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Em Sessão Solene a ALES, Assembleia Legislativa do Espírito Santo, homenageou a Catedral de Vitória pelos 470 anos de devoção a Nossa Senhora. A

Em Sessão Solene a ALES, Assembleia Legislativa do Espírito Santo, homenageou a Catedral de Vitória pelos 470 anos de devoção a Nossa Senhora. A sessão foi presidida pelo deputado Torino Marques  que substituiu o presidente e proponente da homenagem.  Foram homenageados os padres que atuam no território da Catedral, pessoas e famílias devotas e que ao longo de suas histórias participaram e contribuíram com os festejos de Nossa Senhora da Vitória. Veja a lista dos homenageados:

Padre Renato Criste Covre
Padre Diego Pereira de Azevedo
Cônego José Ayrola Barcelos

José Maria Pimenta
João Vítor Miranda Charpinel Goulart
Vera Maria Benezath Rodrigues Ferraz
Alessandra Carvalho Teixeira Ribeiro de Souza
Fabíola Gouveia Limeira
Irmã Anete Affonso Motta
Diácono Paulo Roberto Duarte de Souza
Terezinha de Jesus Aquino dos Santos
Suerly Izaias de Souza
Margarida Maria Goulart
Izabel Roza Carleto Faria
Rebecca Cruz Mendes
Elzy de Carvalho Pires
Rita Machado Scopel
Amélia da Penha Nunes (em memória)
Anderson Brito da Silva
Isaias Simon

Família Rabello
Família Feu Rosa Pacheco
Família Jahel Nascif
Família Paolielo
Família Gianordoli

Na sexta-feira, 1 de outubro, somos convidados a uma jornada de oração pelo Madagascar. Leia abaixo a convocação da CNBB, Conferência Nacional dos Bispos

Na sexta-feira, 1 de outubro, somos convidados a uma jornada de oração pelo Madagascar. Leia abaixo a convocação da CNBB, Conferência Nacional dos Bispos do Brasil e participe organizando a jornada em seu grupo .

A Comissão Episcopal Pastoral para a Ação Missionária e Cooperação Intereclesial da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e a Fundação Pontifícia Ajuda à Igreja que sofre (ACN), convidam a Igreja no Brasil à  Jornada de Oração e Missão dedicada ao Madagascar, no dia 1º de outubro.

O Estado independente localizado na ilha de Madagascar, no sul da África, próximo a Moçambique, sofre a pior seca em quatro décadas. Esta catástrofe devastou comunidades agrícolas isoladas no sul do país, onde as famílias recorrem a insetos para sobreviver.

A ONU estima que 30 mil pessoas estejam atualmente sofrendo o nível cinco de insegurança alimentar – o mais alto reconhecido internacionalmente – e há o temor de que o número de afetados possa aumentar muito quando Madagascar entrar no tradicional “período de escassez” antes da colheita.

O impacto da seca atual também está sendo sentido em cidades maiores do sul de Madagascar, com muitas crianças forçadas a pedir esmolas nas ruas para conseguir comida.

A Jornada de Oração e Missão faz parte de uma série de jornadas desenvolvidas pela Comissão Episcopal Pastoral para a Ação Missionária  CNBB e ACN que coloca o valor da oração como “agir missionário” e propõe que cada cristão católico dedique um tempo do dia para rezar pelo país. Faça parte desta corrente de oração e nas redes sociais utilize a hashtag #rezepelomadagascar.

Conheça um pouco a historia do país

A República de Madagascar (Repoblikan’i Madagasikara em malgache; République de Madagascar em francês) é um estado independente localizado na ilha de Madagascar, no sul da África, próximo a Moçambique. Madagascar possui uma área total de 587.041 km², equivalente à área do estado de Minas Gerais e uma população de cerca de 21,3 milhões de habitantes, na grande maioria seguidores de religiões tradicionais (52%), além de 41% de cristãos e 7% de muçulmanos. Sua capital é Antananarivo, e a moeda local é o ariary. As línguas oficiais do país são o malgaxe e o francês.

A população de Madagascar é de origem mista asiática e africana. Pesquisas sugerem que a ilha era desabitada até navegantes vindos da Indonésia chegaram por volta do primeiro século. Migrações posteriores, tanto do Pacífico quanto da África consolidaram esta mistura original, e 18 diferentes grupos tribais surgiram.

A história escrita de Madagascar começa no século VII com os árabes, responsáveis por instalar feitorias ao longo da costa noroeste. O contato europeu começa em 1500, quando o capitão português Diogo Dias avistou a ilha depois que seu navio se separou de uma frota com destino à Índia. Começando na década de 1790, o reino Merina conseguiu estabelecer a hegemonia sobre a maior parte da ilha. Em 1817, o governante merina e o governador britânico de Maurício concluem um tratado de abolição do comércio de escravos, e em troca, a ilha recebeu assistência militar e financeira britânica.

Os britânicos aceitaram a imposição de um protetorado francês sobre Madagáscar em 1885, em troca de eventual controle sobre Zanzibar (atualmente parte da Tanzânia) e como parte de uma definição geral de esferas de influência na área. O controle francês absoluto sobre Madagascar foi estabelecida pela força militar e a monarquia merina foi abolida.

Em 1947, com o prestígio francês em baixa, um levante nacionalista foi suprimido após vários meses de luta violenta. A partir daí, a França adotou uma política de reforma das instituições, pacificação da população e preparou a ilha em direção à independência. Um período de governo provisório terminou com a adoção de uma constituição em 1959 e independência total a 26 de junho de 1960, com Philibert Tsiranana como presidente.

De 1975 a 1993 o tenente da marinha Didier Ratsiraka assume o poder através de um golpe militar, mas, três anos depois, está de volta, governando até 2002, quando, em meio a disputas pelo poder, busca exílio na França. Seu rival, Marc Ravalomanana assume a presidência, mas em 2009 é obrigado a entregar o cargo aos militares. Atualmente, continua a indecisão sobre o futuro do país, mergulhado em uma disputa política envolvendo grupos políticos rivais e as forças militares.

Na próxima quinta-feira, Memória litúrgica de São Jerônimo – padroeiro dos estudos bíblicos – nossos seminaristas do 2° ano de Teologia receberão o Ministério

Na próxima quinta-feira, Memória litúrgica de São Jerônimo – padroeiro dos estudos bíblicos – nossos seminaristas do 2° ano de Teologia receberão o Ministério do Leitorado.

É um importante momento que marca a caminhada vocacional do candidato ao presbiterado, pelo qual, desde já, é chamado pela Igreja a aprofundar-se na meditação, no estudo e na proclamação da Palavra de Deus.

A Santa Missa com o Rito de Instituição de Leitores será presidida pelo Exmo. e Revmo. Sr. Arcebispo Metropolitano de Vitória, Dom Frei Dario Campos, OFM, na Catedral Metropolitana, dia 30/09 (quinta-feira), a partir das 18hrs.

Todos são convidados a unir-se a nós em oração, e a acompanhar a cerimônia por meio de nossas redes sociais.

“Lê com muita frequência as divinas Escrituras; aliás, que o Livro sagrado nunca seja deposto das tuas mãos. Aprende aqui o que tu deves ensinar” (São Jerônimo – Ep. 52,7).

 

Hoje a Igreja celebra os Santos Arcanjos Miguel, Gabriel e Rafael, uma devoção herdada do antigo testamento a esses amigos e protetores do Céu

Hoje a Igreja celebra os Santos Arcanjos Miguel, Gabriel e Rafael, uma devoção herdada do antigo testamento a esses amigos e protetores do Céu que aparecem na bíblia com missões importantes dadas por Deus. Em ocasião da data a liturgia do dia 29 de setembro é dedicada aos três Arcanjos.

Em especial, São Miguel Arcanjo – que do hebraico significa “Quem como Deus” – é o poderoso anjo lembrado como vencedor das batalhas espirituais. Neste dia também se encerra a quaresma dedicada à ele, que começou em 15 de agosto, Dia da Assunção de Nossa Senhora. Excluindo os domingos – que é o dia dedicado ao Senhor – foram 40 dias de oração, jejum e penitência.

A devoção a São Miguel Arcanjo surgiu ainda na Idade Média, quando São Francisco de Assis sentiu a necessidade de se penitenciar além dos fortes momentos litúrgicos de quaresma que a Igreja proporciona: o de preparação para a Páscoa e o do advento que prepara para o Natal.

Vivenciar a Quaresma de São Miguel todos os anos é oferecer uma penitência durante 40 dias, preparando o ambiente de oração com uma imagem ou estampa de São Miguel Arcanjo e uma vela abençoada, simbolizando a presença de Cristo que é a luz do mundo. Diversas paróquias da Arquidiocese de Vitória se organizam para celebrar este importante período.

Paróquia

No distrito de Araguaya, em Marechal Floriano, existe a paróquia que tem São Miguel Arcanjo como padroeiro desde dezembro de 2014. Mas de acordo com o pároco padre Josemar Stein, a vila tem uma devoção de mais de 100 anos a São Miguel, e possuía uma capela com uma imagem trazida pelos italianos para o local. A paróquia possui 18 comunidades com seus conselhos e mais 6 capelas que uma vez por ano são visitadas. São 4 comunidades localizadas em Marechal Floriano e outras 14, em Alfredo Chaves.

Na festa deste ano foi realizado um tríduo desde o último domingo com missas na Igreja Matriz. Hoje logo pela manhã acontece uma missa com unção dos enfermos e as 18h30 será realizada uma procissão luminosa iniciando do Campo Bom de Bola até a Matriz, onde será celebrada a missa de encerramento, às 19h.

São Miguel Arcanjo, defendei-nos no combate!

Os dois tuites divulgados pelo Papa Francisco podem ser uma boa ocasião para nos perguntarmos como anda nossa relação com os bens materiais e
Os dois tuites divulgados pelo Papa Francisco podem ser uma boa ocasião para nos perguntarmos como anda nossa relação com os bens materiais e a Terra. Leia a matéria publicada no site Vatican News.
O Papa lançou hoje dois tuítes, em sua conta @Pontifex, sobre a questão da ecologia integral. Um convite a refletir sobre o uso dos bens materiais em relação ao ambiente e a apreciar as coisas pequenas. As mensagens são inspiradas no “Tempo da Criação”, iniciativa anual em andamento até 4 de outubro e que visa conscientizar os cristãos sobre o compromisso com a defesa da Terra, nossa Casa comum.

No primeiro, o Papa escreve: “Nestes tempos de crise – na saúde, social e ambiental – vamos refletir sobre como nosso uso de tantos bens materiais é muitas vezes prejudicial à Terra. Optemos por mudar e caminhemos rumo a estilos de vida mais simples que respeitem a criação. ”

E no segundo: “A espiritualidade cristã propõe a sobriedade e a simplicidade que nos permitem parar e saborear as pequenas coisas, agradecer as possibilidades que a vida nos oferece sem nos apegarmos ao que temos nem entristecermos por aquilo que não possuímos.”

O grito da Terra e dos pobres se torna cada vez mais sério

O convite para celebrar o Tempo da Criação deste ano com ações concretas e iniciativas de conscientização que contribuem para a mudança urgente e indispensável de nossos comportamentos para o futuro do planeta e da humanidade foi lançado por Francisco no domingo 29 de agosto. Durante o Angelus ele disse que “o grito da Terra e o grito dos pobres estão se tornando cada vez mais sérios e alarmantes” e que agora é o momento de trabalhar para proteger a criação. E a necessidade de refletir sobre os nossos estilos de vida, para torná-los mais sóbrios e compatíveis com o meio ambiente, foi a intenção de oração escolhida pelo Papa para este mês de setembro.

Tempo da Criação, um evento ecumênico

O Tempo da Criação é a celebração ecumênica anual de oração e ação para a proteção da Terra. Começou em 1° de setembro, o Dia Mundial de Oração pelo Cuidado da Criação, e termina em 4 de outubro, festa de São Francisco de Assis, que é reconhecido como o santo padroeiro da ecologia por seu amor à natureza e a todas as criaturas do Senhor. Os cristãos de todo o mundo durante este período se unem num compromisso comum de defesa do ambiente. O Movimento Laudato Si’ apoia o Tempo da Criação. O Papa saudou e agradeceu o organismo no Angelus de 29 de agosto: “Obrigado por seu compromisso com nossa Casa comum”, disse ele, “especialmente por ocasião do Dia Mundial de Oração pelo Cuidado da Criação e do próximo Tempo da Criação”.

Católicos, ortodoxos e anglicanos juntos pela Terra

Esta é a sexta edição do Tempo da Criação, evento oficializado pela Igreja católica pelo Papa Francisco em 2015, ano da encíclica “Laudato si”, que chamou a atenção internacional para o tema da ecologia integral. Já em 1989, o Patriarca Ecumênico Dimitrios I proclamou o 1º de setembro como o Dia de Oração pela Criação para os Ortodoxos e mais tarde o Conselho Ecumênico de Igrejas prorrogou a celebração até 4 de outubro. Ao longo dos anos, o Patriarca Ecumênico de Constantinopla, Bartolomeu I, enviou várias mensagens aos fiéis: “A luta para proteger a criação é uma dimensão central de nossa fé. (…) A destruição da criação é uma ofensa ao Criador, completamente inconciliável com os princípios fundamentais da teologia cristã”, escreveu o Patriarca em 2020. O arcebispo anglicano de Cantuária, Justin Welby, também convidou consistentemente as comunidades para celebrar o Tempo da Criação. Em 2019, ele descreveu a crise climática como “o maior desafio para nós e para as gerações futuras”.

Uma declaração histórica conjunta

Este ano, para marcar o início do Tempo da Criação, o Papa Francisco, o Patriarca Bartolomeu e o Arcebispo Welby emitiram pela primeira vez uma declaração conjunta exortando os cristãos a enfrentar a “ameaça das mudanças climáticas e da degradação ambiental”. Recordando que está próxima a 26ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, em novembro, em Glasgow, na Escócia, eles indicaram aos cristãos a oportunidade nessas semanas de apoiarem e criarem uma verdadeira mudança para nossa Casa comum. “Oremos”, escreveram eles, “pelos líderes mundiais e reflitamos sobre as escolhas que todos devemos fazer”. “Como líderes de nossas Igrejas”, afirma a declaração conjunta, “exortamos a todos, qualquer que seja sua fé ou visão do mundo, a procurarem ouvir o grito da Terra e das pessoas pobres, examinando seu próprio comportamento e comprometendo-se a fazer sacrifícios significativos para o bem da Terra que Deus nos doou”.

No último domingo, dia 26 de setembro, ocorreu um retiro para Catequistas do infantil, perseverança, crisma, catecumenato e batismo da Paróquia Nossa Senhora da

No último domingo, dia 26 de setembro, ocorreu um retiro para Catequistas do infantil, perseverança, crisma, catecumenato e batismo da Paróquia Nossa Senhora da Penha – Serra. O retiro teve como tema: “Fé, esperança e caridade” e foi organizado e ministrado pelo Padre Jones dos Santos Teixeira. O retiro ocorreu após uma formação de três dias sobre o novo Diretório Catequético, ocorrida entre os dias 13 a 15 de setembro, que foi ministrada pela Giovanna Valfré.

O local escolhido foi muito especial e propício: A fazenda da Esperança. Trata-se de uma instituição presente em 22 países com mais de 150 unidades que realizam um trabalho com jovens que querem se libertar do vício das drogas e do álcool. Na fazenda eles tem a oportunidade de reiniciar sua história, pautados em um novo tripé: espiritualidade, trabalho e convivência.

O intuito do retiro foi levar todos a fazerem uma experiência com Deus, tratando de temas centrais para a catequese e para a vida de todo cristão: “Que os catequistas possam reavivar a chama da fé, a confiança no Senhor, a esperança cristã para servir na alegria e no amor”.

“A vida de muitas famílias seria diferente se esses jovens e muitos outros tivessem tido a oportunidade de uma catequese autêntica, não só dentro da Igreja, mas também em seus próprios lares. Uma catequese bem feita, em todos os âmbitos e fases da vida, teria um resultado transformador em nossa sociedade”, afirma Juliane da Paróquia Nossa Senhora da Penha, de Jardim Limoeiro.

Que possamos interceder pelos catequistas, perceber que todos somos convidados a catequisar os que nos são próximos e que essas iniciativas são sementes que podem transformar o mundo atual em um lugar mais cristão.

Nossa Senhora da Penha, rogai por nós!

Os 470 anos de devoção a Nossa Senhora da Vitória é motivo para uma homenagem da ALES, Assembleia Legislativa do Espírito Santo. O proponente

Os 470 anos de devoção a Nossa Senhora da Vitória é motivo para uma homenagem da ALES, Assembleia Legislativa do Espírito Santo.

O proponente é o deputado e presidente da ALES, Érik Musso e acontece no dia 28 de setembro de 2021 no Plenário Dirceu Cardoso, no prédio da ALES às 19h.

A homenagem pode ser acompanhada pela TV Assembleia – canal 32 e digital – 12 na Net – 23 na RCA – 519.2 Sky digital.

 

O Papa Francisco publicou carta aos jovens em preparação à JMJ, Jornada Mundial da Juventude que, este, acontece em nível diocesano. A data estabelecida

O Papa Francisco publicou carta aos jovens em preparação à JMJ, Jornada Mundial da Juventude que, este, acontece em nível diocesano. A data estabelecida para que as dioceses celebrem é 21 de novembro e, pretende, mobilizar e manter a juventude animada para JMJ que acontece em Lisboa em 2023.  Leia, a mensagem do Papa. Abaixo a divulgação no site do Vaticano.

Foi publicada a mensagem do Papa Francisco aos jovens por ocasião da XXXVI Jornada Mundial da Juventude, jornada a ser celebrada em nível diocesano no próximo dia 21 de novembro, solenidade de Cristo Rei. O tema da sua mensagem: “Levanta-te! Eu te constituo testemunha do que viste!” (cf. At 26, 16), ilustra o longo texto escrito pelo Papa, que inicia com um convite: “Gostaria de tomar-vos pela mão, mais uma vez, para continuarmos juntos na peregrinação espiritual que nos conduz rumo à Jornada Mundial da Juventude de Lisboa em 2023”.

Depois de falar da provação sofrida pelas limitações causadas pela pandemia Francisco consolou: “Mas, graças a Deus, este não é o único lado da moeda. Se a provação pôs a descoberto as nossas fragilidades, fez emergir também as nossas virtudes, nomeadamente a predisposição à solidariedade”.

“Quando cai um jovem de certo modo cai a humanidade. Mas também é verdade que, quando um jovem se levanta, é como se o mundo inteiro se levantasse. Queridos jovens, que grande potencialidade tendes nas vossas mãos! Que força trazeis nos vossos corações!”

Sem os jovens não há recomeço

“Por isso, hoje, Deus diz a cada um de vós mais uma vez: “Levanta-te!” Espero de todo o coração que esta mensagem ajude a preparar-nos para tempos novos, para uma página nova na história da humanidade. Mas não há possibilidades de recomeçar sem vós, queridos jovens. Para levantar-se, o mundo precisa da vossa força, do vosso entusiasmo, da vossa paixão”. E explica: “É neste sentido que gostaria de meditar, juntamente convosco, sobre o trecho dos Atos dos Apóstolos onde Jesus diz a Paulo: ‘Levanta-te! Constituo-te testemunha do que viste’ (cf. At 26, 16)”.

“Saulo, Saulo!”

Ao ser chamado por Jesus pelo próprio nome, “o Senhor faz saber a Saulo que o conhece pessoalmente. É como se lhe dissesse: ‘Sei quem és, sei o que estás a tramar, mas, não obstante isso, é precisamente a ti que estou a falar’. Com efeito, só muda a vida um encontro pessoal, não anônimo, com Cristo”. “Será precisamente esta graça, este amor imerecido e incondicional, a luz que transformará radicalmente a vida de Saulo”.

“Quem és tu, Senhor?”

Perante esta presença misteriosa que o chama pelo nome, Saulo pergunta: ‘Quem és tu, Senhor?’ (At 26, 15). Trata-se duma questão extremamente importante, e todos nós mais cedo ou mais tarde na vida a devemos colocar. Não basta ter ouvido outros a falarem de Cristo; é necessário falar com Ele pessoalmente. No fundo, rezar é isto”. E Francisco mais uma vez explica: “Não podemos presumir que todos conheçam Jesus, mesmo na era da internet. A pergunta que muitas pessoas dirigem a Jesus e à Igreja é precisamente esta: ‘Quem és?’. Em toda a narrativa da vocação de São Paulo, esta é a única vez que ele fala. E, à sua pergunta, o Senhor responde prontamente: ‘Eu sou Jesus a quem tu persegues’ (26, 15).

‘Eu sou Jesus a quem tu persegues!’

“Através desta resposta, o Senhor Jesus revela um grande mistério a Saulo: que Ele Se identifica com a Igreja, com os cristãos”. “Quantas vezes ouvimos dizer: ‘Jesus sim, a Igreja não’, como se um pudesse ser alternativa à outra”. E o Papa afirma:

“Não se pode conhecer Jesus, se não se conhece a Igreja. Só se pode conhecer Jesus por meio dos irmãos e irmãs da sua comunidade. Ninguém pode dizer-se plenamente cristão, se não viver a dimensão eclesial da fé”

Necessidade de se comprometer

E neste ponto da mensagem o Papa recorda aos jovens: “O Senhor escolhe alguém que até O persegue, completamente hostil a Ele e aos seus. Mas, para Deus, não há pessoa que seja irrecuperável. Através do encontro pessoal com Ele, é sempre possível recomeçar. Nenhum jovem está fora do alcance da graça e da misericórdia de Deus”. “Quantos jovens sentem a paixão de se opor e ir contra corrente, mas trazem escondida no coração a necessidade de se comprometer, de amar com todas as suas forças, de se identificar com uma missão! No jovem Saulo, Jesus vê exatamente isto”.

Reconhecer a própria cegueira

Neste ponto Papa Francisco alerta que às vezes somos muito “convencidos da justeza da nossa posição” e não vemos, somos cegos de algum modo. Mas, quando descobrimos nossas fragilidades, o que sempre acontece, as certezas vacilam e de repente somos frágeis e pequenos. “Esta humildade – consciência da própria limitação – é fundamental. Quem pensa que sabe tudo sobre si mesmo, os outros e até sobre as verdades religiosas, terá dificuldade em encontrar Cristo”.

“Tendo ficado cego, Saulo perdeu os seus pontos de referência. Ficando sozinho na escuridão, para ele as únicas coisas claras são a luz que viu e a voz que ouviu. Que paradoxo! Precisamente quando uma pessoa reconhece estar cega, começa a ver…”

Mudar de perspetiva

“A conversão de Paulo não é um voltar para trás – continua o Papa – mas abrir-se para uma perspetiva totalmente nova”. “É possível converter-se e renovar-se na vida ordinária, realizando as coisas que costumamos fazer, mas com o coração transformado e com motivações diferentes”. E o Papa recorda que no caso de Paulo “Jesus pede expressamente que vá até Damasco, para onde se dirigia. Paulo obedece, mas agora a finalidade e a perspetiva da sua viagem mudaram radicalmente. A partir de agora, verá a realidade com olhos novos: antes, eram os olhos do perseguidor justiceiro; a partir de agora, serão os do discípulo testemunha. Em Damasco, Ananias batiza-o e introdu-lo na comunidade cristã. No silêncio e na oração, Paulo aprofundará a sua experiência e a nova identidade que o Senhor Jesus lhe deu”.

Francisco faz um convite aos jovens: “Levanta-te e testemunha!”

“Hoje, o convite de Cristo a Paulo é dirigido a cada um e cada uma de vós, jovens: Levanta-te! Não podes ficar por terra a ‘lamentar-te com pena de ti mesmo’; há uma missão que te espera! Também tu podes ser testemunha das obras que Jesus começou a realizar em ti. Por isso, em nome de Cristo, eu te digo: Levanta-te e testemunha a tua experiência de cego que encontrou a luz, viu o bem e a beleza de Deus em si mesmo, nos outros e na comunhão da Igreja que vence toda a solidão”.

“O Senhor, a Igreja, o Papa confiam em vós e constituem-vos testemunhas junto de muitos outros jovens que encontrais pelos ‘caminhos de Damasco’ do nosso tempo”

Levantai-vos e celebrai a JMJ nas Igrejas Particulares!

Por fim o Papa Francisco reitera o convite à participação: “Renovo a todos vós, jovens do mundo inteiro, o convite a tomar parte nesta peregrinação espiritual que nos levará à celebração da Jornada Mundial da Juventude em Lisboa no ano de 2023”. “Espero que todos nós possamos viver estas etapas como verdadeiros peregrinos e não como ‘turistas da fé’!” “A Bem-Aventurada Virgem Maria interceda por nós” .