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No dia 02 de novembro (neste ano em uma quinta-feira) a Igreja Católica celebra os fiéis defuntos, por meio do Dia de Finados. Na

No dia 02 de novembro (neste ano em uma quinta-feira) a Igreja Católica celebra os fiéis defuntos, por meio do Dia de Finados. Na Arquidiocese de Vitória haverá diversos horários de missas em cemitérios e nas paróquias. Dom Dario Campos, Arcebispo Metropolitano de Vitória, preside a missa no Cemitério Jardim da Paz, em Laranjeiras, às 16h.

A celebração de Finados relembra a memória dos falecidos, de entes queridos que já se foram, e, consequentemente rezar por eles, por aqueles que padecem no purgatório. Em 1º de novembro, temos a Solenidade de Todos os Santos, a qual rezamos com o propósito de pedir a intercessão da Igreja, pois somos convidados a viver a santidade no dia a dia. No Brasil, por questões pastorais, essa data é transferida para o domingo seguinte, ou seja, neste ano será celebrada no dia 05 de novembro.

A prática de rezar pelos defuntos foi instituída em 998, por Sant’Odilon, abade do mosteiro de Cluny, na França. Essa prática foi adotada por Roma e se espalhou pelo mundo. A cor litúrgica é a roxa, assim como no Tempo do Advento e no Tempo da Quaresma, representando a esperança e o sentimento de conversão, daí seu uso também no sacramento penitencial.

A Igreja motiva que os fiéis repitam a proposta que deu origem à celebração, como ir ao cemitério, participar da missa e rezar pelos que já partiram. Que possamos neste dia rezar por todos e lembrarmos de viver como Jesus nos pede no evangelho deste dia “Vós também, ficai preparados! Porque o Filho do Homem vai chegar na hora em que menos o esperardes”(Lc 12,40).

Confira os horários de Missas e Celebração da Palavra:

 

MISSAS EM CEMITÉRIOS

 

Cemitério Parque da Paz | Ponta da Fruta

9h – Missa com padre Paulo Regis

 

Cemitério Jardim da Paz – Laranjeiras

7h30 – Missa com padre Fabio Cosmi

9h – Missa com padre Pedro Henrique

11h – Missa com padre Roberto Natal

14h – Missa com padre André Paiva

16h – Missa com Dom Dario Campos

 

Cemitério Boa Vista – Maruípe

8h e 15h – Missas

 

Cemitério Parque Paraíso – São Gabriel – Guarapari

9h – Missa com padre Alexandre

 

Cemitério São Tobias – Coroado – Guarapari

7h – Missa com padre Robson Lemos

 

Cemitério Parque Paraíso – São Gabriel

15h – Missa com padre Alexandro Firmino

 

Cemitério Municipal Jardim da Saudade – Nova Rosa da Penha

9h – Missa coma a Comunidade Redentorista

 

Cemitério Parque da Paz – Cariacica 

10h – Missa com padre Reuber

15h – Missa com Padre Carlos Conceição

 

Cemitério de Carapina

8h às 9h e 10h às 11h30 – Confissões

8h30 – Santo Terço

9h – Santa Missa com padre Ricardo

15h – Santa Missa com padre Mário

 

Cemitério de Nova Almeida

7h30 – Santa Missa

12h – Terço Mariano

15h – Hora da Misericórdia

 

Cemitério Municipal de Fundão 

9h – Santa Missa

 

MISSAS NAS PARÓQUIAS

Área Vila Velha:

 

Paróquia São Frei Galvão (Guaranhuns)

19h30 – São Francisco de Assis (Matriz)

 

Paróquia Nossa Senhora das Graças (Coqueiral de Itaparica)

07h30 – Comunidade Matriz

08h – Comunidade São Judas Tadeu

18h – Comunidade Nossa Senhora da Paz

 

Paróquia Santa Rita de Cássia (Santa Rita)

08h e 10h – Comunidade São Brás

 

Paróquia Santa Teresinha do Menino Jesus (Paul)

08h – Comunidade Nossa Senhora de Fátima (Ilha das Flores)

08h – Comunidade Nossa Senhora das Graças (São Torquato)

19h – Comunidade São José Esposo de Maria (Vila Garrido)

19h – Comunidade Matriz

*A paróquia orienta que os fiéis leve o(s) nome(s) de seu(s) ente(s) querido(s), já falecido(s), anotado(s) em um

papel e leve, se possível, uma flor para realizar a homenagem.

 

Paróquia Santíssima Trindade (Aribiri)

08h – Comunidade Nossa Senhora Aparecida

19h30 – Comunidade de Jesus Operário

 

Paróquia Nossa Senhora dos Navegantes (Cidade da Barra)

08h – Comunidade Nossa Senhora da Glória

08h – Comunidade São Paulo Apóstolo

19h – Comunidade São José Operário

19h – Comunidade São Francisco de Assis

 

Paróquia Santo Antônio de Pádua (Soteco)

19h30 – São Francisco de Assis (Matriz)

 

Paróquia Bom Pastor (Praia da Costa)

09h – Comunidade Matriz

 

Paróquia Nossa Senhora de Guadalupe (Praia de Itaparica)

08h – Comunidade Matriz

10h – Comunidade Matriz

18h30 – Comunidade Matriz

 

Paróquia Nossa Senhora da Conceição Aparecida (Cobilândia)

08h – Comunidade Matriz

19h30 – Celebração da Palavra

 

Paróquia Nossa Senhora da Glória (Glória)

09h – Comunidade Matriz

 

Paróquia São João Paulo II (Itaparica)

19h30 – Com. Imaculada Conceição

 

Paróquia Nossa Senhora do Rosário (Centro)

07h, 09h, 11h, 17h e 19h – Santuário de Vila Velha

08h – Jesus Ressuscitado

10h – Comunidade Santa Clara

19h – Comunidade Nossa Senhora do Rosário

19h30 – Comunidade São Sebastião

 

Paróquia Nossa Senhora do Perpétuo Socorro (Praia da Costa) 

09h – Comunidade Matriz

 

Paróquia São Lucas (Novo México)

08h30 – Comunidade Bom Jesus

 

Paróquia Santa Mãe de Deus (Ibes)

07h – Comunidade Matriz

08h – Comunidade Sagrado Coração de Jesus

09h – Comunidade Santa Luzia

19h30 – Comunidade Nossa Senhora da Penha

 

Convento da Penha

07h, 09h, 11h e 15h – Capela do Convento

 

Paróquia São Francisco de Assis (Itapuã)

19h30 – Comunidade Matriz

 

Área Vitória

Catedral Metropolitana de Vitória

18h – Missa

 

Paróquia São José – Maruípe

10h – Missa na Comunidade Matriz São José

 

Paróquia São Francisco de Assis – Jardim da Penha

09h – Comunidade Nossa Senhora Aparecida

09h – Comunidade. São João Batista

11h  – Comunidade Santa Clara

11h – Comunidade Divino Espírito Santo

19h30 – Matriz São Francisco de Assis

 

Paróquia Santa Teresa de Calcutá – Itararé

8h – Matriz Imaculada Conceição

 

Paróquia Santa Luzia – Santa Luiza

9h – Com. Nossa Senhora das Graças da Medalha Milagrosa

10h – Matriz Santa Luzia

 

Paróquia São Pedro Apóstolo – São Pedro

8h – Comunidade Santo André

19h30 – Comunidade São João Paulo II

 

Paróquia Nossa Senhora das Graças – Jucutuquara

7h – Igreja Matriz São Sebastião

 

Paróquia de Santo Antônio – Santo Antônio

8h, 9h, 10h, 11h, 15 e 16h – Igreja Matriz Santo Antônio

19h – Santuário Basílica de Santo Antônio

 

Paróquia São Pedro – Praia do Suá

8h e 18h30 – Matriz São Pedro

Área Benevente

Paróquia Nossa Senhora de Lourdes – Santa Mônica – Guarapari

8h – Santa Missa na Comunidade Matriz

 

Paróquia Nossa Senhora dos Navegantes – Meaípe – Guarapari

8h – Santa Missa na Comunidade São Sebastião – Meaípe

18h – Santa Missa na Comunidade N. Sra. Penha – Nova Guarapari

19h30 – Santa Missa na Comunidade Matriz – Meaípe

 

Paróquia São Tiago Maior – Setiba – Guarapari

8h – Santa Missa na Comunidade Matriz – Setiba

 

Paróquia Sagrada Família – Praia do Morro – Guarapari

8h – Santa Missa na Comunidade Matriz – Praia do Morro

 

Paróquia São José – São José – Guarapari

10h30 – Santa Missa na Comunidade Santo Antônio – Buenos Aires – Guarapari

 

Santuário Nacional de Anchieta

Missas: 8h, 10h30 e 19h

 

Paróquia São Pedro – Muquiçaba – Guarapari

9h – Santa Missa na Comunidade São Francisco – Rio Claro

10h – Santa Missa na Comunidade Santa Luzia – Amarelos

19h – Santa Missa na comunidade Matriz – Muquiçaba

 

Área Cariacica Viana 

 

Paróquia Virgem Maria – Itaciba

08h – Matriz

 

Paróquia São Francisco de Assis – São Francisco

08h e 10h – Comunidade  Santo André

19h30 – Matriz

 

Paróquia São Francisco – Porto de Santana

08h – Comunidade Aparecida

10h – Matriz

18h – Imaculada

19h30 – Santa Ana

 

Paróquia Sagrada Família – Nova Rosa da Penha

08h – Comunidade São Francisco PF

19h30 – Matriz

19h30 – Com. Maria Santíssima

19h30 – Com. São Francisco PB

 

Paróquia Cristo Rei – Campo Verde

08h – Matriz

 

Paróquia Santa Clara – Vila Bethânia – Viana

08h – Matriz

08h – Nossa Senhora dos Anjos

08h – São João Batista

 

Paróquia Santa Maria Goretti – Jardim América

7h – Missa na Comunidade Santa Maria Goretti

9h – Missa na Comunidade São Pedro

9h – Missa na Comunidade Santa Catarina de Alexandria

8h – Celebração da Palavra na Comunidade São Thiago

7h – Celebração da Palavra na Comunidade São João Batista

19h – Comunidade Nossa Senhora Auxiliadora

18h – Comunidade São Francisco de Assis

19h30 – Comunidade Cristo Operário

 

Paróquia Nossa Senhora da Penha – Flexal

06h – Matriz Nossa Senhora da Penha

08h – Com. Nossa Senhora de Fátima

 

Paróquia São João Batista – Cariacica Sede

08h – Com. São João Batista – Matriz

10h – Com. São Geraldo Magela – Cachoeirinha

 

Paróquia Maria Mãe da Igreja – São Geraldo

08h – Com. São Sebastião

19h30 – Com. São Geraldo

 

Paróquia Santíssima Trindade – Vila Capixaba

07h – Matriz  – São Jorge

 

Paróquia Santuário  Bom Pastor – Campo Grande

8h e 19h – Santuário

 

Paróquia Sagrado Coração de Jesus – Itaquari

16h – Comunidade São José Operário

 

Paróquia Nossa Senhora da Conceição Viana

07h30 – Comunidade Nossa Senhora da Conceição – Matriz
10h – Comunidade Cristo Rei – Baía Nova
15h – Comunidade São Pedro e São Paulo – São Paulo de Cima
18h – Comunidade Nossa Senhora D’Ajuda – Araçatiba

Tema de atualidade foi o assunto que reuniu os diáconos permanentes da Área Pastoral Vila Velha: Fé e saúde mental. O tema foi apresentado

Tema de atualidade foi o assunto que reuniu os diáconos permanentes da Área Pastoral Vila Velha: Fé e saúde mental. O tema foi apresentado pelo dc. Carlos da Silva, psicanalista clínico, que conduziu o tema, contando com a participação e testemunho dos diáconos presentes., sendo considerada “um momento de terapia em grupo”, disse o dc. José Wander Neves.

Momentos de oração e confraternização aconteceram durante a manhã de sábado, 28 de outubro na Comunidade Sta. Terezinha do Menino Jesus na paróquia Sta. Cruz em Vale Encantado, Vila Velha.

Participaram diáconos da Área Pastoral e também alguns diácono que exercem funções na CAD, Comissão Arquidiocesana de Diáconos e no Regional Leste 3.

O formato do encontro agradou aos presentes que sugerira fazer outros durante a semana para maior participação.

 

A primeira sessão do Sínodo sobre sinodalidade terminou no sábado, 28 de outubro em Roma, após 1 mês de trabalhos. O site vaticannews.va publicou

Ouvir todos, começando pelas vítimas de abusos

Como na Carta ao Povo de Deus, a assembleia sinodal reafirmou “a abertura para ouvir e acompanhar todos, inclusive aqueles que sofreram abusos e ferimentos na Igreja” (1 e). Ao longo do caminho a ser percorrido “rumo à reconciliação e à justiça”, “é preciso abordar as condições estruturais que permitiram tais abusos e fazer gestos concretos de penitência”.

O rosto de uma Igreja sinodal

A sinodalidade é um primeiro passo. Um termo que os próprios participantes do Sínodo admitem ser “desconhecido para muitos membros do Povo de Deus” e “desperta confusão e preocupação em alguns” (1 f), entre aqueles que temem um afastamento da tradição, um rebaixamento da natureza hierárquica da Igreja (1 g), uma perda de poder ou, ao contrário, imobilidade e falta de coragem para mudar. Em vez disso, “sinodal” e “sinodalidade” são termos que “indicam um modo de ser Igreja que articula comunhão, missão e participação”. Portanto, uma maneira de viver a Igreja, valorizando as diferenças e desenvolvendo o envolvimento ativo de todos. Começando pelos presbíteros e bispos: “uma Igreja sinodal não pode prescindir de suas vozes” (1 n), se lê no documento. “Precisamos entender as razões da resistência à sinodalidade por parte de alguns deles”.

Missão

A sinodalidade anda de mãos dadas com a missão, portanto, é necessário que “as comunidades cristãs compartilhem a fraternidade com homens e mulheres de outras religiões, convicções e culturas, evitando, por um lado, o risco da autorreferencialidade e da autopreservação e, por outro, o da perda de identidade” (2 e). Nesse novo “estilo pastoral”, parece importante para muitos tornar “a linguagem litúrgica mais acessível aos fiéis e mais incorporada à diversidade de culturas” (3 l).

Os pobres ao centro

Um amplo espaço no Relatório é dedicado aos pobres, que pedem à Igreja “amor” entendido como “respeito, acolhimento e reconhecimento” (4 a). “Para a Igreja, a opção pelos pobres e descartados é uma categoria teológica antes de ser cultural, sociológica, política ou filosófica” (4 b), reitera o documento, identificando como pobres também os migrantes, os indígenas, as vítimas de violência, de abusos (especialmente mulheres), de racismo e tráfico, pessoas com vícios, minorias, idosos abandonados, trabalhadores explorados (4 c). “Os mais vulneráveis dos vulneráveis, para os quais é necessária uma defesa constante, são as crianças no ventre materno e suas mães”, diz o texto da assembleia, que afirma estar “ciente do grito dos ‘novos pobres’ produzido pelas guerras e pelo terrorismo, também causado por ‘sistemas políticos e econômicos corruptos'”.

Compromisso dos crentes com a política e o bem comum

Nesse sentido, exorta-se um comprometimento da Igreja tanto com a “denúncia pública das injustiças” perpetradas por indivíduos, governos e empresas quanto com o engajamento ativo na política, nas associações, nos sindicatos e nos movimentos populares (4g). Sem descuidar da ação consolidada da Igreja nos campos da educação, da saúde e da assistência social, “sem qualquer discriminação ou exclusão de quem quer que seja” (4 k).

Migrantes

O foco se concentra nos migrantes e refugiados, “muitos dos quais carregam as feridas do desenraizamento, da guerra e da violência”. Eles “se tornam uma fonte de renovação e enriquecimento para as comunidades que os acolhem e uma oportunidade de estabelecer um vínculo direto com Igrejas geograficamente distantes” (5d). Diante de atitudes cada vez mais hostis em relação a eles, o Sínodo convida “a praticar uma acolhida aberta, a acompanhá-los na construção de um novo projeto de vida e a construir uma verdadeira comunhão intercultural entre os povos”. Fundamental nesse sentido é o “respeito às tradições litúrgicas e às práticas religiosas”, bem como à linguagem.

Por exemplo, uma palavra como “missão”, nos contextos em que “a proclamação do Evangelho tem sido associada à colonização e até mesmo ao genocídio”, está carregada de “um doloroso legado histórico” e dificulta a comunhão (5 e). “Evangelizar nesses contextos requer o reconhecimento dos erros cometidos, aprendendo uma nova sensibilidade para essas questões”, afirma o documento.

Combater o racismo e a xenofobia

Pede-se igual empenho e cuidado da Igreja “em educar para uma cultura do diálogo e do encontro, combatendo o racismo e a xenofobia, especialmente nos programas de formação pastoral” (5 p). Também é urgente “identificar os sistemas que criam ou mantêm a injustiça racial dentro da Igreja e combatê-los” (5 q).

Igrejas Orientais

Ainda sobre o tema da migração, o olhar vai para a Europa Oriental e os recentes conflitos que causaram o fluxo de numerosos fiéis do Oriente católico para territórios de maioria latina. “É necessário”, diz o pedido dos padres, “que as Igrejas locais de rito latino, em nome da sinodalidade, ajudem os fiéis orientais que emigraram a preservar a sua identidade”, sem passar por “processos de assimilação” (6c).

No caminho da unidade dos cristãos

No que diz respeito ao ecumenismo, fala-se de uma “renovação espiritual” que requer “processos de arrependimento” e “cura da memória” (7c); em seguida, cita a expressão do Papa de um “ecumenismo do sangue”, ou seja, “cristãos de diferentes pertenças que juntos dão a vida pela fé em Cristo” (7d) e se relança a proposta de um martirológio ecumênico (7o). O Relatório também reitera que a “colaboração entre todos os cristãos” é um recurso “para curar a cultura do ódio, da divisão e da guerra que coloca grupos, povos e nações uns contra os outros”. Ele não esquece a questão dos chamados casamentos mistos, que são realidades nas quais “podemos evangelizar uns aos outros” (7 f).

Leigos e famílias (PARTE II)

“Os leigos e as leigas, os consagrados e as consagradas, e os ministros ordenados têm igual dignidade” (8 b): esse pressuposto é reiterado com força no Relatório de Síntese, que lembra como os fiéis leigos “estão cada vez mais presentes e ativos também no serviço dentro das comunidades cristãs” (8 e). Educadores na fé, teólogos, formadores, animadores espirituais e catequistas, ativos na salvaguarda e na administração: sua contribuição é “indispensável para a missão da Igreja” (8 e). Os diferentes carismas devem, portanto, ser “evidenciados, reconhecidos e plenamente valorizados” (8 f), e não menosprezados, apenas suprindo a falta de sacerdotes, ou pior, ignorados, subutilizados e “clericalizados” (8 f).

Mulheres

Forte é o compromisso pedido à Igreja, então, para o acompanhamento e a compreensão das mulheres em todos os aspectos de suas vidas, incluindo os pastorais e sacramentais. As mulheres, diz o documento, “exigem justiça em uma sociedade marcada pela violência sexual e desigualdades econômicas, e pela tendência de tratá-las como objetos” (9 c). “O acompanhamento e a forte promoção das mulheres andam de mãos dadas”.

Clericalismo e machismo

Muitas mulheres presentes no Sínodo “expressaram profunda gratidão pelo trabalho dos padres e bispos, mas também falaram de uma Igreja que fere” (9f). “O clericalismo, o machismo e o uso inadequado da autoridade continuam a marcar a face da Igreja e a prejudicar a comunhão”. É necessária uma “profunda conversão espiritual e mudanças estruturais”, bem como “um diálogo entre homens e mulheres sem subordinação, exclusão ou competição” (9 h).

Diaconato feminino

As opiniões variam sobre o acesso das mulheres ao diaconato (9 j): para alguns, é um passo “inaceitável”, “em descontinuidade com a Tradição”; para outros, restauraria uma prática da Igreja primitiva; outros ainda o veem como “uma resposta apropriada e necessária aos sinais dos tempos” para “renovar a vitalidade e a energia da Igreja”. Há ainda aqueles que expressam “o temor de que esse pedido seja a expressão de uma perigosa confusão antropológica, aceitando que a Igreja se alinhe com o espírito dos tempos”.

Os padres e as mães do Sínodo pedem para continuar “a pesquisa teológica e pastoral sobre o acesso das mulheres ao diaconato”, usando os resultados das comissões especialmente criadas pelo Papa e a pesquisa teológica, histórica e exegética já realizada: “se possível, os resultados devem ser apresentados na próxima sessão da Assembleia” (9 n).

Discriminação e abusos

Enquanto isso, a urgência de “garantir que as mulheres participem dos processos de tomada de decisão e assumam papéis de responsabilidade no cuidado pastoral e no ministério” é reiterada, e o Direito Canônico deve ser adaptado de acordo (9m). Os casos de discriminação no emprego e remuneração injusta também devem ser abordados, inclusive na Igreja, onde “as mulheres consagradas são frequentemente consideradas mão de obra barata” (9 o). Em vez disso, o acesso das mulheres à educação teológica e aos programas de formação deve ser ampliado (9 p), incluindo a promoção do uso de linguagem inclusiva em textos litúrgicos e documentos da Igreja (9 q).

Vida Consagrada

Observando a riqueza e a variedade das diferentes formas de Vida Consagrada, se adverte contra a “persistência de um estilo autoritário, que não abre espaço para o diálogo fraterno”. É aqui que se geram casos de abusos de vários tipos contra pessoas consagradas e membros de agregações leigas, especialmente mulheres. O problema “requer intervenções decisivas e apropriadas” (10 d).

Diáconos e formação

A gratidão é então expressa aos diáconos “chamados a viver seu serviço ao Povo de Deus em uma atitude de proximidade com as pessoas, de acolhimento e de escuta de todos” (11 b). O perigo é sempre o clericalismo, uma “deformação do sacerdócio” a ser combatida “desde as primeiras etapas da formação”, graças a “um contato vivo” com o povo e com os necessitados (11 c). Nessa linha, pede-se também que os seminários ou outros cursos de formação dos candidatos ao ministério estejam ligados à vida cotidiana das comunidades (11 e), a fim de evitar “os riscos do formalismo e da ideologia que levam a atitudes autoritárias e impedem o verdadeiro crescimento vocacional”.

Celibato

Foi mencionado o tema do celibato, que recebeu diferentes avaliações durante a assembleia. “Todos”, pode-se ser no Relatório, “apreciam seu valor profético e o testemunho de conformação a Cristo; alguns se perguntam se sua adequação teológica com o ministério sacerdotal deve necessariamente se traduzir na Igreja latina em uma obrigação disciplinar, especialmente onde os contextos eclesiais e culturais o tornam mais difícil. Esse não é um tema novo, que precisa ser aprofundado”.

Bispos

Há uma ampla reflexão sobre a figura e o papel do bispo, que é chamado a ser “um exemplo de sinodalidade” (12 c) ao exercer a “corresponsabilidade”, entendida como o envolvimento de outros atores dentro da diocese e do clero, de modo a aliviar a “sobrecarga de compromissos administrativos e jurídicos” que muitas vezes atrapalham sua missão (12 e). Juntamente com isso, o bispo “nem sempre encontra apoio humano e espiritual” e “a experiência dolorosa de certa solidão não é incomum” (12 e).

Casos de abusos

Sobre a questão dos abusos, que “coloca muitos bispos na dificuldade de conciliar o papel de pai e o de juiz” (12 i), sugere-se “considerar a possibilidade de confiar a tarefa judicial a outro órgão, a ser especificado canonicamente” (12 i).

Formação (PARTE III)

Em seguida, pede-se uma “abordagem sinodal” para a formação, recomendando, antes de tudo, “aprofundar o tema da educação afetiva e sexual, acompanhar os jovens em seu caminho de crescimento e apoiar o amadurecimento afetivo daqueles que são chamados ao celibato e à castidade consagrada” (14 g). Pede-se que aprofunde o diálogo com as ciências humanas (14 h) de modo a desenvolver “questões que são controversas até mesmo dentro da Igreja” (15 b).

Ou seja, questões “relacionadas à identidade de gênero e à orientação sexual, ao fim da vida, a situações matrimoniais difíceis e a problemas éticos relacionados à inteligência artificial”. Para a Igreja, essas “colocam questões novas” (15 g). “É importante dedicar o tempo necessário para essa reflexão e investir nela as melhores energias, sem ceder a julgamentos simplificadores que ferem as pessoas e o Corpo da Igreja”, lembrando que “muitas indicações já são oferecidas pelo Magistério e estão esperando para serem traduzidas em iniciativas pastorais apropriadas”.

A escuta

Com a mesma preocupação, o convite é renovado para uma escuta “autêntica” das “pessoas que se sentem marginalizadas ou excluídas da Igreja, por causa de sua situação conjugal, identidade e sexualidade” e que “pedem para serem ouvidas e acompanhadas, e que sua dignidade seja defendida”. Seu desejo é “voltar para ‘casa'”, na Igreja, e “ser ouvido e respeitado, sem medo de se sentir julgado”, afirma a Assembleia, reafirmando que “os cristãos não podem deixar de respeitar a dignidade de qualquer pessoa” (16 h).

Poligamia

À luz das experiências relatadas na assembleia por alguns membros do Sínodo da África, o SECAM (Simpósio das Conferências Episcopais da África e Madagascar) é incentivado a promover “um discernimento teológico e pastoral” sobre a questão da poligamia e “o acompanhamento de pessoas em uniões poligâmicas que estão chegando à fé” (16 q)

Cultura digital

Por fim, o Relatório de Síntese fala sobre o ambiente digital. O incentivo é para “alcançar a cultura atual em todos os espaços onde as pessoas buscam significado e amor, incluindo seus celulares e tablets” (17 c), tendo em mente que a Internet “também pode causar danos e lesões, por exemplo, por meio de bullying, desinformação, exploração sexual e dependência”. É urgente, portanto, “refletir sobre como a comunidade cristã pode apoiar as famílias para garantir que o espaço on-line não seja apenas seguro, mas também espiritualmente vivificante” (17 f).

 

 

Em comemoração aos seus quatro anos de existência, o coletivo Bereia vai promover a oficina de checagem “Como enfrentar a desinformação em espaços digitais

Em comemoração aos seus quatro anos de existência, o coletivo Bereia vai promover a oficina de checagem “Como enfrentar a desinformação em espaços digitais religiosos” na segunda-feira (30) a partir das 19h30. A atividade será transmitida ao vivo pelo canal do Bereia no YouTube, porém é necessário realizar uma inscrição prévia, pois somente os inscritos irão receber o certificado de participação nas atividades.

Magali Cunha, jornalista e doutora em Ciências da Comunicação, pesquisadora do Instituto de Estudos da Religião (ISER) e colaboradora do Conselho Mundial de Igrejas, também é editora do Bereia e ela comenta que o coletivo atua há quatro anos no enfrentamento da desinformação em ambientes digitais religiosos, por meio do monitoramento de portais de notícias religiosos, de perfis de lideranças e influenciadores em mídias sociais e de conteúdo viralizado nos mais diferentes espaços.

“Nossa equipe atua na checagem das informações que estão no nosso radar, com pesquisa e redação de matérias que demonstrem se o que foi verificado é verdadeiro ou se é falso, enganoso, inconclusivo e impreciso, caracterizando, então desinformação”. E o evento do dia 30 de outubro é um presente às pessoas que seguem e apoiam este trabalho. “Neste ano, queremos apresentar nossa metodologia no trabalho de checagem e mostrar que ela pode ser aplicada por todas as pessoas comprometidas com o enfrentamento da desinformação por meio da oficina que demonstrará as técnicas e terá uma checagem ao vivo”, conclui.

Coletivo Bereia

O nome Bereia tem um caráter simbólico e faz parte de uma narrativa bíblica do Novo Testamento. Conforme o livro de Atos dos Apóstolos 17.10-15, a mensagem de Paulo e seus companheiros foi bem recebida na sinagoga judaica de Bereia, localizada na Grécia, na região da Macedônia. O texto registra um elogio aos bereanos, homens e mulheres, que mantiveram não apenas uma abertura em ouvir as Escrituras, mas de examiná-la.

Para mais informações acesse: https://coletivobereia.com.br

A pedido do Papa Francisco a Igreja Católica, em todos os Continentes, se une para rezar pela paz.  “para a próxima sexta-feira, 27 de
A pedido do Papa Francisco a Igreja Católica, em todos os Continentes, se une para rezar pela paz.
 “para a próxima sexta-feira, 27 de outubro, convoquei um dia de jejum, oração e penitência, e que naquela tarde, às 18 horas, em São Pedro, teremos uma hora de oração para implorar a paz no mundo”. Papa Francisco
O arcebispo de Vitória, dom Dario Campos, repetiu o pedido do Papa na missa de hoje em Ponta Formosa e sugeriu que ao longo do dia, cada um encontre um espaço para rezar pela paz. Escute o apelo de dom Dario.

 

Anexos

O Papa Francisco participou da Sessão Sinodal na tarde de ontem, 25 de outubro de 2023 e seu discurso foi divulgado no site vaticannews.va.
O Papa Francisco participou da Sessão Sinodal na tarde de ontem, 25 de outubro de 2023 e seu discurso foi divulgado no site vaticannews.va.
Na íntegra o discurso do Papa

Discurso do Santo Padre à 18ª Congregação Geral da XVI Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos, 25.10.2023

Gosto de pensar na Igreja como o povo fiel de Deus, santo e pecador, um povo convocado e chamado com a força das bem-aventuranças e de Mateus 25.

Jesus, para sua Igreja, não assumiu nenhum dos esquemas políticos de sua época: nem fariseus, nem saduceus, nem essênios, nem zelotes. Nenhuma “corporação fechada”; ele simplesmente assume a tradição de Israel: “Vocês serão o meu povo e eu serei o seu Deus”.

Gosto de pensar na Igreja como esse povo simples e humilde que anda na presença do Senhor (o povo fiel de Deus). Esse é o significado religioso de nosso povo fiel. E digo povo fiel para não cair nas muitas abordagens e esquemas ideológicos com os quais a realidade do povo de Deus é “reduzida”. Simplesmente pessoas fiéis, ou também, “o santo povo fiel de Deus” no caminho, santo e pecador. E essa é a Igreja.

Uma das características desse povo fiel é sua infalibilidade; sim, é infalível in credendo (In credendo falli nequit, diz LG 9) Infabilitas in credendo. E eu explico assim: “quando você quiser saber o que a Santa Mãe Igreja crê, vá ao Magistério, porque ele é o encarregado de ensiná-lo a você, mas quando quiser saber como a Igreja crê, vá ao povo fiel”.

Uma imagem me vem à mente: o povo fiel reunido na entrada da Catedral de Éfeso. A história (ou lenda) diz que o povo ficou dos dois lados do caminho para a catedral enquanto os bispos entravam em procissão e, em coro, repetiam: “Mãe de Deus”, pedindo à hierarquia que declarasse dogma aquela verdade que eles já possuíam como povo de Deus. (Alguns dizem que eles tinham varas nas mãos e as mostravam aos bispos). Não sei se é história ou lenda, mas a imagem é válida.

O povo fiel, o santo povo fiel de Deus, tem uma alma e, como podemos falar da alma de um povo, podemos falar de uma hermenêutica, de uma maneira de ver a realidade, de uma consciência. Nosso povo fiel tem consciência de sua dignidade, batiza seus filhos, enterra seus mortos.

Nós, membros da Hierarquia, viemos desse povo e recebemos a fé desse povo, geralmente de nossas mães e avós, “tua mãe e tua avó”, diz Paulo a Timóteo, uma fé transmitida em um dialeto feminino, como a Mãe dos Macabeus que falava “em dialeto” com seus filhos. E aqui eu gostaria de enfatizar que, entre o povo santo e fiel de Deus, a fé é transmitida em um dialeto, e geralmente em um dialeto feminino. Isso não só porque a Igreja é Mãe e são precisamente as mulheres que melhor a refletem (a Igreja é mulher), mas também porque são as mulheres que sabem esperar, que sabem descobrir os recursos da Igreja, do povo fiel, que arriscam além do limite, talvez com medo, mas corajosas, e no crepúsculo de um dia que está começando, aproximam-se de um túmulo com a intuição (ainda não a esperança) de que possa haver alguma vida.

A mulher do povo santo e fiel de Deus é um reflexo da Igreja. A Igreja é feminina, ela é esposa, ela é mãe.

Quando os ministros vão longe demais em seu serviço e maltratam o povo de Deus, eles desfiguram a face da Igreja com atitudes machistas e ditatoriais (basta lembrar a intervenção da Ir. Liliana Franco). É doloroso encontrar em alguns escritórios paroquiais a “lista de preços” dos serviços sacramentais à maneira de um supermercado. Ou a Igreja é o povo fiel de Deus a caminho, santo e pecador, ou acaba sendo uma empresa de serviços diversos. E quando os agentes pastorais seguem esse segundo caminho, a Igreja se torna o supermercado da salvação e os sacerdotes meros funcionários de uma multinacional. Essa é a grande derrota a que o clericalismo nos conduz. E isso é muito triste e escandaloso (basta ir às alfaiatarias eclesiásticas de Roma para ver o escândalo dos jovens padres experimentando batinas e chapéus ou alvas e vestes de renda).

O clericalismo é um chicote, é um flagelo, é uma forma de mundanismo que contamina e danifica a face da noiva do Senhor; ele escraviza o povo santo e fiel de Deus.

E o povo de Deus, o santo povo fiel de Deus, segue em frente com paciência e humildade, suportando o desprezo, os maus-tratos e a marginalização do clericalismo institucionalizado. E com que naturalidade falamos dos príncipes da Igreja, ou das promoções episcopais como avanço na carreira! Os horrores do mundo, o mundanismo que maltrata o povo santo e fiel de Deus.

Publicação do site vaticannews.va:

Francisco falou no início da Congregação do Sínodo na tarde desta quarta-feira e reiterou a importância das mulheres na Igreja: “Elas sabem esperar, descobrir o caminho, além do limite, com medo e coragem”. Em seguida, lamentou o “escândalo” dos padres que experimentam em alfaiatarias batinas de renda. Finalmente, ele lembra a importância do povo de Deus: “quando você quiser saber o que a Igreja diz, leia o magistério, mas para pensar como a Igreja se dirigja ao povo”.
A mulher, “reflexo” de uma Igreja que tem um rosto feminino. Os sacerdotes e o “escândalo” das roupas eclesiásticas de alfaiataria e, às vezes, das atitudes “machistas e autoritárias”. A Igreja às vezes reduzida a um “supermercado da salvação” com uma lista de preços para os sacramentos. Depois, o clericalismo, que é como um “chicote” e que “arruína” o povo santo de Deus. O povo de Deus, de fato, “santo e pecador”, “infalível na crença”, com tanta “paciência”, deve suportar “maus-tratos e a marginalização do clericalismo institucionalizado”.

Estas são algumas das reflexões que o Papa ofereceu na tarde desta quarta-feira aos participantes do Sínodo reunidos na Sala Paulo VI para a 17ª Congregação Geral, durante a qual se seguiram os discursos com as “impressões gerais” sobre o Relatório Síntese que será publicado no sábado, 28 de outubro. Antes, porém, a palavra do Pontífice que, sentado à mesa central, em espanhol, quis chamar a atenção para a “Igreja como povo de Deus”. Aquele povo ao qual os membros do Sínodo dirigiram uma Carta nesta quarta, e na qual reiteraram a vontade de ouvir “todos”.

A Igreja como o povo fiel de Deus

“Gosto de pensar na Igreja como o povo fiel de Deus, santo e pecador, um povo chamado e convocado com a força das bem-aventuranças e de Mateus 25”, começou Francisco.

Jesus, para sua Igreja, não adotou nenhum dos esquemas políticos de seu tempo: nem fariseus, nem saduceus, nem essênios, nem zelotes. Nenhuma “corporação fechada”; ele simplesmente assumiu a tradição de Israel: “Vocês serão o meu povo e eu serei o seu Deus”.

“Gosto”, confessa o Papa, “de pensar na Igreja como um povo simples e humilde que caminha na presença do Senhor. E é “ainda mais belo” falar do povo santo de Deus”. “Santo e pecador, todos”, mas um povo “fiel”.

Digo povo fiel para evitar cair nas muitas abordagens e esquemas ideológicos com os quais a realidade do povo de Deus é “reduzida”. 

Infalível na crença

Uma das características desse povo é sua “infalibilidade”: “Sim, é preciso dizer: é infalível na fé…”. “Infallibilitas in credendo”, como diz a Lumen Gentium.

Quando você quiser saber o que a Santa Mãe Igreja quer dizer, leia o Magistério, mas se quiser pensar como crê a Igreja, dirija-se ao povo.

Esse povo fiel “tem uma alma”, diz o Papa Francisco, e “porque podemos falar da alma de um povo, podemos falar de uma hermenêutica, de um modo de ver a realidade, de uma consciência”. Uma “consciência da dignidade”, como demonstram o batismo dos filhos, o sepultamento dos mortos.

A fé transmitida pelas mães e avós

Desse povo também vêm “os membros da hierarquia”, desse povo eles receberam a fé, enfatiza o Papa. Como em tantas outras ocasiões, recorda as mães, as avós: “Tua mãe e tua avó, diz Paulo a Timóteo”. “A fé é transmitida em um dialeto feminino. Como a mãe dos Macabeus que falava em dialeto com seus filhos”, enfatiza Francisco: “gosto muito de pensar que, no santo povo de Deus, a fé é sempre transmitida em dialeto e, geralmente, em dialeto feminino. Isso não se deve apenas ao fato de que a Igreja é mãe e são precisamente as mulheres que melhor a refletem”. Daí um aparte sobre a importância das mulheres na Igreja.

A Igreja é mulher, mas porque são as mulheres que sabem esperar, que sabem descobrir os recursos da Igreja, do povo fiel, que vão além do limite, talvez com medo, mas corajosas, e no claro-escuro de um dia que inicia, aproximam-se de um túmulo com a intuição (ainda não esperançosa) de que pode haver algo vivo. A mulher é um reflexo da Igreja, a Igreja é feminina, é uma esposa e mãe. 

A lista de preços dos sacramentos

Portanto, “quando os ministros “excedem em seu serviço e maltratam o povo de Deus, desfiguram o rosto da Igreja, arruínam-na com atitudes machistas e ditatoriais”, lamenta o Pontífice. “É doloroso”, acrescenta, “encontrar em alguns escritórios paroquiais a ‘lista de preços’ dos serviços sacramentais como em um supermercado. Ou a Igreja é o povo fiel de Deus em caminho, santo e pecador, ou acaba sendo uma empresa de vários serviços, e quando os agentes pastorais tomam esse segundo caminho, a Igreja se torna o supermercado da salvação e os sacerdotes simples funcionários de uma multinacional”.

Clericalismo “chicote” e “flagelo

Esse é o “grande fracasso” ao qual o clericalismo leva. Igual amargura, ou melhor, “dor”, o Papa expressa por aqueles “jovens sacerdotes” que se veem nas lojas de alfaiataria eclesiástica “experimentando batinas e chapéus ou vestidos com rendas”. “Chega”, diz ele, “isso é realmente um escândalo.

O clericalismo é um chicote, é um flagelo, uma forma de mundanismo que suja e danifica a face da esposa do Senhor, escraviza o santo povo fiel de Deus”.

O mundanismo maltrata o povo de Deus

Povo que, no entanto, “continua a avançar com paciência e humildade”: “com quanta paciência devem tolerar o desperdício, os maus-tratos, as exclusões por parte do clericalismo institucionalizado”, exclama o Papa Francisco. “E com que naturalidade falamos dos ‘príncipes da Igreja’, ou das promoções episcopais como promoções de carreira! Os horrores do mundo, o mundanismo que maltrata o povo santo e fiel de Deus.”

A Campanha “SOS AMAZÔNIA: APOIE A VIDA, DOE AGORA”, foi lançada pela Cáritas Brasileira e a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), em

A Campanha “SOS AMAZÔNIA: APOIE A VIDA, DOE AGORA”, foi lançada pela Cáritas Brasileira e a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), em parceria com a Rede Eclesial Pan-Amazônica (REPAM-Brasil), para ajudar as vítimas da estiagem na Amazônia.

Para fazer doação é muito fácil:

Doe para a Campanha SOS AMAZÔNIA através das seguintes contas:
Banco do Brasil 
Agência – 0452-9 
Conta Corrente: n° 52.755-6
Pix: 33.654.419.0001-16 (CNPJ)

Caixa Econômica Federal
Agência – 1041
Op 003
Conta Corrente: 3573-5

Assessoria de Imprensa
Ana Caroline Lira
Celular – (61) 98595-5278
E-mail  [email protected]  

A estiagem nos territórios amazônidas atingiu um nível alarmante neste ano. As consequências afetam o volume dos rios e estão atingindo diretamente diversas comunidades que sobrevivem diretamente da biodiversidade dos rios. São territórios rurais que, com a intensidade das secas deste ano, ficam isoladas e necessitam de auxílio para se alimentar e ter acesso a água potável.

“Estamos enfrentando uma estiagem como nunca vista antes por aqui. Dependemos do rio, somos um povo da água. Os rios são tudo para nós, e a nossa sobrevivência está na dependência dos rios. A situação ambiental está cada dia mais agravante, e as populações vulneráveis são as que mais sofrem. Nosso coração sofre quando vemos essa situação, e precisamos de ajuda urgente.” diz Márcia Miranda, agente da Cáritas Brasileira Articulação Norte 1, em Manaus.

Dados divulgados pelo Governo do Amazonas no início de outubro indicam que já são mais de 50 mil famílias afetadas pela estiagem, em um total de 200 mil pessoas que estão com dificuldades em todo o estado. São 24 municípios em estado de emergência em todo o Rio Solimões.

Frente a esse contexto preocupante, a Cáritas Brasileira e a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), em parceria com a Rede Eclesial Pan-Amazônica (REPAM-Brasil), lançam a campanha “SOS AMAZÔNIA: APOIE A VIDA, DOE AGORA”, com o objetivo de auxiliar as famílias que estão passando por dificuldades neste período emergencial na Amazônia. Os recursos arrecadados pela campanha serão utilizados para aquisição de produtos de primeira necessidade, que serão distribuídos para as famílias atendidas pela rede de solidariedade da igreja católica nas regiões impactadas pela estiagem.

Faça sua doação agora e integre essa rede de solidariedade em defesa da vida do povo da Amazônia! 

 

A Paróquia Sagrado Coração de Jesus, em Itaquari, realizou Missões Populares nas casas dos paroquianos no último domingo (22) com a presença do Bispo

A Paróquia Sagrado Coração de Jesus, em Itaquari, realizou Missões Populares nas casas dos paroquianos no último domingo (22) com a presença do Bispo Auxiliar da Arquidiocese de Vitória, Dom Andherson Franklin Lustoza de Souza. Após mais de 10 anos sem serem realizadas e no Dia Mundial das Missões, que é celebrado pela igreja todos os anos no penúltimo domingo de outubro, diversos paroquianos participaram das visitas que aconteceram no território da comunidade São José Operário, em Alto Lage, das 14h às 17h.

Padre Vitor Cesar Zille Noronha, Administrador Paroquial, afirma que foi um momento de muita Graça de Deus, pois viveram, de fato, a dimensão essencial da igreja que é ser: missão, igreja em saída, mais próxima, igreja que visita, que se faz misericórdia e que se faz irmã: “Foi uma oportunidade muito grande de viver a Fé de modo mais intenso. Visitamos as casas das famílias, das pessoas, inclusive de pessoas doentes, acamadas, a quem levamos a unção dos enfermos. Então, ser de fato, esse estímulo na vida das pessoas abatidas seja pela depressão, por sofrimentos psíquicos, espirituais, seja pela doença física, seja pelo desânimo. É muito bom a gente ser presença misericordiosa, missionária de Jesus na vida das pessoas”.

O sacerdote destacou a grande alegria de terem a presença ativa do Bispo Auxiliar da Arquidiocese de Vitória, visitando as casas. “Eu percebi também que o povo ficava lisonjeado com a presença do Bispo em suas casas e essa gratidão das pessoas me tocou muitíssimo”. Padre Vitor também conta que durante as visitas, Dom Andherson relatava que como leigo, seminarista e como padre muitas vezes ele fez missões populares, mas esta foi a primeira oportunidade – desde que foi sagrado Bispo – de fazer missão popular em uma paróquia.

Dom Andherson considerou esta experiência muito rica e cheia de significado, visto que toda a paróquia estava envolvida e percorrendo as ruas da comunidade São José Operário. “A minha experiência de missões populares remonta ao seminário e depois durante o tempo em que estive nas paróquias por onde passei. A missão, segundo São Paulo é a expressão da maturidade da fé, sendo assim, a compreensão de sermos missão de Deus, formados e enviados por Seu Filho como anunciadores do Evangelho deve nos aquecer o coração e nos levar a caminhar ao encontro dos irmãos e irmãs como bem nos propõe o ano vocacional e o mês missionário”.

Ainda relembrando o lema para o seu serviço episcopal “Ide fazei discípulos todas as nações (Mt 28,19)” Dom Andherson reforça que marca a compreensão do ministério que acolheu em nome da Igreja: “Assim sendo, a experiência que vivenciamos neste domingo foi a de ir ao encontro dos irmãos e irmãs, movidos pela Alegria do Evangelho. Nas casas onde estivemos fomos acolhidos com generosidade e ao sairmos delas, digo com certeza, recebemos muitos mais do que pudemos oferecer.  Voltamos para a comunidade partilhando a experiência e com os corações confirmados e animados para a missão”.

Ao fim das visitas foi realizada a Santa Missa pelo Dia Mundial das Missões e encerrando o momento. Dentro das atividades pelo Mês Missionário a paróquia Sagrado Coração de Jesus, também realizou no dia 17 de outubro uma formação missionária e no dia 20 os paroquianos receberam a visita de Dom Santiago Sanchez, Bispo de Lábrea que falou um pouco das vivências como missionário e a importância de todos serem missionários.

Veja alguns registros: