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Durante a 27ª Assembleia Geral Eletiva da Conferência dos Religiosos do Brasil (CRB Nacional), realizada em Brasília entre os dias 8 e 11 de

Durante a 27ª Assembleia Geral Eletiva da Conferência dos Religiosos do Brasil (CRB Nacional), realizada em Brasília entre os dias 8 e 11 de julho, foi eleita a nova presidente da entidade para o triênio 2025-2028. Ir. Maria do Disterro Rocha Santos, da Congregação das Filhas do Coração Imaculado de Maria – Irmãs Cordimarianas, assume a presidência com um histórico sólido de serviço à Vida Religiosa Consagrada.

Natural de Picos (PI), Ir. Maria do Disterro tem 65 anos e é mestre em Teologia Espiritual. Já atuou como Superiora Geral de sua congregação por três mandatos, integrou a Diretoria da CRB Nacional, participou da Coordenação da USGCB e atualmente coordena a Regional da CRB no Ceará. Em Fortaleza, integra a Comunidade Dirigente do Colégio Nossa Senhora das Graças, onde também exerce o serviço de assessora de espiritualidade.

Sua eleição representa o compromisso da CRB com a escuta sensível aos clamores dos mais necessitados e com a vivência da mística do cuidado, valores essenciais para o novo ciclo da entidade.

A Assembleia conta ainda com a participação de Dom Ângelo Ademir Mezzari, RCJ, arcebispo metropolitano de Vitória (ES), que representa a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e preside a Comissão Episcopal para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada.

“Vida Religiosa Consagrada: Sentinela de esperança em tempos de travessia” é o tema que inspira a 27ª Assembleia Geral Eletiva da CRB Nacional, realizada

“Vida Religiosa Consagrada: Sentinela de esperança em tempos de travessia” é o tema que inspira a 27ª Assembleia Geral Eletiva da CRB Nacional, realizada de 7 a 11 de julho, em Brasília (DF). O encontro reúne religiosos e religiosas de todo o país em um tempo de escuta, discernimento e renovação da missão consagrada no Brasil.

Entre os participantes, destaca-se a presença de Dom Ângelo Ademir Mezzari, RCJ, arcebispo metropolitano de Vitória (ES), que representa a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e a Comissão Episcopal para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada, da qual é membro. Dom Ângelo reforça, com sua presença, a comunhão e o reconhecimento da Igreja no Brasil com a Vida Religiosa Consagrada, cuja presença profética e atuante marca profundamente a evangelização em diversas realidades do país.

Um dos momentos mais significativos da Assembleia é a participação da irmã Simona Brambilla, prefeita do Dicastério para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica, do Vaticano. Em sua fala aos participantes, irmã Simona afirmou:

“Minha presença aqui expressa a proximidade do Dicastério com a vida consagrada no Brasil, com todas as suas expressões e carismas. Nossa missão é acompanhar e apoiar, com atenção e cuidado, as diversas formas de vida consagrada: contemplativa, apostólica, institutos seculares, eremitas, ordo virginum e novas comunidades. É uma alegria estar nesta Assembleia, escutar, aprender e caminhar junto com vocês.”

Dom Ângelo também destacou o caráter eclesial da Assembleia, que manifesta a riqueza da Igreja na diversidade de dons e carismas:

“Sabemos que a evangelização em nosso país começou com a presença da vida religiosa e continua até hoje sustentada por esse testemunho. A Vida Religiosa Consagrada está na vanguarda da missão, nas periferias geográficas e existenciais, sendo sinal do Reino, luz em meio às sombras, apontando para Jesus Cristo e seu Evangelho.”

A presença da CNBB e do Dicastério vaticano neste momento reafirma o valor e a relevância da Vida Religiosa Consagrada para a missão da Igreja no Brasil — uma presença marcada pela esperança, pelo serviço e pela fidelidade ao Evangelho.

Confira como foi a coletiva de imprensa.

 

Os Regionais Nordeste da CNBB, Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, se preparam para a COP 30 (30ª Conferência sobre Mudanças Climáticas), que acontece

Os Regionais Nordeste da CNBB, Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, se preparam para a COP 30 (30ª Conferência sobre Mudanças Climáticas), que acontece em Belém no mês de novembro 2025. Leia abaixo a matéria publicada no site cnbb.org.br

Nos dias 11 e 12 de julho, a cidade de Juazeiro, na Bahia, será palco da Pré-COP 30, um encontro que reunirá representantes dos regionais Nordeste 1 (Ceará), Nordeste 2 (Alagoas, Paraíba, Pernambuco e Rio Grande do Norte), Nordeste 3 (Bahia e Sergipe) e Nordeste 4 (Piauí) da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). O evento é parte das mobilizações da Igreja Católica em preparação para a 30ª Conferência das Partes sobre Mudanças Climáticas da ONU (COP 30), que será realizada em novembro de 2025, em Belém do Pará.

A Pré-COP 30 acontecerá no Centro de Treinamento de Líderes (CTL) da diocese de Juazeiro e será um espaço de escuta, articulação e compromisso, promovendo a reflexão sobre os desafios socioambientais enfrentados no Nordeste e o papel das comunidades eclesiais na defesa da vida e do meio ambiente. Com o tema “O futuro da Casa Comum começa agora”, o encontro propõe uma jornada de consciência ecológica, fundamentada na Encíclica Laudato Si’, do Papa Francisco, e em sintonia com a ação pastoral das dioceses e arquidioceses da região.

O evento terá a participação de lideranças e agentes pastorais, representantes de povos tradicionais e comunidades impactadas por conflitos ambientais, além de especialistas e pesquisadores da área. A programação incluirá painéis, partilhas de experiências, momentos celebrativos e encaminhamentos práticos para a incidência da Igreja nos processos de debate e formulação de políticas públicas ligadas à justiça socioambiental. A Pré-COP em Juazeiro destaca-se, portanto, como um marco no processo de mobilização das Igrejas do Nordeste, reforçando o chamado à conversão ecológica e à construção de um futuro sustentável, solidário e comprometido com os mais pobres e com toda a criação.

A COP 30, por sua vez, será um momento crucial na agenda internacional, reunindo representantes de quase 200 países para discutir metas e estratégias de enfrentamento das mudanças climáticas. Esta será a primeira vez que a conferência acontecerá na região amazônica, um bioma vital para o equilíbrio climático do planeta e profundamente ameaçado por ações humanas predatórias. A escolha de Belém como sede reforça o protagonismo do Brasil nas discussões ambientais e evidencia a urgência de compromissos concretos em prol da Casa Comum.

 

PROGRAMAÇÃO

 

11 DE JULHO (Sexta-feira)

7h: Café

8h30: Celebração de abertura da Pré-COP Nordeste.

9h15 às 10h: Mesa de Abertura

10h às 10h30: Cafezinho

10h30: Apresentação coletiva por estado

10h40: Painel 1: Conferências do Clima em tempos de crise: contexto geral e temas centrais

Ementa: o papel das Conferências do Clima no cenário de crise socioambiental, destacando sua evolução histórica, os principais acordos firmados e os desafios de implementação. Temas centrais baseado em dados sobre o impacto das mudanças climáticas globais, a urgência da transição energética, a responsabilidade dos países desenvolvidos e em desenvolvimento (“multilateralismo desde baixo” – Laudato Si’), o financiamento climático, a justiça climática e a participação da sociedade civil nos processos decisórios. Em uma análise crítica, o painel busca refletir sobre os avanços e limitações das COPs (Conferências das Partes), suas implicações políticas e a necessidade de ações efetivas das partes para enfrentar a emergência climática.

12h15 às 14h15: almoço

14h20 às 16h: Painel 2 – O papel da Igreja na Macrorregião Nordeste: profetismo diante da crise socioambiental

Ementa: por meio de uma abordagem interdisciplinar, serão analisados os impactos das mudanças climáticas nos biomas locais e suas consequências para as populações e comunidades, tendo como base dados científicos atualizados. O painel também abordará a resposta da Igreja a esses desafios, resgatando sua tradição histórica de compromisso com a justiça social e a Ecologia Integral, conforme os documentos Laudato Si’, Querida Amazônia e Laudate Deum. Será um espaço de reflexão e debate para que os/as participantes possam compreender melhor sua realidade, combater a desinformação climática e fortalecer processos de conversão ecológica.

16h às 16h30: Intervalo 16h30 às 17h30: Trabalho em grupo sobre o texto “Preparação para a COP 30: Um chamado à conversão ecológica, transformação e resistência às falsas soluções climáticas”.

17h30 às 18h: Apresentação da discussão feita nos grupos

18h às 19h: Descanso

19h: Jantar

20h: Noite Cultural

 

12 DE JULHO (Sábado)

7h: Celebração Eucarística

8h15 às 9h15: Café

9h20 às 10h20: Cartografias da Esperança – Mesa com apresentação de iniciativas regionais. Ementa: serão convidadas pessoas de organizações e movimentos sociais que possam partilhar experiências concretas de enfrentamento à crise climática, enfatizando sua influência na formulação de políticas públicas e em práticas de cuidado com a Casa Comum.

10h20 às 10h50: Intervalo

10h50 às 12h: Fila do povo

12h às 14h: Almoço

14h às 14h30: Apresentação da primeira versão da Carta-Compromisso pelos relatores e discussão na plenária

14h30 às 15h30: Rodas de Conversas por Regional e sistematização dos compromissos e construção de uma agenda comum pelos regionais.

15h30 às 16h: Lanche

16h às 17h: Plenária de apresentação dos compromissos assumidos pelos regionais e construção da agenda da macrorregião

17h às 17h30: Celebração de envio e gesto concreto

19h: Jantar e encerramento

Neste sábado, 5 de julho, a Arquidiocese de Vitória estará representada na tradicional Festa em Louvor ao Divino Pai Eterno, em Trindade (GO), com

Neste sábado, 5 de julho, a Arquidiocese de Vitória estará representada na tradicional Festa em Louvor ao Divino Pai Eterno, em Trindade (GO), com a participação especial de Dom Andherson Franklin, bispo auxiliar de Vitória (ES). Ele presidirá a Novena Solene no 9º dia da festividade, celebrada às 19h30, no altar externo do Santuário Basílica.

A celebração será transmitida ao vivo pelas TVs Pai Eterno, Aparecida, PUC TV e pela Rádio Difusora Goiânia, alcançando milhões de fiéis devotos do Pai Eterno em todo o país.

Com o tema “Pai Eterno, fazei-nos peregrinos de esperança”, a festa de 2025 marca os 185 anos de devoção e reúne peregrinos de diversas regiões do Brasil para vivenciar esse tempo de fé, oração e devoção.

O Pontífice, no vídeo de intenção de oração para julho, pede que rezemos para que aprendamos cada vez mais a discernir, a saber escolher

O Pontífice, no vídeo de intenção de oração para julho, pede que rezemos para que aprendamos cada vez mais a discernir, a saber escolher caminhos de vida e a rejeitar tudo o que nos distancie de Cristo e do Evangelho. No Vídeo do Papa deste mês, Leão XIV lê uma oração inédita sobre a formação ao discernimento, tão necessário num mundo em constante mudança para decidir com sabedoria.

A mensagem em vídeo de julho com a intenção de oração que o Pontífice confia à Igreja Católica através da Rede Mundial de Oração do Papa é dedicada à formação para o discernimento. Nas imagens que narram uma jovem que caminha por uma floresta, perde-se e encontra orientação através do Evangelho, Leão XIV lê uma oração inédita para pedir ao Espírito Santo a graça de aprender a discernir:

 

“Espírito Santo, luz do nosso entendimento,

sopro e suavidade nas nossas decisões,

concede-me a graça de escutar atentamente a tua voz

para discernir os caminhos secretos do meu coração,

a fim de compreender o que realmente é importante para ti

e libertar o meu coração dos seus sofrimentos.

Peço-te a graça de aprender a parar

para tomar consciência da minha maneira de agir,

dos sentimentos que habitam em mim,

dos pensamentos que me invadem

e que, muitas vezes, não percebo.

Desejo que as minhas escolhas

me conduzam à alegria do Evangelho.

Mesmo que tenha de passar por momentos de dúvida e cansaço,

mesmo que tenha de lutar, refletir, procurar e recomeçar…

Porque, no fim do caminho,

A tua consolação é o fruto da boa decisão.

Concede-me conhecer melhor o que me move,

para rejeitar o que me afasta de Cristo,

e amá-lo e servi-lo mais.

Amém.”

Conhecer-se a si mesmo para conhecer Deus

Na oração do Papa, percebe-se o eco da famosa súplica de Santo Agostinho nas Confissões: “Ó Deus, que me conheça a mim, que Te conheça a Ti!”. Podemos dizer brevemente que, segundo Agostinho, o conhecimento de si mesmo leva ao conhecimento de Deus: para discernir, é preciso situar-se na verdade diante de Deus, entrar em si mesmo, admitir as próprias fraquezas e pedir ao Senhor que nos cure. A partir daí, é possível renascer através de uma relação autêntica com Deus.

O discernimento tem estado presente na história da Igreja desde o início. São Paulo escreve sobre este tema várias vezes nas suas cartas, por exemplo, em Rm 12,1-2: “Que saibais discernir qual é a vontade de Deus, o que é bom, o que lhe agrada”. Hoje, porém, a antiga arte do discernimento é talvez mais necessária do que nunca. A velocidade com que as mudanças ocorrem atualmente, a enorme quantidade de informação disponível — e nem sempre verdadeira —, a aparente realidade criada pela inteligência artificial e a complexidade dos desafios globais, entre outros fatores, tornam o discernimento uma habilidade essencial para tomar decisões acertadas que nos permitam viver uma vida boa e nos aproximem de Deus.

Reconhecer a voz de Jesus

“No meio da pressa da vida quotidiana, devemos aprender a fazer uma pausa e criar momentos sagrados para a oração”, comenta dom Robert J. Brennan, bispo de Brooklyn, diocese que colabora com o vídeo deste mês, junto a DeSales Media. “São nesses espaços silenciosos de escuta atenta — continua o bispo Brennan — que descobrimos quais os caminhos que realmente importam e encontramos o discernimento para escolher o que conduz verdadeiramente à alegria que vem só de Deus”.

Neste sentido, o diretor internacional da Rede Mundial de Oração do Papa, Pe. Cristóbal Fones, explica que “a formação para o discernimento é fundamental para navegar num mundo complexo. Ela inclui a oração, a reflexão pessoal, o estudo das Escrituras e o acompanhamento espiritual. Cultivar uma relação profunda com Jesus é o mais importante, pois assim podemos reconhecer a sua voz no meio de tantas vozes do mundo e ter a clareza necessária para tomar as nossas decisões em função de um propósito e num horizonte mais humano”.

O Pe. Fones acrescenta que o discernimento também tem uma dimensão comunitária: “aprender a discernir juntos, ouvindo as experiências e perspetivas dos outros, enriquece o nosso próprio processo de discernimento e ajuda-nos a reconhecer a ação do Espírito Santo na vida da comunidade”.

Uma ajuda para exercer melhor a liberdade

O discernimento é essencial também para a nossa felicidade: “a cultura atual — continua o Pe. Fones — apresenta-nos a felicidade como um fim e tende a identificá-la com o bem-estar. Ao contrário, para Santo Inácio de Loiola, em cuja espiritualidade o discernimento ocupa um lugar muito importante, é antes uma consequência: fomos criados para sair de nós mesmos, aprendendo a amar e a doar-nos, a servir os outros e a unir-nos a Deus. Por este caminho — o caminho de Jesus, o caminho do coração, que certamente é contrário à cultura egocêntrica e utilitarista predominante —, alcança-se a felicidade”.

“Santo Inácio oferece-nos algumas regras de discernimento para sentir e conhecer o que se passa dentro de nós, as emoções, os movimentos do nosso espírito, para que possamos escolher o que nos ajuda a amar e a ser amados, e rejeitar o que nos impede de o fazer. O discernimento espiritual ajuda-nos a exercer melhor a nossa liberdade.”

Para terminar, é importante sublinhar que, no contexto do Ano Santo de 2025, O Vídeo do Papa adquire uma relevância especial, porque nos dá a oportunidade de conhecer as intenções de oração que o Santo Padre tem no seu coração. Para receber adequadamente as graças da indulgência jubilar é necessário, precisamente, rezar pelas intenções do Papa.

Fonte: Publicado no site vaticannews.va
“A Eucaristia une o céu e a terra, abraça e penetra toda a criação. E quando é celebrada, todo o cosmos dá graças a

“A Eucaristia une o céu e a terra, abraça e penetra toda a criação. E quando é celebrada, todo o cosmos dá graças a Deus”, disse o Cardeal Michael Czerny, prefeito do Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral na apresentação das leituras bíblicas da celebração eucarística “pela custódia da Criação”.

Na próxima quarta-feira, 9 de julho, Leão XIV presidirá uma missa privada em Castel Gandolfo, no Borgo Laudato si’, e usará pela primeira vez o novo formulário de orações para a missa “pela proteção da Criação”.

Para entender o processo e como utilizar as novas formas o site vaticannews.va publicou a matéria abaixo:

Um trabalho iniciado durante o Pontificado de Francisco

O formulário, que segundo os palestrantes tinha sido iniciado durante o Pontificado de Francisco, graças também a colaborações entre os dicastérios, será adicionado às Missas “pro variis necessitatibus vel ad diversa” do Missal Romano, que já contém 49 Missas e Orações para diferentes necessidades e ocasiões: 20 dizem respeito à Igreja, 17 a necessidades civis e 12 a diversas circunstâncias.

Dois aniversários importantes

Os novos textos, explicou o cardeal Czerny, se encaixam no contexto de dois aniversários importantes: a “Mensagem revolucionária para o Dia Mundial da Paz”, assinada por São João Paulo II há trinta e cinco anos, em 1990, e intitulada “Paz com Deus Criador, paz com toda a Criação”; e o décimo aniversário da Encíclica Laudato si’ sobre o cuidado da Casa comum, assinada pelo Papa Francisco em 2015 e que se refere a uma “ecologia integral” e não “superficial ou aparente”.

A criação sempre presente na liturgia católica

Há, no entanto, uma ênfase a ser feita, acrescentou o cardeal, ou seja, que “a criação não é um tema que se acrescenta, mas está sempre presente na liturgia católica”. Porque “a Eucaristia une o céu e a terra, abraça e penetra toda a criação. E quando é celebrada, todo o cosmos dá graças a Deus”. O novo formulário, portanto, pretende ser “um apoio litúrgico, espiritual e comunitário para o cuidado que todos devemos ter com a natureza, nossa Casa comum”.

Chamados ao respeito e à responsabilidade

Trata-se, reiterou o cardeal Czerny, de “um grande ato de fé, esperança e caridade”, um convite a “responder com cuidado e amor, num crescente sentido de admiração, respeito e responsabilidade”. De fato, somos todos “chamados a ser administradores fiéis daquilo que Deus nos confiou em nossas escolhas diárias e nas políticas públicas, bem como na oração, no culto e na nossa forma de viver no mundo”, concluiu o cardeal.

Todos os domingos se celebra “uma nova criação”

O arcebispo dom Vittorio Francesco Viola, secretário do Dicastério para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, em seu discurso, também lembrou que “a liturgia celebra o mistério da criação em cada momento do ano litúrgico”: por exemplo, na Vigília Pascal, a primeira leitura é a história da criação (Gn 1,1-2,2); na celebração de cada sacramento, como o batismo, reza-se a oração de bênção da água; na Liturgia das Horas, “o tema da criação está muito presente”. “Na experiência cristã, o domingo é, antes de tudo, uma festa pascal, totalmente iluminada pela glória de Cristo ressuscitado. É a celebração da ‘nova criação’”.

Promover a consciência sobre a proteção da criação

Tudo isso, explicou o secretário do Dicastério para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, “promove o crescimento da consciência sobre a importância da proteção da criação, cujo significado profundo se revela no Mistério Pascal que a celebração torna presente”. Porque hoje, “também graças ao ensinamento do Papa Francisco, estamos mais conscientes de que nos encontramos numa situação de grave crise ecológica e ambiental”.

As Rogações e as Quatro Têmporas

Uma importância particular à criação, acrescentou o prelado, é dada pelas Rogações e pelas Quatro Têmporas, ou seja, as quatro séries de três dias de jejum e abstinência, instituídas pela Igreja e celebradas no início das quatro estações do ano. De agora em diante, serão “regulamentadas pelas Conferências Episcopais, tanto em relação ao tempo quanto à forma de celebrá-las”, para que se adaptem “às diferentes situações locais e às necessidades dos fiéis”.

“Nós não somos Deus”

No discurso de dom Viola, o chamado à responsabilidade foi claro: “Nós não somos Deus. A Terra nos precede e nos foi dada”, explicou. “Hoje, devemos rejeitar com veemência a ideia de que, do fato de termos sido criados à imagem de Deus e do mandato de subjugar a Terra, se possa deduzir um domínio absoluto sobre as outras criaturas.” De fato, guardar “significa proteger, cuidar, preservar, conservar, zelar. Isso implica uma relação de reciprocidade responsável entre o ser humano e a natureza. Cada comunidade pode tirar da bondade da Terra o que necessita para sua própria sobrevivência, mas também tem o dever de protegê-la e garantir a continuidade de sua fertilidade para as gerações futuras.”

O pecado se manifesta nas guerras e atentados contra a natureza

Hoje, porém, “a harmonia entre o Criador, a humanidade e toda a criação foi destruída porque pretendemos tomar o lugar de Deus, recusando reconhecer-nos como criaturas limitadas”, tanto que “o pecado se manifesta com toda a sua força destruidora nas guerras, nas várias formas de violência e maus-tratos, no abandono dos mais frágeis, nos ataques contra a natureza”. Pelo contrário, concluiu dom Viola, “a harmonia com todas as criaturas só pode nascer de uma experiência de reconciliação que torne possível a comunhão com Deus e com os irmãos”.

O que diz o Decreto

No Decreto do Dicastério para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos – aprovado por Leão XIV e datado de 8 de junho, Solenidade de Pentecostes – enfatiza-se que “o mistério da criação”, “sinal da benevolência” do Senhor, “como um tesouro precioso, deve ser amado, protegido e, ao mesmo tempo, promovido, bem como transmitido de geração em geração”. Em vez disso, “neste tempo, parece evidente que a obra da criação está seriamente ameaçada pelo uso irresponsável e pelo abuso ​​dos bens que Deus confiou aos nossos cuidados”. Portanto, por esta razão foi elaborado um formulário específico.

Formulário e leituras bíblicas

Em seguida, são dadas algumas indicações: por exemplo, para a oração da coleta, se invocará o Senhor… para que “guardemos com amor a obra de Tuas mãos”; enquanto após a comunhão, se rezará para que “enquanto esperamos novos céus e uma nova terra, aprendamos a viver em harmonia com todas as criaturas”.

Quanto às leituras bíblicas da celebração, do Antigo Testamento sugere-se o trecho do Livro da Sabedoria (13,1-9), no qual são considerados “vãos” os homens que não reconhecem Deus em suas obras; para o Salmo, cita-se o número 18, “Os céus proclamam a glória de Deus”, e o número 103, “Alegre-se o Senhor em todas as suas criaturas”; enquanto do Novo Testamento indica-se um trecho da Carta de São Paulo Apóstolo aos Colossenses (1,15-20), no qual se diz: “Cristo Jesus é a imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação, porque nele foram criadas todas as coisas nos céus e na terra, as visíveis e as invisíveis”.

Duas passagens do Evangelho de Mateus

Por fim, há duas passagens do evangelista Mateus: na primeira (6, 24-34), Jesus convida a olhar para as aves do céu, que “não semeiam, nem colhem, nem ajuntam em celeiros”, mas são alimentadas pelo “Pai celestial”, e a observar os “lírios do campo”, que “não trabalham nem fiam”, mas estão vestidos de glória, mais do que os reis. A segunda passagem do Evangelho (8, 23-27) é a do Filho de Deus que “repreendeu os ventos e o mar, e houve grande bonança”.

Hoje, 1º de julho, comunidades cristãs de todo o Brasil são convidadas a dedicar um dia inteiro à oração pela paz na República Democrática

Hoje, 1º de julho, comunidades cristãs de todo o Brasil são convidadas a dedicar um dia inteiro à oração pela paz na República Democrática do Congo (RDC). A iniciativa integra o Dia de Unidade de Oração, promovido mensalmente pela Fundação Pontifícia Ajuda à Igreja que Sofre (ACN), com o apoio da Comissão Episcopal para a Ação Missionária e Cooperação Intereclesial da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).

A cada mês, a campanha propõe uma jornada de oração por países marcados por conflitos armados, perseguição religiosa ou crises humanitárias. Neste mês, o foco recai sobre a RDC, onde a população enfrenta uma das piores crises humanitárias e de segurança da atualidade. Estima-se que mais de cinco milhões de pessoas estejam deslocadas internamente no país — um número alarmante, segundo o Escritório da ONU para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA).

A região oriental do país tem sido marcada por violência sistemática, com ataques a civis e líderes religiosos atribuídos principalmente ao grupo extremista Forças Democráticas Aliadas (ADF), ligado ao autoproclamado Estado Islâmico. De acordo com a ONU, mais de 1.300 civis foram mortos pela ADF somente em 2021, em ações que incluem massacres, raptos e o uso de crianças-soldados — crimes classificados como violações graves ao direito humanitário internacional.

Apesar de sua vasta riqueza mineral, com reservas de ouro, diamantes, cobalto e coltan, a República Democrática do Congo sofre com pobreza generalizada, instabilidade política e violência crescente, alimentada por mais de 120 grupos armados atuando em diferentes regiões do país. A insegurança que antes se concentrava no Norte se espalhou, agravando ainda mais a crise social e humanitária.

O papel da Igreja Católica

A Igreja Católica tem mantido uma postura firme diante da situação. Em abril de 2021, os bispos congoleses denunciaram em nota pública os objetivos políticos e religiosos por trás da violência, incluindo a exploração ilegal dos recursos naturais, a tentativa de islamização forçada da região e a falta de liberdade religiosa.

O Dia de Unidade de Oração busca, portanto, ser um gesto concreto de solidariedade com os que sofrem e um compromisso com a construção de uma cultura de paz. “É um convite à comunhão, à esperança e à ação transformadora por meio da oração”, destacam os organizadores.

A CNBB e a ACN esperam que, por meio dessa mobilização espiritual, surjam frutos de justiça, reconciliação e fraternidade, em um mundo onde o Evangelho possa florescer, mesmo em meio à dor.

Fonte: publicado no site cnbb.org.br
No último domingo (22), os Seminaristas Arthur Varanda e Jardel Martins, que atualmente estão no Quarto Ano de Teologia, embarcaram para Lábrea, no Estado

No último domingo (22), os Seminaristas Arthur Varanda e Jardel Martins, que atualmente estão no Quarto Ano de Teologia, embarcaram para Lábrea, no Estado do Amazonas, onde estão em missão há uma semana.

Ao longo deste tempo de missão, os Seminaristas têm realizado diversas atividades no barco Laguna Negra, dentre elas estão o auxílio aos profissionais da saúde, colaborando na organização dos atendimentos, preenchendo fichas, pesagem e medição de pacientes. Além disso, eles visitam as casas das comunidades atendidas, escutando as pessoas, levando uma presença fraterna e solidária. Outra atividade que os Seminaristas também contribuem é na preparação das celebrações eucarísticas, ajudando na liturgia e, quando necessário, assumem a música, principalmente nas localidades onde não há equipes de liturgia.

Sobre essa experiência missionária, Arthur Varanda destacou: “Esta experiência tem ressignificado tudo aquilo que entendia por missão. Mergulhar em uma cultura completamente diferente da nossa, é sentir na pele o amor de Deus, que pela força da Igreja, vai ao encontro de seus filhos onde quer estejam”. Jardel Martins também comentou sobre esse tempo em Lábrea: “É uma realidade completamente diferente da que estamos acostumados, mas estou amando a experiência. Tem sido um momento muito marcante na minha caminhada”.

Confira alguns registros desse período de missão: