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O Vaticano retomou este ano o Curso de Formação para novos bispos. Por conta da pandemia da covid-19, o evento não acontecia desde 2019.

O Vaticano retomou este ano o Curso de Formação para novos bispos. Por conta da pandemia da covid-19, o evento não acontecia desde 2019.

O bispo auxiliar de Vitória, dom Andherson Franklin Lustoza de Souza é um dos participantes. Do Estado do Espírito Santo temos ainda a presença de dom Lauro Versiani, bispo de Colatina. O Encontro é um pedido do Papa e sempre tem um tema para aprofundar, desta vez Anunciar o Evangelho na mudança de época de depois da pandemia: o serviço dos bispos.

Conversamos com dom Franklin antes da viagem e ele respondeu nossas perguntas. A primeira curiosidade era sobre o encontro com o Papa e perguntamos: o senhor vai encontrar o Papa? Dom Franklin respondeu:

Insistimos na pergunta, porque como diz o ditado “não pode ir a Roma e não ver o Papa” e perguntamos se haveria um encontro pessoal de cada bispo com o Papa, ao que dom Franklin esclareceu:

Mas o que fazem os bispos novos no Encontro em Roma? A esta pergunta, dom Franklin esclareceu:

Dom Franklin fez mestrado e doutorado em Roma, concluídos em 2009 e retornou à diocese de Cachoeiro de Itapemirim onde permaneceu até à nomeação como bispos auxiliar para a Arquidiocese de Vitória em fevereiro de 2022. E o que significa voltar a Roma, agora como bispo? Dom Franklin respondeu:

As expectativas existem e não deixamos de perguntar por elas. Veja quais são:

O Encontro dos bispos novos acontece entre 12 e 19 de setembro e dom Franklin deixou um pedido de oração:

‼️ Olá, querido jovem! 📆 No próximo Domingo (18/09) teremos mais um Encontro Vocacional em nosso Seminário, a partir das 9h. ➡️ Os Encontros

‼️ Olá, querido jovem!

📆 No próximo Domingo (18/09) teremos mais um Encontro Vocacional em nosso Seminário, a partir das 9h.

➡️ Os Encontros Vocacionais são momentos preparatórios para o futuro ingresso na caminhada rumo ao presbiterato.

🙏🏻 O tema deste mês falará sobre a Palavra de Deus e a sua importância no discernimento do chamado que o Senhor realiza.

Para maiores informações ℹ️, acesse: https://www.aves.org.br/pastoral-vocacional/

No Cazaquistão o Ppapa Francisco diz que a “paz dever conquistada a cada dia”. Leia a matéria publicada no site do Vaticano. O Papa

No Cazaquistão o Ppapa Francisco diz que a “paz dever conquistada a cada dia”. Leia a matéria publicada no site do Vaticano.

O Papa Francisco presidiu a celebração eucarística, nesta quarta-feira (14/09), Festa da Exaltação da Santa Cruz, na Praça da Expo, em Nur-Sultan, no Cazaquistão.

O Pontífice iniciou sua homilia, recordando que no madeiro da Cruz, “Jesus tomou sobre si o nosso pecado e o mal do mundo, e derrotou-os com o seu amor”. “É por isso que fazemos festa hoje”, sublinhou. O Papa se deteve nas duas imagens das serpentes: as serpentes venenosas que mordem e a serpente que salva, narradas no Livro dos Números.

A paz nunca é conquistada de uma vez por todas

“As serpentes que mordem atacam o povo, que se deixou cair mais uma vez no pecado da murmuração. Murmurar contra Deus não significa apenas falar mal e lamentar-se d’Ele. Significa também que no coração dos israelitas, esmoreceu a confiança n’Ele, na sua promessa”, sublinhou Francisco, e tendo-se esgotado a confiança em Deus, o povo acaba sendo mordido por serpentes que matam. “Quantas vezes, desanimados e impacientes, perecemos nos nossos desertos, perdendo de vista a meta do caminho”, frisou o Papa, sublinhando que em certos momentos de cansaço e provação, não temos forças para olhar para cima, olhar para Deus; em certas situações de vida pessoal, eclesial e social somos mordidos pela serpente da desconfiança, “injetando em nós os venenos da desilusão e do desconsolo, do pessimismo e da resignação, fechando-nos no nosso eu, apagando o entusiasmo”.

Mas, na história desta terra, não faltaram outras mordidas dolorosas: penso nas serpentes venenosas da violência, da perseguição ateísta, penso num caminho por vezes conturbado durante o qual foi ameaçada a liberdade do povo e ferida a sua dignidade. Faz-nos bem guardar a recordação daquilo que sofremos: é preciso não cancelar da memória certas obscuridades; caso contrário, pode-se pensar que sejam água passada e que o caminho do bem esteja delineado para sempre. E não! A paz nunca é conquistada de uma vez por todas; há de ser conquistada cada dia, como também a convivência entre etnias e tradições religiosas diferentes, o desenvolvimento integral, a justiça social.

Segundo Francisco, para que “o Cazaquistão cresça ainda mais «na fraternidade, no diálogo e na compreensão (…) para “lançar pontes” de cooperação solidária com os outros povos, nações e culturas», há necessidade do compromisso de todos, há necessidade de um renovado ato de fé ao Senhor: olhar para cima, olhar para Ele, aprender com o seu amor universal e crucificado”.

Da Cruz de Cristo, aprendemos o amor, não o ódio

A segunda imagem, a serpente que salva. Enquanto o povo morria por causa das serpentes venenosas, Deus escuta a oração de Moisés e lhe diz para fazer uma serpente de bronze e colocá-la numa haste. “Aquele que for mordido e olhar para ela, viverá”. Deus poderia simplesmente destruir as serpentes venenosas, sem dar instruções a Moisés, mas este seu modo de proceder nos revela “o seu agir perante o mal, o pecado e a desconfiança da humanidade. Deus não aniquila as baixezas que o homem segue livremente: as serpentes venenosas não desaparecem, continuam existindo, estão à espreita, sempre podem morder”. “O que mudou então? Que faz Deus?”, perguntou Francisco.

A resposta vem de Jesus no Evangelho: «Assim como Moisés levantou a serpente no deserto, assim é necessário que o Filho do Homem seja levantado, a fim de que todo o que n’Ele crê tenha a vida eterna». “Esta é a virada”, disse o Papa. “Chegou entre nós a serpente que salva: Jesus, elevado na haste da cruz, não permite às serpentes venenosas, que nos assaltam, levar-nos à morte. Perante as nossas baixezas, Deus nos dá uma nova altura: se mantivermos o olhar voltado para Jesus, as mordidas do mal já não nos podem dominar, porque Ele, na cruz, tomou sobre si o veneno do pecado e da morte, e aniquilou a sua força destruidora. Aqui temos o que fez o Pai perante a propagação do mal no mundo; deu-nos Jesus, que se aproximou de nós como nunca poderíamos imaginar.”

Irmãos e irmãs, esta é a estrada, a estrada da nossa salvação, do nosso renascimento e ressurreição: olhar para Jesus crucificado. Daquela altura, podemos ver de uma maneira nova a nossa vida e a história dos nossos povos. Porque, a partir da Cruz de Cristo, aprendemos o amor, não o ódio; aprendemos a compaixão, não a indiferença; aprendemos o perdão, não a vingança. Os braços abertos de Jesus são o abraço de ternura com que Deus nos quer acolher. E mostram-nos a fraternidade que somos chamados a viver entre nós e com todos. Indicam-nos o caminho, o caminho cristão: não o da imposição e constrição, da força e da exuberância.

O Papa concluiu, dizendo que “no madeiro da cruz, Cristo tirou o veneno da serpente do mal, e ser cristão significa viver sem venenos: não nos mordermos entre nós, não murmurar, não acusar, não criticar os outros, não disseminar as obras do mal, não poluir o mundo com o pecado e a desconfiança que vem do Maligno. Que não haja em nós nenhum veneno de morte. Ao contrário, rezemos para que, pela graça de Deus, possamos tornar-nos cada vez mais cristãos: testemunhas alegres de vida nova, de amor, de paz”.

Wellinton Cordeiro| Quando eu for exaltado, atrairei então todos a mim (Jo 12,32). Celebramos hoje, com toda a Igreja, a festa da exaltação da
Wellinton Cordeiro| Quando eu for exaltado, atrairei então todos a mim (Jo 12,32).

Celebramos hoje, com toda a Igreja, a festa da exaltação da Santa Cruz. Uma festa que tem sua origem nos primeiros séculos da cristandade. Conta a história que santa Helena, mãe do imperador Constantino, fez o possível para conservar os locais onde Cristo viveu o Seu ministério, principalmente o Gólgota e o Santo Sepulcro. No local onde Jesus foi crucificado foi construída a igreja do Santo Sepulcro, em 13 de setembro de 335. A festa para o povo aconteceu no dia seguinte e entrou no calendário romano-cristão. Nos anos subsequentes passou (o sinal da Cruz) a fazer parte dos Rituais litúrgicos. Bem como sua representação foi incorporada à arquitetura sacra. Com isso, a Cruz tornou de caráter próprio do Cristianismo.

Assim, como já sabemos, a cruz de nosso Senhor Jesus Cristo está no centro da nossa fé, pois, por ela, o Senhor Jesus venceu a nossa morte e ingressou na vida eterna com sua ressurreição. Cristo Morreu por nós abrindo as portas do paraíso que foram fechadas por culpa do pecado original, nos libertando desta culpa original. Na Cruz, Cristo aceitou a situação mais dolorosa e humilhante que pudesse existir para nos resgatar, salvar e capacitar para o Amor. Por amor, a Virgem Maria, Senhora das dores, permaneceu de pé, firme e constante aos pés da Cruz para, de alguma forma, compartilhar o amor salvífico de Cristo em prol de nossa libertação.

Nosso Senhor nos chama ao seguimento, a sermos seus discípulos, discípulos missionários. Contudo, tal seguimento implica de cada cristão duas atitudes, primeiro um descentramento, um esvaziamento do próprio amor, em suma, um esvaziamento de si mesmo; e segundo a carregarmos a nossa própria cruz. Para poder viver o Evangelho de uma maneira inspirada, devemos deixar ressoar profundamente em nós essa expressão tão forte de Jesus: “renunciar a si mesmo” para poder viver com mais plenitude e transparência. Buscando não somente anunciar esse mistério da Cruz, mas procurando vivê-lo cotidianamente.

A cruz pela cruz não salva ninguém, é símbolo de maldição, segundo a lei judaica, mas o Cristo crucificado tornou-se bendito para eliminar toda e qualquer maldição; por isso, anunciamos ao mundo o Cristo morto na cruz e ressuscitado para nossa salvação. Ele está vivo para a glória de Deus, mas o seu sacrifício na cruz jamais será anulado, jamais será esquecido, pelo contrário, é na cruz que Ele assina a nossa libertação, a nossa redenção, é por meio de sua morte que Ele vence a nossa morte e nos dá a vida nova, é na sua morte que somos curados, renovados e transformados.

A cruz não deve ser reduzida a um símbolo hodierno, devemos valorizar nosso cristianismo (representada pela Cruz), podemos carregar uma cruz no peito, termos uma cruz em nossa casa ou em nosso carro, mas ela não é um símbolo apenas, é muito mais do que isso. A cruz é a nossa redenção porque é por ela que o nosso Salvador nos redimiu de todo o mal. Exaltemos o Cristo crucificado na cruz!

 

Wellinton Cordeiro de Paula

Seminarista do 2º ano de teologia

Paróquia de origem: São Miguel Arcanjo, Araguaia, Marechal Floriano – ES;

Paróquia de pastoral: Bom Pastor, Nova Carapina I, Serra – ES.

 

Durante setembro, o mês da Bíblia, a Igreja Católica se dedica a refletir a Palavra de Deus e seus ensinamentos. Nós do Vicariato para

Durante setembro, o mês da Bíblia, a Igreja Católica se dedica a refletir a Palavra de Deus e seus ensinamentos. Nós do Vicariato para a Comunicação da Arquidiocese de Vitória lançamos a série: Como você lê a bíblia. E hoje será o nosso segundo encontro. Quem partilhará conosco a Palavra de Deus será a Maria Amélia Carreira.

https://www.youtube.com/watch?v=ez5aqcV6YGs

 

https://youtu.be/ez5aqcV6YGs

CNBB, Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, divulga a mensagem do Para para a Jornada Mundial da Juventude. Leia abaixo: “Maria levantou-se e partiu

CNBB, Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, divulga a mensagem do Para para a Jornada Mundial da Juventude. Leia abaixo:

“Maria levantou-se e partiu apressadamente” (Lc 1, 39): esse é o tema da Mensagem do Papa Francisco aos jovens por ocasião da XXXVII Jornada Mundial da Juventude, que será celebrada nas Igrejas particulares no dia 20 de novembro deste ano e, a nível internacional, em Lisboa, de 1 a 6 de agosto de 2023. O texto conclui o ciclo de três mensagens que acompanham os jovens no percurso entre a JMJ Panamá 2019 e a JMJ Lisboa 2023, todas centradas no verbo levantar-se.

Na mensagem deste ano, o pontífice convida os jovens a meditarem juntos sobre a cena bíblica em que, depois da Anunciação, a jovem Virgem Maria se levanta e sai ao encontro de sua prima Isabel, levando consigo Cristo. “A Mãe do Senhor é modelo dos jovens em movimento, jovens que não ficam imóveis diante do espelho em contemplação da própria imagem, nem «alheados» nas redes. Ela está completamente projetada para o exterior”, escreve o Papa, enfatizando que esta disponibilidade para ir ao encontro dos outros é gerada pela experiência do Senhor na sua própria vida.

Partindo da reflexão sobre a pressa que caracteriza a Virgem de Nazaré, o Santo Padre encoraja os jovens a perguntarem-se que atitudes e motivações experimentam face aos desafios da vida quotidiana. Convida-os a discernir entre uma “boa pressa [que] impele-nos sempre para alto e para o outro” e uma que “não é boa (…) que nos leva a viver superficialmente, tomar tudo levianamente sem empenho nem atenção, sem nos envolvermos verdadeiramente no que fazemos”.

As palavras do Papa Francisco encorajam os jovens a recomeçar a fazer novos encontros, para partilhar a alegria da proximidade de Cristo, para superar as distâncias entre pessoas e gerações, e para responder com criatividade aos desafios do mundo de hoje, atingido pela pandemia e pelas guerras.

“Os jovens são sempre a esperança duma nova unidade para a humanidade fragmentada e dividida. Mas somente se tiverem memória, apenas se escutarem os dramas e os sonhos dos idosos”, enfatiza o Papa Francisco, pedindo aos jovens que se inspirem tanto no exemplo de Maria como na experiência dos idosos ao seu redor.

A Mensagem é também um convite a todos os jovens a participarem da XXXVII Jornada Mundial da Juventude, que – como escreve Francisco – será um momento para redescobrir juntos “a alegria do abraço fraterno entre os povos e entre as gerações, o abraço da reconciliação e da paz, o abraço duma nova fraternidade missionária!”.

Depois de ter sido adiada por um ano, devido à pandemia, esta JMJ será celebrada em dois momentos distintos: o primeiro será na Solenidade de Cristo Rei, a 20 de novembro deste ano, com celebrações nas Igrejas particulares de todo o mundo; o segundo, em âmbito internacional, ocorrerá em Lisboa de 1 a 6 de agosto de 2023. As duas celebrações mantêm o mesmo tema: “Maria levantou-se e partiu apressadamente” (Lc 1, 39).

 

Confira a mensagem na íntegra. 

 

MENSAGEM DO SANTO PADRE FRANCISCO
PARA A XXXVII JORNADA MUNDIAL DA JUVENTUDE 2022-2023

(Domingo de Cristo Rei, 20 de novembro de 2022)

«Maria levantou-se e partiu apressadamente» (Lc 1, 39)Queridos jovens!O tema da JMJ do Panamá era este: «Eis a serva do Senhor, faça-se em mim segundo a tua palavra» (Lc 1, 38). Depois daquele evento, retomamos o caminho para uma nova meta – Lisboa 2023 –, deixando ecoar nos nossos corações o premente convite de Deus a levantar-nos. Em 2020, meditamos nesta palavra de Jesus: «Jovem, Eu te digo, levanta-te!» (cf. Lc 7, 14). No ano passado, serviu-nos de inspiração a figura do apóstolo São Paulo, a quem o Senhor ressuscitado dissera: «Levanta-te! Eu te constituo testemunha do que viste» (cf. At 26, 16). No troço de estrada que ainda nos falta para chegar a Lisboa, caminharemos juntos com a Virgem de Nazaré, que, imediatamente depois da Anunciação, «levantou-se e partiu apressadamente” (Lc 1, 39) para ir ajudar a prima Isabel. Comum aos três temas é o verbo levantar-se, palavra (é bom lembrá-lo!) que significa também «ressuscitar», «despertar para a vida».

Nestes últimos tempos tão difíceis, em que a humanidade já provada pelo trauma da pandemia, é dilacerada pelo drama da guerra, Maria reabre para todos e em particular para vós, jovens como Ela, o caminho da proximidade e do encontro. Espero e creio fortemente que a experiência que muitos de vós ireis viver em Lisboa, no mês de agosto do próximo ano, representará um novo começo para vós jovens e, convosco, para toda a humanidade.

Maria levantou-se

Depois da Anunciação, Maria teria podido concentrar-se em si mesma, nas preocupações e temores derivados da sua nova condição; mas não! Entrega-se totalmente a Deus! Pensa, antes, em Isabel. Levanta-se e sai para a luz do sol, onde há vida e movimento. Apesar do inquietante anúncio do Anjo ter provocado um «terremoto» nos seus planos, a jovem não se deixa paralisar, porque dentro d’Ela está Jesus, poder de ressurreição. Dentro d’Ela, traz já o Cordeiro Imolado mas sempre vivo. Levanta-se e põe-se em movimento, porque tem a certeza de que os planos de Deus são o melhor projeto possível para a sua vida. Maria torna-se templo de Deus, imagem da Igreja em caminho, a Igreja que sai e se coloca ao serviço, a Igreja portadora da Boa Nova.
Experimentar na própria vida a presença de Cristo ressuscitado, encontrá-Lo «vivo», é a maior alegria espiritual, uma explosão de luz que não pode deixar ninguém «parado». Imediatamente põe em movimento impelindo a levar aos outros esta notícia, a testemunhar a alegria deste encontro. É aquilo que anima a pressa dos primeiros discípulos nos dias que se seguiram à ressurreição: «Afastando-se apressadamente do sepulcro, cheias de temor e grande alegria, as mulheres correram a dar a notícia aos discípulos» (Mt 28, 8).
As narrações da ressurreição usam muitas vezes dois verbos: acordar e levantar-se. Através deles, o Senhor impele-nos a sair para a luz, a deixar-se conduzir por Ele para superar o limiar de todas as nossas portas fechadas. «É uma imagem significativa para a Igreja. Também nós, como discípulos do Senhor e como Comunidade Cristã, somos chamados a erguer-nos apressadamente para entrar no dinamismo da ressurreição e deixar-nos conduzir pelo Senhor ao longo dos caminhos que Ele nos queira indicar» (Francisco, Homilia na Solenidade de São Pedro e São Paulo, 29/VI/2022).
A Mãe do Senhor é modelo dos jovens em movimento, jovens que não ficam imóveis diante do espelho em contemplação da própria imagem, nem «alheados» nas redes. Ela está completamente projetada para o exterior. É a mulher pascal, num estado permanente de êxodo, de saída de si mesma para o Outro, com letra grande, que é Deus e para os outros, os irmãos e as irmãs, sobretudo os necessitados, como estava então a prima Isabel.
…e partiu apressadamente
Santo Ambrósio de Milão escreve, no seu comentário ao Evangelho de Lucas, que Maria partiu apressadamente para a montanha, «porque estava feliz com a promessa e desejosa de prestar devotadamente um serviço, com o entusiasmo que lhe vinha da alegria interior. Agora, cheia de Deus, para onde poderia apressar-se se não em direção ao alto? A graça do Espírito Santo não admite morosidades». Por isso a pressa de Maria é ditada pela solicitude do serviço, do anúncio jubiloso, duma pronta resposta à graça do Espírito Santo.
Maria deixou-se interpelar pela necessidade da sua prima idosa. Não se escusou, não ficou indiferente. Pensou mais nos outros do que em si mesma. E isto conferiu dinamismo e entusiasmo à sua vida. Cada um de vós pode perguntar-se: Como reajo perante as necessidades que vejo ao meu redor? Busco imediatamente uma justificação para não me comprometer, ou interesso-me e torno-me disponível? É certo que não podeis resolver todos os problemas do mundo; mas talvez possais começar por aqueles de quem está mais próximo de vós, pelas questões do vosso território. Uma vez disseram a Madre Teresa que «quanto ela fazia não passava duma gota no oceano». E ela respondeu: «Mas, se não o fizesse, o oceano teria uma gota a menos».
Perante uma necessidade concreta e urgente, é preciso agir apressadamente. No mundo, quantas pessoas esperam uma visita de alguém que cuide delas! Quantos idosos, doentes, presos, refugiados precisam do nosso olhar compassivo, da nossa visita, de um irmão ou uma irmã que ultrapasse as barreiras da indiferença!
Quais são as «pressas» que vos movem, queridos jovens? O que é que vos faz sentir de tal maneira a premência de vos moverdes que não conseguis ficar parados? Há muitos que, impressionados por realidades como a pandemia, a guerra, a migração forçada, a pobreza, a violência, as calamidades climáticas, se interrogam: Porque é que me acontece isto? Porquê precisamente a mim? Porquê agora? Mas a pergunta central da nossa existência é esta: Para quem sou eu? (cf. Francisco, Exort. ap. pós-sinodal Christus vivit, 286).
A pressa da jovem mulher de Nazaré é a pressa típica daqueles que receberam dons extraordinários do Senhor e não podem deixar de partilhar, de fazer transbordar a graça imensa que experimentaram. É a pressa de quem sabe colocar as necessidades do outro acima das próprias. Maria é exemplo de jovem que não perde tempo a mendigar a atenção ou a aprovação dos outros – como acontece quando dependemos daquele «gosto» nas redes sociais –, mas move-se para procurar a conexão mais genuína, aquela que provem do encontro, da partilha, do amor e do serviço.
A partir da Anunciação, desde aquela primeira vez quando partiu para ir visitar a sua prima, Maria não cessa de atravessar espaços e tempos para visitar os filhos carecidos da sua ajuda carinhosa. Os nossos passos, se habitados por Deus, levam-nos diretamente ao coração de cada um dos nossos irmãos e irmãs. Quantos testemunhos nos chegam de pessoas «visitadas» por Maria, Mãe de Jesus e nossa Mãe. Em quantos lugares remotos da terra, ao longo dos séculos, Maria visitou o seu povo com aparições ou graças especiais. Praticamente não há lugar, na Terra, que não tenha sido visitado por Ela. Movida por uma solícita ternura, a Mãe de Deus caminha no meio do seu povo e cuida das suas angústias e vicissitudes. E onde quer que haja um santuário, uma igreja, uma capela a Ela dedicada, lá acorrem numerosos os seus filhos. Quantas expressões de piedade popular! As peregrinações, as festas, as súplicas, o acolhimento das imagens nas casas e muitas outras iniciativas são exemplos concretos da relação viva entre a Mãe do Senhor e o seu povo, que se visitam reciprocamente.
Uma pressa boa impele-nos sempre para o alto e para o outro
Uma pressa boa impele-nos sempre para alto e para o outro. Mas há também uma pressa não boa, como, por exemplo, a pressa que nos leva a viver superficialmente, tomar tudo levianamente sem empenho nem atenção, sem nos envolvermos verdadeiramente no que fazemos; a pressa de quando vivemos, estudamos, trabalhamos, convivemos com os outros sem colocarmos nisso a cabeça e menos ainda o coração. Pode acontecer nas relações interpessoais: na família, quando nunca ouvimos verdadeiramente os outros nem lhes dedicamos tempo; nas amizades, quando esperamos que um amigo nos faça divertir e dê resposta às nossas exigências, mas, se virmos que ele está em crise e precisa de nós, imediatamente o evitamos e procuramos outro; e mesmo nas relações afetivas, entre noivos, poucos têm a paciência de se conhecerem e compreenderem a fundo. E, a mesma atitude, podemos tê-la na escola, no trabalho e noutras áreas da vida quotidiana. Ora, todas estas coisas vividas com pressa dificilmente darão fruto; há o risco de permanecerem estéreis. Assim se lê no livro dos Provérbios: «Os projetos do homem diligente têm êxito, mas quem se precipita [a pressa má] cai certamente na ruína» (21, 5).
Quando Maria, finalmente, chega à casa de Zacarias e Isabel, sucede um encontro maravilhoso. Isabel experimentou em si mesma uma intervenção prodigiosa de Deus, que lhe deu um filho na velhice. Teria todas as razões para falar, primeiro, de si mesma; mas não o fez, toda propensa a acolher a jovem prima e o fruto do seu ventre. Logo que ouve a sua saudação, Isabel fica cheia do Espírito Santo. Acontecem estas surpresas e irrupções do Espírito quando vivemos uma verdadeira hospitalidade, quando colocamos no centro o hóspede, e não a nós próprios. Vemos isto mesmo também na história de Zaqueu, que lemos em Lucas: «Quando chegou àquele local [onde estava Zaqueu], Jesus levantou os olhos e disse-lhe: “Zaqueu, desce depressa, pois hoje tenho de ficar em tua casa”. Ele desceu imediatamente e acolheu Jesus cheio de alegria» (19, 5-6).
Já aconteceu a muitos de nós sentir que, inesperadamente, Jesus vem ao nosso encontro: n’Ele, pela primeira vez, experimentamos uma proximidade, um respeito, uma ausência de preconceitos e condenações, um olhar de misericórdia que nunca tínhamos encontrado nos outros. Mais, sentimos também que, a Jesus, não Lhe bastava olhar-nos de longe, mas queria estar connosco, queria partilhar a sua vida connosco. A alegria desta experiência suscitou em nós a pressa de O acolher, a urgência de estar com Ele e conhecê-Lo melhor. Isabel e Zacarias hospedaram Maria e Jesus. Aprendamos daqueles dois anciãos o significado da hospitalidade. Perguntai aos vossos pais e aos vossos avós, bem como aos membros mais idosos das vossas comunidades, que significa para eles serem hospitaleiros para com Deus e com os outros. Fazer-vos-á bem escutar a experiência de quem vos precedeu.
Queridos jovens, é tempo de voltar a partir apressadamente para encontros concretos, para um real acolhimento de quem é diferente de nós, como acontece entre a jovem Maria e a idosa Isabel. Só assim superaremos as distâncias entre gerações, entre classes sociais, entre etnias, entre grupos e categorias de todo o género, e superaremos também as guerras. Os jovens são sempre a esperança duma nova unidade para a humanidade fragmentada e dividida. Mas somente se tiverem memória, apenas se escutarem os dramas e os sonhos dos idosos. «Não é por acaso que a guerra tenha voltado à Europa no momento em que está a desaparecer a geração que a viveu no século passado» (Francisco, Mensagem para o II Dia Mundial dos Avós e do Idosos). Há necessidade da aliança entre jovens e idosos, para não esquecer as lições da história, para superar as polarizações e os extremismos deste tempo.
Ao escrever aos Efésios, São Paulo anunciou: «Em Cristo Jesus, vós, que outrora estáveis longe, agora estais perto, pelo Sangue de Cristo. Com efeito, Ele é a nossa paz, Ele que, dos dois povos, fez um só e destruiu o muro de separação, a inimizade, na sua carne» (2, 13-14). Jesus é a resposta de Deus face aos desafios da humanidade em todos os tempos. E esta resposta, Maria leva-a dentro de si quando vai ao encontro de Isabel. A maior prenda que Maria oferece à sua parente idosa é levar-lhe Jesus: certamente também a ajuda concreta foi muito preciosa; mas nada teria podido encher a casa de Zacarias com uma alegria tão grande e um significado assim pleno como o fez a presença de Jesus no ventre da Virgem, que se tornara o tabernáculo do Deus vivo. Naquela região montanhosa, Jesus, com a mera presença, sem dizer uma palavra, pronuncia o seu primeiro «discurso da montanha»: proclama em silêncio a bem-aventurança dos pequeninos e dos humildes que se entregam à misericórdia de Deus.
A minha mensagem para vós jovens, a grande mensagem de que é portadora a Igreja é Jesus! Sim, Ele mesmo, o seu amor infinito por cada um de nós, a sua salvação e a vida nova que nos deu. E Maria é o modelo de como acolher este imenso dom na nossa vida e comunicá-lo aos outros, fazendo-nos por nossa vez portadores de Cristo, portadores do seu amor compassivo, do seu serviço generoso, à humanidade sofredora.
Todos juntos em Lisboa!
Maria era uma jovem como muitos de vós. Era uma de nós. Assim escrevia acerca dela o bispo D. Tonino Bello: «Santa Maria, (…) bem sabemos que foste destinada a navegar no alto mar. Mas, se te constrangemos a navegar junto da costa, não é porque queremos reduzir-te aos níveis da nossa pequena navegação costeira. É porque, vendo-te tão perto das praias do nosso desânimo, possa apoderar-se de nós a consciência de sermos chamados, também nós, a aventurar-nos, como Tu, nos oceanos da liberdade» (Maria, mulher dos nossos dias, Cinisello/Balsamo 2012, 12-13).
Como recordei na primeira Mensagem desta trilogia, nos séculos XV e XVI, muitos jovens (incluindo tantos missionários) partiram de Portugal rumo a mundos desconhecidos, inclusive para partilhar a sua experiência de Jesus com outros povos e nações (cf. Francisco, Mensagem JMJ 2020). E a esta terra, no início do século XX, Maria quis fazer uma visita especial, quando de Fátima lançou a todas as gerações a mensagem forte e maravilhosa do amor de Deus que chama à conversão, à verdadeira liberdade. A cada um e cada uma de vós renovo o meu caloroso convite a participar na grande peregrinação intercontinental dos jovens que culminará na JMJ de Lisboa em agosto do próximo ano; e recordo-vos que, no próximo 20 de novembro, Solenidade de Cristo Rei, celebraremos a Jornada Mundial da Juventude nas Igrejas particulares espalhadas pelo mundo inteiro. A propósito, o recente documento do Dicastério para os Leigos, a Família e a Vida – Orientações pastorais para a celebração da JMJ nas Igrejas particulares– pode ser de grande ajuda para todas as pessoas que trabalham na pastoral juvenil.
Sonho, queridos jovens, que na JMJ possais experimentar novamente a alegria do encontro com Deus e com os irmãos e as irmãs. Depois dum prolongado período de distanciamento e separação, em Lisboa – com a ajuda de Deus – reencontraremos juntos a alegria do abraço fraterno entre os povos e entre as gerações, o abraço da reconciliação e da paz, o abraço duma nova fraternidade missionária! Que o Espírito Santo acenda nos vossos corações o desejo de vos levantardes e a alegria de caminhardes todos juntos, em estilo sinodal, abandonando falsas fronteiras. O tempo de nos levantarmos é agora. Levantemo-nos apressadamente! E, como Maria, levemos Jesus dentro de nós, para O comunicar a todos. Neste belíssimo momento da vossa vida, avançai, não adieis o que o Espírito pode realizar em vós! De coração abençoo os vossos sonhos e os vossos passos.
Roma, São João de Latrão, na Solenidade da Assunção da Virgem Santa Maria,15 de agosto de 2022.
Francisco
“Não é nada cristão dizer que suicídio é falta de Deus” Desde 2014, a Associação Brasileira de Psiquiatria – ABP, em parceria com o

“Não é nada cristão dizer que suicídio é falta de Deus”

Desde 2014, a Associação Brasileira de Psiquiatria – ABP, em parceria com o Conselho Federal de Medicina, organiza em território nacional o Setembro Amarelo e o lema deste ano para o Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio é “A vida é a melhor escolha!”. Na busca de se obter uma visão sobre o tema, tanto física e psíquica, quanto espiritual, a Rádio América 91,1 FM conversou com especialistas no assunto.

Para Pe. Jorge Campos Ramos que além de Vigário Geral da Arquidiocese de Vitória e Reitor do Seminário Nossa Senhora da Penha, se formou em Psicologia pela FAESA e obteve o título de Pós-Graduação em Psiquiatria e Dependência Química, na UNI SÃO PAULO, pessoas com tendências suicida geralmente podem apresentar sinais. Por outro lado, algumas ações podem passar despercebidas se a gente não prestar atenção:

“Infelizmente a gente vive hoje numa sociedade, onde está todo mundo nessa correria com mil e uma coisas para fazer e acaba não prestando atenção nas pessoas, não dando atenção as pessoas e até mesmo, quem sabe, nem conhecendo bem quem mora com a gente na mesma casa”, alerta Pe. Jorge que ainda faz questão de frisar que não é nada cristão dizer que suicídio é falta de Deus:

“Isso aí é uma tremenda falta de humanidade e de amor para com a família de alguém que cometeu suicídio. Jamais podemos dizer isso, jamais! Em hipótese alguma. A família já está sofrendo devido a morte desse ente querido e ainda a gente coloca mais este peso”, explica Pe. Jorge que reforça a importância da nossa ação no sentido de ajudar essas pessoas que por algum motivo estão sem esperança em alguma situação.

Já de acordo com Doutor Valber Dias Pinto que é médico graduado em Medicina pela Universidade Federal do Espírito Santo-UFES e especialista em Psiquiatria pela Associação Brasileira de Psiquiatria-ABP, o uso e abuso das redes sociais podem influenciar para o bem ou para o mal a vida de uma pessoa. Ele destaca que trata-se de uma ferramenta que se for utilizada inadequadamente pode ser muito prejudicial ao usuário.

“A gente precisa saber utilizar (redes sociais), não se deixar ser usado pela ferramenta, saber usar o lado bom, as coisas boas, os sites bons, as orientações adequadas e não se tornar escravo das redes, internet, celular, pois está tudo muito misturado hoje em dia”, ressalta Dr. Valber ao dizer que tudo em excesso e sem moderação pode fazer muito mal. Ele ainda comentou se é verdade que algumas pessoas quando falam sempre em suicídio só o fazem para chamar a atenção e não pretendem, de fato, terminar com suas vidas:

“Isso é mais um dos mitos sobre suicídio. Na verdade, a pessoa que fala que pensa em se matar ou que não tem mais vontade de viver, ela sim tem mais chances estatisticamente de cometer este ato”, afirma Dr. Valber. Para ele, mesmo que uma parte não cometa, há uma outra parte importante que depois de falar (sobre suicídio) pode acabar cometendo o ato. Ou seja, “nunca se deve desprezar falas sobre suicídio, ainda que ele não se concretize e sim agradecer a Deus por isso não ter ocorrido”, finaliza o especialista.

Ao clicar nos áudios abaixo, acompanhe a entrevista completa sobre “Setembro Amarelo e a prevenção ao suicídio” no quadro Papo Cabeça que vai ao ar, todas as quartas-feiras, às 16 horas, durante o programa Entre Amigos da 91,1 FM apresentado por Rodrigo Moutinho.

Imagem: br.freepik.com

Está ocorrendo em Roma, a visita dos bispos do Brasil chamada ad limina apostolorum, ao primeiro dos apóstolos, no caso Pedro, mas também Paulo,

Está ocorrendo em Roma, a visita dos bispos do Brasil chamada ad limina apostolorum, ao primeiro dos apóstolos, no caso Pedro, mas também Paulo, sobre os seus túmulos, pela sua doutrina, vida, eles que foram mártires pela sua doação de vida, no seguimento a Jesus Cristo.

A visita dos bispos aos primeiros dos apóstolos ensina a importância de viver em unidade com a Igreja de Roma, com o sucessor de Pedro, o Papa Francisco, e viver no mundo de hoje o valor da catolicidade, a alegria de seguir a Jesus Cristo, de viver na comunidade cristã, católica, e testemunhar o amor a Deus, ao próximo como a si mesmo. A Igreja do Senhor ocorre nas Igrejas Particulares, pelas suas pastorais, movimentos, serviços, com o clero e todo o povo de Deus. A unidade com a Igreja de Roma é fundamental como expressão de nosso amor a Cristo e a Igreja.

Clique no Link abaixo para ver a apresentação da Visita Ad Limina.

AD LIMINA_Pascom Leste 2 e 3