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Os materiais para a Semana do Migrante que acontece na próxima semana já estão disponíveis. Leia a matéria publicada no site da CNBB e

Os materiais para a Semana do Migrante que acontece na próxima semana já estão disponíveis. Leia a matéria publicada no site da CNBB e baixe os materiais.

O Serviço Pastoral dos Migrantes (SPM), vinculado à Comissão Episcopal Pastoral para a Ação Sociotransformadora da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), divulgou nesta quarta-feira os subsídios para a preparação e celebração, na Igreja no Brasil, da 37ª Semana do Migrante de 12 a 19 de junho próximos. Este ano, o tema da semana é: “Migração e Saberes” e o lema: “Escuta com sabedoria e fala com a prática”.

O bispo da diocese de Pesqueira (PE) e presidente do SPM, dom José Luiz Ferreira Salles, destacou que o tema e o lema da Semana do Migrante estão em sintonia com a Campanha da Fraternidade deste ano e com o processo sinodal que vem reafirmando a importância da escuta como um método pastoral.

De acordo com ele, o Santo Padre apresenta e traz para o centro do debate a causa migratória, que, neste  momento, com a pandemia, se torna cada vez mais aguda. “Nos 20 pontos para um pacto global sobre migração e refúgio, o Papa Francisco nas suas propostas acerca dos 20 pontos para uma migração segura e integral, nos provoca a buscar uma aprendizagem que leve a construção coletiva de uma sociedade que seja cada vez mais inclusiva”, enalteceu.

 

Subsídios da 37ª Semana do Migrante

Texto-Base

A organização da 37ª Semana do Migrante disponibilizou um texto-base, subsídio com oito páginas, com aprofundamento sobre a escuta como caminho para a ação pastoral libertadora, ecoando que a sabedoria emerge da escuta e que o poder de fala só é legítimo quando acompanhado da prática.

“Os migrantes seguem em frente, em seu vai e vem de esperança, participantes invisibilizados no massacrante cotidiano que os exclui de uma vida de direitos. É o desafio de ser expectador e protagonista do processo  histórico em construção. Suas histórias de vida, seus sonhos e suas lutas nos ajudam a perceber que o fenômeno migratório resulta, também, da exclusão social, da falta de perspectivas, da miséria de muitos provocada pela acumulação e pela riqueza de poucos”, defende um trecho do texto.

Baixe aqui: Texto-Base

Rodas de Conversa

Outro subsídio oferecido pela organização da Semana destina-se à realização de duas rodas de conversa e um encontro celebrativo para refletir sobre os temas: 1º encontro – A vida é uma escola – Migrantes vão à luta!; 2º encontro – Escutar a mãe terra com sabedoria – migrantes cuidando da casa comum;  e 3º encontro – Culturas diferentes alargam o  horizonte (celebração).

Baixe aqui: Rodas de Conversa

Celebração Ecumênica para o Dia do Migrante

Também foi disponibilizado um roteiro para a celebração ecumênica para o Dia Nacional do Migrante, dia 14 de junho. O roteiro se inspira no objetivo da Semana do Migrante de fortalecer a troca de saberes, a interação e um encontro das culturas para a vivência compartilhada do bem comum.

Baixe aqui: 
Roteiro para Celebração Dia do Migrante 

Baixe aqui: Cartaz 

Baixe aqui: Oração 

Hoje, 9 de junho de 2022, celebramos 74 anos de vida de dom Dario Campos, arcebispo de Vitória. Com ele rezamos e por ele

Hoje, 9 de junho de 2022, celebramos 74 anos de vida de dom Dario Campos, arcebispo de Vitória. Com ele rezamos e por ele pedimos a Deus que o abençoe e dê saúde para continuar sua caminhada. Paz e bem, dom Dario, a Arquidiocese de Vitória alegra-se com o senhor e deseja vida longa para continuar sendo um sinal de Deus entre nós.

Sobre Dom Dario:

Nasceu em Castelo, ES em 9 de junho de 1948. Foi ordenado padre em dezembro de 1977 na Congregação dos frades franciscanos. Foi nomeado bispo em julho de 2000. Exerceu sua missão episcopal em Araçuaí e Leopoldina, MG, em Cachoeiro de Itapemirim, ES e atualmente é arcebispo de Vitória também no Espírito Santo.

O Regional Leste 3 promoveu, no último dia 28 de maio, em Vitória, um encontro com representantes da Pastoral da Sobriedade das quatro dioceses

O Regional Leste 3 promoveu, no último dia 28 de maio, em Vitória, um encontro com representantes da Pastoral da Sobriedade das quatro dioceses do Espírito Santo.

Cerca de 25 pessoas participaram da reunião que foi marcada pela reflexão e pelo recomeço, lembrando que as atividades dos Grupos de Autoajuda permaneceram suspensas durante a pandemia.

Uma comissão regional foi formada para ajudar a encaminhar as ações que já foram definidas e um novo encontro deve acontecer em setembro para avaliar os trabalhos e acelerar o planejamento para o ano que vem.

Além de reativar os Grupos de Autoajuda, os agentes irão buscar interessados para reforçar esse trabalho e motivar formações permanentes em suas dioceses.

Na catequese de hoje, 8 de junho de 2022, o Papa Francisco disse que “rugas são símbolo da vida. Leia a matéria publicada no
Na catequese de hoje, 8 de junho de 2022, o Papa Francisco disse que “rugas são símbolo da vida. Leia a matéria publicada no site do Vaticano.
Na Praça São Pedro, diante de milhares de fiéis, o Papa falou do ancião Nicodemos e comentou o mito da “eterna juventude”, citando uma frase da atriz italiana Anna Magnani, que não queria que suas rugas fossem tocadas, já que havia levado uma vida inteira para tê-las.

O Papa se inspirou na figura do ancião Nicodemos na catequese desta quarta-feira, dando continuidade ao ciclo sobre a velhice.

Nicodemos é um dos chefes dos Judeus e está entre as pessoas idosas mais relevantes nos Evangelhos. No seu diálogo com o Mestre, manifesta-se o coração da Revelação de Jesus e de sua missão redentora: “Deus amou tanto o mundo, que deu o seu Filho único, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo 3, 16).

Quando Jesus lhe diz que é preciso “nascer do Alto”, Nicodemos apresenta como objeção a velhice. Mas, à luz da palavra de Jesus em resposta a esta objeção, descobrimos que a velhice não é um obstáculo a este novo nascimento, e sim o tempo oportuno para entendê-lo. O “nascimento do Alto”, que nos permite entrar no reino de Deus, é uma nova geração no Espírito.

O mito da eterna juventude

Para o Pontífice, esta objeção é muito instrutiva, pois a nossa época e a nossa cultura mostram uma tendência preocupante para considerar o nascimento de um filho como uma simples questão de produção e reprodução biológica do ser humano e cultivam então o mito da juventude eterna como a obsessão – desesperada – da carne incorruptível.

A velhice, prosseguiu o Papa, é desprezada porque traz a prova irrefutável do despedimento deste mito, que nos faria regressar ao ventre da mãe, para sermos eternamente jovens no corpo. Uma coisa é o bem-estar, disse, outra coisa é a alimentação do mito, com inúmeras cirurgias e tratamentos estéticos. O Papa citou uma frase da atriz Anna Magnani, que não queria que suas rugas fossem tocadas, já que havia levado uma vida inteira para tê-las.

“É isto: as rugas são um símbolo da experiência, um símbolo da vida, um símbolo da maturidade, um símbolo do caminho percorrido. Não tocá-las para se tornar jovens, mas jovens no rosto: o que interessa é toda a personalidade, o que interessa é o coração, e o coração permanece com aquela juventude do vinho bom que quanto mais envelhece, melhor fica.”

Os idosos são os mensageiros da ternura

A vida em nossa carne mortal é uma belíssima obra inacabada, como algumas obras de arte que, apesar de incompletas, possuem um fascínio único. Porque a nossa vida aqui na terra é iniciação, e não consumação. A fé, que acolhe o anúncio evangélico do reino de Deus ao qual estamos destinados, nos torna capazes de ver os sinais de esperança nesta nova vida em Deus. A velhice é a condição na qual o milagre do “nascimento do alto” pode ser assimilado intimamente e tornar-se sinal de credibilidade para a humanidade.

Nesta perspetiva, a velhice tem uma beleza única: caminhamos rumo ao Eterno. Ninguém pode voltar a entrar no ventre da mãe, nem sequer no seu substituto tecnológico e consumista. Isso seria triste, mesmo que fosse possível. O velho caminha para a frente, em direção ao destino, rumo ao céu de Deus. A velhice, por conseguinte, é um tempo especial para dissolver o futuro da ilusão tecnocrática de uma sobrevivência biológica e robótica, mas sobretudo porque se abre à ternura do útero criador e gerador de Deus.

O Papa então destacou uma palavra: a ternura dos idosos, a ternura com a qual se relacionam com os netos. Estar ternura nos ajuda a compreender a ternura de Deus. “Deus é assim, sabe acariciar.”

“Os idosos são os mensageiros do futuro, os mensageiros da ternura, os mensageiros da sabedoria de uma vida vivida. Vamos em frente e olhemos para os idosos.”

A CNBB, Conferência Nacional dos Bispos do Brasil assinou acordo de cooperação em vista do diálogo e da paz nas eleições 2022. Leia a

A CNBB, Conferência Nacional dos Bispos do Brasil assinou acordo de cooperação em vista do diálogo e da paz nas eleições 2022. Leia a matéria publicada no site da CNBB:

Em busca do diálogo saudável e do livre trânsito de ideias e propostas dentro do processo eleitoral das Eleições 2022, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) procura canais de diálogo com as mais diversas instituições públicas e privadas do país.

Para dar seguimento a esse objetivo, o TSE e representantes de diversas entidades religiosas, entre elas a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), assinaram nesta segunda-feira, 6 de junho, acordos de cooperação para realizar ações e projetos no sentido de preservar a normalidade e o caráter pacífico do pleito de outubro.

Na ocasião, o presidente do TSE, ministro Luiz Edson Fachin, saudou a todos os presentes pela pronta disposição em colaborar de maneira a “irmanar com uma causa fundamental e urgente relacionada com a preservação do clima de serenidade e de natureza não conflituosa das eleições que se aproximam, a fim de que o  rito da cidadania se possa cumprir e acatar”.

Segundo o ministro, o acordo de cooperação visa a divulgação dos ideais de respeito, de solidariedade e de harmonia social como forma de debelar a perspectiva de conflitos durante e após a vontade popular, no contexto das eleições 2022.

Ao assinar o termo de cooperação, as entidades parceiras declararam, entre outras coisas, a intenção de promover, em prédicas, debates, declarações públicas, publicações ou por qualquer outro meio, ações de conscientização relacionadas com a tolerância política, a legitimação do pensamento divergente e a consequente exclusão da violência, como aspectos indispensáveis à preservação da paz social.

Da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) participou do ato de assinatura o secretário-geral da CNBB, dom Joel Portella Amado.

Dom Joel agradeceu o serviço prestado por todos os presentes por cumprir uma missão que é condição indispensável para a democracia. “A CNBB trazendo aqui a voz dos católicos manifesta a sua alegria e esperança em poder se unir aos irmãos e irmãs de diversas denominações religiosas e na união expressar o compromisso já vivenciado por paz e tolerância nas eleições seja nas próximas eleições ou em todas as eleições”.

Dom Joel relembrou que em vários momentos de sua história a CNBB se manifestou sobre o processo eleitoral, e que inclusive divulgou uma nota recente, em abril, em apoio às instituições da República e aos servidores públicos alertando contra a manipulação religiosa dos processos inerentes à democracia.

“Com os pés no chão firmamos o nosso compromisso pela paz em todas as instâncias, incluindo o convite que essa Casa nos fez hoje à paz nas eleições. A CNBB não enxerga esse convite como uma questão apenas pontual. Estamos sem dúvida diante de uma questão específica e desafiadora – o processo eleitoral de 2022 -, mas nós podemos com essa questão específica ratificar nosso irrenunciável compromisso por respeito mútuo e por tudo mais que está subdjacente à paz”, enfatizou dom Joel em seu discurso.

As famílias desejam caminhar no percurso sinodal como sujeito pastoral e eclesial, contribuindo para a missão da Igreja com as suas experiências de alegria

As famílias desejam caminhar no percurso sinodal como sujeito pastoral e eclesial, contribuindo para a missão da Igreja com as suas experiências de alegria e sofrimento. Por isso, o caminho sinodal deve ajudar a Igreja a enriquecer-se com a presença evangelizadora das famílias e a tirar proveito da experiência evangelizadora das famílias e do estilo que as famílias podem oferecer.

Para empreender esse processo sinodal com as famílias, o Dicastério para os Leigos, a Família e a Vida preparou um breve instrumento pastoral destinado às dioceses, paroquias, movimentos e associações, com algumas sugestões.

O documento, intitulado Reflexões para um caminho sinodal com a família, afirma: “O caminho sinodal já não pede para refletirmos apenas sobre as necessidades e expectativas das famílias, mas sobre a contribuição que a família como tal pode dar ao caminho sinodal da Igreja, como sujeito pastoral.”

O texto contém diversas referências ao Magistério do Papa Francisco e uma série de perguntas para ajudar as famílias e formadores a dar a sua contribuição no processo sinodal.

Fonte: Dicastério para Leigos, a  Família e a Vida

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Leia abaixo como o Papa reagiu ao massacre na Nigéria. A notícia foi publicada no site do Vaticano. Homens armados invadiram a Igreja de
Leia abaixo como o Papa reagiu ao massacre na Nigéria. A notícia foi publicada no site do Vaticano.
Homens armados invadiram a Igreja de São Francisco Xavier em Owo, Estado de Ondo, atirando contra os fiéis que estavam celebrando a Solenidade de Pentecostes. Muitas as vítimas, incluindo várias crianças. Francisco expressa a sua proximidade às famílias dos mortos e dos feridos. Presidente Buhari: “O país nunca se renderá ao mal”.

Pentecostes sangrento na Nigéria, onde homens armados com fuzis atiraram contra fiéis dentro de uma igreja católica no Sudoeste do país, causando a morte de várias pessoas, incluindo muitas crianças, que estavam celebrando a Solenidade. De acordo com uma reconstrução inicial, o comando teria usado explosivos. O ataque teve lugar na Igreja de São Francisco Xavier em Owo, Estado de Ondo, até então um dos mais pacíficos.

As condolências do Papa

À dor geral, “enquanto os detalhes do incidente estão sendo esclarecidos”, se uniu também o Papa, como foi informado pelo Sala de Imprensa da Santa Sé. “O Papa Francisco reza pelas vítimas e pelo país, dolorosamente atingido num momento de festa, e confia ambos ao Senhor, para que envie o Seu Espírito para que os console”, refere o porta-voz Matteo Bruni.

Mais de 40 vítimas, temor pelos feridos

De acordo com fontes locais, as vítimas seriam mais de quarenta. O medo agora é pelos sobreviventes que, embora imediatamente socorridos e transportados para o hospital, correm o risco de não sobreviverem devido aos ferimentos sofridos, considerando também a escassez de meios sanitários. Os médicos locais, citados por agências internacionais, relatam que muitos chegaram ao hospital já sem vida. Os apelos à doação de sangue também circulam nestas horas, especialmente através das redes sociais.

O bispo apela à calma

No choque geral, o temor é “que haja muitos mais mortos, muitos mais feridos, e que a Igreja tenha sido violada”, disse o padre Augustine Ikwu, diretor das comunicações sociais da diocese, numa declaração, negando as notícias que circularam nos primeiros minutos do sequestro de alguns fiéis, incluindo o pároco. Os padres estão a salvo”, explicou, “e o bispo da diocese também está com eles neste momento difícil”. É precisamente o bispo que pede neste momento de terror “para manter a calma, respeitar a lei, e de rezar pelo retorno da paz e da normalidade” na comunidade e em todo o país.

Em oração pelas vítimas e pelas famílias

“A identidade dos agressores permanece desconhecida, enquanto a situação deixou a comunidade devastada. No entanto, por enquanto, agentes de segurança foram destacados por toda a comunidade para administrar a situação”, informa ainda o padre Ikwu. Invoca, então “a intervenção de Deus” para restaurar “a paz e a tranquilidade” no país. “Dirigimo-nos a Deus para consolar as famílias daqueles que perderam a vida neste ataque angustiante e rezamos para que as almas falecidas descansem em paz”.

A condenação do presidente

Entretanto, condenação ao ataque chegou da parte do presidente nigeriano Muhammadu Buhari. Numa declaração emitida pelo seu porta-voz, Femi Adesina, Buhari afirma que espera que os agressores sofram uma dor eterna tanto na terra como após a morte. Expressando condolências às famílias das vítimas e à Igreja Católica, o chefe de Estado deu instruções às agências de emergência para entrarem em ação e prestarem socorro aos feridos. “Este país”, lê-se na declaração do presidente, “nunca se renderá ao mal e aos ímpios, e as trevas nunca vencerão a luz”.

Victor Hugo| ´´Recebei o Espírito Santo“ (Jo 20, 22) A origem da festa de Pentecostes está relacionada a uma celebração festiva em que se
Victor Hugo| ´´Recebei o Espírito Santo“ (Jo 20, 22)

A origem da festa de Pentecostes está relacionada a uma celebração festiva em que se davam graças a Deus pela safra do ano, ao ponto de virem diversos israelitas para Jerusalém, a fim de adorar a Deus no Templo. Com o passar dos anos, foi acrescentado a essa celebração a  instituição da Lei dada por Deus no Monte Sinai. Por fim, essa grande festa foi transformada em uma nova festa, a festa do Pentecostes da Nova Aliança, que é a descida do Espírito Santo sobre os apóstolos e a Virgem Maria no cenáculo. Sabe-se que, atualmente, essa solenidade ocorre após 50 dias da festa da Páscoa do Senhor e, assim, encerrando o tempo Pascal.

Como é belo refletir e meditar sobre o quarto versículo do capítulo doze da primeira carta de São Paulo aos Coríntios, quando o próprio Apóstolo afirma “Há diversidade de dons, mas um mesmo é o Espírito”! Destaca-se que, ao analisar a história da Igreja, desde o seu primórdio até os tempos hodiernos, pode-se confirmar essa afirmação do Apóstolo, uma vez que ao longo da história da Igreja foram sendo gerados e floridos os mais belos dons e ministérios para salvação das almas.
   Essa unidade que o Consolador é capaz de promover é averiguada nos próprios atributos da Igreja, em sua unicidade. Não obstante, diversas vezes na sua história, várias pessoas buscaram romper essa unidade promovida pelo Espírito, contudo, a força do Paráclito foi capaz de perpetuar tal comunhão. Vale salientar que não é uma unidade estática, mas, uma unidade que impulsiona, que impele o homem a almejar, apesar da sua diversidade e da sua subjetividade, compreender que uma vida em Cristo é uma vida a qual leva a unidade na diversidade.
   Observa-se que essa unicidade da Santa Igreja está presente no próprio episódio de Pentecostes, já que os discípulos se encontravam reunidos no cenáculo. Também é notório que essa variedade e unidade que o Espírito propõe é para edificação do corpo de Cristo, que é a Igreja. Logo, a unidade poderá florescer nos terrenos mais difíceis por meio do Espírito, haja vista ser o Espírito aquele que realiza a vida e a edificação da Igreja.
Celebrar a solenidade de Pentecostes é fazer memória desse ato de amor de Deus para com a humanidade, de forma mais objetiva, para comigo e para contigo. Esse amor de Deus derramado no coração da humanidade, não é um amor que o medo é capaz de deter, é um amor que impulsiona, que faz com que seja possível sair do seu lugar para ir ao encontro do outro. Tal fato é ratificado ao se observar que, quando os apóstolos fizeram essa experiência magnífica foram capazes de romper com o medo que os impedia de anunciar a Cristo.
 Esse anúncio fervoroso que os discípulos fizeram ao longo das suas vidas foi responsável para que as sementes do Espírito fossem difundidas pelos quatro cantos do mundo, ao ponto de chegar aos nossos corações e fazer florescer em nossas vidas e, com isso, somos capazes de romper com nossos medos e inseguranças com o fito de anunciar o Evangelho a todos que o Senhor nos confiar.
   A beleza da missionariedade da Igreja é algo que constrange aqueles que estão fora, mas, sobretudo, a nós que fazemos parte da Igreja, já que é possível observar a vida de tantos homens e mulheres, nas mais diversas vocações, que foram capazes de se abrir ao mover do Espírito chegando ao nível de derramarem seu próprio sangue em resposta a esse Amor.
Segundo diversos Santos, o verdadeiro e eficaz apostolado nasce da oração pessoal e, dessa forma, da intimidade com o Senhor, sendo que tal amizade só pode ser construída por meio do Paráclito. Por isso, é sumamente importante despertar nas consciências o valor que essa intimidade com o Consolador é capaz de proporcionar.

Diante disso, conclui-se que assim como uma criança vai amadurecendo dia após dia, assim deve ser a relação na vida com o Espírito Santo. Com isso, deve-se pedir e clamar diariamente, desde o levantar até o deitar, a vinda do Paraclito na nossa vida, a fim de que a promessa de Cristo possa nos guiar no escuro e no frio aquecer.

Victor Hugo Nogueira da Gama Andrade 
Seminarista do segundo ano de Filosofia
Paróquia de origem: Nossa Senhora de Guadalupe, Praia de Itaparica, Vila Velha – ES
Paróquia de pastoral: Epifania do Senhor aos Reis Magos, Nova Almeida, Serra – ES.