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Foi promulgada no último sábado, 19 de março, Solenidade de São José, a nova Constituição Apostólica sobre a Cúria Romana e seu serviço à Igreja

Foi promulgada no último sábado, 19 de março, Solenidade de São José, a nova Constituição Apostólica sobre a Cúria Romana e seu serviço à Igreja e ao mundo, com o título Praedicate evangelium. O documento entrará em vigor no dia 5 de junho, Solenidade de Pentecostes.

Fruto de um longo processo de escuta iniciado com as Congregações Gerais que antecederam o Conclave de 2013, a nova Constituição, que substitui a “Pastor Bonus” de João Paulo II – promulgada em 28 de junho de 1988 e em vigor desde 1º de março de 1989.

O trabalho de elaboração da constituição apostólica envolveu o Conselho dos Cardeais, com reuniões de outubro de 2013 a fevereiro passado, e continuou sob a orientação do Papa com várias contribuições de Igrejas de todo o mundo.

A nova Constituição sanciona um processo de reforma que já foi quase totalmente implementado nos últimos nove anos, por meio das fusões e ajustes realizados, que levaram ao nascimento de novos Dicastérios. O texto sublinha que “a Cúria Romana é composta pela Secretaria de Estado, pelos Dicastérios e pelos Organismos, todos juridicamente iguais entre si”.

Dicastérios

Entre as inovações mais significativas a esse respeito contidas no documento está a unificação do Dicastério para a Evangelização da precedente Congregação para a Evangelização dos Povos e do Pontifício Conselho para a Promoção da Nova Evangelização: os dois chefes de dicastério se tornam pró prefeitos, porque a prefeitura deste novo Dicastério é reservada ao Papa. A Constituição diz: “O Dicastério para a Evangelização é presidido diretamente pelo Romano Pontífice”.

Depois, também é instituído o Dicastério para o Serviço da Caridade, representado pela Esmolaria, que assume assim um papel mais significativo na Cúria:

“O Dicastério para o Serviço da Caridade, também chamado Esmolaria Apostólica, é uma expressão especial da misericórdia e, partindo da opção pelos pobres, os vulneráveis ​​e os excluídos, exerce em qualquer parte do mundo a obra de assistência e ajuda a eles em nome do Romano Pontífice, o qual, nos casos de particular indigência ou de outra necessidade, disponibiliza pessoalmente as ajudas a serem alocadas”.

A Constituição Apostólica apresenta, antes de tudo, nesta ordem, os Dicastérios da Evangelização, da Doutrina da Fé e do Serviço da Caridade.

Outra unificação diz respeito à Comissão para a Proteção de Menores, que passa a fazer parte do Dicastério para a Doutrina da Fé, continuando a funcionar com suas próprias regras e tendo seu próprio presidente e secretário.

Leigos e leigas em funções na Cúria

Uma parte fundamental do documento é aquela que diz respeito aos princípios gerais. No preâmbulo é recordado que todo cristão é um discípulo missionário. Fundamental, entre os princípios gerais, é a especificação de que todos – e portanto também leigos e fiéis leigos – podem ser nomeados em funções de governo da Cúria Romana, em virtude do poder vicária do Sucessor de Pedro: “Todo cristão, em virtude do Batismo, é um discípulo-missionário na medida em que encontrou o amor de Deus em Cristo Jesus. Não se pode ignorar isso na atualização da Cúria, cuja reforma, portanto, deve incluir o envolvimento de leigas e leigos, também em papéis de governança e responsabilidade”.

Sublinha-se, ademais, que a Cúria é um instrumento ao serviço do Bispo de Roma também em benefício da Igreja universal e, portanto, dos episcopados e das Igrejas locais. “A Cúria Romana não se coloca entre o Papa e os Bispos, mas coloca-se ao serviço de ambos, segundo as modalidades que são próprias da natureza de cada um”.

Outro ponto significativo diz respeito à espiritualidade: também os membros da Cúria Romana são “discípulos missionários”. Destacada, em particular, a sinodalidade, como modalidade de trabalho habitual para a Cúria Romana, um caminho já em curso, a ser cada vez mais desenvolvido.

Entre outros aspectos contidos no documento está a definição da Secretaria de Estado como “secretaria papal”, a transferência do Escritório do Pessoal da Cúria para a Secretaria para a Economia (Spe), a indicação de que a Administração do Patrimônio da Sé Apostólica (Apsa) deve atuar por meio da atividade instrumental do Instituto para as Obras de Religião.

Além disso, estabelece-se que para os clérigos e religiosos em serviço na Cúria Romana o mandato é de cinco anos e pode ser renovado por mais cinco anos, e que ao final regressem às dioceses e comunidades de referência:

“Em regra, passados ​​cinco anos, os Oficiais clérigos e membros dos Institutos de Vida Consagrada e Sociedades de Vida Apostólica que tenham servido nas Instituições e Ofícios da Cúria voltam à pastoral na sua Diocese/Eparquia, ou nos Institutos ou Sociedades a que pertencem. Se os Superiores da Cúria Romana o julgarem oportuno, o serviço pode ser prorrogado por mais cinco anos”.

Fonte: CNBB

Antonio Vitor Favero | Neste nosso itinerário quaresmal, hoje a Igreja nos convida a repensar nossa existência e nos convida mais uma vez à
Antonio Vitor Favero |

Neste nosso itinerário quaresmal, hoje a Igreja nos convida a repensar nossa existência e nos convida mais uma vez à conversão. A primeira leitura retirada do livro do Êxodo (3,1-8a.13-15) nos apresenta o chamado de Moisés para anunciar e conduzir a libertação do povo da escravidão no Egito.

Deus se manifesta a Moisés e mostra que age na história humana através de homens generosos que aceitam levar a cabo a missão recebida. Para o povo de Israel fica claro, então, que o Senhor Deus age concretamente na sua história e a experiência do êxodo torna-se paradigma de todas as libertações.

Na segunda leitura (1Cor 10,1-6.10-12), Paulo toma como exemplo a história dos israelitas que foram conduzidos por Deus (nuvem), passaram pelas águas do mar vermelho, alimentaram-se do maná e da mesma água do rochedo e, no entanto, a maior parte deles cedeu à tentação dos ídolos, já que seu coração não estava verdadeiramente com Deus.

Por isso, Paulo exorta os Coríntios a cuidarem para que não lhes suceda a mesma coisa. Apesar de iniciados na fé cristã e nos sacramentos, devem sempre estar atentos a viver em verdadeira comunhão com Deus e não ceder à tentação.

O Evangelho que hoje nos é proposto (Lc 13,1-9) está situado no contexto da “viagem” de Jesus para Jerusalém. Um caminho muito mais que apenas geográfico: um caminho espiritual que Jesus percorre com seus discípulos preparando-os para assimilarem e assumirem os valores do Reino.

Na primeira parte do Evangelho de hoje, Jesus cita dois exemplos históricos: o assassinato de alguns judeus por Pilatos e a queda de uma torre perto da piscina de Siloé.

E a conclusão de Jesus é que os que morreram nesses desastres não eram piores dos que sobreviveram, o que contraria a doutrina judaica da retribuição onde se entendia que quem sofresse uma desgraça era culpado por um grave pecado. Assim, para Jesus todos os homens precisam se converter: “Mas, se não vos converterdes, ireis morrer todos do mesmo modo” (Lc 13, 5).

Já na segunda parte, encontramos a parábola da figueira que ilustra as oportunidades que Deus concede para a conversão. No Antigo Testamento a figueira já tinha sido utilizada para representar Israel.

Desse modo, Deus espera que Israel frutifique: converta-se à proposta de salvação feita por Jesus, dando a Israel outra oportunidade. Deus mostra-se então paciente e bondoso.

Assim também nós, devemos estar atentos à possibilidade da conversão, para que nossa reposta ao projeto salvífico de Cristo seja verdadeira e sincera, reconhecendo como Deus age em nossa história e nos liberta das amarras do pecado e da morte.

 

Antonio Vitor Favero

Seminarista do 2º ano de Teologia.

Paróquia de origem: Nossa Senhora da Conceição, Alfredo Chaves-ES.

Paróquia de pastoral: Bom Jesus, Novo Horizonte, Cariacica-ES.

Marcílio Netto | José fez conforme o anjo do Senhor havia mandado – Mt 1,24a  A celebração da solenidade de São José evidencia a
Marcílio Netto | José fez conforme o anjo do Senhor havia mandado – Mt 1,24a 

A celebração da solenidade de São José evidencia a grande importância desse homem no seio da Igreja, em meio ao itinerário quaresmal a Sagrada Liturgia realiza uma “pausa” nos ritos penitenciais, para festejar em todo orbi a vida e missão do Esposo da Bem- Aventurada Virgem Maria. Proclamado como patrono da Igreja Católica pelo Papa Pio IX em 08 de dezembro de 1870 através do decreto Quemadmodum Deus, o Pai adotivo de Nosso Senhor, continua zelando pelo Corpo de Cristo.

O texto de segundo Samuel que é apresentado pela liturgia dessa solenidade não exprime diretamente a respeito da pessoa de José, todavia aponta para sua missão no Plano da Salvação. O profeta Natã foi enviado por Deus para anunciar ao rei Davi: “então, suscitarei, depois de ti, um filho teu, e confirmarei a sua realeza” (cf. 2Sm 7,12), é evidente que nessa perícope, a profecia descreve o desejo de Deus de que perdure a descendência Davídica, “eu firmarei para sempre o seu trono real” (2Sm 7,13). Tomados pela profecia de Natã é possível compreender que em José se encontra a linhagem de Davi, ou seja, quando Deus escolhe José para fazer parte do seu plano de salvação, colocando-o como esposo de Maria, cumpre-se então as palavras das profecias contidas no Antigo Testamento. Portanto, José é aquele que vai garantir que o menino faça parte da descendência de Davi, quando o tem como filho adotivo.

É em José que Jesus passa fazer parte da estirpe de Davi, permitindo assim o pleno cumprimento da escritura: “Tua casa e teu reino serão estáveis para sempre diante de mim, e teu trono será firme para sempre” (2Sm 7, 16). José aponta para Jesus, garante que o menino de Nazaré, nascido de Maria, é o messias anunciado pelas Escrituras.

Um homem que é pouco mencionado nas Sagradas Escrituras, os evangelhos não dispensam mais do que seis versículos a seu respeito, porém até mesmo esse silêncio que gira em torno do glorioso José muito têm a ensinar. Ao se dispor, dizendo sim ao projeto de Deus para sua vida, com toda humildade, José deixa ser conduzido por tamanha missão, de tal forma, que Cristo passa a ser o centro.

No Evangelho segundo Mateus, o autor faz questão de mencionar “…José fez conforme o anjo do Senhor havia mandado” (Mt 1, 24a), trata-se de uma das virtudes, que todos os homens são chamados a entrar na escola de José para aprender: a virtude da obediência. Realizar a vontade de Deus não é uma tarefa muito fácil, sobretudo quando Deus exige de todos a obediência, no mundo contemporâneo onde as pessoas estão desejosas de serem senhoras das próprias vidas, não existe espaço para se “rebaixar”, submetendo-se a vontade de Deus, sendo obediente conforme foi José e como foram Maria e Jesus por excelência, quando levam a consumação a vontade do Pai.

Conforme aconteceu com Maria, o anjo também aparece a José, a diferença é que, para este se dá enquanto dormia, ou seja, em forma de sonho, mas o fundamental é que o portador da mensagem de Deus traz a este homem um anúncio “José, Filho de Davi, não tenhas medo de receber Maria como tua esposa, porque ela concebeu pela ação do Espírito Santo. Ela dará à luz um filho…” (Mt 1, 20b-21a), José não deve temer, pois tudo será realizado pela força do Espírito Santo, também os homens são chamados a deixarem o Espírito Santo conduzir a sua vida, confiar nessa força que vem de Deus.

Tudo o que acontece a partir da vontade de Deus e sob a sua proteção faz parte de um projeto muito maior, também nós devemos imitar essa humildade de José e reconhecer que Deus nos chama a participar do seu projeto de salvação. O evangelista faz questão de evidenciar no texto sagrado que José cumpriu tudo aquilo conforme o Senhor ordenara, ou seja, José foi fiel a ordem/mandato de Deus.

A fidelidade de José para com Deus é sublime e digna de toda imitação, pois, esse homem não foi apenas fiel para com Deus, mas expressou essa fidelidade também a Maria, sua esposa, que após o nascimento do menino Jesus permaneceu sempre Virgem – isso professamos como dogma de fé -, ou seja, expresso no seu cotidiano, José é exemplo para aqueles que desejam trilhar o caminho do Senhor, ser fiel nas coisas cotidianas para que se consiga ser fiel nas coisas superiores.

A sua importância no projeto de Salvação não está ligada a quantidade de versículos expressos a seu respeito na Sagrada Escritura, mas pelo fato de o próprio Nosso Senhor Jesus Cristo servir-se desse homem como Pai adotivo. Submeteu-se aos cuidados dele, sendo verdadeiramente Deus e verdadeiramente homem, colocou-se sob a proteção de São José, também nós que somos seu corpo, busquemos fazer o mesmo que a Cabeça fez, tomar José como nosso Patrono, para que sejamos fiéis a vocação que fomos chamados.

Referências

Bíblia Sagrada. Tradução oficial da CNBB. 3a edição. 2019.

Marcílio de Araujo Netto

Seminarista do 3º ano de Teologia

Paróquia de origem: São Sebastião do Alto Guandú, Afonso Cláudio-ES.

Paróquia de pastoral: Santa Rita de Cássia, Santa Rita, Vila Velha-ES.

A tarde desta quinta-feira (17) foi marcada pela visita do Bispo Auxiliar de nossa Arquidiocese, Dom Andherson Franklin Lustoza de Souza. Ordenado Bispo no
A tarde desta quinta-feira (17) foi marcada pela visita do Bispo Auxiliar de nossa Arquidiocese, Dom Andherson Franklin Lustoza de Souza.
Ordenado Bispo no último mês de fevereiro, Dom Andherson visitou pela primeira vez nossa Casa de formação. Em suas palavras de agradecimento, o epíscopo recordou as palavras de Moisés no Antigo Testamento, ao dizer que o Seminário é território sagrado na qual o Senhor manifesta Sua presença. Animados ao encontrá-Lo obtemos as forças necessárias para tornarmos discípulos configurados ao Mestre.
Dom Andherson ainda lembrou que em seu coração e em suas orações já estão todos os seminaristas e que sua presença nesta Casa será constante. Ao final da celebração, o Sem. Victor Nodari (do 1º ano de Filosofia) agradeceu ao Bispo em nome de toda a comunidade formativa:

MENSAGEM DE ACOLHIDA A DOM ANDHERSON FRANKLIN POR OCASIÃO DE SUA 1º VISITA AO SEMINÁRIO ARQUIDIOCESANO NOSSA SENHORA DA PENHA.

Benedictus qui venit in nomine Domini (Sl 117, 26)

“Bendito o que vem em nome do Senhor”

Excelência reverendíssima, Dom Andherson Franklin, em nome de todos os membros desta comunidade formativa, o Seminário Nossa Senhora da Penha, dirijo-vos estas palavras de gratidão e acolhida.

Gratidão porque ouvindo e respondendo ao chamado de Nosso Senhor Jesus Cristo, deixastes tudo para segui-lo e mais uma vez, impelido pelo mandato d´Ele “Euntes docete gentes” – “Ide fazei discípulos todas as nações” (Mateus 28, 19) dissestes sim, recebendo a plenitude do sacramento da ordem, tornando-vos um legítimo sucessor dos Apóstolos. E sendo nomeado Bispo Auxiliar de nossa Arquidiocese, queremos acolhê-lo em nosso Seminário, como sinal de esperança e bondade.

Seminário que, como disse inúmeras vezes Dom Luiz Mancilha Vilela, é o coração desta Igreja Particular. Assim, ao chegar nesta Arquidiocese tornastes-vos, junto a Dom Dario, mais uma artéria para oxigenar este coração Arquidiocesano, impulsionando-nos com vosso exemplo de vida, experiência na formação presbiteral e sobretudo, como destacou o Papa Francisco em vossa bula de Nomeação, com vossa perícia no agir, na doutrina, na caridade e a atuação em obras pastorais.

Deste modo, com gratidão e afetuosa acolhida, no contexto dos 70 anos de fundação deste Seminário, queremos unir nossa voz à voz do salmista para dizer “Bendito o que vem em nome do Senhor”! Rogamos a Nossa Padroeira, a Senhora da Penha, que seja vossa intercessora apontando o caminho para Jesus Cristo. Que vosso ministério seja frutuoso em meio a nós! Seja bem-vindo Dom Andherson, esta Casa também é vossa!

 

Também o Sem. César Delarmelina (3º ano de Teologia) compôs um moteto com o lema de Ordenação de Dom Andherson entoado pelo Coro do Seminário na Missa de Apresentação do mesmo na Catedral, no último dia 04 de Março. Ontem, após a Comunhão, o mesmo hino foi executado, em um momento que muito emocionou o novo Bispo Auxiliar. Confira a partitura abaixo:

EUNTES DOCETE GENTES

 

Seguem alguns registros da cerimônia:

Anexos

“Quem quiser tornar-se grande, torne-se vosso servidor; quem quiser ser o primeiro, seja vosso servo” (Mt 20, 17-28). Seguindo as comemorações dos 70 anos

“Quem quiser tornar-se grande, torne-se vosso servidor; quem quiser ser o primeiro, seja vosso servo” (Mt 20, 17-28).

Seguindo as comemorações dos 70 anos recebemos na última quarta-feira (16/03) a visita de Dom Geraldo Lyrio Rocha (Arcebispo Emérito de Mariana – MG) acompanhado do primeiro seminarista de nosso Seminário, Monsenhor Arnóbio Passos Cruz. Como em tantas outras ocasiões, nos alegramos com tamanha honra. Ouvir e aprender de ambos é contemplar a história viva do Seminário, que se renova através de nós.

No início do ano de 1954, o jovem Geraldo com 10 anos chegou ao Seminário. Concluiu o Seminário Menor em 1959 com a cerimônia de recepção da batina e logo foi cursar Filosofia em Belo Horizonte e Teologia em Roma. Logo após a sua ordenação presbiteral, Dom Geraldo foi nomeado diretor espiritual do Seminário Nossa Senhora da Penha, cujo reitor era o Pe. Rubens Duque, e que acolhia seminaristas que cursavam o Ensino Médio.

Trata-se de um período (final da década de 1960) na qual a Igreja passava por profundas transformações advindas do Concílio Ecumênico Vaticano II. Neste contexto eclesial de novos rumos, marcado pela insegurança e o amadurecimento, no ano de 1969, Dom João Batista colocou sob os cuidados do então jovem Pe. Geraldo a condução do processo formativo presbiteral de nossa Arquidiocese.

No tempo que compreende os dois mandatos de sua reitoria (16 anos), muitos desejavam fechar o Seminário devido a escassez de vocações. À época, por anos, o Seminário contou com apenas 01 seminarista (hoje o Pe. Jair Côco). Entretanto, Pe. Geraldo Lyrio sempre colocou-se contra a esta radical proposta, esperançoso das vocações que nasceriam como fruto do trabalho pastoral realizado nas CEB’s e considerando que este seria um erro sem precedentes que deixaria marcas indeléveis para a Igreja. Apesar das dificuldades destes tempos, mais de 21 padres foram apresentados por ele, enquanto Reitor, para a Ordenação Presbiteral.

Padre Arnóbio em seus mais de 50 anos de vida presbiteral compôs a primeira turma do Seminário Menor Nossa Senhora da Penha quando em sua fundação no ano de 1951, pelo então Bispo do Espírito Santo, Dom Luís Scortegagna. Pós graduado em Mariologia, Mons. Arnóbio atuou em diversas paróquias de nossa Arquidiocese e ocupou por anos o cargo de Chanceler do Arcebispado, professor do Instituto de Filosofia e Teologia e até hoje é diretor espiritual de nossa Casa de formação. Ao final da celebração, em suas palavras de agradecimento, emocionado o Mons. Arnóbio revelou que sua oração pessoal na Eucaristia que fora celebrada foi a de que cada um dos formadores e formandos tivessem a graça de carregar com alegria a Cruz de Cristo em nossas caminhadas vocacionais.

O Seminarista César Augusto, do 3º ano de Teologia, teceu em nome de toda a comunidade formativa algumas palavras em agradecimento a ambos:

Quid retribuam Domino pro omnibus quae retribuit mihi?

Que poderei retribuir ao senhor Deus por tudo o que me tem feito? (Sl 115)

É ao redor do altar, em meio à grande ação de graças, que podemos bem responder a esta indagação do salmista. Juntamente com o louvor prestado a Deus nesta Eucaristia, queremos render graças pelo dom da vida e ministério de dois ilustres seminaristas que passaram por essa casa, e que para nós constituem testemunho, memória viva e agradecida na celebração destes 70 anos.

Aqui, junto de nós, encontram-se:

Mons. Arnóbio Passos Cruz, testemunha e parte integrante do início daquela trajetória iniciada em abril de 1951; e depois professor, diretor espiritual, compilador e curador da história de nosso Seminário;

Dom Geraldo Lyrio Rocha, que aqui ingressou em 1954, e posteriormente contribuiu com a formação enquanto professor, diretor espiritual, reitor por dois períodos e Bispo Auxiliar.

Tais personalidades, sempre presentes e marcantes, de forma alguma poderiam ficar excluídas das comemorações jubilares. É por isso que, nesta ocasião festiva, gostaríamos, Dom Geraldo e Mons. Arnóbio, de agradecer todo serviço e auxílio, direto e indireto, que prestaram a esta casa no decorrer destes anos.

De fato, os srs., no decorrer da vida e ministério, testemunharam tempos de importantes mudanças eclesiais, tempos muitas vezes acompanhados de incertezas e desafios face às necessidades de renovação e de mudança. Eis que, mais uma vez, em atualizado contexto, somos chamados a dar respostas consistentes às novas realidades e conjunturas. Impelidos pelas exigências da evangelização, e aqui estando com o desejo de assentir ao chamado do Bom Pastor, nos recordamos do que nos ensina a carta aos Hebreus (13, 7-9): “lembrai-vos de vossos dirigentes, que vos pregaram a palavra de Deus…”.

Voltamo-nos, então, para aqueles que marcaram a história e contribuíram para formação do nosso clero, desejando que a memória agradecida que fazemos seja também ocasião de aprendizado: é por meio de nossa escuta, presença e acolhida fraterna que queremos manifestar nossa deferência para com aqueles que nos precedem na caminhada. Contando com a experiência, os ensinamentos e a presença dos srs., queremos aprender a trilhar, no tempo que se chama hoje, o caminho da doação e do serviço que configuram a resposta à vocação sacerdotal.

Sejam sempre bem-vindos a esta casa, a esta sagrada sementeira, que tem nos srs. os seus primeiros frutos. Seja a memória que ora fazemos, memória agradecida e atenta, a qual, unida à oblação do Altar, responda enfim à indagação do salmista, que nesta ocasião fazemos nossa e vossa: que poderei retribuir ao senhor Deus por tudo o que me tem feito? Elevo o cálice da minha salvação, invocando o nome santo do Senhor”.

Vossa história é nossa história. Muito obrigado!

Louvamos ao nosso Bom Deus e a Virgem da Penha, pela vida desses dois sacerdotes e pedimos Saúde e Paz em suas caminhadas e vocações.

“OPVS FAC EVANGELISTÆ | Faze a obra de um Evangelista”

 

Anexos

“Uma guerra sempre é a derrota da humanidade: sempre!” (Papa Francisco) Na manhã desta sexta-feira (18), no encontro com os participantes do Congresso da
“Uma guerra sempre é a derrota da humanidade: sempre!” (Papa Francisco)
Na manhã desta sexta-feira (18), no encontro com os participantes do Congresso da Fundação Pontifícia Gravissimum Educationis, antes de iniciar seu discurso oficial, o Papa Francisco fez uma reflexão oficiosa de alguns minutos sobre a guerra na Ucrânia, respondendo a uma carta que havia sido lida pouco antes e foi escrita por Yurii Pidlisnyi, chefe da Comissão para a família e os leigos da Igreja Greco-Católica Ucraniana, chefe da Cátedra de Ciência Política da Universidade Católica Ucraniana e chefe de nosso projeto “Educação em um mundo fragmentado”.

Estamos acostumados a ouvir notícias de guerras, certo, mas muito longe. Síria, Iêmen … habituais. Agora que a guerra está perto, ela está na nossa casa, praticamente, e isto nos faz pensar na selvageria da natureza humana, até onde somos capazes. Assassinos de nossos irmãos. Obrigado, Dom Thiviet, por esta carta que o senhor trouxe, que é um chamado, ela chama a atenção para o que está acontecendo. Falamos de educação, e quando pensamos em educação pensamos em crianças, jovens… Pensamos em tantos soldados que são enviados para o front, muito jovens, soldados russos, pobrezinhos. Pensamos em tantos jovens soldados ucranianos, pensamos nos habitantes, nos jovens, nos meninos, nas meninas … Isto acontece perto de nós. Somente o Evangelho nos pede para não olhar para o outro lado, que é precisamente a atitude mais pagã dos cristãos: quando um cristão se acostuma a olhar para o outro lado, ele lentamente se torna um pagão disfarçado de cristão. É por isso que eu quis começar ente encontro com esta reflexão. A guerra não está longe: ela está perto da nossa casa. O que eu estou fazendo? Aqui em Roma, no Hospital Bambin Gesù, há crianças feridas pelos bombardeios. Levá-los para casa. Devo? Faço jejum? Faço penitência? Ou eu vivo despreocupado, como normalmente vivemos em guerras distantes? Uma guerra sempre – sempre! – é a derrota da humanidade: sempre. Nós – os instruídos, que trabalhamos na educação – somos derrotados por esta guerra, porque por um lado somos responsáveis. Não existem guerras justas: não existem!”.

Fonte: Vatican News
Os devotos da padroeira podem dar início à contagem regressiva e esperar grandes surpresas nas homenagens à Virgem, que acontecem entre os dias 17

Os devotos da padroeira podem dar início à contagem regressiva e esperar grandes surpresas nas homenagens à Virgem, que acontecem entre os dias 17 e 25 de abril. Mas para isso, a Comissão Organizadora da Festa da Penha faz um apelo: para a população que ainda não completou seu esquema vacinal, que realizem a sua imunização.

O pedido é para que seja possível, de acordo com os protocolos da Secretaria de Estado da Saúde, a realização do evento com as tradicionais atividades presenciais, incluindo a Romaria dos Homens. Nos próximos dias será divulgada a programação e a expectativa é, atingindo as metas do Governo do Estado, o evento seja realizado de forma plena.

“Para que esta ocasião de graça seja bem celebrada por todos nós, pedimos que as indicações e as orientações da Ciência e dos profissionais da Saúde sejam observadas e promovidas, sobretudo, no que diz respeito à vacinação de todos e todas. Particularmente, dos que ainda não completaram o quadro vacinal, que deixaram de tomar alguma das doses, ou que ainda não se vacinaram. Tais medidas são essenciais a fim de que a Festa de Nossa Senhora da Penha possa ocorrer em sua forma presencial, algo que todos e todas esperamos há mais de dois anos. Porém, é importante salientar que nos últimos anos, o esforço de muitas mãos garantiu que esta ocasião, de grande alegria para todo o Estado, fosse mantida e vivenciada”, destacou o arcebispo metropolitano, Dom Dario Campos.

O padre Renato Criste, membro da Comissão Organizadora da Festa da Penha, explica que o grupo teve na manhã desta quinta-feira (17) uma reunião com o secretário de Saúde, Nésio Fernandes, onde a comissão assumiu esse compromisso de incentivar a população, através de nossas dioceses, paróquias e todos os devotos a se vacinarem, em especial os idosos e os adolescentes.

Além das atividades presenciais que vêm sendo planejadas, haverá também a versão online da Festa, levando a palavra do Evangelho para dentro das casas dos capixabas e além das fronteiras do Estado, como foi feito com sucesso nos últimos dois anos do evento.

“Desejamos que seja uma retomada de muita emoção, mas sem esquecer o mais importante, que é a saúde e a vida de nossos irmãos na fé, por isso seguiremos todos os protocolos e apelamos para que a população se vacine, na esperança de que possamos celebrar juntos o amor de Cristo e nossa devoção à Mãe das Alegrias”, diz o Guardião do Convento da Penha, Frei Djalmo Fuck.

Lembrando que o tema da festa este ano será “Saúde dos enfermos, rogai por nós”, trecho da Ladainha de Nossa Senhora. A escolha é justamente uma alusão tanto ao início da retomada quanto à cautela que ainda precisamos ter neste período.

Desde agosto, as equipes já vêm se reunindo para preparar as homenagens à padroeira dos capixabas. A Comissão Organizadora da Festa da Penha tem aliado forças à iniciativa privada e comunidades para que abracem o evento que é genuinamente capixaba.

A Comissão também se reuniu com o Governador do Estado, Renato Casagrande, e já vinha fazendo interlocução junto ao secretário de Estado da Saúde, Nésio Fernandes.

“É extremamente significativa e simbólica a retomada da população às ruas em união pela fé. Passamos por momentos muito difíceis e a mensagem é que só o amor em Maria e em seu filho Jesus pode nos redimir da dor”, completa padre Renato Criste, membro da Comissão.

Vale destacar que, entre os dias da festa, de 17 a 25 de abril, haverá dois feriados:  21, que é nacional, Dia de Tiradentes, e o outro dia 25, feriado estadual de Nossa Senhora da Penha. Com isso, a expectativa é que público esteja ainda mais presente na programação do evento.

A Festa da Penha está entre os maiores e mais antigos eventos religiosos do Brasil, de grande relevância na identidade e na cultura do povo capixaba. Ela é uma realização do Convento da Penha, Arquidiocese de Vitória e da Associação de Amigos do Convento da Penha.

A Campanha da Fraternidade é uma atividade da Igreja que existe desde a década de 1960 e ajuda os fiéis, as comunidades, a se

A Campanha da Fraternidade é uma atividade da Igreja que existe desde a década de 1960 e ajuda os fiéis, as comunidades, a se preparem melhor e cuidarem de seu espírito, para celebrar bem a Páscoa que é a maior e mais importante festa da nossa Fé. Por isso ela é lançada nacionalmente na Quarta-feira de Cinzas e seu objetivo é de ao longo de toda Quaresma refletir sobre o que precisa mudar em nós e ao nosso redor. Ela sempre trata de questões sociais, pauta o pecado social que os seres enquanto pessoas e participantes de instituições precisam mudar e se converter, com o objetivo de refletir sobre as consequências das desigualdades e injustiças sociais para ajudar o povo na busca de acertar o caminho.

Padre Kelder Brandão é Vigário Episcopal para a Ação Social, Política e Ecumênica da Arquidiocese de Vitória e participou nesta quarta-feira (16) do Programa Papo Cabeça, na rádio América, 91,1 FM, falando sobre a CF 2022. Ele detalhou o tema deste ano “Fraternidade e Educação” e afirmou que esta é a terceira vez que a Igreja chama a atenção de todos a lançarem um olhar sobre a educação no Brasil, que está retrocedendo muito principalmente no que diz respeito a educação pública, uma educação de qualidade. Também destacou o quanto o lema é inspirador, extraído do livro de Provérbios, e afirmou que “ninguém melhor que Jesus como esse modelo, de quem falou com sabedoria e ensinou com amor”.

Neste ano o objetivo geral da campanha é promover diálogos a partir da realidade educativa do Brasil à luz da Fé Cristã, propondo caminhos em favor do humanismo integral e solidário.

“Vivemos em uma sociedade marcada pela desigualdade e exclusão social e, portanto, nem todos tem acesso à educação e isso é uma luta histórica que aos pouquinhos a sociedade foi avançando. Os grupos como as mulheres, os negros, os indígenas, os quilombolas, as pessoas portadoras de deficiência, os LGBTQIA+, são segmentos da sociedade em que historicamente foi negado um processo de educação com qualidade, haja vista a quantidade de pessoas analfabetas que encontramos hoje, em pleno 2022 e século XVI, em nossas comunidades nas periferias. Então os pobres foram excluídos de um processo educativo no Brasil e em 2019 o Papa lançou um Pacto Educativo Global e o objetivo desse pacto é erradicar o analfabetismo no mundo inteiro. A Educação é sagrada e é a única forma de transformação social”, ressaltou.

Na entrevista com Rodrigo Moutinho padre Kelder também detalhou os desafios impostos pela pandemia na educação e a relação com a desigualdade social. Falou sobre a dura realidade que os pobres vivem no Brasil; a relação da família com a educação (um dos objetivos específicos da Campanha da Fraternidade 2022) e sobre Jesus como nosso maior educador e mestre!

Ouça a entrevista completa clicando abaixo!