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Neste dia que encerra o Mês das Missões, o Centro Cultural Missionário (CCM) divulgou o calendário com a programação dos cursos de formação missionária

Neste dia que encerra o Mês das Missões, o Centro Cultural Missionário (CCM) divulgou o calendário com a programação dos cursos de formação missionária para 2025. As ofertas de formação contam com o apoio das Pontifícias Obras Missionárias (POM), da Conferência dos Religiosos do Brasil (CRB) e das Comissões Episcopais da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).

São oferecidos pelo Centro Cultural Missionário cursos presenciais, virtuais e itinerantes que dão a oportunidade para os participantes de conhecer, amadurecer e se aperfeiçoar na caminhada missionária.

Em 2025, serão oferecidos 27 cursos: 12 na modalidade presencial, realizados na sede do CCM, em Brasília (DF); 11 na modalidade virtual/on-line, por meio da plataforma digital, nas modalidades síncrona e gravada; e quatro cursos na modalidade itinerante, realizados nos Regionais ou nas arqui/diocese/prelazias, conforme proposta elaborada com o CCM.

Acesse aqui calendário completo de cursos

O diretor-geral do CCM, padre Tiago Ávila Camargo, considera importante marcar a conclusão do mês missionário com a divulgação dos cursos e deseja que a divulgação dos cursos, nas suas diferentes modalidades, chegue às dioceses, comunidades e paróquias, aos organismos missionários e aos Conselhos Missionários.

“A urgência missionária também pede de todos nós organização e planejamento, por isso o Centro Cultural Missionário (CCM) divulga o calendário de 2025 com certa antecedência desejando que muitos possam reservar suas agendas para participar de nossas atividades formativas missionárias. Fazemos votos que os senhores bispos, os secretários executivos, os coordenadores de pastoral e os coordenadores dos conselhos missionários sejam incentivadores da participação em nossa programação”, motiva o padre.

Destaques da formação missionária

Entre os cursos do Centro Cultural Missionário de 2025, estão programadas duas edições da formação para missionários estrangeiros que chegam ao Brasil, o Cenfi: de março a junho e de setembro a novembro.

Já o curso para missionárias e missionários brasileiros enviados para missão Ad Gentes ou Além-fronteiras será de 15 a 28 de setembro.

Outros cursos presenciais vão abordar o Jubileu 2025, a missão na Amazônia, atualização missionária, a Infância e Adolescência Missionária e retiro espiritual para coordenadores de organismos, pastorais e movimentos.

Acessar calendário completo de cursos

Publicação: cnbb.org.br
ARQUIDIOCESE DE VITÓRIA DO ESPÍRÍTO SANTO – BRASIL Nota oficial   A Arquidiocese de Vitória do Espírito Santo, por meio de seu arcebispo metropolitano,

ARQUIDIOCESE DE VITÓRIA DO ESPÍRÍTO SANTO – BRASIL

Nota oficial

 

A Arquidiocese de Vitória do Espírito Santo, por meio de seu arcebispo metropolitano, Dom Dario Campos, vem a público expressar veemente rejeição ao projeto de lei em tramitação na Câmara Municipal de Vitória, PL 57/2023, o qual visa impedir a presença de pessoas – especialmente as mais vulneráveis – nos espaços públicos da cidade, impondo-lhes sanções e penalidades.

Esse projeto representa uma afronta direta aos direitos fundamentais consagrados na Constituição Federal. A proposta ignora o princípio da dignidade da pessoa humana, fundamento maior da República Federativa do Brasil (art. 1º, inciso III, CF), ao tratar como infração a simples presença de pessoas em espaços públicos. O direito de ir e vir, também consagrado no art. 5º, inciso XV da Constituição, não pode ser restringido arbitrariamente, sobretudo quando tal restrição se baseia na condição econômica e social dos cidadãos. Criminalizar a pobreza e privar os mais vulneráveis do direito a ocupar os espaços públicos constitui não apenas uma ofensa legal, mas também uma grave violação ética.

O projeto contraria, ainda, o princípio da função social dos espaços urbanos, previsto no art. 182 da Constituição, que orienta a política urbana em prol do bem-estar coletivo e da justiça social. Vitória, cidade que deveria zelar pela inclusão e pelo acolhimento, não pode ceder a práticas higienistas que, ao invés de promover soluções dignas, reforçam a marginalização e o preconceito.

Do ponto de vista cristão, repudiamos a iniciativa, pois ela vai contra o Evangelho de Jesus Cristo, que sempre se fez próximo dos marginalizados e oprimidos. Jesus nasceu pobre, caminhou entre os pobres, acolheu os desamparados e nos ensinou a prática do amor e da misericórdia. Como Igreja, não podemos aceitar que a exclusão e a estigmatização de nossos irmãos e irmãs em situação de rua sejam institucionalizadas. O exemplo de São Francisco de Assis, que dedicou sua vida ao serviço dos pobres, é um modelo que nos inspira a lutar contra toda forma de exclusão.

Às vésperas do Dia Mundial dos Pobres, celebrado em 17 de novembro – instituído pelo Papa Francisco no ano de 2017 para chamar atenção da Igreja e da sociedade para a realidade das pessoas mais vulneráveis – é ainda mais chocante testemunhar uma proposta que promove a exclusão social e despreza os princípios de fraternidade e solidariedade. Esse projeto é um retrocesso que ofende tanto o arcabouço jurídico nacional quanto os valores cristãos e éticos que sustentam a dignidade humana.

Convocamos os legisladores e a sociedade a rejeitarem esse projeto e a se unirem em defesa de uma cidade mais justa e inclusiva. Que Vitória seja uma cidade de acolhimento e de respeito à dignidade de cada pessoa humana, onde todos possam viver com dignidade e respeito.

Vitória, ES, 09 de novembro de 2024.

Dom Dario Campos, OFM

Arquidiocese de Vitória do Espírito Santo

  A Arquidiocese de Vitória do Espírito Santo e sua casa de formação dos futuros presbíteros, o Seminário Arquidiocesano Nossa Senhora da Penha, tem

 

A Arquidiocese de Vitória do Espírito Santo e sua casa de formação dos futuros presbíteros, o Seminário Arquidiocesano Nossa Senhora da Penha, tem a alegria de anunciar a eleição ao Diaconato transitório de sete de seus Seminaristas, número histórico em décadas desde a sua fundação. São eles:

ANTONIO VITOR FAVERO

Paróquia de origem: Nossa Senhora da Conceição, Alfredo Chaves-ES;

Paróquias em que exerceu pastoral: São Francisco de Assis, Laranjeiras, Serra-ES; Bom Jesus, Novo Horizonte, Cariacica-ES; Bom Pastor, Praia da Costa, Vila Velha-ES.

 

ARTHUR CRISTO DA SILVA

Paróquia de origem: São João Paulo II, Itaparica, Vila Velha-ES;

Paróquias em que exerceu pastoral: São José, São José, Guarapari-ES; São Pedro, Jacaraípe, Serra-ES; Sagrado Coração de Jesus, Itaquari, Cariacica-ES.

 

JACOB MARIANO PIMENTEL FIRME

Paróquia de origem: Nossa Senhora da Conceição, Viana-ES;

Paróquias em que exerceu pastoral: Virgem Maria, Itacibá, Cariacica-ES; Nossa Senhora das Graças, Coqueiral de Itaparica, Vila Velha-ES; Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, Praia da Costa, Vila Velha-ES.

 

JOÃO LUÍS CAÇANDRE

Paróquia de origem: Sant’Ana, Marechal Floriano-ES;

Paróquias em que exerceu pastoral: São José, São José, Guarapari-ES; São Pedro, Jacaraípe, Serra-ES; Nossa Senhora da Glória, Glória, Vila Velha-ES; Virgem Maria, Itacibá, Cariacica-ES.

 

MARWIN AMARAL MARTINS

Paróquia de origem: São João Batista, Cariacica-ES;

Paróquias em que exerceu pastoral: Nossa Senhora da Penha, Jardim Limoeiro, Serra-ES; Bom Pastor, Praia da Costa, Vila Velha-ES; São Francisco Xavier, Iriri, Anchieta-ES; Nossa Senhora da Penha, Flexal, Cariacica-ES.

 

PEDRO NUNES GOUVEIA

Paróquia de origem: Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, Praia da Costa, Vila Velha-ES;

Paróquias em que exerceu pastoral: Santa Mãe de Deus, Ibes, Vila Velha-ES; Nossa Senhora da Penha, Flexal, Cariacica-ES; Sagrada Família, Jardim Camburi, Vitória-ES.

 

RODRIGO ALMEIDA SIMÕES

Paróquia de origem: Nossa Senhora da Conceição, Viana-ES;

Paróquias em que exerceu pastoral: São José, Maruípe, Vitória-ES; Nossa Senhora da Conceição, Serra-ES; São Sebastião do Alto Guandú, Afonso Cláudio-ES; São Lucas, Novo México, Vila Velha-ES.

 

A Santa Missa com o rito de Ordenação Diaconal se dará na Catedral Metropolitana de Vitória, no dia 28 de dezembro (sábado), às 09h.

Os diáconos participam de modo especial na missão e graça de Cristo. São marcados pelo sacramento da Ordem com um sinal configurando-se a Cristo, que se fez “diácono”, isto é, servidor de todos. Cabe aos diáconos, entre outros serviços, assistir ao Bispo e aos Padres na celebração dos divinos mistérios, sobretudo à Eucaristia, distribuir a Comunhão, assistir ao Matrimônio e abençoá-lo, proclamar o Evangelho e pregar, presidir os funerais e consagrar-se aos diversos serviços da caridade.

Os diáconos transitórios são aqueles que recebem o primeiro grau da ordem, em função de receberem o segundo: o presbiterado. Neste caso, apenas os homens solteiros e dispostos a viverem o celibato em preparação ao sacerdócio.

As ordenações são ocasião de grande júbilo para a comunidade do Seminário e para a toda a Arquidiocese: são fruto do auxílio do Povo de Deus, da entrega dos vocacionados e da dedicação da equipe de formação.

Conheça mais o Seminário AQUI.

“Demos graças a Deus!”

A Jornada Mundial dos Pobres acontece no Brasil de 10 a 17 de novembro. A data que foi estabelecida pelo Papa Francisco e já

A Jornada Mundial dos Pobres acontece no Brasil de 10 a 17 de novembro. A data que foi estabelecida pelo Papa Francisco e já está na VIII edição é uma oportunidade para exercermos a solidariedade e nos aproximarmos das realidades de vida mais vulneráveis.

Na Arquidiocese de Vitória, as coletas dos dias 16 e 17 serão todas revertidas para a Campanha Paz e Pão, que mensalmente, distribui cestas de alimentos a famílias necessitadas. Outras iniciativas serão realizadas nas paróquias, por isso fica o apelo para que todos virem suas atenções para quem precisa de ajuda. Participe das iniciativas, seja generoso na sua doação e, se puder, torne-se um doador da Campanha Paz e Pão. Acesse o site https://pazepao.com.br/ e seja um doador.

 

 

 

 

 

Assista o convite de dom  José Valdeci dos Santos Mendes, presidente da Comissão Sociotransformadora da CMNBB, Conferência Nacional dos Bispos do Brasil.

O Vaticano publicou um livro com meditações do Papa Francisco, em vista do jubileu. Abaixo o prefácio do Papa divulgado no site vaticannews.va: Papa

O Vaticano publicou um livro com meditações do Papa Francisco, em vista do jubileu. Abaixo o prefácio do Papa divulgado no site vaticannews.va:

Papa Francisco

Quando eu era padre em Buenos Aires, e mantive esse hábito mesmo como bispo em minha cidade de origem, amava ir a pé aos vários bairros para visitar os confrades sacerdotes, visitar uma comunidade religiosa ou conversar com amigos. Caminhar faz bem: nos coloca em relação com o que está acontecendo ao nosso redor, nos faz descobrir sons, cheiros, ruídos da realidade que nos circunda, enfim, nos aproxima da vida dos outros.

Caminhar é não ficar parado: crer significa ter dentro de si uma inquietação que nos leva a um “mais”, a mais um passo a frente, a uma altura a alcançar hoje, sabendo que amanhã o caminho nos levará mais longe – ou mais em profundidade, na nossa relação com Deus, que é exatamente como a relação com a pessoa amada da nossa vida, ou entre amigos: nunca terminado, nunca dado como certo, nunca satisfeito, sempre em busca, ainda não satisfatório. É impossível dizer com Deus: “Está feito, está tudo bem, basta”.

Por esta razão, o Jubileu de 2025, junto com a dimensão essencial da esperança, deve levar-nos a uma consciência cada vez maior de que a fé é uma peregrinação e que nós, nesta terra, somos peregrinos. Não turistas ou andarilhos: não nos movemos ao acaso, existencialmente falando. Somos peregrinos. O peregrino vive o seu caminho sob a bandeira de três palavras-chave: risco, esforço e meta.

O risco. Hoje em dia, achamos difícil entender o que significava para os cristãos do passado fazer uma peregrinação, acostumados como estamos com a rapidez e a comodidade de nossas viagens de avião ou trem. No entanto, sair para a estrada mil anos atrás significava correr o risco de nunca mais voltar para casa por causa dos muitos perigos que se poderia encontrar nas várias rotas. A fé de quem decidia partir era mais forte do que qualquer medo: os peregrinos de antigamente nos ensinam essa confiança no Deus que os chamou para colocar-se a caminho em direção ao túmulo dos Apóstolos, à Terra Santa ou a um santuário. Nós também pedimos ao Senhor para ter uma pequena porção dessa fé, para aceitar o risco de nos abandonarmos à sua vontade, sabendo que ela é a de um bom Pai que deseja dar a seus filhos somente o que lhes convém.

Esforço. Caminhar, na verdade, significa esforço. Isso é bem conhecido pelos muitos peregrinos que hoje voltaram a frequentar as antigas rotas de peregrinação: penso na rota de Santiago de Compostela, na Via Francigena e nos vários Caminhos que surgiram na Itália, que lembram alguns dos santos ou testemunhas mais conhecidas (São Francisco, Santo Tomás, mas também pe. Tonino Bello) graças a uma sinergia positiva entre instituições públicas e organismos religiosos. Caminhar envolve o esforço de acordar cedo, preparar uma mochila com o essencial, comer algo frugal. E depois os pés que doem, a sede que se torna pungente, especialmente nos dias ensolarados de verão. Mas esse esforço é recompensado pelos muitos dons que o caminhante encontra ao longo do caminho: a beleza da criação, a doçura da arte, a hospitalidade das pessoas. Quem faz uma peregrinação a pé – e muitos podem testemunhar isso – recebe muito mais do que o esforço realizado: estabelece belos vínculos com as pessoas que encontra ao longo do caminho, vive momentos de autêntico silêncio e de fecunda interioridade que a vida frenética de nosso tempo muitas vezes torna impossível, compreende o valor do essencial em vez do brilho de ter tudo o que é supérfluo, mas faltar o necessário.

A meta. Caminhar como peregrinos significa que temos um ponto de chegada, que o nosso movimento tem uma direção, um objetivo. Caminhar é ter uma meta, não estar à mercê do acaso: quem caminha tem uma direção, não gira em círculos, sabe para onde ir, não perde tempo vagueando de um lado para o outro. Por isso recordei várias vezes quão semelhantes são o ato de caminhar e o de ser fiel: quem tem Deus no coração recebeu o dom de uma estrela polar para a qual seguir – o amor que recebemos de Deus é a razão do amor que temos para oferecer às outras pessoas.

Deus é a nossa meta: mas não podemos alcançá-lo como chegamos a um santuário ou a uma basílica. E de fato, como bem sabe quem já fez peregrinações a pé, chegar finalmente à meta almejada – penso na Catedral de Chartres, que há muito é alvo de um renascimento em termos de peregrinações graças à iniciativa, que remonta a um século atrás, do poeta Charles Péguy – não significa sentir-se satisfeito: ou melhor, se externamente se sabe bem que chegou, internamente existe a consciência de que o caminho não acabou. Porque Deus é exatamente assim: uma meta que nos empurra mais longe, uma meta que nos chama continuamente a prosseguir, porque é sempre maior do que a ideia que temos dele. O próprio Deus nos explicou isso através do profeta Isaías: «Tanto quanto o céu está acima da terra, assim os meus caminhos estão acima dos caminhos de vocês, e os meus projetos estão acima dos seus projetos» (Is 55,9). Com Deus nunca podemos dizer que alcançamos, a Deus nunca chegamos: estamos sempre em movimento, permanecemos sempre em busca dele. Este caminhar rumo a Deus oferece-nos a certeza inebriante de que Ele nos espera para nos doar a sua consolação e a sua graça.

Cidade do Vaticano, 2 de outubro de 2024

Aprovado e publicado o documento final do Sínodo, agora cabe às arquidiocese dioceses, em todo o mundo, o trabalho de colocar em prática. O

Aprovado e publicado o documento final do Sínodo, agora cabe às arquidiocese dioceses, em todo o mundo, o trabalho de colocar em prática. O desejo do Papa Francisco foi expresso da seguinte forma: “Todos, na esperança de que não falte ninguém. Ninguém fique de fora! Todos! E a palavra-chave é esta: a harmonia, que é obra do Espírito; a Sua primeira manifestação forte, na manhã de Pentecostes, é harmonizar todas aquelas diferenças, todas aquelas línguas, todas aquelas coisas… Harmonia”!

Leia abaixo a matéria publicada no site vaticannews.va

O Documento Final do Sínodo propõe a conversão de relações, processos e obrigações. Francisco pediu aos participantes no Sínodo para darem testemunho da experiência vivida, com palavras partilhadas e atos concretos. Provavelmente, as comissões sinodais já criadas nas dioceses podem ajudar neste processo.

Depois de três anos de caminho em conjunto (2021-2024), num movimento que envolveu milhões de pessoas em todo o mundo refletindo sobre o tema “Por uma Igreja sinodal: participação, comunhão e missão”, as conclusões do Sínodo foram condensadas num Documento Final publicado no passado dia 26 de outubro. Leia o documento final, clicando aqui.

Ninguém fique de fora

Sobre o texto sinodal o Papa disse no discurso de encerramento que a pluralidade das diferenças encontradas durante o caminho sinodal deve ser vivida em harmonia. E Francisco pediu que ninguém fique de fora, pois Deus é para todos.

“Todos, na esperança de que não falte ninguém. Ninguém fique de fora! Todos! E a palavra-chave é esta: a harmonia, que é obra do Espírito; a Sua primeira manifestação forte, na manhã de Pentecostes, é harmonizar todas aquelas diferenças, todas aquelas línguas, todas aquelas coisas… Harmonia!”, assinalou o Santo Padre.

Conversão que nasce da escuta

O Documento Final da XVI Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos bispos, nos seus 155 pontos, que são fruto do trabalho de 368 participantes, dos quais 272 eram bispos e mais de 50 eram mulheres, apresenta uma larga panorâmica sinodal com uma palavra-chave: a conversão. A conversão de relações, processos e obrigações. Uma conversão contínua a partir da escuta do Evangelho colocando em prática o Concílio Vaticano II, como se pode ler no número 5 do documento.

“De facto, o caminho sinodal está a pôr em prática o que o Concílio ensinou sobre a Igreja como Mistério e Povo de Deus, chamada à santidade através de uma conversão contínua que nasce da escuta do Evangelho”, refere o texto.

E a conversão só é possível se formos capazes de “partilhar com todos o perdão e a reconciliação que vêm de Deus”, refere o ponto 6, algo que é “pura graça da qual não somos donos, mas apenas testemunhas”.

De testemunho falou o Papa Francisco no seu discurso aos participantes no Sínodo, dizendo que os conteúdos do Documento Final devem ser enriquecidos com o “testemunho da experiência vivida”, com palavras partilhadas e atos concretos.

“A igreja sinodal para a missão precisa, agora, que as palavras partilhadas sejam acompanhadas de atos”, declarou o Papa.

Em discernimento aplicar as conclusões nas dioceses

Abre-se, assim, um tempo novo no qual, tal como disse o Papa, as palavras partilhadas devem ser acompanhadas por ações. Ou seja, é o momento da aplicação das conclusões nas dioceses, que é a terceira fase do Sínodo, tal como prevê a Constituição Apostólica “Episcopalis communio”.

Recordemos que nesse documento sobre o Sínodo dos Bispos, publicado em 2018 pelo Papa Francisco, pode-se ler que “à celebração da Assembleia do Sínodo, deve seguir-se a fase da sua aplicação, com a finalidade de iniciar em todas as Igrejas particulares a receção das conclusões sinodais”.

Provavelmente, as comissões sinodais já criadas nas dioceses podem ajudar neste processo de aplicação do Sínodo, tal como já tinha referido em maio deste ano o padre Sérgio Leal, especialista em sinodalidade, sublinhando a importância do discernimento comunitário.

“Partirem da escuta que fizeram e dos desafios que foram lançados pela assembleia e voltar a essas comissões e assembleias sinodais, agora já não para fazer um novo processo de escuta, mas para aplicarmos em discernimento comunitário, até porque as comunidades foram exercitadas neste dinamismo sinodal e agora em caminho sinodal dizerem como é que podemos ser Igreja sinodal em missão aqui na comunidade em que estamos”, disse o padre Sérgio Leal.

A relevância do caminho já percorrido desde 2021 nas comunidades e a prática do discernimento comunitário estão explicitamente referidas no ponto 7 do Documento Final do Sínodo.

“Do caminho sinodal iniciado em 2021, já vimos os primeiros frutos. Os mais simples, mas preciosos, estão a fermentar na vida das famílias, das paróquias, das Associações e Movimentos, das pequenas comunidades cristãs, das escolas e das comunidades religiosas, onde cresce a prática do diálogo no Espírito, do discernimento comunitário, da partilha dos dons vocacionais e da corresponsabilidade na missão. O encontro dos párocos para o Sínodo (Sacrofano [Roma], 28 de abril – 2 de maio de 2024) permitiu apreciar estas ricas experiências e relançar o seu caminho. Estamos gratos e felizes pela voz de tantas comunidades e fiéis que vivem a Igreja como lugar de acolhimento, de esperança e de alegria”, diz o Documento Final do Sínodo.

Encontro e diálogo com a “Conversação no Espírito”

Precisamente, neste citado encontro “Párocos pelo Sínodo” esteve o próprio padre Sérgio Leal, também ele pároco na diocese do Porto, nas paróquias de Anta e Guetim.

Sobre esta Assembleia Mundial que reuniu cerca de 200 párocos de todo o mundo, o sacerdote refere a importância da “Conversação no Espírito”, o método utilizado neste processo sinodal.

Segundo o padre Sérgio Leal, “este processo de Conversação no Espírito é um processo fundamental, até para a resolução de conflitos numa comunidade”. Assinala o seu grande potencial para a projeção pastoral das comunidades e sublinha que este método “permite escutar o outro, ser escutado e sobretudo escutar o Espírito Santo”.

“Este processo de Conversação no Espírito é um processo fundamental, até para a resolução de conflitos numa comunidade, para a projeção pastoral de um plano pastoral diocesano ou paroquial. Porque nos permite escutar o outro, ser escutado e sobretudo escutar o Espírito Santo no meio de tudo isto. Na metodologia sinodal encontramos também em cada grupo o chamado facilitador ou facilitadora, como era no nosso caso uma religiosa. O seu papel era ajudar-nos a ser fiéis à metodologia que nos tinha sido pedida, conduzir os trabalhos, mas com toda a liberdade de irmos onde o Espírito nos levasse”, sublinha o sacerdote.

O Documento Final do Sínodo, no seu número 45 destaca a importância da implementação do método utilizado neste processo sinodal que é o da “Conversação no Espírito”. Uma prática de renovação que tem dado alegria às comunidades.

“A sua prática tem suscitado alegria, espanto e gratidão e tem sido experimentada como um caminho de renovação que transforma as pessoas, os grupos e a Igreja”, pode-se ler no Documento.

A propósito da aplicação das conclusões nas dioceses, a Rede Sinodal em Portugal manifesta a sua disponibilidade para, em ambiente de trabalho coletivo, ser parte de uma plataforma alargada nacional que permita dar respiração ao dinamismo sinodal. Com propostas simples como estas:

– partilhar experiências e iniciativas sinodais nas dioceses, paróquias e movimentos;

– criar sinergias e colaborações estimulando as comunidades com momentos de formação e encontro

No final do Angelus, o Papa retorna a relançar o apelo para silenciar as armas, dar “espaço ao diálogo” e abordar as questões “com
No final do Angelus, o Papa retorna a relançar o apelo para silenciar as armas, dar “espaço ao diálogo” e abordar as questões “com a lei e as negociações”. O Pontífice volta seus pensamentos para a Ucrânia, o Oriente Médio, Mianmar e o Sudão do Sul e, em seguida, pede orações para o povo de Valência e outras áreas da Espanha atingidas pela desastrosa tempestade Dana: “Continuemos a rezar”.

Com base na Constituição italiana e, em particular, no artigo 11 sobre o repúdio total à guerra, o Papa Francisco lançou um novo e sincero apelo para pôr fim a todos os conflitos no mundo, silenciar as armas, favorecer o diálogo, o direito e as negociações como instrumentos para resolver as disputas. No final do Angelus deste primeiro domingo de novembro, o Pontífice, da janela do Palácio Apostólico, saudou os muitos fiéis reunidos na Praça São Pedro e se dirigiu diretamente ao grupo de “Emergency Roma Sud”, empenhado nestes dias – como há anos – em “recordar” o artigo 11 da Constituição italiana que diz:

“A Itália repudia a guerra como instrumento de ofensa à liberdade de outros povos e como meio de resolver disputas internacionais”. 

Calem-se as armas, espaço para o diálogo

“Recordem-se deste artigo, e ir avante!”, exortou o papa, saindo do texto escrito. “Que este princípio seja implementado em todo o mundo”.

“Que a guerra seja banida e que as questões sejam tratadas com as leis e negociações. Calem-se as armas, seja dado espaço ao diálogo.

Orações pelos territórios atingidos por conflitos

Como toda quarta-feira, como todo domingo, Francisco faz uma lista dos territórios atingidos por conflitos. Uma lista que já se tornou um hábito, como infelizmente se tornou um hábito a barbárie que se verifica diariamente nessas terras, declinada em ataques, mísseis, tiroteios, atentados, bombardeios contra casas e estruturas civis. Ou até mesmo, como aconteceu em Jabalia, ao norte de Gaza, neste fim de semana, de acordo com informações divulgadas pelo Unicef, com o assassinato de cerca de cinquenta crianças e o ataque a um veículo pertencente à organização de trabalhadores envolvidos na distribuição de vacinas contra a pólio.

Um pensamento ao povo de Valência

O Papa não se esqueceu, no final do Angelus, de dirigir um pensamento ao povo de Valência, atingido pela desastrosa inundação de Dana, que causou cerca de 210 mortes (o número de mortos aumentou) e uma quantidade incalculável de danos, enquanto o risco de infecções também está se espalhando devido à falta de acesso à água potável e ao transbordamento dos sistemas de esgoto.

Continuemos a rezar por Valência e por outros povos da Espanha que estão sofrendo tanto nestes dias

Francisco – que já havia rezado por Valência no Angelus de 1º de novembro, chegando a telefonar para o bispo dom Enrique Benavent Vidal – aproveitou a sua catequese inteiramente dedicada ao amor a Deus e ao próximo, como o coração e o núcleo de toda a fé cristã, para convocar os fiéis a uma espécie de mobilização, sobretudo espiritual, diante da tragédia que atingiu a Espanha.

O que eu faço pelo povo de Valência? Rezo? Ofereço algo? Pensem sobre esta pergunta.

Publicação: vaticannews.va
O caminho da santidade, recordou o Papa no Angelus desta sexta-feira, 1º de novembro e Dia de Todos os Santos, começa pelo comprometimento em
O caminho da santidade, recordou o Papa no Angelus desta sexta-feira, 1º de novembro e Dia de Todos os Santos, começa pelo comprometimento em primeira pessoa em “praticar as Bem-aventuranças do Evangelho nos ambientes em que vivo”. Tantos os santos venerados nos altares como aqueles da “porta ao lado” são “pessoas ‘cheias de Deus’, incapazes de permanecer indiferentes às necessidades do próximo; testemunhas de caminhos luminosos, possíveis também para nós”.

Neste 1º de novembro a Igreja celebra o Dia de Todos os Santos, solenidade que, no Brasil, foi transferida para o domingo, 3 de novembro. Na Praça São Pedro, também ponto de partida para a tradicional Corrida dos Santos na sua décima sexta edição com 4 mil atletas, o Papa refletiu no Angelus sobre o Evangelho do dia (cf. Mt 5,1-12) e as Bem-aventuranças proclamadas por Jesus, que são “a carteira de identidade do cristão e o caminho da santidade”, aquele feito por amor, “que Ele mesmo percorreu primeiro ao se tornar homem, e que para nós é tanto um dom de Deus quanto a nossa resposta”.

O caminho da santidade

É dom de Deus, explicou Francisco, porque, é para Ele “que pedimos que nos faça santos, que torne o nosso coração semelhante ao seu”, de modo que em nós, como dizia o Beato Carlo Acutis, “tenha sempre ‘menos de mim para dar lugar a Deus'”. O que nos leva ao segundo ponto, continuou o Pontífce, a nossa resposta:

 O Pai do céu, de fato, nos oferece a sua santidade, mas não a impõe a nós. Ele a semeia em nós, nos faz sentir o gosto e ver a beleza, mas depois espera a nossa resposta. Deixa a nós a liberdade de seguir as suas boas inspirações, de nos deixarmos envolver por seus projetos, de fazer nossos os seus sentimentos (cf. Dilexit nos, 179), colocando-nos, como Ele nos ensinou, a serviço dos outros, com uma caridade como sempre mais universal, aberta e dirigida a todos, aberta e dirigida ao mundo inteiro.

Tudo isso vemos na vida dos santos, apronfundou o Papa, ao citar o caminho da santidade feito por “São Maximiliano Kolbe, que em Auschwitz pediu para tomar o lugar de um pai de família condenado à morte; ou em Santa Teresa de Calcutá, que passou sua existência a serviço dos mais pobres entre os pobres; ou no bispo São Óscar Romero, assassinado no altar por ter defendido os direitos dos últimos contra os abusos dos prepotentes”. Santos “moldados pelas Bem-aventuranças” que são venerados nos altares, sem esquecer aqueles que sempre ficam “na porta ao lado”, “aqueles de todos os dias, escondidos que levam adiante a sua vida cristã quotidiana”, “pessoas ‘cheias de Deus’, incapazes de permanecer indiferentes às necessidades do próximo; testemunhas de caminhos luminosos, possíveis também para nós”.

“Perguntemo-nos agora: eu peço a Deus, em oração, o dom de uma vida santa? Deixo-me guiar pelos bons impulsos que o seu Espírito desperta em mim? E me comprometo em primeira pessoa a praticar as Bem-aventuranças do Evangelho nos ambientes em que vivo?”

Publicação: vaticannews.va