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O Papa Francisco vai consagrar a Rússia e a Ucrânia ao Imaculado Coração de Maria no próximo dia 25 de março às 17h. No
O Papa Francisco vai consagrar a Rússia e a Ucrânia ao Imaculado Coração de Maria no próximo dia 25 de março às 17h. No mesmo dia a consagração será feita no Santuário de Fátima pelo esmoleiro do Papa. Leia a matéria publicada no site Vatican News:

“Na sexta-feira, 25 de março, durante a Celebração da Penitência que presidirá às 17h na Basílica de São Pedro, o Papa Francisco consagrará a Rússia e a Ucrânia ao Imaculado Coração de Maria. O mesmo ato será realizado, no mesmo dia, em Fátima pelo esmoleiro do Papa, cardeal Konrad Krajewski, enviado do Santo Padre.”

A notícia foi dada, numa nota, pelo diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, Matteo Bruni. O dia da Festa da Anunciação do Senhor foi escolhido para a consagração.

Nossa Senhora, na aparição de 13 de julho de 1917, em Fátima, pediu a consagração da Rússia ao Seu Imaculado Coração, afirmando que, se este pedido não fosse atendido, a Rússia espalharia “seus erros pelo mundo, promovendo guerras e perseguições à Igreja”. “Os bons”, acrescentou, “serão martirizados, o Santo Padre sofrerá muito, várias nações serão destruídas”. Depois das aparições de Fátima houve vários atos de consagração ao Imaculado Coração de Maria: Pio XII, em 31 de outubro de 1942, consagrou o mundo inteiro, e em 7 de julho de 1952, consagrou os povos da Rússia ao Imaculado Coração de Maria na Carta Apostólica Sacro vergente anno:

Assim como há alguns anos atrás consagramos o mundo ao Imaculado Coração da Virgem Mãe de Deus, agora, de forma muito especial, consagramos todos os povos da Rússia ao mesmo Imaculado Coração.

Paulo VI, em 21 de novembro de 1964, renovou a consagração da Rússia ao Imaculado Coração na presença dos Padres do Concílio Vaticano II. O Papa João Paulo II compôs uma oração para o que definiu de “Ato de entrega” a ser celebrado na Basílica de Santa Maria Maior em 7 de junho de 1981, Solenidade de Pentecostes. Este é o texto:

Ó Mãe dos homens e dos povos, Tu conheces todos os seus sofrimentos e as suas esperanças, Tu sentes maternalmente todas as lutas entre o bem e o mal, entre a luz e as trevas que abalam o mundo, acolhe o nosso clamor no Espírito Santo diretamente ao teu coração e abraça com o amor de Mãe e de Serva do Senhor aqueles que esperam mais este abraço, junto com aqueles que cuja entrega Tu também esperas de modo particular. Tomai sob a tua proteção materna toda a família humana que, com carinho afetuoso, a Ti, ó mãe, nós confiamos. Que se aproxime para todos o tempo da paz e da liberdade, o tempo da verdade, da justiça e da esperança.

Depois, para responder mais plenamente aos pedidos de Nossa Senhora, quis explicitar durante o Ano Santo da Redenção o ato de entrega de 7 de Junho de 1981, repetido em Fátima a 13 de maio de 1982. Em memória do Fiat pronunciado por Maria no momento da Anunciação, em 25 de março de 1984, na Praça São Pedro, em união espiritual com todos os bispos do mundo, previamente “convocados”, João Paulo II confiou todos os povos ao Imaculado Coração de Maria:

E por isso, ó Mãe dos homens e dos povos, Tu que conheces todos os seus sofrimentos e todas as suas esperanças, Tu que sentes maternalmente todas as lutas entre o bem e o mal, entre a luz e as trevas, que abalam o mundo contemporâneo, acolhe o nosso grito que, movido pelo Espírito Santo, dirigimos diretamente ao teu Coração: abraça com amor de Mãe e Serva do Senhor, este nosso mundo humano, que Te confiamos e consagramos, cheio de inquietude pela sorte terrena e eterna dos homens e dos povos. De modo especial Te confiamos e consagramos aqueles homens e nações que têm necessidade particular desta entrega e consagração.

Em junho do ano 2000, a Santa Sé revelou a terceira parte do segredo de Fátima e o então arcebispo Tarcisio Bertone, secretário da Congregação para a Doutrina da Fé, sublinhou que irmã Lúcia, numa carta de 1989, tinha confirmado pessoalmente que este ato de consagração solene e universal correspondia ao que Nossa Senhora queria: “Sim, foi feito”, escreveu a vidente, “como Nossa Senhora havia pedido, em 25 de março de 1984”.

O Núncio cardeal Mario Zenari, deu entrevista ao site Vatican News sobre a guerra na Síria: Casas destruídas, falta de alimentos, água e medicamentos,

O Núncio cardeal Mario Zenari, deu entrevista ao site Vatican News sobre a guerra na Síria:

Casas destruídas, falta de alimentos, água e medicamentos, violência, saques, pessoas em fuga. Na Síria, após 11 anos, o conflito não terminou, mas sobre esta guerra fala-se muito pouco, como também de muitas outras. Este país, onde muitas cidades continuam sendo cúmulos de escombros, chora meio milhão de mortes e vê mais de 11 milhões e meio de pessoas deslocadas dentro e fora do país. Hoje, no aniversário do início do conflito, tem início em Damasco a conferência “Igreja, Casa da Caridade – Sinodalidade e Coordenação”, organizada pela Congregação para as Igrejas Orientais. No centro dos trabalhos estão a escuta, o diálogo, o futuro das comunidades cristãs, mas também as necessidades urgentes desta atormentada nação. “Não deixem a esperança morrer” é a invocação contínua do núncio em Damasco, cardeal Mario Zenari, enquanto o país está “fora do radar da mídia” e entrando numa espécie de “esquecimento”.

Eminência, há 11 anos se combate na Síria. O que este dramático aniversário significa para o senhor?

É um aniversário triste, primeiro porque a guerra ainda não terminou e também porque há alguns anos a Síria parece ter desaparecido do radar da mídia. Tomou lugar a crise libanesa, depois a Covid-19, e agora a guerra na Ucrânia.

Os mortos desta guerra são cerca de meio milhão, os refugiados que fugiram cerca de 5,5 milhões, mais outros 6 milhões de pessoas deslocadas internamente. O senhor continua repetindo enfaticamente: “Não deixem a esperança morrer”. O que é necessário para evitar que isso aconteça?

Infelizmente, a esperança foi embora do coração de tantas pessoas e, em particular, do coração dos jovens, que não veem futuro em seu país e procuram emigrar. E uma nação sem jovens, e sem jovens qualificados, é uma nação sem futuro. Algumas famílias, depois de terem pago grandes somas de dinheiro, ainda estão presas em Belarus, esperando para cruzar a fronteira polonesa. A catástrofe síria ainda é o desastre humanitário mais grave causado pelo homem desde o final da Segunda Guerra Mundial. Ainda não há sinais de reconstrução ou de recuperação econômica. Além disso, as sanções estão pesando muito sobre tudo isso. O processo de paz, como previsto na Resolução 2254 da ONU, está paralisado. Somente a pobreza avança a passos largos. As pessoas estão agora falando sobre a guerra econômica.

Mais de 60% da população é afetada pela insegurança alimentar. Como ajudar?

Há escassez de pão e agora, com a guerra na Ucrânia, também de farinha, bem como outras necessidades básicas. De 15 a 17 de março, se realiza em Damasco uma conferência convocada pela Igreja Católica com o tema: “A Igreja, Lar da Caridade”. Sinodalidade e coordenação”. Os participantes são cerca de 250, entre sírios e pessoas de fora da Síria, representantes de instituições católicas e agências humanitárias. O cardeal Leonardo Sandri, prefeito da Congregação para as Igrejas Orientais, alguns membros dos Dicastérios Romanos e Roaco também estarão presentes. Serão feitos planos para compartilhar fraternalmente os 5 pães e 2 peixes.

Neste contexto, a fuga dos cristãos continua…

Nesses anos de guerra, mais da metade, e talvez dois terços, dos cristãos deixaram a Síria. Nesses conflitos, os grupos minoritários são o elo mais fraco da corrente. Esta é uma ferida irreparável para estas Igrejas Orientais sui iuris, mas é também um sério dano para a própria sociedade síria. Os cristãos, presentes no Oriente Médio há dois mil anos, deram uma contribuição significativa para o desenvolvimento de seu país, especialmente nos campos da educação e da saúde, com escolas e hospitais muito eficientes e respeitados. A presença de cristãos poderia ser comparada, para a própria sociedade síria, a uma janela aberta para o mundo. Os cristãos têm, geralmente, uma mente aberta e tolerante. Com cada família cristã que emigra, a janela se fecha gradualmente.

Segundo o senhor é preciso mais coragem em nível da diplomacia, da política internacional?

O enviado especial da ONU para a Síria, Geir Pedersen, retorna continuamente sobre a necessidade de um maior envolvimento da diplomacia internacional. Infelizmente, o perdurar do conflito, a pandemia a Covida-19 e outros conflitos, em particular a guerra na Ucrânia, dirigiram a atenção da comunidade internacional para outros lugares.

Quanto é importante que os meios de comunicação do mundo continuem a manter o foco sobre a Síria?

Até alguns anos atrás, eu costumava receber telefonemas de várias partes do mundo para entrevistas e informações sobre o conflito sírio. Agora o telefone não toca mais. Esta é outra grande desgraça que aconteceu com a Síria. O de cair no esquecimento. Este esquecimento machuca muito as pessoas.

Alguns sírios, contratados pelos russos, teriam partido para lutar na Ucrânia. Está se explorando a pobreza do país, que está passando por uma guerra, para combater outra guerra…

Eu também li essas notícias. Algo semelhante aconteceu na Líbia há alguns anos: mercenários sírios se viram lutando em lados opostos. Esta é mais uma doença causada pela guerra, que é uma fábrica que produz todo tipo de males: vítimas, destruição de bairros e vilarejos, refugiados, danos ao tecido social, desintegração familiar, violência, pobreza, falta de trabalho, drogas e muitos outros males. Muitos jovens se encontram sem emprego, aprenderam a manusear armas e se alistaram por algumas centenas de dólares.

Como é vista na Síria a guerra na Ucrânia?

As pessoas geralmente não se atrevem a falar. Uno-me à admoestação repetida e forte do Papa Francisco para silenciar as armas e deter o massacre. Parece-me que a atormentada Síria também compreende bem, por experiência, este apelo urgente. Se posso usar a parábola evangélica do pobre Lázaro e do rico opulento, certamente a Síria, mutatis mutandis, quer advertir severamente os outros para não caírem no mesmo lugar de tormento em que ela mesma caiu (Lc 16,27-28). É triste ver repetidas na Ucrânia as mesmas imagens angustiantes de dor vistas na Síria: bairros destruídos, mortes, milhões de refugiados, o uso de armas não convencionais como bombas de fragmentação, o bombardeio de hospitais e escolas. Ver exatamente a mesma descida ao inferno que se viu na Síria.

Estamos no caminho quaresmal, um tempo de oração e jejum. Como os senhores vivem este período?

Pode-se dizer que as pessoas, qualquer que seja a denominação religiosa a que pertençam, têm vivido uma Quaresma ininterrupta e um jejum há 11 anos. É importante, acima de tudo, permanecer próximo e ser solidário.

Bispos, padres, religiosos e lideranças leigas de todas as dioceses capixabas estiveram reunidos em Vitória, nos últimos dias 11 e 12 de março, para

Bispos, padres, religiosos e lideranças leigas de todas as dioceses capixabas estiveram reunidos em Vitória, nos últimos dias 11 e 12 de março, para participar da 3ª Assembleia do Povo de Deus do Regional Leste 3. Foi a primeira assembleia realizada de forma presencial.

O grupo foi acolhido pelo arcebispo metropolitano de Vitória e presidente do regional, dom Dario Campos, que fez menção ao momento de pandemia e guerra que estamos vivendo. “Mas precisamos caminhar e buscar a justiça de Deus que traz a paz e a fraternidade”, disse.

A socióloga Tânia Maria Silveira abriu a roda de discussão fazendo uma análise de conjuntura social e eclesial, frisando que os impactos da pandemia e de outros males estão provocando aumento das desigualdades e diminuição da atenção às populações mais vulneráveis.

Durante a assembleia, também fizeram uso da palavra o secretário executivo do Regional Leste 3, padre Roberto Marcelino de Oliveira, que apresentou as estruturas do novo regional; o bispo de Cachoeiro de Itapemirim, dom Luiz Fernando Lisboa, que fez uma síntese sobre a Assembleia Eclesial Latino-americana e Caribenha, ocorrida no ano passado no México; e o bispo de Colatina, dom Lauro Sérgio Versiani Barbosa, que falou sobre a história da sinodalidade e sua comunhão e participação na missão da Igreja.

Partindo do Concílio Vaticano II, dom Lauro fez um importante apanhado histórico, destacando que, em meio aos altos e baixos da história de nossa salvação, a sinodalidade chega até nós como um desafio de continuidade missionária e fidelidade a Cristo.

Os participantes da assembleia também tiveram oportunidade de apresentar suas reflexões e inquietações diante de tudo o que foi falado. “Entre sentimentos de alegria e de preocupação, prevaleceu a esperança de que a nova caminhada da Igreja no Estado do Espírito Santo, através do novo regional, pode trazer frutos abundantes de missão”, observou o coordenador de comunicação do Leste 3, padre Patric da Silva Wanderley.

Jornalista: Fernanda Farina com a colaboração do Pe. Patric da Silva Wanderley

Fonte: CNBB Leste 3

 

Desde o início da guerra na Ucrânia, o Papa Francisco vem fazendo apelos para que cessem o conflitos. Ontem, 13 de março de 2022,

Desde o início da guerra na Ucrânia, o Papa Francisco vem fazendo apelos para que cessem o conflitos. Ontem, 13 de março de 2022, na oração do Angelus o Papa reafirmou seu pedido. Leia a matéria publicada no site do Vaticano:

“Em nome de Deus, peço-vos: parem com este massacre!” falou Francisco com força no Angelus neste domingo, 13 de março, nono aniversário de sua eleição como bispo de Roma. O Papa recordou as vítimas de Mariupol, a “barbárie da matança de crianças, inocentes e civis indefesos”, pediu o fim daquela que inequivocamente definiu como “a inaceitável agressão armada” antes que “reduza as cidades a cemitérios”, agradeceu pela acolhida de tantos refugiados e pediu a todos para multiplicarem os momentos de oração pela paz.

Na parte final de sua mensagem, Francisco usou palavras claras e firmes sobre o uso distorcido da religião para justificar os massacres em curso: “Deus é o Deus só da paz, não é o Deus da guerra, e quem apoia a violência profana seu nome”.

Estas são as mesmas expressões usadas muitas vezes nos últimos anos pelo Pontífice e por seus predecessores São João Paulo II e Bento XVI, para alertar contra o uso instrumental do nome de Deus para justificar o ódio, a violência, o terrorismo.

Mas, desta vez, os destinatários do apelo papal não são os fundamentalismos jihadistas, mas quem pensa que possa haver uma “cobertura” religiosa – uma explicação religiosa a ser oferecida aos crentes – para a guerra na Ucrânia, que vê morrer sob as bombas cristãos que compartilham o mesmo batismo.

Hoje, dia 14, celebramos o aniversário natalício de Dom Geraldo Lyrio Rocha, Arcebispo Emérito de Mariana-MG e fruto de nosso Seminário Arquidiocesano. Dom Geraldo

Hoje, dia 14, celebramos o aniversário natalício de Dom Geraldo Lyrio Rocha, Arcebispo Emérito de Mariana-MG e fruto de nosso Seminário Arquidiocesano.

Dom Geraldo ingressou em nosso Seminário no ano de 1954, onde realizou o Colegial, no Colégio Salesiano. Cursou Filosofia, em 1960 no Seminário Provincial do Coração Eucarístico de Jesus, em Belo Horizonte e licenciou-se na mesma área na Faculdade Dom Bosco, de São João del Rei-MG. No ano de 1963, em Roma, se tornou mestre em Filosofia pela Pontifícia Universidade de Santo Tomás de Aquino e cursou Teologia na Pontifícia Universidade Gregoriana. Ademais é especialista em Liturgia pelo Pontifício Instituto Santo Anselmo. No dia 15 de agosto de 1967 foi ordenado presbítero em Fundão, sua terra natal.

Expressiva parte do crescimento e desenvolvimento do Seminário deve-se ao desempenho do Reitor, então Padre Geraldo Lyrio Rocha que dedicou com muito amor e carinho 16 anos de seu ministério presbiteral a serviço da formação dos seminaristas e ao trabalho da Pastoral Vocacional em nossa Arquidiocese.

Pe. Geraldo deixou definitivamente a reitoria em dezembro de 1963. Em fevereiro de 1984, retornou para Roma com o propósito de doutorar-se em Filosofia. Mas aos 14 dias do mês de março de 1984 foi eleito bispo pelo Papa João Paulo II, recebendo a notícia de D. João da Motta e Albuquerque no Colégio Pio Brasileiro.

Sua ordenação episcopal aconteceu em 31 de maio de 1984 na Catedral de Vitória presidida por D. Silvestre Scandian (Arcebispo de Vitória), D. Arnaldo Ribeiro (então Bispo Auxiliar de Belo Horizonte) e D. Frei Florentino Zabalza Ituri (Bispo da Prelazia de Lábrea, no Amazonas). Alegremente os seminaristas e formadores do Seminário participaram deste momento. A primeira Missa como Bispo celebrada no Seminário, fora no dia 1º de Junho.

Além de ser ex-aluno do Seminário em uma das primeiras turmas, Dom Geraldo (à época ainda pertencente ao clero de Vitória-ES) foi Reitor de nossa Casa em dois mandatos: entre os anos 1970-1976 e 1978-1983.

Em sua trajetória episcopal, Dom Geraldo é considerado baluarte do Bispado brasileiro, exercendo o pastoreio de variadas Dioceses no Brasil, tendo também ocupado cargos na CNBB e no CELAM.

Louvamos ao Senhor pela vida e vocação deste homem de Deus. Parabéns Dom Geraldo! Ad multos annos!

A Missa Dominical da Catedral Metropolitana nesta tarde (13/03) foi marcada pelas comemorações do aniversário natalício de Dom Geraldo Lyrio Rocha, Arcebispo Emérito de


A Missa Dominical da Catedral Metropolitana nesta tarde (13/03) foi marcada pelas comemorações do aniversário natalício de Dom Geraldo Lyrio Rocha, Arcebispo Emérito de Mariana-MG.

“Filho” de nossa Arquidiocese e um dos primeiros alunos do Seminário, D. Geraldo completa neste dia 14/03, 80 anos de vida. A cerimônia contou com a participação de um grande número de Bispos, Padres e Seminaristas, além dos familiares e do povo de Deus que lotaram a Catedral, deixando-a “pequena” diante das inúmeras demonstrações de carinho e afeto ao Arcebispo Emérito.

Na ocasião fora lançado o novo livro biográfico sobre Dom Geraldo, que conta com mais de 400 páginas com depoimentos, fotografias e testemunhos sobre a vida e vocação deste ilustre epíscopo da Igreja no Brasil.

A homilia da Santa Missa foi proferida por D. Lauro Sérgio, Bispo de Colatina-ES, Diocese na qual D. Geraldo fora seu 1º Bispo. Nesta, D. Lauro pontuou as ações profundamente evangelizadoras de D. Geraldo, desde o período de sua infância ao acompanhamento de D. João Batista da Motta e Albuquerque, seu ingresso no Seminário e os trabalhos como Padre (nas instâncias e paróquias da Arquidiocese, inclusive como Reitor de nossa Casa entre 0s anos 1970-1976 e 1979-1983) e como Bispo nas Igrejas Particulares de Vitória (Bispo Auxiliar), Colatina (1ª Bispo Diocesano), Vitória da Conquista (1º Arcebispo) e Mariana, além dos cargos na CNBB e no CELAM.

Convidados por D. Geraldo, além da marcante presença, nosso Seminário conduziu solenemente os cânticos litúrgicos. Agradecemos de coração pela trajetória de D. Geraldo Lyrio, verdadeiro exemplo de pastor fiel e zeloso, que doou sua vida pela Igreja.

Parabéns D. Geraldo Lyrio Rocha: história viva de nosso Seminário. Ad multos annos!

Anexos

Victor Nodari| Dando seguimento a nosso itinerário penitencial, neste segundo domingo da Quaresma, a liturgia nos propõe o evangelho da Transfiguração de Jesus: ́
Victor Nodari|

Dando seguimento a nosso itinerário penitencial, neste segundo domingo da Quaresma, a liturgia nos propõe o evangelho da Transfiguração de Jesus: ́ ́Naquele tempo, Jesus levou consigo Pedro, João e Tiago, e subiu à montanha para rezar. Enquanto rezava, seu rosto mudou de aparência e sua roupa ficou muito branca e brilhante.“ (Lc 9, 28). Enquanto no domingo passado o Evangelho nos apresenta Jesus tentado pelo Diabo, afirmando assim a natureza humana de Jesus, o relato de hoje atesta que a sua humanidade não esgota o mistério de sua pessoa, porque nos permite vislumbrar que ele também é Deus plenamente.

Assim, de forma pedagógica a Igreja os coloca em sequência no início do tempo da Quaresma, nos apresentando pela reflexão destes, o mistério do Deus-homem, bem como, ensina o Papa Emérito Bento XVI, antecipam o mistério pascal, isto é, a luta de Jesus com o tentador introduz o grande duelo final da Paixão, enquanto a luz do seu Corpo transfigurado antecipa a glória da Ressurreição. Por um lado vemos Jesus plenamente homem, que partilha conosco até à tentação, por outro, contemplamo-lo como Filho de Deus, que diviniza a nossa humanidade. Deste modo, poderíamos dizer que estes dois domingos servem de pilares sobre os quais se baseia todo o edifício da Quaresma até à Páscoa, e aliás, toda a estrutura da vida cristã, que consiste essencialmente no dinamismo pascal: da morte à vida.

Lucas escreve que Jesus subiu ao monte Tabor para rezar e que está em oração enquanto se transfigura, indicando que só num profundo caminho de interioridade podemos descobrir a beleza de pertencer a Deus. Irmãos e irmãs, precisamos urgentemente redescobrir em nossa fé o aspecto da oração, do encontro íntimo e fecundo com a Palavra de Deus, para torná-la uma leitura orante, prolongada e que produza frutos, um encontro íntimo e pessoal com Deus. Neste sentido o Papa Francisco nos faz um convite, indicando um caminho para bem vivermos a Quaresma: Subamos ao monte com a oração: a prece silenciosa, a oração do coração, a oração, sempre à procura do Senhor. Permaneçamos alguns momentos em recolhimento, um pouquinho todos os dias, fixemos o olhar interior na sua face e deixemos que a sua luz nos invada e se irradie na nossa vida. Assim poderemos ressuscitar para uma vida, na presença constante de Deus.

É justamente para a ressurreição que Jesus busca preparar os discípulos com a visão da montanha, de forma pedagógica, Ele antecipa a visão de Cristo Glorioso, transfigurado, que eles terão quando depois de vê-Lo ser desfigurado e morto na cruz, Ele se apresentar tangivelmente vivo. Também porque, relata o evangelista, Moisés e Elias falaram com Jesus “sobre o seu êxodo, que estava para acontecer em Jerusalém”. Falavam, portanto, da Páscoa, ou seja, passagem, da morte e ressurreição do Deus-homem, considerada como mais um êxodo.

O primeiro é o dos israelitas que, do Egito, onde eram escravos, Deus conduziu, por meio de Moisés, à terra prometida. O novo êxodo é o de Jesus, que estava prestes a deixar este mundo e entrar plenamente na glória divina. Mas não sozinho! “Vou preparar-vos um lugar”, disse antes de subir ao céu: morreu, ressuscitou e voltou para o Pai, para permitir que cada homem faça o seu próprio êxodo pessoal, a sua própria Páscoa, passando deste mundo, marcado pela escravidão do mal, para a verdadeira terra prometida, o mundo perfeito, onde Ele está, Ressucitado, Glorioso. Não é por acaso que esta página do Evangelho é lida na Quaresma: o episódio vale como preparação para a nossa Páscoa, aquela que celebraremos daqui a um mês e por sua vez antecipação da Páscoa definitiva.

Assim como com os Discípulos, também nós somos convidados a subir ao monte Tabor na companhia de Jesus, para fazer a experiência com o Cristo transfigurado, a experiência que transforma a vida, mas atentos, para não cairmos no comodismo de permanecer no monte. Mas por que descer? Por que deixar a paz e serenidade do monte, para descer ao vale, onde teremos provações, guerras, pandemia. A resposta é clara: porque a experiência do encontro com o Senhor Transfigurado e Glorioso deve nos encorajar e nos levar a descer do monte, a ir ao vale, junto aos pobres e marginalizados, nas periferias existenciais, levando a luz do Transfigurado àqueles rostos e vidas desfiguradas pelo desânimo, pela falta de fé e por tantas outras dificuldades, sem jamais esquecer que Ele desce conosco, que vai junto a nós.

Somente empenhando-nos, doando verdadeiramente nossa vida no vale, é que poderemos subir definitivamente ao monte, para vivermos a eternidade junto a Nosso Senhor Jesus Cristo. Somente passando pelo monte Calvário é que podemos chegar definitivamente ao Monte Tabor. Que neste tempo da quaresma, possamos refletir se nossa vida tem sido verdadeiramente Luz para os rostos desfigurados, se temos ido ao encontro dos irmãos necessitados, se temos direcionado nossa caminhada da vida em direção ao monte Tabor, a eternidade com Cristo. Olhando a Virgem Maria possamos aprender a permanecer com Jesus, pois somente permanecendo com Ele veremos a sua glória.

 

Victor Antenor Ferrari Nodari

Seminarista do 1º ano de Filosofia.

Paróquia de origem: São Pedro, Jacaraípe, Serra-ES.

Paróquia de pastoral: Santa Isabel, Santa Isabel, Domingos Martins-ES.

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BENTO XVI. Angelus. Praça de São Pedro, 17 fev. 2008. Não paginado. Disponível em: https://www.vatican.va/content/benedict-xvi/pt/angelus/2008/documents/hf_ben-xvi_ang_20080217.ht ml . Acesso em: 09 março 2022.

FRANCISCO. Angelus. Praça de São Pedro, 17 mar. 2019. Não paginado. Disponível em: https://www.vatican.va/content/francesco/pt/angelus/2019/documents/papa-francesco_angelus_2019 0317.html. Acesso em: 09 março 2022.

No dia de ontem (11/03) com a alegria de sempre, recebemos em nosso Seminário o querido padre Roberto Camillato, para celebrar conosco seu aniversário

No dia de ontem (11/03) com a alegria de sempre, recebemos em nosso Seminário o querido padre Roberto Camillato, para celebrar conosco seu aniversário de profissão religiosa.

São 45 anos de oferta à Santa Igreja, dos quais, 22 foram dedicados à reitoria do Santuário Santo Antônio, localizado em nossa arquidiocese. Padre Roberto também presta seu auxílio ao Seminário, como diretor espiritual.

No contexto das comemorações, padre Roberto presidiu a celebração eucarística que foi concelebrada pelo Reitor de nosso Seminário, Pe. Jorge Campos Ramos, que no final da celebração dirigiu palavras de agradecimento ao Padre Roberto por sua doação e disponibilidade em servir. Na homilia proferida, Pe. Roberto contou-nos um pouco de sua trajetória vocacional fazendo alusão a passagem bíblica do Livro de Ester na qual a Rainha em suas orações pessoais coloca-se inteiramente à disposição do Senhor. Além disso, com muita alegria expressou o prazer que sente ao permanecer conosco, orientando os vocacionados de nossa Casa e confirmando-nos sua fidelidade ao Evangelho e as bençãos que esta resposta de amor traz à vida.

Após a missa foi servido jantar, onde padre Roberto pode compartilhar um pouco de suas histórias, especialmente as vividas em nosso seminário, quando ainda criança.
Ao final foi cantado o parabéns,  somando-se ao Padre Roberto os aniversariantes de nossa comunidade formativa, dos meses de Janeiro, Fevereiro e Março.

Elevemos ao Bom Deus um sincero louvor, pela vida deste servo tão amado por todos nós!