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Na noite do último sábado, 24 de agosto de 2024, em comunhão com nosso Arcebispo Dom Dario Campos, junto ao bispo auxiliar Dom Andherson

Na noite do último sábado, 24 de agosto de 2024, em comunhão com nosso Arcebispo Dom Dario Campos, junto ao bispo auxiliar Dom Andherson Franklin, reunimos-nos na Matriz São Pedro, Paróquia São Pedro – Jacaraípe, para a Ordenação de mais um Presbítero para o serviço de Deus e da Igreja:

Padre Bruce Willis Moura de Oliveira

O Seminário colaborou na organização e nas funções liturgicas. Também se fizeram presentes muitos presbíteros, diáconos, religiosos e leigos de várias paróquias e movimentos.

Rendamos graças a Deus pela vida e ministério de Padre Bruce, a fim de que possa dar frutos de graça e santidade, e peçamos a Nossa Senhora, a Virgem da Penha, que, por sua intercessão, o cumule com todas graças necessárias para bem viver esta nova etapa de sua vida.

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#ordenação
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No próximo sábado, 31 de agosto de 2024, o diácono Welton Ramos Sabino, SVD, será ordenado padre.  Nascido em Sta. Leopoldina, Welton conviveu desde

No próximo sábado, 31 de agosto de 2024, o diácono Welton Ramos Sabino, SVD, será ordenado padre.  Nascido em Sta. Leopoldina, Welton conviveu desde cedo com os missionários verbitas que atuam em sua paróquia e aos poucos foi sendo conquistado pelo carisma missionário da Congregação. Percorreu toda a trajetória formativa, professou os votos religiosos de pobreza, castidade e obediência e agora será ordenado presbítero. O ordenante é o arcebispo de Vitória, dom Dario Campos, ofm, conhecido de Welton desde quando cursava Filosofia em Juiz de Fora.

A ordenação acontece em Sta. Leopoldina, às 9h30 no pátio da igreja Divino Espírito Santo no Centro.

Em setembro próximo, o Papa Francisco visita dois continentes e fará a viagem mais longa de seu pontificado. Quem fala sobre a viagem é 
Em setembro próximo, o Papa Francisco visita dois continentes e fará a viagem mais longa de seu pontificado. Quem fala sobre a viagem é  o pró-Prefeito do Dicastério para a Evangelização, o cardeal Luis Antonio Gokim Tagle. Fique por dentro das informações sobre a viagem do Papa na matéria publicada no site vaticannews.va

Quatro nações em dois continentes, num total de quase 40 mil quilômetros a serem percorridos. O avião papal decolará do aeroporto de Fiumicino no dia 2 de setembro e dará início à mais longa e exigente visita apostólica do Papa Francisco, suspensa entre a Ásia e a Oceania. Mas o bispo de Roma não está deixando sua diocese para quebrar recordes. Sua viagem – sugere o cardeal Luis Antonio Gokim Tagle – é antes “um ato de humildade diante do Senhor que nos chama”. Um “ato de obediência à missão”. Enquanto se aproxima a viagem que levará o Papa Francisco à Indonésia, Papua Nova Guiné, Timor Leste e Singapura, o pró-Prefeito do Dicastério para a Evangelização (Seção para a primeira evangelização e as novas Igrejas particulares), em conversa com a Agência Fides, sugere também por que a viagem do Sucessor de Pedro entre as Igrejas dos “pequenos rebanhos” é importante para toda a Igreja universal e pode interessar a todos aqueles que se preocupam com a paz no mundo.

Com quase 88 anos de idade, o Papa Francisco está prestes a realizar na mais longa e árdua viagem de seu pontificado. O que o leva a abraçar esse “tour de force”?

LUIS ANTONIO TAGLE: “Eu me lembro que, na verdade, essa viagem à Ásia e à Oceania já estava planejada em 2020. Eu tinha acabado de chegar a Roma, à Congregação para a Evangelização dos Povos, e lembro que já havia esse projeto. Então, a pandemia de Covid-19 interrompeu tudo. E fiquei muito surpreso com o fato de o Santo Padre ter retomado esse projeto. É um sinal de sua proximidade paternal com o que ele chama de “periferias existenciais”.  Digo a verdade: sou menos idoso que o Papa e sinto que essas longas viagens são pesadas. Para ele, abraçar até mesmo esse cansaço é um ato de humildade. Não se trata de um show para mostrar do que ainda é capaz. Como testemunha, digo que é um ato de humildade perante o Senhor que nos chama. Um ato de humildade e obediência à missão.

Alguns repetem: também essa viagem confirma que o Papa prefere o Oriente e negligencia o Ocidente…

CARDEAL TAGLE: Essa ideia de considerar as visitas apostólicas como um sinal de que o Santo Padre “prefere” um continente ou parte do mundo ou despreza outras partes é uma falsa interpretação das viagens papais. Depois dessa viagem, no final de setembro, o Papa planeja visitar Luxemburgo e Bélgica. Ele também visitou muitos países em muitas regiões da Europa. Parece-me que, com essas viagens, ele quer incentivar os católicos em todos os contextos. E também tenha em mente que uma grande parte da humanidade vive nessas áreas do mundo. A Ásia é o lar de dois terços da população mundial. A maioria dessas pessoas é pobre. E muitos batismos são realizados justamente entre os pobres. O Papa Francisco sabe que há muitas pessoas pobres lá, e entre os pobres há essa atração pela pessoa de Jesus e pelo Evangelho, mesmo em meio a guerras, perseguições e conflitos.

Outros apontam que os cristãos, em muitos países visitados pelo Papa, são em pequeno número em comparação com a população.

CARDENAL TAGLE: Antes de fazer suas viagens, o Papa recebeu convites não apenas das Igrejas locais, mas também de autoridades civis e líderes políticos que solicitaram formalmente a presença do Bispo de Roma em seus países. Eles querem a presença do Papa não apenas por motivos de fé, mas também por motivos de interesse para as autoridades civis. Para eles, o Papa continua sendo um símbolo poderoso para a coexistência humana em um espírito de fraternidade e para o cuidado com a Criação.

O senhor, como pastor pertencente à Igreja das Filipinas e depois Cardeal do Dicastério missionário, que experiências e encontros teve com os países e as Igrejas que o Papa visitará nos próximos dias?

CARDINAL TAGLE: Em Papua Nova Guiné, fiz a visita apostólica aos seminários a pedido do cardeal Ivan Dias, que era então prefeito da Congregação de Propaganda Fide. Fiz duas viagens em dois meses, visitando os seminários em Papua Nova Guiné e nas Ilhas Salomão. Também visitei a Indonésia e Cingapura, mas nunca estive em Timor Leste, embora tenha me encontrado muitas vezes com bispos, padres, religiosos e leigos desse país. Para mim, a Ásia é um “mundo composto de diversos mundos” e, como asiático, vejo que viajar pela Ásia abre a mente e o coração para vastos horizontes da humanidade, da experiência humana. O cristianismo também está incorporado na Ásia de maneiras que são surpreendentes para mim. Aprendo muito sobre a sabedoria e a criatividade do Espírito Santo. Sempre me surpreendo com as maneiras pelas quais o Evangelho é expresso e encarnado em meio a diferentes contextos humanos. Minha esperança é que o Papa e todos nós da comitiva papal, e até mesmo os jornalistas, possam ter essa nova experiência, a experiência da criatividade do Espírito Santo.

Quais são os dons e os pontos de conforto que as comunidades eclesiais visitadas pelo Papa em sua próxima viagem podem oferecer a toda a Igreja?

CARDENAL TAGLE: Nesses países, as comunidades cristãs são quase sempre uma minoria, um “pequeno rebanho”. Em lugares como a Europa, a Igreja, no entanto, desfruta de um certo “status” cultural, social e até mesmo civil de respeito. Mas também em muitos países do Ocidente voltamos a essa experiência da Igreja como um pequeno rebanho. E pode ser bom olhar para as Igrejas de muitos países do Oriente para ver como nos comportamos quando estamos em uma condição, em um estado de pequenez. A experiência dos primeiros apóstolos, dos discípulos de Jesus, se repete muitas vezes nesses países. Um pároco do Nepal me disse que o território de sua paróquia é do tamanho de um terço da Itália: ele tem apenas cinco paroquianos espalhados nesse grande território. Estamos em 2024, mas o contexto e a experiência se parecem com os Atos dos Apóstolos. E as pequenas igrejas do Oriente podem nos ensinar.

A primeira etapa da viagem papal é a Indonésia, o país com a maior população muçulmana do mundo.

CARDENAL TAGLE: A Indonésia é uma nação arquipélago, e há uma enorme diversidade de situações culturais, linguísticas, econômicas e sociais. É também o país do mundo com o maior número de habitantes de religião muçulmana. E a grande dádiva do Espírito Santo para a comunidade católica indonésia é a coexistência que não nega a diversidade. Espero que a visita do Papa leve um novo ímpeto à fraternidade entre os fiéis de diferentes religiões.

Em suas visitas, o senhor pôde vivenciar os sinais concretos dessa convivência fraterna?

CARDEAL TAGLE: Disseram-me que o terreno onde está a Universidade Católica é um presente do primeiro presidente. Uma mensagem forte, para mostrar que no povo indonésio todos são aceitos como irmãos e irmãs. Lembro-me também de quando participei do Dia da Juventude na Ásia. Devido ao baixo número de cristãos, havia também muitos jovens muçulmanos entre os voluntários envolvidos na organização. A Conferência Episcopal me deu dois assistentes, ambos muçulmanos, que vi realizando suas tarefas com grande reverência pela Igreja.

Segunda etapa: Papua Nova Guiné.

CARDINAL TAGLE: A Igreja em Papua Nova Guiné é uma Igreja jovem, mas já deu à Igreja universal um mártir, Peter To Rot, que também era catequista. Papua Nova Guiné também é um país multicultural, com várias tribos que ocasionalmente entram em conflito umas com as outras. Mas é um país onde a diversidade pode ser uma riqueza. Se suspendermos nossos preconceitos, mesmo em culturas tribais podemos encontrar valores humanos próximos aos ideais cristãos. E, em Papua Nova Guiné, há lugares onde a natureza é incontaminada. No ano passado, estive lá para a consagração de uma nova catedral. Perguntei ao bispo sobre a água, e ele disse: “podemos beber a água do rio, ela é potável”. Graças à sua sabedoria tribal, eles conseguiram manter a harmonia com a natureza e podem beber diretamente do rio. Algo que nós, nos chamados países desenvolvidos, não temos mais.

Terceira etapa: Timor Leste.

CARDEAL TAGLE: É significativo que o Papa toque a Indonésia e depois o Timor Leste. Dois países que têm uma história de luta e que agora estão em paz. Uma paz frágil, mas que, graças a ambos, parece duradoura. Lá, o relacionamento entre a Igreja local e o governo é muito bom. O governo local também apoia os serviços educacionais relacionados à Igreja. E me parece que a Igreja foi um dos pontos de referência para a população durante a guerra pela independência. O povo de Timor Leste diz que sua fé em Cristo os sustentou durante os anos de luta pela independência.

Quarta etapa, Cingapura.

CARDEAL TAGLE: É um dos países mais ricos do mundo, e é uma maravilha ver um povo que alcançou tal nível de profissionalismo e vanguarda tecnológica em apenas alguns anos e com recursos limitados, graças também ao seu senso de disciplina. O governo de Cingapura garante liberdade a todas as comunidades de crentes e as protege de ataques e atos desrespeitosos. As ofensas contra as religiões são severamente punidas. As pessoas vivem em segurança, assim como os turistas. Mas é necessário equilíbrio. A história nos ensina a ter cuidado para que a aplicação das leis não acabe contradizendo os próprios valores que as leis devem proteger.

Também nesses países – especialmente em Papua Nova Guiné – o trabalho apostólico é pontuado por histórias de missionários mártires. Mas, às vezes, o trabalho dos missionários continua a ser apresentado apenas como uma expressão do colonialismo cultural e político.

CARDEAL TAGLE: Existe essa tendência e essa tentação de ler a história, especialmente a história das missões, com os esquemas culturais de hoje e de impor nossas visões aos missionários que viveram séculos atrás. Em vez disso, a história deve ser lida com calma. Os missionários são um presente para a Igreja. Eles obedecem ao próprio Cristo, que disse aos seus que fossem até os confins da terra para proclamar o Evangelho, prometendo que sempre estaria com eles. Algumas vezes, alguns líderes de nações levaram missionários a diferentes lugares durante os processos de colonização. Mas esses missionários foram para evangelizar, não para serem manipulados e usados pelos colonizadores. Muitos sacerdotes, missionários e religiosos agiram contra as estratégias de seus governos e foram martirizados.

Qual é o elo misterioso que une sempre martírio e missão?

CARDENAL TAGLE: Há dois anos, foi publicado um estudo sobre liberdade religiosa. Havia um dado claro: nos países onde havia intimidação e perseguição, o número de batismos estava aumentando. Onde há uma possibilidade real de martírio, a fé se espalha. E mesmo aqueles que não são crentes se perguntam: de onde vem toda essa força que os leva a oferecer suas vidas? É o Evangelho em ação. E o nosso objetivo, também para o Dicastério para a Evangelização, é ajudar as Igrejas locais, não impor uma forma mentis ou uma cultura diferente da deles”. (Agenzia Fides 26/8/2024)

Francisco, nas saudações após o Angelus deste domingo (25/08), expressa temor em relação à decisão de Kiev de proibir a Igreja Ortodoxa ligada ao
Francisco, nas saudações após o Angelus deste domingo (25/08), expressa temor em relação à decisão de Kiev de proibir a Igreja Ortodoxa ligada ao Patriarcado de Moscou. O seu apelo: “que nenhuma Igreja cristã seja direta ou indiretamente abolida”.

É uma forte preocupação aquela que o Papa Francisco expressa ao falar imediatamente após a oração do Angelus deste domingo (25/08): a de não se permitir a quem quiser de poder rezar “naquela que considera a sua Igreja”. Uma referência direta à decisão do Parlamento ucraniano de proibir a Igreja Ortodoxa ligada ao Patriarcado de Moscou. Ao direcionar o pensamento “às leis adotadas recentemente na Ucrânia”, o Pontífice afirmou:

“Temo pela liberdade de quem reza, porque quem reza de verdade sempre reza por todos. Não se comete o mal porque se reza. Se alguém comete um mal contra o seu povo, será culpado por isso, mas não pode ter cometido o mal porque rezou. Então, que aqueles que quiserem rezar tenham permissão para rezar naquela que consideram a sua Igreja. Por favor, que nenhuma Igreja cristã seja abolida direta ou indiretamente: as igrejas não devem ser tocadas.”

A decisão de Kiev

O projeto de lei votado em 20 de agosto em Kiev por uma grande maioria, e que concede às paróquias envolvidas nove meses para interromper os laços com a Igreja Ortodoxa Russa, provocou uma reação imediata de Moscou, que comentou dizendo que a intenção era “destruir a verdadeira ortodoxia canônica e substituí-la por uma falsa Igreja substituta”.

Os povos pedem paz!

Fazendo novamente menção às guerras em andamento no mundo, o Papa Francisco convidou mais uma vez para rezar pela paz:

“E continuemos a rezar pelo fim das guerras, na Palestina, em Israel, em Mianmar e em todas as outras regiões. Os povos estão pedindo paz! Rezemos para que o Senhor dê paz a todos nós.”

Esta publicação é do site vaticannews.va
  Uma comunidade envolvida, vibrante e entusiasmada, assim a paroquia São Pedro em Jacaraípe esteve durante a acolhida dos convidados e a cerimônia de

 

Uma comunidade envolvida, vibrante e entusiasmada, assim a paroquia São Pedro em Jacaraípe esteve durante a acolhida dos convidados e a cerimônia de ordenação presbiteral do diácono Bruce Willis, filho da paróquia, que o acolheu e ajudou a crescer na fé.
O rito da celebração desenvolveu-se naturalmente com participação da comunidade inteira: o pedido do reitor do seminário, a resposta do candidato, a aprovação da assembleia, a prostração e invocação aos santos, as vestes, a unção das mãos, a primeira bênção à mãe e a entrega do cálice e patena.

Dom Dario Campos, que ordenou pe. Bruce fez três pedidos: 1. Que pe. Bruce faça uma profunda experiência de oração com Jesus. 2. Que ame os pobres e excluídos. 3. Que seja feliz e faça com que o povo que se aproximar dele seja feliz. Dom Dario, ainda lembrou que pertencer ao presbíterato da Arquidiocese de Vitória foi uma escolha dele e que este é a sua segunda família. Neste momento, dom Dario dirigiu-se aos pais do novo sacerdote e disse que, neste dia, eles se tornaram pais de todo o clero de Vitória.
Participaram da celebração, o bispo auxiliar, o reitor e vice-reitor do Seminário, diversos padres e os colegas de Seminário.
Pe. Bruce agradeceu a Deus que o chamou, à Igreja que o acolheu nas pessoas de dom Dario e dom Andherson. Emocionado lembrou que dom Dario lhe disse que ao fim da vida, Deus não lhe perguntará quantas missas celebrou, mas quanto amou. Agradeceu, também sob forte emoção, à equipe de formadores, aos padres presentes, às irmãs carmelitas, aos diáconos transitórios e permanentes, aos colaboradores do Seminário e colegas seminaristas. Agradeceu às paróquias onde fez estágio pastoral. Agradeceu à diocese de Araguaia onde exerceu o diaconato e chorando agradeceu à paróquia S. Pedro de Jacaraípe e a elogiou pela capacidade de acolhida e oração. Ao pároco agradeceu pelo empenho e comprometimento na organização da ordenação presbiteral.
Agradeceu à família e declarou seu amor, dizendo à mãe, que para os outros, a partir de agora ele é padre, mas para ela será sempre filho.

O Vicariato para a Comunicação, conversou com o diácono Bruce uma semana antes da ordenação. Acompanhe a entrevista e conheça um pouco mais sobre o novo sacerdote.

Ele tem 30 anos, completou as etapas de formação para ser padre e foi ordenado. A decisão foi tomada na adolescência, mas no caminho, após a primeira decisão e frequentar o Propedêutico por um ano, fez o caminho de volta para casa, a pedido do Seminário, e por lá ficou mais dois. Voltou para a paróquia e foi servir como cerimoniário. No exercício desse serviço, reencontrou o arcebispo de Vitória, na época dom Luiz Mancilha Vilela que o reconheceu e convidou a procurar o reitor do seminário para uma possível retomada da caminhada.

Na entrevista concedida ao site da Arquidiocese, Bruce respondeu à seguinte pergunta: ‘Sem “o empurrãozinho” de dom Luiz você teria voltado ao Seminário’? – ‘Eu acredito que não, porque, de fato, quando eu saí do seminário, eu saí um pouco decepcionado, não foi eu que quis sair. Então, eu saí bastante decepcionado, embora a comunidade me acolheu de braços abertos, só que isso também gerou uma certa revolta na comunidade, na matriz, sobretudo onde eu participo. Então, aí eu fiquei meio balançado’.

Mas, ele voltou e a partir daí a caminhada foi sem sobressaltos porque amadurecida e testada.

Pe. Bruce Willis Moura inicia seu ministério presbiteral com uma bonita caminhada. Trabalhou como administrador de aluguel de espaços e auditoria de ligações por 3 anos. Participou de encontros vocacionais e entrou para o Seminário. Um ano depois voltou para casa e trabalhou com tecnologia. Retornou ao Seminário e cursou filosofia e teologia.

Durante o tempo de formação humana e acadêmica manteve contatos com sua família, que algumas vezes o fez repensar a vocação para ser uma presença maior, com a paróquia de origem, pela qual sente muita gratidão e estabeleceu novos contatos e amizades nas paróquias onde fez estágio pastoral: “foram as três paróquias que naturalmente a gente passa no estágio, que é na filosofia, na paróquia do Bom Jesus, em Cariacica, na teologia, o primeiro e o segundo ano, na paróquia Nossa Senhora de Guadalupe em Vila Velha, e agora no último dos dois anos, na paróquia de São Pedro, em Muquiçaba, Guarapari”.

Dessas experiências destaca-se o carinho pela paróquia São Pedro de Jacaraípe: “Eu nasci em Colatina e fui batizado na paróquia Imaculado Coração de Maria. Só que eu vim para a região da Grande Vitória, com 10 anos de idade.

Hoje eu tenho 30, então tem 20 anos que eu moro em Jacaraípe. Jacaraípe foi onde, de fato, iniciei o meu caminho de fé. Eu saí da diocese de Colatina e estava na turma da catequese e entrei em Jacaraípe na turma da catequese. Então, eu fiz a minha catequese, a minha Primeira Eucaristia, meu Crisma tudo lá em Jacaraípe.

Jacaraípe é a referência que eu tenho de paróquia, que, de fato, como lugar que a gente tem um serviço a exercer. Até os 10 anos lá em Colatina, eu não tinha muita noção da dimensão da Igreja. A partir de Jacaraípe, eu tive essa dimensão de serviço e de me colocar à disposição. Fui muito bem acolhido na turma da catequese, depois fui escolhido para ser cerimoniário.

Para mim, isso foi uma forma de acolhida, acolher aquele desconhecido que chegou para morar no bairro e foi recebido de portas abertas por pessoas, às vezes, com 3, 4 vezes a idade que eu tinha. Então, não foram jovens que me acolheram, foram catequistas e senhoras de idade.

Isso mexe bastante comigo e eu tenho um carinho muito grande por essa paróquia”.

Lembranças costumam ser muito fortes quando a gente completa uma etapa e inicia um novo ciclo. Elas se misturam com o novo que está chegando, ganham e dão sentido ao novo tempo. Quando entrevistamos o diácono Bruce, a ordenação já estava agendada e o sentimento brotando de gratidão: “O primeiro sentimento é de gratidão por toda essa caminhada que eu tive e todo o apoio que eu recebi, tanto da paróquia São Pedro, quanto dos padres e do bispo que me acolheu. É um sentimento, sobretudo, de amor pela Igreja, sobretudo na minha paróquia, que se não fosse a abertura deles, a oração deles e a catequese deles, eu não seria essa pessoa que eu sou hoje, um vocacionado ao Ministério Ordenado. Então, eu agradeço muito, tenho muita gratidão à minha paróquia, que é onde nasceu a minha vocação e aos nossos pastores que Deus colocou na minha vida para me fazerem chegar até a ordenação. É uma história bonita. Simples e bonita”.

– Qual é a sua expectativa agora com a ordenação sacerdotal?

– Agora é servir cada vez mais, sobretudo nas dimensões que eu ainda não tive a oportunidade de servir.

– Quais são?

– A dimensão do cuidado com os enfermos, embora a gente visite os enfermos, mas a gente não ministra a unção dos enfermos. Então, esse contato com os enfermos, os idosos, enfermos ou não, mas que a gente possa levar, não só levar uma palavra, mas levar um sacramento, que é o que a Igreja nos deixou. A expectativa da primeira missa, sem dúvida, é aquilo que mexe mais comigo. Também para onde eu vou servir diretamente.

– Você tem algum desejo de ir para algum lugar específico?

– Não, pior que não, porque, sim, claro que as paróquias por onde eu passei é sempre o lugar onde eu conheço, então é muito mais cômodo eu querer ir para onde eu conheço, mas não tem um canto dessa arquidiocese que eu falaria que vai ser difícil ir. Não querendo agradar, mas de fato eu tenho essa mentalidade. Na paróquia mais periférica, no bairro mais perigoso, ou no bairro mais nobre, mais rico, serei eu que vou realizar a pastoral. A felicidade do meu ministério vai depender daquilo que eu posso oferecer e receber na minha vivência vocacional. Prefiro me surpreender a me decepcionar.

– Que lembranças boas ou ruins você guarda de seu tempo de formação?

–  Momentos ruins eu não tenho, o que nós temos dentro do Seminário, às vezes, são picuinhas, como o dom Dario gosta de falar, mas isso não é um momento ruim. Já momentos bons, eu tenho alguns e até muito bons, quando concluí a filosofia, e ficou aquela expectativa: será que vão me dar a oportunidade de ir para a teologia? Será que vão me dar essa nova oportunidade? Depois receber os ministérios de leitor, de acólito, ser admitido às Ordens Sacras, isso tudo são momentos que deixam você apreensivo, porque a qualquer momento o bispo ou a formação pode te pedir novamente um tempo de reflexão em casa (rsrs). Então esses momentos são respostas que, de fato, vão marcando os passos no caminho do sacerdócio.

– Em qual desses momentos você teve certeza de que chegaria à ordenação sacerdotal?

– Na admissão às Ordens Sacras. Tanto pelo rito em si, quanto porque praticamente o bispo fala: agora você vai ser padre. Embora tudo possa mudar, mas o rito da admissão às Ordens Sacras, para mim transmitiu muito isso. Agora vai, agora sim você está pronto para de fato ingressar nesse caminho da ordenação. Foi a sinalização de que podia me preparar para fazer o pedido do diaconato e começar a ter mais responsabilidades. Comecei a perceber que estava me distanciando da cabeça de seminarista e entrando na cabeça do diácono.

– E a missão no Pará, o que acrescentou na sua vivência?

– Esse desligar-se um pouco da Arquidiocese de Vitória para estar em missão, para mim foi uma forma de amar ainda mais uma Igreja. E quando eu falo Igreja, tanto a Igreja Particular quanto a Igreja Universal, que é a mesma Igreja Católica que aqui está e está lá na diocese de Conceição do Araguaia, no Pará. Claro que a distância acaba nos impedindo de organizar algumas coisas com antecedência, embora a gente tenha a rede social para fazer isso, mas algumas coisas a gente também fica com o coração apertado.

Ainda bem que dom Dario marcou a ordenação já próximo do retorno, porque estar distante da comunidade de origem dificulta um pouco o nosso contato na forma funcional.  Mas, a experiência foi maravilhosa e a paróquia onde eu fiquei também é uma paróquia super acolhedora e os contatos com os padres foram excelentes. E a gente consegue não comparar, mas ver a diferença e as particularidades que cada diocese tem e entende que a missão diocesana, no caso a vocação diocesana, ela é uma vocação da Igreja Particular.

Por mais que a gente possa estar em outro território servindo como missionário, a gente nunca vai corresponder a tudo o que aquele povo precisa, porque para estar num lugar você tem que amar aquele lugar, de preferência você tem que nascer naquele lugar para que a sua vocação diocesana tenha sentido. Então, foi um período bom, mas eu também não vou dizer que eu me vejo pároco no Pará, porque é uma realidade totalmente distinta da nossa. Dá para ficar, mas a realidade diocesana exige que a gente tenha uma casa, um lugar para chamar de nosso.

– Você é jovem, mas na sua experiência pastoral nas paróquias e contatos com o clero, certamente percebeu que os padres jovens, estão numa linha pastoral mais tradicionalista e sacramentalista que os de maior idade. Como você percebe essa tendência?

– Eu penso assim, nós somos, cada pessoa é a filha do seu tempo, então é muito natural que os jovens agora vão ter essas referências a partir do seu tempo, sendo influenciados pela tecnologia, pela mídia, pelos padres que às vezes estão aí nos canais de comunicação. Então esse tradicionalismo, ou esse conservadorismo, talvez nós pudéssemos chamar assim, para mim ele é um estilo de vida, ele é muito mais do que algo externo, mas é um estilo de vida.

E isso nasce também muito a partir dos estudos. Alguns padres jovens têm essa questão do estudo muito mais facilitado.

– Em que sentido?

– Os padres mais antigos, para estudar, eles tinham que de fato ler um livro, e a gente às vezes não precisa de ler um livro, a gente pode assistir um vídeo que vai estar escrito a mesma coisa que está lá no livro.

A gente tem acessos a algumas determinadas normas da Igreja, não que tenha que ser seguidas à risca, mas acabamos colocando aquilo em prática, como por exemplo, a quantidade de velas, pode ter duas, pode ter quatro, pode ter seis. Então esse conhecimento agora, é adquirido de forma muito rápida e instantânea, e isso muda bastante o formato do clero. O Papa pode dizer uma coisa hoje, e amanhã a gente já pode colocar em prática, porque todo mundo vai ficar sabendo, não precisa de ler um livro para saber.

Eu acho que essas influências dessas pessoas, tanto do magistério da Igreja, quanto de padres que estão nas mídias, isso vai mudando a mentalidade do jovem, e aí quando ele cresce dentro do ministério ele tem essa característica de estilo de vida, vamos assim dizer.

– Quem influencia mais na formação do padre? Você que ainda está saindo desse período, quem te influenciou mais, o Instituto ou as redes sociais e os padres mediáticos?

– No sentido da formação em si, sem dúvida o Instituto preenche muito mais a formação do padre, porque as coisas que a mídia traz para os padres, até mesmo os mais velhos, são coisas práticas, não envolvem muito a questão teológica. Às vezes são coisas estéticas e coisas práticas, coisas funcionais, que você teria que ficar lendo rubrica e aí você não precisa de ler a rubrica, você vê o vídeo, a formação, vamos assim dizer. Agora no sentido teológico, no sentido eclesial, o instituto sem dúvida é o que mais influencia os padres. O reflexo disso nós temos a boa convivência do clero. O clero jovem com o clero mais maduro tem uma excelente convivência, porque são formados no mesmo instituto. Eles convivem muito bem, porque tem uma mesma linha, uma mesma eclesiologia.

Dom Rino Fisichella, responsável pelo Jubileu 2025, falou sobre o Jubileu 2025 e disse que “sem esperança não conseguimos captar o essencial da vida.
Dom Rino Fisichella, responsável pelo Jubileu 2025, falou sobre o Jubileu 2025 e disse que “sem esperança não conseguimos captar o essencial da vida. Leia a matéria publicada no site vaticannews.va
No Encontro de Rimini, o pró-prefeito do Dicastério para a Evangelização falou sobre o próximo Ano Santo, explicando o valor da esperança e destacando que a indulgência é o perdão de Deus, um dom que não se “lucra” porque “não há nada a comprar”. O prefeito de Roma, Gualtieri, anunciou que mais de cem mil peregrinos são esperados diariamente na capital italiana durante o Jubileu.

Esperança e perdão: são as duas palavras-chave que dom Rino Fisichella, pró-prefeito do Dicastério para a Evangelização e responsável pelo Jubileu 2025, oferece ao público do Encontro de Rimini para explicar o Ano Santo que o Papa Francisco decretou com a Bula “Spes non confundit” (A esperança não decepciona). Durante a mesa-redonda “O Jubileu 2025”, Fisichella remete ao tema do encontro promovido pelo movimento Comunhão e Libertação, lembrando que “sem esperança, não conseguimos captar o essencial da vida; a esperança – afirma – pertence ao essencial da vida cristã, pois junto com a fé e a caridade, representa o estilo do crente”.

Uma esperança que se traduz em gestos

A originalidade do anúncio do Jubileu – explica ainda o prelado – reside na unidade de dois elementos: a própria esperança, mas também “a capacidade de doar, de oferecer, de participar, de concretizar os sinais concretos de esperança”. Dom Fisichella lembra que isso implica “um caminho pessoal de toda a igreja, da humanidade; por isso somos peregrinos. Um período como este, em que há tanta violência cotidiana”.

A indulgência, perdão de Deus, “não há nada a lucrar”

“Lucrar a indulgência – continua o pró-prefeito do Dicastério para a Evangelização – é um termo a ser eliminado. Eu nunca usei esse verbo e gostaria que nunca fosse usado. Não há nada a lucrar porque não há nada a comprar”. A indulgência, acrescenta, é um dom de Deus e “o Jubileu é o anúncio de um grande perdão que nos é dado”. Fisichella lembra que o Papa Francisco, na Bula de convocação, sublinha que o perdão não muda o passado, mas pode ajudar a viver melhor o futuro. Uma indicação necessária para olhar adiante. “Em um clima de rancor, violência, vingança, o Jubileu – ressalta ainda – vem nos lembrar do grande dom de Deus. O perdão, a indulgência, é graça, não é uma conquista. Lucrar não significa nada. E a experiência do perdão de Deus ocorre através de um caminho: a peregrinação, a passagem pela Porta Santa, a profissão de fé, a obra de caridade. O anúncio é que Deus vem ao seu encontro”.

A beleza do Evangelho

Concluindo o encontro, dom Fisichella lembra o grande trabalho que não é visível na organização do Jubileu, recorrendo ao exemplo das Olimpíadas para explicar que, por trás dos pódios, há sempre um grande esforço invisível. “Se me é permitida a analogia, o trabalho passa… o importante é que se chegue a viver a experiência com a conquista de 40 medalhas”. Mas o desejo que habita seu coração é o de uma Igreja que, ao viver o Jubileu, “possa estar ainda mais convencida da beleza e da responsabilidade de levar o Evangelho a todos. Porque o Jubileu é uma expressão peculiar de evangelização”.

Gualtieri, reformas em sintonia com o magistério do Papa

Em uma conexão de vídeo, o comissário para o Jubileu e prefeito de Roma, Roberto Gualtieri, falou sobre o Ano Santo como “um desafio de tirar o fôlego”, mas também uma oportunidade espiritual e não apenas para tornar a capital italiana “bela, eficiente e inclusiva”, mas em sintonia “com os valores indicados pelo Papa: a solidariedade, a inclusão, a proteção da criação, o dever de acolher a todos da melhor maneira”. São esperados 33 milhões de peregrinos, mais de 100 mil por dia: números importantes – explica o prefeito – para os quais Roma estará pronta.

Durante esta semana, dos dias 20 a 22/08, ocorreu, no auditório do Instituto Interdiocesano, local onde se lecionam as aulas do curso de teologia,

Durante esta semana, dos dias 20 a 22/08, ocorreu, no auditório do Instituto Interdiocesano, local onde se lecionam as aulas do curso de teologia, a Semana Teológica do Regional Leste III, com o tema “O Espírito Santo e nós. A sinodalidade no ontem e no hoje da vida do povo de Deus.”

No primeiro dia, refletimos sobre “as raízes bíblicas da sinodalidade”, numa palestra ministrada por Dom Andherson Franklin, Bispo auxiliar da Arquidiocese de Vitória.

No segundo dia, o palestrante foi o Frei Sinivaldo Tavares (OFM), doutor em Teologia Sistemática e professor na Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia (FAJE), que refletiu sobre “Sinodalidade como estilo eclesial: sementes do concílio vaticano II”.

E por fim, na quinta-feira (22/08), o palestrante foi o Pe Francisco Taborda (SJ), doutor em teologia e professor emérito do DEpartamento de Teologia da Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia (FAJE), que falou sobre “O ministro ordenado do século XXI servidor na Igreja sinodal”.

Fizeram-se presentes leigos, religiosos, seminaristas e padres atuantes nas diversas áreas do regional, numa ocasião de bastante conhecimento e interação.

Confira alguns registros:

Nos dias 16 a 18 de agosto, ocorreu a tradicional missão anual em Biriricas (Paróquia de Santa Isabel, Domingos Martins – ES), na qual

Nos dias 16 a 18 de agosto, ocorreu a tradicional missão anual em Biriricas (Paróquia de Santa Isabel, Domingos Martins – ES), na qual se celebra a festa das vocações, em decorrência do Mês Vocacional. Fizeram-se presentes alguns de nossos seminaristas da Arquidiocese, juntamente com os vocacionados do propedêutico, e seminaristas Missionários do Verbo Divino (SVD).

Os seminaristas se dividiram entre as regiões de Biriricas (Comunidade Sagrado Coração De Jesus) e Campinho (Comunidade São Geraldo), ambas localizadas no território da Paróquia de Santa Isabel. Na manhã do sábado, foram realizadas visitas à enfermos, idosos e famílias. Pela tarde, ocorreram formações, celebrações, e momentos de confraternização com a comunidade local.

Às 10h do domingo (18/08) celebrou-se a Santa Missa de encerramento na Comunidade Sagrado Coração de Jesus, presidida pelo Padre Jorge Campos Ramos, reitor do Seminário Nossa Senhora da Penha, e concelebrada pelo Padre Joseph, Pároco da Paróquia de Santa Isabel.

Confira alguns registros:

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