Pastorais Sociais

Assembleia do Vicariato para a Ação Social, Política e Ecumênica projeta atividades para 2026 a partir da realidade encontrada durante o ano em curso

Assembleia do Vicariato para a Ação Social, Política e Ecumênica projeta atividades para 2026 a partir da realidade encontrada durante o ano em curso e a escuta de Deus em momentos de silêncio e oração durante a Assembleia.

Dom Ângelo Mezzari fez-se presente com uma palavra de agradecimento e incentivo aos voluntários que dedicam seu tempo às ações com os mais pobres: “manifesto minha alegria pelo Vicariato e minha alegria por vocês. Estamos no caminho certo, estamos no Jubileu da Esperança. A Igreja continua sendo uma luz e um farol, mesmo quando os ventos são contrários. A opção pelos pobres é o pastoreio da Igreja”. Animados e incentivados com as palavras do Arcebispo e motivados pela assessoria do encontro, frei Sinivaldo, a Asssembleia se dividiu em 10 grupos, silenciou, rezou, escutou e conversou sobre como aplicar a sinodalidade em cada organismo do Vicariato, que congrega pastorais sociais, trabalhos ecumênicos e participação nas políticas públicas.

Deste encontro surgirá o planejamento 2026.

Persistência e inspiração é o título que podemos dar, sem medo de errar, à iniciativa da @ceramicapelavida que há três anos organiza leilões solidários

Persistência e inspiração é o título que podemos dar, sem medo de errar, à iniciativa da @ceramicapelavida que há três anos organiza leilões solidários e colabora com a Campanha Paz e Pão da Arquidiocese de Vitória.

Cerca de 700 mil reais já foram arrecadados neste período e o valor total foi revertido em cestas de alimentos para ajudar a quem precisa.

 

A Comunicação da Paz e Pão conversou com Maritê Bonna e Monica Saldanha sobre a proposta, a experiência e a vivência do grupo que arrasta consigo outras pessoas que têm o mesmo desejo de ajudar e muitas vezes “não sabiam como fazer”, conforme afirmou Monica ao longo da entrevista.

A iniciativa ganhou corpo e tem até plantão durante as 24h em que acontece o leilão mensal para a Paz e Pão, sempre no primeiro final de semana do mês.

A organização do grupo é exemplar e quem explica é Monica:

– São diversos processos, inclusive as equipes são divididas por tarefas. Uma equipe trabalha preparando o leilão, pedindo peças, selecionando as que entram no leilão e divulgando as peças selecionadas (layouts e posts no instagram. Importante dizer que nos dias que antecedem os leilões são colocados nos stories do @ceramicapelavida as imagens das peças que estarão no leilão, para que as pessoas possam apreciar, comparar com tempo e fazer suas escolhas); outra equipe faz plantão durante o leilão, acompanha e acata os lances, o movimento a dinâmica dos mesmos; depois, outra equipe faz o intercâmbio entre o arrematante e o ceramista doador da peça, uma vigília da peça até ela chegar ao seu destino final.

Quem conta como tudo começou é Maritê:

– Nós começamos em 2021 no auge da pandemia. Foi uma ideia de nossa amiga Valéria, que reuniu um grupo e propôs nos juntarmos para ajudar. Começamos a procurar uma instituição que fosse séria e outra amiga indicou a Campanha Paz e Pão. Conversamos com pe. Kelder (pe. Kelder Brandão, vigário para a Ação Social, Política e Ecumênica e coordenador da Campanha), e decidimos que a Campanha Paz e Pão seria a receptora dos recursos arrecadados nos leilões, e estamos aí até hoje.

Já foram realizadas 118 edições e a 119ª está em andamento. Até à 113, o valor arrecadado foi para a Campanha Paz e Pão. Agora os leilões estão sendo feitos para ajudar o Rio Grande do Sul. Ao tomar essa decisão, o grupo procurou pe. Kelder, mas a @ceramicapelavida é ‘tão Paz e Pão’, que pe. Kelder a nomeou “braço da Paz e Pão” na ajuda ao Rio Grande do Sul. Maritê explica:

– Pe. Kelder nos indicou a instituição dos frades franciscanos do Sul para receber as doações e fazê-las chegar aos necessitados e disse que nós seríamos o braço da Paz e Pão na ajuda ao Rio Grande do Sul. A partir desse momento nós juntamos as peças dos ceramistas doadores e organizamos 11 leilões semanais que vão acontecer até 20 de julho. Depois retornamos para a Paz e Pão.

– A @ceramicapelavida não abandonou a Paz e Pão?

– De jeito nenhum.

Ao completar 100 leilões para a Paz e Pão, as ceramistas reavaliaram os leilões que aconteciam semanalmente e decidiram aumentar o número de peças e realizar o leilão uma vez ao mês. Isso vem acontecendo e será retomado em julho, quando finalizar os leilões específicos para o Rio Grande do Sul.

A Comunicação da Paz e Pão não conseguiu evitar a pergunta:

– Qual peça vocês colocaram no leilão e ficaram com vontade de arrematar?

– (Monica) não saberia dizer qual, porque foram muitas rsrs. ‘Coça a mão’ e eu fico dizendo, ‘essa peça vai ser minha’, mas a gente tem um pacto – (Maritê) nós temos um pacto: quando tem uma peça que a gente gosta muito, pode dar lance, mas 10 minutos antes de acabar o leilão, a gente não dá mais lance. Seria antiético, porque a gente tem o controle, então esse pacto é uma regra. Mas, o desejo de ter algumas peças é grande rsrs.

Maritê e Monica explicaram as razões da decisão de passar a fazer o leilão mensal em vez de semanal. Segundo elas, embora haja sempre entrada de novos ceramistas, muitos permanecem pela vontade de ajudar e começou a ficar exaustivo para todos, doadores e equipe. Por isso, a decisão em fazer uma média na quantidade de peças a serem leiloadas e passar a fazer o leilão uma vez por mês. Com isso existe mais tempo para os contatos, seleção e atenção aos arrematantes que, como disse Monica, “muitos já se tornaram amigos”.

Além disso, acrescenta Maritê: – a gente precisa de vez em quando ‘dar uma sacudida’, fazer algum movimento para manter as pessoas animadas. Leilões comemorativos, envolver um ceramista famoso, sorteios, enfim, fazer mudanças para manter o grupo animado e ativo.

Monica é responsável pelo pós-leilão e pedimos que ela traçasse o perfil do arrematante.

– O perfil tem mudado muito. Começou com ceramistas e amigos, parentes, amigos dos amigos e amigos dos ceramistas. Depois o instagram @ceramicapelavida foi crescendo e agregando outros seguidores com outros perfis e estamos formando uma corrente de pessoas que doam peças e arrematam peças com o objetivo principal de ajudar. Corrente que conta com o apoio dos ceramistas doadores que divulgam o perfil @ceramicapelavida e, também, das pessoas que participam e conhecem os objetivos do leilão e também divulgam o perfil no Instagram, fortalecendo e expandido a ideia. A divulgação do perfil no instagram é muito importante para o sucesso das ações.

Informações para participar:

  1. Leilões mensais no instagram @ceramicapelavida toda a primeira sexta-feira e sábado do mês.
  2. Escolhida a peça é só esperar iniciar o leilão às 18h e nos comentários colocar o valor do lance.
  3. A equipe de plantão avisa quando um lance é superado para instigar os interessados. Depois é só aguardar o resultado e o contato da equipe se for contemplado.

Paz e Pão até leilão 113 – 632.217,22 (seiscentos e trinta e dois mil, duzentos e dezessete reais e vinte e dois centavos), total 7. 822 cestas de alimentos. Total de 3.904 peças leiloadas.

Para o Rio Grande do Sul – leilões 114 a 118 o valor arrecadado foi de 58.264,00, sendo um total de 250 peças leiloadas.Total arrecadado em todos os leilões: 690.481,00 (seiscentos e noventa mil, quatrocentos e oitenta e um reais).

Acolhida e defesa dos direitos, independente de raça, credo, cultura e gênero

Acolhida e defesa dos direitos, independente de raça, credo, cultura e gênero

E-mail: [email protected]

A Pastoral dos Migrantes é uma ação específica da Igreja à serviço de migrantes e de refugiados que deixaram sua terra natal há no máximo seis anos e que ainda não alcançaram estabilidade material e espiritual, necessitando, portanto, de acolhida e de auxílio para a defesa de seus direitos, independentemente de seu credo e de sua cultura. 

Fundada pela Comunidade São Carlos Barromeu na década de 1980, a Pastoral encontra-se instalada em Nova Rosa da Penha, em Cariacica, mas sua ação abrange também paróquias da Serra e o Albergue de Vitória. 

Entre as ações realizadas, estão a indicação de caminhos para o atendimento de necessidades emergenciais dos migrantes e o fornecimento de alimentos e de remédios; a busca de sua inserção na vida social, comunitária e eclesial (quando se trata de católicos); e a realização de parcerias com frentes de atendimento voltadas para esse público alvo. Atividades comunitárias, como confraternizações, visitas a alojamentos e celebrações da palavra de Deus também fazem parte do escopo de atuação.

Promoção e defesa da dignidade da pessoa e da família

Pastoral da Sobriedade: Promoção e defesa da dignidade da pessoa e da família

Coordenador Arquidiocesano:

Rosana

Com o objetivo de tratar a dependência química através da evangelização e do amor, a Pastoral da Sobriedade surgiu em 2005 a partir da formação de um Grupo de Auto Ajuda na Paróquia Ressurreição, no bairro Goiabeiras, em Vitória. Quinze anos depois, a pastoral já conta com a participação de 50 agentes, que atuam em sete paróquias distribuídas não só na Capital, como também nos municípios de Vila Velha, Serra, Viana, Cariacica e Santa Maria de Jetibá. 

Promover a dignidade do dependente químico e de sua família e contribuir para a construção de uma sociedade mais justa e igualitária são os principais objetivos dessa pastoral, que atua desde o campo da prevenção do uso das drogas até o da recuperação e o da reinserção social.

O foco dos grupos de auto ajuda é trabalhar para a sobriedade da pessoa através da Terapia do Amor, que é vivenciada em 12 passos: Admitir, confiar, entregar, arrepender-se, confessar, renascer, reparar, professar a fé, orar, vigiar, servir, celebrar e festejar. Tratam-se de reuniões cíclicas e ininterruptas, que seguem um calendário nacional.

Dignidade e valorização integral da pessoa idosa

Dignidade e valorização integral da pessoa idosa

Coordenador arquidiocesano:

Adriana Nunes Oliveira

E-mail: [email protected]

A Pastoral da Pessoa Idosa foi estruturada em 2017 na Arquidiocese de Vitória para sistematizar os trabalhos de atenção ao idoso que já vinham sendo realizados em diferentes pastorais. Atualmente presente em 12 paróquias das cidades da Grande Vitória, seu objetivo é valorizar e melhorar a qualidade de vida dos idosos por meio do acompanhamento de suas necessidades e de visitas domiciliares. 

Mais de 500 idosos são acompanhados mensalmente pela pastoral, que conta com a participação de 120 líderes comunitários (que passam por um processo de formação para atuar como multiplicadores do projeto), além de 12 coordenadores paroquiais, dez agentes facilitadores e sete conselheiros de políticas públicas para a pessoa idosa. 

Os acontecimentos e a necessidade de possíveis encaminhamentos são reunidos em um relatório mensal que é produzido. Outras ações também são desenvolvidas com o suporte da pastoral como a realização da missa dos enfermos, o chá dos avós, festas de padroeiros e missões populares domiciliares.

Escuta, acolhimento, anúncio da Boa Nova e promoção humana

Escuta, acolhimento, anúncio da Boa Nova e promoção humana

A Pastoral Carcerária foi institucionalizada como uma obra social ligada à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil desde 1980 e desde então acompanha e intervém na realidade do cárcere brasileiro de forma cotidiana em todo o país.

Em seu trabalho de atendimento religioso às pessoas presas – em sua maioria jovens, negros e de baixa renda – os agentes pastorais promovem um serviço de escuta e de acolhimento, anunciam a Boa Nova e contribuem para o processo de iniciação à vida cristã e para a vivência dos sacramentos.

Por outro lado, também atuam no enfrentamento às violações dos direitos humanos e da dignidade humana que podem ocorrer dentro dos presídios, denunciando casos de abuso e participando de fóruns e de conselhos de discussão sobre o tema.n

“Para que todas as crianças tenham vida em abundância”

“Para que todas as crianças tenham vida em abundância”

Coordenadora Arquidiocesana:

Solange Lima dos Santos

Email: [email protected]

Atualmente presente em 53 paróquias distribuídas entre a Grande Vitória e o interior do Espírito Santo, a Pastoral da Criança foi criada em 1986 com a missão de promover o desenvolvimento de crianças desde o ventre materno até os seis anos de idade por meio de orientações básicas de saúde, de nutrição e de cidadania, sempre ancoradas nos princípios da fé cristã e da defesa da vida. 

Ao longo desses anos calcula-se que cerca de 9 mil famílias já tenham sido acompanhadas por meio da pastoral. Sua prioridade é prestar atendimento às famílias em situação de vulnerabilidade social. 

Para tanto, são diversas as frentes de atuação, dentre elas a formação dos coordenadores que acompanharão os trabalhos nas paróquias, a realização de atividades recreativas e de momentos de espiritualidade, o fornecimento de mantimentos e de misturas para crianças com baixo peso e a orientação em relação à importância da vacinação, do aleitamento materno e de uma alimentação adequada.

Acolhimento, acompanhamento e defesa dos direitos

Acolhimento, acompanhamento e defesa dos direitos

Email: [email protected]

Presente no Espírito Santo desde 2008, a Pastoral da Aids busca auxiliar nos desafios que a epidemia da doença apresenta para a sociedade, o governo, a igreja e as famílias. O trabalho dos 32 agentes que hoje atuam em dez paróquias da Grande Vitória tem início na frente de prevenção a partir da disponibilização de informações à comunidade sobre como evitar a transmissão do vírus HIV. 

Além de palestras e de campanhas, também são feitas ações comunitárias, como a testagem gratuita, sigilosa e voluntária do HIV, que é oferecida pelos agentes. Cientes das dificuldades psicossociais impostas pelo estigma da Aids, os agentes também são preparados para acolher e acompanhar os pacientes soropositivos, inclusive facilitando o acesso aos médicos e aos tratamentos gratuitos disponibilizados pelo Sistema Único de Saúde (SUS). 

O trabalho da pastoral ainda envolve a articulação com outras pastorais para ampliar o alcance das informações sobre a doença; a participação nas discussões e na constituição de políticas públicas em torno do tema e a realização de visitas hospitalares e domiciliares.