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Diante do crescente número de visitantes e turistas que acorrem ao principal ponto turístico, religioso e histórico do Espírito Santo, a fraternidade franciscana do

Diante do crescente número de visitantes e turistas que acorrem ao principal ponto turístico, religioso e histórico do Espírito Santo, a fraternidade franciscana do Convento da Penha, vai ampliar o horário de funcionamento e realizar mais Missas no Campinho até o carnaval. A iniciativa tem o objetivo de acolher ainda mais os peregrinos e fiéis que muitas vezes viajam de outros estados e até de outros países e desejam conhecer um dos Santuários Marianos mais importantes do Brasil.

A medida passa a valer a partir do próximo sábado, dia 15 de janeiro, assim os turistas que estão de passagem pela Grande Vitória, podem aproveitar as praias capixabas ou os outros pontos turísticos e subirem ao Convento no mesmo dia, por exemplo, para a celebração da Santa Eucaristia.

De acordo com o Guardião do Convento, Frei Djalmo Fuck, a ideia é possibilitar aos fiéis mais horários de Missas e aumentar não só a quantidade de visitantes como distribuí-los em mais tempo de funcionamento. “Na prática, havia um espaçamento muito grande entre uma Missa e outra, agora nós vamos possibilitar mais horários, caso alguém perca uma Missa, pode subir até a Capela para rezar e quando estiver descendo, pode participar de uma Missa”, comentou Frei Djalmo.

Frei Djalmo reiterou que só foi possível planejar os novos horários de funcionamento do Convento porque as condições sanitárias permitiram, uma vez que a quantidade de pessoas vacinadas é satisfatória. “Graças a Deus muitas pessoas aderiram à vacinação contra a covid-19, e com isso a gente conseguiu pensar em uma programação de verão, ao menos até o carnaval, para acolher melhor as pessoas. A vacina é importante pois nos dá essa segurança em avançarmos, devagar, com cautela, com cuidado, em novas atividades em novos horários”, explica.

Os frades não descartam a possibilidade de estender os novos horários mesmo com o fim do verão. Há expectativa que até a Festa da Penha (neste ano realizada de 17 a 25 de abril) o Convento continue a oferecer mais celebrações eucarísticas e horários mais estendidos para visitação. “Temos uma reunião com a comissão organizadora da Festa da Penha no início de fevereiro, lá vamos analisar o cenário atual da pandemia no Espírito Santo e diante disso será possível planejar alguns passos importantes”, disse Frei Djalmo Fuck.

Uma outra novidade anunciada pelo novo Guardião e Reitor do Convento da Penha, é a realização de algumas Missas na Capela no alto do Convento. “Por enquanto nós ainda vamos fazer aqui no Campinho as Missas, mas nosso desejo é que aos poucos, na medida do possível, se a gente se cuidar, fazermos nossas celebrações lá dentro do Santuário, enquanto isso ainda não for possível, vamos fazer as nossas celebrações das Missas no Campinho”, finalizou Frei Dalmo.

Missas presenciais no Campinho

Segunda a sexta
7h, 9h, 10h30, 15h (também transmitida pelas redes sociais) e 17h

Sábados
7h, 9h, 10h30, 15h (também transmitida pelas redes sociais), 17h e 19h

Domingos
5h, 7h, 9h (também transmitida pelas redes sociais), 10h30, 15h e 17h

Confissões (sem necessidade de agendamento)

Diariamente
8h30 às 11h e 14h às 16h

Portão de acesso ao Campinho

Segunda a sexta
6h às 17h30

Sábado
6h às 19h30

Domingo
4h às 17h30

Visitas ao Santuário

Segunda a sábado
A Capela fica aberta ao público de 6h às 17h30, apenas para oração pessoal e visitação.

Domingos
A Capela fica aberta ao público de 4h às 17h30, apenas para oração pessoal e visitação.

Secretaria e Sala dos Milagres

Diariamente
8h às 16h

Lanchonete

Segunda a sábado
8h às 16h

Domingos
8h às 17h

Capela de São Francisco

Diariamente
7h às 17h

Vans de transporte

Segunda a sexta
6h às 18h30

Sábado
6h às 20h30

Domingo
4h30 às 18h30

Subida de automóveis

Acesso liberado aos primeiros quarenta (40) automóveis que chegarem para a Missa das 7h (de segunda a sábado) e Missa das 5h (aos domingos), após este horário ou atingindo o limite de vagas, a subida de automóveis ficará restrita àqueles que estiverem transportando bebês de colo, idosos com dificuldade de locomoção e portadores de necessidades especiais. As vans funcionam normalmente.

Durante as Missas não é permitida a subida de automóveis ainda que estejam nas condições permitidas acima.

É importante ressaltar o uso obrigatório de máscara, álcool (em gel ou 70%) e o distanciamento social.

Orientações gerais

– Insolação: O Campinho não conta com muitos espaços sombreados e, à medida que os relógios avançam, o sol se torna mais marcante. Diante disso, nas Missas realizadas no período em que há maior incidência de sol, para diminuir o efeito da insolação, sugerimos que os fiéis utilizem bonés, chapéus ou mesmo sombrinhas.

– Devotos e visitantes: Ao Convento se dirigem pessoas com diversas motivações. Merece destaque o sem número de pessoas que sobem a Montanha Sagrada para o encontro com o Senhor; ao mesmo tempo, nota-se crescente frequência dos que sobem com objetivos de recreação e turismo, especialmente a partir da metade da manhã. Aos que visitam o Convento para a prática de atividade física, ressaltamos: respeite sempre o fiel devoto e o espaço religioso.

– Visitas seguras: Mesmo se tratando de espaço aberto, há alerta ao povo quanto à obrigatoriedade do uso da máscara, além do distanciamento e uso de álcool em geral. Por isso, para tirar uma foto, por exemplo, os visitantes podem tirar a máscara, para a comunhão também. Já noutros momentos, o uso da máscara é indispensável.

– Clima de oração: Uma vez que a Capela está aberta apenas para visitação e oração pessoal, atenção ao clima de oração e recolhimento que o próprio local sugere. Ao visitar o interior da Capela de Nossa Senhora da Penha, mantenha o silêncio. Ah, e cuidado com os trajes! Não é permitido acessar o Santuário utilizando roupas de banho ou trajes inadequados para o ambiente.

 

Com informações do site do Convento da Penha

Após dois anos sem atendimento – devido a pandemia de Covid-19 – o barco hospital Laguna Negra vai voltar no mês de maio a

Após dois anos sem atendimento – devido a pandemia de Covid-19 – o barco hospital Laguna Negra vai voltar no mês de maio a assistir à população ribeirinha da Prelazia de Lábrea. O trabalho é realizado em uma parceria da Comunidade Epifania com a Arquidiocese de Vitória e a Prelazia de Lábrea e são arrecadados medicamentos e acolhidos os profissionais da saúde para o atendimento dos irmãos necessitados.

Segundo Maria Amélia Carrera, conhecida como Amelinha e coordenadora da Comunidade Epifania, o cenário da pandemia na região é de controle e assim como aqui no Estado, a vacinação já está bem avançada com um número baixo de casos graves. No momento as inscrições estão abertas para profissionais da saúde voluntários como médicos, dentistas, enfermeiros, entre outros: “todos os voluntários vão estar vacinados e vamos usar máscara e cumprir os protocolos de segurança”, destaca.

O atendimento deste ano vai acontecer em 04 etapas, pois a prelazia tem 04 municípios: Pauini, Lábrea, Canutama e Tapauá. “Atendemos as comunidades ribeirinhas durante 15 dias em cada município, não paramos na sede do município e a inscrição é para cada missão. O profissional escolhe a etapa que vai poder. Claro que temos vários profissionais que já foram nos anos anteriores e já estão se inscrevendo para esse ano”.

Em setembro de 2007 começou o trabalho do Laguna Negra na Prelazia de Lábrea, atendendo indígenas, ribeirinhos e mestiços com o objetivo de levar a Boa Nova de Jesus Cristo. O Barco Hospital possui dois consultórios médicos e um odontológico para o atendimento de toda população ribeirinha. Alguns locais são de difícil acesso e este acontece apenas por canoas.

“Na maioria das comunidades que vamos é o único contato que eles têm com médicos e dentistas. E também na questão de evangelização, normalmente eles têm uma missa por ano e quando passamos levamos também sacerdotes que celebram a missa. É sempre um dia de festa na comunidade, vira feriado”, enfatiza Amelinha.

Os profissionais que desejam se inscrever para a missão podem fazer no site na Comunidade Epifania onde está disponível o formulário para inscrição. Nesta quarta-feira (12) também será enviada uma carta para todas as paróquias da Arquidiocese de Vitória falando sobre este retorno e a importância dos voluntários.

As vacinas não são “instrumentos mágicos de cura”, mas “a solução mais razoável para a prevenção do coronavírus”, disse o Papa Francisco, nesta segunda-feira,
As vacinas não são “instrumentos mágicos de cura”, mas “a solução mais razoável para a prevenção do coronavírus”, disse o Papa Francisco, nesta segunda-feira, 10 de janeiro. O pontífice recebeu em audiência o corpo diplomático credenciado junto à Santa Sé para os tradicionais votos de Ano Novo. Além de defender a vacinação, Francisco sustentou que a paz é contagiosa, e que se constrói com diálogo e fraternidade. Foram abordadas as temáticas da migração e das mudanças climáticas como os “principais desafios que a humanidade deve enfrentar hoje”.

Tradicionalmente, o discurso aos diplomatas no início do ano é ocasião para uma análise de conjuntura internacional. Nesta segunda-feira, estiveram presentes no Vaticano diplomatas representando mais de 180 países. Francisco recordou que o objetivo da diplomacia é “ajudar a deixar de lado os dissabores da convivência humana, favorecer a concórdia e experimentar como, superando as areias movediças da conflitualidade, podemos redescobrir o sentido da unidade profunda da realidade”.

Vacinas: solução mais razoável

O Papa pediu que prossiga o esforço para imunizar o máximo possível a população mundial, não obstante a desigualdade no acesso às vacinas. Estas, afirmou, não são “instrumentos mágicos de cura”, mas “a solução mais razoável para a prevenção do coronavírus” e é preciso deixar de lado as “fake news” e o embate ideológico:

“Todos temos a responsabilidade de cuidar de nós próprios e da nossa saúde, o que se traduz também no respeito pela saúde de quem vive ao nosso lado. O cuidado da saúde constitui uma obrigação moral.”

 

Papa Francisco e diplomatas credenciados junto à Santa Sé
Papa Francisco e diplomatas | Foto: Vatican Media

 

Vencer a indiferença

Apesar das restrições, em 2021 foram retomadas as audiências a chefes de Estado no Vaticano, bem como as viagens apostólicas internacionais. O Pontífice mencionou o encontro de reflexão e oração pelo Líbano, e as visitas a Iraque, Budapeste, Eslováquia, Chipre e Grécia.

Ao recordar a etapa na ilha de Lesbos, falou do drama da migração e da necessidade de vencer a indiferença.

“Diante destes rostos, não podemos permanecer indiferentes, nem se pode entrincheirar atrás de muros e arame farpado a pretexto de defender a segurança ou um estilo de vida.”

Não se trata apenas de um problema da Europa, mas diz respeito também à África e Ásia, como demonstra o êxodo de refugiados sírios, afegãos e os inúmeros latino-americanos, sobretudo haitianos.

Direito à vida e à liberdade religiosa

Contudo, diante de desafios globais, as soluções tendem a ser cada vez mais fragmentadas, constatou Francisco, apontando para uma crise de confiança das instituições. “Pelo contrário, é preciso recuperar o sentido da nossa identidade comum de uma única família humana.”

Mais uma vez, alertou para os perigos da colonização ideológica e do pensamento único e reafirmou a existência de valores permanentes, como o direito à vida “desde a concepção até ao fim natural”, e o direito à liberdade religiosa.

O cuidado da nossa Casa Comum constitui o terceiro desafio planetário. Diante de uma contínua e indiscriminada exploração dos recursos, é preciso encontrar soluções comuns e colocá-las em prática. “Ninguém pode eximir-se deste esforço, pois interessa e envolve igualmente a todos.”

Para Francisco, a timidez demonstrada na COP26 deve ser superada na COP27, prevista para novembro próximo no Egito.

Conflitos intermináveis

Mas além das crises globais, há aquelas regionais, que se tornaram “conflitos intermináveis, que por vezes assumem a fisionomia de verdadeiras e próprias guerras por procuração (proxy wars)”. São elas: Síria, Iêmen, Terra Santa, Líbia, Sudão, Sudão do Sul, Etiópia, Cáucaso e Myanmar.

O Papa também falou sobre o contexto das Américas:

“As desigualdades profundas, as injustiças e a corrupção endêmica, assim como as várias formas de pobreza que ofendem a dignidade das pessoas, continuam a alimentar conflitos sociais também no continente americano, onde as polarizações cada vez mais fortes não ajudam a resolver os problemas reais e urgentes dos cidadãos, sobretudo dos mais pobres e vulneráveis.”

Todos os conflitos são favorecidos pela abundância de armas à disposição. Citando Paulo VI, recordou que quem possui armas acaba mais cedo ou mais tarde por usá-las, porque, “não se pode amar com armas ofensivas nas mãos”.

Dentre as armas que a humanidade produziu, causam particular preocupação as armas nucleares, disse o Papa, reiterando a posição contrária da Santa Sé: “A sua posse é imoral”.

Jamais abdicar da responsabilidade de educar

Convencido de que “diálogo e fraternidade são os dois focos essenciais para superar as crises do momento presente”, o Santo Padre concluiu repropondo dois elementos da mensagem para o Dia Mundial da Paz 2022: educação e trabalho. E manifestou sua dor diante dos abusos cometidos em centros educativos, como paróquias e escolas e a necessidade de justiça.

“Não obstante a gravidade de tais atos, nenhuma sociedade pode jamais abdicar da responsabilidade de educar.”

Ao se despedir dos embaixadores, Francisco citou o profeta Jeremias, que lembra que Deus tem para nós “desígnios de prosperidade e não de calamidade”.

“Por isso, não devemos ter medo de abrir espaço para a paz na nossa vida, cultivando o diálogo e a fraternidade entre nós. A paz é um bem ‘contagioso’, que se propaga a partir do coração de quantos a desejam e aspiram a vivê-la abraçando o mundo inteiro.”

Fonte: CNBB e Vatican News

Para entender a organização estrutural da Arquidiocese de Vitória, é necessário compreender antes o que é uma Arquidiocese. A Arquidiocese de Vitória é composta

Para entender a organização estrutural da Arquidiocese de Vitória, é necessário compreender antes o que é uma Arquidiocese.

A Arquidiocese de Vitória é composta por 15 municípios. Esse território começa em Anchieta, passa por Alfredo Chaves, Guarapari, Brejetuba, Afonso Cláudio, Marechal Floriano, Domingos Martins, Santa Leopoldina, Santa Maria de Jetibá, Fundão, Serra, Vila Velha, Cariacica, Viana e Vitória.

Ela  detém o maior contingente populacional, contando com 53% da população do estado do Espírito Santo. Enquanto o restante da população está dividida nas outras três dioceses (Colatina, São Mateus e Cachoeiro de Itapemirim).

A Arquidiocese de Vitória está localizada na porção central do Estado. A Diocese de Cachoeiro está mais na porção o sul, São Mateus na porção norte e Colatina na porção noroeste.

Segundo Sérgio Murilo, administrador da Arquidiocese de Vitória, “Arqui” vem do grego que significa primeiro, “Arci” ou “Arqui”, foi a primeira que foi constituída. Quando essa primeira Diocese que foi constituída numa determinada região geográfica, é desmembrada e criam-se novas circunscrições,  as novas recebem o nome de Diocese, e aquela que que lhes deu origem recebe o nome de Arquidiocese. Por ser a primeira ela se torna uma espécie de referência, porque é a mãe, para as demais que foram criadas posteriormente”. 

Diocese ou Arquidiocese é um limite territorial, é uma circunscrição eclesial que é dada a um bispo para ele pastorear a porção do Povo de Deus que vive naquele território, naqueles limites geográficos.A Diocese ou Arquidiocese cria, então, uma estrutura onde acontece toda a ação evangelizadora, administrativa, pastoral e judicial canônica.

Cúria

A estrutura de governo, que vai gerir todas as ações que serão desenvolvidas nessas circuncisão.

“Uma Cúria é para a Igreja assim como a prefeitura é para a cidade, estrutura de governo. Como numa prefeitura existem diversas secretarias, que vão atuar em atividades específicas, próprias, afins daquela administração, assim também a estrutura de governo, da Diocese ou Arquidiocese, possui diversas áreas de ações” , relata Sérgio Murilo.

O Código de Direito Canônico – Cân. 469, trás a definição de Cúria: A cúria diocesana compõe-se das instituições e pessoas que prestam serviço ao Bispo diocesano no governo de toda a diocese, principalmente na direção da ação pastoral, na administração da diocese e no exercício do poder judicial.

“O bispo detém nele o poder executivo, o poder legislativo e o poder judiciário. Dizemos que o bispo é para a Igreja pastor, juiz e administrador. Ele exerce esses três múnus no governo de uma Diocese ou Arquidiocese”, comenta Sérgio.

Toda Cúria, seja ela metropolitana ou diocesana, vai estar sempre organizada nesses três setores: setor pastoral, setor jurídico e setor administrativo.

Como identificar essas três áreas dentro de uma Cúria?

 O Departamento Pastoral, representa esse segmento, essa direção da ação pastoral e representa o bispo pastor. O departamento pastoral, vai ter as comissões pastorais. O bispo nomeia um padre que vai com ele organizar, dinamizar, animar, toda essa ação pastoral. E esse padre por sua vez, através dessas comissões pastorais vai especificar as ações. A Arquidiocese de Vitória possui  9 comissões pastorais. Dentro de cada comissão, tem um padre, um diácono ou um leigo responsável. Que depois se concretizam nas áreas pastorais e nas paróquias. 

O Tribunal Eclesiástico, representa o bispo juiz. Tribunal eclesiástico, tem toda uma organização. O bispo constitui na sua Arquidiocese um Vigário judicial, e esse tribunal cuida das questões canônicas da Igreja. Não é um tribunal voltado para questões cíveis, trabalhistas, patrimoniais… O tribunal é composto por um vigário judicial, os juízes, os defensores do vínculo, os advogados, e os promotores.

A Mitra Arquidiocesana, é o setor administrativo, representa o bispo administrador. A mitra arquidiocesana, se desdobra em departamentos, que vão cuidar da administração da Igreja. É composto pelo departamento pessoal, financeiro, contábil, patrimonial, marketing e comunicação, o departamento jurídico (cível) e o centro de documentação e informação. Tudo isso voltado não para a própria Cúria, mas para as ações pastorais, jurídicas e administrativas que vão acontecer nas nossas comunidades e paróquias.

São três setores bem definidos e cada um com uma missão específica. 

“A Cúria não é simplesmente uma estrutura burocrática voltada para ela mesma, ela se insere na ação evangelizadora da diocese e da arquidiocese. Ela está a serviço. Todos que trabalham nesse local, trabalham em prol das paróquias, para as comunidades, para aquilo que acontece no dia a dia da vida da Igreja”, relata Sérgio Murilo. 

Assim, Arquidiocese é o conjunto, é tudo o que acontece nesse território delimitado pela Igreja e entregue à ação do bispo. A Cúria é a estrutura de governo, que, com seus setores organiza essa ação. As ações vão acontecer, nas comunidades, nas paróquias, mas a Cúria é quem organiza.

“Que o XXX Dia Mundial do Doente nos ajude a crescer na proximidade e no serviço às pessoas enfermas e às suas famílias”. Esse

“Que o XXX Dia Mundial do Doente nos ajude a crescer na proximidade e no serviço às pessoas enfermas e às suas famílias”. Esse é o desejo do Papa Francisco expresso na mensagem divulgada no dia 4 de janeiro para a 30ª edição do Dia Mundial do Enfermo, celebrado em 11 de fevereiro. Para este ano, foi escolhido o tema “Sede misericordiosos como o vosso Pai é misericordioso” (Lc 6, 36).

Em sua reflexão, Francisco aponta Jesus, a “suprema testemunha do amor misericordioso do Pai para com os enfermos”, e fala da atenção particular Dele para com os doentes, a ponto da mesma se tornar também a atividade principal na missão dos apóstolos. Isso deve-se à importância de os doentes terem ao seu lado “testemunhas da caridade de Deus, que a exemplo de Jesus, misericórdia do Pai, derramem sobre as feridas dos enfermos o óleo da consolação e o vinho da esperança”.

Francisco lembra-se dos profissionais de saúde, afirmando que o serviço junto aos doentes, “realizado com amor e competência, ultrapassa os limites da profissão para se tornar uma missão”. E salienta que as mãos que tocam a carne sofredora de Cristo “podem ser sinal das mãos misericordiosas do Pai”.

Papa Francisco em encontro com profissionais de saúde na Tailândia | Foto: Vatican Media

Agradecido pelos progressos da ciência médica, o Papa chama atenção para que tais avanços não façam esquecer a singularidade de cada doente, com a sua dignidade e as suas fragilidades.

“O doente é sempre mais importante do que a sua doença, e por isso qualquer abordagem terapêutica não pode prescindir da escuta do paciente, da sua história, das suas ansiedades, dos seus medos. Mesmo quando não se pode curar, sempre é possível tratar, consolar e fazer sentir à pessoa uma proximidade que demonstre mais interesse por ela do que pela sua patologia”.

Em sua mensagem, o Papa dedica um amplo espaço para falar sobre os lugares de tratamento, “casas de misericórdia”. Ele recorda a dedicação da Igreja, a partir da misericórdia para com os enfermos, na abertura de “’estalagens do bom samaritano’, onde pudessem ser acolhidos e tratados doentes de todo o gênero, sobretudo aqueles que, por indigência, pela exclusão social ou pelas dificuldades no tratamento dalgumas patologias, não encontravam resposta ao seu pedido de saúde”.

Francisco cita os missionários que atuaram na construção de hospitais, dispensários e lugares de tratamento. “São obras preciosas, através das quais se concretizou a caridade cristã e se tornou mais credível o amor de Cristo, testemunhado pelos seus discípulos”. As instituições sanitárias católicas, assim, devem ser preservadas e sustentadas, salienta o pontífice.

O Papa também recorda os 30 anos da Pastoral da Saúde, cujo serviço de cuidados espirituais é indispensável. Mas salienta que “a proximidade aos enfermos e o seu cuidado pastoral não competem apenas a alguns ministros especificamente deputados para o efeito”. A visita aos enfermos, nesse sentido, “é um convite feito por Cristo a todos os seus discípulos”.

Papa Francisco visitando um hospital em Roma
Papa visita hospital em Roma | Foto: Vatican Media

Fonte: CNBB
Foto: Vatican Media

Confira a mensagem na íntegra:

MENSAGEM DE SUA SANTIDADE PAPA FRANCISCO

PARA O XXX DIA MUNDIAL DO DOENTE

(11 de fevereiro de 2022)

«Sede misericordiosos como o vosso Pai é misericordioso» (Lc 6, 36).

Colocar-se ao lado de quem sofre num caminho de caridade»

Queridos irmãos e irmãs!

Há trinta anos, São João Paulo II instituiu o Dia Mundial do Doente para sensibilizar o povo de Deus, as instituições sanitárias católicas e a sociedade civil para a solicitude com os enfermos e quantos cuidam deles [1].

Agradecemos ao Senhor o caminho feito durante estes anos nas Igrejas particulares de todo o mundo. Já se deram muitos passos em frente, mas há ainda um longo caminho a percorrer para garantir a todos os doentes, mesmo nos lugares e situações de maior pobreza e marginalização, os cuidados de saúde, de que necessitam, e também o devido acompanhamento pastoral para conseguirem viver o período da doença unidos a Cristo crucificado e ressuscitado. Que o XXX Dia Mundial do Doente – por causa da pandemia, a sua celebração culminante não poderá ter lugar em Arequipa, no Peru, mas vai realizar-se na Basílica de São Pedro, no Vaticano – nos ajude a crescer na proximidade e no serviço às pessoas enfermas e às suas famílias.

1. Misericordiosos como o Pai

O tema escolhido para este trigésimo Dia Mundial – «Sede misericordiosos como o vosso Pai é misericordioso» (Lc 6, 36) – faz-nos, antes de mais nada, voltar o olhar para Deus, «rico em misericórdia» (Ef 2, 4), que olha sempre para os seus filhos com amor de pai, mesmo quando se afastam d’Ele. Com efeito a misericórdia é, por excelência, o nome de Deus, que expressa a sua natureza não como um sentimento ocasional, mas como força presente em tudo o que Ele faz. É conjuntamente força e ternura. Por isso podemos dizer, cheios de maravilha e gratidão, que a misericórdia de Deus tem nela mesma tanto a dimensão da paternidade como a da maternidade (cf. Is 49, 15), porque Ele cuida de nós com a força dum pai e com a ternura duma mãe, sempre desejoso de nos dar vida nova no Espírito Santo.

2. Jesus, misericórdia do Pai

Suprema testemunha do amor misericordioso do Pai para com os enfermos é o seu Filho unigênito. Quantas vezes os Evangelhos nos narram os encontros de Jesus com pessoas que sofriam de várias doenças! Ele «começou a percorrer toda a Galileia, ensinando nas sinagogas, proclamando o Evangelho do Reino e curando entre o povo todas as doenças e enfermidades» (Mt 4, 23). Podemos perguntar-nos: Por que esta atenção particular de Jesus para com os doentes, a ponto da mesma se tornar também a atividade principal na missão dos apóstolos, enviados pelo Mestre a anunciar o Evangelho e curar os enfermos (cf. Lc 9, 2)?

Um pensador do século XX sugere-nos uma razão: «A dor isola duma forma absoluta e é deste isolamento absoluto que nasce o apelo ao outro, a invocação ao outro» [2]. Quando uma pessoa experimenta na própria carne fragilidade e sofrimento por causa da doença, também o seu coração se sente acabrunhado, cresce o medo, multiplicam-se as dúvidas, torna-se mais impelente a questão sobre o sentido de tudo o que está a acontecer. A propósito, como não recordar os numerosos enfermos que, durante este tempo de pandemia, viveram a última parte da sua existência na solidão duma Unidade de Terapia Intensiva, certamente cuidados por generosos profissionais de saúde, mas longe dos afetos mais queridos e das pessoas mais importantes da sua vida terrena? Daqui vemos a importância de se ter ao lado testemunhas da caridade de Deus, que a exemplo de Jesus, misericórdia do Pai, derramem sobre as feridas dos enfermos o óleo da consolação e o vinho da esperança [3].

3. Tocar a carne sofredora de Cristo

O convite de Jesus a ser misericordiosos como o Pai adquire um significado particular para os profissionais de saúde. Penso nos médicos, enfermeiros, técnicos de laboratório, auxiliares e cuidadores dos enfermos, bem como nos numerosos voluntários que doam tempo precioso a quem sofre. Queridos profissionais da saúde, o vosso serviço junto dos doentes, realizado com amor e competência, ultrapassa os limites da profissão para se tornar uma missão. As vossas mãos que tocam a carne sofredora de Cristo podem ser sinal das mãos misericordiosas do Pai. Permanecei cientes da grande dignidade da vossa profissão e também da responsabilidade que ela acarreta.

Bendizemos o Senhor pelos progressos que a ciência médica realizou sobretudo nestes últimos tempos; as novas tecnologias permitiram dispor de vias terapêuticas de grande utilidade para os doentes; a pesquisa continua a dar a sua valiosa contribuição para derrotar velhas e novas patologias; a medicina de reabilitação desenvolveu notavelmente os seus conhecimentos e competências. Tudo isso, porém, não deve jamais fazer esquecer a singularidade de cada doente, com a sua dignidade e as suas fragilidades [4]. O doente é sempre mais importante do que a sua doença, e por isso qualquer abordagem terapêutica não pode prescindir da escuta do paciente, da sua história, das suas ansiedades, dos seus medos. Mesmo quando não se pode curar, sempre é possível tratar, consolar e fazer sentir à pessoa uma proximidade que demonstre mais interesse por ela do que pela sua patologia. Espero, pois, que os percursos de formação dos operadores da saúde sejam capazes de os habilitar para a escuta e a dimensão relacional.

4. Os lugares de tratamento, casas de misericórdia

O Dia Mundial do Doente é ocasião propícia também para determos a nossa atenção nos lugares de tratamento. A misericórdia para com os enfermos levou a comunidade cristã a abrir, no decorrer dos séculos, inúmeras «estalagens do bom samaritano» (cf. Lc 10, 34), onde pudessem ser acolhidos e tratados doentes de todo o gênero, sobretudo aqueles que, por indigência, pela exclusão social ou pelas dificuldades no tratamento dalgumas patologias, não encontravam resposta ao seu pedido de saúde. Em tais situações, são sobretudo as crianças, os idosos e as pessoas mais fragilizadas que pagam o preço mais alto. Misericordiosos como o Pai, muitos missionários acompanharam o anúncio do Evangelho com a construção de hospitais, dispensários e lugares de tratamento. São obras preciosas, através das quais se concretizou a caridade cristã e se tornou mais credível o amor de Cristo, testemunhado pelos seus discípulos. Penso sobretudo nas populações das zonas mais pobres da Terra, onde por vezes é necessário percorrer longas distâncias para encontrar centros de tratamento que, embora com recursos limitados, oferecem tudo o que têm disponível. Ainda há um longo caminho a percorrer e, em alguns países, receber adequados tratamentos continua a ser um luxo. Testemunha-o, por exemplo, a escassa disponibilidade, nos países mais pobres, de vacinas contra a Covid-19 e ainda mais a falta de tratamentos para patologias que requerem medicamentos muito mais simples.

Neste contexto, desejo reafirmar a importância das instituições sanitárias católicas: são um tesouro precioso que deve ser preservado e sustentado; a sua presença caracterizou a história da Igreja pela sua proximidade aos doentes mais pobres e às situações mais esquecidas [5]. Quantos fundadores de famílias religiosas souberam ouvir o clamor de irmãos e irmãs privados de acesso aos tratamentos ou mal atendidos, prodigalizando-se ao seu serviço! Ainda hoje, mesmo nos países mais desenvolvidos, a sua presença é uma bênção, porque, além de cuidar do corpo com toda a competência necessária, sempre podem oferecer também aquela caridade cujo centro da atenção são os doentes e os seus familiares. Numa época em que se difundiu a cultura do descarte e nem sempre se reconhece a vida como digna de ser acolhida e vivida, estas estruturas, como casas da misericórdia, podem ser exemplares na salvaguarda e no cuidado de cada existência, mesmo a mais frágil, desde o próprio início até ao seu termo natural.

5. A misericórdia pastoral: presença e proximidade

No caminho feito ao longo destes trinta anos, a própria pastoral da saúde viu o seu serviço ser cada vez mais reconhecido como indispensável. Na verdade, se a pior discriminação sofrida pelos pobres – e os doentes são pobres de saúde – é a falta dos cuidados espirituais, não podemos exonerar-nos de lhes oferecer a proximidade de Deus, a sua bênção, a sua Palavra, a celebração dos Sacramentos e a proposta dum caminho de crescimento e amadurecimento na fé [6]. A propósito, gostaria de lembrar que a proximidade aos enfermos e o seu cuidado pastoral não competem apenas a alguns ministros especificamente deputados para o efeito; visitar os enfermos é um convite feito por Cristo a todos os seus discípulos. Quantos doentes e quantas pessoas idosas há que vivem em casa e esperam por uma visita! O ministério da consolação é tarefa de todo o batizado, recordando-se das palavras de Jesus: «Estive doente e visitastes-Me» ( Mt 25, 36).

Queridos irmãos e irmãs, à intercessão de Maria, Saúde dos Enfermos, confio todos os doentes e as suas famílias. Unidos a Cristo, que carrega sobre Si o sofrimento do mundo, possam encontrar sentido, consolação e confiança. Rezo por todos os profissionais de saúde para que, ricos em misericórdia, ofereçam aos pacientes, juntamente com os tratamentos devidos, a sua proximidade fraterna.

De coração, a todos concedo a Bênção Apostólica.

Roma, São João de Latrão, na Memória de Nossa Senhora de Loreto, 10 de dezembro de 2021.

 

Francisco

 


[1] Cf. São João Paulo II, Carta ao Cardeal Fiorenzo Angelini, Presidente do Conselho Pontifício para a Pastoral no Campo da Saúde, para a instituição do Dia Mundial do Doente (13/V/1992).

[2] E. Levinas, «Une éthique de la souffrance», in: J.-M. von Kaenel (ed.), Souffrances. Corps et âme, épreuves partagées (Autrement, Paris 1994), 133-135.

[3] Cf. Missal Romano, Prefácio Comum VIII «Cristo, o bom samaritano».

[4] Cf. Francisco, Discurso à Federação Nacional das Ordens dos Médicos Cirurgiões e dos Dentistas (20/IX/2019).

[5] Cf. Francisco, Angelus, na Policlínica «Gemelli» em Roma (11/VII/2021).

[6] Cf. Francisco, Exort. ap. Evangelii gaudium (24/XI/2013), 200.

Tem tudo para ser mais um ano histórico – se a pandemia permitir. Mas se depender do Papa Francisco, tudo acontecerá como programado. Depois
Tem tudo para ser mais um ano histórico – se a pandemia permitir. Mas se depender do Papa Francisco, tudo acontecerá como programado. Depois de visitar o Iraque em 2021, mesmo tendo sido aconselhado a não fazê-lo, por causa do clima de insegurança que pairava sobre o lugar, já entendemos que quando Francisco define que é hora de ir, dificilmente alguém consegue convencê-lo do contrário.

Os eventos já confirmados, pelo menos por enquanto, seguem mantidos na agenda oficial do pontífice. Entre eles estão a viagem ao Canadá, o encontro com os prefeitos do Mediterrâneo, em Firenze, na Itália, onde ele focará na crise migratória, e o Congresso Mundial das famílias, que se realizará em Roma, em junho. Além disso, será o ano de avaliar se o acordo com a China será renovado mais uma vez.

Na lista, à espera de uma confirmação, são cogitadas visitas à Espanha, Montenegro e uma passagem histórica pelo Sudão do Sul, em companhia de Justin Welby, o líder máximo da comunhão anglicana. No caso do sul do Brasil, que ele prometeu visitar caso vá à Argentina, é possível que ele dê um pulo por lá – se tudo correr bem – em 2023.

O ano de 2021 serviu de preparação para Francisco em todos os sentidos. A pandemia o impulsionou a parar até para tratar a saúde. Aproveitou o período mais tranquilo para realizar a cirurgia no intestino e para focar na melhora da inflamação do nervo ciático, um problema que acompanha o santo padre há anos.

Como refletimos outras vezes, o líder da Igreja Católica, no auge dos seus 85 anos, tem consciência que é a última etapa do seu pontificado. Ele chegou naquela fase na qual começa a pensar em qual cenário ele deixará para o seu sucessor; e é hora de reavaliar, inclusive, qual a sua lista de prioridades, já que a pandemia a redimensionou completamente.

O papa deve pensar no seu sucessor, inclusive. Afinal, muito do que ele decide, hoje, será repercutido a longo prazo.

E é por isso que, de certa forma, ele amarra algumas questões que trarão consequências positivas para o futuro, como no caso das suas reformas canônicas e da própria reforma da Cúria. Tudo converge na luta contra o clericalismo que, na sua visão, é a raiz de todos os males dentro da Igreja Católica. Segundo o pontífice, esse tipo de postura culmina num ciclo vicioso de abuso de poder que, por conseguinte, gera outras formas de abuso.

Nem precisamos ir muito longe para constatarmos que aqueles que instrumentalizam a batina estão imersos numa rede de privilégios e gozam de uma “estabilidade

eclesial” da qual não querem se desfazer. E é por isso que perseguem tanto Francisco. E para ganhar adeptos, usam como artifício de propaganda um “zelo” que, na verdade, não passa de uma artimanha política para manter e alimentar essa mesma rede.

Ao dar um basta às “elucubrações tridentinas”, dos últimos tempos, Francisco atingiu o coração dessas confrarias de perfeitos que conseguiram, de maneira escancarada, transformar uma tradição litúrgica numa igreja paralela, onde só entra quem segue uma determinada agenda – que muitas vezes nem é católica.

E o papa pretende continuar desarticulando esses complôs. Tanto que deu uma atenção especial na própria saúde justamente para ter energia suficiente para levar a cabo seu próprio programa de governo, o qual consiste, justamente, “numa limpeza” das estruturas e dos costumes.

O sínodo da sinodalidade também começará a ganhar corpo, a partir de abril de 2022. Após a consulta das dioceses, será a hora de cada igreja nacional jogar com a própria identidade, e definir se ela se adequa ou não à eclesiologia do povo, do Papa Francisco. Será o momento de o papa averiguar como e onde chegaram os ventos da sua reforma.

Com o instrumentum laboris em mãos, em setembro do ano que vem, elaborado a partir dos resumos apresentados pelas conferências episcopais, Francisco poderá ter um subsídio eficaz para saber onde ainda precisa focar sua atenção.

Portanto, 2022 será um ano que o preparará para decisões cruciais, que poderão mudar os rumos da Igreja Católica e sua forma de atuação no mundo. Com um sínodo com “cheiro de concilio”, como eu gosto de dizer, não poderia ser diferente. Aguardemos.

Jornalista: Mirticeli Medeiros*
Fonte: Dom Total

*Mirticeli Medeiros é jornalista e mestre em História da Igreja pela Pontifícia Universidade Gregoriana de Roma. Desde 2009, cobre o Vaticano para meios de comunicação no Brasil e na Itália e é colunista do Dom Total, onde publica às sextas-feiras.

Em 2005 foi criado na Arquidiocese de Vitória o Centro de Documentação (CEDOC). Antes dele o que existia era um arquivo histórico onde eram

Em 2005 foi criado na Arquidiocese de Vitória o Centro de Documentação (CEDOC). Antes dele o que existia era um arquivo histórico onde eram guardados os livros mais antigos, porém a história da Igreja não é recente, pois ela está presente do estado desde 1535 e por esse motivo muitos documentos foram para Portugal, Bahia e Rio de Janeiro, consideradas dioceses mães da nossa Arquidiocese.

Com a criação do CEDOC essa documentação passou a ficar centralizada num único e adequado local para que haja preservação da história e da memória, além de facilitar a pesquisa. Segundo a Coordenadora do CEDOC, Giovanna Valfré é, o local foi criado para “preservação acima de qualquer coisa e para que não perdêssemos mais informações para que todos os livros e documentos que a Arquidiocese guarda fossem preservados e organizados no acervo”.

A coordenadora do Centro de Documentação compara o processo de reparo feito nos documentos a uma consulta médica “é como se uma pessoa chegasse num centro de saúde” diz Giovanna, “pois quando um documento novo chega ao local ele passa por um diagnóstico que demonstra o estado atual do documento, se ele tem ataque de broca, se ele tem ataque de cupim, se ele tem paginas rasgadas ou perdidas” além de outras informações.

A partir desse diagnóstico é que será decidido se esse documento entrará para o acervo, porém antes de ser catalogado o livro passa por um processo de desinfecção e entra em quarentena de 21 dias para desinfecção. O reparo que é feito tem o objetivo de alinhar o livro e matar os focos de traças. Toda a manutenção é feita numa sala chamada de processamento técnico.

No diagnóstico a equipe do CEDOC decide, de acordo com as condições do livro, se ele poderá ser manuseado por terceiros ou somente por profissionais do Centro. Caso ele não possa ser manejado por questões de desgaste, somente a pessoa que faz a manutenção de 6 em 6 meses é que poderá tocar nele.

Todos os livros são fotografados, página por página, em equipamento apropriado e só depois disso eles são disponibilizados para pesquisa em arquivo digital, pois o arquivo físico não pode ser disponibilizado a fim de evitar outros danos aos livros já que a maior parte dos documentos são muito antigos e já sofrem com o desgaste do tempo.

O que pouca gente sabe é que também existe um arquivo com 12 mil fotografias antigas catalogadas e indexadas. Elas também estão em arquivo digital e as pessoas que “geralmente procuram são para trabalhos acadêmicos, as vezes jornalistas que, por exemplo, falarão sobre a visita do papa no jornal de domingo e etc”.

Outros pesquisadores que costumam buscar por fotografias são aqueles que pesquisam sobre as comunidades de base na Arquidiocese, já que aqui foi referência nesse assunto.

Curiosidade

1- Por que alguns livros são chamados de Livros Cartoriais?

Isso se dá, pois até a proclamação da República não havia cartórios no Brasil e a Igreja registrava as pessoas através dos sacramentos. Certidões extraídas desses livros (antes de 1899) têm valor de cartório.

2- Giovanna conta que entre os livros disponíveis no Centro “estão os de batismo, casamento, crisma, óbitos, visitas pastorais, entre outros. De 1821 para cá.”

 

Este 6 de janeiro, Epifania do Senhor, quando se celebra também o Dia da Infância Missionária, foi publicada a mensagem do Papa Francisco para
Este 6 de janeiro, Epifania do Senhor, quando se celebra também o Dia da Infância Missionária, foi publicada a mensagem do Papa Francisco para o próximo Dia Mundial das Missões, que terá lugar em 23 de outubro, penúltimo domingo do mês
Nesta quinta-feira (06/01) foi apresentada a Mensagem do Papa Francisco para o Dia Mundial das Missões 2022 com o tema “Sereis minhas testemunhas” (At 1, 8). São palavras que se encontram no último colóquio de Jesus ressuscitado com os seus discípulos, antes de subir ao Céu, como se descreve nos Atos dos Apóstolos e constituem também o tema do Dia Mundial das Missões de 2022, que, como sempre, nos ajuda a viver o fato de a Igreja ser, por sua natureza, missionária.
Para ilustrar o tema o Papa se detem em três expressões-chave que resumem os três alicerces da vida e da missão dos discípulos: “Sereis minhas testemunhas”, “até aos confins do mundo” e “recebereis a força do Espírito Santo”.

Iniciando sua reflexão sobre estes três pontos, “Sereis minhas testemunhas” – A chamada de todos os cristãos a testemunhar Cristo, o Pontífice afirma:

É o ponto central, o coração do ensinamento de Jesus aos discípulos em ordem à sua missão no mundo. Todos os discípulos serão testemunhas de Jesus, graças ao Espírito Santo que vão receber: será a graça a constituí-los como tais, por todo o lado aonde forem, onde quer que estejam”. “Em segundo lugar – continua Francisco – é pedido aos discípulos para construírem a sua vida pessoal em chave de missão: são enviados por Jesus ao mundo não só para fazer a missão, mas também e sobretudo para viver a missão que lhes foi confiada; não só para dar testemunho, mas também e sobretudo para ser testemunhas de Cristo”.

No segundo ponto “Até aos confins do mundo” – A atualidade perene duma missão de evangelização universal, Francisco explica, “ao exortar os discípulos a serem as suas testemunhas, o Senhor ressuscitado anuncia aonde são enviados. Aqui emerge muito claramente o caráter universal da missão dos discípulos. Coloca-se em destaque o movimento geográfico ‘centrífugo’, quase em círculos concêntricos, desde Jerusalém – considerada pela tradição judaica como centro do mundo – à Judeia e Samaria, e até aos extremos ‘confins do mundo’. Não são enviados para fazer proselitismo, mas para anunciar; o cristão não faz proselitismo”.

Por fim o Papa reflete sobre o ponto três, “Recebereis a força do Espírito Santo” – Deixar-se sempre fortalecer e guiar pelo Espírito.

Ao anunciar aos discípulos a missão de serem suas testemunhas, Cristo ressuscitado prometeu também a graça para uma tão grande responsabilidade: «Recebereis a força do Espírito Santo e sereis minhas testemunhas» (At 1, 8). Com efeito, segundo a narração dos Atos, foi precisamente a seguir à descida do Espírito Santo sobre os discípulos de Jesus que teve lugar a primeira ação de testemunhar Cristo, morto e ressuscitado, com um anúncio querigmático: o chamado discurso missionário de São Pedro aos habitantes de Jerusalém. Assim começa a era da evangelização do mundo por parte dos discípulos de Jesus, que antes apareciam fracos, medrosos, fechados. O Espírito Santo fortaleceu-os, deu-lhes coragem e sabedoria para testemunhar Cristo diante de todos“.

Concluindo o Francisco escreve: “Queridos irmãos e irmãs, continuo a sonhar com uma Igreja toda missionária e uma nova estação da ação missionária das comunidades cristãs. E repito o desejo de Moisés para o povo de Deus em caminho: ‘Quem dera que todo o povo do Senhor profetizasse’ (Nm 11, 29)”.

Fonte: Vatican News