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Hoje (8) foi inaugurado o restauro do Fontispício do Convento São Francisco, local onde atualmente funciona a Cúria Metropolitana de Vitória. A revitalização preserva

Hoje (8) foi inaugurado o restauro do Fontispício do Convento São Francisco, local onde atualmente funciona a Cúria Metropolitana de Vitória.

Foto: Arquidiocese de Vitória

A revitalização preserva a história, a beleza e a identidade deste patrimônio que faz parte da memória religiosa, cultural e arquitetônica do povo capixaba. Construído a partir de 1591, o antigo convento franciscano permanece como testemunha viva da formação histórica e espiritual de Vitória e do Espírito Santo.

Durante a solenidade, a bibliotecária Giovanna Valfré recordou a importância histórica do espaço e destacou que preservar o antigo convento é também preservar a memória da cidade, da religiosidade do povo capixaba e da própria formação cultural do Espírito Santo.

“Por séculos o Convento viu a cidade crescer e se transformar. Mesmo diante de tantas mudanças, continua sendo presença imponente na paisagem da Cidade Alta e símbolo da memória, da fé e da identidade do povo capixaba”, destacou.

Giovanna também relembrou que o antigo Convento São Francisco foi o primeiro convento franciscano da antiga Província da Imaculada Conceição no Brasil e que, ao longo dos séculos, o espaço acolheu frades, crianças órfãs, instituições religiosas e importantes serviços da Arquidiocese de Vitória.

A prefeita de Vitória, Cris Samorini, ressaltou a importância do restauro como forma de reconectar a população com a história e a identidade do centro da cidade. “Para muitos parece uma simples pintura, mas quem trabalha com patrimônio histórico sabe o valor e o desafio que é um restauro. É um trabalho de resgate da nossa história, da cultura, dos valores religiosos e da conexão das pessoas com o centro da cidade”, afirmou.

Foto: Arquidiocese de Vitória

A relevância histórica do antigo convento, considerado um dos mais antigos conventos franciscanos do Brasil, também foi destacada pelo secretário de Estado de Economia e Planejamento, Álvaro Duboc, que reforçou o compromisso do poder público com a preservação do patrimônio histórico. “Esse restauro é um investimento na memória e na identidade do Estado e da cidade de Vitória. É um presente para os moradores da capital e para todo o povo capixaba”, declarou.

O restauro vai além da recuperação física da fachada, sendo também um gesto de cuidado com a história, a fé e a memória coletiva. “Não é uma simples pintura. É desvelar um mistério de uma história tão bela que o tempo vai escondendo e que, periodicamente, precisamos mostrar de novo. Restaurar é resgatar a originalidade e manter viva a chama da nossa história de fé”, destacou Dom Ângelo Mezzari, arcebispo de Vitória.

Dom Ângelo também agradeceu às instituições públicas e privadas que colaboram com a preservação dos espaços históricos e religiosos da Arquidiocese, reforçando a importância de manter viva a herança cultural, espiritual e arquitetônica construída ao longo dos séculos.

Ao final desta matéria, você poderá conferir algumas fotos da inauguração e o relato histórico apresentado por Giovana Valfré.

História do Convento São Francisco

Arquivo da Arquidiocese de Vitória

A origem do Convento São Francisco remonta a 1587, quando Vasco Fernandes Coutinho Filho, então governador da Capitania do Espírito Santo, convidou os frades franciscanos a se estabelecerem em Vitória. No mesmo ano, foi-lhes doado um terreno coberto por mata virgem, na parte alta da então Vila de Vitória, para a edificação do convento. Em novembro de 1591 foi lançada a pedra fundamental, marco oficial do início da construção daquele que se tornaria o primeiro convento da Província Franciscana da Imaculada Conceição no Brasil.

Por volta de 1596, o convento já estava concluído e em pleno funcionamento. Dali, os frades partiam, inclusive por via marítima, para atender espiritualmente a população local e auxiliar nas atividades da Capela de Nossa Senhora da Penha, em Vila Velha, fundada por Frei Pedro Palácios. O complexo conventual incluía igreja, claustro, capelas, jardim, cemitério, horta e pomar, além de um importante acervo de imagens sacras em madeira, tornando-se um centro religioso e cultural de grande relevância.

A atuação franciscana sempre foi marcada pela simplicidade evangélica e pelo compromisso com os mais pobres. Os frades dedicavam-se à catequese, às missões populares e à evangelização indígena por meio das chamadas missões volantes, deslocando-se até as comunidades em seus próprios territórios, em vez de impor aldeamentos fixos. Essa prática era considerada mais respeitosa às culturas locais e reforçava a proximidade entre missionários e povo.

O convento também manteve forte vínculo com a Irmandade de São Benedito, criada inicialmente para acolher pessoas negras escravizadas e depois aberta a todos. A utilização de espaços do convento pela irmandade revela seu caráter inclusivo e sua função social, tornando-o um ponto de encontro de diferentes grupos sociais.

Em 1774 foi construída a torre do convento, que posteriormente recebeu os sinos que permanecem até hoje. Em 1775, o espaço acolheu visitantes apostólicos, como Frei José do Amor Divino e Frei Salvador, que utilizaram o convento como base para missões em diversas localidades do Espírito Santo.

No século XIX, as restrições impostas pelo Império, especialmente a proibição da entrada de novos noviços, provocaram o esvaziamento de muitos conventos. Em Vitória, o Convento São Francisco chegou a um estado de semiabandono no final do século, correndo inclusive o risco de ser confiscado pelo poder público.

Arquivo da Arquidiocese de Vitória

A criação da Diocese do Espírito Santo, em 1895, marcou um ponto de virada. Seu primeiro bispo, Dom João Batista Corrêa Néri, buscou garantir a preservação e a continuidade do uso do edifício. Em 1899, com autorização do Papa Leão XIII, o Convento São Francisco foi oficialmente transferido à Diocese, passando a integrar a estrutura administrativa da Igreja local.

No século XX, o prédio ganhou nova função social com a criação do Orfanato Cristo Rei, em 1924, idealizado pelo Padre Leandro dell’Uomo e aprovado por Dom Benedito Paulo Alves de Souza. O orfanato acolheu crianças pobres, órfãs e abandonadas, muitas delas descendentes de indígenas e ex-escravizados, tornando o antigo convento um centro de promoção humana, educação e assistência social.

Para atender a essa nova missão, reformas profundas foram realizadas, modificando quase totalmente a estrutura original do edifício. Embora vistas como progresso na época, essas intervenções implicaram a perda de importantes elementos arquitetônicos coloniais, hoje reconhecidos como parte do patrimônio histórico irrecuperável do Espírito Santo.

Em 1925, Padre Leandro promoveu a reorganização do antigo cemitério do convento, reunindo os restos mortais em um ossuário comum no pátio central, onde foi erguido um monumento encimado pela imagem de Nossa Senhora da Imaculada Conceição. O local tornou-se símbolo de respeito à memória e de continuidade entre o passado franciscano e a nova função social do espaço.

Ao longo das décadas seguintes, o edifício continuou servindo à Igreja e à sociedade, abrigando seminários, a Rádio Capixaba, a Cáritas, a Secretaria de Pastoral, a Comissão Justiça e Paz e outros órgãos da Arquidiocese de Vitória. Hoje, como sede da Cúria Metropolitana, o antigo convento mantém-se como centro de articulação pastoral, administrativa e social da Igreja Católica no Espírito Santo.

Nesse contexto, o restauro do frontispício assume um valor simbólico ainda maior. A fachada representa a identidade histórica do edifício e guarda vestígios da arquitetura colonial que resistiram às transformações do século XX. Sua recuperação expressa o compromisso com a preservação da memória, com a valorização do patrimônio cultural e com a continuidade da missão da Igreja.

 

Aconteceu na tarde de hoje, a inauguração do restauro da Igreja Nossa Senhora da Ajuda, em Araçatiba, Viana. Após passar por processo completo de

Aconteceu na tarde de hoje, a inauguração do restauro da Igreja Nossa Senhora da Ajuda, em Araçatiba, Viana.

Após passar por processo completo de restauração e adaptação ao novo uso, a antiga Igreja Nossa Senhora da Ajuda, monumento do século XVIII, foi entregue à população capixaba.

A Igreja Nossa Senhora da Ajuda, passa a integrar o recém-criado Centro de Interpretação Fazenda de Araçatiba, iniciativa que reposiciona o espaço como um polo cultural e turístico.

Por causa da inauguração, a Mitra Arquidiocesana de Vitória e a Prefeitura de Viana assinaram um Termo de Anuência, em que, a Mitra doou os terrenos a quem construiu ao redor dos monumentos e a Prefeitura se comprometeu a regularizar sem custos para as famílias, em até 90 dias após o evento.

Integram o Centro de Interpretação Fazenda de Araçatiba a Igreja de Nossa Senhora da Ajuda, a antiga residência dos Jesuítas que atualmente deu lugar à parte do museu, o pátio externo que abriga a continuação do museu, o café, a loja e uma área paisagística contemplativa e museu.

A obra foi realizada pelo Instituto Modus Vivendi por meio do edital Resgatando a História do BNDES com os patrocínios também da EDP e da Vale, através da Lei Rouanet.

A Arquidiocese de Vitória do Espírito Santo anunciou, nesta terça-feira (6), a nomeação dos novos membros do Conselho Presbiteral para o mandato de dois

A Arquidiocese de Vitória do Espírito Santo anunciou, nesta terça-feira (6), a nomeação dos novos membros do Conselho Presbiteral para o mandato de dois anos, em conformidade com os cânones 495 a 501 do Código de Direito Canônico e o Direito Particular da Arquidiocese.

O Conselho Presbiteral é um organismo consultivo formado por sacerdotes que auxiliam o arcebispo no governo pastoral da Arquidiocese, colaborando na reflexão e nas decisões voltadas ao bem do povo de Deus.

Entre os membros nomeados estão o bispo auxiliar, vigários, coordenadores e representantes das áreas pastorais da Arquidiocese, além de representantes dos presbíteros religiosos e convidados. Compõem o novo conselho:

O Bispo Auxiliar

  • Dom Andherson Franklin Lustoza de Souza;

Conselheiros pelo Ofício que exercem:

  • Pe. Ivo Ferreira de Amorim, Vigário Geral;
  • Pe. Jorge Campos Ramos,Reitor do Seminário Nossa Senhora da Penha e Vigário Geral;
  • Pe. Kelder José Brandão Figueira, Vigário Episcopal para Ação Social, Política e Ecumênica;
  • Pe. Anderson Gomes da Silva, Vigário Episcopal para a Comunicação
  • Pe. Paulo Régis Silvestre, Ecônomo;
  • Pe. Hiller Stefanon Sezini, Vigário Judicial e Presidente do Tribunal Eclesiástico Interdiocesano e de Apelação de Vitória;
  • Pe. Cláudio Alves Moreira, Coordenador de Pastoral;

Conselheiros Eleitos:

  • Pe. Zaclton da Costa Nascimento, Representante dos Presbíteros;
  • Pe. Arthur Francisco Juliatti dos Santos, representante da Área Pastoral de Benevente;
  • Pe. Kremerson Giestas Dias, representante da Área Pastoral de Cariacica-Viana;
  • Pe. Ricardo Petroni S. Passamani, representante da Área Pastoral da Serra-Fundao;
  • Pe. João Marcelo dos Santos, representante da Área Pastoral Serrana;
  • Pe. Abel de Andrade, representante da Área Pastoral de Vila Velha;
  • Pe. Antônio Peroni Filho, representante da Área Pastoral de Vitória

Conselheiro representante dos Presbíteros Religiosos

  • Pe. Patrick da Silva Poli dos Santos, MSC, Paróquia Santa Terezinha do Menino Jesus;

Conselheiros Convidados

  • Pe. Diego Carvalho dos Santos, Presidente da Comissão Nacional de Presbíteros;
  • Pe. Renato Criste Covre, Cura da Catedral Metropolitana e Pároco da Paróquia Nossa Senhora da Vitória, bem como Secretário do Regional Leste 3/CNBB.

Dom Ângelo expressa gratidão aos sacerdotes que aceitaram a missão de integrar o Conselho Presbiteral, destacando a importância da colaboração e da comunhão na caminhada pastoral da Igreja Particular de Vitória. O arcebispo também agradece aos membros que atuaram nos últimos anos, reconhecendo o serviço prestado com dedicação e generosidade em favor do povo de Deus.

Aconteceu na tarde de hoje (06), um importante momento de formação, reflexão e diálogo durante o encontro dedicado ao tema “Semana de Oração pela

Aconteceu na tarde de hoje (06), um importante momento de formação, reflexão e diálogo durante o encontro dedicado ao tema “Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos”. A iniciativa proporcionou aos seminaristas uma oportunidade de aprofundar a compreensão sobre a missão da Igreja na construção da unidade entre os discípulos de Cristo, especialmente em um tempo marcado por polarizações, intolerância e divisões.  A formação foi conduzida pelo Padre Carlos Conceição, da Paróquia Nossa Senhora da Penha, e pela Presbítera Anita Wright, da Igreja Presbiteriana Unida, que, com sensibilidade, experiência pastoral e profundo conhecimento, partilharam reflexões sobre a caminhada ecumênica, seus desafios e sua urgência para o mundo atual.

Durante o encontro, foi ressaltado que o ecumenismo não se resume a encontros institucionais entre diferentes denominações cristãs, mas representa, acima de tudo, um compromisso evangélico com o diálogo, a escuta, o respeito mútuo e a fraternidade. Inspirados pela oração de Jesus, “Que todos sejam um”, foi possível reconhecer que, apesar das diferenças históricas, doutrinárias e litúrgicas, existe uma fé comum em Cristo que une os cristãos e os chama a testemunhar o Evangelho em comunhão.

Também foi refletido o significado da Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos, celebrada em diversas partes do mundo como um tempo especial de intercessão, encontro e renovação do compromisso com a unidade. Mais do que um evento anual, a proposta recorda que a busca pela reconciliação e pela comunhão deve fazer parte da vida cotidiana das comunidades cristãs. Em tempos em que tantos muros ainda são erguidos entre pessoas, culturas e até mesmo entre irmãos de fé, momentos como este recordam que aquilo que nos une é sempre maior do que aquilo que nos separa. A construção da unidade passa pelo encontro sincero, pelo reconhecimento da ação de Deus na caminhada do outro e pela disposição de caminhar juntos.

Confira a programação completa a seguir:

 

IGREJAS CELEBRAM SEMANA DE ORAÇÃO PELA UNIDADE DOS CRISTÃOS 2026 DE 17 A 23 DE MAIO 

Entre as Solenidades da Ascensão do Senhor e de Pentecostes, será celebrada a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos (SOUC), um dos momentos mais significativos do ano para a dimensão Ecumênica da Igreja. As celebrações terão como inspiração bíblica o versículo 4 do quarto capítulo da carta de São Paulo aos Efésios: “Vocês formam um só corpo e um só espírito, do mesmo modo que a esperança para a qual foram chamados é uma só” (Ef 4, 4). 

As orações e reflexões para a semana foram preparadas por um grupo ecumênico coordenado pelo Departamento de Relações Inter-religiosas da Igreja Apostólica Armênia. Como de costume, uma equipe internacional nomeada conjuntamente pelo Dicastério para a Promoção da Unidade dos Cristãos e pela Comissão de Fé e Ordem do Conselho Mundial de Igrejas colaborou com os editores para finalizar os materiais em uma reunião realizada de 13 a 18 de outubro de 2024, na Santa Sé em Etchmiadzin, Armênia. 

O material inclui uma introdução ao tema, um esboço para a celebração ecumênica e uma seleção de breves leituras e orações para cada dia da semana. Este conteúdo pode ser utilizado de diversas maneiras e destina-se a ser usado não apenas durante a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos, mas também ao longo de todo o ano de 2026. 

“Através das suas práticas e ensinamentos, a Igreja Apostólica Arménia oferece-nos uma reflexão profunda sobre a essência da unidade dentro do Corpo universal de Cristo, não apenas como um conceito, mas como uma realidade viva e pulsante”, afirmam os editores do material oferecido a toda a Igreja e  disponível em português aqui.  

Inspiração bíblica 

Na introdução ao tema contida no material preparado para a celebração da Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos, é aprofundado o versículo da Carta aos Efésios sobre a unidade da Igreja.  

“Efésios 4:4 resume os ensinamentos de Paulo sobre a unidade, enfatizando, também aqui, que os seguidores de Cristo representam ‘um só corpo e um só Espírito’, unidos numa única esperança”.  

O conceito de ‘um só corpo’ na iluminação bíblica, também reflete a natureza da Igreja, uma vez que “o cristianismo transcende as fronteiras culturais e nacionais, unindo os crentes em todo o mundo na fé e na esperança”. 

A ideia de “um só Espírito” refere-se ao Espírito Santo “que sustenta esta comunhão e capacita a Igreja a cumprir a sua missão”. 

A única esperança diz respeito à salvação e à vida eterna: “Esse é o objetivo final e a motivação para a vida cristã, proporcionando uma visão comum e propósito para todos os crentes e unindo-os na sua jornada de fé e na sua vida quotidiana. Esta visão partilhada ultrapassa as divisões confessionais e culturais, encorajando os cristãos a trabalharem juntos de todas as formas possíveis”.  

Fonte: CNBB

 

Continuando o ciclo de catequeses sobre a Constituição Dogmática “Lumen Gentium”, Leão XIV dedicou sua catequese desta quarta-feira, 6 de maio, para a dimensão
Continuando o ciclo de catequeses sobre a Constituição Dogmática “Lumen Gentium”, Leão XIV dedicou sua catequese desta quarta-feira, 6 de maio, para a dimensão escatológica da Igreja, com frequência esquecida. “Somos chamados a considerar a dimensão comunitária e cósmica da salvação em Cristo e a voltar o nosso olhar para este horizonte final, a medir e a avaliar tudo a partir desta perspectiva.”

Depois da viagem à África, o Papa retomou suas catequeses sobre os documentos conciliares, comentando hoje o Capítulo VII da Lumen Gentium. Neste tópico, a Constituição sobre a Igreja do Concílio Vaticano II reflete sobre uma das suas características definidoras: a dimensão escatológica.

“A Igreja, de fato, percorre esta história terrena sempre orientada para o seu objetivo final, que é a pátria celeste”, explicou o Pontífice. Essa é uma dimensão essencial que, no entanto, muitas vezes é negligenciada ou minimizada porque se foca no que é imediatamente visível e nas dinâmicas mais concretas da vida da comunidade cristã.

Denunciar o mal em todas as suas formas

Povo de Deus que caminha na história, a Igreja tem o Reino de Deus como fim de todo o seu agir. Isto significa que ela não se identifica perfeitamente com o Reino de Deus, pois o cumprimento definitivo deste somente ocorrerá no fim dos tempos. Guardiã de uma esperança que ilumina o caminho, afirmou o Papa, é também investida da missão de pronunciar palavras claras para rejeitar tudo o que mortifica a vida e impede o seu desenvolvimento e a tomar posição em favor dos pobres, dos explorados, das vítimas da violência e da guerra e de todos os que sofrem, no corpo e no espírito.

“Sinal e sacramento do Reino, a Igreja é o povo de Deus em peregrinação na terra, que, partindo da promessa final, lê e interpreta a dinâmica da história a partir do Evangelho, denunciando o mal em todas as suas formas e anunciando, por palavras e ações, a salvação que Cristo deseja realizar para toda a humanidade e o seu Reino de justiça, amor e paz. A Igreja, portanto, não anuncia a si própria; pelo contrário, tudo nela deve apontar para a salvação em Cristo.”

Nenhuma instituição eclesial pode ser absolutizada

Nesta perspetiva, a Igreja é chamada a reconhecer humildemente a fragilidade humana e a transitoriedade das suas instituições, que, embora sirvam o Reino de Deus, transportam a imagem fugaz deste mundo (cf. LG, 48). “Nenhuma instituição eclesial pode ser absolutizada”, recordou Leão XIV. Pelo contrário, já que vivem na história e no tempo, são chamadas à conversão contínua, à renovação das formas e à reforma das estruturas, à regeneração constante das relações, para que possam verdadeiramente corresponder à sua missão.

Na comunhão dos santos, formamos uma única Igreja

No contexto do Reino de Deus, outro ponto a ser compreendido é a relação entre os cristãos que cumprem a sua missão hoje e aqueles que já concluíram a sua existência terrena e se encontram em estado de purificação ou beatitude.

Lumen Gentium, de fato, afirma que todos os cristãos formam uma só Igreja, que existe uma comunhão e partilha dos bens espirituais fundada na união de todos os fiéis com Cristo, uma fraterna sollicitudo entre a Igreja terrena e a Igreja celeste. Ao rezarmos pelos defuntos e ao seguirmos os passos daqueles que já viveram como discípulos de Jesus, também nós somos amparados na nossa caminhada e fortalecemos a nossa adoração a Deus.

“Sejamos gratos aos Padres Conciliares por nos terem recordado essa dimensão tão importante e bela do ser cristãos, e procuremos cultivá-la nas nossas vidas”, pediu o Santo Padre, ao concluir a sua catequese.

Fonte: publicado no site vaticannews.va

Aconteceu no último domingo (3), na Paróquia Nossa Senhora das Graças, em Coqueiral de Itaparica, a Missa de Envio dos voluntários do Barco Hospital

Aconteceu no último domingo (3), na Paróquia Nossa Senhora das Graças, em Coqueiral de Itaparica, a Missa de Envio dos voluntários do Barco Hospital Laguna Negra, da Prelazia de Lábrea.

A Santa Missa foi presidida pelo arcebispo de Vitória, dom Angelo Mezzari, e contou com a participação dos voluntários que partem em missão — entre eles, profissionais da área da saúde, leigos e dois seminaristas do quarto ano de Teologia, Vinicius Leite e Wilian Miranda.

A celebração deu início ao tempo de evangelização dos missionários, que seguem levando não apenas atendimento e serviço, mas também a presença evangelizadora da Igreja.

A missão do Barco Hospital Laguna Negra é organizada pela Comunidade Epifania e proporciona aos voluntários uma vivência missionária na Prelazia de Lábrea, Igreja irmã da Arquidiocese de Vitória, localizada na região centro-sul do estado do Amazonas.

O Barco Hospital Laguna Negra tem como objetivo oferecer aos voluntários uma experiência profunda do amor, da fé e da ação concreta da misericórdia de Deus, por meio do atendimento médico e odontológico à população ribeirinha e indígena de parte da região amazônica.

Fotos: Paróquia Nossa Senhora das Graças e Seminário Nossa Senhora da Penha

 

 

O Papa Leão XIV Cada um tem já um valor infinito no mistério de Deus, que é a verdadeira realidade. Amando-nos uns aos outros
O Papa Leão XIV
Cada um tem já um valor infinito no mistério de Deus, que é a verdadeira realidade. Amando-nos uns aos outros como Jesus nos amou, oferecemos a nós mesmos essa consciência. É o mandamento novo: assim antecipamos o céu na terra, revelamos a todos que a fraternidade e a paz são o nosso destino. Com efeito, no meio de uma multidão de irmãos, no amor, cada um descobre ser único. Foi o que disse o Papa no Regina Caeli deste V Domingo do Tempo Pascal.

O Evangelho proclamado neste domingo introduz-nos no diálogo do Mestre com os seus, durante a Última Ceia. Em particular, ouvimos uma promessa que nos conecta desde já no mistério da sua ressurreição. Jesus diz: «Quando Eu tiver ido e vos tiver preparado lugar, virei novamente e hei de levar-vos para junto de mim, a fim de que, onde Eu estou, vós estejais também» (Jo 14, 3).

Com essas palavras, o Santo Padre comentou o Evangelho deste domingo, 3 de maio, no Regina Caeli, ao meio-dia, ao rezar com os fiéis e peregrinos reunidos na Praça São Pedro para a oração que substitui o Angelus no período pascal.

Neste tempo litúrgico, tal como a Igreja nascente, ressaltou o Pontífice, recordamos as palavras de Jesus que revelam todo o seu significado à luz da sua paixão, morte e ressurreição. O que antes escapava aos discípulos ou lhes causava perturbação, agora ressurge na memória, aquece o coração e dá esperança.

Em Deus há lugar para cada um

Os Apóstolos descobrem que em Deus há lugar para cada um. Dois deles tinham-no experimentado desde o primeiro encontro com Jesus, junto ao rio Jordão, quando Ele se deu conta de que o seguiam e os convidou a ficar naquela tarde na sua casa.

“Também agora, diante da morte, Jesus fala de uma casa, desta vez muito grande: é a casa do seu Pai e do nosso Pai, onde há lugar para todos. O Filho descreve-se como o servo que prepara os aposentos, para que cada irmão e irmã, ao chegar, encontre o seu pronto e se sinta desde sempre esperado e finalmente encontrado.”

O Papa observou que no mundo antigo em que ainda caminhamos, chamam a atenção os lugares exclusivos, as experiências ao alcance de poucos, o privilégio de entrar onde ninguém mais pode. Em vez disso, no mundo novo para onde o Ressuscitado nos leva, aquilo que tem maior valor está ao alcance de todos. Mas não por isso perde o seu encanto. Pelo contrário, aquilo que está acessível a todos agora gera alegria: a gratidão substitui a competição; a acolhida apaga a exclusão; a abundância já não implica desigualdade.

Em Deus cada um é finalmente ele mesmo

Acima de tudo, ninguém é confundido com outra pessoa, ninguém está perdido. A morte ameaça apagar o nome e a memória, mas em Deus cada um é finalmente ele mesmo. Na verdade, é este o lugar que procuramos durante toda a vida.

“«Tende fé», diz-nos Jesus. Eis o segredo! «Tende fé em Deus e tende fé também em mim». É precisamente esta fé que liberta o nosso coração da ansiedade de obter e de possuir, do engano de perseguir um lugar de prestígio para valer alguma coisa. Cada um tem já um valor infinito no mistério de Deus, que é a verdadeira realidade. Amando-nos uns aos outros como Jesus nos amou, oferecemos a nós mesmos essa consciência. É o mandamento novo: assim antecipamos o céu na terra, revelamos a todos que a fraternidade e a paz são o nosso destino.”

Com efeito, no meio de uma multidão de irmãos, no amor, cada um descobre ser único, disse por fim o Pontífice, pedindo, então, a Maria Santíssima, Mãe da Igreja, para que cada comunidade cristã seja uma casa aberta a todos e atenta a cada um.

Após três dias de oração, fraternidade, discernimento e sinodalidade vividos na Arquidiocese de Vitória, o Encontro Nacional das Virgens Consagradas foi concluído com a

Após três dias de oração, fraternidade, discernimento e sinodalidade vividos na Arquidiocese de Vitória, o Encontro Nacional das Virgens Consagradas foi concluído com a Missa de Envio, celebrada na Catedral Metropolitana de Vitória, na manhã deste domingo (3). A Eucaristia foi presidida por Dom Ângelo Ademir Mezzari e reuniu cerca de 50 mulheres consagradas, vindas de diversas dioceses do país.

Foto: Arquidiocese de Vitória – Dom Ângelo Ademir Mezzari, R.C.J e om Fernando José Monteiro Guimarães, C.Ss.R., Bispo Emérito do Ordinariado Militar

Ao longo dos dias de encontro, as participantes contribuíram ativamente na construção de orientações para a Igreja no Brasil, contando também com a assessoria de Dom Fernando José Monteiro Guimarães, C.Ss.R., Bispo Emérito do Ordinariado Militar, cuja colaboração enriqueceu as reflexões e os encaminhamentos do encontro. Segundo Dom Ângelo, essas diretrizes serão fundamentais para auxiliar os bispos na promoção e no acompanhamento dessa vocação em suas dioceses.

O arcebispo também destacou o crescimento dessa vocação no país, que tem atraído mulheres dispostas a seguir Jesus Cristo por meio da entrega total de suas vidas. “Há muitas maneiras de seguir Jesus, e essa é uma forma que hoje floresce e se faz presente em várias partes do país”, afirmou.

A celebração de encerramento foi marcada pelo sentido de unidade e envio missionário. Como expressão do caminho sinodal vivido, cada consagrada retorna agora à sua realidade familiar e profissional, levando consigo o testemunho da fé e do amor de Cristo. “Esta Eucaristia marca o envio de cada consagrada para sua diocese”, ressaltou Dom Ângelo.

As reflexões e contribuições do encontro deverão resultar, em breve, na consolidação de um diretório nacional, oferecendo diretrizes para promover, acompanhar e valorizar a vocação das virgens consagradas no Brasil.

Com o encerramento, as participantes seguem para suas dioceses com o compromisso de fortalecer e difundir essa forma de vida consagrada, contribuindo para a missão evangelizadora da Igreja no país.