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No dia 08 de setembro (sexta-feira), dia de Nossa Senhora da Vitória, padroeira da Arquidiocese de Vitória, vai acontecer a ordenação presbiteral dos diáconos

No dia 08 de setembro (sexta-feira), dia de Nossa Senhora da Vitória, padroeira da Arquidiocese de Vitória, vai acontecer a ordenação presbiteral dos diáconos transitórios Jonatan Rocha do Nascimento  e Lucas Folador Muniz Pina. A cerimônia será presidida pelo Arcebispo Metropolitano, Dom Dario Campos, às 09h, na Catedral Metropolitana em Vitória-ES. Mas quem são os futuros padres da Arquidiocese de Vitória?

Jonatan Rocha do Nascimento, nascido  em 13 de fevereiro de 1989 (34 anos), em Vitória, viveu toda a sua vida em Cariacica Sede. Ele conta que sua família é peculiar. Filho único de uma mãe solo, que vinha de uma família de 10 irmãos. Seu avô sempre foi como um pai e era chamado assim.

Sua infância foi de brincadeira na rua com as crianças vizinhas, primos. Tinha muita imaginação e jogos de tabuleiro, já que não havia a tecnologia tão avançada nos anos 90. “Sendo filho único, além disso, criei também o hábito da leitura desde cedo. Aprendi a ler aos 06 anos e desde então, a literatura sempre foi um prazer”.

No ano de 2007, Jonatan iniciou a faculdade de Direito, concluindo-a em 2011. Fez a prova da Ordem dos Advogados do Brasil em 2012, sendo aprovado. Porém, como os planos de Deus eram outros, ele suspendeu o processo de inscrição nos quadros da OAB e embora seja bacharel em Direito, não tendo a carteirinha da Ordem, não é advogado.

Sobre seu chamado, Jonatan conta que desde cedo esteve presente na sua comunidade, São José, Morrinhos, Cariacica (Paróquia São João Batista). “O trabalho na Comunidade foi amadurecendo isso no meu coração. No início não sabemos discernir bem o chamado de Deus, mas aos poucos vamos percebendo aquilo que, primeiramente, rejeitamos no interior. Os trabalhos paroquiais na Catequese, no Crisma, grupo de adolescentes, liturgia, e porque não mencionar, o Vinde e Vede, foram todos sinais de Deus nesse processo. Creio que essa vivência comunitária e, sobretudo, a participação na Santa Missa foram colocando esse desejo crescente de intimidade com Deus”.

Com a proximidade da ordenação presbiteral, ele conta que essa preparação começa desde o Seminário. “Para esse dia chegar, muitas são as situações, as alegrias, tristezas, desafios. Ouso dizer que Deus, desde o ventre, vai preparando nossos caminhos, para que um dia possamos preparar os Dele. A vida do Seminário, com todas as suas dimensões, vai nos dando ferramentas para chegar a essa entrega total da vida. A vida pastoral e comunitária que o Seminário nos proporciona contribui em muito o amadurecimento do chamado”.

A data escolhida para que os futuros padres sejam ordenados e acolhidos pela Arquidiocese de Vitória é muito especial. “É uma alegria! Mas ao mesmo tempo as pernas tremem, o coração acelera. Escolher a casula de ordenação, ensaiar a missa ou a fórmula da absolvição, são coisas que dão um aquecem o coração e o fazem tremer e em uma data belíssima, da Solenidade de Nossa Senhora da Vitória, Natividade de Nossa Senhora. Que presente o Senhor nos deu! O que eu posso garantir é que não faltarão lágrimas, nos olhos e/ou no coração”, conclui Jonatan.

Lucas Folador Muniz Pina, nasceu em 21 de julho de 1996 (27 anos), em Vitória. Filho de Luciano Muniz e Katia Potratz, neto de Noêmia Muniz, a sua vocação surgiu ainda na infância. Ele detalha que sua minha vó principalmente, uma mulher de muita oração, o levava sempre para a igreja, todos os dias.

“E através principalmente do coroinha, porque eu fui da primeira turma de coroinha da minha paróquia São José, de Maruípe, a Renovação Carismática, onde participei muitos anos desde 2008 e também senti a necessidade da carência que o povo tinha de um sacerdote. Esses são os 3 mandamentos principais da origem da minha vocação: o amor à liturgia, a espiritualidade e a necessidade do povo. Desde pequeno sempre senti o desejo de ser sacerdote e entregar minha vida a Cristo e Igreja”.

Logo quando terminou o Ensino Médio, o futuro neo-sacerdote, entrou para o Seminário. Ele estava com 18 anos e agora a expectativa para a ordenação presbiteral é grande. Lucas também está se preparando intensamente. “Esse é um momento de muita alegria. Tivemos o retiro canônico, fizemos o juramento de fidelidade, busquei o Sacramento da Confissão, para me preparar bem para receber esse sacramento bom. E estamos adiantando as coisas da missa, da ordenação, algo que nos da muita alegria e saber que Deus nos deu essa graça tão imerecida”.

Lucas revela que deseja ser um padre santo, com a graça de Deus. “Peço que Deus me ajude, que eu possa me dedicar ao povo de Deus, que seja um momento de emoção e de alegria para todos e que possa realmente ser uma graça para Igreja de Vitória. Então peço que rezem por mim, pela minha vocação e que Deus possa nos abençoar poderosamente”.

O Papa, hoje, 06 de setembro, na Audiência Geral na Praça de São Pedro, lembrou a visita à Mongólia, sua 43ª viagem, e disse
O Papa, hoje, 06 de setembro, na Audiência Geral na Praça de São Pedro, lembrou a visita à Mongólia, sua 43ª viagem, e disse e falou de sua alegria por encontrar uma Igreja feliz: “Tive a graça de encontrar na Mongólia uma Igreja humilde e feliz, que está no coração de Deus, e posso testemunhar-vos a sua alegria por se encontrarem por alguns dias também no centro da Igreja”.
Francisco destacou as características que percebeu durante a visita: Igreja humilde e feliz; missionários apaixonados pelo Evangelho; a riqueza da convivência ecumênica. O Papa acentuou a importância de ser Igreja encarnada e definiu a catolicidade como universalidade encarnada.

O Pontífice fez então memoria da “Casa de Misericórdia”, inaugurada por ele no último dia da viagem, sendo a primeira obra de caridade na Mongólia.

“Aquele espaço expressa todos os componentes da Igreja local: um lugar aberto e acolhedor, onde as misérias de todos podem entrar em contato sem vergonha com a misericórdia de Deus que eleva e cura. Eis o testemunho da Igreja mongol, com missionários de vários países que se sentem um com o povo, felizes em servi-lo e descobrir as belezas que já existem ali”.

“Os missionários não foram lá para fazer proselitismo, isso não é evangélico, eles foram lá para viver como o povo mongol, para falar a língua deles, para assumir os valores daquele povo e pregar o Evangelho no estilo daquela cultura”.

Francisco explicou porque foi à Mongólia: “Mas por que o Papa vai tão longe para visitar um pequeno rebanho de fiéis? Porque é precisamente ali, distante dos holofotes, que muitas vezes se encontram os sinais da presença de Deus, que não olha para as aparências, mas para o coração. O Senhor não procura o centro do palco, mas o coração simples de quem O deseja e O ama sem aparecer, sem querer destacar-se dos outros. E tive a graça de encontrar na Mongólia uma Igreja humilde e feliz, que está no coração de Deus, e posso testemunhar-vos a sua alegria por se encontrarem por alguns dias também no centro da Igreja.”

Fonte: site vaticannews.va

 

 

 

Na noite desta segunda-feira (04/09), em solene celebração ocorrida no Seminário Nossa Senhora da Penha, foram admitidos às Ordens Sacras os seminaristas Vinicius Leite

Na noite desta segunda-feira (04/09), em solene celebração ocorrida no Seminário Nossa Senhora da Penha, foram admitidos às Ordens Sacras os seminaristas Vinicius Leite de Oliveira, vindo da Paróquia Nossa Senhora de Lourdes, em Vila Pontões – Afonso Cláudio, e Willian Miranda Cardoso, que foi enviado pela Paróquia São José, em São José – Guarapari, ambos do 1º ano de Teologia.

A cerimônia foi presidida por Dom Andherson Franklin (Bispo Auxiliar da Arquidiocese de Vitória) que relembrou aos admitidos a importância não só da nova etapa em que estão se direcionando, mas também da oportunidade de renovarem o compromisso feito com Aquele que um dia os chamou para O seguir fielmente.

O Rito de Admissão às Ordens Sacras é reservado àqueles que, tendo sido reconhecida pela Igreja sua idoneidade, manifestam diante do Bispo e de toda a Igreja que são aspirantes entre os candidatos ao Diaconato e ao Presbiterato.

Rezemos por estes servos da vinha do Senhor, pedindo a Virgem da Penha, a Senhora das Alegrias, que os cumule cada vez mais com as graças necessárias para que empenhem-se cada dia mais, à configurarem-se ao Cristo Bom-Pastor.

Para contribuir com a vivência do terceiro Ano Vocacional do Brasil, a Comissão Episcopal para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada da Conferência Nacional

Para contribuir com a vivência do terceiro Ano Vocacional do Brasil, a Comissão Episcopal para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) junto à Comissão de Comunicação do Ano Vocacional promove um ciclo de diálogos sobre “Vocação e Comunicação” nos meses de setembro, outubro e novembro.

Os encontros serão online, por meio de videoconferência na plataforma Zoom, com transmissão simultânea pelos canais da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e da Conferência dos Religiosos do Brasil (CRB) e pela página da Confederação Latinoamericana dos Religiosos (CLAR). Para participar da sala do Zoom é necessária a inscrição prévia, com vagas limitadas.

Para a coordenadora da Comissão de Comunicação do Ano Vocacional e assessora de comunicação da CRB, irmã Neusa Santos, o objetivo deste ciclo é estimular reflexões mais profundas sobre a estreita conexão entre duas esferas essenciais: a vocação e a comunicação.

Programação

O primeiro encontro será no dia 13 de setembro, às 20h, e tem a centralidade da reflexão em sintonia com o Mês da Bíblia. O tema Chamados a comunicar a Palavra de Deus: “vestir-se da nova humanidade” será abordado pela religiosa paulina e biblista, irmã Zuleica Silvano, e pelo bispo auxiliar de São Paulo e presidente da Comissão Episcopal para os Ministérios Ordenados e Vida Consagrada da CNBB, dom Ângelo Ademir Mezzari. A mediação será feita pela irmã Neusa Santos.

No mês de outubro, consagrado em todo mundo pela oração e reflexão sobre a missão, o tema escolhido é “Discernimento vocacional nas rodovias digitais”. O encontro que acontece no dia 18 de outubro, às 20h, terá como convidados a diretora nacional das Pontifícias Obras Missionárias (POM), irmã Regina Costa Pedro, e o coordenador-geral da Pascom Brasil, Marcus Tullius. A mediação será feita pelo integrante dos Jovens Conectados, Adilson Zorzi. A inspiração para este tema é o documento publicado pelo Dicastério de Comunicação da Santa Sé, “Rumo à presença plena: uma reflexão pastoral sobre a participação nas redes sociais”.

Para encerrar o ciclo, na perspectiva do Sínodo sobre Sinodalidade, o encontro do 8 de novembro, às 20h, terá o tema “Vocação e comunicação para uma igreja toda sinodal”. Os convidados para este momento são a assessora da CRB e da CMOVIC, irmã Maristela Ganassini, e do diretor do Centro para a Comunicação do Conselho Episcopal Latinoamericano e Caribenho (CELAM), professor Oscar Elizalde. A mediação será do jornalista e assessor de comunicação da diocese de Caxias do Sul, Felipe Padilha.

Aprofundar a graça e a missão

Irmã Neusa Santos afirma que o ciclo de diálogos guiará nos meses subsequentes para explorar com mais profundidade as dimensões missionária e sinodal da Vocação e da Comunicação, todas intrinsecamente entrelaçadas no âmbito vocacional.

“Esses temas se revelam de suma importância em meio aos diálogos que permeiam as relações entre o chamado para transmitir a mensagem positiva do Reino, abrangendo dimensões como a vocacional, a missionária e a sinodal. Eles nos convidam a mergulharmos nas profundezas da Graça e da missão, central nas discussões do Ano Vocacional”, afirmou.

Terceiro Ano Vocacional do Brasil

Aberto em 20 de novembro de 2022, o terceiro Ano Vocacional do Brasil comemora os 40 anos do primeiro ano temático dedicado à reflexão, oração e promoção das vocações no país. A sua culminância será na próxima solenidade de Cristo Rei, em 26 de novembro de 2023.

Inspirado no Documento Final do Sínodo dos Bispos sobre “Os jovens, a fé e o discernimento vocacional”, o Ano Vocacional tem o objetivo de promover a cultura vocacional em todas as comunidades eclesiais a partir do tema “Vocação: Graça e Missão” e do lema “Corações ardentes, pés a caminho” (cf. Lc 24, 32-33).

Teve início hoje, 01 de setembro de 2023 e vai até domingo o encontro nacional de catequista que comemora 40 anos do documento Catequese

Teve início hoje, 01 de setembro de 2023 e vai até domingo o encontro nacional de catequista que comemora 40 anos do documento Catequese Renovada: orientações e conteúdo.  Dois padres (Jacqueson e Carlos Barbosa), duas leigas enviadas pela Arquidiocese (Maria Dejacy Grampinha Dias, a Deja e Maria José Gomes Ribeiro, a Zezé) outras quatro catequistas que se inscreveram por conta própria, e o bispo auxiliar, dom Andherson Franklin Lustoza de Souza, que também é membro da Comissão Episcopal para a Animação Bíblico-Catequética, estão participando. “A participação da Arquidiocese de Vitória do Espírito Santo tem sido de grande importância, porque tem reaquecido os nossos corações, confirmado na fé e na missão de catequistas. É um momento de grande graça e fecundidade para a Igreja da Arquidiocese”, disse dom Andherson Franklin.

O primeiro dia  teve como objetivo fazer memória da construção do documento Catequese Renovada, conhecer as fontes que o inspiraram (Vaticano II e Conferências Episcopais Latino-Americanas), reconhecer o tesouro que é o documento, reconhecer a responsabilidade de fazer com que ele siga seu curso e assumir o compromisso com a iniciação cristã. O ponto alto do dia foi a celebração Eucarística presidida por dom Jaime Spengler, presidente da CNBB, Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, que incentivou os participantes a alargarem os horizontes e serem corajosos no testemunho da fé.

A Escola Diaconal São Lourenço é responsável pela condução do processo vocacional e formação dos candidatos ao Diaconato Permanente na Arquidiocese de Vitória. Para

A Escola Diaconal São Lourenço é responsável pela condução do processo vocacional e formação dos candidatos ao Diaconato Permanente na Arquidiocese de Vitória. Para tanto ela conta com o Pe. Márcio Ferreira na direção da Escola, o Pe. Roberto Natal na Direção Espiritual, e com um corpo de formadores composto por cinco Diáconos Permanentes: Dc. Adalto Pedroni, Dc. Antônio Bandeira, Dc. Fabrício Rodrigues, Dc. Sandro Melo e Dc. Sérgio Pinto.

Nessa quarta feira (30/08), o Pe. Márcio juntamente com os senhores diáconos formadores participaram de um encontro com o Bispo Auxiliar da Arquidiocese de Vitória, Dom Anderson Franklin, e dialogaram sobre o novo processo formativo adotado pela Escola São Lourenço com base nos documentos da Santa Mãe Igreja . Com o intuito de trabalhar sempre melhor cada etapa, desde o itinerário de discernimento dos vocacionados que as paróquias encaminham para a Escola, até a execução e andamento da formação acadêmica dos aspirantes que hoje pertencem ao corpo de alunos da mesma. O objetivo dessa iniciativa é tanto nutrir a comunhão entre a Escola Diaconal e o pastoreio da Arquidiocese, quanto compartilhar experiências e receber orientações de nossos Pastores Dom Dario Campos e Seu Auxiliar Dom Andherson Franklin.

Certamente há muito a ser feito e melhorado; algumas rotas para se corrigir, pontos a refletir e até mesmo mudanças a serem realizadas. Porém inegavelmente há uma busca contínua pela formação cada vez melhor do corpo Diaconal, a fim de que a Arquidiocese receba cada vez mais ministros mergulhados na essência do servir humilde, no testemunho fiel do Evangelho e da caridade ardente.

Por: Diác José Wander

O Papa Francisco chegou hoje a Mongólia. Esta é a primeira visita de um Papa ao país. Leia abaixo como foi a chegada. A
O Papa Francisco chegou hoje a Mongólia. Esta é a primeira visita de um Papa ao país. Leia abaixo como foi a chegada. A divulgação é do site vaticannews.va.
Uma brisa leve amenizava o forte calor na chegada do Papa Francisco ao Aeroporto Internacional de Ulan Bator, capital da Mongólia onde o Pontífice desembarcou às 9h51 (hora local) e até o dia 4 de setembro participa de encontros e preside uma Celebração Eucarística para o pequeno rebanho local. É a primeira viagem de um Pontífice a esta terra da Ásia Central, como já foi mencionado nos últimos dias e repetido pelas rádios e televisões locais que sublinham o carácter “histórico” da visita.

Uma recepção sóbria, mas com sentimento de gratidão

As informações da mídia chegam em um ciclo contínuo e aumentam a curiosidade da parte não católica da população, portanto majoritária, principalmente budista tibetana, pela chegada de um “personagem” de fama mundial. Nas ruas da cidade é difícil encontrar faixas e cartazes como em outras viagens internacionais do Pontífice, muito menos multidões.

É uma acolhida sóbria aquela reservada ao Papa, mas com um profundo sentido de gratidão, especialmente por parte do “pequeno rebanho” católico: “como para com um familiar querido que sabes que vai visitar a tua casa”, dizem alguns Missionários da Consolata.

Mesmo no Aeroporto Internacional Chinggis Khan, o silêncio parece reinar após a chegada do Papa, silêncio sobre o qual o próprio Papa nos convidou a refletir durante o voo vindo de Roma, com palavras que o jovem cardeal Giorgio Marengo – prefeito apostólico de Ulaanbaatar, na primeira fila para as boas-vindas no aeroporto – diz ter apreciado muito.

A chegada do Papa

Por volta das 10h, o A330 da ITA Airways estacionou na pista. O encarregado de negócios da Nunciatura Apostólica, monsenhor Fernando Duarte Barros Reis, e o chefe do protocolo embarcaram na aeronave pela escadaria frontal para cumprimentar o Papa, que posteriormente desceu de elevador. Ao pé da escada principal, o aguardava a ministra do Exterior, Sra. Batmunkh Battsetseg. Na Mongólia, quem ocupa este cargo é encarregado de receber os Chefes de Estado estrangeiros.

Outra mulher, uma jovem vestida com um dil vermelho (é o vestido nacional em seda e algodão), ofereceu ao Papa uma xícara de iogurte seco, prato tradicional local de sabor azedo produzido com leite de iaque, um dos animais mais comuns, juntamente com vacas, cabras e cavalos. O Papa tocou o copo com a mão e depois pegou um pedaço de iogurte.

Não houve discursos, mas apenas a Guarda de Honra com os soldados nos tradicionais uniformes vermelho, azul e amarelo (cores da bandeira mongol) e as saudações das respectivas delegações. Presente também dom José Luis Mumbiela Sierra, bispo da Diocese da Santíssima Trindade de Almaty, na qualidade de presidente da Conferência Episcopal da Ásia Central.

Acolhida na Prefeitura Apostólica

O Papa e a ministra dirigiram-se então à Sala VIP para uma breve conversa. No final, o deslocamento de carro para a Prefeitura Apostólica de Ulaanbaatar, ao sul da cidade, no distrito de Khan Uul, uma das principais zonas industriais da região.  Ao chegar à Prefeitura, o Papa foi recebido por um grupo de idosos e doentes, depois algumas crianças o cumprimentaram na entrada e lhe ofereceram flores.

Neste prédio de tijolos laranja de quatro andares, onde nos últimos dias foi afixada uma faixa azul de boas-vindas, Jorge Mario Bergoglio residirá durante sua estadia na Mongólia.

A cerimônia oficial de boas-vindas terá lugar na manhã de sábado, 2 de setembro, na praça Sukhbaatar, onde se encontra o Palácio do Estado e onde se realizará o encontro com as autoridades civis, primeiro compromisso oficial e público da viagem do Papa Francisco.

O Papa Francisco anunciou que a publicação da 2ª parte da Laudato Si será no dia da festa de São Francisco, 4 de outubro
O Papa Francisco anunciou que a publicação da 2ª parte da Laudato Si será no dia da festa de São Francisco, 4 de outubro de 2023.
Segundo o Papa a nova Exortação Apostólica é um resumo da Mensagem para o Dia Mundial de Oração pelo Cuidado da Criação.  Da mensagem podemos destacar o apelo para “transformar os nossos corações, os nossos estilos de vida e as políticas públicas que regem as nossas sociedades”, e a conversão ecológica para deixarmos de considerar a criação como um objeto a ser explorado, mas a transformarmos em realidade a ser preservada “como um dom sagrado do Criador”.
Em agosto, quando anunciou que publicaria a Exortação, o Papa disse que precisava atualizar algumas questões. Ao anunciar a data de publicação, Francisco acrescentou: “É necessário permanecer ao lado das vítimas da injustiça ambiental e climática, esforçando-se para acabar com a guerra sem sentido contra nossa casa comum, que é uma guerra mundial terrível. Exorto todos vocês a trabalhar e rezar para que ela volte a transbordar de vida”.