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O título da mensagem do Papa Francisco para o Dia Mundial de Oração pelas Vocações, que a Igreja celebra no próximo domingo, 8 de

O título da mensagem do Papa Francisco para o Dia Mundial de Oração pelas Vocações, que a Igreja celebra no próximo domingo, 8 de maio, é “Chamados para construir a família humana”.

A intenção do Papa é refletir sobre o amplo significado da “vocação”, no contexto de uma Igreja que se coloca à escuta de Deus e do mundo. “Queremos contribuir para construir a família humana, curar as suas feridas e projetá-la para um futuro melhor.” Através da carta o Pontífice nos pede que como cristãos, não só somos chamados, isto é, interpelados cada qual pessoalmente por uma vocação, mas também convocados.

Leia a carta na íntegra

Chamados para construir a família humana

Queridos irmãos e irmãs!

Nos dias que correm, continuam a soprar os ventos gélidos da guerra e da opressão e frequentemente testemunhas de fenômenos de polarização, continuando como a Igreja iniciada: sentimos necessidade urgente de juntos cultivar como dimensões da escuta, e processo sinodal iniciado. Juntamente com todos os homens e mulheres de boa vontade, queremos contribuir para construir a família humana , curar as suas feridas e projetotá-la para um futuro melhor. Nesta perspectiva, para o LIX Dia Mundial de Oração pelas Vocações, pretende refletir convosco sobre o amplo significado da “vocação”, no contexto duma Igreja sinodal que se coloca à escuta de Deus e do mundo.

Todos chamados a ser protagonistas da missão

A sinodalidade, o caminhar juntos é uma vocação fundamental para a Igreja e, ministério só neste horizonte, é possível descobrir e valorizar como diversas vocações, carismas e vocações. Ao mesmo tempo, sabemos que a Igreja existe para evangelizar, disse de si mesma e espalhando a semente do Evangelho na história. Esta missão é possivelmente preciosa em sinergia todas as áreas pastorais e, antes ainda, em todos os discípulos do Senhor. Com efeito, em virtude do Batismo, cada membro do Povo de Deus tornado-se discípulo enviado ( cf. Mt28 , 19). Cada um dos batizados, independentemente da própria função na Igreja e do grau de instrução da sua fé, é um sujeito ativo de evangelização” (Francisco, Exort. ap. Evangelii gaudium ), 120). É preciso acautelar-se da mentalidade que separa os sacerdotes e as leis, considerando os protagonistas dos primeiros e executores dos segundos, e levar por diante a missão cristã, conjuntamente, leigos e pastores como o Povo de Deus. Toda a Igreja é comunidade evangelizadora.

Chamados a ser guardiões us dos outros e da criação

A palavra “vocação” não deve ser interpretada em sentido restrito, referindo-a apenas as que seguem o Senhor pelo caminho duma consagração específica. Todos somos chamados a participar na missão de Cristo de reunir a humanidade dispersão e reconciliação com Deus. De modo mais geral, cada pessoa, cada pessoa, antes de abraçar a fé cristã, recebe com cada pessoa, dom da vida, um chamamento fundamental: um é uma criatura querida e a humana Deus, objeto dum pensamento único e especial’ e somos chamados a desenvolver, esta centelha divina que moraEle no coração de cada homem e mulher, ao longo do amor para fazer crescer uma animada pelo e acolhimento. Somos chamados a ser guardiões dos outros, a construir laços de concórdia e partilha, a curar as feridas da criação para que não seja destruída a sua beleza. Em suma, tornamo-nos uma família na maravilhosa casa comum da criação, na variedade harmoniosa de seus elementos. Neste amplo, não só os seres humanos mas também os povos, as comunidades e as agregações dos mais variados gêneros têm uma “vocação”.

Chamados a acolher o olhar de Deus

Nesta grande vocação, insere-se a mais particular que Deus nos dirige, alcançando a nossa existência com o seu amor comum e orientando-a para a sua meta definitiva, para uma plenitude que ultrapassa até mesmo o limiar da morte. Assim quis Deus olhar, e olha, para a nossa vida.

As seguintes palavras são atribuídas a Miguel Ângelo Buonarroti: “No interior de cada bloco de pedra, há uma estátua, cabendo ao escultor a tarefa de a descoberta”. Se tal pode ser o olhar do artista, com muito mais razão assim nos vê Deus: aquela jovem de Nazaré, viu a Mãe de Deus; no pescador Simão, filho de Jonas, viu Pedro, a rocha sobre a qual podia construir a sua Igreja; no publicano Levi, entreviu o apóstolo e o evangelista Mateus; em Saulo, cruel perseguidor dos vistos, viu Paulo, o apóstolo dos gentios. O seu olhar de amor sempre nos alcança, toca, liberta e transforma, fazendo com que nos tornemos pessoas novas.

Esta é a dinâmica de cada vocação: somos determinados pelo olhar de Deus, que nos chama. A vocação – como alias a santidade – não é uma experiência extraordinaria reservada a poucos. Tal como existem «os santos ao pé da porta» (Francisco, Exort. ap. Gaudete et exsultate , 6-9), assim também a vocação é para todos, porque todos são olhados com amor e chamados por Deus.

Diz um provérbio do Extremo Oriente: «Um sábio, ao olhar o ovo, sabe a águia; ao olhar a semente, vislumbra uma grande árvore; ao olhar um pecador, sabe entrever um santo». É assim que Deus nos olha: em cada um de nós, vê potencialidades, às vezes ignoradas por nós mesmos, e atua incansavelmente, ao longo da nossa vida, a fim de podermos colocar ao serviço do bem comum.

Assim a vocação nasce, graças à arte do Escultor divino que, com as suas «mãos», nos faz de nós mesmos, para que se delineie em nós a obra-prima que somos chamados as ser. Particularmente capaz de nos purificar, iluminar e recriar é a Palavra de Deus, que nos liberta do egocentrismo. Coloquemo-nos, pois, à escuta da Palavra, para nos abrirmos à vocação que Deus nos confia! E aprendamos a aprender também a fé, que nos indica nos seus irmãos e exemplo pode esconder-se a de Deus, que nos indicamos sempre novas a seguir.

Chamados a responder ao olhar de Deus

O olhar amoroso e criador de Deus alcançou-nos de forma singular em Jesus. Ao falar do jovem rico, o evangelista Marcos observa: “Jesus, fitando nele o olhar, sentiu afeição por ele” (10, 21). O mesmo olhar de Jesus, cheio de amor, pousa sobre cada um de nós. Irmãos e irmãs, deixemo-nos tocar por este olhar e ser levados por Ele para além de nós mesmos! E aprendam de tal modo um também para o outro que as pessoas com quem viver e as que encontramos – sejam elas quem forem – podem sentir-se acolhidas e descobrir com quem há alguém que olha para desenvolverem amor, convidando-as a desenvolverem em todas as pessoas. como suas potencialidades.

A nossa vida muda quando acolhemos este olhar. Tudo se torna um diálogo vocacional entre nós e o Senhor, mas também entre nós e os outros. Um diálogo que, vivido em profundidade, nos torna cada vez mais aquilo que somos : na vocação ao sacerdócio ordenado, ser instrumento da graça e da misericórdia de Cristo; na vocação à vida consagrada, ser louvor de Deus e profecia de nova humanidade; na vocação ao matrimónio, ser dom mutuo e geradores e educadores da vida; em cada vocação e ministério na Igreja, em geral, que nos chama a olhar os outros eo mundo com os olhos de Deus, servir o bem e difundir o amor com as obras e as palavras.

A propósito, desejo mencionar aqui a experiência do Dr. José Gregório Hernández Cisneros. Quando atendimento, como médico em Caracas Venezuela, quis- tornarse irmão franciscano. Mais tarde, pensou em tornar-se monge e não foi feito. Compreendeu então que sua vocação era precisamente a profissão médica, que se prodigalizou especialmente a favor dos mais pobres. E, sem reservas, logo-se aos doentes atingidos pela epidemia de gripe chamada “espanhola”, que alastrava pelo mundo. Morreu atropelado por um carro, ao sair duma farmácia aonde buscar remédios para uma casa caseira, seu paciente. Testemunha exemplar do que significa acolher a vocação do Senhor aderindo plenamente à mesma, foi beatificado há um ano.

Convocados para construir um mundo fraterno

Como, não só somos chamados, isto, interpelados cada qual também é pessoalmente indicado por uma chamada mas con-vocados . Somos como os ladrilhos dum mosaico, belos já vistos um a um, mas só juntos é que formam uma imagem. Brilhamos um e cada um de nós, como uma estrela no coração de Deus e no firmamento do universo, a humanidade mas somos chamados a compor as telas que orientam e iluminam o caminho da vida, a partir do ambiente onde conforto. Talé o mistério da Igreja: na convivência das diferenças, ela é sinal e instrumento que toda a humanidade é chamada. Para isso, a Igreja deve tornar-se cada vez mais sinodal: capaz de caminhar unida na harmonia das diversidades, onde todos têm a sua contribuição para dar e podem participar ativamente.

Determinada, quando falada de «religiosa, não se trata apenas de escolher a própria forma de vida, escolhido ou determinado a existência de um carisma ou seguir o encanto da família religiosa, dum movimento ou duma comunidade eclesial; mas trata-se sobretudo de realizar o sonho de Deus, o grande desígnio da fraternidade que Jesus não tinha coração quando pediu ao Pai «que todos são um só» ( Jo17, 21). Cada vocação na Igreja e, em sentido largo, também na sociedade, concorrência para um objetivo comum: fazer ressoar entre os homens e as mulheres aquela harmonia dos homens múltiplos e variados dons que só o Espírito Santo sabe. Sacerdotes, consagradas e consagrados, verdadeiros leigos, caminhemos e trabalhamos juntos, para testemunhar que uma grande família unida no amor não é utopia, mas o projeto para o qual Deus nos criou!

Rezemos, irmãos e irmãs, para que o Povo de Deus, no meio das dramáticas vicissitudes da história, corresponde cada vez mais a esta vocação. Invoque a luz do Espírito Santo, para que cada um e cada um de nós possa encontrar o mesmo lugar e dar o melhor de neste grande desígnio!

Roma, São João de Latrão, no IV Domingo de Páscoa, 8 de maio de 2022.

FRANCISCO

 

Neste mês de Maio, o Papa inicia um ciclo de três intenções de oração dedicadas à família. E quer fazê-lo, voltando-se primeiramente aos jovens,

Neste mês de Maio, o Papa inicia um ciclo de três intenções de oração dedicadas à família. E quer fazê-lo, voltando-se primeiramente aos jovens, aqueles “que querem construir algo novo”. Oferece-lhes um exemplo a seguir: “Quando penso num modelo com o qual vocês, jovens, possais identificar-vos, vem-me sempre à mente a nossa Mãe, Maria “. Francisco pede aos jovens que assumam riscos, tendo em conta que “precisam discernir e descobrir o que Jesus quer” deles. Neste discernimento, Francisco lhes diz que “é muito útil escutar as palavras dos avós”. E propõe três companheiros de viagem na sua trajetória de vida: coragem, escuta e dedicação ao serviço.

“Ao falar sobre a família, quero começar por me dirigir primeiro aos jovens.
Quando penso num modelo com o qual vocês, jovens, possais identificar-vos, vem-me sempre à mente a nossa Mãe, Maria. A sua coragem, a sua escuta e a sua dedicação ao serviço.

Ela foi corajosa e determinada em dizer “sim” ao Senhor.

Vocês, os jovens que querem construir algo novo, um mundo melhor, sigam o seu exemplo, arrisquem-se.

Não se esqueçam que para seguir Maria precisam discernir e descobrir o que Jesus quer de vocês, e não o que vocês pensam que podem fazer.

E neste discernimento é muito útil escutar as palavras dos avós.

Nas palavras dos avós, encontrarão uma sabedoria que vos levará para além das questões do momento.

Eles irão dar a vocês uma visão geral das vossas preocupações.

Rezemos, irmãs e irmãos, para que os jovens, chamados a uma vida plena, descubram em Maria o estilo de escuta, a profundidade do discernimento, a coragem da fé e a dedicação ao serviço”.

Na próxima semana os animadores de Círculo Bíblico têm a oportunidade de se prepararem para o mês da Bíblia, que se celebra em setembro.

Na próxima semana os animadores de Círculo Bíblico têm a oportunidade de se prepararem para o mês da Bíblia, que se celebra em setembro. Confira abaixo a programação e como fazer a inscrição. A matéria está publicada no site da CNBB, Conferência Nacional dos Bispos do Brasil.

Entre os dias 09 e 13 de maio de 2022, a Comissão para a Animação Bíblico-Catequética da CNBB realiza o Seminário Bíblico para Animadores do Mês da Bíblia 2022. Os encontros acontecem diariamente, às 19h30, com transmissão online pelo YouTube.

O objetivo do evento, segundo a assessora da Comissão, Mariana Venâncio, é “apresentar a temática que norteará o Mês da Bíblia deste ano, para animar diversas pessoas a já começarem, nas diversas comunidades do Brasil, as articulações em favor das celebrações de Setembro”. Assim, de acordo com ela, “os encontros serão voltados para apresentação e o aprofundamento da teologia do Livro de Josué, apresentando também os subsídios oferecidos pela CNBB para o Mês, que já se encontram publicados e disponíveis para a aquisição”.

Todos os anos, segundo o padre Jânison de Sá, assessor da Comissão, é apresentada uma proposta de estudo de um livro bíblico. E a ideia é justamente, segundo ele, “motivar, favorecer os cristãos para que possam conhecer melhor toda a Bíblia e estudar o livro de maneira mais sistemática”.

“As formações, encontros, seminários que teremos é para favorecer o leitor, o animador ou aquele que coordena a conhecer melhor o livro bíblico para assim poder refletir, rezar melhor nas comunidades durante todo o mês de setembro”, explica padre Jânison.

A programação do Seminário Bíblico para Animadores do Mês da Bíblia 2022 contará com a participação de professores que se dedicam ao estudo da Bíblia a partir da Teologia e da Literatura, são eles: Prof. Dr. Frei Ildo Perondi, Prof.ª Dra. Ir. Márcia Eloi Rodrigues, Prof. Dr. Matthias Grenzer, Prof. Dr. Claudio Vianney Malzoni e Prof. Dr. Altamir Celio de Andrade.

Haverá também uma conferência especial com o autor do texto-base para o Mês da Bíblia deste ano, Prof. Dr. Antonio Carlos Frizzo. O Seminário contará, ainda, com a fala do presidente da Comissão para a Animação Bíblico-Catequética da CNBB, dom José Antônio Peruzzo, e com a presença dos assessores da Comissão, Mariana Venâncio e padre Jânison de Sá.

Para participar não é necessário realizar inscrição prévia. Basta acessar os canais da CNBB pelo Youtube, às 19h30, e acompanhar a live. Os canais que transmitirão são CNBB NacionalCatequese do Brasil ou Edições CNBB.

Para adquirir os materiais do Mês da Bíblia, publicados pelas Edições CNBB, basta acessar o site da editora (aqui).

Confira a programação e temas:

 

09/05, segunda-feira

Apresentação do Livro de Josué

10/05, terça-feira

A liderança de Josué sustentada pela Lei

Jesus e a Lei de Deus: continuidade e atualização

11/05, quarta-feira

O Cerco de Jericó (Js 5,13 – 6,27)

A aliança em Siquém (Js 24,1-28)

12/05, quinta-feira

A minha casa é maior que a do Rei: hospitalidades em Raab

Apresentação dos Círculos Bíblicos e dinamização do Mês da Bíblia

13/05, sexta-feira

Apresentação do Texto Base para o Mês da Bíblia: “O Senhor, teu Deus, estará contigo por onde quer que vás” (Js 1,9)

O Papa Francisco quer ir a Moscou. Leia a matéria publicada no site Vatican News hoje, 3 de maio de 2022: O Papa Francisco
O Papa Francisco quer ir a Moscou. Leia a matéria publicada no site Vatican News hoje, 3 de maio de 2022:
O Papa Francisco concedeu uma entrevista ao editor do jornal “Corriere della Sera” Luciano Fontana: Sinto que antes de ir a Kiev devo ir a Moscou. “O que está claro é que naquela terra estão sendo testadas novas armas. É por isso que são feitas guerras: para testar as armas que produzimos”.

“Tenho um ligamento rompido no joelho, farei infiltrações e veremos”. “Estou assim há muito tempo, não posso caminhar. Antigamente os papas costumavam usar a cadeira gestatória. É preciso também um pouco de dor, de humilhação”. É assim que Francisco justifica não poder se levantar para cumprimentar o diretor Luciano Fontana e a vice-diretora Fiorenza Sarzanini do jornal italiano Corriere della Sera, que recebeu na Casa Santa Marta para a entrevista que o jornal publica nesta terça-feira (03).

A conversa foi focalizada na questão da guerra na Ucrânia, contra a qual o Papa apelou desde o primeiro dia, em 24 de fevereiro passado, e para a qual até agora houve muitas tentativas de mediação, começando com o telefonema para Zelenski, a visita à embaixada russa junto à Santa Sé para pedir-lhe que calassem as armas, e sobretudo com a disposição de ir a Moscou disponibilizada imediatamente ao Presidente Putin. “Pedi ao Cardeal Parolin, após vinte dias de guerra, que enviasse a mensagem a Putin de que eu estava disposto a ir a Moscou”. Claro que era necessário – afirma o Papa – que o líder do Kremlin concedesse pequenas aberturas. Ainda não recebemos uma resposta e continuamos insistindo mesmo temendo que Putin não possa e não queira fazer este encontro neste momento. Mas como esta brutalidade não pode ser detida? Vinte e cinco anos atrás, vivemos a mesma coisa com Ruanda”.

Combate-se guerras para testar armas que produzimos

As palavras do Papa também refletem sobre as razões da guerra e o “comércio” de armas, que para ele continua sendo um “escândalo” ao qual poucos se opõem. Francisco falou de “uma raiva facilitada” talvez pelo “ladrar da OTAN à porta da Rússia” que levou o Kremlin a “reagir mal e desencadear o conflito”. “Não sei como responder, estou muito longe, a questão de saber se é correto fornecer os ucranianos – raciocina – A coisa clara é que as armas estão sendo testadas lá. Os russos sabem agora que tanques são de pouca utilidade e estão pensando em outras coisas. É por isso que são travadas guerras: para testar as armas que produzimos. Poucas pessoas estão lutando contra este comércio, mas mais deve ser feito, e o Papa cita o bloqueio de um comboio, em Gênova, que carregava armas para o Iêmen, quando os estivadores decidiram “há dois ou três anos” de impedir a passagem.

Primeiro a viagem a Moscou. O Patriarca não é um acólito de Putin

No momento não está planejada nenhuma viagem a Kiev, mas primeiro deve haver uma viagem a Moscou. Revendo os esforços feitos ou a serem feitos para deter a escalada da violência, o Papa esclareceu: “Eu não vou para Kiev por enquanto”, “sinto que não devo ir. Primeiro devo ir a Moscou, primeiro devo encontrar-me com Putin. Mas eu também sou um sacerdote, o que posso fazer? Eu faço o que posso. Se Putin abrisse a porta…”. Também em Moscou o Papa procura a possibilidade de agir junto com o Patriarca da Igreja Ortodoxa Kirill. Ele cita a conversa de 40 minutos via zoom em 15 de março passado e as “justificações” para a guerra citadas por Kirill, e retorna ao compromisso anulado em junho em Jerusalém. “Eu escutei”, disse Francisco na entrevista, “e disse-lhe: não entendo nada sobre isso. Irmão, não somos clérigos de Estado, não podemos usar a linguagem da política, mas a de Jesus. Somos pastores do mesmo povo santo de Deus. É por isso que devemos buscar caminhos de paz, para um cessar fogo das armas. O Patriarca não pode se tornar um acólito de Putin. Tínhamos um encontro marcado em Jerusalém no dia 14 de junho. Teria sido nosso segundo encontro frente e frente, nada a ver com a guerra. Mas agora até ele concorda: “vamos parar, poderia ser um sinal ambíguo”.

Um mundo em guerra por interesses internacionais

O olhar do Papa se amplia novamente para falar dos direitos dos povos em um mundo em guerra, aquela “terceira guerra mundial” tão frequentemente evocada e temida. Não é um “alarme”, esclarece, mas “a constatação das coisas: Síria, Iêmen, Iraque, na África, uma guerra atrás da outra. Há interesses internacionais em cada pedacinho dela. Não se pode pensar que um estado livre possa fazer guerra a outro estado livre. Na Ucrânia, parece que foram outros que criaram o conflito. A única coisa que é atribuída aos ucranianos é que eles reagiram em Donbass, mas estamos falando de dez anos atrás. Esse argumento é antigo. É claro que eles são um povo orgulhoso”.

O “escândalo” da Via-Sacra: não há vontade suficiente para a paz

Neste sentido, o Papa retorna à Via-Sacra da Sexta-feira Santa no Coliseu e aos pedidos do lado ucraniano que levaram à parada da leitura da meditação na 13ª estação, conduzida por uma russa e uma ucraniana. Francisco explicou a conversa que teve com o Esmoleiro, o Cardeal Krajewski, que na Páscoa esteve em Kiev pela terceira vez enviado pelo Papa desde o início do conflito. “Liguei para Krajewski que estava lá e ele me disse: pare, não leia a oração. Eles estão certos mesmo que não compreendamos completamente. Portanto, elas ficaram em silêncio. Eles têm uma suscetibilidade, sentem-se derrotados ou escravizados por terem pago tanto na Segunda Guerra Mundial. Tantos homens morreram, é um povo mártir. Mas também estamos atentos ao que pode acontecer agora na Transnístria”. Mas em 9 de maio pode ser o fim de tudo. De sua audiência com Viktor Orbán, primeiro-ministro da Hungria, em 21 de abril no Vaticano, o Papa diz ter entendido que “os russos têm um plano”. “Assim se entenderia também a celeridade da escalada destes dias. Porque agora não é só o Donbass, é a Crimeia, é Odessa, a questão é tirar o porto do Mar Negro da Ucrânia, é tudo. Sou pessimista, mas devemos fazer todos os gestos possíveis para parar a guerra”.

Um livro sobre proteção de dados pessoais e como as novas regras impactam as dioceses foi lançado durante a Assembleia Geral da CNBB, Conferência

Um livro sobre proteção de dados pessoais e como as novas regras impactam as dioceses foi lançado durante a Assembleia Geral da CNBB, Conferência Nacional dos Bispos do Brasil. Leia a matéria publicada no site da CNBB.

O assessor jurídico da CNBB, Hugo Cysneiros, informou que a publicação é resultado das discussões e perguntas levantadas e sistematizadas a partir de três encontros realizados pela CNBB.

Os encontros reuniram mais de 1.500 pessoas, entre bispos diocesanos, auxiliares, administradores diocesanos, padres, religiosos, gestores, advogados, responsáveis por arquivos, jornalistas, secretários, profissionais e empresas de tecnologia da informação, além de agentes da Pastoral da Comunicação e demais membros à serviço da Igreja.

“É uma publicação inédita, pois o conteúdo é exclusivo, uma vez que a obra foi construída a partir dessa interação com os membros da Igreja. As perguntas foram compiladas, organizadas, sistematizadas e resultaram nesta publicação”, reforçou o assessor jurídico da CNBB.

CNBB como instituição pioneira na proteção de dados

O advogado e professor universitário, Frank Ned, que atua na área de segurança da informação há mais de 30 anos, participou de todo o processo e ressaltou a importância de uma instituição como a CNBB ser pioneira na buscar caminhos e informação da melhor maneira de tratar os dados e se antecipar aos riscos.

“Esse compromisso da CNBB, como farol, de tomar iniciativa na forma de tratamento de dados, mostra como a Igreja é um exemplo para a sociedade, pois proteger dados pessoais é proteger o cidadão”, ressaltou.

O professor universitário lembrou que é preciso estar preparado e preparar todos na Igreja para não colocar a instituição em risco, afinal, segundo ele “não deve existir outra instituição no mundo com maior diversidade de dados, em função da imensa obra que promove, por meio da diversidade de sua assistência social”.

Frank ainda destacou que o tratamento adequado de dados pessoais é um movimento maduro na Europa e cada vez mais vem permeando as sociedades. No Brasil não é diferente. Ele informou que houve alteração na Constituição Federal e foi incluída a Proteção de Dados no artigo 5º, que trata dos direitos fundamentais. Isso porque, segundo ele, “cuidar da proteção de dados é proteger o indivíduo e a dignidade humana”.

O secretário-geral da CNBB, dom Joel Portella Amado, expressou gratidão pelo resultado da publicação e pelo trabalho e serviço de colocar dois horizontes – academia e a Igreja – em diálogo para apontar orientações para o cuidado com a proteção de dados na Igreja. Agradeceu tanto ao trabalho realizado com a assessoria do escritório de advocacia que colabora com a CNBB tanto à edição realizada pela Edições CNBB.

CNBB e a Lei de Proteção de Dados

Lei de proteção de dados, em vigor desde 2018, afeta a Igreja em diversos âmbitos e, por isso, tem sido tratada como prioritária pela CNBB, que busca formas de adequar suas demandas de modo a atender às exigências impostas. Para a entidade, há urgência na abordagem e aplicação das indicações da norma. Um comitê gestor está definindo a política e o tratamento de dados da entidade.

Como adquirir o livro

O livro “A Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais e seus impactos nas dioceses” pode ser comprado pelo site das edições CNBB  com 10% de desconto para mais de 100 unidades.

Terminou hoje a 1ª etapa da 59ª Assembleia Geral dos Bispos do Brasil, que aconteceu no formato virtual. A 2ª etapa irá acontecer no

Terminou hoje a 1ª etapa da 59ª Assembleia Geral dos Bispos do Brasil, que aconteceu no formato virtual. A 2ª etapa irá acontecer no formato presencial de 29 de agosto a 2 de setembro de 2022. Diversos assuntos foram abordados durante esta semana de 25 a 29 de abril. O bispo auxiliar da Arquidiocese de Vitória, dom Andherson Franklin Lustoza de Souza, participou pela 1ªvez e disse que o número de bispos participando foi muito expressivo e a Assembleia foi muito boa. Dom Franklin destacou alguns assuntos que foram importantes nas discussões e partilhas, entre eles, as novas diretrizes para a ação evangelizadora, o estudo para implementar o ministério do catequista, as iniciativas de solidariedade e comunhão que aconteceram nas dioceses durante a pandemia e também a reflexão sobre o momento atual que vivemos.

Ao final da Assembleia, os bispos assinaram e divulgaram uma mensagem ao povo brasileiro. Confira abaixo ou baixe o pdf, clicando aqui.

 

MENSAGEM AO POVO BRASILEIRO

59ª. Assembleia Geral da CNBB

“A esperança não decepciona” (Rm 5,5).

Guiados pelo Espírito Santo e impulsionados pela Ressurreição do Senhor, unidos ao Papa Francisco, nós, bispos católicos, em comunhão e unidade, reunidos para a primeira etapa da 59ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil-CNBB, de modo on-line e com a representação de diversos organismos eclesiais, dirigimos ao povo brasileiro uma mensagem de fé, esperança e corajoso compromisso com a vida e o Brasil.

Enche o nosso coração de alegria perceber a explosão de solidariedade, que tem marcado todo o País na luta pela superação do flagelo sanitário e social da COVID-19. A partilha de alimentos, bens e espaços, a assistência a pessoas solitárias e a dedicação incansável dos profissionais de saúde são apenas alguns exemplos de incontáveis ações solidárias. Gestores de saúde e agentes públicos, diante de um cenário de medo e insegurança, foram incansáveis e resilientes. O Sistema Único de Saúde-SUS mostrou sua fundamental importância e eficácia para a proteção social dos brasileiros. A consciência lúcida da necessidade dos cuidados sanitários e da vacinação em massa venceu a negação de soluções apresentadas pela ciência. Contudo, não nos esquecemos da morte de mais de 660.000 pessoas e nos solidarizamos com as famílias que perderam seus entes queridos, trazendo ambas em nossas preces.

Agradecemos ainda, de modo particular às famílias e outros agentes educativos, que não se descuidaram da educação das crianças, adolescentes, jovens e adultos, apesar de todas as dificuldades. Com certeza, a pandemia teria consequências ainda mais devastadoras, se não fosse a atuação das famílias, educadores e pessoas de boa vontade, espírito solidário e abnegado. A Campanha da Fraternidade 2022 nos interpela a continuar a luta pela educação integral, inclusiva e de qualidade.

A grave crise sanitária encontrou o nosso País envolto numa complexa e sistêmica crise ética, econômica, social e política, que já nos desafiava bem antes da pandemia, escancarando a desigualdade estrutural enraizada na sociedade brasileira. A COVID-19, antes de ser responsável, acentuou todas essas crises, potencializando-as, especialmente na vida dos mais pobres e marginalizados.

O quadro atual é gravíssimo. O Brasil não vai bem! A fome e a insegurança alimentar são um escândalo para o País, segundo maior exportador de alimentos no mundo, já castigado pela alta taxa de desemprego e informalidade. Assistimos estarrecidos, mas não inertes, os criminosos descuidos com a Terra, nossa casa comum. Num sistema voraz de “exploração e degradação” notam-se a dilapidação dos ecossistemas, o desrespeito com os direitos dos povos indígenas, quilombolas e ribeirinhos, a perseguição e criminalização de líderes socioambientais, a precarização das ações de combate aos crimes contra o meio ambiente e projetos parlamentares desastrosos contra a casa comum.

Tudo isso desemboca numa violência latente, explícita e crescente em nossa sociedade. A crueldade das guerras, que assistimos pelos meios de comunicação, pode nos deixar anestesiados e desapercebidos do clima de tensão e violência em que vivemos no campo e nas cidades. A liberação e o avanço da mineração em terras indígenas e em outros territórios, a flexibilização da posse e do porte de armas, a legalização do jogo de azar, o feminicídio e a repulsa aos pobres, não contribuem para a civilização do amor e ferem a fraternidade universal.

Diante deste cenário esperamos que os governantes promovam grandes e urgentes mudanças, em harmonia com os poderes da República, atendo-se aos princípios e aos valores da Constituição de 1988, já tão desfigurada por meio de Projetos de Emendas Constitucionais. Não se permita a perda de direitos dos trabalhadores e dos pobres, grande maioria da população brasileira. A lógica do confronto que ameaça o estado democrático de direito e suas instituições, transforma adversários em inimigos, desmonta conquistas e direitos consolidados, fomenta o ódio nas redes sociais, deteriora o tecido social e desvia o foco dos desafios fundamentais a serem enfrentados.

Nesse contexto, iremos este ano às urnas. O cenário é de incertezas e radicalismos, mas, potencialmente carregado de esperança. Nossas escolhas para o Executivo e o Legislativo determinarão o projeto de nação que desejamos. Urge o exercício da cidadania, com consciente participação política, capaz de promover a “boa política”, como nos diz o Papa Francisco. Necessitamos de uma política salutar, que não se submeta à economia, mas seja capaz de reformar as instituições, coordená-las e dotá-las de bons procedimentos, como as conquistas da Lei da Ficha Limpa, Lei Complementar 135 de 2010, que afasta do pleito eleitoral candidatos condenados em decisões colegiadas, e da Lei 9.840 de 1999, que criminaliza a compra de votos. Não existe alternativa no campo democrático fora da política com a ativa participação no processo eleitoral.

Tentativas de ruptura da ordem institucional, hoje propagadas abertamente, buscam colocar em xeque a lisura do processo eleitoral e a conquista irrevogável do voto. Tumultuar o processo político, fomentar o caos e estimular ações autoritárias não são, em definitivo, projeto de interesse do povo brasileiro. Reiteramos nosso apoio às Instituições da República, particularmente aos servidores públicos, que se dedicam em garantir a transparência e a integridade das eleições.

Duas ameaças merecem atenção especial. A primeira é a manipulação religiosa, protagonizada tanto por alguns políticos como por alguns religiosos, que coloca em prática um projeto de poder sem afinidade com os valores do Evangelho de Jesus Cristo. A autonomia e independência do poder civil em relação ao religioso são valores adquiridos e reconhecidos pela Igreja e fazem parte do patrimônio da civilização ocidental. A segunda é a disseminação das fake news, que através da mentira e do ódio, falseia a realidade. Carregando em si o perigoso potencial de manipular consciências, elas modificam a vontade popular, afrontam a democracia e viabilizam, fraudulentamente, projetos orquestrados de poder. É fundamental um compromisso autêntico com a verdade e o respeito aos resultados nas eleições. A democracia brasileira, ainda em construção, não pode ser colocada em risco.

Conclamamos toda a sociedade brasileira a participar das eleições e a votar com consciência e responsabilidade, escolhendo projetos representados por candidatos e candidatas comprometidos com a defesa integral da vida, defendendo-a em todas as suas etapas, desde a concepção até a morte natural. Que também não negligenciem os direitos humanos e sociais, e nossa casa comum onde a vida se desenvolve. Todos os cristãos somos chamados a preocuparmo-nos com a construção de um mundo melhor, por meio do diálogo e da cultura do encontro, na luta pela justiça e pela paz.

Agradecemos os muitos gestos de solidariedade de nossas comunidades, por ocasião da pandemia e dos desastres ambientais. Encorajamos as organizações e os movimentos sociais a continuarem se unindo em mutirão pela vida, especialmente por terra, teto e trabalho. Convidamos a todos, irmãos e irmãs, particularmente a juventude, a deixarem-se guiar pela esperança e pelo desejo de uma sociedade justa e fraterna. Nossa Senhora Aparecida, Padroeira do Brasil, obtenha de Deus as bênçãos para todos nós.

Brasília – DF, 29 de abril de 2022.

Dom Walmor Oliveira de Azevedo
Arcebispo de Belo Horizonte – MG
Presidente da CNBB

Dom Jaime Spengler
Arcebispo de Porto Alegre, RS
1º Vice-Presidente 

Dom Mário Antônio da Silva
Bispo de Roraima, RR
2º Vice-Presidente

Dom Joel Portella Amado
Bispo auxiliar do Rio de Janeiro, RJ
Secretário-Geral 

Adiado desde 2020, por conta da pandemia da covid-19, o XVIII Congresso Eucarístico Nacional vai acontecer em Recife de 11 a 15 de novembro

Adiado desde 2020, por conta da pandemia da covid-19, o XVIII Congresso Eucarístico Nacional vai acontecer em Recife de 11 a 15 de novembro de 2022. Leia o convite de dom Fernando Saburido, arcebispo de Recife no texto publicado no site da CNBB, Conferência Nacional dos Bispos do Brasil.

Na contagem regressiva, 197 dias nos separam do início do 18º Congresso Eucarístico Nacional. O encontro, esperado desde 2020, foi um dos temas da terceira Coletiva de Imprensa da 59ª Assembleia da CNBB na tarde desta quarta-feira (27), apresentado pelo arcebispo de Olinda e Recife, dom Antônio Fernando Saburido.

Dom Fernando explicou que o tema do CEN  “Pão em Todas as Mesas” foi escolhido a partir da inspiração na música do cantor Zé Vicente. Para o lema, a iluminação é de Atos dos Apóstolos (2,46): “Repartiam o pão com alegria e não havia necessitados entre eles”.

Para acolher o Congresso, já estão confirmados dois locais: o Centro de Convenções de Pernambuco e a Praça do Marco Zero. “Toda a cidade vai estar envolvida com o Congresso”, destaca dom Fernando. Segundo ele, a programação contempla o Simpósio Teológico com 3 conferências e 9 oficinas, Catequeses Públicas, Feira Católica, apresentações culturais, além das exposições Servos de Deus e das Pastorais Sociais do Brasil.

Um legado de solidariedade aos pobres, a “Casa do Pão”

O arcebispo anunciou a criação da Casa do Pão, no centro de Recife, como um legado importante e um marco do do Congresso Eucarístico.

Um espaço que é fruto de uma parceria com a Santa Casa de Misericórdia que permitirá a oferta de alimentos, o atendimento à pessoas em situação de vulnerabilidade e o acompanhamento  assistencial de cada caso específico. “Um movimento que ajude os pobres a realmente reencontrarem a sua dignidade”, pontou.

A inauguração da Casa do Pão, durante o Congresso, no dia 15 de novembro, prevê um almoço partilhado entre os bispos participantes do encontro e as pessoas em situação de rua atendidas pela instituição.

Para finalizar, dom Fernando ressaltou a importância da Eucaristia como compromisso comunitário: “Precisamos levar as pessoas a receber a Eucaristia para fazer comunhão com os irmãos e irmãs. Que a Eucaristia nos leve à uma vida espiritual mais intensa, nesta perspectiva da sensibilidade social, da preocupação com os irmãos, sobretudo os mais fragilizados”, concluiu.

Uma pesquisa está sendo encaminhada pela CNBB, Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, para conhecer a realidade sobre saúde mental de padres e bispos

Uma pesquisa está sendo encaminhada pela CNBB, Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, para conhecer a realidade sobre saúde mental de padres e bispos no Brasil. A metodologia foi apresentada ontem, 26 de abril, na Assembleia dos Bispos. Leia abaixo a matéria publicada no site da CNBB.

“Um cuidando do outro e todos cuidando de todos”. A frase carrega a síntese do tema apresentado pelo bispo de Novo Hamburgo (RS) e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom João Francisco Salm, na segunda Coletiva de Imprensa da 59ª Assembleia Geral, na tarde desta terça-feira, 26 de abril.

O bispo apresentou o processo de elaboração da pesquisa sobre a saúde dos bispos e padres no Brasil. O prelado iniciou sua exposição explicando o contexto que levou a Comissão ao desenvolvimento da iniciativa: “Vivemos tempos muito exigentes. Todos nós, homens e mulheres de todas as idades, também o padre e o bispo. Somos de carne e osso e sentimos o que todo mundo sente: dores, cansaços, dúvidas e medos”, apontou.

Dom João Francisco destacou que atualmente constata-se que há muitos padres e bispos que se sentem cansados ou desanimados e, diante desta realidade dolorosa, há um apelo à CNBB e à Comissão para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada para uma ação de cuidado do episcopado e do presbitério.

“Mas o que fazer? Como prestar um serviço útil e fraterno neste sentido?”, questionou. “Na troca de ideias e olhando para experiências já existentes, percebemos então a necessidade de colher dados dos padres e bispos para que depois fossem analisados por especialistas a fim de ajudá-los”, relatou dom João.

Levantamento dos dados

Para dinamizar a pesquisa, foram elaborados dois questionários, um voltado aos bispos e outro direcionado aos padres. A ideia da Comissão é que o link aos bispos seja liberado na tarde desta terça-feira, via e-mail pessoal do episcopado do brasileiro. Já aos padres, o questionário será aplicado no Encontro Nacional de Presbíteros (de 9 a 14 de maio em Aparecida) e depois enviado às Pastorais Presbiterais de cada diocese.

“É preciso conhecer bem a realidade e ter um bom diagnóstico para saber qual remédio utilizar”, acrescentou dom Salm. Para isso, o bispo explicou, cada um dos dois questionários possui uma abordagem específica ao seu público e apresenta questões relacionadas a saúde integral da pessoa, contemplando o físico, o espiritual e o psíquico. “As perguntas procuram fazer um check up, para que se possa fazer um diagnóstico amplo e acertado”, pontuou.

Proteção das informações e próximos passos

Uma das principais preocupações da equipe que elaborou os questionários e que trabalhará na sistematização dos dados obtidos é a proteção e privacidade dessas informações. Sobre isso, dom João Salm reforçou que a pesquisa tem como única intenção o estudo e mapeamento da realidade da saúde episcopal e presbiteral. “Não serão publicados ou divulgados”, assegurou.

A previsão é que o questionário direcionado ao episcopado permaneça aberto para receber respostas durante esta semana. Depois, será fechado para o início do processo de sistematização e análise dos dados, com uma equipe especializada que deve apontar pistas de ação a partir da realidade apresentada. A expectativa da Comissão Episcopal Pastoral para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada é poder retornar com estes indicativos na etapa presencial da Assembleia Geral, no fim de agosto.

Já em relação aos presbíteros, após a aplicação no Encontro Nacional, o questionário deve ainda ser direcionado a cada Igreja Local, de modo que a sistematização e análise de dados deve se estender por mais tempo, a fim de priorizar a participação efetiva dos presbíteros e um tempo hábil para análise e construção de indicativos de ação.