Notícias da Igreja

A 59ªssembleia dos Bispos do Brasil divulgou na manhã de hoje, último dia da Assembleia, uma carta ao povo brasileiro. Leia a matéria publicada

A 59ªssembleia dos Bispos do Brasil divulgou na manhã de hoje, último dia da Assembleia, uma carta ao povo brasileiro. Leia a matéria publicada no site da CNBB.

Os 292 bispos católicos do Brasil reunidos na 59ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) desde o último domingo, 28 de agosto, divulgaram na manhã desta sexta-feira, 2 de setembro, “a mensagem da CNBB ao povo brasileiro sobre o momento atual”.

Reunidos, em colegialidade e comunhão, os bispos católicos se dirigem na mensagem aos homens e mulheres de boa vontade. “Nossas alegrias e esperanças, tristezas e angústias (cf. Gaudium et Spes, 1) são as mesmas de cada brasileira e brasileiro. Com esta mensagem, queremos falar ao coração de todos”, escreveram.

Na mensagem, os bispos afirmam que “nossa fé comporta exigências éticas que se traduzem em compaixão e solidariedade concretas. O compromisso com a promoção, o cuidado e a defesa da vida, desde a concepção até o seu término natural, bem como, da família, da ecologia integral e do estado democrático de direito está  intrinsicamente vinculado à nossa missão apostólica. “Todas as vezes que esses compromissos têm sido abalados, não nos furtamos em levantar nossa voz”, afirmaram.

Brasil: país envolto em crise complexa e sistêmica

Os pastores reconhecem o tempo difícil pelo qual o povo brasileiro e o país atravessam. “Nosso País está envolto numa complexa e sistêmica crise, que escancara a desigualdade estrutural, historicamente enraizada na sociedade brasileira. Constatamos os alarmantes descuidos com a Terra, a violência latente, explícita e crescente, potencializada pela flexibilização da posse e porte de armas que ameaçam o convívio humano harmonioso e pacífico na sociedade. Entre outros aspectos destes tempos estão o desemprego e a falta de acesso à educação de qualidade para todos”, pontuaram.

A fome, para os bispos do Brasil, é certamente o mais cruel e criminoso deles, “pois a alimentação é um direito inalienável (cf. Papa Francisco, Fratelli Tutti, 189). A mensagem reforça os dados do relatório da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO, 2022), que aponta que a quantidade de brasileiras e brasileiros que enfrentam algum tipo de insegurança alimentar ultrapassou a marca de 60 milhões.

Além destes problemas, no documento os bispos fazem uma contundente defesa da democracia brasileira: “Como se não bastassem todos os desafios estruturais e conjunturais a serem enfrentados, urge reafirmar o óbvio: Nossa jovem democracia precisa ser protegida, por meio de amplo pacto nacional. Isso não significa somente ‘um respeito formal de regras, mas é o fruto da convicta aceitação dos valores que inspiram os procedimentos democráticos […] se não há um consenso sobre tais valores, se perde o significado da democracia e se compromete a sua estabilidade’” – (Compêndio da Doutrina Social da Igreja, 407).

Os bispos reforçaram ainda a preocupação com a manipulação religiosa e a disseminação de fake News que têm o poder de desestruturar a harmonia entre pessoas, povos e culturas, colocando em risco a democracia. “A manipulação religiosa, protagonizada por políticos e religiosos, desvirtua os valores do Evangelho e tira o foco dos reais problemas que necessitam ser debatidos e enfrentados em nosso Brasil. É fundamental um compromisso autêntico com o Evangelho e com a verdade”, afirmaram.

O documento afirma que as tentativas de ruptura da ordem institucional, veladas ou explícitas, buscam colocar em xeque a lisura desse processo, bem como, a conquista irrevogável do voto.  “Pelo seu exercício responsável e consciente, a população tem a capacidade de refazer caminhos, corrigir equívocos e reafirmar valores. Reiteramos nosso apoio incondicional às instituições da República, responsáveis pela legitimação do processo e dos resultados das eleições”.

Na mensagem, os bispos conclamam, mais uma vez, toda a sociedade brasileira a participar ativa e pacificamente das eleições, escolhendo candidatos e candidatas, para o executivo (presidente e governadores) e o legislativo (senadores e deputados federais, estaduais e distritais), que representem projetos comprometidos com o bem comum, a justiça social, a defesa integral da vida, da família e da Casa Comum.

Conheça a íntegra da a Mensagem da CNBB ao povo brasileiro sobre o momento atual

A segunda parte da votação da tradução do Missal Romano abriu as atividades desta quarta-feira, 31 de agosto, durante a 59ª Assembleia Geral da

A segunda parte da votação da tradução do Missal Romano abriu as atividades desta quarta-feira, 31 de agosto, durante a 59ª Assembleia Geral da CNBB.

O primeiro bloco da votação ocorreu na segunda-feira, dia 29. Essa parte compreendia as orações eucarísticas e as orações sobre o povo.

Nesta segunda etapa de votação, os membros da Comissão Episcopal para os Textos Litúrgicos (Cetel) deram retorno ao episcopado brasileiro a partir das contribuições recebidas pela Comissão. Termos gramaticais foram corrigidos em algumas páginas e outras partes do texto reconsideradas.

As alterações foram feitas especialmente nas páginas 111, nº 3; 117, nº 124; 129; 131 e 133.

“O missal fez um longo caminho, mas com muitas contribuições a partir das sugestões que vocês fizeram”, afirmou dom Edmar Peron, presidente da Comissão para a Liturgia da CNBB.

Na ocasião, foi apresentada a proposta de diagramação. “Nós modificamos a apresentação para que tudo esteja em uma só página”, explicou dom Edmar Peron.

“Da nossa parte as poucas mudanças que foram apresentadas serão incorporadas ao texto já diagramado pela Edições CNBB. Agora, é concluir as considerações, passar o texto à Editora da CNBB e só depois enviar para a Santa Sé”, explicou dom Edmar.

Na sequência, a votação foi realizada em cédulas e os bispos deveriam marcar as opções – Sim; Não ou Abstenção. Dos 292 votantes presentes na sessão, eram necessários 215 votos positivos para a aprovação. 269 bispos aprovaram a tradução do texto. Houve 6 abstenções e 3 votos negativos.

Saiba mais:
59ª Assembleia Geral da CNBB realiza primeiro bloco de votações da tradução do Missal – CNBB

Recorde os passos da tradução da terceira edição do Missal (aqui).

Estudo 114

A Comissão para a Animação Bíblico-Catequética da CNBB também voltou a apresentar, na manhã desta quarta-feira, 31 de agosto, as alterações feitas ao texto de Estudos 114 da CNBB, sobre a Animação Bíblica da Pastoral. Tais modificações foram realizadas a partir das sugestões realizadas pelo episcopado, mas ainda precisarão ser aprovadas pelos bispos para que o texto se torne um Documento da CNBB.

A Comissão para o texto recebeu contribuições que foram quase “inteiramente” acolhidas e integradas, explicou dom José Antônio Peruzzo, presidente da Comissão para a Animação Bíblico-Catequética da CNBB. Contribuições complementares foram feitas nos números 59, 173, 277, 278, 279 e 280.

Dom José Antônio Peruzzo, presidente da Comissão para a Animação Bíblico-Catequética da CNBB e o padre Jânison de Sá, assessor da Comissão. Foto: Victória Holzbach

A estrutura do documento está dividida em sete capítulos: O primeiro apresenta a iluminação bíblica, a partir da parábola do semeador. O segundo, tem por objetivo apresentar o que significa a animação bíblica da pastoral.

Nesse ponto, o bispo recordou que, anteriormente, havia a Pastoral Bíblica, que realizava inúmeras atividades ao redor da Palavra. No entanto, a animação bíblica da pastoral tem outra proposta: “Nesse momento não estamos preocupados em fazer atividades bíblicas, mas sim que a pastoral e as atividades sejam todas animadas pela Bíblia”.

terceiro capítulo trata dos desafios a serem enfrentados pela animação bíblica. Dom Paulo destacou que um dos principais desafios é o fundamentalismo literal, que significa ler a Bíblia ao pé da letra. O quarto capítulo fala dos agentes da semeadura: os bispos, padres, diáconos, catequistas, leigos e leigas. O quinto apresenta os tipos de terreno que acolhem a Palavra de Deus, sendo elencados mais dez tipos. Dom Paulo destacou que os bispos pediram para acrescentar o terreno dos pobres e oprimidos, pois estes acolhem e são protagonistas da Palavra.

sexto capítulo fala dos métodos de leitura da Palavra de Deus, sendo os principais a Leitura Orante da Palavra e a Lectio Divina. Por fim, o último capítulo traz propostas concretas para a implantação de projetos da animação bíblica da pastoral nos níveis nacional, regional, diocesano e de comunidades eclesiais missionárias.

Fonte: CNBB

A 59ª Assembleia dos Bispos do Brasil abriu espaço para falar sobre a Jornada Mundial da Juventude que acontece de 1 a 6 de

A 59ª Assembleia dos Bispos do Brasil abriu espaço para falar sobre a Jornada Mundial da Juventude que acontece de 1 a 6 de agosto de 2023, em Portugal. Leia a matéria publicada no site da CNBB, Conferência Nacional dos Bispos do Brasil.

O Comitê Local da Jornada Mundial da Juventude 2023 (COL), coordenado pelo presidente da Fundação da JMJ, bispo auxiliar de Lisboa, Portugal,  dom Américo Aguiar, marcou presença na 59ª Assembleia Geral dos Bispos do Brasil (AG CNBB) com um stand. O intuito é impulsionar a participação dos jovens brasileiros e da Igreja do Brasil com o apoio dos bispos brasileiros.

O membro do COL e consagrado da Comunidade Shalom, residente em Portugal, José Carlos Pasternak, explica que a presença mais esperada no evento em seu país é a da juventude brasileira.

Segundo ele, em razão do mesmo idioma, da história que une os dois países e do sonho de muitos jovens brasileiros em conhecer Portugal e o santuário de Nossa Senhora Fátima, devoção expressiva do povo brasileiro.

“Viemos ao Brasil para incentivar e encorajar os jovens brasileiros a irem massivamente para a JMJ 2023. Estamos aqui na 59ª Assembleia para garantir que estamos prontos para acolher e contar com a presença dos senhores bispos e das juventudes das suas respectivas dioceses, arquidioceses e prelazias”, disse.

Para superar as dificuldades financeiras dos jovens brasileiros, agravadas pela pandemia, Pasternak sugere a busca de meios alternativos para que isso não se torne um impedimento para a participação na JMJ. Ele defendeu que a falta de dinheiro não pode colocar um ponto final nos sonhos da juventude e impedir a sua experiência na Jornada.

“Viemos falar aos bispos, encorajá-los e dizer-lhes que não estão sozinhos e que, como superamos vários desafios para essa jornada, também os incentivamos a superar os desafios para levar os seus jovens a Portugal”, defende.

Uma jornada da diversidade

Os representantes do Comitê Local disseram que o caráter de interculturalidade está favorecendo a articulação com o maior número possível de diversidade juvenil, contemplando todas as classes, nações, religiões e línguas.

O jornalista português do Gabinete de Comunicação da JMJ, Paulo Rocha, contou que um diálogo de dom Américo Aguiar com o diretor executivo da Educafro Brasil, frei David dos Santos, assegurará a participação de jovens quilombolas e indígenas na Jornada com a ajuda do Fundo de Solidariedade da JMJ. Também os jovens da Fazenda da Esperança de Guaratinguetá (SP) estarão presentes, com hospedagem a ser custeada pela Fazenda da Esperança de Portugal.

O jovem português, Pedro Ary, membro do Comitê Local da Jornada Mundial da Juventude responsável pelo diálogo com as Conferências Episcopais, disse que a organização prevê a participação da juventude migrante e refugiada, embora seja um desafio muito grande.

Segundo o membro Comitê Local da Jornada Mundial da Juventude 2023 Ary responsável pelo diálogo com as conferências episcopais é ter ao menos um representante de todos os países do mundo. “A primeira etapa importante da JMJ é todos saberem que são convidados”, disse. O Comitê da Jornada está trabalhando para evitar problemas com visto, como aconteceu na jornada da Cracóvia.

A jovem portuguesa, Beatriz Gonçalves, responsável pelos peregrinos do Brasil na JMJ, falou sobre suas expectativas em relação à participação dos jovens brasileiros.

“Estamos há mais ou menos um ano em contato com Irmã Valéria Leal, da Comissão Episcopal para a Juventude da CNBB, e esperamos reunir em Portugal o máximo de jovens brasileiros. Espero que venham, que se integrem bem e façam uma linda experiência com Jesus”, disse.

Intercâmbio cultural e religioso

Outro elemento importante da JMJ será a oportunidade de os jovens conhecerem novas culturas. Os peregrinos terão a possibilidade de conhecer a cultura portuguesa, a religiosidade, a gastronomia e o Santuário de Fátima.

Sobre o tema escolhido pelo Papa Francisco para a Jornada 2022, “Maria levantou-se e partiu apressadamente” (Lc 1, 39), Pedro Ary destaca que o exemplo da Mãe Maria inspira os jovens ao seguimento. “Queremos seguir, levantarmo-nos e ir apressadamente levar Jesus aos outros”, disse.

O encontro do Papa Francisco, suas homilias, os encontros espontâneos, as convivências entre os jovens e os festivais da juventude são algumas das atividades que marcarão a JMJ2023.

 

O tema central da 59ª Assembleia dos Bispos do Brasil foi apresentado ontem. Leia a matéria publicada no site da CNBB. O tema central

O tema central da 59ª Assembleia dos Bispos do Brasil foi apresentado ontem. Leia a matéria publicada no site da CNBB.

O tema central da 59ª Assembleia Geral da CNBB “Igreja Sinodal – Comunhão, Participação e Missão” foi a pauta principal da primeira Coletiva de Imprensa da AG CNBB na tarde desta segunda-feira, 29 de agosto, em Aparecida (SP). O momento foi conduzido pelo presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Comunicação da CNBB e bispo auxiliar de Belo Horizonte, dom Joaquim Giovani Mol, e contou com a participação dos membros da Comissão do Tema Central da 59ª AG CNBB, o arcebispo de Santa Maria (RS), dom Leomar Brustolin, e o bispo de Tefé (AM), dom José Altevir da Silva.

A temática refletida por este grupo propõe à Igreja do Brasil um olhar mais amplo para a sua ação sugerindo um processo diferente para a construção das Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil (DGAE) que se iniciou neste ano e se estenderá até 2024, em um processo de escuta, discernimento e ação.

Dom José Altevir explicou que o papel das DGAE é o de inspirar a ação pastoral da Igreja no Brasil, além de guiar a CNBB e as Igrejas Particulares por todo o país. “É preciso transformar as DGAE em projetos pastorais concretos, através de uma recepção criativa; leitura e estudo pessoal e em grupo; realização de assembleias e encontros para diálogo e troca de opiniões; e avaliação da caminhada pastoral”, aponta o prelado.

Tema central e os desafios da Igreja

O tema central de uma Assembleia Geral da CNBB é tradicionalmente algo que expressa uma resposta aos desafios que a Igreja está vivendo. Conforme dom Altevir, o tema desta 59ª Assembleia Geral é composto por uma série de elementos fundamentais, que são a sinodalidade, a comunhão e a missão. Para ele, o tema é também um desafio para compreender a profundidade das Comunidades Eclesiais Missionárias: “A Igreja é por natureza missionária e é fundamental que tomemos consciência disso”, alertou dom José Altevir.

As Comunidades Eclesiais Missionárias (CEM) precisam ser embaixadoras da misericórdia de Deus neste mundo, como sal e luz, defendeu o membro da Comissão do Tema Central da 59ª AG CNBB. “As CEM são pequenas comunidades onde se oferece um referencial concreto para a conversão pastoral: lugar de vivência da comunhão e da solidariedade, onde há ambiente e meios para a Iniciação à Vida Cristã e para uma formação cristã sólida, integral e permanente, a fim de propiciar um crescimento espiritual e uma fé autêntica”, destaca.

O tema central desta 59ª Assembleia Geral – “Igreja Sinodal – Comunhão, Participação e Missão” – ainda será trabalhado na plenária da terça-feira, 30, com os quase 300 bispos participantes, aprofundando o conceito e a prática das Comunidades Eclesiais Missionárias e as Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora.

Teve início ontem, 28 de agosto a etapa presencial da 59ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), em Aparecida (SP).

Teve início ontem, 28 de agosto a etapa presencial da 59ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), em Aparecida (SP). Dom Dario Campos, arcebispo de Vitória e dom Andherson Franklin Lustoza de Souza, bispo auxiliar estão participando.

Confira as discussões, reflexões e votações previstas os próximos dias.

Na pauta, cinco temas prioritários, entre eles: o Tema Central: “Igreja Sinodal – Comunhão, Participação e Missão”, propostas e indicações para a elaboração das próximas Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil (DGAE) serão feitas rumo à consolidação na 60ª Assembleia Geral da CNBB, em 2023.

Serão votados ainda pelo episcopado as atualizações do Estatuto da CNBB, a tradução do Missal Romano, o texto do Ministério do Catequista e o Estudo nº 114 da CNBB cujo título é: “E a Palavra habitou entre nós” (Jo 1,14) – Animação Bíblica da Pastoral a partir das comunidades eclesiais missionárias”. Além disso, outros 14 temas diversos vão ser objeto de reflexão e discussão dos cardeais, arcebispos, bispos diocesanos e auxiliares e coadjutores que participarão da 59ªAssembleia Geral. os prelados também vão se reunir em retiro.

Temas diversos:

  • 18º Congresso Eucarístico Nacional
  • Análise de Conjuntura Eclesial
  • Análise de Conjuntura Social
  • Assuntos relacionados ao Celam (Conselho Episcopal Latino-Americano)
  • Celebração dos 70 anos da CNBB
  • Assuntos relacionados ao Ceris (Centro de Estatística Religiosa e Investigações Sociais)
  • Comissão Especial para a Mineração e Ecologia Integral
  • Jornada Mundial da Juventude 2023
  • Campanha Junho Verde
  • Apresentação da nova marca da CNBB (Identidade Visual)
  • Pesquisa sobre  “Saúde Integral do Clero”
  • Questões relacionadas à Proteção de Crianças e Adolescentes
  • Questões jurídicas
  • Sínodo dos Bispos 2023

O processo de votação

Podem votar todos os bispos membros da CNBB, isto é, os que estão no exercício do ofício. Bispos eméritos, ou seja, os que já se aposentaram ao completarem 75 anos de idade, apenas têm voz.

Deacordo com o Código de Direito Canônico, o estatuto da CNBB e o regimento interno da conferência, as votações em Assembleia precisam de modo presencial, em cédulas que constam item por item de cada objeto de votação e essas cédulas precisam ser arquivadas. O estatuto que está sendo agora preparado já prevê votações por meio eletrônico.

Para aprovação de documentos, estatuto e regimento, por exemplo, é necessário que haja consenso e a aprovação é garantida com a maioria dos bispos presentes com direito a voto. São realizados vários escrutínios até que haja consenso de que se pode votar.

No caso do Missal, como é regido pela legislação canônica, a votação precisa ser presencial com maioria qualificada dos membros da Conferência, ou seja, 2/3 + 1. Para outras votações, são considerados apenas a maioria simples dos presentes. Já para votações como a nova identidade visual da conferência, por exemplo, o sistema de votação é o simples sem cédulas: sim ou não e abstenções. Em todos os casos, os bispos que não se sentirem contemplados poderão fazer um destaques, defendendo seu ponto de vista para uma nova sessão de votações.

Igreja no Brasil

A Igreja Católica no Brasil possui 278 circunscrições eclesiásticas, um total de 478 bispos hoje, dos quais 321 exercendo alguma missão e função de governo mais 157 bispos eméritos (aposentados).

Dom Dario Campos, arcebispo de Vitória e dom Andherson Franklin Lustoza de Souza, bispo auxiliar, participam na próxima semana, da 59ªAssembleia dos Bispos do

Dom Dario Campos, arcebispo de Vitória e dom Andherson Franklin Lustoza de Souza, bispo auxiliar, participam na próxima semana, da 59ªAssembleia dos Bispos do Brasil. Leia mais informações na matéria publicada no site da CNBB.

A segunda etapa da 59ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) acontece, de forma presencial, no Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida, em Aparecida (SP), de 28 de agosto a 2 de setembro, como forma de garantir a votação dos temas que em função da presencialidade exigida pelo Estatuto da CNBB não puderam ser votados nos últimos dois anos em razão da pandemia.  

A abertura acontece no próximo dominogo, 28 de agosto, Dia Nacional do Catequista, com a missa no Santuário Nacional, às 18h. O arcebispo de Belo Horizonte (MG) e presidente da CNBB, dom Walmor Oliveira de Azevedo, irá presidir a missa e os concelebrantes serão os membros da presidência da entidade e os bispos que fazem parte do Conselho Episcopal Pastoral, o Consep. 

Para este dia, em específico, a leiga e assessora da Comissão para a Animação Bíblico-Catequética da CNBB, Mariana Venâncio, foi convidada a fazer a primeira leitura da missa. E o assessor da Comissão para o Laicato da CNBB, Laudelino Azevedo, fará a segunda leitura. A celebração será transmitida pela TV Aparecida e poderá ser acompanhada pelas redes sociais da CNBB (@cnbbnacional) e pelo portal A12. 

Características da segunda etapa 

Desta vez, além do aprofundamento do Tema Central “Igreja Sinodal – Comunhão, Participação e Missão”, propostas e indicações para a elaboração das próximas Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil (DGAE) serão feitas rumo à consolidação na 60ª Assembleia Geral da CNBB, em 2023. 

Com a característica de ser deliberativa, nesta segunda fase, os temas que serão votados pelo episcopado são as atualizações no Estatuto da CNBB, a tradução do Missal Romano, o texto do Ministério do Catequista e o Estudo nº 114 da CNBB cujo título é: “E a Palavra habitou entre nós” (Jo 1,14) – Animação Bíblica da Pastoral a partir das comunidades eclesiais missionárias”. 

Além disso, outros 14 temas diversos vão ser objeto de reflexão e discussão dos cardeais, arcebispos, bispos diocesanos e auxiliares e coadjutores que participarão da 59ªAssembleia Geral como exemplo o 18º Congresso Eucarístico Nacional; a Celebração dos 70 anos da CNBB; a Jornada Mundial da Juventude 2023; o Sínodo dos Bispos 2023, entre outros.  

Participam do evento cardeais, arcebispos, bispos diocesanos e auxiliares, coadjutores, além dos bispos eméritos e representantes de organismos e pastorais da Igreja que são convidados. Mas apenas os bispos na ativa têm poder de voto. Atualmente, segundo dados da Secretaria Técnica da CNBB, a Igreja Católica no Brasil possui 278 circunscrições eclesiásticas, com um total de 478 bispos, dos quais 321 na ativa e mais 157 bispos eméritos. 

Como será a cobertura jornalística? 

A Assessoria de Comunicação da CNBB, a ASCOM, realizou um cadastro, em período determinado, para os profissionais de imprensa interessados em cobrir a Assembleia, de forma presencial, para o qual foram registrados 111 nomes de profisisonais da mídia católica e secular. Diariamente, a Assessoria de Comunicação do evento enviará aos cadastrados releases com detalhes sobre a programação do evento.  

Os credenciados deverão se apresentar à sala de imprensa do evento, no Centro de Eventos Padre Vítor Coelho de Almeida, no sábado, 27 de agosto, das 14h às 17h; e no domingo, 28 de agosto, das 9h às 12h; para a retirada dos crachás que darão acesso às coletivas de imprensa e aos eventos realizados no Santuário Nacional (Missa de abertura, outras missas e a celebração dos 70 anos da CNBB). 

O acesso liberado da taxa de estacionamento de automóveis já está garantido para os carros que já sejam adesivados com a caracterização “Imprensa” de seus próprios veículos de cobertura. Caso o carro ainda não seja adesivado com a identificação, é necessário pedir a liberação com antecedência à Assessoria de Imprensa do Santuário, informando a placa e o modelo do carro,  diretamente pelo e-mail: [email protected] 

Como acompanhar? 

No portal da CNBB e nas redes sociais (@cnbbnacional), será possível acompanhar a cobertura dos principais temas abordados pelos bispos nas sessões, por meio de matérias na edição diária do portal da CNBB (www.cnbb.org.br). Haverá, ainda, uma versão especial diária do boletim Igreja no Brasil, com o resumo do dia, a ser transmitido ao vivo, às 19h, nas redes sociais da CNBB.  

As Coletivas de Imprensa acontecerão, diariamente, às 15h, no Centro de Eventos Padre Vítor Coelho de Almeida, com dois bispos indicados pela presidência da CNBB, para apresentar os assuntos e desdobramentos dos debates realizados pelo episcopado brasileiro na Assembleia Geral. Os jornalistas credenciados receberão um release com as informações e detalhes da pauta e coletivas de cada dia. 

As missas diárias da Assembleia aconterão sempre às 18h e serão transmitidas pelas redes sociais (@cnbbnacional). Também será possível acompanhar as celebrações pela TV Aparecida e portal A12. Nas redes sociais, a interação fica por conta da hashtag #59AGCNBB. 

SERVIÇO 

O quê: 59ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (segunda etapa)
Quando: 28 agosto a 2 de setembro
Contato/demandas: E-mail: [email protected]
Mais informações: www.cnbb.org.br e https://www.cnbb.org.br/59agcnbb

Obs.: Nos dias da assembleia, a Assessoria do evento organiza um esquema de atender a demanda dos veículos de imprensa junto aos bispos e participantes.  

A Sala de Imprensa da Santa Sé divulgou o logotipo e o lema da visita de Francisco ao país da Ásia Central de 13
A Sala de Imprensa da Santa Sé divulgou o logotipo e o lema da visita de Francisco ao país da Ásia Central de 13 a 15 de setembro. Uma pomba com um ramo de oliveira simboliza a paz que, junto com a unidade, serão os temas centrais. A matéria foi publicada no site do Vaticano.

O sétimo Congresso de Líderes de Religiões Mundiais e Tradicionais que se realizará, em Nur-Sultan, capital do Cazaquistão, nos dias 14 e 15 de setembro próximo, será a ocasião da viagem do Papa Francisco ao país da Ásia Central que terá início em 13 de setembro. “Mensageiros de paz e de unidade” é o lema dessa viagem do Pontífice. A Sala de Imprensa da Santa Sé divulgou, nesta terça-feira (23/08), num comunicado, as palavras-chave da visita junto com o logotipo oficial que acompanha a imagem com uma descrição detalhada.

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A descrição do Logotipo

No centro, uma pomba com um ramo de oliveira. “As asas”, lê-se na descrição, “são representadas por duas mãos unidas, simbolizando as dos mensageiros da paz e da unidade. O coração, dentro das asas, representa o amor, fruto da compreensão recíproca, da cooperação e do diálogo”. O ramo de oliveira estilizado é representado por “uma imagem ornamental típica cazaque”.

“No fundo da imagem”, continua a nota, “um ‘shanyrak’ de cor azul claro, um elemento da casa tradicional do povo cazaque, ‘o iurte’, e, dentro, uma cruz amarela. As cores utilizadas, azul claro e amarelo, são as mesmas da bandeira do Cazaquistão; amarelo e branco, as da bandeira do Vaticano. O verde do galho simboliza a esperança. O lema da viagem, “Mensageiros de Paz e de Unidade”, foi colocado no alto em língua cazaque, e, embaixo, em língua russa”.

Síntese do programa da viagem

Serão três dias intensos na esteira do diálogo entre as religiões os dias que o Papa Francisco passará na capital Nur Sultan: em 13 de setembro, a chegada ao aeroporto para a acolhida oficial às 17h45 locais, ao final de mais de 6 horas de voo. Após a cerimônia de boas-vindas, haverá a visita de cortesia ao Presidente da República, Kassim-Jomart Tokayev, e um encontro com as autoridades, sociedade civil e o corpo diplomático. A quarta-feira, 14 de setembro, começará com um momento de oração em silêncio, no Palácio da Paz e da Reconciliação, junto com os líderes religiosos que participam do Congresso. Na abertura da sessão plenária do evento, Francisco fará um discurso, e à tarde estará na Praça da Expo para a celebração da missa. No dia seguinte, o Papa se reunirá em particular com os confrades da Companhia de Jesus, depois se encontrará com os bispos, sacerdotes, diáconos, consagrados, seminaristas e agentes pastorais. Francisco fará o último discurso dessa viagem no Palácio da Paz e da Reconciliação, onde no início da tarde será lida a Declaração Final no encerramento do Congresso. O Papa partirá do Cazaquistão às 16h45 e a chegada a Roma está prevista para às 20h15.

Os bispos do Brasil, acompanhamos com tristeza e preocupação os acontecimentos que têm marcado a vida da Igreja na Nicarágua. “Se um membro do
Os bispos do Brasil, acompanhamos com tristeza e preocupação os acontecimentos que têm marcado a vida da Igreja na Nicarágua. “Se um membro do corpo sofre, todo o corpo sofre igualmente!” (1 Cor 12,26)
“Sentimo-nos profundamente unidos aos irmãos bispos e a todo o povo nicaraguense”, afirmou a Presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) em carta encaminhada na última segunda-feira, 15, ao bispo de Jinotega e presidente da Conferência Episcopal de Nicarágua, dom Carlos Enrique Herrera Gutiérrez. “Clamamos ao Bom Deus para que a paz e a justiça sejam alcançadas”, rogam os bispos brasileiros diante “dos acontecimentos que têm marcado a vida da Igreja na Nicarágua”.
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Nas últimas semanas, o governo da Nicarágua prendeu três sacerdotes; tem mantido o bispo da diocese de Matagalpa, dom Rolando Álvarez, confinado na cúria diocesana; fechou oito emissoras de rádio ligadas à Igreja e expulsou do país as religiosas Missionárias da Caridade de Santa Teresa. Há relatos também de agressões e destruição de imagens e símbolos religiosos católicos.

Também o Conselho Episcopal Latino Americano (Celam) e outras conferências episcopais do continente manifestaram-se em solidariedade à Igreja e ao povo da Nicarágua, com preces pela paz.

Confira a carta da presidência da CNBB na íntegra:

Brasília, 15 de agosto de 2022

Exmo. Sr.

Mons. Carlos Enrique Herrera Gutiérrez, OFM,
Bispo de Jinotega,
Presidente da Conferência Episcopal de Nicarágua.

Ref: Unidade e solidariedade com a Igreja em Nicarágua

Prezado irmão,

“Se um membro do corpo sofre, todo o corpo sofre igualmente!” (1 Cor 12,26)

Nós, bispos do Brasil, acompanhamos com tristeza e preocupação os acontecimentos que têm marcado a vida da Igreja na Nicarágua. Sentimo-nos profundamente unidos aos irmãos bispos e a todo o povo nicaraguense. Clamamos ao Bom Deus para que a paz e a justiça sejam alcançadas.

Em oração e fraternidade,

Dom Walmor Oliveira de Azevedo
Arcebispo de Belo Horizonte (MG)
Presidente da CNBB

Dom Jaime Spengler
Arcebispo de Porto Alegre (RS)
Primeiro vice-presidente da CNBB

Dom Mário Antônio da Silva
Arcebispo de Cuiabá (MT)
Segundo vice-presidente da CNBB

Dom Joel Portella Amado
Bispo auxiliar da Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro (RJ)
Secretário-geral da CNBB

Fonte: Site da CNBB