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No próximo dia 13 de abril, a Igreja celebra o Domingo de Ramos, data que marca o início da Semana Santa e convida os

No próximo dia 13 de abril, a Igreja celebra o Domingo de Ramos, data que marca o início da Semana Santa e convida os fiéis a uma reflexão profunda sobre a Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus Cristo. Além do significado espiritual, a celebração também é um momento de solidariedade, pois a coleta realizada durante as missas dos dias 12 e 13 tem um destino especial: parte do valor arrecadado é destinado à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), e a outra parte permanece na Arquidiocese de Vitória para auxiliar em suas ações pastorais e sociais.

A coleta do Domingo de Ramos, tradicionalmente conhecida como “Coleta Nacional da Solidariedade”, integra a Campanha da Fraternidade, que neste ano tem como tema “Fraternidade e Ecologia Integral” e o lema “Deus viu que tudo era muito bom” (Gn 1,31). O objetivo da campanha é de chamar a atenção sobre uma situação que, na sociedade, necessita de conversão, em vista do bem de todos.

A divisão dos valores arrecadados segue uma estrutura bem definida: 60% do total ficam na Arquidiocese de Vitória, sendo aplicados em iniciativas locais voltadas para o atendimento de famílias em situação de vulnerabilidade, apoio a projetos sociais e fortalecimento das atividades evangelizadoras nas comunidades. Os outros 40% são enviados à CNBB, que os direciona ao Fundo Nacional de Solidariedade (FNS). Esse fundo financia projetos de impacto social e evangelização em diversas regiões do Brasil, especialmente nas áreas mais carentes.

Na Arquidiocese de Vitória, 100% do valor arrecado com a Coleta da Solidariedade é destinado ao trabalho social da Arquidiocese e administrado pelo Vicariato para a Ação Social, Política e Ecumênica, sendo empregado em favor das atividades da Pastoral da Saúde, Pastoral da Criança, Pastoral do Povo de Rua, Pastoral da Pessoa Idosa, Pastoral Carcerária, dentre outras, para levar a Assistência Religiosa às pessoas privadas de liberdade nas unidades prisionais, visitar os doentes nos hospitais e residências, visitar os idosos que vivem na solidão, acompanhar o desenvolvimento das crianças, visitar e orientar suas famílias, levar a escuta, o atendimento e o encaminhamento das pessoas em situação de rua, dentre outras tantas ações de prestação do serviço do amor e da caridade com as pessoas em situação de vulnerabilidade.

Para se ter uma ideia, do valor arrecadado com a Coleta do ano passado e destinado à Arquidiocese, 63% foi destinado aos atendimentos sociais. Há também o investimento nas atividades de formação e capacitação de novos agentes e lideranças das pastorais sociais, nos encontros de espiritualidade e nas assembleias, na articulação e organização do Fórum dos Projetos Sociais.

Como as pastorais e projetos sociais acessam esse recurso?

Para acessar os recursos do Fundo Arquidiocesano de Solidariedade as pastorais precisam estar integradas aos Fóruns das Pastorais e dos Projetos Sociais, elaborar o seu plano anual de trabalho, definindo as atividades que serão realizadas, onde e quando serão realizadas, os itens de despesas. o público que será beneficiado, as ações que serão realizadas e os responsáveis por cada atividade.

A Coleta da Solidariedade é uma doação espontânea, sem nenhuma obrigatoriedade. Ela se define como doação! E quem define o quanto doar é consciência de cada doador. É ele que decidirá sobre a causa e os destinatários da coleta. Assim como o apóstolo São Paulo, na segunda carta aos Coríntios, capítulos 8 e 9, motiva os cristãos daquela cidade para fazerem uma coleta para as comunidades de Jerusalém que estavam passando por uma grande necessidade. Assim os motiva: “Que cada um dê conforme tiver decidido em seu coração, sem pesar nem constrangimento, pois “Deus ama quem dá com alegria” (2 Cor 9,7).

“Mais importante que o valor doado é enxergar as pessoas, grupos e comunidades que precisam da sua doação, pois doar sem enxergar a necessidade do outro é apenas um mero cumprimento de desencargo de consciência, ou apenas para cumprir o seu “sacrifício quaresmal” em busca da própria redenção em detrimento à degradação da dignidade humana à qual milhares de pessoas estão submetidas. A doação precisa ser encarnada na compaixão e na empatia. Precisa ser um gesto de amor sem holofotes, sem a necessidade dos apelos midiáticos, dos likes, dos compartilhamentos, da visibilidade que inflama o ego”, comenta Elizabeth membro do Vicariato para a Ação Social, Política e Ecumênica.

Esse ano foi abordado na Campanha da Fraternidade os problemas ambientais que tem incidência direta sobre a questão social, várias ações foram feitas nesse sentido, como o diagnóstico rápido e participativo realizado em todas as Áreas Pastorais que evidenciou as mais diversas formas de degradação ambiental, como o uso abusivo de agrotóxicos, o desmatamento desenfreado para atender à especulação imobiliária, a ausência de saneamento básico em várias comunidades, a má gestão do lixo, os alagamentos constantes, dentre tantos outras denúncias dos crimes ambientais que afetam os mais pobres;  e, de modo geral, afeta a todo mundo, pois vivemos num universo onde tudo está interligado, como diz o Papa Francisco em sua Encíclica Laudato Si.

Com essa consciência de ajudar o próximo e a nós mesmo que a Arquidiocese conta com a participação ativa das comunidades paroquiais para que a arrecadação seja um verdadeiro testemunho de fé e solidariedade.

A Campanha do Domingo de Ramos é um convite para que cada cristão pratique a caridade e participe ativamente da construção de uma sociedade mais justa e fraterna. A doação não é apenas um ato financeiro, mas um compromisso com a missão evangelizadora e social da Igreja.

Que possamos neste tempo de preparação para a Páscoa, ter gestos de solidariedade fortalecendo a fé e a esperança de que é possível transformar vidas por meio do amor cristão.

Fundo Nacional de Solidariedade

Visando tornar a coleta do Domingo de Ramos ou Coleta da Solidariedade, eficaz instrumento de solidariedade, em 1998, na 36° Assembleia Geral, a CNBB criou o Fundo Nacional de Solidariedade (FNS) (40% da coleta), o FNS, fruto do gesto concreto dos cristãos, assume o compromisso social, como importante instrumento para apoio a iniciativas de enfrentamento das condições de pobreza e miséria. O Fundo Diocesano de Solidariedade (FDS) (60% da coleta) permanecem na diocese de origem, os recursos são destinados ao apoio a projetos locais de enfrentamento da miséria e da exclusão social.

Os Fundos de Solidariedade promovem a fraternidade entre as diversas regiões do Brasil, tem por objetivo promover a erradicação de vulnerabilidade e risco social, ao atenderem projetos com dificuldade de obterem financiamento, não obstante os grandes benefícios que propiciam às populações carentes.

A metodologia adotada na concessão de recursos dos Fundos intenta o desenvolvimento local/comunitário, econômico e social, sobretudo das regiões mais necessitadas, mediante o fortalecimento das organizações comunitárias, de processos de formação cidadã e geradores de renda.

A animação e gestão dos recursos do FNS que esteve a cargo da Caritas Nacional entre 1999 e 2014, agora, assumida pela CNBB, promotora da Campanha da Fraternidade e da Coleta da Solidariedade.

Os processos de recebimento, análise, deferimento e acompanhamento de todos os projetos, são de responsabilidade do departamento Social da CNBB, conjuntamente com o Conselho Gestor do FNS-CNBB.

Para envio de projetos a Instituição deve estar em conformidade com o Edital do Fundo Nacional de Solidariedade, publicado em fns.cnbb.org.br.

O cadastro do projeto será realizado por meio do sistema acessado em: fns.cnbb.org.br preencher por meio eletrônico todos os dados solicitados referentes ao projeto.

Após o envio, os projetos serão analisados pelo Conselho Gestor do FNS- CNBB. A Instituição poderá acompanhar os status do trâmite do projeto no sistema.

Além de visitar os Veículos de Comunicação do Grupo Sim, dom Ângelo Ademir Mezzari, arcebispo de Vitória, gravou para o programa Em Destaque, apresentado

Além de visitar os Veículos de Comunicação do Grupo Sim, dom Ângelo Ademir Mezzari, arcebispo de Vitória, gravou para o programa Em Destaque, apresentado por Fábio Botacin. O programa vai ao ar na próxima sexta-feira,11 de abril, às 7h no Canal 10.1 Rede Sim SBT.

Diversos assuntos foram abordados: nomeação, história de vida, trajetória religiosa, nomeação para a Arquidiocese de Vitória e Festa da Penha.

A visita passou pelas redações, estúdios e um encontro com a direção. O Grupo Sim se colocou à disposição da Igreja e dom Ângelo  se colocou à disposição sempre que necessário. Rui Baromeu, presidente do Grupo Sim explicou o tamanho da Rede, as perspectivas e inovações, falou sobre o otimismo com a nova parceria com o SBT e expansão do Grupo no Brasil.

Ao final, dom Ângelo conduziu um momento de oração, desejou que o grupo cresça e cumpra seu papel no mundo da comunicação e deu uma bênção aos presentes, estendendo-a aos colaboradores.

 

O site vaticannews.va publicou a aparição rápida do Papa na missa do Jubileu dos Enfermos e do Mundo da Saúde: Na doença, Deus não
O site vaticannews.va publicou a aparição rápida do Papa na missa do Jubileu dos Enfermos e do Mundo da Saúde:
Na doença, Deus não nos deixa sozinhos e, se nos abandonarmos a Ele, precisamente onde as nossas forças falham, podemos experimentar a consolação da sua presença. Ele mesmo, feito homem, quis partilhar a nossa fraqueza em tudo e sabe bem o que é o sofrimento. Por isso, podemos dizer-Lhe e confiar-Lhe a nossa dor, certos de que encontraremos compaixão, proximidade e ternura: disse o Papa na Missa deste domingo, presidida por dom Fisichella, ponto alto do Jubileu dos Enfermos e do Mundo da Saúde.

“Com o seu amor cheio de confiança, Deus envolve-nos para que, por sua vez, nos tornemos nós mesmos, uns para os outros, “anjos’, mensageiros da sua presença, a tal ponto que tanto para quem sofre como para quem presta assistência, a cama de um doente se pode transformar, muitas vezes, num ‘lugar santo’ de salvação e redenção”, disse Francisco na homilia por ele preparada para a Missa deste domingo – presidida na Praça São Pedro pelo arcebispo Rino Fisichella, pró-prefeito do Dicastério para a Evangelização -, ponto alto do Jubileu dos Enfermos e do Mundo da Saúde, com a participação de cerca de 20 mil peregrinos: pacientes, médicos, enfermeiros, farmacêuticos, fisioterapeutas, profissionais da saúde, voluntários, provenientes de mais de 90 países.

De seu quarto, Francisco está particularmente perto de nós

Antes de pronunciar a homilia, o arcebispo Fisichella quis dirigir-se aos participantes da Eucaristia com as seguintes palavras:

Irmãos e irmãs, a poucos metros de nós, o Papa Francisco, de seu quarto na Casa Santa Marta, está particularmente perto de nós e está participando, como tantos doentes, tantas pessoas frágeis, desta Santa Eucaristia pela televisão. Sinto-me feliz e honrado por oferecer minha voz para ler a homilia que ele preparou para esta ocasião.

Partindo da promessa de Deus trazida pelo profeta Isaías que se dirige ao povo de Israel exilado na Babilônia assegurando-lhe realizar algo de novo, que já está a aparecer, e do trecho do Evangelho em que Jesus entra na vida da pecadora que está para ser apedrejada, defendendo-a e resgatando-a da violência de seus carrascos, Francisco ressalta que em ambos os casos em que tudo parece perdido, Deus dá a possibilidade de começar uma nova existência.

Deus está sempre ao nosso lado para nos salvar

Com estas narrativas dramáticas e comoventes, a liturgia de hoje convida-nos a renovar, no caminho quaresmal, a confiança em Deus, que está sempre ao nosso lado para nos salvar. Não há exílio, nem violência, nem pecado, nem qualquer outra realidade da vida que o impeça de estar à nossa porta e bater, pronto a entrar logo que lho permitamos. Aliás, observou o Santo Padre, é sobretudo quando as provações se tornam mais duras que a sua graça e o seu amor nos apertam com uma força ainda maior, para nos reerguer.

Irmãs e irmãos, lemos estes textos no momento em que celebramos o Jubileu dos enfermos e do mundo da saúde, e não há dúvida que a doença é uma das provas mais difíceis e duras da vida, durante a qual tocamos com a mão o quanto somos frágeis. Tal como aconteceu com o povo exilado ou a mulher do Evangelho, ela pode levar a fazer-nos sentir privados de esperança no futuro. Mas não acontece assim.

Nesses momentos, continuou o Pontífice, Deus não nos deixa sozinhos e, se nos abandonarmos a Ele, precisamente onde as nossas forças falham, podemos experimentar a consolação da sua presença. Ele mesmo, feito homem, quis partilhar a nossa fraqueza em tudo e sabe bem o que é o sofrimento. Por isso, podemos dizer-Lhe e confiar-Lhe a nossa dor, certos de que encontraremos compaixão, proximidade e ternura.

Partilho convosco a experiência da enfermidade

Queridos médicos, enfermeiros e demais profissionais de saúde, enquanto cuidais dos vossos pacientes, em especial dos mais frágeis, o Senhor oferece-vos a oportunidade de renovar continuamente a vossa vida, alimentando-a com gratidão, misericórdia e esperança. Ele chama-vos a iluminá-la com a consciência humilde de que nada está garantido e tudo é dom de Deus; e a alimentá-la com aquela humanidade que se experimenta quando, deixadas por terra as aparências, permanece o que conta: os pequenos e grandes gestos de amor. Permiti que a presença dos doentes entre na vossa existência como um dom, para curar o vosso coração, purificando-o de tudo o que não é caridade e aquecendo-o com o fogo ardente e doce da compaixão.

E convosco, queridos irmãos e irmãs doentes, neste momento da minha vida, estou a partilhar muito: a experiência da enfermidade, de me sentir frágil, de depender dos outros em tantas coisas, de precisar de apoio. Nem sempre é fácil, mas é uma escola na qual aprendemos todos os dias a amar e a deixarmo-nos amar, sem exigir nem recusar, sem lamentar nem desesperar, agradecidos a Deus e aos irmãos pelo bem que recebemos, abertos e confiantes no que ainda está para vir. O quarto do hospital e a cama da enfermidade podem ser lugares para ouvir a voz do Senhor que também nos diz a nós: “Vou realizar algo de novo, que já está a aparecer: não o notais?” (Is 43, 19). E, deste modo, renovar e fortalecer a fé. 

Saudação e agradecimento do Santo Padre aos presentes

Ao término da celebração, Francisco presenteou os participantes fazendo uma surpresa a todos, deixando-os comovidos: apresentou-se brevemente diante do altar, em sua cadeira de rodas. Detendo-se em poucos minutos, o Papa acenou aos presentes, abençoou-os e fez uma saudação:

“Bom domingo a todos! Muito obrigado!”

Antes de saudar os peregrinos e os fiéis na praça, o Santo Padre recebeu o sacramento da reconciliação na Basílica de São Pedro, deteve-se em oração e atravessou a Porta Santa.

Por fim, ao término da Missa foi lida uma mensagem de Francisco de agradecimento:

Sua Santidade o Papa Francisco saúda com afeto todos os que participaram desta celebração e agradece do fundo do coração as orações dirigidas a Deus pela sua saúde, desejando que a peregrinação jubilar seja rica de frutos. Ele lhes concede a bênção apostólica, estendendo-a aos entes queridos, aos doentes e aos sofredores, bem como a todos os fiéis hoje reunidos.

A Basílica de Santo Antônio, localizada no bairro de Santo Antônio, em Vitória (ES), recebeu na noite de hoje, domingo (06) a visita Dom

A Basílica de Santo Antônio, localizada no bairro de Santo Antônio, em Vitória (ES), recebeu na noite de hoje, domingo (06) a visita Dom Ângelo Ademir Mezzari, RCJ, arcebispo da Arquidiocese de Vitória.

Dom Ângelo foi recebido pelos religiosos da Congregação dos Filhos da Imaculada Conceição — também conhecidos como Padres Pavonianos — que há anos atuam na Arquidiocese, desenvolvendo um trabalho evangelizador voltado especialmente à juventude, às vocações e às famílias.

Padre Renzo Florio, o mais velhos dos Padres Pavonianos na Basílica, relatou a dom Ângelo, como foi a trajetória para que ter uma igreja dedicada a Santo em Vitoria. “O Bispo Dom José Joaquim Gonçalves incumbiu aos Pavonianos que moravam aqui no ano de 1956 a tarefa de construir um Santuário a ser dedicado a Santo Antônio, que tinha sido conclamado Padroeiro da Cidade juntamente com Nossa Senhora da Vitória”, relatou o padre.

A construção da Igreja aconteceu 15 anos depois, do pedido do bispo. Hoje a Basílica de Santo Antônio, em estilo neogótico, belos vitrais e ricas pinturas, é um dos principais pontos turístico religioso e arquitetônico da capital.

Dom Ângelo, que com muito carinho foi visitar a Basílica, comentou com os padres que o padroeiro de sua congregação é Santo Antônio, que em 13 de junho de 1901, Santo Aníbal Maria o proclamou “Insigne benfeitor” da congregação. “Santo Antônio para nós Rogacionistas, é o padroeiro principal. Padre Aníbal, fundador do Rogacionistas, hoje Santo Anibal Maria,  foi um grande propagador da devoção do pão de Santo Antônio”, comentou o Arcebispo.

A devoção a Santo Antônio permanece viva e profundamente enraizada na vida de Dom Ângelo. Seria difícil imaginar que, um dia, a história do Santo Franciscano se entrelaçaria de forma tão significativa com a trajetória do Arcebispo da Arquidiocese de Vitória. Uma devoção de séculos, cultivada com amor pelo povo capixaba, encontra-se com a fé de uma congregação religiosa — os Rogacionistas — e com a devoção pessoal e familiar de Dom Ângelo. Um encontro providencial que revela a beleza da comunhão na Igreja e o modo como Deus une caminhos para fortalecer a missão.

A visita de Dom Angelo a Basílica de Santo Antônio encerrou com a Celebração da Santa missa.

Dom Ângelo Ademir Mezzari, arcebispo de Vitória, reuniu-se hoje, 05 de abril de 2025 com o COPAV, Conselho Pastoral da Arquidiocese de Vitória para

Dom Ângelo Ademir Mezzari, arcebispo de Vitória, reuniu-se hoje, 05 de abril de 2025 com o COPAV, Conselho Pastoral da Arquidiocese de Vitória para ouvir os membros do Conselho apresentarem suas atividades, projetos e planejamentos.
Logo no início, o Arcebispo falou sobre a importância de ouvir coordenadores de comissões e áreas pastorais neste “tempo de imersão” na realidade arquidiocesana e agradeceu as participações de todos na posse e seu aniversário de vida. Disse ainda que “o caminho é longo, mas a esperança prevalece”. Dom Ângelo expressou também a alegria de encontrar as pessoas: “ A vida não está no documento que li hoje pela manhã, está aqui nas pessoas”. No início e no final da reunião, o Arcebispo, lembrou que na Igreja também existem contradições e que muitas vezes ela é contestada, mas que “não podemos nos calar, mesmo estando abertos ao diálogo”.
Pe. Claudio Moreira, coordenador de pastoral fez uma breve apresentação da caminhada pastoral da Arquidiocese de Vitória desde 2019, quando aconteceu a Assembleia do Povo de Deus, por ocasião dos 60 anos de elevação da diocese do Espírito Santo a Arquidiocese de Vitoria. A Assembleia foi surpreendida com a pandemia e o plano de pastoral foi prolongado até 2025. “A ação pastoral é uma ação rezada e a pandemia não parou a ação pastoral. A ação pastoral respondeu àquela exigência”, afirmou pe. Claudio.
Depois o Coordenador de Pastoral relembrou a retomada pastoral com os projetos para re-encantar as lideranças que apresentavam cansaço, e a preparação para o Ano Jubilar com o estudo das constituições conciliares e subsídios de oração.

Na sequência os coordenadores e representantes das Comissões e das Áreas Pastorais apresentaram atividades realizadas e planos pastorais para o próximo ano com base nos resultados do plano de pastoral e orientações da CNBB, Conferência Nacional dos Bispos do Brasil.

Entre as apresentações, destaque para:
1. Envio dos voluntários para a missão em Lábrea no dia 10 de maio às 18h na Catedral e campanha de arrecadação de medicamentos para essa missão.
2. Censo para entender a realidade da Catequese na Arquidiocese.
3. A criação da Escola de Liturgia na Área Pastoral Benevente e a reedição e atualização do Livro Cantai.
4. Vigília Jovem durante a Festa da Penha.
5. Novos encontros nas Áreas Pastorais para avaliar as ações sobre o tema da Campanha da Fraternidade.
6. As dificuldades das Comunidades Rurais com relação às distâncias e dificuldade com a tecnologia.
7. A realização do Terço Missionário nas comunidades de Cariacica.
8. As visitas da imagem peregrina de Nossa Senhora da Penha às Áreas Pastorais, ao presídio e hospitais
9. Peregrinação da imagem de Dom Bosco para cativar jovens na Área Serrana.
Para terminar a manhã foi proposto um Tríduo de Oração para relembrar os 50 anos do primeiro intereclesial de Cebs, junto com o encerramento das atividades deste ano jubilar.

No fim da tarde desse sábado, sob um céu nublado que não apagou o brilho da esperança, o arcebispo de Vitória, Dom Ângelo Mezzari,

No fim da tarde desse sábado, sob um céu nublado que não apagou o brilho da esperança, o arcebispo de Vitória, Dom Ângelo Mezzari, foi conhecer o “Território do Bem”. Acompanhado pelo pároco local, Pe. Kelder Brandão, percorreu pelas ruas do bairro, podendo encontrar com os moradores, que o acolheram com carinho e entusiasmo, expressando sua alegria pela presença do pastor em meio à comunidade.

A presença de Dom Ângelo foi marcada por gestos de proximidade e partilha com fieis que atuam no território. Em cada encontro, o olhar atencioso do pastor encontrou o acolhimento caloroso do povo, que expressou sua alegria com a visita.

O ponto alto da visita foi a celebração da Santa Missa na Matriz Madre Tereza de Calcutá, onde Dom Ângelo presidiu a Eucaristia junto à comunidade paroquial. Durante a celebração, o Arcebispo destacou a importância da perseverança na fé e do compromisso com a missão evangelizadora: “Essa paróquia é um sinal de esperança, de resistência e de amor. Aqui, somos chamados a sermos filhos perseverantes, guiados pelo Evangelho, comprometidos com a vida e com os mais pobres”, afirmou o arcebispo.

Refletindo sobre o Evangelho do dia, Dom Ângelo recordou o gesto de misericórdia de Jesus diante da mulher acusada de adultério e ressaltou que a missão da Igreja é anunciar a reconciliação, a justiça e a paz: “Vivemos em uma sociedade marcada pelo julgamento e pela exclusão. O Evangelho nos ensina a trilhar o caminho da misericórdia. Como Igreja, devemos ser lugar de acolhimento, de perdão e de recomeço. A dignidade de cada pessoa deve ser sempre preservada e valorizada.”

A missão da Igreja precisa ser cada vez mais não condenar, mas acolher; não excluir, mas estender a mão. “Vivemos hoje em uma sociedade que tem pressa em julgar e condenar. Mas Jesus nos ensina o caminho da misericórdia, da reconciliação e da paz. Como Igreja, precisamos ser esse lugar onde a dignidade humana é restaurada e onde há sempre uma nova chance”, afirmou com vigor.

Dom Ângelo também fez um apelo à superação da violência e da exclusão, lembrando que muitos irmãos e irmãs ainda sofrem, são vítimas do abandono, da pobreza e da falta de oportunidades. “A Igreja precisa estar onde a dor é maior. Precisamos sair ao encontro, levar um olhar de amor, como Jesus fez com aquela mulher adultera, oferecendo perdão e nova vida. Essa é a nossa missão: restaurar, reconciliar, reacender a esperança”, completou.

A visita de Dom Ângelo Mezzari ao Território do Bem reforça o compromisso da Arquidiocese de Vitória com uma Igreja em saída, próxima do povo e atenta às realidades locais, sempre animada pelo desejo de promover a vida, a justiça e o bem comum.

“Ainda há vida, ainda há esperança. Ainda é possível viver plenamente, ainda é possível se reconciliar, é possível construir a paz! Ainda é possível superar a morte, a violência, é o que Cristo espera de nós, que cultivemos a Esperança”, ressaltou Dom Ângelo.

Na tarde de hoje, 4 de abril de 2025, dom Ângelo Ademir Mezzari, arcebispo de Vitória fez uma visita oficial ao prefeito de Vitória,

Na tarde de hoje, 4 de abril de 2025, dom Ângelo Ademir Mezzari, arcebispo de Vitória fez uma visita oficial ao prefeito de Vitória, Lorenzo Pazolini, município onde fica a sede da Arquidiocese de Vitória.

Dom Ângelo agradeceu a parceria da Prefeitura, a presença do Prefeito na posse como arcebispo, e se colocou à disposição para continuar dialogando. Ouviu do Prefeito o reconhecimento pelo bem que a Igreja faz à sociedade, a presença da paróquia Nossa Senhora da Vitória no espaço público do Parque Moscoso, entre outras iniciativas realizadas em conjunto para o bem da cidade. Entre os assuntos da conversa, o Prefeito falou sobre o município e a Festa da Penha, que embora acontecendo no município vizinho, envolve a Prefeitura de Vitória, principalmente no dia da Romaria dos Homens com suporte para segurança e bem-estar dos romeiros.

O Arcebispo, que está em Vitória desde fevereiro, demonstrou um conhecimento local e expressou sua satisfação de poder conhecer as belezas da ilha.

No vídeo de intenção de oração para abril, Francisco pede para olhar “menos as telas” e “mais nos olhos”. Assim é possível colocar a
No vídeo de intenção de oração para abril, Francisco pede para olhar “menos as telas” e “mais nos olhos”. Assim é possível colocar a tecnologia a serviço de todos, especialmente dos mais frágeis, para descobrir “o que realmente importa: que somos irmãos, irmãs, filhos do mesmo Pai”, sem nos distanciarmos dos demais e da realidade. “Rezemos para que o uso das novas tecnologias não substitua as relações humanas, mas respeite a dignidade das pessoas”, diz o Papa em voz gravada antes da internação.

“Como eu queria que olhássemos menos as telas e nos olhássemos mais nos olhos!”

https://youtu.be/3F_0yObsiSc

Assim começa Francisco na mensagem em vídeo com a intenção de oração para o mês de abril que  o Pontífice confia à Igreja Católica através da Rede Mundial de Oração do Papa. A voz de Francisco foi gravada antes da sua internação de 38 dias no Hospital Gemelli de Roma. O vídeo traz uma preocupação mundial ligada ao uso das novas tecnologias e a exortação do Papa que elas não substituam as relações humanas, mas respeitem “a dignidade das pessoas” e ajudem “a enfrentar as crises do nosso tempo”. Um tema de grande atualidade, especialmente por causa da difusão das redes sociais e do crescente desenvolvimento da inteligência artificial.

“Se gastamos mais tempo com o celular que com as pessoas, algo não funciona. A tela nos faz esquecer que detrás há pessoas reais que respiram, riem e choram. É verdade, a tecnologia é fruto da inteligência que Deus nos deu. Porém devemos usá-la bem. Não pode beneficiar apenas a uns poucos enquanto outros ficam excluídos.”

O alerta do Papa para perigos e riscos

O Papa Francisco recorda, assim, que se a tecnologia não é utilizada bem, pode produzir efeitos negativos. Entre eles estão o isolamento e a falta de relações verdadeiras; riscos como o ciberbullying e o ódio nas redes sociais; além do aumento das desigualdades econômicas, sociais, educativas e de trabalho, por exemplo. Para evitar esses perigos, o Papa convida a colocar a tecnologia a serviço do ser humano, utilizando-a para unir as pessoas e ajudar quem precisa, até para fomentar a cultura do encontro e proteger o planeta:

“O que devemos fazer? Usar a tecnologia para unir, não para dividir. Para ajudar aos pobres. Para melhorar a vida dos enfermos e das pessoas com capacidades diferentes. Usar a tecnologia para cuidar de nossa casa comum. Para nos encontrar como irmãos. Porque quando nos olhamos nos olhos, descobrimos o que realmente importa: que somos irmãos, irmãs, filhos do mesmo Pai.”

As novas tecnologias e a família

O cardeal Michael Czerny, prefeito do Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral, faz ecoar as palavras do Papa Francisco: “as novas tecnologias são um importante recurso e instrumento a serviço da família humana. Para que sirvam ao seu desenvolvimento, o seu uso deve orientar-se pelo respeito da dignidade e dos direitos fundamentais do homem. Vamos nos unir ao chamado do Santo Padre, para que o progresso digital constitua um dom para a humanidade, no respeito da dignidade de cada pessoa, da justiça e do bem comum”.

A necessidade de um enfoque ético das novas tecnologiasO vídeo do Papa, realizado neste mês com a colaboração com da Coronation Media, empresa de produção dos Estados Unidos, e o Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral. “Coronation Media está orgulhosa de apoiar ‘O Vídeo do Papa’, continuando uma década de serviço à Igreja Católica como premiado estúdio de vídeo e animação”, afirmam os cofundadores, Bill Phillips e Gary Gasse. “Essa colaboração representa um marco significativo no compromisso contínuo da empresa de navegar pela convergência da expressão humana autêntica com as novas tecnologias e meios de comunicação. Foi uma honra apoiar diretamente a oportuna mensagem de Sua Santidade à comunidade eclesial mundial sobre o uso responsável da tecnologia. De um modo muito concreto, apoiar essa mensagem supõe reforçar nossa dedicação ao uso ético das tecnologias emergentes para fomentar o desenvolvimento humano e para coroar o bem em nosso trabalho”.

Os efeitos da tecnologia em nossas vidas

O diretor internacional da Rede Mundial de Oração do Papa, Pe. Cristóbal Fones, afirma que, no vídeo, “o Papa Francisco nos quer recordar que usar responsavelmente a tecnologia supõe colocá-la a serviço da pessoa humana e da criação. Se é usada dessa forma, é também um meio para dar glória a Deus, já que nossas capacidades e nossa criatividade provêm d´Ele. Além disso, o uso ético das novas tecnologias ajuda a cuidar da criação, salvaguarda a dignidade do ser humano e melhora a vida”. Nesse ponto, o Pe. Fones menciona avanços como a facilidade de acesso a uma infinidade de recursos educativos on-line; a telemedicina, os aplicativos dedicados à saúde e os novos instrumentos de diagnósticos; os aplicativos que melhoram a comunicação e que permitem manter contatos ao redor do mundo e inclusive trabalhar em equipe, apesar das distâncias; as tecnologias de reciclagem e as energias renováveis… “A tecnologia pode ser uma poderosa ferramenta para enfrentar crises globais como a pobreza ou a mudança climática”, afirma.

Porém esse uso ético da tecnologia “requer, sobretudo, que olhemos aos demais com os olhos do coração, que estabeleçamos relações fraternas com os outros, que é o que nos convida o Papa”, continua Padre Fones: “o respeito à dignidade de cada pessoa e o bem comum são os princípios que devem guiar-nos no momento de discernir como usar a tecnologia e para quê”. Em resumo, “o Papa Francisco nos exorta a desenvolver uma consciência crítica sobre como usamos as novas tecnologias e seus efeitos em nossa própria vida e na sociedade. E nos anima a fazer e promover um uso responsável das novas tecnologias que favoreça o desenvolvimento humano integral de todos, especialmente dos mais desfavorecidos”.

Em respeito à dignidade das pessoas

No marco do Ano Santo, é bom recordar que uma das condições necessárias para obter as indulgências concedidas por causa do Jubileu é rezar pelas intenções do Pontífice e ‘O Vídeo do Papa’ apresenta precisamente essas intenções, como a do mês de abril, pelo bom uso das novas tecnologias, que não nos distanciem dos demais e da realidade:

“Rezemos para que o uso das novas tecnologias não substitua as relações humanas, mas respeite a dignidade das pessoas e ajude a enfrentar as crises do nosso tempo.”

Publicado no site vaticannews.va