Aconteceu na manhã de hoje uma coletiva de imprensa no Santuário Nacional São José de Anchieta, no Sul do Estado, para apresentação do projeto
Aconteceu na manhã de hoje uma coletiva de imprensa no Santuário Nacional São José de Anchieta, no Sul do Estado, para apresentação do projeto de restauro e readequação do monumento religioso que será inaugurado oficialmente amanhã (18) após três anos de trabalho. Participaram deste momento o coordenador do Cuidado do Patrimônio Histórico e Cultural da Companhia de Jesus no Brasil, Pe. Carlos Alberto Contieri; o reitor do Santuário Nacional de São José de Anchieta, Padre Nilson Maróstica; o Prefeito de Anchieta, Fabrício Petri; a superintendente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan-ES), Elisa Machado Taveira; A presidente do Instituto Modus Vivendi, Erika Kunkel e representantes da Vale e do BNDES.
Após um projeto que envolveu serviços de conservação e restauração, o Santuário passa a contar, entre outros diferenciais, com um novo conceito de museu. Um centro interpretativo, com dinâmica de comunicação maior e mais interativa, que permite novos conhecimentos e diálogos com a história do local. O Santuário Nacional de São José de Anchieta é um dos mais importantes símbolos da presença dos jesuítas no Brasil e o monumento formado pela Igreja Nossa Senhora da Assunção e pela antiga residência jesuíta, foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), em 1943.
Entre as obras de modernização estão climatização, sonorização, restauro do patrimônio arquitetônico, iluminação monumental, sistema de proteção de descarga atmosférica (SPDA), segurança e projeto de combate a incêndio. Também foram realizados levantamentos históricos, pesquisa arqueológica, restauro da imaginária e dos objetos litúrgicos, digitalização do acervo e projeto de readequação litúrgica. Tudo para compor os antigos e os novos espaços de uso do Santuário que agora compreendem a Igreja, o Centro de Interpretação, o Centro de Documentação, o Café, a Loja e o Paisagismo Cultural.
Destaque especial para a acessibilidade com banheiros adaptados conforme normas técnicas, sinalização em braile, intérprete em libras nos vídeos, passarelas acessíveis no paisagismo e plataformas elevatórias para que todos os visitantes tenham acesso à Cela de São José de Anchieta e ao Centro de Documentação. E, importante, todo o roteiro textual do Centro de Interpretação terá traduções para o inglês e o espanhol.
Após o restauro, o Instituto Modus Vivendi, por meio da administração do Santuário, promoverá ações educativas financiadas pelo projeto em Anchieta, no período de um ano. O restauro do Santuário de São José de Anchieta foi integralmente aprovado pelo Iphan e efetivado pela Lei de Incentivo à Cultura Federal, com patrocínios do Instituto Cultural Vale e do BNDES. O valor total do projeto foi de R$ 10,5 milhões.
As obras foram realizadas por profissionais especializados, com muito estudo, respeito às normas, responsabilidade e cuidado. Preservar as características originais do monumento, segundo os padrões rígidos internacionais do restauro, foi prioridade do Instituto Modus Vivendi, organização responsável pelo restauro.
“A riqueza arquitetônica, o conteúdo histórico e a rica história do Santo irão encantar e surpreender os visitantes. Temos certeza de que todo esse investimento promoverá um resultado muito positivo para Anchieta e para o Espírito Santo, atraindo um número ainda mais expressivo de fiéis e turistas ao local. Este projeto mudará a história da região, pois vai gerar efeito multiplicador no turismo e no desenvolvimento local a partir do uso da sua identidade cultural, da fé e da história de São José de Anchieta”, afirmou a responsável pelo trabalho de restauro, a presidente do Instituto Modus Vivendi, Erika Kunkel.
Embora suspenso na pandemia, a expectativa é de que o turismo religioso no Santuário seja retomado nos próximos meses, com a abertura para visitação a partir do avanço da vacinação. Tudo está pronto para receber os milhares de fiéis e peregrinos que visitam atrações voltadas para a fé e, cada vez mais, optam por monumentos que ofereçam um acolhimento seguro e confortável, e que incluam hospedagem e meios de transporte. Esse segmento, inclusive, já desponta como uma força importante para o desenvolvimento econômico, promovendo contribuições relevantes para as regiões onde se concentram, sobretudo em tempos de crise, como empregos e renda.
Segundo o reitor do Santuário Nacional de São José de Anchieta, Padre Nilson Maróstica, antes da restauração, o Santuário estava abandonado, em duplo sentido. “Estava esquecido, o povo não sabia da existência do prédio nem da sua importância. Não conhecia a riqueza histórica do monumento nem seu valor. Num segundo sentido, Anchieta não era conhecido. Com a canonização, ele foi restaurado. Com isso, temos visto que cresceu e multiplicou o número de pessoas interessadas em São José de Anchieta, levando em conta toda a sua devoção e interesse pelos aspectos artístico e cultural do monumento. O Santuário, então revitalizado, revigora a fé do povo no santo, aumenta a devoção. Também desperta o interesse turístico, artístico, cultural. Revitalizar o Santuário é restaurar para preservar e divulgar”, afirmou.
Para a superintendente do Iphan-ES, Elisa Machado Taveira, as obras de restauração e readequação do Santuário proporcionaram plena proteção e promoção a esse importante patrimônio jesuíta. “As intervenções permitirão democratizar o acesso às salas, promovendo a acessibilidade no local, e fomentarão o conhecimento do legado jesuíta na formação do nosso país com a criação dos Centros de Interpretação e de Documentação. Também possibilitarão restaurar e aflorar as belezas do conjunto arquitetônico que abriga a Igreja de Nossa Senhora da Assunção e a antiga residência dos jesuítas, tombado pelo Iphan desde 1943”, afirmou. Segundo ela, a conclusão desse projeto, realizado por uma equipe multidisciplinar, é uma ação exemplar para a preservação do Patrimônio Cultural Brasileiro.
O diretor de crédito produtivo e socioambiental do BNDES, Bruno Aranha, destacou que “o complexo arquitetônico do Santuário de Anchieta é um dos mais antigos e importantes do País. Os investimentos realizados pelo BNDES e outros parceiros contribuirão para a qualificação do turismo no Espírito Santo, ampliando também o conhecimento sobre o relevante papel do Padre Anchieta na história do Brasil colônia”.
O Santuário Nacional de São José de Anchieta será reaberto ao público amanhã, após passar por grandiosa obra de restauro e readequação nos últimos
O Santuário Nacional de São José de Anchieta será reaberto ao público amanhã, após passar por grandiosa obra de restauro e readequação nos últimos 3 anos. Confira o que muda!
A IGREJA DE NOSSA SENHORA DA ASSUNÇÃO
2021_11_15 – Brasil – ES – Anchieta – Santuario de Sao Jose de Anchieta – Foto: Gabriel Lordello/Mosaico Imagem
A restauração da Igreja de Nossa Senhora da Assunção recebeu um novo roteiro litúrgico elaborado pela especialista em arquitetura sacra, Raquel Schneider. O layout das peças que compõem a iconografia cristã foi produzido em mármore chocorosa (mistura de chocolate com rosa), do Sul do Estado do Espírito Santo, e são de autoria de Dom Ruberval Monteiro, artista sacro brasileiro, monge beneditino, especialista em arte sacra e professor da universidade de San Telmo, em Roma. A iconografia formada por elementos artísticos, compostos por um grandioso cenário de artes sacras, reúne o ambão, a mesa da palavra, as cruzes de dedicação e a cadeira do sacerdote.
O altar, centro simbólico do espaço celebrativo, é de pedra natural do Espírito Santo, “pois essa rocha era Cristo” (1Cor 4,10). Traz a inscrição de uma cruz na sua face frontal, cuja arte recorda os grafismos da pintura mural presente na parede de fundo da capela-mor.
2021_11_15 – Brasil – ES – Anchieta – Santuario de Sao Jose de Anchieta – Foto: Gabriel Lordello/Mosaico Imagem
O ambão é o lugar do anúncio da Boa Nova, localizado na nave da igreja, símbolo da terra. A iconografia do ambão tem Cristo, Palavra de Deus, Verbo Encarnado, no centro da peça, ladeado pelos quatro seres viventes e sob a presença do Espírito Santo. Um convite à escuta.
Ainda na Igreja, foi realizado um novo projeto para o piso do presbitério, destacando o altar e deixando à mostra o trabalho de arqueologia do local. Além disso, foram restauradas as pinturas do altar-mor e do Arco Cruzeiro. Neste último elemento, o trabalho minucioso revelou e recuperou detalhes originais que estavam abaixo de camadas de tintas há mais de 450 anos, como uma pintura em relevo do século XVI encontrada na cor negra, feita com carvão, rara numa Igreja, provavelmente criada pelos indígenas.
Os dois altares laterais foram restaurados recebendo douramentos em folhas de ouro. Neste trabalho de pintura foi identificada a cor mais antiga existente nesses altares, o azul do oceano atlântico. A descoberta liga a cor usada à época ao atual pantone atlântico azul da cartela de cores de 2021 – 2021. Essa mesma cor foi usada no brasão do Santuário representando as águas.
O restauro de toda a imaginária do Santuário de Anchieta registrou descobertas relevantes no que se refere à importância e ao valor das peças trabalhadas. Entre elas estão imagens que vão do século XVII ao século XIX. Algumas delas com douramento e, por isso, também foram restaurados com folhas de ouro. Seguindo o rito litúrgico romano, o ambão foi colocado no meio da nave, simbolizando a palavra que é viva e que está no meio do povo.
No restauro da Igreja foram feitos, ainda, os projetos de sonorização, de segurança e climatização. O projeto de climatização é inovador e imperceptível ao campo visual. Não agride a estética da nave. Para fazer a obra foram retirados 40 centímetros de terra da Igreja. O trabalho resultou numa descoberta arqueológica importante: cerca de 80 ossadas humanas que estavam, há mais de 100 anos, enterradas embaixo do piso do templo religioso. Os arqueólogos acreditam que essas pessoas tenham sido vítimas da gripe espanhola, uma pandemia do século XX. Ficaram, também, à mostra em alguns pilares, pedras do século XVI.
2021_11_15 – Brasil – ES – Anchieta – Santuario de Sao Jose de Anchieta – Foto: Gabriel Lordello/Mosaico Imagem
Com a escavação também foi alinhado todo o nível da Igreja que, antes, tinha um degrau que causava tropeções e quedas. Hoje, a Igreja é toda acessível. A iluminação, tanto interna como externa, é monumental, favorecendo a leitura e valorizando a estética da Igreja.
Na sacristia, ainda na Igreja, o Santíssimo voltou para o altar lateral, numa sala onde os fiéis poderão fazer suas orações em silêncio, rezarem as orações de Anchieta aplicadas nas paredes de pedra do espaço e contemplarem a bela paisagem externa pela janela do local.
Na área devocional, instalada na sala antes ocupada pela cozinha da residência jesuítica, sua rica arqueologia agora está à mostra. Além disso, o teto do espaço recebeu de volta obras de arte, sendo uma delas do século XVI, com a imagem de Anchieta, além de castiçais do acervo museográfico da Igreja.
A sacristia, mesmo resguardada, mantém uma área expositiva aberta à visitação com objetos litúrgicos que vão do século XVII ao século XX. Alguns dos objetos expostos serão usados pelos padres nas celebrações. Um dos armários, de forma especial e exclusiva, foi construído no espaço para abrigar algumas das peças mais sagradas do monumento. Nele estarão raro e precioso conteúdo religioso e histórico catalogado no processo de restauro do Santuário Nacional de São José de Anchieta, como relicários de Anchieta e de outros santos como o Papa Pio X, São Tomás de Aquino, São Francisco Xavier e Santo Inácio de Loyola. O precioso acervo tem ainda, em especial, uma relíquia com fragmentos da Cruz de Cristo. Este também será um local de devoção.
2021 – 10 – 11 – ES – Anchieta – Santuario e Museu de Sao Jose de Anchieta – Foto: Gabriel Lordello/Mosaico Imagem
A CELA
A Cela será o local para celebração do mistério, da fé e dos milagres. Logo na entrada, ela traz duas telas touch para orações. Suas paredes em pedra ficarão à mostra, bem como o teto em duas cores de madeira. Dentro haverá apenas quatro elementos: um quadro com a imagem de São José de Anchieta, do século XVII, que veio de Roma no início do século passado; uma relíquia da tíbia de São José de Anchieta; um crucificado em terracota do século XVI, encontrado no santuário durante um trabalho de arqueologia e, por ser contemporâneo à época que Anchieta viveu, ficará exposto; e a bula de canonização, o livro que é o decreto que determina que Padre José de Anchieta é Santo, escrito à mão em latim e assinado pelo Papa Francisco.
O CENTRO DE INTERPRETAÇÃO
2021 – 10 – 11 – ES – Anchieta – Santuario e Museu de Sao Jose de Anchieta – Foto: Gabriel Lordello/Mosaico Imagem
O Santuário Nacional de São José de Anchieta passa a contar com um novo conceito de museu. Um centro interpretativo, com dinâmica de comunicação maior e mais interativa, que permite um conhecimento e diálogo maiores com a história. Todo o seu roteiro museográfico, desde a recepção, está ligado à história da vida e obra de São José de Anchieta, dos jesuítas do Estado do Espírito Santo e dos jesuítas do Brasil.
A primeira sala apresenta um receptivo à comunidade e foi ambientada com fotos de pescadores da região. A segunda resgata a história do patrimônio histórico em suas diversas etapas vividas. Destaque especial para a linha do tempo construída sobre o monumento e para a exposição de alguns objetos como o tronco de uma coluna de madeira que pertenceu à Igreja, uma marreta que provavelmente foi usada em obras passadas do Santuário e uma imagem de São José de Anchieta.
Deixando a sala que resgata a história do patrimônio histórico, no corredor, o visitante se depara com uma linha do tempo da vida e obra de São José de Anchieta. O espaço seguinte apresenta a vida de São José de Anchieta. Ela mostra objetos arqueológicos indígenas e uma peroleira (vaso de cerâmica que jesuítas usavam nas navegações para transportar alimentos), entre outros objetos encontrados no Santuário. Também exibe um quadro do artista capixaba Feijão, com um desenho em que fez a releitura de uma iconografia de São José de Anchieta.
Na quarta sala foi feita uma homenagem à beleza natural do Brasil colônia, que tanto encantou Anchieta, em especial a Mata Atlântica. Nela se destaca a Carta de São Vicente, escrita pelo Padre Anchieta em 1560 e que oferece um dos mais completos e belos documentos sobre a Mata Atlântica da época. Este é o primeiro documento sobre a botânica nacional. Em seguida, está o ápice do Centro de Interpretação, que é o próprio Anchieta num holomask, recitando um trecho da carta que ele escreveu, retratando a beleza natural do Brasil, e a saudação na língua tupi.
O circuito segue por um corredor com os sinos e duas telas touch com recortes de poemas de São José de Anchieta, além de objetos do Santuário. A próxima sala homenageia os Jesuítas no Espírito Santo. Em suas paredes estão estampados o mapa da trajetória Jesuítica em terras capixabas e a bandeira do Estado capixaba em grandes dimensões, criada em 1908 pelo então presidente Jerônimo Monteiro, em homenagem aos jesuítas, “Trabalha Como Se Tudo Dependesse de Ti e ConfiaComo Se Tudo Dependesse de Deus”. A inscrição, inspirada na doutrina do Jesuíta Santo Inácio de Loyola, foi pintada a mão pela artista plástica capixaba Bianca Romano.
Encerrando o percurso está a sala que representa os jesuítas no mundo. Lá estão: Santo Inácio de Loyola e o Papa Francisco, entre outros, além de objetos raros como os três livros – o Ratio Studiorum, a Constituição Jesuíta e os Exercícios Espirituais – escritos por Santo Inácio de Loyola, no século XVI. Essas publicações são atuais até hoje, o que evidencia a sabedoria da ordem.
A arte milenar do mosaico estará presente no Santuário Nacional de São José de Anchieta. Realizada com a técnica de mosaico semirregular com cerâmicas, pela mosaicista paranaense Inês Grisotto, dentro das normas de fabricação, a arte está estampada no piso do paisagismo, na saída do Santuário.
Há, ainda, o Centro de Documentação Jesuítica, espaço onde os visitantes poderão pesquisar centenas de importantes documentos catalogados e digitalizados. A Sala, dedicada a estudos e reflexões sobre a vida de São José de Anchieta, dos Jesuítas e dos “Ameríndios”, apresenta material único sobre todo o processo de canonização e tem acesso liberado após passar pela bilheteria do museu. A interatividade está garantida com computadores e novas mídias.
Todos os espaços contarão com QR Codes que disponibilizarão informações sobre a história que apresentam. Do pátio segue-se para o Café, para a lojinha e para os banheiros com acessibilidade.
O CAFÉ E A LOJA
2021_11_15 – Brasil – ES – Anchieta – Santuario de Sao Jose de Anchieta – Foto: Gabriel Lordello/Mosaico Imagem
Ocafé do Santuário foi denominado Café Rerigtyba, primeiro nome da cidade de Anchieta, escolhido por voto popular, que em Tupy significa “lugar de muitas ostras”. O espaço, além de receber melhor os visitantes, vai colaborar com a sustentabilidade financeira do monumento.
Ele foi instalado numa área lateral, na qual os visitantes não tinham acesso, com estrutura suspensa para respeitar a arqueologia local. Seu projeto passou por estudos que asseguraram a preservação de toda a fachada do Santuário. Além disso, oferece ampla contemplação de toda a cidade, com vistas especiais do rio Benevente e do mar, agregando valor ao turismo e ao seu entorno.
2021_11_15 – Brasil – ES – Anchieta – Santuario de Sao Jose de Anchieta – Foto: Gabriel Lordello/Mosaico Imagem
Localizada junto ao café, a loja apresenta uma linha com produtos exclusivos e inspirados em peças e obras do acervo relacionados à história do Santuário São José de Anchieta e do município. São produtos como terços, imagens do santo, canecas, camisetas, blocos de anotações, marcadores de livro, entre outros. Nela, os visitantes podem adquirir os produtos após a visita e, assim, levar um pouco da história deste lugar tão especial.
As novas construções respeitam todas as normas de restauro e se harmonizam com o Santuário, com suas paredes brancas, e com o Arco, lembrando a arquitetura da Igreja e da torre de sineira. As telhas serão as mesmas do Santuário, em formato diferente dos dias de hoje. Elas foram fabricadas especialmente para a obra, a partir de um tamanho padrão atual.
Segundo a responsável pelo trabalho de restauro, a presidente do Instituto Modus Vivendi, Erika Kunkel, é muito importante que o Santuário tenha fontes de receita que permitam sua autossuficiência. “São muitos os custos dos monumentos religiosos, por isso, devemos ir além da sempre bem-vinda e importante contribuição das empresas públicas e da filantropia privada. Este apoio é muito relevante, mas nem sempre está disponível. Além disso, com o crescimento do turismo religioso no país, é necessário que estes espaços se preparem para receber adequadamente seus visitantes”, explica.
O PAISAGISMO
2021_11_15 – Brasil – ES – Anchieta – Santuario de Sao Jose de Anchieta – Foto: Gabriel Lordello/Mosaico Imagem
O paisagismo cultural do Santuário Nacional de São José de Anchieta terá um conceito histórico. Além da preservação da rica vegetação local, foram plantadas espécies associadas aos jesuítas, como uma sapucaia, árvore citada na Carta de São Vicente, escrita por Padre José de Anchieta, em 1560, um dos mais completos documentos sobre a Mata Atlântica da época, descrevendo a diversidade e o exotismo da fauna e flora da Capitania de São Vicente. Destaque, também, para um canteiro de rosas vermelhas simbolizando a devoção Mariana de São José de Anchieta.
Horários de funcionamento
Igreja Nossa Senhora da Assunção, museu e lojinha: de 09 horas às 17 horas
O horário de funcionamento do Café está em definição.
O Papa Francisco iniciou hoje, 17 de novembro de 2021, um ciclo de reflexões sobre São José. Leia a matéria publicada no site Vatican
O Papa Francisco iniciou hoje, 17 de novembro de 2021, um ciclo de reflexões sobre São José. Leia a matéria publicada no site Vatican News.
Francisco iniciou o ciclo de catequeses sobre São José. “Nunca como hoje, neste tempo marcado por uma crise global com diferentes componentes, ele pode ser apoio, conforto e orientação para nós. Por isso decidi dedicar-lhe um ciclo de catequeses, que espero nos possa ajudar ulteriormente a deixar-nos iluminar pelo seu exemplo e pelo seu testemunho”, disse o Papa na Audiência Geral.
Francisco recordou que em “8 de dezembro de 1870, o Beato Pio IX proclamou São José padroeiro da Igreja universal”.
Depois de 150 anos daquele evento, estamos vivendo um ano especial dedicado a São José, e na Carta Apostólica Patris corde recolhi algumas reflexões sobre a sua figura. Nunca como hoje, neste tempo marcado por uma crise global com diferentes componentes, ele pode ser apoio, conforto e orientação para nós. Por isso decidi dedicar-lhe um ciclo de catequeses, que espero nos possa ajudar ulteriormente a deixar-nos iluminar pelo seu exemplo e pelo seu testemunho.
A seguir, o Pontífice sublinhou que “na Bíblia há mais de dez personagens com o nome de José. O mais importante de todos é o filho de Jacó e Raquel, que, através de várias vicissitudes, de escravo, tornou-se a segunda pessoa mais importante no Egito depois do Faraó”.
José tem fé na providência de Deus
O Papa explicou que “o nome José em hebraico significa “Deus aumente, Deus faça crescer”. É um desejo, uma bênção baseada na confiança na providência de Deus e refere-se especialmente à fecundidade e ao crescimento dos filhos. Este mesmo nome nos revela um aspecto essencial da personalidade de José de Nazaré. Ele é um homem cheio de fé em Deus, na sua providência. Ele crê na providência de Deus. Tem fé na providência de Deus. Toda a sua ação, narrada no Evangelho, é ditada pela certeza de que Deus “faz crescer”, “aumenta”, “acrescenta”, ou seja, que Deus providencia a continuação do seu plano de salvação. E nisto, José de Nazaré é muito parecido com José do Egito”.
Segundo Francisco, “as principais referências geográficas que se referem a José, Belém e Nazaré, também desempenham um papel importante na compreensão de sua figura. O Filho de Deus não escolheu Jerusalém como o lugar de sua encarnação, mas Belém e Nazaré, duas aldeias periféricas, longe do clamor da crônica e do poder da época. Contudo, Jerusalém era a cidade amada pelo Senhor, a «cidade santa», escolhida por Deus para nela habitar. Ali, habitavam os doutores da Lei, os escribas e fariseus, os chefes dos sacerdotes e os anciãos do povo”.
Deus se manifesta nas periferias geográficas e existenciais
“É por isso que a escolha de Belém e Nazaré nos diz que a periferia e a marginalidade são prediletas a Deus. Jesus não nasceu em Jerusalém, com toda a corte. Não. Ele nasceu na periferia. Viveu a sua vida até 30 anos naquela periferia, trabalhando como carpinteiro. Como José. Para Jesus, as periferias e a marginalidade são prediletas”, disse ainda o Papa, acrescentando:
Não levar esta realidade a sério equivale a não levar a sério o Evangelho e a obra de Deus, que continua se manifestando nas periferias geográficas e existenciais. O Senhor age sempre escondido nas periferias. Na periferia da alma, nos sentimentos, nos sentimentos que talvez nos envergonha. Mas, o Senhor está ali para nos ajudar a ir adiante. O Senhor continua se manifestando nas periferias, geográficas e existenciais. Em particular, Jesus vai em busca dos pecadores, entra nas suas casas, fala com eles, chama-os à conversão. Jesus é repreendido por isso. “Olhem esse mestre”, dizem os doutores da lei, “esse mestre que come com os pecadores, se suja”. Mas também vai em busca daqueles que não praticaram o mal, mas que o sofreram: os doentes, os famintos, os pobres, os últimos. Jesus vai sempre em direção à periferia. Isso deve nos dar muita confiança, pois o Senhor conhece as periferias do nosso coração, as periferias de nossa alma, as periferias de nossa sociedade, de nossa cidade, de nossa família, aquela parte um pouco escura que nós não mostramos talvez por vergonha.
Olhar para aquilo que o mundo não quer
Segundo o Papa, “sob este aspecto, a sociedade daquela época não é muito diferente da nossa. Hoje, também há um centro e uma periferia. E a Igreja sabe que é chamada a anunciar a boa nova a partir das periferias. José, que é um carpinteiro de Nazaré e que confia no plano de Deus para a sua jovem noiva e para si mesmo, recorda à Igreja para fixar o olhar naquilo que o mundo ignora deliberadamente”.
“José nos ensina a não olhar muito para as coisas que o mundo louva, mas a olhar para o ângulo, olhar para as sombras, para a periferia, para aquilo que o mundo não quer. Lembra a cada um que devemos dar importância ao que os outros descartam.”
“Neste sentido, ele é um mestre do essencial: nos lembra que o que é realmente valioso não atrai a nossa atenção, mas requer um discernimento paciente para ser descoberto e valorizado. Peçamos-lhe que interceda para que toda a Igreja possa recuperar este discernimento, esta capacidade de discernir e avaliar o que é essencial. Comecemos de novo a partir de Belém, comecemos de novo a partir de Nazaré”, disse ainda Francisco.
São José, testemunha e protetor
Por fim, o Papa transmitiu “uma mensagem a todos os homens e mulheres que vivem nas periferias geográficas mais esquecidas do mundo ou que experimentam situações de marginalidade existencial”. “Que encontrem em São José a testemunha e o protetor para quem olhar”, disse o Pontífice, fazendo a seguinte oração:
São José,
vós que sempre confiastes em Deus,
e fizestes as vossas escolhas
guiado pela sua providência
ensinai-nos a não contar tanto com os nossos projetos
mas com o seu desígnio de amor.
Vós que viestes das periferias
ajudai-nos a converter o nosso olhar
e a preferir o que o mundo descarta e marginaliza.
O badalar dos sinos na igreja matriz da paróquia Nossa Senhora da Conceição em Guarapari foi parar no MP, Ministério Público. Um morador do
O badalar dos sinos na igreja matriz da paróquia Nossa Senhora da Conceição em Guarapari foi parar no MP, Ministério Público. Um morador do centro fez denúncia junto à entidade sobre o badalar às 6h da manhã. O procedimento está em tramitação até que o MP obtenha as informações necessárias para responder ao noticiante. A Arquidiocese de Vitória aguarda a tramitação para posicionamento oficial, se necessário. O pároco, pe. Diego Carvalho disse que “o volume do som e tempo de duração obedecem às leis do município” e manifestou desconforto em relação à denúncia junto ao MP.
Padre Diego nas missas de domingo, dia 14 de novembro, explicou aos fiéis que a denúncia havia sido feita e estes manifestaram descontentamento por se tratar de um costume antigo que também representa a presença da Igreja Católica na cidade.
Os sinos carregam muitas simbologias que ao longo do tempo foram se modificando. Indicavam as horas, anunciavam eventos diversos com toques diversos ou a morte de um fiel e, principalmente, o badalar dos sinos têm o poder de elevar nosso pensamento a Deus ou anunciar o começo de uma missa. Enfim, ouvir o badalo de um sino é lembrar de fazer uma pausa e conversar com Deus.
Na igreja matriz da paróquia em Guarapari os sinos tocam às 6h, 9h, 12h, 15h e 18h, e, ainda segundo o pároco a duração é de 1 minuto.
O professor Edebrande Cavalieri escreveu em forma de poema sobre o tema:
NÃO CALEM OS SINOS!
Um processo contra um padre,
Uma guerra de narrativas,
Parece um verdadeiro Fla-Flu
Com gol anulado injustamente.
E eis que o padre ameaça
Deixar a cidade.
Dois exércitos se formam.
Seriam novas cruzadas?
Mas que culpa têm os sinos?
Ali foram postos para chamar o povo.
Vivemos um mundo de surdos
Que nem os sinos mais podem mostrar sua arte sônica.
Há muito tempo que eles foram calados
E juntos deles também as pessoas foram silenciadas.
Vive-se numa barulheira,
Silenciosa.
Que paradoxo!
O pipocar de fuzis e metralhadoras
Garantem o som das madrugadas
E também dos dias claros.
Quanta diferença do som sinal.
Mas os sinos não podem soar.
O ronco das motos
Com cano de descarga aberto
Em alta velocidade
Estremecem a cidade.
Os fogos afugentam os pets
Que se escondem debaixo das mesas das casas.
E os sinos emudeceram para sempre.
Como era lindo ouvir os três sinos daquela capelinha do interior
Todos os anos com a chegada dos últimos meses do ano civil a expectativa para o Natal é grande – principalmente após o último
Todos os anos com a chegada dos últimos meses do ano civil a expectativa para o Natal é grande – principalmente após o último ano em que as restrições causadas pela pandemia de Covid-19, muitas famílias precisaram ficar reclusas em seus lares e não puderam se reunir para a celebrar o nascimento do Menino Jesus. Desde o início de novembro muitas ruas e casas já se encontram totalmente decoradas com o tema natalino, porém segundo a tradição Cristã existe uma data certa para que este movimento se inicie: o primeiro dia do Advento, que neste ano será em 28 de novembro.
Foto: Júlia Gabriela
A publicitária Carleandra Romano está grávida de 21 semanas da Maria Alice e vivendo esta espera em sua gestação já enfeitou a casa desde o início deste mês. Ela conta que faz isso todos os anos, mesmo sabendo que a Igreja recomenda que se monte a árvore no início do Advento. O principal motivo de se preparar antes do período correto é ter a casa bonita e decorada por mais tempo para aguardar a chegada de Jesus:
“Para mim enfeitar a casa para o Natal é um momento de muita alegria, muita expectativa. Aguardo o ano inteiro por essa época. Entendo que a Igreja Católica tem um período e há 3 anos eu sou casada e tenho a minha casa e no ano passado assistindo uma missa eu vi um padre falando a data correta e eu já tinha montado a minha há semanas. Então eu sempre peço perdão por estar montando na data errada, mas meu motivo de montar antes é para ter mais tempo a casa enfeitada para a chegada de Jesus. Imagino que ele fique alegre por enfeitarmos nosso lar para o recebermos em seu nascimento, no Natal”.
O coordenador da Comissão de Liturgia da Arquidiocese de Vitória, Padre Rodrigo Chagas, já detalhou que não é preciso ter pressa para montar a árvore de Natal e enfeitar a casa, pois o diferencial dos cristãos católicos, é viver o Advento a cada dia se preparando verdadeiramente para a chegada do Salvador, na noite do dia 24 de dezembro. Inclusive a orientação é decorar aos poucos começando no primeiro dia do Advento e conforme vai se aproximando o dia do Natal, decorando cada vez mais a casa “até chegar a grande noite em que Cristo, o Senhor, nasce no meio de nós”.
Uma família que espera o início do Advento para a começar sua decoração é a da jornalista Renata Rocha. Ela conta que os filhos Guilherme de 10 anos e Henrique de 7 anos desde o início de novembro, quando o comércio começa a motivar as pessoas ao consumo, já ficam ansiosos e sonhando com o dia de começarem a se preparar o Natal, mas ela os incentiva a esperarem e explica os motivos disso.
“A partir do primeiro dia nós fazemos toda a preparação com luzes na janela, montamos a árvore, os meninos fazem recadinhos e colocam na árvore. De um tempo para cá começamos a fazer um calendário de preparação para o Advento também. A cada dia nos propomos a fazer alguma coisa como rezar juntos em um dia, separar roupas e brinquedos para doação em outro, irmos à missa juntos, coisas que preparamos e que é uma surpresa pois cada dia tem um envelope lacrado. E é um tempo muito gostoso por que de verdade vamos nos preparando para receber Jesus em nossa casa no dia do Natal. Da mesma forma acontece com o presépio, nós o montamos e não colocamos o menino Jesus na manjedoura, somente no Natal, vivendo essa espera”.
E fique atento, pois para desmontar a Árvore de Natal e guardar toda a preparação Natalina também tem uma data certa recomendada: dia 06 de janeiro, Solenidade da Epifania do Senhor aos Reis Magos. Nesta data a Igreja comemora a manifestação de Deus no meio de nós, pela vinda do seu próprio filho Jesus Cristo que chega neste mundo mostrando um novo caminho, a verdade e a vida.
Bispos do Brasil irão expor a realidade da pobreza em suas regiões dando sequência à reflexão sobre o Dia do Pobre, celebrado no domingo,
Bispos do Brasil irão expor a realidade da pobreza em suas regiões dando sequência à reflexão sobre o Dia do Pobre, celebrado no domingo, 14 de novembro. Acompanhe pelos canais do Santuário de Aparecida: Os episódios serão veiculados a partir desta segunda-feira, 15 de novembro, na Rede Aparecida de Rádio, nos jornais Notícias em 30 (1ª e 2ª edição, às 7h e 17h30) e também no programa Com a Mãe Aparecida (20h45), pelo portal a12.com/radio, aplicativo Aparecida, além do Youtube e Facebookda emissora. A série contou reportagem de Fernanda Prado e Rafaela Oliveira; edição de jornalismo de José Eduardo Souza; trabalhos técnicos de Marcos Prado e direção do padre Inácio Medeiros.
Leia abaixo a matéria publicada no site da CNBB.
De 15 a 19 de novembro, bispos da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), entre eles o bispo de Roraima, segundo vice-presidente da CNBB e presidente da Cáritas Brasileira, dom Mário Antônio, vão apresentar na série “Brasil: face que clama por misericórdia”, o olhar da Igreja Católica diante da realidade da pobreza no Brasil em especial da Rádio Aparecida.
Em sintonia com a V Jornada Mundial dos Pobres, instituía pelo Papa Francisco, a série de áudio-reportagens traz a realidade da pobreza em nosso país. Os cinco episódios vão abordar como destaque os conceitos que rodeiam o tema, a situação das famílias em vulnerabilidade, o impacto da pandemia, a relação com a violência e o preconceito, o papel governamental e a importância da compaixão.
A jornada deste ano faz um convite para que não haja indiferença frente ao sofrimento das pessoas em situação de vulnerabilidade e à crescente pobreza socioeconômica, que assola mais 51,9 milhões de brasileiros e brasileiras.
O editor chefe da Rádio Aparecida, José Eduardo de Souza, disse que a partir da Jornada Mundial dos Pobres e da mensagem do Papa Francisco a equipe percebeu uma oportunidade de tratar do tema pobreza de forma ampla.
“Ouvimos pessoas que enfrentam essa realidade diariamente e contamos com a ajuda de especialistas e dos bispos para apresentar, em cada um dos episódios, o olhar da igreja, que nos motiva a ter esperança de dias melhores”, destacou.
A cada dia, bispos ligados a esta realidade vão debater diferentes temas ligados à pobreza. No primeiro episódio ‘Conceito de pobreza em si, olhar da igreja’, que vai ao ar na próxima segunda-feira, dia 15 de novembro, o bispo da diocese de Brejo (MA) e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Ação Sóciotransformadora da CNBB, dom José Valdeci, destaca o papel da Jornada Mundial dos Pobres.
Episódios
‘Famílias que entraram em vulnerabilidade, agravamento da pandemia’ é o tema do segundo episódio que traz a participação do bispo de Jales (SP) e referencial da CNBB para a Pastoral Operária Nacional, dom Reginaldo Andrietta, que fala sobre o modelo econômico da sociedade e do bispo de Rio Grande (RS) e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família da CNBB, dom Ricardo Hoepers, que ressaltou a importância da união e da família em tempos difíceis.
No terceiro episódio ‘Excluídos da Sociedade e relação entre violência e pobreza’, o bispo de Valença (RJ) e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude, dom Nelson Francelino, destaca o respeito do impacto da pobreza e da falta de assistência na vida do Jovem.
Na sequência, o ‘Papel Governamental e políticas públicas para combate à pobreza’ é apresentado pelo bispo da diocese de Lages (SC) e presidente do Grupo de Trabalho – Pacto pela Vida e pelo Brasil, dom Guilherme Werlang, que ponta políticas públicas que são necessárias para que a pobreza seja superada e pelo assessor político da CNBB, padre Paulo Renato, que explica qual precisa ser o papel do Estado na vida das pessoas mais necessitadas.
Para fechar a série, no dia 19, o bispo de Roraima, segundo vice-presidente da CNBB e presidente da Cáritas Brasileira, dom Mário Antônio, destaca a caridade e o papel dos organismos da igreja no episódio ‘Solidariedade e compaixão na prática’. Também foi ouvido o Padre Patrick Samuel Batista, coordenador de campanhas da CNBB, a respeito da campanha “É tempo de Cuidar”.
A série de áudio-reportagens conta ainda com a participação de especialistas no assunto, pessoas que vivem a pobreza na pele, pastorais e instituições como o Instituto Sou da Paz, Cáritas Brasileira e Fazenda Esperança que também lançam perspectivas e apresentam sugestões para a solução de problemas estruturais.
Lucas Muniz I “Então vereis o Filho do Homem vindo nas nuvens com grande poder e glória.” (Mc 13, 26). Eis que já estamos
Lucas Muniz I“Então vereis o Filho do Homem vindo nas nuvens com grande poder e glória.” (Mc 13, 26).
Eis que já estamos nos aproximando do final do ano litúrgico e, consequentemente, do início do tempo do Advento. E a Liturgia deste 33° Domingo do Tempo Comum já vem introduzir-nos nas perspectivas escatológicas que nos esperam nesse novo tempo.
Ao longo de todo o ano meditamos a história de Nosso Senhor, seu mistério salvífico, os efeitos que sua primeira vinda, na encarnação, trouxe para toda a humanidade. Agora, refletimos como que em um “prefácio” do Advento, acerca da segunda vinda gloriosa do Senhor, que vem para julgar a terra inteira com justiça e misericórdia.
Bem nos afirma a doutrina católica que o Senhor Jesus voltará de forma gloriosa, com majestade e poder. Como afirmado no Evangelho deste dia (Mc 13,24-32), não sabemos o dia e nem a hora, e por isso devemos estar sempre preparados. É necessário que todos estejamos envoltos em uma vida de sincera vigilância e oração. Vigilância: buscando sempre estar atento a coerência da nossa vida com o Evangelho, com a doutrina do Senhor; e oração: mantendo uma relação de intimidade com Deus, numa busca sincera em amar o Senhor de todo o coração, alma e entendimento.
Devemos estar preparados sempre, pois não sabemos o dia ou a hora em que o Senhor virá, e quando ele vier, espera encontrar-nos na busca incessante pela santidade.
E mesmo que não vejamos esse dia glorioso, chegará para todos nós o dia derradeiro de nossa morte, dia este em que nos encontraremos com o misericordioso e justo juiz. E como também esse dia nos é oculto, devemos estar sempre preparados, numa vida de conversão e penitência, de experiência contínua com a graça e o perdão divino.
Estejamos atentos e preparados, pois o Senhor virá e não tardará. E mesmo que não saibamos quando, o importante é que Ele nos encontre em paz, puros e santos.
Lucas Folador Muniz Pina
Seminarista do 3º ano de Teologia.
Paróquia de Origem: São José – Maruípe – Vitória.
Paróquia de estágio Pastoral: Nossa Senhora das Graças – Jucutuquara – Vitória.
Dom Dario Campos, arcebispo de Vitória, recebeu e abençoou os moradores de rua após a missa na Catedral de Vitória e entregou o primeiro
Dom Dario Campos, arcebispo de Vitória, recebeu e abençoou os moradores de rua após a missa na Catedral de Vitória e entregou o primeiro lanche de café da manhã ao morador de rua que estava no primeiro lugar da fila. O Arcebispo percorreu a fila aspergindo-os com água benta e conversou com eles.
O café da manhã para os moradores de rua, porém começou mais cedo para os organizadores da Campanha: Depois de preparar os envelopes com banana, maçã, sanduiche e suco, junto com a comissão sociotransformadora, Carlito Severino de Souza percorreu de moto as ruas do Centro de Vitória, convidando os moradores de rua para um café na Praça da Catedral após a missa das 8h.
Ao término da missa, presidida pelo Arcebispo, os moradores fizeram fila em frente à barraca, aguardaram a bênção,. conversaram com o Arcebispo e receberam a sacola com o café da manhã. Na missa dom Dario fez apelo à solidariedade, agradeceu a todos que têm contribuído e pediu que todos se empenhem na Campanha Paz e Pão. Para ler a homilia de dom Dario clique aqui.
Outras iniciativas aconteceram e marcaram o Dia do Pobre na Arquidiocese de Vitória. Paróquias e áreas pastorais se mobilizaram para recolher doações e distribui-las entre as 10 mil famílias empobrecidas e cadastradas na Campanha Paz e Pão (rede de ações solidárias coordenadas pelo Vicariato para a Ação Social).
Na área pastoral Vitória destaque para o café da manhã com moradores de rua organizado pela paróquia Nossa Senhora da Vitória (Catedral) e missa presidida pelo arcebispo, dom Dario Campos; e café para famílias carentes na paróquia Sta. Teresa de Calcutá que também providenciou distribuição de kits de higiene e marmitex, e corte de cabelo.
Na área pastoral Benevente a ação também é com moradores de rua e acontece na paróquia Pe. Eustáquio que providenciou kits de higiene, roupas e cestas básicas além de oportunizar corte de cabelo, maquiagem e banho. Os moradores de rua também terão a oportunidade de levar animais que estejam com eles.
Na área pastoral Serra as paróquias farão coleta de doações que serão distribuídas no dia 21 de novembro.
Na área pastoral Vila Velha, três iniciativas são lembradas pela coordenação de área: distribuição de 300 marmitex e realização de bazar na paróquia Nossa Senhora da Glória, recolha de alimentos em todas as comunidades na paróquia Nossa Senhora do Perpétuo Socorro e Nossa Senhora Aparecida em Cobilândia.