”, frisou ainda Leão XIV. “Com o seu amor, com o seu perdão, com a força do seu Espírito. Meus queridos amigos, unidos a Jesus, como os ramos à videira, vocês darão muito fruto; serão sal da terra e luz do mundo; serão sementes de esperança onde quer que vivam: na família, com os amigos, na escola, no trabalho, no esporte. Sementes de esperança com Cristo, nossa esperança”, destacou.

“Após este Jubileu, a ‘peregrinação de esperança’ dos jovens continua e nos levará à Ásia”, disse Leão XIV, a propósito do próximo encontro juvenil.

“Renovo o convite feito pelo Papa Francisco em Lisboa, há dois anos: os jovens de todo o mundo se reunirão com o Sucessor de Pedro para celebrar a Jornada Mundial da Juventude em Seul, na Coreia, de 3 a 8 de agosto de 2027.”

O tema dessa Jornada é “Tende coragem: eu venci o mundo”! “É a esperança que habita em nossos corações a dar-nos a força para anunciar a vitória de Cristo Ressuscitado sobre o mal e a morte. Disso, vocês, jovens peregrinos de esperança, serão testemunhas até aos confins da terra. Encontramo-nos, então, em Seul: continuemos juntos a sonhar e a alimentar a esperança”, concluiu.

Na manhã deste domingo (03), Diáconos, Seminaristas, Formandos da Etapa do Propedêutico e paroquianos da Paróquia Sant’Ana, em Marechal Floriano, se reuniram na Comunidade

Na manhã deste domingo (03), Diáconos, Seminaristas, Formandos da Etapa do Propedêutico e paroquianos da Paróquia Sant’Ana, em Marechal Floriano, se reuniram na Comunidade Nossa Senhora Auxiliadora para a missa de encerramento das Missões 2025. A Celebração Eucarística foi presidida por Dom Andherson Franklin, Bispo Auxiliar da Arquidiocese de Vitória. 

Organizados entre as 13 comunidades da paróquia, os 50 missionários visitaram casas, comércios, rezaram com o povo de Deus e compartilharam momentos de escuta e acolhida, contribuindo para o fortalecimento da fé dos fiéis. As missões possuem um forte caráter vocacional. Ao testemunhar o serviço generoso dos missionários, muitos jovens e famílias puderam refletir sobre o chamado de Deus em suas vidas. O trabalho missionário desperta no coração das comunidades o desejo de servir e a consciência de que a vocação nasce do encontro com Cristo e do compromisso com a Igreja.

Durante sua homilia, Dom Andherson Franklin destacou o valor do espírito missionário e o chamado de cada cristão a ser presença viva do Evangelho em sua realidade. O Dom salientou ainda que Agosto é conhecido como o Mês Vocacional, tempo em que toda a Igreja no Brasil se une em oração pelas diversas vocações. Neste primeiro domingo, dedicado aos ministros ordenados, a Paróquia Sant’Ana também elevou suas preces pelos padres e diáconos, pedindo que o Senhor fortaleça a missão daqueles que conduzem o rebanho de Cristo. A celebração de encerramento das missões tornou-se também um grande momento de oração vocacional, inspirando a comunidade a cultivar novos chamados para o serviço na Igreja.

Confira alguns registros da Missão na Paróquia Sant’Ana:

Fotos: Equipe de Comunicação Seminário Nossa Senhora da Penha e Pascom Paróquia Sant’Ana.

O Convento da Penha, um dos mais importantes símbolos de fé e espiritualidade do Espírito Santo, acolheu a abertura oficial do Mês Vocacional 2025,

O Convento da Penha, um dos mais importantes símbolos de fé e espiritualidade do Espírito Santo, acolheu a abertura oficial do Mês Vocacional 2025, com uma missa solene na tarde desta sexta-feira (1º). A capela do Convento ficou repleta de missionários e missionárias, religiosos e religiosas, leigos e leigas, famílias e animadores vocacionais. A abertura foi marcada por uma missa solene presidida por Dom Ângelo Ademir Mezzari, arcebispo de Vitória e presidente da Comissão Episcopal para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada da CNBB.

Dom Ângelo destacou em sua homilia que “vocação é caminho, é estrada, é projeto de vida, é sonho realizado”. Inspirando-se na figura de Maria, a primeira vocacionada, o arcebispo afirmou que toda vocação nasce do amor: “Se chama pelo amor, responde por amor, no amor, para o amor”. Ele também ressaltou que toda Igreja é chamada a ser “uma comunidade de fé que ora pelas vocações”, recordando as palavras do Papa Paulo VI: “As vocações são a resposta de Deus providente a uma Igreja que reza.”

Padre Alexandre Monthé, coordenador nacional do Serviço de Animação Vocacional (SAV)

Durante a celebração, Dom Ângelo exortou os fiéis a viverem este mês com profundidade espiritual e compromisso missionário, como verdadeiros “peregrinos de esperança”. “Uma vocação feliz é um povo feliz. Uma vocação realizada é uma comunidade realizada”, afirmou.

O arcebispo também recordou com carinho a importância das famílias, consideradas o “berço de todas as vocações”, e convidou a comunidade a olhar com amor para os diferentes chamados que compõem a riqueza e diversidade da Igreja: o matrimônio, os leigos, a vida religiosa consagrada, o diaconato, o sacerdócio e o episcopado.

O coordenador nacional do Serviço de Animação Vocacional (SAV), padre Alexandre Monthé, também participou da celebração e ressaltou a importância da ocasião: “Este é um tempo especial para agradecer a Deus, celebrar, mas também lançar as redes com mais entusiasmo, obedecendo ao mandato de Nosso Senhor.” Ele destacou que o mês vocacional é um tempo de esperança e renovação da missão, marcado pelo compromisso de toda a Igreja com a cultura vocacional.

Padre Alexandre recordou ainda o envolvimento das diversas instâncias e organismos da Igreja que compõem o amplo trabalho vocacional no Brasil: a Comissão Nacional dos Presbíteros, a Comissão Nacional dos Diáconos, a Conferência dos Religiosos do Brasil, os Institutos Seculares e a Ordem das Virgens.

Dom Ângelo encerrou sua homilia pedindo que todas as vocações sejam colocadas aos pés de Nossa Senhora da Penha: “Ela, a primeira discípula e missionária, é a nossa intercessora. Que Maria continue sendo inspiração e auxílio para que nossas comunidades sejam verdadeiras sementeiras vocacionais.”

A celebração foi transmitida ao vivo e acompanhada por diversos grupos vocacionais e pastorais de todo o Brasil, dando início a um mês dedicado à oração, escuta, discernimento e promoção das vocações: “Peregrinos porque chamados.”