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Os militares receberam o arcebispo de Vitória, dom Ângelo Mezzari para celebrar a “Páscoa dos Militares”, como ficou conhecida a tradição que surgiu para

Os militares receberam o arcebispo de Vitória, dom Ângelo Mezzari para celebrar a “Páscoa dos Militares”, como ficou conhecida a tradição que surgiu para uma necessidade após a II Guerra Mundial. Ao voltarem para casa, os militares chegaram após as celebrações pascais e foi lhes concedido pela Igreja a oportunidade de celebrar o sentido da vida nova fora das datas previstas no calendário. A concessão se manteve e hoje, 17 de junho de 2025, os militares se reuniram para essa celebração. Os motivos foram lembrados pelo Comandante ao final da Celebração que, ao lembrar momentos históricos concluiu: “Militares, nos piores momentos da vida, guardem a fé”.

Dom Ângelo iniciou a celebração com um testemunho de vida: “eu era seminarista e fiz 1 ano de serviço militar. Éramos em torno de 150 na companhia de infantaria e temos até hoje um grupo que agora se comunica pelo Whatsapp […] Trago essa experiência pessoal, porque naquele período, eu guardo, claro, também muita luta, muito sofrimento, não era fácil para nós jovens, a disciplina, a obediência, que já éramos comuns no seminário, mas trago belas recordações, que guardo no coração até hoje. E às vezes, alguém me pergunta,  como é que você tem tanta resistência, tanta persistência?  Eu digo, olha, eu fiz o serviço militar, então, é preciso ser forte, é preciso ser resistente, é preciso ser perseverante, é preciso ser disciplinado, é preciso ter fé, é preciso acreditar no ambiente que se está, nas responsabilidades que se tem, nos compromissos que iremos desempenhar ao longo da vida, para o bem do povo, para o bem do país, para a nossa pátria. Antes de tudo, queria deixar essa mensagem, de confiança e de esperança a vocês que estão aqui. As experiências aqui são um projeto de vida, é um trabalho, que traz uma responsabilidade muito grande. Então, continuem firmes, fortes e perseverantes, e não se esqueçam da fé”.

Durante o ofertório objetos que caracterizam os militares foram conduzidos até ao altar enquanto a assembleia cantava. O clima de oração e participação perduraram durante toda a cerimônia.

Durante a homilia o Arcebispos falou sobre paz, perdão e fidelidade e lembrou que estas atitudes podem ser o sinal da nova nova que os militares buscam ao celebrar a Páscoa dos Militares.

 

Antes da oração mariana do Angelus, Leão XIV convidou ao diálogo inclusivo pela paz em Mianmar, recordou as quase 200 vítimas da violência na
Antes da oração mariana do Angelus, Leão XIV convidou ao diálogo inclusivo pela paz em Mianmar, recordou as quase 200 vítimas da violência na Nigéria e o pároco morto por um bombardeio no Sudão. Pediu aos combatentes que parem, protejam os civis e iniciem um diálogo pela paz, e à Comunidade internacional que forneça “pelo menos a assistência essencial à população afetada pela grave crise humanitária”.

O Papa Leão XIV rezou a oração mariana do Angelus, deste domingo (15/06), na Praça São Pedro, após a missa da Solenidade da Santíssima Trindade e do Jubileu do Esporte celebrada na Basílica Vaticana.

“Acabamos de concluir a celebração eucarística do Jubileu do Esporte, e agora, com alegria, dirijo minha saudação a todos vocês, atletas de todas as idades e origens”, disse Leão XIV em sua alocução, exortando-os “a viver a atividade esportiva, mesmo em nível competitivo, sempre com espírito de gratuidade, com espírito lúdico no sentido nobre do termo, porque no jogo e na diversão saudável o ser humano se assemelha ao seu Criador”.

O esporte é uma forma de construir a paz

“Gostaria também de sublinhar que o esporte é uma forma de construir a paz, pois é uma escola de respeito e lealdade, que faz crescer a cultura do encontro e da fraternidade. Irmãos e irmãs, encorajo-os a praticarem este estilo de vida conscientemente, opondo-se a toda forma de violência e opressão.”

Danos dos combates em Mianmar

“O mundo hoje precisa muito disso! Há muitos conflitos armados”, disse o Papa, acrescentando:

“Em Mianmar, apesar do cessar-fogo, os combates continuam causando danos à infraestrutura civil. Convido todas as partes a trilharem o caminho do diálogo inclusivo, o único que pode levar a uma solução pacífica e estável.”

O terrível massacre na Nigéria

A seguir, Leão XVI falou sobre o terrível massacre, na noite de 13 para 14 de junho, perpetrado na cidade de Yelwata, no Estado de Benue, na Nigéria, “no qual cerca de 200 pessoas foram mortas com extrema crueldade, a maioria delas deslocadas internas, acolhidas pela missão católica local”.

“Rezo para que a segurança, a justiça e a paz prevaleçam na Nigéria, um país amado e tão afetado por diversas formas de violência. Rezo especialmente pelas comunidades cristãs rurais do Estado de Benue, que têm sido incessantemente vítimas de violência.”

Sudão, devastado pela violência

A seguir, o Papa recordou a República do Sudão, “devastada pela violência há mais de dois anos”.

“Recebi a triste notícia da morte do padre Luke Jumu, pároco de El Fasher, vítima de um bombardeio. Ao mesmo tempo em que asseguro minhas orações por ele e por todas as vítimas, renovo meu apelo aos combatentes para que parem, protejam os civis e se engajem no diálogo pela paz. Exorto a Comunidade internacional a intensificar os esforços para prestar, pelo menos, assistência essencial à população, gravemente afetada pela grave crise humanitária. Continuemos a rezar pela paz no Oriente Médio, na Ucrânia e em todo o mundo.”

A beatificação de Floribert Bwana Chui

A seguir, Leão XIV recordou que, na tarde deste domingo, na Basílica de São Paulo Fora dos Muros, será beatificado Floribert Bwana Chui, um jovem mártir congolês.

“Ele foi morto aos 26 anos porque, como cristão, se opôs à injustiça e defendeu os pequenos e os pobres. Que seu testemunho dê coragem e esperança aos jovens da República Democrática do Congo e de toda a África!”

Por fim, o Papa desejou a todos um bom domingo e disse aos jovens:

“Espero vocês daqui a um mês e meio no Jubileu dos Jovens! Que a Virgem Maria, Rainha da Paz, interceda por nós.”

Fonte: publicado no site vaticannews.va
A reunião do COPAV, Conselho Pastoral da Arquidiocese de Vitória, que aconteceu no sábado, 14 de junho de 2025, teve como primeiro propósito levantar

A reunião do COPAV, Conselho Pastoral da Arquidiocese de Vitória, que aconteceu no sábado, 14 de junho de 2025, teve como primeiro propósito levantar propostas para continuar o processo sinodal que acontece na Igreja em todo o mundo.

Logo na abertura dos trabalhos dom Ângelo Mezzari, nosso arcebispo, motivou o grupo, lembrando que nossa ação evangelizadora e pastoral deve nos colocar junto aos que mais sofrem, porque é missão da Igreja consolar o povo que sofre e levar esperança.

Reunidos em pequenos grupos, os participantes levantaram diversas propostas que foram relatadas aos presentes e encaminhadas ao departamento de pastoral. Entre tantas ideias, surgiu a necessidade de constituir uma Comissão Arquidiocesana do Sínodo, para conduzir os trabalhos que deverão iniciar logo no início do segundo semestre.

Dom Andherson Franklin, bispo auxiliar propôs uma reflexão tendo como base a leitura do livro do Deuteronômio (Dt 8,5b-6), dizendo que “devemos olhar a realidade com esperança e as dores como necessidade de cuidados”.

Já o Arcebispo lembrou que receberemos material para ajudar a construir o caminho que vamos seguir e afirmou: “eu creio neste caminho”. Dom Ângelo também acentuou a necessidade de caminharmos juntos como Arquidiocese e buscarmos participar das iniciativas arquidiocesanas e uma formação eclesiológica que nos ajude a revisitar a história arquidiocesana.

Entre os comunicados pastorais destacam-se:

  1. Dia 16de junho às 10h Dom Ângelo fará um podcast que será transmitido pelo YouTube da Arquidiocese e pela Rádio América. O assunto do podcast é a viagem de dom Ângelo a Roma: recebimento do pálio e participação nos Jubileus.
  2. Dia 17 live com dom Andherson Franklin sobre o Jubileu da Esperança.
  3. A entrega do pálio a dom Ângelo pelo Papa no dia 29 de junho em Roma. A missa começa às 04h30 e será transmitida pelo YouTube do Vaticano e da Arquidiocese de Vitória e também pela TV Canção Nova.          Ainda na mesma viagem, dom Ângelo e dom Andherson participam em Roma do Jubileu dos Seminaristas, dos presbíteros e dos bispos.
  1. Dia 11 de julho, o Núncio Apostólico fará visita à Arquidiocese e nesta data inaugura a Exposição, que mostra a visão da Igreja de Vitória sobre o Vaticano II. A Exposição será no Cecates na Enseada do Suá. No dia 12 o Nuncio presidirá a Cerimônia de apresentação do pálio à Arquidiocese.
  2. Dias 19, 20 e 21 de novembro será feito em todas as paróquias, o tríduo de celebração pelos 50 anos das CEBs.
  3. Dia 22 de novembro, encerramento das atividades pastorais 2025.

As atividades das Comissões e Áreas Pastorais foram apresentadas pelos coordenadores:

  • Estamos na terceira das quatro etapas do Laguna Negra – Barco que percorre as comunidades ribeirinhas na Prelazia de Lábrea, este ano com 42 voluntários profissionais de saúde nas 4 etapas.
  • O resultado parcial do censo da Catequese ainda em andamento foi apresentado para nos auxiliar a compreender a realidade de catequizando e catequistas.
  • A criação da página pjuvenil no Instagram e a participação de nossa juventude na pesquisa com jovens e adolescentes que está sendo conduzida pela CNBB.
  • A retomada da assistência religiosa aos adolescentes em conflito com a lei e a tenda para atender familiares.
  • Uma pergunta continua pendente e as Comissões e Áreas Pastorais se comprometeram a enviar sugestões até final de junho: Como sensibilizar e motivar as comunidades para o Dia do Pobre.
  • Um pedido foi reforçado para que todos enviem as atividades jubilares que estão acontecendo para serem divulgadas no site da Arquidiocese.
No próximo domingo (15), acontecerá mais um Encontro Vocacional do Seminário Arquidiocesano Nossa Senhora da Penha. Neste mês de junho o tema será “Eucaristia,

No próximo domingo (15), acontecerá mais um Encontro Vocacional do Seminário Arquidiocesano Nossa Senhora da Penha. Neste mês de junho o tema será “Eucaristia, fonte do sacerdócio ministerial”, e será realizado, no Seminário, das 09h às 16h.

Em junho, o encontro favorecerá uma reflexão profunda sobre a Eucaristia e o ministério sacerdotal. A Eucaristia é fundamental para o sacerdócio ministerial, porque nela se realiza de modo pleno a missão do sacerdote que consiste em tornar presente o sacrifício de Cristo. Assim, a Eucaristia é a fonte e o centro da vida sacerdotal, dando sentido e força à sua vocação e missão.

O encontro vocacional é de grande importância para o discernimento, porque oferece um ambiente propício de escuta, reflexão e oração, onde o jovem pode compreender melhor o chamado de Deus para sua vida. Ele proporciona acompanhamento espiritual, convívio com outros vocacionados, além da partilha de experiências que contribuem para a esclarecer dúvidas e a amadurecer a resposta ao chamado divino. Este é um tempo de graça e iluminação, essencial para aqueles que buscam fazer uma escolha livre, consciente e fiel à vontade do Pai.

 

INFORMAÇÕES

ENCONTRO VOCACIONAL

Tema: “Eucaristia, fonte do sacerdócio ministerial”

Data: 15 de junho de 2025

Horário: 09h às 16h

Local: Seminário Nossa Senhora da Penha

Endereço: Ladeira Anthero Braido 255 – Praia do Suá, Vitória/ES

 

 

O 14º Mutirão Brasileiro de Comunicação (Muticom 2025) está com chamada de trabalhos acadêmicos aberta para o evento, que acontecerá de 25 a 28

O 14º Mutirão Brasileiro de Comunicação (Muticom 2025) está com chamada de trabalhos acadêmicos aberta para o evento, que acontecerá de 25 a 28 de setembro de 2025, no Centro de Convenções do Amazonas Vasco Vasques, em Manaus (AM). O evento é promovido pela Comissão Episcopal para a Comunicação Social da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e traz como tema central “Comunicação e Ecologia Integral: transformação e sustentabilidade justa”. 

A programação do Muticom será marcada por debates científicos e produção coletiva de conhecimento, com foco no papel da comunicação diante dos desafios socioambientais contemporâneos. 

A proposta metodológica do Muticom se organiza em Rios Temáticos, que são espaços formativos destinados à escuta, ao diálogo e à construção coletiva de saberes. É nesses rios que acontecerão as apresentações presenciais de comunicações acadêmicas, nos dias 26 e 27 de setembro de 2025, em formato de resumo expandido.   

Modalidade de submissão e temáticas 

Os interessados poderão submeter seus trabalhos na modalidade “Pesquisa que Transforma”, que contempla comunicações acadêmicas, em andamento ou já concluídas, que articulem teoria e prática no campo da comunicação ou em áreas afins. Os trabalhos devem estar vinculados a um dos 12 Rios Temáticos, que abrangem tópicos como: narrativas transmidiáticas, jornalismo ambiental, espiritualidade ecológica, ativismo digital, educomunicação, direito à informação, comunicação popular e saberes tradicionais. A lista completa dos rios e suas respectivas ementas está disponível na chamada oficial.   

Normas para submissão 

A submissão deverá ser feita por meio de resumo expandido (de 4 a 6 páginas), com texto formatado em fonte Times New Roman 12, espaçamento simples, conforme orientações disponíveis na chamada. Cada autor(a) poderá submeter até dois trabalhos, sendo um individual e outro em coautoria. Estudantes de graduação deverão obrigatoriamente submeter em coautoria com profissional formado. 

As submissões devem ser realizadas até o dia 20 de julho de 2025, via formulário disponível online:  

FORMULÁRIO DE INSCRIÇÃO   

Benefícios aos aprovados 

Autores(as) com trabalhos aprovados terão isenção da taxa de inscrição e participação garantida no evento. Os resumos integrarão um e-book com ISBN, com lançamento e distribuição digital gratuita após o Muticom.   

Sobre o Muticom 

O Mutirão Brasileiro de Comunicação é realizado há mais de 50 anos e se consolidou como o principal espaço de articulação, formação e inovação no campo da comunicação eclesial no Brasil. A edição de 2025 será especialmente marcada pelo diálogo entre comunicação e ecologia integral, em memória aos 10 anos da encíclica Laudato Si’ do Papa Francisco e em sintonia com os apelos do Papa Leão XIV por justiça ecológica, social e comunicacional.   

Cronograma da chamada de trabalhos: 

  • Lançamento da chamada: 09/06/2025 
  • Prazo final para submissão: 20/07/2025 
  • Divulgação dos trabalhos aprovados: até 25/07/2025 
  • Apresentações presenciais: 26 e 27/09/2025   

Informações 

Dúvidas devem ser encaminhadas para o e-mail:  [email protected] 

A íntegra da chamada, o edital, com normas detalhadas e temáticas dos rios, está disponível no link:  

EDITAL – CHAMADA PARA ENVIO DE TRABALHOS 

Fonte: Publicado no site cnbb.org.br
Hoje (11), o psicólogo Mateus Caldellas Cade esteve no Seminário Nossa Senhora da Penha, juntamente com sua esposa – Jéssica Cade, para uma tarde

Hoje (11), o psicólogo Mateus Caldellas Cade esteve no Seminário Nossa Senhora da Penha, juntamente com sua esposa – Jéssica Cade, para uma tarde formativa com a comunidade de Filosofia (Discipulado), sobre o tema “Maturidade Afetiva e Sexual”.

Mateus destacou que a maturidade afetiva e sexual não pode ser alcançada sem uma percepção integral da personalidade e seu reto desenvolvimento. Ele afirmou ainda que a “Afetividade” corresponde a todo o ferramental do homem para que ele tenha condições de agir no mundo, sendo capaz de desenvolver uma boa relação consigo e com aqueles que estão ao seu redor. Para a comunidade presente, o psicólogo esclareceu que o homem maduro é aquele que consegue direcionar-se com amor para aquilo que possui verdadeiro valor por meio de sua energia, força, sentimento e pensamento.

Confira alguns registros da tarde formativa:


Na tarde desta terça-feira (10), o Seminário Arquidiocesano Nossa Senhora da Penha recebeu o Padre Djalma Antonio da Silva svd, pároco da Paróquia Sant’Ana,

Na tarde desta terça-feira (10), o Seminário Arquidiocesano Nossa Senhora da Penha recebeu o Padre Djalma Antonio da Silva svd, pároco da Paróquia Sant’Ana, em Marechal Floriano, para um encontro que tratou sobre as Missões do Seminário para este ano. Além dos Seminaristas, estiveram presentes também os formandos da etapa do Propedêutico.

Padre Djalma iniciou o encontro partilhando um pouco de sua experiência missionária na África. Sobre a missão, de modo geral, ele destacou que ela compreende no anúncio do Evangelho a todos os povos, em suas mais variadas realidades e culturas. O padre salientou ainda que a missão tem o objetivo de integrar todos na comunhão com Deus, testemunhar Cristo ressuscitado, além de promover o Reino de Deus por meio de sua justiça, paz, amor e vida plena. 

Ao longo da apresentação, o padre recordou documentos importantes da Igreja que nos comunicam sobre a missão e a importância dela, como por exemplo este trecho citado pelo padre, retirado do Decreto Ad Gentes: “A Igreja peregrina é, por sua natureza, missionária, visto que tem a sua origem, segundo o desígnio de Deus Pai, na missão do Filho e do Espírito Santo” (Ad Gentes, 1965, n. 2). 

Outros aspectos importantes também foram partilhados ao longo do encontro. O padre afirmou: “A missão é encontro. A primeira atitude do missionário é ir ao encontro do outro com humildade e amor”. Padre Djalmo ainda recordou o que dizia o Papa Francisco: “A realidade é mais importante que a ideia.” (EG,231). Próximo de encerrar sua fala, o padre apontou algumas características fundamentais de um missionário. Essas consistem em estar aberto para acolher o outro, valorizar a escuta e sempre recordar que a alegria do Evangelho é sinal da presença de Deus, como dizia o Papa Francisco. 

Neste ano, a abertura das Missões 2025 acontecerá no dia da Festa da Padroeira da Paróquia Sant’Ana, em Marechal Floriano. Veja a programação a seguir: 

PROGRAMAÇÃO DE ABERTURA DAS MISSÕES – 27 DE JULHO

9h30 – Recepção na Paróquia de Sant’Ana;

10h – Santa Missa de Abertura e Envio para as Missões 

(Presidida por nosso Arcebispo, Dom Angelo Mezzari – RCJ);

12h – Almoço e participação dos Diáconos, Seminaristas e Propedeutas na Festa da Padroeira da Paróquia.

 

Confira alguns registros do encontro:

Fotos: Seminário Arquidiocesano Nossa Senhora da Penha

O Núncio Apostólico é uma “ponte” entre o Sucessor de Pedro e as Igrejas locais, entre a Igreja e os Estados, “entre as feridas
O Núncio Apostólico é uma “ponte” entre o Sucessor de Pedro e as Igrejas locais, entre a Igreja e os Estados, “entre as feridas do mundo e a esperança do Evangelho”, é o que afirma o cardeal secretário de Estado, Pietro Parolin, em entrevista concedida aos meios de comunicação do Vaticano por ocasião do Jubileu da Santa Sé, celebrado hoje (09/06), e na véspera da audiência do Papa Leão XIV com os participantes da peregrinação jubilar e do encontro dos representantes pontifícios.

“O representante pontifício é portador da diplomacia do Evangelho” e tem como dever “empenhar-se na mediação e no diálogo”, tornando-se um semeador de paz: é o que afirma o cardeal secretário de Estado, Pietro Parolin, em entrevista aos meios de comunicação do Vaticano por ocasião do Jubileu da Santa Sé, celebrado nesta segunda-feira, 9 de junho, e na véspera da audiência do Papa Leão XIV com os participantes do Jubileu e do encontro dos representantes pontifícios, programado para amanhã, 10 de junho.

Eminência, o Jubileu da Santa Sé oferece uma ocasião de encontro e um espaço de reflexão sobre como a Igreja se relaciona com o mundo. Que significado isso assume para o Corpo Diplomático da Santa Sé, e em particular para os núncios apostólicos?

O Jubileu da Santa Sé oferece a oportunidade, também para os representantes pontifícios, de viver um momento de unidade. A vida de cada um deles é uma contínua “peregrinação”, sem a possibilidade de se enraizar de forma estável em uma realidade. É uma vida em constante movimento, sim, mas não solitária. Esse Jubileu, portanto, me remete à imagem de uma família que, espalhada pelo mundo mas unida, se reúne em Roma para se estreitar ao redor do Papa.

Nesse reencontro, surge claramente o vínculo entre a dimensão particular e a universal da Igreja: o representante pontifício é, antes de tudo, uma ponte entre o Vigário de Cristo e as comunidades às quais foi enviado, e ao mesmo tempo mantém vivo o laço das Igrejas locais com a Sé Apostólica. Para garantir essa unidade, a Secretaria de Estado desempenha seu papel de coordenação, apoiando a missão dos representantes pontifícios em Roma e no mundo.

Como o senhor disse, os núncios apostólicos representam o Santo Padre junto às Igrejas locais e às autoridades civis. Qual é a especificidade de seu serviço e como conciliam a dimensão pastoral com a diplomática?

Os núncios apostólicos são, certamente, os representantes do Papa junto aos governos nacionais e às instituições supranacionais. Nesse aspecto, sua tarefa é propriamente diplomática: dialogar com as autoridades civis, trabalhar para recompor fraturas, promover a paz, a justiça e a liberdade religiosa, sem buscar interesses particulares, mas guiados por uma visão evangélica do mundo e das relações internacionais. Seu serviço, no entanto, por sua natureza, não pode se reduzir a uma função institucional fria; deve ser sustentado por uma autêntica presença pastoral. O núncio apostólico é, antes de tudo, um homem da Igreja, ele também é Pastor e deve seguir o exemplo de Cristo, o Bom Pastor! Ser Pastor significa estar próximo dos bispos, dos sacerdotes, dos religiosos e das comunidades que se é chamado a servir, tendo sempre um olhar eclesial, ou seja, de sacerdote que sente sobre si a responsabilidade pelos outros. Assim, o núncio apostólico se torna ponte entre o Sucessor de Pedro e as Igrejas locais, entre a Igreja e os Estados, entre as feridas do mundo e a esperança do Evangelho.

Quais qualidades o senhor considera fundamentais para um representante pontifício, especialmente neste momento histórico tão complexo?

Destacaria três. Antes de tudo, a humildade como disposição do coração. Isso permite “fazer-se pequeno” e firme na confiança de que o Senhor, através de nós, possa realizar grandes projetos. Com o aumento do ódio e da violência no mundo, a tendência pode ser ceder a certo pessimismo. Diante de tarefas complexas e inesperadas, confiemos serenamente na graça que acompanha e sustenta a missão.

Ao lado da humildade, o zelo evangélico. O representante pontifício é portador da diplomacia do Evangelho, tem a missão de levar a luz de Cristo até os recantos mais remotos da Terra. E, por fim, ser homens de reconciliação. O trabalho da diplomacia pontifícia é apoiar os esforços do Santo Padre na construção de um mundo cada vez mais voltado para a verdade, a justiça e a paz.

No mundo de hoje, torna-se dever do representante pontifício empenhar-se na mediação e no diálogo, porque somente assim é possível tecer a trama da cooperação internacional e captar até mesmo a mais frágil e escondida vontade das partes pela pacificação. Acolhamos o apelo do Santo Padre para nos tornarmos semeadores de paz, pois o outro — especialmente na diplomacia — não é, antes de tudo, um inimigo, mas um ser humano com quem se deve dialogar.

Em um mundo em constante transformação, como a formação diplomática dos jovens sacerdotes consegue acompanhar os desafios contemporâneos?

A Pontifícia Academia Eclesiástica cuida há trezentos anos da formação dos jovens sacerdotes que se preparam para entrar no serviço diplomático da Santa Sé. A reforma da Academia, recentemente implementada, buscou atualizar e reforçar a formação, para que ela esteja cada vez mais em sintonia com as complexidades do mundo atual. O objetivo desta nova fase da diplomacia vaticana é enviar ao mundo diplomatas que sejam competentes no plano profissional e profundamente animados por um espírito evangélico, conscientes de levar adiante o Magistério petrino como instrumentos de comunhão, semeadores de paz e construtores de relações solidárias e pacíficas entre os povos.

Fonte: publicado no site vaticannews.va