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Um casamento simples, marcado pela fé, pelo amor e pela solidariedade. Essa foi a escolha de um casal que decidiu celebrar sua união de

Um casamento simples, marcado pela fé, pelo amor e pela solidariedade. Essa foi a escolha de um casal que decidiu celebrar sua união de forma inusitada, mas profundamente cristã: em vez de presentes, pediram cestas básicas para doar a quem mais precisa.

Tudo começou em 2019, quando Luiza e Davi Cinelli passaram a morar juntos. Luiza havia sido batizada, mas estava afastada da vivência da católica. Ele, por outro lado, sequer sabia que Jesus Cristo era o Filho de Deus. Foi em meados de 2024 que a história deles tomou um novo rumo, impulsionada por acontecimentos que despertaram um forte desejo de conversão.

Luiza restabeleceu seu vínculo com Deus por meio da chamada “Confissão da vida toda”, um gesto profundo de reconciliação. Enquanto isso, ele iniciou o catecumenato — o caminho de preparação para adultos que desejam ingressar na vida cristã —, recebendo os sacramentos do Batismo, Crisma e Primeira Comunhão em uma mesma celebração, no dia 19 de abril de 2025.

A transformação espiritual trouxe também o desejo de regularizar a união diante da Igreja. O casal começou a namorar em 2017, unificou suas finanças em 2021 e teve a filha, Vitória, em 2022. A convivência, o companheirismo e a construção de uma família eram realidades; mas faltava o Sacramento do Matrimônio, a bênção de Deus sobre a vida a dois.

Não queríamos festa, presentes, nada disso. Desejávamos algo simples, modesto e cercado apenas das pessoas mais importantes para nós”, relata Davi. Foi então que, após semanas de reflexão conjunta, surgiu uma ideia generosa: realizar um casamento beneficente, pedindo aos convidados cestas básicas no lugar de presentes. “temos o necessário para viver com dignidade. Por que não transformar esse momento em uma oportunidade de ajudar quem precisa?”, pensaram.

Com o apoio do padre Éder Hoffman e da Pastoral Familiar, tudo se organizou com naturalidade. A cerimônia foi realizada na Igreja, às 11h30. Em um gesto ainda mais simbólico, logo após o casamento, a filha do casal foi batizada. A celebração se encerrou com um almoço simples, encerrando por volta das 14h30 — sem luxo, mas repleta de significado.

Sentimos que deixamos o mundo um pouco mais justo e equilibrado quando fazemos uma doação. Fazemos porque é o certo, porque tentamos viver o Evangelho e seguir os ensinamentos de Jesus. Tão simples quanto isso”, comentou Davi.

O gesto do casal toca profundamente em um tempo marcado pelo individualismo e pela ostentação. Seu testemunho de e solidariedade nos lembra que o verdadeiro sentido do amor está na doação, na partilha e na busca constante por uma vida alinhada com os valores do Evangelho.

O Papa Leão XIV encontrou-se hoje, 12 de maio de 2025, com a imprensa mundial. Leia a matéria publicada no site vaticannews.va. “Dou-lhes as
O Papa Leão XIV encontrou-se hoje, 12 de maio de 2025, com a imprensa mundial. Leia a matéria publicada no site vaticannews.va.

“Dou-lhes as boas-vindas, representantes da mídia de todo o mundo. Agradeço o trabalho que realizaram e realizam neste tempo que, para a Igreja, é essencialmente um tempo de Graça.”

Depois dessas palavras de boas-vindas no início de seu discurso, Leão XIV prosseguiu, citando o “Sermão da Montanha”, no Evangelho de Mateus, em que Jesus proclamou: “Felizes os que promovem a paz”.

O modo como comunicamos é de fundamental importância

Segundo o Pontífice, esta é uma bem-aventurança que nos interpela a todos e chama quem trabalha nos meios de comunicação “ao compromisso de levar adiante uma forma de comunicação diferente, que não busque o consenso a todo custo, não se revista de palavras agressivas, não abrace o modelo da competição, não separe nunca a busca da verdade do amor com que devemos humildemente buscá-la”.

“A paz começa em cada um de nós: no modo como olhamos os outros, ouvimos os outros, falamos dos outros. Neste sentido, o modo como comunicamos é de fundamental importância: devemos dizer “não” à guerra das palavras e das imagens, devemos rejeitar o paradigma da guerra.”

A solidariedade da Igreja aos jornalistas presos

A seguir, Leão XIV reiterou “a solidariedade da Igreja aos jornalistas presos por terem buscado e relatado a verdade”, pedindo sua libertação.

“A Igreja reconhece nestas testemunhas, penso naqueles que relatam a guerra mesmo à custa da própria vida, a coragem de quem defende a dignidade, a justiça e o direito dos povos à informação, porque só os povos informados podem fazer escolhas livres. O sofrimento destes jornalistas presos interpela a consciência das Nações e da Comunidade internacional, chamando-nos a todos a salvaguardar o bem precioso da liberdade de expressão e de imprensa.”

Agradecimento pelo “serviço à verdade”

A seguir, Leão XIV agradeceu aos comunicadores pelo seu “serviço à verdade”.

“Vocês estiveram em Roma nestas semanas para contar a Igreja, a sua variedade e, ao mesmo tempo, a sua unidade. Vocês acompanharam os ritos da Semana Santa; depois, contaram a história da dor pela morte do Papa Francisco, que, no entanto, ocorreu à luz da Páscoa. Essa mesma fé pascal nos introduziu no espírito do Conclave, que os viu particularmente ocupados em dias cansativos; e, também nessa ocasião, vocês conseguiram narrar a beleza do amor de Cristo que nos une a todos e nos torna um só povo, guiados pelo Bom Pastor.”

Uma comunicação capaz de nos tirar da “Torre de Babel”

Leão XIV recordou, em seu discurso, que “vivemos tempos difíceis de percorrer e contar, que são um desafio para todos nós e dos quais não devemos fugir. Pelo contrário, pedem a cada um de nós, em nossos diferentes papéis e serviços, para nunca ceder à mediocridade. A Igreja deve aceitar o desafio dos tempos e, da mesma forma, não pode haver comunicação e jornalismo fora do tempo e da história. Como nos lembra Santo Agostinho, que disse: «Vivamos bem e os tempos serão bons. Nós somos os tempos»”.

Segundo o Papa Leão XIV, “um dos desafios mais importantes hoje é promover uma comunicação capaz de nos tirar da “Torre de Babel” em que às vezes nos encontramos, da confusão de linguagens sem amor, muitas vezes ideológicas ou tendenciosas. Por isso, o seu serviço, com as palavras que vocês usam e o estilo que vocês adotam, é importante“.

Comunicação, criação de ambientes humanos e digitais

“A comunicação, de fato”, disse o Pontífice, “não é apenas a transmissão de informações, mas a criação de uma cultura, de ambientes humanos e digitais que se tornam espaços de diálogo e discussão”.

“Olhando para a evolução tecnológica, essa missão se torna ainda mais necessária. Penso, em particular, na inteligência artificial com seu imenso potencial, que exige, no entanto, responsabilidade e discernimento para orientar os instrumentos para o bem de todos, para que possam produzir benefícios para a humanidade. Essa responsabilidade diz respeito a todos, na proporção da idade e dos papéis sociais.”

Queridos amigos, com o tempo aprenderemos a conhecer-nos melhor. Vivemos, podemos dizer juntos, dias realmente especiais”, partilhados “por todos os meios de comunicação: TV, rádio, internet, redes sociais”.

Desarmar a comunicação do ódio e do preconceito

“Gostaria que cada um de nós pudesse dizer deles que eles nos revelaram um pouco do mistério da nossa humanidade e que nos deixaram um desejo de amor e de paz”, disse o Papa Leão XIV, recordando o convite do Papa Francisco em sua última mensagem para o próximo Dia Mundial das Comunicações Sociais, celebrado em 1º de junho próximo:

“Desarmemos a comunicação de todo preconceito, rancor, fanatismo e ódio; purifiquemo-la da agressividade. Não precisamos de uma comunicação estrondosa e muscular, mas de uma comunicação capaz de ouvir, de acolher a voz dos frágeis que não têm voz. Desarmemos as palavras e ajudaremos a desarmar a Terra. Uma comunicação desarmada e desarmante permite-nos partilhar uma visão diferente do mundo e agir de modo coerente com a nossa dignidade humana.”

“Vocês estão na linha de frente narrando conflitos e esperanças de paz, situações de injustiça e pobreza, e o trabalho silencioso de muitos por um mundo melhor. Por isso, peço-lhes que escolham com consciência e coragem o caminho da comunicação da paz”, concluiu o Papa Leão XIV.

Três eventos aconteceram hoje na Catedral de Vitória para celebrar a esperança: o envio de missionários para a missão Laguna Negra, em Lábrea, a

Três eventos aconteceram hoje na Catedral de Vitória para celebrar a esperança: o envio de missionários para a missão Laguna Negra, em Lábrea, a peregrinação jubilar dos vocacionados e a peregrinação jubilar da paróquia Nossa Senhora das Graças em Jucutuquara, Vitória. Vocacionados, seminaristas, religiosos e religiosas participaram da peregrinação dos vocacionados, dentro da programação do Ano Jubilar da Esperança que estamos vivendo este ano, comemorando os 2025 anos do nascimento de Jesus.

O ponto de partida foi a igreja São Gonçalo de onde os fiéis partiram caminhando rumo à Catedral. Pe. Marcio Ferreira e pe. Abel Andrade acompanharam a caminhada após um breve momento de oração e concelebraram com dom Ângelo Mezzari, arcebispo de Vitória, a missa às 18h.

Na Catedral, os missionários da esperança acenderam velas no círio pascal, receberam a bênção e uma cruz, das mãos do Arcebispo, que ao colocá-la no pescoço dirigiu palavras a cada missionário individualmente e os encorajou para a missão. Os missionários são profissionais de saúde que dedicam um período a atender e cuidar das comunidades ribeirinhas na Prelazia de Lábrea, Igreja-irmã da Arquidiocese de Vitória, percorrendo a região no barco Laguna Negra.

Durante a homilia, dom Ângelo, lembrando que amanhã celebramos o Bom Pastor, referiu-se à oração da coleta que diz: “Ó Deus Eterno e Todo-Poderoso, que a fragilidade do rebanho encontre a fortaleza do Pastor”, recordando que Jesus é o nosso Pastor e nos sustenta em todas as situações. Depois o Arcebispo lembrou três frases da carta escrita pelo Papa Francisco para o Dia de Oração pelas Vocações que a Igreja celebra neste domingo: 1. Somos chamados a acolher a vida como vocação. 2. Precisamos ajudar a discernir a vocação. 3. É preciso que a Igreja acompanhe as vocações.

 

No coração da Capela Sistina, diante dos cardeais que o elegeram, o Papa Leão XIV pronunciou sua primeira homilia com a força serena de
Foto: Vaticano News

No coração da Capela Sistina, diante dos cardeais que o elegeram, o Papa Leão XIV pronunciou sua primeira homilia com a força serena de quem sabe que carrega não apenas um título, mas uma missão: renovar a esperança da Igreja no mundo de hoje. Com palavras que ecoam o Evangelho e tocam o cotidiano das nossas vidas, ele nos convida a reconhecer as maravilhas de Deus mesmo em tempos de incerteza.

O novo Sucessor de Pedro nos fala sobre identidade, fé, missão e humildade. Ele recorda que a verdadeira grandeza da Igreja está na santidade de seus membros, e não em suas estruturas. E mais: denuncia com clareza os desafios de uma ridicularizada ou superficial, chamando todos os fiéis — especialmente os que exercem liderança — a desaparecer para que Cristo apareça.

Leia e medite essa homilia com o coração aberto. Ela não é apenas um discurso inaugural, mas um verdadeiro programa espiritual para a Igreja de nosso tempo.

Para agradecer pela eleição do Papa Leão XIV, o sucessor do Papa Francisco, eleito hoje, 08 de maio de 2025 no segundo dia do

Para agradecer pela eleição do Papa Leão XIV, o sucessor do Papa Francisco, eleito hoje, 08 de maio de 2025 no segundo dia do conclave e rezar por sua missão, o arcebispo de Vitória, dom Ângelo Mezzari, presidiu uma missa na Catedral de Vitória às 18h, um gesto de comunhão com toda a Igreja Católica no mundo.

Durante a missa, dom Ângelo acentuou que toda a Igreja está unida ao Papa e reza pela sua missão e pediu que os fiéis assumam o compromisso da fidelidade. Leia abaixo a homilia feita por dom Ângelo.

Homilia

Amados irmãos, amadas irmãs, nós que estamos aqui na nossa Catedral, também os que nos acompanham pela nossa Rádio América, esta Eucaristia, nesta noite, quer ser a expressão de nossa Arquidiocese de louvor e de gratidão a Deus. Hoje ouvimos aquela palavra tão bonita, como é que é? Habemus Papam – Temos o Papa. Não há nada na nossa história, na história da Igreja, como essa expressão. A sucessão apostólica, os sucessores de Pedro, uma história de mais de dois mil anos, que muitas vezes não se consegue compreender esse grande mistério do amor de Deus em Cristo, que fundou a sua Igreja, pois como Ele mesmo disse, tu és Pedro e sobre esta pedra vou edificar a minha Igreja. E nada, nada, nada vai destruí-la. Por isso ela sobrevive e continua, porque estamos unidos em Cristo e com o nosso Papa. Por isso, hoje vivemos esse momento de tanta alegria. Vivemos o luto na gratidão ao Papa Francisco e agora vivemos a alegria e a esperança do novo Papa, que Deus nos enviou através dessa mediação tão bela do Colégio dos Cardeais, que lá no silêncio, na oração, naquele discernimento, nesses dias e sobretudo ontem e hoje no conclave, puderam então ver e discernir à luz da sua consciência, da sua responsabilidade, quem seria aquele dentre eles que poderia ser o novo Papa, o pastor da Igreja, bispo de Roma, e pastor da Igreja como bispo de Roma, de toda a Igreja Católica. Por isso, todos nós exultamos ao ver aquela fumaça branca, o soar dos sinos, como aqui na Catedral e em todas as igrejas, nesse repicar tão belo, nessa profusão que hoje que as mídias e os meios de comunicação permitem, de imediatamente ver a figura, o rosto, de contemplar então quem é esse homem, de onde ele veio, qual é a sua história, e aí vemos uma história tão bonita, de amor, de dedicação à Igreja. 

Sabemos que o Papa, antes de qualquer outra coisa, é alguém que é chamado como Pedro a amar profundamente Jesus Cristo e amar a sua Igreja a ponto de dar a vida por ela. Eis aí o nosso Papa, Robert Francis Prevost, que agora se dá o nome de Leão XIV, um nome forte também, e que tem também o seu sentido e o seu significado. Por isso, hoje, nós todos, em nossa Arquidiocese, com as outras Igrejas particulares, em comunhão com a Igreja de Roma, com o novo bispo de Roma  que é então o nosso Papa, nós estamos unidos, estamos em comunhão. Iremos hoje aqui com essa Eucaristia, cujo centro é a pessoa de Jesus, a sua palavra, o seu corpo e sangue, como vimos no Evangelho, o pão da vida, o pão vivo, que desceu dos céus, que é para a nossa vida, expressar essa nossa unidade, a nossa comunhão, a nossa fidelidade, a nossa disponibilidade, em continuar sendo a Igreja de Jesus Cristo que caminha em união e em comunhão com o Papa, a serviço da Evangelização. 

Cada um de nós que está aqui, é um pouco essa expressão de todas as nossas paróquias e comunidades, onde também nossos padres, nossos párocos, sacerdotes, comunidades, estão  reunidos, (3:47) celebrando hoje, agradecendo a Deus. Nas orações eucarísticas, já colocando em comunhão com o nosso Papa Leão XIV. Rapidinho a gente aprende, não é? como foi o Papa Francisco, então rapidinho, num instante, a gente já aprende. 

Talvez, à luz da palavra de Deus, onde Cristo, no discurso do pão da vida se apresenta como verdadeiramente aquele que é o pão da vida, poderíamos acolher aquela primeira saudação do nosso Papa: A paz esteja convosco. A saudação pascal, a saudação do Cristo vivo e ressuscitado. O Papa reforçou bem essa paz, também, nos recordando a última benção do Papa Francisco, no dia da Páscoa. Convocando-nos a levarmos a vivermos a paz, a construir pontes e a levar essa esperança da paz e da unidade. Cristo, somente em Cristo nós poderemos alcançar a paz. Somente Nele nós podemos buscar a reconciliação, o amor e o perdão. 

Numa realidade de tantos conflitos, tantas divisões, tantas separações, tantas guerras de todos os dias, em tantos níveis, o apelo à paz. Vamos acolher essa mensagem do nosso novo Papa: A paz esteja convosco! Foi a primeira saudação de Cristo ressuscitado aos apóstolos. É a saudação que fazemos no início de todas as celebrações. Que a graça e a paz de nosso Senhor Jesus Cristo, o amor e a comunhão no Espírito, estejam convosco. 

Vamos viver, então, como pede o nosso novo Papa nesse Espírito de Cristo, o verdadeiro pão da vida. Quem comer desse pão, viverá eternamente. Quem comer desse pão, que é Cristo, viver da sua vida, da sua mensagem, do seu Evangelho, terá vida e terá vida em abundância. 

Somos convidados a acolher essa primeira mensagem de paz, de amor, de esperança. Eu cito uma expressão que está aí na logo no início da mensagem do Papa: uma paz desarmada e desarmante, humilde e perseverante. Parece um refrão de uma poesia, não é? Paz desarmada e desarmante, humilde e perseverante. Que bela expressão para dizer aquele sentido mais profundo da paz plena, da paz plena que só Cristo ressuscitado nos dá e nos leva em missão! 

Tem, também um segundo convite à luz da primeira leitura, onde vemos Filipe, já na sua missão de evangelizador trazendo o batismo e dando o batismo àquele eunuco egípcio, é a Igreja que se coloca em missão. Sabemos que esse Papa vem de uma experiência missionária no Peru, é cidadão peruano também, mesmo sendo americano, e viveu praticamente a sua juventude religiosa e sacerdotal como missionário, depois que terminou os seus mandatos como Superior Geral em Roma, quando eu tive a oportunidade de conhecê-lo. Eu era superior-geral também, em 2010-2016, ele estava terminando o segundo mandato, em 2013, e lembro de ter conversado com ele, participamos de assembleia juntos, então tive a graça de conhecê-lo pessoalmente,  e agora em junho estaremos com Dom Anderson lá em Roma, dia 29, para receber o pálio, e será dele, então, do novo Papa, que estaremos recebendo o pálio como arcebispo. 

Então tive a graça de conhecê-lo na simplicidade, na humildade, na grande formação teológica e canônica, mas sobretudo a experiência missionária. E ele nos convidou hoje, na continuidade, com o magistério da Igreja e do Papa Francisco, a caminharmos juntos. É bonito como ele recordou aquela expressão tão bela de Santo Agostinho: convosco sou cristão, para vocês sou bispo. 

Convosco sou cristão, é o Papa dizendo isso como Santo Agostinho dizia, mas para vocês, eu sou bispo, sou pastor. Justamente na perspectiva de uma Igreja missionária e sinodal que nos convida a sermos missionários e missionárias. Ele mesmo convidou a Igreja de Roma, que é a sua diocese, a ser missionária. 

Vamos acolher essa primeira mensagem do Papa Leão XIV, no espírito da nossa missão, da nossa evangelização. O Papa começa agora. Há um longo caminho! É jovem ainda, 69 anos. 

Então dizemos assim: com a graça de Deus, com o seu amor, porque é a graça que constitui também como Papa,  que ele possa nos conduzir por muitos e muitos anos, na fidelidade ao Evangelho, fidelidade a Cristo, à longa Tradição da Igreja, ao seu magistério, e abrindo então esses caminhos para continuarmos fiéis a todas aquelas prioridades  que vêm sendo dadas   nesses últimos anos, fiéis ao Concílio Vaticano II. Vivemos um momento muito bonito. Quem de nós não ficou orgulhoso hoje? Quem de nós não se sentiu verdadeiramente cristão católico? Quem de nós verdadeiramente não se sentiu, nesses dias, parte dessa Igreja de Jesus Cristo? Quem de nós não se sentiu tocado ao ver o novo Papa aparecendo? Aquele longo tempo de silêncio… Foi longo… Ele não disse nenhuma palavra. Imaginemos seus sentimentos, a sua emoção, a consciência que vai tendo de que agora, mais do que nunca, a vida está entregue por amor a Jesus Cristo,  por amor ao Evangelho, por amor à Igreja. Como não toca o coração a sua bênção, o seu convite a estarmos juntos e unidos! 

E a última fala de sua mensagem foi rezar uma Ave Maria. Hoje é dia de Nossa Senhora do Rosário,  de Pompeia, lá na Itália, mas é Nossa Senhora do Rosário. Vamos rezá-la também no final da nossa missa. Comunhão, sob a proteção de Maria, Nossa Senhora, queremos rezar. 

Meu convite é: vamos rezar. Rezar pelo Papa, rezar por ele, rezar por aqueles que estarão colaborando com ele, rezar pela Igreja, rezar pela paz, rezar pela vida e missão, e continuemos firmes e fortes. Com o Papa estamos unidos, com ele estamos em comunhão, com ele somos responsáveis pela evangelização, temos a nossa responsabilidade e a nossa parte. 

Que esta Celebração Eucarística confirme o nosso empenho, o nosso compromisso, a nossa fidelidade e o nosso amor a Jesus Cristo, ao Evangelho, e também ao Santo Padre, o Papa. Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo! Para sempre seja louvado!

Entrevista

Um pouco antes da missa, o Arcebispo recebeu a imprensa e falou sobre a eleição do Papa, um pouco sobre o Papa por este ser conhecido de dom Ângelo e o que espera ser o Pontificado de leão XIV.

Queremos, em nome da nossa Arquidiocese de Vitória, acolher com alegria e já prestar nossa humilde e sincera obediência ao novo Papa, a quem também unimos as nossas orações, as nossas preces. Queria também aproveitar a ocasião para fazer um convite para que nos unamos em oração pelo novo Papa, Leão XIV, neste momento importante de sua vida. Ele era o prefeito  do Dicastério para os bispos e já vivia em Roma, por conta desse serviço à Igreja. Mas foi missionário no Peru por muitos anos, também foi superior-geral da Ordem de Santo Agostinho e nasceu nos Estados Unidos. 

Enfim, rezar pelo Papa, pela sua vida, para que ele tenha também saúde, fé, tenha esperança, tenha o nosso apoio, o nosso sustento e, sobretudo, a graça de nosso Senhor Jesus Cristo. Fica bem evidente, que o conclave, quando reúne o colégio dos  cardeais, realmente naquele silêncio, naquele isolamento, naquele tempo de oração e de discernimento, realmente conseguem, pela graça de Deus, perceber qual é, no momento, o sucessor de Pedro que a Igreja precisa e que a humanidade necessita. Então, o convite para que continuemos em oração e, sobretudo, em comunhão e também demonstrando e expressando nossa fidelidade à Igreja de Jesus Cristo, através da pessoa do Papa. 

Dom Ângelo respondeu algumas perguntas dos jornalistas:

  • Como o senhor avalia o fato de, pela segunda vez, ser um Papa do continente americano?

Eu o avalio muito positivamente. Foi o Papa Francisco, da Argentina e o Papa nascido nos Estados Unidos, mas que desde, sua juventude, como jovem sacerdote, foi missionário no Peru e depois, quando ele terminou dois mandatos Superior Geral da Ordem de Santo Agostinho, ele voltou como missionário para o Peru e foi nomeado bispo e depois levado de volta, pelo Papa Francisco, para Roma. É um grande sinal, acho um sinal de confiança, um sinal de uma Igreja que é muito viva, de uma Igreja que é missionária, de uma Igreja, que viveu a fidelidade ao Evangelho e ao Concílio Vaticano II.  Acredito que é um sinal para continuarmos verdadeiramente perseverantes nesse caminho eclesial, sinodal. Enfim, é uma surpresa realmente, da América e das Américas, dois Papas em seguida. Então, de um lado, uma surpresa, de outro lado, uma alegria e uma grande esperança, sobretudo pela experiência, que é uma experiência discipular e missionária, ele é um Papa que veio de uma missão e que era, até pouco tempo atrás, bispo de uma pequena diocese do Peru, onde viveu grande parte do seu ministério sacerdotal e vida religiosa. Ele tem uma linha parecida com o Papa Francisco.

  • O senhor acha que ele deve seguir esse legado? 

A Igreja sempre continua o caminho de Jesus Cristo e do Evangelho, e todos os Papas, a seu modo, continuam fiéis. Creio que o fato de vir dessa realidade latino-americana, de estar trabalhando nesse momento servindo ao Papa, estava servindo ao Papa Francisco, em um Dicastério muito importante, tendo contato com todas as igrejas do mundo, a nomeação dos novos bispos ( eu mesmo fui nomeado arcebispo com a assinatura dele). (4:01), porque ele era o último que assinava junto com o Papa. Ele tem conhecimento da Igreja Universal, como ele lembrou numa entrevista, ele foi Superior geral da Ordem de Santo Agostinho por 12 anos, ele conhece o mundo todo, ele é um Papa poliglota. Conhece as realidades, então, na verdade, continua esse grande legado da Igreja, que é uma Igreja missionária, uma Igreja que vai ao encontro dos povos, como nós vimos nas suas primeiras palavras dele, que eu creio valer a pena a gente ter presente:

Ele começa com a saudação de paz, a saudação da paz de Cristo Ressuscitado. Essa é a paz que a Igreja anuncia, a paz do Cristo que vive, Cristo que é a paz. Ele ressaltou e usou uma expressão que eu creio que nós já deveríamos guardar : uma paz desarmada e desarmante, humilde e perseverante. É quase um verso. Cristo nos traz a verdadeira paz, que é uma paz desarmada, portanto sem armas, mas uma paz também que desarma, desarmante. Isto é, uma paz que procura a paz, a reconciliação e o perdão. 

A missão da Igreja, é uma missão de serviço, mas ao mesmo tempo perseverante e corajosa. Em segundo lugar, ele fala de uma Igreja missionária, falou da palavra sinodal missionária, é aquilo que o Papa Francisco e os últimos papas vinham pedindo.  É um apelo à Igreja missionária e sinodal, uma Igreja que caminha junto, ele mesmo disse a famosa frase de Santo Agostinho: “Convosco sou cristão, para vocês sou bispo”. Isso é, caminhar juntos como povo de Deus e ao mesmo tempo ser esse pastor da Igreja. 

A terceira palavra, que eu acho bonito lembrar, é a fidelidade ao Papa Francisco. O Papa fez questão de recordar a última bênção do Papa Francisco e recordou as palavras que ele disse, convidando a construir pontes. Isso sinaliza uma Igreja que vai buscar o diálogo, a reconciliação, vencer toda essa situação de conflito. Mas eu creio também é um apelo para a unidade interna da Igreja. Talvez um dos aspectos importantes desse cardeal agora Papa, Leão XIV, é buscar também a unidade interna, cheia de polarizações, de conflitos. A unidade e a comunhão dentro da Igreja Católica e também a unidade e a comunhão através da paz, do diálogo com os países e os povos.

 

Junto com toda a Igreja, a Arquidiocese de Vitória, reza pelo pontificado do Papa Leão XIV. Leia abaixo a divulgação da eleção do Papa
Junto com toda a Igreja, a Arquidiocese de Vitória, reza pelo pontificado do Papa Leão XIV. Leia abaixo a divulgação da eleção do Papa feita no site vaticannews.va
O Conclave elegeu o cardeal Robert Prevost como o 267º Bispo de Roma. O anúncio à multidão foi dado pelo cardeal protodiácono Dominique Mamberti.

Annuntio vobis gaudium magnum; Habemus Papam! “Anuncio-vos uma grande alegria; temos um Papa!”.

Há poucos instantes, da Sacada Central da Basílica de São Pedro, o cardeal protodiácono Dominique Mamberti pronunciou a tão aguardada fórmula em latim, comunicando a Roma e ao mundo o nome do novo Sucessor de Pedro:

“Eminentissimum ac Reverendissimum Dominum, Dominum Robertum Franciscum, Sanctæ Romanæ Ecclesiæ Cardinali Prevost, qui sibi nomen imposuit Leo XIII.

Traduzindo para o português: “O eminentíssimo e reverendíssimo senhor, senhor Robert Francis, cardeal da Santa Igreja Romana PREVOST, que se impôs o nome de Leão XIV”.

Às cerca de 100 mil pessoas que lotavam a Praça São Pedro e Via da Conciliação, o novo Pontífice dirigiu as seguintes palavras”:

“A paz esteja com todos vocês!

Caríssimos irmãos e irmãs, esta é a primeira saudação de Cristo Ressuscitado, o Bom Pastor que deu a vida pelo rebanho de Deus. Eu também gostaria que esta saudação de paz entrasse em seus corações, chegasse às suas famílias, a todas as pessoas, onde quer que estejam, a todos os povos, a toda a terra. A paz esteja com vocês!

Esta é a paz de Cristo Ressuscitado, uma paz desarmada e uma paz desarmante, humilde e perseverante. Ela vem de Deus, Deus que nos ama a todos incondicionalmente. Ainda conservamos em nossos ouvidos aquela voz fraca, mas sempre corajosa, do Papa Francisco que abençoava Roma!

O Papa que abençoava Roma concedia a sua bênção ao mundo, ao mundo inteiro, naquela manhã do dia de Páscoa. Permitam-me prosseguir com essa mesma bênção: Deus nos ama, Deus ama a todos vocês, e o mal não prevalecerá! Estamos todos nas mãos de Deus. Portanto, sem medo, unidos de mãos dadas com Deus e entre nós, sigamos em frente. Somos discípulos de Cristo. Cristo nos precede. O mundo precisa de sua luz. A humanidade precisa dele como ponte para ser alcançada por Deus e seu amor. Ajudai-nos também vós, e depois uns aos outros, a construir pontes, com o diálogo, com o encontro, unindo-nos a todos para sermos um só povo, sempre em paz. Obrigado, Papa Francisco!

Quero também agradecer a todos os meus irmãos cardeais que me escolheram para ser o Sucessor de Pedro e caminhar junto com vocês, como Igreja unida, sempre buscando a paz, a justiça, buscando sempre trabalhar como homens e mulheres fiéis a Jesus Cristo, sem medo, para proclamar o Evangelho, para sermos missionários.

Sou filho de Santo Agostinho, um agostiniano, que disse: “com vocês sou cristão e para vocês bispo”. Nesse sentido, podemos todos caminhar juntos rumo àquela pátria que Deus nos preparou.

À Igreja de Roma, uma saudação especial! [Aplausos] Devemos buscar juntos como ser uma Igreja missionária, uma Igreja que constrói pontes, dialoga, sempre aberta para receber como esta praça com os braços abertos. A todos, a todos aqueles que precisam da nossa caridade, da nossa presença, do diálogo e do amor.

(em espanhol)

Y si me permiten también, una palabra, un saludo a todos aquellos y en modo particular a mi querida diócesis de Chiclayo, en el Perú, donde un pueblo fiel ha acompañado a su obispo, ha compartido su fe y ha dado tanto, tanto para seguir siendo Iglesia fiel de Jesucristo.

Tradução:

E se  também me permitem, uma palavra, uma saudação a todos aqueles, e em particular à minha querida Diocese de Chiclayo, no Peru, onde um povo fiel acompanhou seu bispo, compartilhou sua fé e deu muito, muito para continuar sendo Igreja fiel de Jesus Cristo.

A todos vocês, irmãos e irmãs de Roma, da Itália, do mundo inteiro, queremos ser uma Igreja sinodal, uma Igreja que caminha, uma Igreja que sempre busca a paz, que sempre busca a caridade, que sempre busca estar próxima, especialmente daqueles que sofrem.

Hoje é o dia da Súplica a Nossa Senhora de Pompeia. Nossa Mãe Maria quer sempre caminhar conosco, estar próxima, ajudar-nos com sua intercessão e seu amor.

Por isso, gostaria de rezar junto com vocês. Rezemos juntos por esta nova missão, por toda a Igreja, pela paz no mundo e peçamos esta graça especial a Maria, nossa Mãe.”

Desde o voto dos cardeais eleitores até a contagem das cédulas que são queimadas em um fogão de ferro fundido de 1939, todos os
Desde o voto dos cardeais eleitores até a contagem das cédulas que são queimadas em um fogão de ferro fundido de 1939, todos os detalhes do que acontece na Capela Sistina.

Os 133 cardeais eleitores convocados para escolher o 267º Romano Pontífice terão em suas mãos uma cédula retangular com essa escrita na metade superior e “o local para escrever o nome do eleito” na metade inferior e “feita de tal forma que possa ser dobrada em dois”. Tudo isso está meticulosamente descrito na Constituição Apostólica Universi Dominici Gregis.

A distribuição das cédulas

Preparadas e distribuídas as cédulas pelos cerimoniários (pelo menos duas ou três para cada cardeal eleitor), o último cardeal diácono sorteia, entre todos os cardeais eleitores, três escrutinadores, três encarregados de coletar os votos dos enfermos (infirmarii) e três revisores. Se nesse sorteio forem sorteados os nomes dos cardeais eleitores que, devido a enfermidade ou outro motivo, não puderem desempenhar essas funções, os nomes de outros cardeais serão sorteados em seu lugar. Essa é a fase de pré-escrutínio. Antes que os eleitores comecem a escrever, o secretário do Colégio de cardeais, o mestre das Celebrações Litúrgicas Pontifícias e os cerimoniários devem deixar a Capela Sistina, depois o último cardeal diácono fecha a porta, abrindo-a e fechando-a quantas vezes forem necessárias, como quando os infirmarii saem para coletar os votos dos enfermos e retornam à Capela.

A votação

Cada cardeal eleitor, em ordem de precedência, depois de ter escrito e dobrado a cédula, segurando-a elevada de modo que fique visível, leva-a ao altar, onde ficam os escrutinadores e sobre o qual é colocado um recipiente coberto com um prato para recolher as cédulas”.

Chamo como minha testemunha Cristo Senhor, que me julgará, que meu voto é dado àquele que, segundo Deus, considero que deva ser eleito”.

Essa é a fórmula que cada cardeal dirá em voz alta. Em seguida, ele coloca a cédula no prato e, com isso, a introduz no recipiente. Ao término, ele se curva diante do altar e retorna ao seu assento. Os cardeais eleitores presentes na Capela Sistina, que não podem ir ao altar por estarem enfermos, têm a ajuda do último dos escrutinadores que se aproxima deles: depois de pronunciar o juramento, eles entregam a cédula dobrada ao escrutinador, que a leva bem visivelmente ao altar e, sem pronunciar o juramento, a coloca no prato e, com isso, a introduz no recipiente.

Como votam os cardeais enfermos

Se houver cardeais eleitores enfermos em seus quartos, os três infirmarii vão até lá com um número apropriado de cédulas em uma pequena bandeja e uma caixa entregue pelos escrutinadores e aberta publicamente por eles, para que os outros eleitores possam ver que está vazia, e depois fechada com uma chave colocada no altar. Essa caixa tem uma abertura na parte superior pela qual uma cédula dobrada pode ser inserida. Os enfermos votam da mesma forma que os outros cardeais e, em seguida, os infirmarii levam a caixa de volta à Capela Sistina, que é aberta pelos escrutinadores depois que os cardeais presentes depositam seu voto. Os escrutinadores contam as cédulas na caixa e, depois de verificar que seu número corresponde ao dos enfermos, colocam-nas uma a uma no prato e, com isso, introduzem todas juntas no recipiente.

O escrutínio

Após todos os eleitores terem colocado suas cédulas na urna, o primeiro escrutinador sacode a urna várias vezes para embaralhar as cédulas e, imediatamente depois, o último escrutinador procede à contagem das cédulas, retirando-as visivelmente uma a uma da urna e colocando-as em outro recipiente vazio. Se o número de cédulas não corresponder ao número de eleitores, todas elas deverão ser queimadas e uma segunda votação deverá ser realizada imediatamente. Se, ao invés, corresponder ao número de eleitores, segue-se a contagem. Os três escrutinadores sentam-se em uma mesa em frente ao altar: o primeiro pega uma cédula, abre-a, observa o nome do eleito e a passa para o segundo, que, depois de verificar o nome do eleito, a passa para o terceiro, que a lê em voz alta – para que todos os eleitores presentes possam marcar o voto em uma folha reservada para isso – e anota o nome lido. Se, durante a apuração, os escrutinadores encontrarem duas cédulas dobradas de modo que pareçam ter sido preenchidas por um único eleitor, se elas tiverem o mesmo nome, serão contadas como um único voto; se, ao invés, tiverem dois nomes diferentes, nenhum dos votos será válido, mas em nenhum dos casos a votação será anulada. Quando a contagem das cédulas termina, os escrutinadores somam os votos obtidos pelos vários nomes e os anotam em uma folha de papel separada. O último dos escrutinadores, na medida em que lê as cédulas, perfura-as com uma agulha no ponto em que a palavra Eligo está localizada e as insere em uma linha, para que possam ser preservadas com mais segurança. Quando a leitura dos nomes é concluída, as pontas da linha são amarradas com um nó e as cédulas são colocadas em um recipiente ou em um dos lados da mesa. A este ponto, os votos são contados e, depois de conferidos, as cédulas são queimadas em um fogão de ferro fundido usado pela primeira vez durante o Conclave de 1939. Um segundo fogão, de 2005, conectado, é usado para os produtos químicos que devem dar a cor preta no caso de não eleição e branca no caso de eleição.

O quorum necessário

São necessários pelo menos 2/3 (dois terços) dos votos para eleger o Romano Pontífice. No caso específico do Conclave que começará na quarta-feira, 7 de maio, serão necessários 89 votos para eleger o Papa, sendo que o número de cardeais eleitores é 133.

Independentemente de o Papa ser eleito ou não, os revisores devem verificar as cédulas e as anotações feitas pelos escrutinadores, para garantir que eles tenham cumprido sua tarefa com exatidão e fidelidade. Imediatamente após a revisão, antes que os cardeais eleitores deixem a Capela Sistina, todas as cédulas são queimadas pelos escrutinadores, com a ajuda do secretário do Colégio e dos cerimoniários, chamados nesse meio tempo pelo último cardeal diácono. Se, ao invés, uma segunda votação for realizada imediatamente, as cédulas da primeira votação serão queimadas somente no final, juntamente com as da segunda votação.

Votações

As votações são feitas todos os dias, duas vezes pela manhã e duas vezes à tarde, e se os cardeais eleitores tiverem dificuldade em chegar a um acordo sobre a pessoa a ser eleita, após três dias sem resultado, as votações são suspensas por no máximo um dia, para uma pausa de oração, discussão livre entre os eleitores e uma breve exortação espiritual, feita pelo primeiro cardeal da ordem dos diáconos. A votação é então retomada. Depois de sete escrutínios, se a eleição não tiver ocorrido, há outra pausa para oração, conversação e exortação, feita pelo cardeal primeiro da ordem dos presbíteros. Em seguida, outra série de sete escrutínios é eventualmente realizada e, se a eleição não tiver ocorrido, há outra pausa para oração, conversação e exortação, realizada pelo cardeal primeiro da ordem dos bispos. Em seguida, a votação é retomada, com um máximo de sete escrutínios. Se não houver eleição, um dia é reservado para oração, reflexão e diálogo e, nas votações subsequentes, a escolha deve ser feita entre os dois nomes que receberam o maior número de votos no escrutínio anterior. Nesses escrutínios, também é necessária uma maioria qualificada de pelo menos dois terços dos cardeais presentes e votantes, mas, nessas votações, os dois cardeais para os quais se pede o voto não podem votar.

Fonte: matéria publicada no site vaticannews.va

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Com a vacância da Sé Apostólica, a Igreja entra em um tempo especial de oração, silêncio e esperança. Durante esse período, seguimos unidos em comunhão, rezando pelo descanso eterno do Papa Francisco e pedindo ao Espírito Santo que conduza o Conclave na escolha do novo Sumo Pontífice. A CNBB oferece orientações litúrgicas para bem viver este momento de fé e transição.

Leia a seguir a íntegra as orientações da CNBB.