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A Comunidade Jesus Está Vivo, localizada em Vitória no bairro Jardim da Penha, celebra seus vinte anos de fundação. A Comunidade surgiu no coração

A Comunidade Jesus Está Vivo, localizada em Vitória no bairro Jardim da Penha, celebra seus vinte anos de fundação.

A Comunidade surgiu no coração do jovem Vitor Paris, que morava em Cachoeiro de Itapemirim, vindo em 2001 para Vitória (ES), com o intuito de estudar. Com o coração inquieto, passou a visitar o Santíssimo Sacramento todos os dias. Um certo dia, na sala de aula, entendeu que a obra era a Comunidade, e que esta já existia através da adoração.  Houve um sentimento missionário de tornar todos a sua volta adoradores.  Resolveu falar com o Padre José Pedro Luchi, então Pároco da Paróquia São Francisco de Assis de Jardim da Penha.

No dia 14 de setembro de 2001,  Vitor estendeu o convite as pessoas que estavam no grupo de oração a viver aquilo com ele.  E todos responderam individualmente “quero”.

E assim, nasceu a comunidade e a sua primeira regra:  “adoração diária”, onde foi salientado que a adoração seria o “coração da comunidade”.

“O Carisma Jesus está vivo é um carisma de  “adoração, anúncio e reparação”. Ao contemplarmos Jesus na eucaristia, contemplamos sua pessoa, contemplamos sua essência, ou seja, contemplamos quem Ele é de verdade, que homem Ele é, que Deus Ele é. Ele se dá a conhecer, dá a conhecer o seu coração e a sua identidade”, comenta Vitor fundador da Comunidade Jesus Está Vivo.

A comunidade convida a todos para celebrar a história e carisma tão marcados pela graça, bondade e misericórdia de Deus.

Será realizado uma Santa Missa em ação de graças pela fundação da Comunidade e carisma Jesus Está Vivo. A Missa ocorrerá no dia 14 de setembro, dia da solenidade da Exaltação da Santa Cruz, às 19h30, na Paróquia São Francisco de Assis em Jardim da Penha e será presidida por Padre José Pedro Luchi.

A Santa Missa será transmitida pelo YouTube da Paróquia São Francisco de Assis.

Seja virtualmente ou de forma presencial participe com a Comunidade.

Neste sábado (11/09), coordenadores da Pascom da Área de Vitória reuniram-se com o coordenador da Área de Vitória, Pe Osmar de Oliveira Braido, para

Neste sábado (11/09), coordenadores da Pascom da Área de Vitória reuniram-se com o coordenador da Área de Vitória, Pe Osmar de Oliveira Braido, para levantar ações de comunicação na área para 2022.

Estavam presentes os representantes das Paróquias São Camilo (Mata da Praia), São José (Maruípe), Santa Teresa de Calcutá (Itararé), Santa Luzia (Barro Vermelho), São Francisco (Jardim da Penha), São Pedro (Praia do Suá), São Pedro Apóstolo (Grande São Pedro) e Nossa Senhora das Graças (Jucutuquara).

A reunião foi uma oportunidade de primeiro contato do Pe. Osmar com os coordenadores e troca de ideias para aprimorar a comunicação da Área de Vitória.

“Achei a reunião de grande valia para nós, coordenadores paroquiais. Com o diálogo e as partilhas foi possível entender  melhor nossos papéis e pensarmos juntos a comunicação de nossa área”, destacou Paola Bernardi, coordenadora da Paróquia N. Sra. das Graças.

Para Lorrayne Boldrini, da Paróquia Santa Teresa de Calcutá, o encontro foi muito produtivo e esclarecedor.  “Com os encaminhamentos deu um gás a mais no servir e também ansiedade pelo que está por vir”, declarou.
Na tarde deste sábado, 11 de setembro, aconteceu na Comunidade Perpétuo Socorro – Praia da Costa, a reunião entre os coordenadores das pastorais da

Na tarde deste sábado, 11 de setembro, aconteceu na Comunidade Perpétuo Socorro – Praia da Costa, a reunião entre os coordenadores das pastorais da área de Vila Velha com o coordenador da Área Pastoral, Padre Abel de Andrade.

Diante da suspensão das atividades presenciais, em decorrência da pandemia, as reuniões e orientações foram realizadas de modo online. Padre Abel destacou que o objetivo principal desse encontro foi ouvir as pastorais e planejar o ano de 2022. O Padre ressaltou ainda que essa data já estava prevista no calendário, e com o retorno de algumas atividades presenciais houve a necessidade de pensar a pastoral na área de Vila Velha.

Estiveram presentes na reunião os representantes de algumas pastorais, como por exemplo catequese e perseverança, batismo, liturgia, círculo bíblico, pastoral carcerária, da família, da criança, da saúde e da comunicação. A campanha Paz e Pão e CPDH também estavam representados, além das paróquias Nossa Senhora da Glória, São Francisco de Assis, Nossa Senhora da Conceição Aparecida, São João Paulo II e Santa Rita.

Os coordenadores manifestaram o desejo da retomada das atividades presenciais das pastorais que representam, bem como a esperança de colocar em prática todo o planejamento para o ano de 2022.

O ano de 2021 tem sido bem diferente de tudo que já vivemos nesses 29 anos de Paróquia São Pedro de Muquiçaba Guarapari. Desde

O ano de 2021 tem sido bem diferente de tudo que já vivemos nesses 29 anos de Paróquia São Pedro de Muquiçaba Guarapari. Desde que nossos Párocos Solidários, Pe. Rafael Nascimento e Pe. José Morais tomaram posse, o Calendário Litúrgico (festas, solenidades, memórias…) tem sido celebrado afinco. E o mês de Setembro não poderia ser diferente, já celebramos no dia 02, junto às Irmãs da Consolação de nossa paróquia, o dia de Nossa Senhora da Consolação. No dia 08, dia da padroeira de nossa Arquidiocese, quem celebrou conosco a Natividade de Nossa Senhora foi o Pe. Robson Pereira, da Paróquia Nossa Senhora de Lourdes, Guarapari.

Mas não iremos parar por aí, na próxima terça,  dia 14, celebraremos a festa da vitória de Jesus, a Exaltação a Santa Cruz, na quarta, dia 15, vamos celebrar a devoção à Mater Dolorosa, dia dedicado a Nossa Senhora das Dores.

Para fechar bem esse mês de tantas festividades e encerrar a Quaresma de São Miguel Arcanjo, nos dias 27, 28 e 29 vamos celebrar a Festa dos Santos Arcanjos Miguel, Rafael e Gabriel. Na segunda celebra conosco novamente o Padre Robson Pereira e na terça celebra conosco o Padre Rodrigo Chagas da Paróquia São Sebastião, Afonso Cláudio. Serão 3 dias de missa seguida de adoração ao Santíssimo Sacramento, todas transmitidas pelo Facebook da paróquia e nosso canal no YouTube. Venha celebrar conosco e fazer parte desses momentos tão especiais de nossa igreja, nos acompanhe em nossas redes sociais.

Padre Daniel Calil Mascalubo – que foi ordenado presbítero no último mês – foi nomeado hoje (09) como Vigário Paroquial da Paróquia São Sebastião

Padre Daniel Calil Mascalubo – que foi ordenado presbítero no último mês – foi nomeado hoje (09) como Vigário Paroquial da Paróquia São Sebastião do Alto Guandu, em Afonso Claudio. Hoje pela manhã Dom Dario Campos, Arcebispo Metropolitano, convocou padre Daniel para uma reunião na Cúria, ocasião em que foi nomeado oficialmente como Vigário da paróquia. Ele vai ser apresentado à comunidade paroquial no próximo dia 18, na missa das 19h30, na Igreja Matriz.

Segundo o administrador paroquial padre Rodrigo Chagas, eles têm um projeto de criação de mais uma paróquia no município e padre Daniel será um auxiliador neste projeto: “Ele vem para somar ao trabalho realizado na paróquia com os padres, eu sou o administrador paroquial, temos padre Márcio Ghil como Vigário e agora também o padre Daniel. Nossa paróquia hoje é a maior paroquia da Arquidiocese em quantidade de comunidades, pois são 52 comunidades, que necessitam também dessa ajuda, desse trabalho de mais um padre. Eu como administrador me alegro com a chegada dele a paróquia também se alegra com a chegada de mais um sacerdote para estar servindo ao reino de Deus e ao povo de Afonso Claudio”.

A data combinada para a ida do padre Daniel até a Área Serrana é no dia 18 de setembro, pois ele termina as sessões de fisioterapia – que precisou iniciar após ter Covid-19 – na sexta-feira, dia 17. A reunião da manhã de hoje também contou com a presença do padre Jorge Campos, Vigário Geral da Arquidiocese. Ele conta como recebeu a notícia: “foi maravilhoso, pois Afonso Claudio é uma paróquia enorme, com grandes desafios, e acho que a pastoral do interior é uma realidade muito gostosa de se trabalhar e vamos lá servir, mesmo com nossas fraquezas, para atender o anseio desse povo de Deus. Aceitei a missão com muito carinho, pois é um pedido do Pai. Na Diocese será a primeira vez, mas eu sou de paróquia do interior e para mim já é uma realidade que experimentei na caminha cristã”.

Rezemos pela missão do padre Daniel Calil Mascalubo, pedindo que Deus o acompanhe nesta nova etapa!

Ao atravessar a ponte Paulo Antônio Médice em direção à sede da Paróquia de Santa Leopoldina, o turista que nos visita terá a sua

Ao atravessar a ponte Paulo Antônio Médice em direção à sede da Paróquia de Santa Leopoldina, o turista que nos visita terá a sua atenção voltada para um belo casarão construído na primeira década do século passado. Trata-se da antiga residência de José Reisen, o maior capitalista e a maior fortuna pessoal da nossa cidade e do nosso estado na década de 1920.

Católico fervoroso, José Reisen foi um grande negociante, vereador, vice-prefeito e prefeito nascido em Santa Leopoldina no ano de 1875, filho de Cristovam Reisen e de Dona Maria Amélia Vervloet Reisen.

Sua mãe era de origem belga, nascida em Bruxelas e filha do casal Jean Joseph Vervloet e Anne Marie Van Sterdael, que haviam chegado ao Brasil em 1858, estabelecendo-se na localidade hoje conhecida como Luxemburgo, em Santa Leopoldina.

José Reisen tornou-se órfão em 1879, com o falecimento de seu pai Cristovam Reisen, o que levou a sua mãe a aceitar um segundo casamento, desta vez com Ernesto Herzog. E por ter perdido o pai tão jovem, foi adotado pelo tio Jean Batiste Vervloet, de quem se tornaria procurador em 1899, quando o tio deixou Santa Leopoldina para se estabelecer no Rio de Janeiro.

À frente dos negócios deixados pelo tio, a quem considerava como pai, José Reisen evoluiu rapidamente como um grande homem de negócios, criando a J. Reisen e Cia, em sociedade com outro familiar, parceria que durou até 31 de dezembro de 1908, quando deixou a sociedade para se transformar em uma empresa individual, com o nome de J. Reisen. Homem honesto nos negócios, também participava de atividades sociais e culturais, tendo sido tesoureiro da Lyra Musical de Santa Leopoldina.

Estabeleceu-se então como um respeitado negociante em Santa Leopoldina, responsável por um considerável percentual das importações e exportações que passavam pelo Porto do Cachoeiro, em função de ter correspondentes atuando no porto de Hamburgo, na Alemanha.

Nessa época, já fazia parte do Governo Municipal de Santa Leopoldina, alternando a presidência e a vice-presidência, inicialmente com Duarte Amarante, e mais tarde, com o Dr. Paulo Julio de Mello. Foi também um dos responsáveis pela construção da estrada que liga Santa Leopoldina a Santa Teresa.

O seu primeiro casamento foi com Maria Zelinda Avancini Reisen, com quem teve os filhos João Reisen, Amélia Reisen, Tutille Reisen, Conceta Reisen, Zelinda Reisen Tavares e Lucia Reisen Ferreira, casada com o farmacêutico Silvestre Ferreira. Esse último casal eram os pais da menina Maria Gilda, protagonista de uma história que ganhou o mundo: o seu túmulo, localizado no cemitério municipal de Santa Leopoldina, mantém-se cheio de água, e povo da cidade acredita ser um milagre devido à sua trágica morte por afogamento, versão que não é confirmada pela família.

José Reisen, junto com sua esposa Maria Avancini Reisen, eram os maiores benfeitores de nossa região, sempre atuando junto aos mais necessitados, fazendo caridade e importantes doações para a Igreja Católica, religião que professavam com muito fervor.

O casal foi o responsável pela doação do altar mor da Igreja Matriz Sagrada família, em Santa Leopoldina, em 1905, data que pode ser observada até hoje em uma inscrição feita à época. E em 1923 a família de José Reisen doou o altar de mármore para a imagem do Sagrado Coração de Jesus, na mesma Igreja Matriz Sagrada Família, em Santa Leopoldina, peça que também pode ser observada no local até os dias de hoje.

José Reisen também doou o altar do Sagrado Coração de Jesus da Igreja Matriz da cidade de Santa Teresa, inaugurado no dia 08 de abril de 1917, um domingo de Páscoa, apenas um mês antes da morte de sua esposa, que faleceu em maio de 1917.

Mesmo viúvo, José Reisen continuou como o maior benfeitor da Igreja Católica em nossa região, doando também o altar de São Roque para a Igreja Matriz em Santa Teresa, inaugurado durante a festa do centenário da independência do Brasil, em 07 de setembro de 1922. Nesse dia, também foi inaugurada a nova torre da igreja, onde foram instalados dois sinos antigos que haviam sido doados por D. Pedro II e um novo sino de 157 quilos, doado por José Reisen.

Mesmo mantendo negócios em nosso estado, e não deixando de estar sempre em Santa Leopoldina, José Reisen mudou-se para o Rio de Janeiro, após casar-se pela segunda vez, sendo sua segunda esposa Julieta Avancini Reisen.

E com a fortuna ganha durante a sua vida como negociante em Santa Leopoldina, transformou-se em um grande investidor naquele estado. Entre os negócios em que José Reisen foi sócio investidor no Rio de Janeiro estão a Borlido Maia & Cia, uma importadora de ferramentas e a D. Fernandes & Cia, uma importadora de tecidos e roupas. Também investiu em negócios da família, sendo sócio investidor da Hosken Ferreira & Cia, uma drogaria localizada na Rua dos Andradas, 52, da qual era sócio o seu genro, Silvestre Ferreira, pai da menina Maria Gilda. Em 1928 associou-se ao Centro de comércio de cereais do Rio de Janeiro.

E suas atividades como benfeitor também continuaram no Rio de Janeiro, e em dezembro de 1928 fez uma grande doação para a construção da Igreja Matriz do Engenho Velho. Durante a construção desse grande templo, foi proposto que ele teria um altar dedicado a cada estado brasileiro e ao Distrito Federal, em um total de 21 altares. O altar representando o estado do Espírito Santo, em homenagem a São José, foi doado por José Reisen.

Manteve-se durante todo esse tempo envolvido na política de sua terra natal, mas também foi dirigente do PSD Fluminense, tendo sido o presidente do diretório de Pádua, hoje a cidade de Santo Antônio de Pádua.

O capitalista José Reisen faleceu jovem, aos 55 anos de idade, em 27 de janeiro de 1929, na casa de saúde Dr. Pedro Ernesto, no Rio de Janeiro. Havia passado mal três dias antes, no trem noturno em viagem de regresso de Vitória, aonde vinha com frequência. Deixou viúva a senhora Julieta Avancini Reisen, que viveu até o ano de 1943, junto aos filhos Carlos, Lygia e José Renato.

O seu concorrido velório aconteceu na sua residência no Rio de Janeiro, uma ampla chácara localizada na Rua Mariz e Barros 407, na região da Tijuca. Foi sepultado inicialmente no Rio de Janeiro, no cemitério São João Batista, no dia 28 de janeiro de 1929, tendo seus restos mortais transferidos posteriormente para o cemitério municipal de Santa Leopoldina, sua terra natal. Nas notas sociais da imprensa carioca foi usado o termo inhumação para o seu sepultamento, nome dado aos sepultamentos feitos em lápides ou jazigos de famílias mais abastadas.

Em sua homenagem, o São Cristóvão Atlético Clube, ao qual ele pertenceu e teve uma grande atuação social, promoveu durante alguns anos um concorrido torneio de tênis com o nome de “Taça José Reisen”. A maior vencedora desse torneio foi a equipe do antigo Instituto ABEL, que hoje é o Colégio La Salle Abel, uma tradicional escola de Niterói mantida pelos Irmãos Lassalistas, uma congregação fundada por João Batista de La Salle em 1680. Dispõe de uma ampla sede, na qual se destaca o conhecido Teatro Abel.

E José Reisen deixou seu nome literalmente marcado na história de Santa Leopoldina, pois as iniciais “JR” podem ser facilmente vistas nas fachadas de alguns antigos imóveis construídos por ele na nossa cidade. A atual loja de material de construção pertencente ao prefeito Romero Endringer é um exemplo. E o palacete Reisen, hoje funcionando como Casa Paroquial, e que foi palco de muitos jantares de negócios e reuniões políticas e sociais, continua a testemunhar o tempo, ostentando as grandes iniciais “JR” na fachada sobre a varanda, que quase se debruça sobre o rio Santa Maria da Vitória, numa tentativa de se mostrar tão imponente quanto no seu passado de glórias.

Por Adriano Lima Neves

Grito dos Excluídos 7 de setembro As ruas de Vitória serão tomadas pela  tradicional manifestação do Grito das Excluídas e dos Excluídos no dia

Grito dos Excluídos 7 de setembro

As ruas de Vitória serão tomadas pela  tradicional manifestação do Grito das Excluídas e dos Excluídos no dia 7 de setembro. A concentração é às 8h30 na Praça Getúlio Vargas no Centro de Vitória, e irá em caminhada com cantos e reflexões até a sede da poder executivo e legislativo municipal onde fará um desagravo ao grande articulador dos gritos passados, Lula Rocha, com um ato religioso final e dispersão dos participantes.

Lembramos que os/as participantes, na medida das suas possibilidades, levem alimentos não perecíveis, que serão revertidos à Campanha Paz e Pão. Como gesto profético de que nosso povo grita por alimentação, não por armas, ao final do Grito serão distribuídos 500 Kg de feijão para a população carente.

O Grito dos/as Excluídos/as é nacionalmente coordenado pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), desde 1995, e em nossa Arquidiocese, consta do Plano de Pastoral Arquidiocesano 2020-2023. Todos os segmentos arquidiocesanos, pastorais, movimentos, equipes de serviço estão convidados a serem voz dos desassistidos e em solidariedade participar da manifestação. A organização está por conta do Vicariato  para a Ação Social, mas a convocação é do Fórum Igrejas e Sociedade, composto por diversas denominações religiosas, dezenas de movimentos populares, sociais e sindicais.  O mote da mobilização deste ano é: “Vida em primeiro lugar — na luta por participação popular, saúde, comida, moradia, trabalho e renda já!”.

O 27º Grito é um processo de construção coletiva, uma manifestação popular carregada de simbologia, que se entende como espaço de animação e profecia, aberto e plural. É uma articulação que parte de baixo, das bases. É um grito que parte dos excluídos que se articulam para que sua voz seja ouvida.

O Grito conclama a todos/as a defenderem os territórios e o direto à Terra, ao Trabalho e à Moradia, na cidade e no campo, os rios e as florestas, por dignidade e acesso aos diretos básicos de segurança alimentar, soberania popular, protagonismo das juventudes e das mulheres, denunciando as estruturas que geram desigualdade e exclusão, especialmente na pandemia do COVID-19.

Para o presidente da Comissão Episcopal Pastoral para Ação Sociotransformadora da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom José Valdeci Santos Mendes, isso ocorre, de fato, por tudo que é negado no Brasil, se trata de defender “o direito à vida”, enquanto vemos perplexos “essa derrubada dos direitos conquistados”. Ele continua:

“Neste momento difícil que o Brasil atravessa a população é convidada a sair da arquibancada e, com todos os cuidados de segurança indicados pela OMS, irem para as ruas em sintonia com as vozes indígenas, das periferias, da população em situação de rua, que já são mais de 200 mil em todo o país. É também o grito das mulheres, das pessoas transexuais e travestis, dos trabalhadores (…) que estão cada dia mais perdendo seus empregos, contra a carestia e a fome”.

 

Santa Teresa de Calcutá foi uma grande missionária, fundadora da Congregação Missionárias da Caridade e defensora da família e dos pobres. Foi canonizada em

Santa Teresa de Calcutá foi uma grande missionária, fundadora da Congregação Missionárias da Caridade e defensora da família e dos pobres. Foi canonizada em 04 de setembro de 2016, em Roma, pelo Papa Francisco, tendo sua festa litúrgica celebrada hoje (05).

Na Arquidiocese de Vitória, uma paróquia foi dedicada a Santa Teresa de Calcutá no ano de 2017, no bairro Itararé, em Vitória. Além da Matriz, são 10 comunidades que pertencem a esta Igreja particular – localizada no Território do Bem e que abrange o Morro de São Benedito, Morro do Jaburu, Bairro da Penha, Engenharia e Gurigica. O pároco é padre Kelder Brandão.

A criação da paróquia foi feita por Dom Luiz Mancilha Vilela, Arcebispo Metropolitano na época, após uma visita pastoral em que ficou muito sensibilizado com a região, que tinha uma característica missionária. As Irmãs Missionárias da Caridade – conhecidas como irmãs de Calcutá – já realizavam há 30 anos um trabalho missionário no local.

Na programação da festa da padroeira foi realizada desde o dia 25 de agosto uma onzena com a Santa Missa todos os dias refletindo sobre Santa Teresa de Calcutá. Essa onzena aconteceu nas comunidades que fazem parte da paróquia e se encerra hoje, às 9h, com a missa festiva na Igreja Matriz.

Durante todos esses dias a relíquia de 1° grau de Santa Teresa de Calcutá, um fio de cabelo, percorreu todas as 11 comunidades. Ao fim de cada celebração os fiéis que levaram as garrafinhas de água, que foram abençoadas. O sentido dessa ação é que enquanto ainda era madre, Santa Teresa de Calcutá, se deparou com um irmão pobre de rua que lhe disse: “Tenho sede! ” E partir daí ela entendeu que sua missão era saciar a sede do próximo.

Paz e Pão

No decorrer onzena foram arrecadados alimentos para a Campanha Paz e Pão da Arquidiocese de Vitória. Essa campanha surgiu no território da paróquia Santa Teresa de Calcutá e se tornou tão importante que foi abraçada a nível Arquidiocesano. Segundo padre Kelder esta iniciativa é uma resposta em que a Igreja Católica junto de outras igrejas e religiões busca dar neste momento tão difícil.

“O Brasil vive um dos momentos mais dramáticos da sua história recente. A gente já vinha enfrentando uma crise institucional, política e econômica e foi agravada e muito com a chegada da pandemia de Covid-19. Isso impactou profundamente a vida dos pobres no Brasil, então hoje, mais da metade da população convive com a insegurança alimentar. Temos cerca de 30 milhões de pessoas que passam fome todos os dias e cerca de 20 milhões de pessoas vivem abaixo do índice da linha da pobreza, o que significa que tem muita gente passando fome e esse cenário não tende a mudar nos próximos anos”.

Com este cenário o sacerdote reforça que é muito importante que todas as instituições religiosas, civis, movimentos sindicais, associações e poder público se voltem para essa população empobrecida e que está sofrendo diariamente com o flagelo da fome, por isso a Campanha Paz e Pão foi criada:

“E ela é permanente e já tem feito muita diferença na vida das pessoas com a entrega das cestas básicas e também com as formações que tem acontecido nas Áreas Pastorais e paróquias da Arquidiocese de Vitória, além da pressão junto ao poder público para que se desenvolvam políticas adequadas para erradicação da fome e isso é um sopro de esperança na vida de centenas de milhares de pessoas”.

Confira o vídeo do pároco padre Kelder sobre Santa Teresa de Calcutá.

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