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A Expo Mundial de 2025 que acontece em Osaka, no Japão está em curso desde abril e vai até outubro. As Exposições têm apresentado

A Expo Mundial de 2025 que acontece em Osaka, no Japão está em curso desde abril e vai até outubro. As Exposições têm apresentado novas  tecnologias que propunham avanços tecnológicos e projetos inovadores. O tema desta edição de 2025 : Projetando a sociedade do futuro para nossas vidas, dividido em três subtemas que aprofundam a proposta: Salvando VidasEmpoderando Vidas e Conectando Vidas.

Durante o evento o cardeal Pietro Parolin, Secretário de Estado do Vaticano, foi porta-voz do Papa no Dia Nacional da Santa Sé. Leia abaixo a matéria divulgada no site vaticannews.va

Em seu discurso de saudação por ocasião do Dia Nacional da Santa Sé na Expo Osaka 2025, o Secretário de Estado recordou o apelo do Papa no dia de sua eleição, exortando a trabalhar por uma paz desarmada, a construir pontes e a retomar o diálogo.

“Em nome do Papa Leão XIV e em meu nome pessoal, dirijo ao estimado povo japonês os melhores votos, com a esperança de que todos aqueles que vivem neste país sejam abençoados com prosperidade e paz.” Com estas palavras, o cardeal Secretário de Estado, Pietro Parolin, saudou os presentes nas celebrações do Dia da Santa Sé na Expo Osaka 2025.

Paz como prioridade

Em sua fala, o cardeal lembrou que as relações diplomáticas, estabelecidas há mais de 80 anos, baseiam-se hoje em muitos valores compartilhados e em uma frutífera cooperação, especialmente nos setores da educação, da saúde e da assistência social. “Outras prioridades que são caras a ambos — explicou Parolin — são a paz, a estabilidade e nossos esforços conjuntos para limitar a proliferação descontrolada de armamentos.” Nesse sentido, ele recordou que este ano marca o 80º aniversário do trágico bombardeio atômico de Hiroshima e Nagasaki, “um evento — destacou — que marcou profundamente a história deste país e que moldou ainda mais seu inabalável compromisso com a paz.”

Uma relação que resiste ao tempo

O purpurado revisitou a longa história das relações entre a Santa Sé e o Japão, recordando o próximo 470º aniversário da primeira audiência papal concedida a um católico japonês, quando, em 1555, Bernardo de Kagoshima foi recebido pelo Papa Paulo IV. Mencionou também, em março, a comemoração dos 440 anos da primeira missão diplomática japonesa à Europa — a chamada Embaixada Tensho — que, ao chegar a Roma, pôde se encontrar com o Papa Gregório XIII, bem como o 410º aniversário da Embaixada Keichō, recebida em audiência pelo Papa Paulo V em 1615. “Esses primeiros contatos históricos — explicou o cardeal Parolin — marcaram o início de uma relação que resistiu à prova do tempo e que, esperamos, se aprofunde cada vez mais no futuro.”

Beleza e esperança

O Secretário de Estado desenvolveu então sua reflexão sobre os conceitos de beleza e esperança, presentes no tema do pavilhão da Santa Sé na Expo 2025 Osaka: “A Beleza traz Esperança.” “São valores fundamentais para nós, católicos, porque — explicou — neles vemos um reflexo de Cristo e de sua ação na história. Para nós, Ele é a máxima expressão da beleza divina: uma beleza que transcende a mera aparência exterior para tocar os corações e as almas das pessoas. Cristo é também a esperança da humanidade, pois, com sua vida e sua morte, abriu um caminho de salvação e de renovação para toda a humanidade.”

Sobre a beleza, Parolin exortou a olhar para aquela que pode ser encontrada na comunidade humana, no florescimento de iniciativas sociais, nos projetos de voluntariado e solidariedade, que são “uma semente fértil da qual nossas sociedades e nossas políticas podem extrair força para renovar os projetos e devolver luz aos muitos lugares sombrios do nosso mundo moderno.”

Esperança como apelo ao diálogo e à cooperação

O tema da esperança, explicou Parolin, está entrelaçado com a confiança em Deus, com o compromisso concreto pelo bem comum, favorecendo o senso de comunidade e de responsabilidade mútua. “Essa virtude — acrescentou — mostra-se hoje mais necessária do que nunca. Em uma época marcada por inúmeros conflitos e enormes desafios globais, o futuro é, por vezes, mais temido do que aguardado: somente na esperança encontramos um antídoto contra o medo e um encorajamento ao compromisso e à ação.” De fato, a esperança é um motor para fazer o bem à comunidade e, em nível internacional, “torna-se um apelo a um compromisso inabalável com o diálogo e a cooperação, sobretudo quando tensões e conflitos parecem intransponíveis.” Por fim, a recordação das palavras do Papa no dia de sua eleição, com o convite para que se construam pontes, se teçam diálogos e se unam as mãos para promover uma “paz desarmada e desarmante, humilde e perseverante.”

  Na solenidade litúrgica de São Pedro e São Paulo, celebrada neste domingo, 29 de junho, o Papa Leão XIV a celebrou a Santa

 

Imagem: Vatican Media

Na solenidade litúrgica de São Pedro e São Paulo, celebrada neste domingo, 29 de junho, o Papa Leão XIV a celebrou a Santa Missa na qual impôs o Pálio aos arcebispos metropolitanos nomeados ao longo do último ano.

Entre os 54 arcebispos de diversas partes do mundo, havia cinco arcebispos brasileiros que receberam o pálio do Papa Leão XIV: Dom Ângelo Ademir Mezzari, da Arquidiocese de Vitória (ES); Dom Odelir José Magri, da Arquidiocese de Chapecó (SC); Dom Francisco Carlos Bach, da Arquidiocese de Joinville (SC); Dom Vítor Agnaldo de Menezes, da Arquidiocese de Vitória da Conquista (BA); e Dom João Santos Cardoso, da Arquidiocese de Natal (RN)), que receberam das mãos do Santo Padre este sinal visível de comunhão com o Sucessor de Pedro e de compromisso com a missão pastoral confiada pela Igreja.

O Pálio — faixa de lã branca adornada com cruzes negras, usada sobre os ombros — representa o cuidado do pastor que conduz o rebanho com amor e fidelidade. É símbolo da autoridade do arcebispo metropolitano e de sua união com o Papa, sendo também expressão da unidade da fé nas Igrejas particulares que ele serve.

Em sua homilia, o Papa Leão XIV destacou a missão dos novos arcebispos com estas palavras:
“O Pálio que recebereis hoje recorda a tarefa pastoral que vos foi confiada e exprime a vossa comunhão com o Bispo de Roma, para que, na unidade da fé católica, possais alimentar as Igrejas locais que vos foram confiadas.”

Imagem: Vatican Media

Dom Ângelo, que tomou posse na Arquidiocese de Vitória em 22 de fevereiro de 2025, manifestou gratidão e responsabilidade diante do gesto recebido:
“Receber o Pálio nesta data tão especial reforça o compromisso que assumi diante do povo capixaba: ser pastor com cheiro de ovelha, atento às dores, esperanças e alegrias do rebanho que me foi confiado.”

A solenidade dos apóstolos Pedro e Paulo é tradicionalmente um momento de renovação da unidade e da missão da Igreja, fundamentada no testemunho desses dois grandes santos.

A Arquidiocese de Vitória une-se em oração por Dom Ângelo, pedindo a intercessão dos santos apóstolos para que seu ministério seja fecundo, iluminado pelo Espírito Santo e guiado pela fidelidade ao Evangelho.

 

Na manhã deste sábado (28), Dom Ângelo Mezzari, Arcebispo de Vitória, juntamente com Dom Andherson Franklin, bispo auxiliar, realizou a peregrinação jubilar pelas Basílicas

Na manhã deste sábado (28), Dom Ângelo Mezzari, Arcebispo de Vitória, juntamente com Dom Andherson Franklin, bispo auxiliar, realizou a peregrinação jubilar pelas Basílicas Maiores de Roma. A caminhada espiritual contemplou a passagem pelas Portas Santas das Basílicas de São João de Latrão, Santa Maria Maior e São Paulo, concluindo o percurso iniciado anteriormente na Basílica de São Pedro.

Na Basílica de Santa Maria Maior, os bispos também visitaram o túmulo do Papa Francisco, que se encontra de maneira simples e despojada. Ali, em oração, confiaram a Deus a Arquidiocese de Vitória e todo o seu povo fiel, recordando com carinho os rostos e intenções da Igreja particular do Espírito Santo.

Dom Ângelo destacou a profundidade espiritual da manhã vivida: “Foi uma manhã muito especial, onde também recordamos, nas visitas e orações, a nossa Arquidiocese de Vitória e o nosso querido povo de Deus”.

Na manhã desta sexta-feira (27), reitores das casas de formação, professores, equipe técnica e seminaristas, alunos dos cursos de Filosofia da Unisales e do

Na manhã desta sexta-feira (27), reitores das casas de formação, professores, equipe técnica e seminaristas, alunos dos cursos de Filosofia da Unisales e do Instituto Interdiocesano, se reuniram na capela do Centro Dom Bosco para a celebração de encerramento do semestre letivo das casas formativas presentes no regional Leste 3.

Neste dia em que a Igreja celebra a Solenidade do Sagrado Coração de Jesus, a missa  de conclusão do semestre foi presidida pelo Padre Hugo Scheer, svd, Diretor Acadêmico do Interdiocesano. Durante sua homilia ele destacou: “Conhecemos, e cremos no amor que Deus tem para conosco” (1Jo 4,16). O padre ainda completou dizendo: “Por causa desse amor, sempre operante para transformar a criatura humana feita à imagem e semelhança a ser cada vez mais configurada, de graça, para ser de fato filho/a de Deus, irmão e irmã construindo laços interpessoais num eterno intercâmbio de amor, ícone do Deus Triuno, recebendo e doando, gratuitamente”. Padre Hugo concluiu sua reflexão afirmando: “Todo o amor verdadeiro é sem cálculo, mas nem por isso deixa de ter a sua recompensa; no entanto, só pode recebê-la, se for sem cálculo. Quem procura no amor algo diferente do amor, perde não apenas o amor, mas também toda a alegria do amor”.

Antes de encerrar a celebração eucarística, o Prof. Dr. Pe. Arthur Francisco Juliatti dos Santos, Coordenador Acadêmico do Interdiocesano e o Prof. Me. Paulo Cesar Delboni, Coordenador Acadêmico do curso de Filosofia da Unisales, comentaram sobre o encerramento do ciclo acadêmico neste primeiro semestre, e reiteram a importância do descanso neste tempo de recesso. 

Por fim, Padre Geraldo Adair da Silva, reitor do Centro Universitário Salesiano, além de cumprimentar os presentes, reforçou a importância da conclusão de mais uma etapa no processo formativo, afirmando que o aprofundamento na compreensão da fé, desenvolve o pensamento crítico e prepara cada um, intelectualmente, para o exercício maduro e consciente do ministério sacerdotal. Antes da bênção final, houve ainda o acolhimento do Padre Victor Soares Franco, novo reitor da casa de formação da Congregação da Paixão de Jesus Cristo – Passionistas, que assumiu a formação no último dia 2 de junho.

Confira alguns registros a seguir:

 

Texto: Equipe de Comunicação – Seminário Nossa Senhora da Penha

Fotos: Regional Leste 3

No próximo domingo, 29 de junho, os católicos de todos os continentes são convidados a ajudar o Papa nas suas iniciativas humanitárias, evangelizadoras e

No próximo domingo, 29 de junho, os católicos de todos os continentes são convidados a ajudar o Papa nas suas iniciativas humanitárias, evangelizadoras e pastorais, é o chamado Óbolo de São Pedro. Na Arquidiocese de Vitória todas as coletas que serão realizadas nas missas e celebrações nos dia 28 e 29 serão enviadas ao Papa (todas as instruções de como proceder estão no Regimento de Administração Paroquial nas pg. 69 e 70). Certamente você acompanha a divulgação das ações do Papa e ajuda precisa em momentos de sofrimento da população, motivados por guerras, fome, desastres naturais entre outros. Toda a vez que o Papa ajuda a humanidade em uma situação específica, todos os católicos que contribuem com o Óbolo de São Pedro, estão ajudando a humanidade. Entenda mais sobre esta coleta específica, assistindo o vídeo do Papa e lendo a matéria abaixo publicada no site vaticannews.va

No próximo dia 29 de junho, data em que a Igreja celebra a Solenidade de São Pedro e São Paulo, acontece em todo o mundo a Coleta do Óbolo de São Pedro — uma tradicional expressão de comunhão com o sucessor de Pedro e de apoio à sua missão à frente da Igreja universal.

Neste ano, a data coincide com o último domingo de junho, favorecendo a participação das comunidades paroquiais nesse gesto concreto de solidariedade. O Óbolo de São Pedro é uma oferta voluntária dos fiéis, que se une a muitas outras contribuições ao redor do mundo, com o objetivo de sustentar as obras de caridade do Papa e suas atividades pastorais, especialmente nas situações de maior urgência e necessidade.

Um gesto que expressa comunhão e solidariedade

Mais do que uma doação material, o Óbolo representa a participação ativa dos católicos na missão da Igreja, promovendo a evangelização, a paz e a caridade. Segundo a Santa Sé, essa iniciativa reforça o compromisso de cada fiel com a missão do Santo Padre de anunciar o Evangelho e cuidar dos mais necessitados, onde quer que estejam.

Diversas formas de contribuir

A principal ocasião para participar do Óbolo de São Pedro é a coleta anual realizada nas igrejas no dia 29 de junho ou no domingo mais próximo da Solenidade de São Pedro e São Paulo. Neste momento, todos são convidados a rezar de maneira especial pelo Papa e a realizar sua oferta durante a Missa em sua paróquia.

No entanto, é possível contribuir ao longo de todo o ano, por meio de diferentes formas:

  • Doações online com cartão de crédito, disponíveis no site oficial: www.obolodisanpietro.va;
  • Transferência bancária, ordem postal ou cheque, de acordo com as possibilidades de cada fiel;
  • Também é possível deixar um legado ou testamento em favor do Santo Padre. Para mais informações sobre essa forma de contribuição, os interessados podem entrar em contato com o Escritório do Óbolo de São Pedro pelo telefone: +39 06 6988 4851.

Materiais informativos e multimídia

A Secretaria para a Economia e o Dicastério para a Comunicação da Santa Sé disponibilizaram diversos materiais informativos para ajudar na divulgação da iniciativa. Na página oficial do Óbolo, é possível:

  • Visualizar e baixar o vídeo oficial da campanha, disponível em várias línguas;
  • Acessar folhetos e cartazes explicativos para uso nas paróquias e comunidades;
  • Realizar contribuições online com segurança e praticidade.

Uma missão que continua

Diante dos desafios do mundo atual, a Igreja continua comprometida com a promoção da dignidade humana, da paz e da caridade cristã. O Óbolo de São Pedro é um sinal de esperança e de unidade entre os fiéis e o Papa, fortalecendo o vínculo espiritual e missionário que une a Igreja em todo o mundo.

Cada contribuição — grande ou pequena — é acolhida com gratidão e se transforma em ajuda concreta aos mais necessitados.

Durante a Vigília do Jubileu dos Presbíteros, celebrada em Roma, Dom Ângelo Ademir Mezzari, RCJ, Arcebispo de Vitória do Espírito Santo, partilhou seu testemunho
Foto: Pe. Tarcio Siqueira

Durante a Vigília do Jubileu dos Presbíteros, celebrada em Roma, Dom Ângelo Ademir Mezzari, RCJ, Arcebispo de Vitória do Espírito Santo, partilhou seu testemunho vocacional com profunda emoção e gratidão. Em um momento marcado pela espiritualidade e pela comunhão entre os ministros ordenados, Dom Ângelo recordou sua caminhada vocacional, os desafios e as alegrias do sacerdócio, reafirmando a beleza e a grandeza da missão de ser sinal visível do amor de Deus no mundo. Sua partilha, feita no contexto do Jubileu, foi um convite à perseverança, à oração pelas vocações e ao compromisso renovado com a missão confiada por Cristo à Igreja.

Confira abaixo a partilha completa feita por Dom Ângelo Mezzari durante a Vigília.

Jubileu da Esperança – 2025
Vigília Vocacional – 26 de Dezembro – Basílica de São Pedro
Testemunho Vocacional

Sou Dom Ângelo Ademir Mezzari, RCJ, religioso e sacerdote da Congregação dos Rogacionistas do Coração de Jesus, nascido no município de Forquilhinha, no Estado de Santa Catarina, sul do Brasil, e atualmente Arcebispo de Vitória do Espírito Santo, na região sudeste do Brasil. Na Conferência Episcopal do Brasil – CNBB – atualmente, exerço a função de Presidente da Comissão Episcopal Pastoral para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada. Neste belo Jubileu da Esperança, somos chamados a ser peregrinos de esperança, como igreja sinodal, em caminho, na unidade, comunhão, participação, em vista da missão.

Foto: Pe. Tarcio Siqueira

Nesta Vigília Vocacional, no Jubileu dos Bispos, presbíteros e seminaristas, meu testemunho vocacional consiste em expressar minha alegria em ser sacerdote do Senhor. E por um motivo muito especial, em 22 de dezembro último, 2024, celebrei quarenta anos de minha ordenação presbiteral, justamente em 1984, e em janeiro deste ano, 45 anos de consagração religiosa, pelos votos de pobreza, castidade e obediência, e um quarto voto, de rezar pelas vocações. Hoje, ao celebrar o Jubileu aqui em Roma, quero agradecer ao Senhor Deus, Pai cheio de amor e bondade, que em Cristo Jesus, aquele que me chamou, e ao Espírito Santo, que me dá força e coragem a cada dia. Agradeço por este belo dom, a graça deste chamado tão sublime, que enche meu coração de tanto júbilo. Apesar de minhas fragilidades, e nas situações também de tribulações e incertezas, o Senhor me chamou, em mim tocou, tomou-me em amor, e respondeu com amor, para amá-lo infinitamente, e aos irmãos amar, com serviço e entrega generosa. Certamente a vocação sacerdotal, que nos faz amigos de Jesus e peregrinos de esperança, é dom em estado permanente. Configurados ao Cristo Bom Pastor, Mestre e Sacerdote, somos no mundo e para a humanidade, sinais visíveis da Pessoa de Jesus e seu Evangelho, na Igreja e com Igreja, para a salvação do mundo.

Na história vocacional de cada um de nós, o amor de Deus se manifesta na história, na família, onde nascemos. Entre tantas situações vividas no caminho vocacional, formativo e ministerial, queria destacar a missão tão bela da família, dos pais. Voltar às raízes, onde a vida brotou, do sacramento do matrimônio, do amor dos pais que formam uma família segundo o projeto de Deus, inserida em uma pequena comunidade eclesial, que até hoje continuam sendo uma referência significativa. E recordo então, com carinho e gratidão, de meus pais que, apesar de ser o mais velho e importante para a família com os demais irmãos, me levaram para o seminário, em tenra idade, com 11 anos. Segundo eles narram, desde cedo queria ser padre, mistério de vida que procuro compreender, e que ao longo destes anos foi se revelando verdadeiramente como graça e dom gratuito para o meu bem e a serviço da Igreja, dos irmãos. Em minha memória, e como farol, permanece aquele gesto tão belo, simples e despojado, de minha mãe, preparando as poucas roupas, e meu pai, me levando para o seminário, sendo realmente promotores vocacionais. Ao longo da minha vida, e até hoje, e para sempre, guardo com carinho o que meus pais, com vida de oração, simplicidade e fé, testemunharam os sinais concretos do amor de Deus, onde a vocação germinou, foi cultivada, e, continuam sendo, com amor e oração, promotores das vocações e graça de Deus. É claro que ao longo dos anos, na etapa de formação inicial, a vocação foi amadurecendo, e mesmo com os desafios do convívio e acompanhamento humano e espiritual, pude dar a resposta definitiva, na entrega total ao serviço do Reino de Deus.

Foto: Arquivo pessoal

Não posso deixar de dar este testemunho na perspectiva do nosso carisma rogacionista, que em minha vida e missão, sempre iluminou e conduziu meu ministério, nos diversos serviços que ao longo destes anos fui chamado a exercer. A vida sacerdotal não pode jamais prescindir da obediência, como prometido no dia da ordenação. De fato, sem a entrega total e disponibilidade generosa, fundada em uma fé profunda e intimidade com o Senhor, na autêntica mística que move o coração, não haverá a alegria daquele que vive e serve o Senhor no amor aos irmãos. Desde aquela eleição, chamado tão misterioso, de estar com Ele, e com Ele caminhar, mistério de amor que contemplamos maravilhados, pelo que fez a cada um de nós. E neste contexto, poderíamos recordar então quando Jesus (expresso nos Evangelhos de Lucas 10, e Mateus 9), vendo as multidões cansadas e abatidas como ovelhas sem Pastor, disse: rogai, pois, ao Senhor da Messe para que mande operários para a sua messe. Pois a messe é grande e os trabalhadores são poucos. Podemos dizer, não há evangelização sem evangelizadores. Participantes do múnus de Cristo, somos hoje chamados a olhar para a história e a humanidade com olhos de compaixão, de misericórdia. Como é desafiador para nós, sacerdotes, compreender a realidade onde o Evangelho deve ser encarnado, e onde devemos estar inseridos, não apenas pessoalmente, mas como corpo eclesial e presbiteral. A realidade humana e social nos desafia imensamente, mas nela, e como povo de Deus amado, vivemos nosso ministério e damos nosso testemunho com generosidade e fé. Eis o apelo e mandamento de Jesus: rogai, pois ao Senhor, ele é a vinha, somos os seus ministros, chamados e enviados a servir. Uma sincera e profunda espiritualidade vocacional nos convida a rezar com fé, por mais operários e por todas as vocações. Como é bela esta messe do Senhor, onde há tantos talentos, carismas e serviços, graças do Espírito Santo, para o bem de todos da Igreja. Esta causa das vocações, e de todas as vocações, é verdadeiramente uma causa do Evangelho, é a razão da missão da Igreja, missão que se vive em discipulado, da missão que me foi confiada na Igreja. E ao comando do adorável Senhor, que rezava ao Senhor, Jesus os enviou, pois não há outro meio de vencer a indiferença vocacional, o desânimo vocacional, a ausência vocacional, o medo vocacional além da decepção, do pecado e do erro. É a esperança que nos move, e dela vem a nossa esperança, ela não decepciona, pois o amor de Deus foi verdadeiramente derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado.

Foto: Daniela Gomide

Com olhar e coração compassivo, orantes e suplicantes pelo dom dos bons operários, somos chamados a ser, nós mesmos, os primeiros nesta messe do Senhor, com os mais pequenos e pobres, com aqueles que têm fome e sede de Deus, nas periferias geográficas e existenciais de hoje, autênticas testemunhas de esperança, pois Cristo é nossa única esperança. A vós, irmãos no sacerdócio, e aos que estão no caminho vocacional e formativo, digo de coração sincero: amemos nossa vocação, agradeçamos ao Senhor pelo nosso ministério, animemos todos os dias as vocações na Igreja, também a vocação sacerdotal, amemos nossa Igreja, sendo promotores da comunhão, sejamos fiéis à graça que recebemos construindo a fraternidade presbiteral, edifiquemos cada dia o Corpo do Senhor, a sua Igreja, o seu Povo. Sejamos sempre pedras vivas e vivificantes, santos e santificadores, bons e santos sacerdotes, mestres e testemunhas da Palavra de Deus, bons pastores do rebanho, fiéis administradores do tesouro que nos foi confiado, na entrega plena e total de nossa vida ao Senhor.

Que a alegria do Senhor, na esperança, seja a nossa força. Assim seja.

Na tarde desta quinta-feira, 26 de junho, os presbíteros do mundo inteiro, reunidos em Roma, participaram de um momento especial do Jubileu dos Presbíteros,
Foto: Vaticano Mídea

Na tarde desta quinta-feira, 26 de junho, os presbíteros do mundo inteiro, reunidos em Roma, participaram de um momento especial do Jubileu dos Presbíteros, que terá seu ponto alto nesta sexta-feira (27), com a celebração da Solenidade do Sagrado Coração de Jesus e ordenações presbiterais.

A programação incluiu um encontro com o Cardeal Lázaro, Prefeito para os Dicastérios do Clero e do Castelo, que destacou, em sua fala, que “Sacerdote feliz não é um slogan, mas um modo de vida, um estilo de vida”, ressaltando a importância da alegria autêntica na vocação sacerdotal.

Logo em seguida, os presbíteros foram recebidos pelo Papa Leão XIV, que os exortou à santidade, inspirando-se nos discípulos de Emaús. O Santo Padre reforçou o convite a um encontro diário com o Senhor, à constante renovação do “sim” sacerdotal vivido no amor, na caridade, na fraternidade e, sobretudo, na acolhida entre os irmãos, para que o Evangelho seja anunciado com verdade e chegue aos corações.

“O Jubileu dos Presbíteros tem sido um momento profundo de comunhão e reafirmação da missão de sermos presença viva de Cristo no mundo”, afirmou o padre Tarcio Siqueira, da Arquidiocese de Vitória, que se encontra em Roma para estudos.

Assista como foi esse encontro do Papa com os Presbíteros

Em discurso no Jubileu dos Bispos, o Pontífice descreveu traços indispensáveis na vida do Pastor, que deve ser um homem de fé, de unidade,
Em discurso no Jubileu dos Bispos, o Pontífice descreveu traços indispensáveis na vida do Pastor, que deve ser um homem de fé, de unidade, de esperança, de vida teologal e de caridade pastoral, num testemunho caracterizado por: “prudência pastoral, pobreza, continência perfeita no celibato e virtudes humanas”. O Papa exortou que sejam homens de comunhão para ajudar as comunidades: que tenham “coração aberto e acolhedor, assim como a sua casa”.

A quarta-feira (25/06) de agenda cheia de compromissos para o Papa Leão também foi de encontrar os cerca de 300 bispos que participam do Jubileu. O grupo, após a peregrinação à Porta Santa da Basílica de São Pedro, participou de uma missa e depois ouviu o discurso do Pontífice, que começou agradecendo o empenho de todos em vir “como peregrinos a Roma” para se deixar “renovar profundamente” por Cristo e o “seu mistério de amor”. Em seguida, Leão XIV se deteve a descrever traços que devem ser seguidos pelos bispos, Pastores que são exemplo pela palavra e pelo testemunho, que às vezes devem “ir contracorrente” para “proclamar que a esperança não engana” porque não vêm de nós, mas de Deus.

O traços que caracterizam os bispos

O Pastor, reforçou o Papa, “é testemunha de esperança com o exemplo de uma vida firmemente ancorada em Deus e totalmente entregue ao serviço da Igreja”. E esse testemunho, explicou Leão, é caracterizado por alguns traços.

Primeiramente, “o bispo é o princípio visível de unidade na Igreja particular que lhe foi confiada” tendo como dever “zelar pela sua construção na comunhão entre todos os seus membros e com a Igreja universal, valorizando o contributo dos vários dons e ministérios para o crescimento comum e a difusão do Evangelho”. O bispo, considerando a sua vida de Pastor, é um “homem de vida teologal. O que equivale a dizer: um homem plenamente dócil à ação do Espírito Santo”.

Com a intercessão do Espírito Santo, o bispo também “é um homem de fé”, continuou o Pontífice, “aquele que, pela graça de Deus, vê mais além, vê a meta e se mantém firme na provação”, assim como fez Moisés que, “chamado por Deus a conduzir o povo à terra prometida, «manteve-se firme». Nessa mesma perspectiva, “o bispo é um homem de esperança”:

“Sobretudo quando o caminho do povo se torna mais penoso, o Pastor, pela virtude teologal, ajuda-o a não desesperar: não apenas com palavras, mas com a sua proximidade. Quando as famílias carregam fardos excessivos e as instituições públicas não as apoiam adequadamente; quando os jovens se sentem desiludidos e nauseados por mensagens ilusórias; quando os idosos e os deficientes graves se sentem abandonados, o Bispo está próximo e oferece não receitas, mas a experiência de comunidades que procuram viver o Evangelho na simplicidade e na partilha.”

Assim, a fé e a esperança do bispo se fundem nele “como homem de caridade pastoral”. Uma vida e um ministério, “tão diversificado e multiforme”, que encontra a sua unidade “na pregação, na visita às comunidades, na escuta dos presbíteros e dos diáconos, nas escolhas administrativas”, assim como dando “exemplo de amor fraterno” aos bispos próximos, aos colaboradores e sacerdotes em dificuldade ou doentes: “o seu coração é aberto e acolhedor, assim como a sua casa”.

As virtudes indispensáveis na vida do Pastor

Após abordar os traços caracterizados pelo “núcleo teológico da vida do Pastor”, Leão XIV citou “outras virtudes indispensáveis: a prudência pastoral, a pobreza, a continência perfeita no celibato e as virtudes humanas”. A prudência pastoral, começou explicando o Pontífice, “é a sabedoria prática que guia o bispo nas suas escolhas, nas ações de governo, nas relações com os fiéis e as suas associações. Um sinal claro de prudência é o exercício do diálogo como estilo e método nas relações e também na presidência dos organismos de participação, ou seja, na gestão da sinodalidade na Igreja particular”, como sempre insistiu o Papa Francisco. Outra virtude do bispo é viver “a pobreza evangélica”:

“Tem um estilo simples, sóbrio, generoso, digno e ao mesmo tempo adequado às condições da maioria do seu povo. Os pobres devem encontrar nele um pai e um irmão, não devem sentir-se desconfortáveis ao encontrá-lo ou ao entrar em sua casa. Ele é pessoalmente desapegado das riquezas e não cede a favoritismos com base nelas ou noutras formas de poder.”

Juntamente com a pobreza concreta, continuou Leão XIV, o bispo também vive “aquela forma de pobreza que é o celibato e a virgindade por causa do Reino dos Céus”:

“Não se trata apenas de ser celibatário, mas de praticar a castidade de coração e de conduta, vivendo assim o seguimento de Cristo e oferecendo a todos a verdadeira imagem da Igreja, santa e casta nos seus membros como na sua cabeça. Deve ser firme e decidido no tratamento das situações que possam dar origem a escândalos e de todo o tipo de abuso, especialmente contra menores, respeitando as disposições em vigor.”

O Pastor também é chamado a cultivar outras virtudes humanas que ajudam o bispo no seu ministério e nas suas relações, disse ainda o Papa: “a lealdade, a sinceridade, a magnanimidade, a abertura da mente e do coração, a capacidade de se alegrar com os que se alegram e de sofrer com os que sofrem; e também o domínio de si, a delicadeza, a paciência, a discrição, a grande inclinação para a escuta e o diálogo e a disponibilidade para o serviço”. E antes da bênção final e dos cerca de 300 bispos renovarem a sua profissão de fé, o Papa exortou a todos que sejam homens de comunhão e de unidade para ajudar as comunidades:

“Caríssimos, a intercessão da Virgem Maria e dos Santos Pedro e Paulo obtenha para vós e para as vossas comunidades as graças de que mais necessitais. Em particular, vos ajude a ser homens de comunhão, a promover sempre a unidade no presbitério diocesano, e que cada presbítero, sem excluir ninguém, experimente a paternidade, a fraternidade e a amizade do Bispo. Este espírito de comunhão encoraja os presbíteros no seu empenho pastoral e faz crescer a Igreja particular na unidade.”

Fonte: Publicado no site vaticannews.va