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O Papa Leão XIV deu continuidade às catequeses propostas pelo Papa Francisco e escolheu a parábola do semeador para a reflexão na Audiência Geral
O Papa Leão XIV deu continuidade às catequeses propostas pelo Papa Francisco e escolheu a parábola do semeador para a reflexão na Audiência Geral hoje, 21 de maio de 2025. Leia a matéria publicada no site vaticannews.va.
Na sua primeira Audiência Geral, o Papa retomou o ciclo de catequeses proposto por Francisco para refletir sobre as parábolas. Leão XIV escolheu aquela do semeador e afirmou que “A Palavra de Jesus é para todos, mas atua de uma forma diferente em cada pessoa”, dependendo do solo encontrado, de quando estamos “mais superficiais e distraídos” ou “disponíveis e acolhedores”. Mas “Ele nos ama assim: não espera que nos tornemos o melhor solo, Ele nos dá sempre generosamente a Sua palavra”.

“Estou feliz em receber vocês nesta minha primeira Audiência Geral”, disse o Papa Leão XIV, logo no início da catequese, a sua primeira no encontro semanal e com cerca de 40 mil fiéis na Praça São Pedro. Também é a segunda do ciclo de catequeses jubilares, preparada pelo Papa Francisco e divulgada pela Sala de Imprensa da Santa Sé em 16 de abril, durante o período de convalescença de Bergoglio que veio a falecer 5 dias depois e há exatamente um mês. Francisco tinha o desejo de “refletir sobre algumas parábolas” e Leão XIV retomou o tema “Jesus Cristo, nossa esperança”, escolhido por Bergoglio para este Ano Santo do Jubileu. Nesta quarta-feira (21/05), assim, o Papa meditou sobre a parábola do semeador (ver Mt 13,1-17), que fala da dinâmica e dos efeitos da Palavra de Deus, “e o que ela produz”, que é como semente deitada no terreno do nosso coração e no terreno do mundo.

As provocações e os questionamentos

“Cada parábola conta uma história retirada do quotidiano”, recordou Leão XIV, fazendo “nascer em nós perguntas” como: “onde estou eu nesta história? O que diz esta imagem à minha vida?”. De fato, continuou o Pontífice, “cada palavra do Evangelho é como uma semente lançada no solo da nossa vida”:

“No capítulo 13 do Evangelho de Mateus, a parábola do semeador introduz uma série de outras pequenas parábolas, algumas das quais falam precisamente do que acontece no solo: o trigo e o joio, o grão de mostarda, o tesouro escondido no campo. Então, o que é este solo? É o nosso coração, mas é também o mundo, a comunidade, a Igreja. A palavra de Deus, com efeito, fecunda e provoca toda a realidade.”

Deus, assim, espalha abundantemente a Palavra, ainda que ela nem sempre encontre terreno bom para produzir. “A Palavra de Jesus é para todos, mas atua de uma forma diferente em cada pessoa”, reforçou Leão XIV. “Estamos habituados a calcular as coisas – e às vezes é necessário – mas isso não vale no amor!”. E, apesar de atuar em nós de modo diverso, a Palavra conserva sempre o poder de fecundar as situações da vida de cada um, pois vem de Deus e Ele nunca desiste:

“Jesus nos diz que Deus lança a semente da sua Palavra em todo o tipo de solo, ou seja, em qualquer das nossas situações: ora somos mais superficiais e distraídos, ora deixamo-nos levar pelo entusiasmo, ora somos oprimidos pelas preocupações da vida, mas também há momentos em que estamos disponíveis e acolhedores. Deus está confiante e espera que mais cedo ou mais tarde a semente floresça. Ele nos ama assim: não espera que nos tornemos o melhor solo, Ele nos dá sempre generosamente a Sua Palavra.” 

Leão XIV então, convidou os peregrinos a analisar uma obra de Vincent van Gogh (1853-1890), a do Semeador no Pôr do Sol. O pintor holandês, mundialmente conhecido que chegou a produzir quase 900 telas em menos de 10 dias, pintou um agricultor, com o trigo já maduro e “sob o sol abrasador” que domina a cena de esperança, lembrando que é Deus “quem move a história, mesmo que por vezes pareça ausente ou distante. É o sol que aquece os torrões da terra e faz amadurecer a semente”. E o Papa deixou a sua mensagem final de reflexão:

“Queridos irmãos e irmãs, em que situação da vida nos chega hoje a Palavra de Deus? Peçamos ao Senhor a graça de acolher sempre esta semente que é a sua palavra. E se percebermos que não somos solo fértil, não desanimemos, mas peçamos-Lhe que trabalhe mais em nós para nos tornarmos um solo melhor.”

Leão XIV inicia seu ministério: “É a hora do amor! Olhem para Cristo e aproximem-se Dele” “Fui escolhido sem qualquer mérito e, com temor

Leão XIV inicia seu ministério: “É a hora do amor! Olhem para Cristo e aproximem-se Dele”

“Fui escolhido sem qualquer mérito e, com temor e tremor, venho até vocês como um irmão que deseja fazer-se servo da fé e da alegria”, disse Leão XIV na missa de início de pontificado. O Santo Padre expressou o desejo de uma Igreja unida, que seja fermento para um mundo reconciliado. E se emocionou ao receber o Anel do Pescador.

O Papa Leão XIV presidiu à Santa Missa de início do seu ministério petrino numa Praça São Pedro lotada de fiéis e autoridades civis e religiosas. Antes da cerimônia, o Pontífice passou de papamóvel, pela primeira vez, por entre as 200 mil pessoas presentes, que se aglomeram também na “Via della Conciliazione”, que dá acesso à Praça.

A solene cerimônia teve início dentro da Basílica Vaticana, em oração diante do túmulo do Apóstolo São Pedro, junto com os Patriarcas das Igrejas Orientais. De lá, o Evangeliário, o Pálio e o Anel do Pescador foram levados em procissão para o Altar no adro da Praça São Pedro, enquanto o coro entoava a ladainha de todos os santos.

Após a proclamação do Evangelho, três cardeais das três ordens (diáconos, presbíteros e bispos) aproximaram-se de Leão XIV para o momento das insígnias episcopais “petrinas”: o card. Mario Zenari impôs-lhe o Pálio e o card. Luis Antonio Tagle entregou-lhe o Anel do Pescador, num dos momentos mais tocantes da missa, com o Papa contendo a emoção. A cerimônia prosseguiu com o rito simbólico de “obediência”, prestado ao Papa por doze representantes de todas as categorias do Povo de Deus, provenientes de várias partes do mundo, entre eles, o cardeal brasileiro Jaime Spengler. Na sequência, o Pontífice pronunciou a sua homilia.

“Fui escolhido sem qualquer mérito”

Leão XIV saudou a todos “com o coração cheio de gratidão” e uma das frases mais célebres de Santo Agostinho: «Fizeste-nos para Vós, [Senhor,] e o nosso coração está inquieto enquanto não repousar em Vós» (Confissões, 1,1.1).

O Santo Padre recordou os últimos dias, vividos de maneira intensa com a morte do Papa Francisco, “que nos deixou «como ovelhas sem pastor»”. À luz da ressurreição, enfrentamos este momento e o Colégio Cardinalício reuniu-se para o Conclave para eleger o novo sucessor de Pedro, “chamado a guardar o rico patrimônio da fé cristã e, ao mesmo tempo, ir ao encontro das interrogações, das inquietações e dos desafios de hoje”.

“Fui escolhido sem qualquer mérito e, com temor e tremor, venho até vocês como um irmão que deseja fazer-se servo da fé e da alegria, percorrendo com vocês o caminho do amor de Deus, que nos quer a todos unidos numa única família.”

Nunca ceder à tentação de ser um líder solitário e acima dos outros

Leão XIV ressaltou as duas dimensões da missão que Jesus confiou a Pedro: amor e unidade.

Jesus recebeu do Pai a missão de “pescar” a humanidade para salvá-la das águas do mal e da morte. Esta missão permanece ainda hoje, de lançar sempre e novamente a rede e navegar no mar da vida para que todos se possam reencontrar no abraço de Deus.

Essa tarefa é possível porque Pedro experimentou na própria vida o amor infinito e incondicional de Deus, mesmo na hora do fracasso e da negação. A Pedro, portanto, é confiada a tarefa de «amar mais» e dar a sua vida pelo rebanho.

“O ministério de Pedro é marcado precisamente por este amor oblativo, porque a Igreja de Roma preside na caridade e a sua verdadeira autoridade é a caridade de Cristo. Não se trata nunca de capturar os outros com a prepotência, com a propaganda religiosa ou com os meios do poder, mas se trata sempre e apenas de amar como fez Jesus.”

Para isso, Pedro e seus sucessores devem apascentar o rebanho sem nunca ceder à tentação de ser um líder solitário ou um chefe colocado acima dos outros, tornando-se dominador das pessoas que lhe foram confiadas pelo contrário, deve servir a fé dos irmãos, caminhando com eles.

“Irmãos e irmãs, gostaria que fosse este o nosso primeiro grande desejo: uma Igreja unida, sinal de unidade e comunhão, que se torne fermento para um mundo reconciliado.”

Olhar para Cristo!

No nosso tempo, acrescentou o Santo Padre, ainda vemos demasiada discórdia, feridas causadas pelo ódio, a violência, os preconceitos, o medo do diferente, por um paradigma econômico que explora os recursos da Terra e marginaliza os mais pobres.

“E nós queremos ser, dentro desta massa, um pequeno fermento de unidade, comunhão e fraternidade. Queremos dizer ao mundo, com humildade e alegria: Olhem para Cristo! Aproximem-se Dele! Acolham a sua Palavra que ilumina e consola! Escutem a sua proposta de amor para se tornar a sua única família. No único Cristo somos um.”

Este é o espírito missionário que deve nos animar, acrescentou Leão XIV, sem nos fecharmos no nosso pequeno grupo nem nos sentirmos superiores ao mundo.

“Irmãos, irmãs, esta é a hora do amor!”, concluiu o Papa, exortando a construir uma Igreja missionária, que abre os braços ao mundo e anuncia a Palavra.

“Juntos, como único povo, todos irmãos, caminhemos ao encontro de Deus e amemo-nos uns aos outros.”

Fonte: publicado no site vaticannews.va
Quarenta anos… são anos, são histórias, sacrifícios. São vidas doadas por amor a Deus e ao próximo. O REAME nasceu no coração da Igreja

Quarenta anos… são anos, são histórias, sacrifícios. São vidas doadas por amor a Deus e ao próximo. O REAME nasceu no coração da Igreja para dar respostas concretas às necessidades do povo, especialmente dos mais pobres. Naquele tempo, muitas obras sociais surgiram na Arquidiocese com esse mesmo desejo: fazer ecoar o Evangelho.

Para marcar essa data tão especial, foi celebrada uma missa em ação de graças pelos 40 anos, presidida pelo arcebispo de Vitória, Dom Ângelo Mezzari, que reuniu colaboradores, voluntários, famílias atendidas e representantes das paróquias da região.

Durante a celebração, Dom Ângelo destacou a importância de obras como o REAME na missão evangelizadora da Igreja.
“Se não for com o apoio, com a caridade e a solidariedade do povo de Deus, essas obras não se sustentam. Elas vivem da fé e do compromisso de cada um que se sente Igreja”, afirmou.

O tempo passou, é verdade. Mas a missão permanece. O que move o REAME até hoje é a perseverança de tantas pessoas que acreditaram – e continuam acreditando – que é possível transformar realidades, uma vida de cada vez.

“Essa obra não é de alguns, é de todos nós. É da nossa Igreja. Todos somos responsáveis”, reforçou Dom Ângelo. E é isso que se sente ao visitar o REAME: um pertencimento que vai além das paredes, que toca as famílias, as comunidades vizinhas e todas as paróquias ao redor.

O REAME é presença, é ação concreta, é fé em movimento. Em cada canto, em cada atividade, se constrói dignidade, se desenvolve cidadania, se acolhe com afeto. E quem dá sentido a tudo isso são eles: as crianças e os adolescentes, os grandes protagonistas dessa história.

“As crianças e adolescentes são a nossa maior razão de sermos REAME. São eles que nos lembram, todos os dias, que a esperança é mais forte que qualquer adversidade. Eles são a prova viva de que a educação e o afeto podem transformar realidades”, afirmou com emoção a Presidente e Coordenadora da instituição, Cristina Soprani.

A missão segue firme, mesmo diante dos desafios. E a fé, essa continua sendo a base. A Palavra de Deus inspira e fortalece. A vontade de Deus é clara: que todos sejam salvos, que ninguém se perca. E é nesse caminho que o REAME caminha há 40 anos — levando esperança, promovendo a vida e anunciando, com gestos concretos, o Reino de Deus.

“A fé se torna visível em cada gesto de cuidado, de acolhida, de partilha. O amor e a caridade são frutos da esperança”, recorda Dom Ângelo. E é exatamente isso que se vê por ali: esperança encarnada em rostos, em sorrisos, em mãos estendidas.

Jesus mesmo disse: “Aquele que crê em mim fará as obras que eu faço, e fará ainda maiores” (Jo 14,12). Pois bem. O REAME é uma dessas obras maiores. Um lugar onde o amor de Deus se manifesta todos os dias. Onde a vida é protegida, cuidada e promovida.

Parabéns, REAME, pelos 40 anos de caminhada. Que venham muitos outros. E que essa obra continue sendo sinal do amor de Deus no meio de nós. Sustentada pela fé, impulsionada pela caridade e fortalecida pela esperança.

HISTÓRIA DO REAME

Criado em 1985 o Projeto Reame ganhou sua primeira sede própria no bairro Tiradentes, em Cariacica, em 1987 e desde então realiza um trabalho diário de acolhimento de crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social. O objetivo deste trabalho social é oferecer aos atendidos uma rede de proteção, de garantia de oportunidades e de desenvolvimento de laços comunitários.

Desde 1997 o projeto passou a funcionar no bairro Cruzeiro do Sul, também em Cariacica, e hoje atende a 95 meninos e meninas entre os 6 e os 15 anos. É mantido pela Paróquia do Bom Pastor de Campo Grande, por parcerias com empresas, governo e organizações não governamentais.

O projeto oferece oficinas de capoeira, esportes, jogos cooperativos, informática, arte e cultura, recreação e atividades pedagógicas, que acontecem nos períodos de contraturno escolar, de segunda a quinta-feira. Orientações, encaminhamentos e outros tipos de auxílio também são feitos junto às famílias. Além disso, o projeto visa estar inserido no cotidiano da comunidade, desenvolvendo atividades como o projeto de capoeira, que funciona desde 2002.

O Papa Leão XIV recebeu em audiência na Sala Clementina, nesta sexta-feira (16/05), no Vaticano, os membros do Corpo Diplomático acreditado junto à Santa Sé.
Foto: Vaticano News

O Papa Leão XIV recebeu em audiência na Sala Clementina, nesta sexta-feira (16/05), no Vaticano, os membros do Corpo Diplomático acreditado junto à Santa Sé.

Depois de cumprimentar ao embaixador de Chipre, George Poulides, Decano do Corpo Diplomático, por suas palavras em nome de todos, o Papa agradeceu as várias mensagens de felicitações recebidas após sua eleição, bem como as de condolências pelo falecimento do Papa Francisco, que vieram também de países com os quais a Santa Sé não mantém relações diplomáticas.

Diplomacia pontifícia, expressão da catolicidade da Igreja

“No nosso diálogo, gostaria que prevalecesse sempre o sentido de família – a comunidade diplomática representa, com efeito, toda a família dos povos – partilhando as alegrias e as tristezas da vida e os valores humanos e espirituais que a animam”, disse Leão XIV, acrescentando:

A diplomacia pontifícia é realmente expressão da própria catolicidade da Igreja e, na sua ação diplomática, a Santa Sé é animada por uma urgência pastoral que a impele a intensificar a sua missão evangélica ao serviço da humanidade, e não a procurar privilégios.

“Essa ação combate toda a indiferença e chama continuamente a consciência, como o fez incansavelmente o meu venerado Predecessor, sempre atento ao grito dos pobres, dos necessitados e dos marginalizados, bem como aos desafios que marcam o nosso tempo, desde a salvaguarda da criação até à inteligência artificial.”

A seguir, o Papa sublinhou três palavras-chave, que constituem os pilares da ação missionária da Igreja e do trabalho da diplomacia da Santa Sé: pazjustiça e verdade.

A paz constrói-se no coração e a partir do coração

Paz. “Demasiadas vezes pensamos nela como uma palavra “negativa”, ou seja, como uma mera ausência de guerra e de conflito, visto que o confronto faz parte da natureza humana e acompanha-nos sempre, levando-nos demasiadas vezes a viver num “estado de conflito” constante: em casa, no trabalho, na sociedade. A paz parece então uma simples trégua, uma pausa de repouso entre uma disputa e outra, porque, por mais que nos esforcemos, as tensões estão sempre presentes, um pouco como as brasas a arder sob as cinzas, prontas a reacender-se a qualquer momento”, sublinhou.

“Na perspectiva cristã – como na de outras experiências religiosas – a paz é, principalmente, um dom: o primeiro dom de Cristo: “Dou-vos a minha paz”. A paz constrói-se no coração e a partir do coração, erradicando o orgulho e as pretensões, e medindo a linguagem, pois também com as palavras se pode ferir e matar, não só com as armas.”

“Nesta ótica, considero fundamental a contribuição que as religiões e o diálogo inter-religioso podem dar para promover contextos de paz”, e a “abertura sincera ao diálogo, animada pelo desejo de encontro e não de confronto”, disse ainda Leão XIV, ressaltando “a vontade de deixar de produzir instrumentos de destruição e de morte, porque, como recordou o Papa Francisco na sua última Mensagem Urbi et Orbi: “Não é possível haver paz sem um verdadeiro desarmamento! A necessidade que cada povo sente de garantir a sua própria defesa não pode transformar-se numa corrida generalizada ao armamento””.

O Papa com os membros do Corpo Diplomático acreditado junto à Santa Sé
Foto: Vaticano News
Favorecer contextos em que a dignidade de cada pessoa é protegida

A seguir, passou para a segunda palavra: justiça. Segundo Leão XIV, “a busca da paz exige a prática da justiça. Como já referi, escolhi o meu nome pensando principalmente em Leão XIII, o Papa da primeira grande encíclica social, a Rerum novarum. Na mudança de época que estamos vivendo, a Santa Sé não pode deixar de fazer ouvir a sua voz perante os numerosos desequilíbrios e injustiças que conduzem, entre outras coisas, a condições indignas de trabalho e a sociedades cada vez mais fragmentadas e conflituosas. É necessário também esforçar-se para remediar as desigualdades globais, que veem a opulência e a indigência traçar sulcos profundos entre continentes, países e mesmo no interior de cada sociedade”.

“Cabe aos responsáveis governamentais esforçarem-se por construir sociedades civis harmoniosas e pacíficas.”

Isto pode ser feito, principalmente, investindo na família, fundada na união estável entre o homem e a mulher, uma “sociedade muito pequena certamente, mas real e anterior a toda a sociedade civil”. Além disso, ninguém pode deixar de favorecer contextos em que a dignidade de cada pessoa é protegida, especialmente a das mais frágeis e indefesas, do nascituro ao idoso, do doente ao desempregado, seja ele cidadão ou imigrante.

“A minha própria história é a de um cidadão, descendente de imigrantes, que por sua vez emigraram. Cada um de nós, ao longo da vida, pode encontrar-se saudável ou doente, empregado ou desempregado, na sua terra natal ou numa terra estrangeira: a nossa dignidade, no entanto, permanece sempre a mesma, a de uma criatura querida e amada por Deus”, sublinhou.

Por fim, a terceira palavra: verdade. Segundo o Pontífice, “não é possível construir relações verdadeiramente pacíficas, mesmo no seio da comunidade internacional, sem a verdade. Quando as palavras assumem conotações ambíguas e ambivalentes e o mundo virtual, com a sua percepção alterada da realidade, toma a frente sem medida, é difícil construir relações autênticas, uma vez que se perdem as premissas objetivas e reais da comunicação”. ”

“A verdade não nos aliena, mas permite-nos enfrentar com maior vigor os desafios do nosso tempo, como as migrações, o uso ético da inteligência artificial e a preservação da nossa querida Terra. São desafios que exigem o empenho e a cooperação de todos, pois ninguém pode pensar em enfrentá-los sozinho.”

O Papa recordou que seu ministério “começa no coração de um ano jubilar, dedicado de modo especial à esperança”.

“É um tempo de conversão e de renovação e, sobretudo, uma oportunidade para deixar para trás os conflitos e iniciar um novo caminho, animado pela esperança de poder construir, trabalhando juntos, cada um segundo as suas sensibilidades e responsabilidades, um mundo em que todos possam realizar a sua humanidade na verdade, na justiça e na paz. Espero que isto possa acontecer em todos os contextos, começando pelos mais provados, como a Ucrânia e a Terra Santa.”

Por fim, Leão XIV agradeceu ao Corpo Diplomático acreditado junto à Santa Sé por todo o trabalho que faz para construir pontes entre os seus países e a Santa Sé.

Matéria: Mariangela Jaguraba - Vatican News
Fotos: Vaticano News
Em um encontro marcado pela fé, escuta e esperança, Thiago Souza e Dom Andherson partilham a Palavra de Deus, conduzindo uma conversa inspiradora sobre o

Em um encontro marcado pela fé, escuta e esperança, Thiago Souza e Dom Andherson partilham a Palavra de Deus, conduzindo uma conversa inspiradora sobre o Jubileu de Esperança.

Mais do que um diálogo, foi um verdadeiro momento de comunhão, onde a experiência pastoral e a vivência do Evangelho se encontraram para lançar luz sobre o sentido do Jubileu: um tempo de renovação, perdão e recomeço. Dom Andherson, com sua sabedoria e sensibilidade, conduziu a reflexão com palavras que tocaram o coração.

Que este encontro nos inspire a viver o Jubileu como um chamado à conversão, à fraternidade e ao compromisso com o Reino de Deus!

A Colegiada (reunião que congrega o bispo auxiliar, coordenador de pastoral, coordenadores de comissões e de área pastoral), aconteceu na manhã de hoje, 15

A Colegiada (reunião que congrega o bispo auxiliar, coordenador de pastoral, coordenadores de comissões e de área pastoral), aconteceu na manhã de hoje, 15 de maio de 2025 com o propósito de elaborar propostas que permitam o avanço dos passos com relação à participação da Arquidiocese de Vitória no processo sinodal que a Igreja Católica vem realizando há alguns anos. Foram diversas etapas no sentido da escuta aos fieis e agora a Igreja se prepara para iniciar uma nova etapa neste processo. A discussão foi bastante intensa e participativa, mas caberá ao COPAV, Conselho Pastoral da Arquidiocese de Vitória conectar a nova etapa do Sínodo com as agendas, experiências e processos já consolidados na caminhada arquidiocesana.

Dom Andherson Franklin, bispo auxiliar de Vitória introduziu o assunto lembrando que a falta de diretrizes da CNBB, Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, “trazem prejuízo às dioceses e arquidioceses, porém acentuou que o pedido de dom Ângelo é para que revisitemos os espaços sinodais que ao longo da história fomos construindo”. ‘Somos chamados a rever e revisitar os espaços que já temos e como nos colocamos nesses espaços, pensar nos vínculos de comunhão e refletir sobre como os vivenciamos”, disse dom Andherson.

Pe. Claudio Moreira, coordenador de pastoral da Arquidiocese apresentou a agenda de atividades próximas:

  • Live com o arcebispo, dom Ângelo no dia 30 de maio, direto da Catedral de Vitória após a missa das 18h. A Live será para apresentar os materiais impressos e digitais que estão sendo produzidos sobre o Jubileu, com instruções para os fiéis que queiram fazer peregrinações individuais ou em grupo às igrejas designadas para esse fim, e, também, recomendações para obter a indulgência.
  • Estão sendo produzidos vídeo-aulas sobre o DoCat, o catecismo para jovens. As mesmas deverão ser disponibilizadas no mês de junho, ocasião em que serão enviados às paróquias exemplares do documento e indicações de como assistir às aulas. O material está sendo produzido pelos alunos da Escola de Fé e Política da Arquidiocese de Vitória e será uma aula para cada capítulo do catecismo.
  • No mês de agosto a Arquidiocese recebe as relíquias e uma réplica da imagem de São Vicente. As mesmas percorrerão algumas paróquias com o objetivo de animar e divulgar o carisma de São Vicente e trabalho dos Vicentinos.
  • No dia 17 de julho, dom Andherson Franklin fará uma Live para aprofundamento dos conceitos do jubileu.
  • Padre Claudio informou ainda que os materiais impressos sobre o Jubileu serão disponibilizados e enviados para todas as paróquias em junho, e acrescentou que a agenda com os locais de peregrinação e horários para atendimento aos fiéis estarão na mesma data  no site da Arquidiocese. www.aves.org.br
  • Em novembro comemoramos 50 anos do 1º Intereclesial que aconteceu em Vitória. Para essa ocasião será disponibilizado um roteiro para um tríduo de oração a ser realizado em todas as comunidades

Entre as informações sobre Comissões e Áreas Pastorais, destacam-se a pesquisa realizada pela Comissão Bíblico-catequética com dados sobre o número de catequistas e catequisandos, formação outras informações que ainda estão sendo organizadas.

  • Catequistas de batismo: 1289
  • Catequistas de crianças e adolescentes: 2717
  • Catequistas de jovens e adultos: 789
  • Catequistas de catecumenato: 275
  • Catequistas de círculo Bíblico:822
  • TOTAL: 5892 catequistas
  • Crianças na catequese: 13.714
  • Adolescentes na perseverança: 3.099
  • Jovens e adultos na catequese: 4.770
  • Catecúmenos em Catecumenato: 1.057 (quando feita a pergunta, em 19/03/2025)
  • TOTAL: 22.640
  • Grupos de círculo bíblico: 472 grupos
  • Batizados em 2024: 3.368

Algumas datas foram lembradas para que sejam divulgadas:

  • 28 de junho – formação sobre o Jubileu da Esperança para o Laicato
  • 24 de maio – peregrinação da área Benevente ao Santuário de Anchieta
  • 15 de novembro – peregrinação da Área Benevente à igreja Nossa Senhora da Conceição em Alfredo Chaves
  • 31 de maio encontro de jovens de Cariacia/Viana com pe. Sandro na paróquia Bom Pastor em Campo Grande
  • 31 de setembro visita de dom Ângelo à área Pastoral Cariacica/Viana
  • 19 de outubro peregrinação e mutirão de confissões da Área Cariacica/Viana no Santuário Bom Pastor em Campo Grande
  • A visita que dom Ângelo fará às paróquias da Área Serra/Fundão no segundo semestre
  • O encontro de comunicação organizado pela Área Serrana e aberto a outras Áreas Pastorais
  •  A peregrinação  jubilar da Área Serrana com dom Ângelo em 25 de outubro

Ficou como “tarefa de casa” ajudar o pe. Kelder a pensar o jubileu com os pobres parea o Dia Mundial dos Pobres.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O Papa Leão XIV, há quase uma semana da sua eleição como Sucessor de Pedro, encontrou os 5 mil participantes do Jubileu das Igrejas Orientais na

O Papa Leão XIV, há quase uma semana da sua eleição como Sucessor de Pedro, encontrou os 5 mil participantes do Jubileu das Igrejas Orientais na Sala Paulo VI, no Vaticano. A audiência nesta quarta-feira, 14 de maio, marcou o dia de encerramento de mais um jubileu temático, o de número 13 deste Ano Santo da Esperança, que desde terça-feira, 12, reuniu fiéis e representantes das Igrejas Orientais Católicas, patriarcas e metropolitas de mais de 10 países, inclusive do Brasil, presentes na audiência com bandeiras do país. Durante dois dias, os participantes celebraram a Divina Liturgia em diferentes ritos, como aquele etíope, armeno, copto e sírio-oriental. Durante a tarde desta quarta-feira, 14, os peregrinos concluem o jubileu com aquela em rito bizantino na Basílica de São Pedro.

E uma das primeiras audiências do Pontificado, Leão XIV acolheu os fiéis orientais com uma saudação que o “Oriente cristão repete incasavelmente neste tempo pascal” de fé e esperança sobre a Ressureição de Jesus – “o fundamento indestrutível”: “Cristo ressuscitou. Ressuscitou verdadeiramente!”. O Papa direcionou o olhar, assim, aos “irmãos e irmãs do Oriente, onde nasceu Jesus”, descrevendo-os como “preciosos” pela diversidade de proveniência, história e sofrimentos.

O perigo de se perder o patrimônio das Igrejas Orientais

“São Igrejas que devem ser amadas”, citando o Papa Francisco, pelos “tesouros inestimáveis”, pela “vida cristã, sinolidade e liturgia”; com “um papel único e privilegiado”, como escreveu também João Paulo II. Já Leão XIII, recordou ainda o Papa, “foi o primeiro a dedicar um documento específico à dignidade das Igrejas” Orientais pela “legítima diversidade da liturgia e da disciplina orientais”. Na Carta Orientalium Dignitas (30 de novembro de 1894), Leão XIII também demonstrou uma preocupação que ainda é atual, pelo fato de muitos fiéis orientados serem “forçados a fugir dos seus território de origem por causa da guerra e perseguições, da instabilidade e pobreza”, correndo o risco de, “ao chegarem no Ocidente, de perder, além da pátria, também a própria identidade religiosa. E, assim, com o passar das gerações, se perde o inestimável patrimônio das Igrejas Orientais”.

Junto a Leão XIII, o Papa se uniu em um apelo  aos “cristãos — orientais e latinos — que, especialmente no Oriente Médio, perseverem e resistam nas suas terras, mais fortes do que a tentação de abandoná-las. Aos cristãos é preciso dar a oportunidade, não apenas com palavras, de permanecer nas suas terras com todos os direitos necessários para uma existência segura. Peço a vocês que se empenhem para isso!”. Uma preservação dos ritos orientais que deve ser promovida “sobretudo na diáspora”, disse o Pontífice. Um pedido dirigido inclusive ao Dicastério para as Igrejas Orientais: “de me ajudar a definir princípios, normas e diretrizes por meio dos quais os Pastores latinos possam apoiar concretamente os católicos orientais da diáspora a preservar as suas tradições vivas e a enriquecer com a sua singularidade o contexto em que vivem”.

“A Igreja precisa de vocês. Quão grande é a contribuição que o Oriente cristão pode nos dar hoje! Como temos necessidade de recuperar o sentido do mistério, tão vivo nas liturgias de vocês, que envolvem a pessoa humana na sua totalidade, cantam a beleza da salvação e inspiram o estupor pela grandeza divina que abraça a pequenez humana!”

Leão XIV e Santa Sé juntos para promover a paz

O discurso de Leão XIV, então, se dirigiu fortemente por mais um apelo pela paz: “não tanto aquele do Papa, mas o de Cristo, que repete: ‘a paz esteja convosco’”. Uma paz tão necessária “da Terra Santa à Ucrânia, do Líbano à Síria, do Oriente Médio ao Tigré e ao Cáucaso, quanta violência!”, lamentou o Papa, que também convidou a rezar “por essa paz, que é reconciliação, perdão, coragem para virar a página e recomeçar”. A Igreja, insistiu o Pontífice, “não se cansará de repetir: silenciem as armas”:

“Farei todo o possível para que essa paz se difunda. A Santa Sé está à disposição para que os inimigos se encontrem e se olhem nos olhos, para que os povos redescubram a esperança e a dignidade que merecem, a dignidade da paz. Os povos querem a paz, e eu, com o coração na mão, digo aos líderes das nações: encontremo-nos, dialoguemos, negociemos! A guerra nunca é inevitável, as armas podem e devem silenciar, pois não resolvem os problemas, mas os aumentam; porque entrará para a história quem semeará paz, não quem que criará vítimas; porque os outros não são, antes de tudo, inimigos, mas seres humanos: não vilões a serem odiados, mas pessoas com quem falar.”

Fonte: Vaticano News

Foto Capa: Vaticano News

Confira a audiência na íntegra:

Na manhã desta quarta–feira, 14 de maio, os presbíteros da Arquidiocese de Vitória, convocados por dom Ângelo Mezzari, participam de um encontro especial para

Na manhã desta quartafeira, 14 de maio, os presbíteros da Arquidiocese de Vitória, convocados por dom Ângelo Mezzari, participam de um encontro especial para partilhar e discernir os próximos passos da Igreja particular de Vitória.

A programação teve início com a celebração da Santa Missa. Em seguida, a reunião foi conduzida por dom Andherson Franklin, bispo auxiliar, que propôs uma profunda reflexão sobre o documento final da XIV Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos, convocado pelo Papa Francisco, com o tema: Por uma Igreja sinodal: comunhão, participação e missão.”

O encontro reforça o compromisso da arquidiocese com o processo sinodal e com a escuta, o discernimento comunitário e a corresponsabilidade pastoral.