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Maria das Graças de Paiva Oliveira, mãe de pe. André de Paiva Oliveira faleceu ontem, domingo, 26 de setembro de 2021 em Natal, RN,

Maria das Graças de Paiva Oliveira, mãe de pe. André de Paiva Oliveira faleceu ontem, domingo, 26 de setembro de 2021 em Natal, RN, sua cidade.

Pe. André viajou para visitá-la porque já se encontrava internada e ao chegar recebeu a notícia de seu falecimento.

Rezemos pelo pe. André e seu familiares neste momento de tristeza e dor e peçamos a Deus que alimente a esperança e confiança na vida eterna. A arquidiocese de Vitória reza pelo senhor e seus familiares, pe. André.

Pe. André é administrador paroquial na paróquia Epifania do Senhor aos Reis Magos em Nova Almeida na Serra.

 

Eder Hoffmam I “Quem não é contra nós é a nosso favor” (Mc 9, 40). A Santa Mãe Igreja nos propõe, neste Domingo, mais

Eder Hoffmam IQuem não é contra nós é a nosso favor” (Mc 9, 40).

A Santa Mãe Igreja nos propõe, neste Domingo, mais uma perícope do Evangelho segundo São Marcos. Junto de seus discípulos, Jesus ensina-lhes o valor da missão do apostolado e, igualmente, as consequências do anúncio e vivência dos valores cristãos.

A profecia – lembra-nos a leitura do Livro de Números 11,25-29 – brota do Espírito de Deus. Seus desígnios e desejos são, portanto, irrepreensíveis e impossíveis de serem atalhados pelo homem. Quando informado que um homem desconhecido exorcizava, Jesus viu naquela ação a manifestação da vontade divina de libertar todos os homens. Se alguma ação é boa – assim ensinou-nos o Senhor– não deve ser impedida: “Quem não é contra nós é a nosso favor” (Mc 9,40).

Contudo, se vivemos e praticamos ações que desagradam a Deus, devemos prontamente rejeitá-las, ainda que nos causem grande perda. Os exemplos de Jesus causam-nos certo espanto pela força de suas palavras: o Senhor nos diz que é melhor perder alguns membros (olhos, mãos e pés) e entrar para a Vida do que, tendo todos, sermos lançado no inferno.

Ninguém negará que possuir mãos, pés e olhos sejam coisas boas. Quantas proezas, quantas maravilhas o ser humano já produziu com suas mãos (as artes, as ciências e a literatura, somente por exemplo); quantos lugares foram desbravados com seus pés e quantas maravilhas foram contempladas por seus olhos!

Mas, com pesar, devemos lembrar dos horrores que os nossos olhos já testemunharam com indiferença; das vezes que pisoteamos aqueles que necessitavam de nossa ajuda; dos instrumentos de morte e destruição que nossa mão foi capaz de empunhar.

Assim como nossos membros, nossa existência pode ser sinal de vida e edificação ou manifestação de morte e destruição. Cabe a nós, pela graça de Deus, discernir e manter em nossa vida cotidiana tudo que seja bom, justo e agradável a Deus e nossos irmãos, afastando de nós toda prática nociva e danosa a nossos irmãos.

Usemos com Sabedoria os dons que Ele nos confiou para a edificação de Sua obra. Vivamos nossa vida com nossas mãos, pés e olhares para aquele que é a fonte da Vida (Jo 4,14). Ele nos amará e saberá recompensar o mais simples ato de bondade, ainda que seja dar um copo de água ao que necessita (Mc 9,41). 

Eder Hoffmam Daniel 

Seminarista do 4º ano de Teologia.

Paróquia de origem: Bom Pastor – Campo Grande – Cariacica.

Paróquia de estágio Pastoral: Ressurreição – Goiabeiras – Vitória.

Foi no ano 2000 e o dia era 26 de setembro. Dom Dario Campos, nomeado pelo Papa João Paulo II em 5 de julho

Foi no ano 2000 e o dia era 26 de setembro. Dom Dario Campos, nomeado pelo Papa João Paulo II em 5 de julho de 2000, comemora hoje, 26 de setembro de 2021, 21 anos de sagração episcopal.

Seu pastoreio episcopal iniciou em Araçuaí (2001 – 2004), continuou em Leopoldina (2004 – 2011), na sequência Cachoeiro de Itapemirim (2011 – 2018).  Foi nomeado arcebispo de Vitória em 7 de novembro de 2018 e assumiu sua missão nesta arquidiocese em 5 de janeiro de 2019.

Dom Dario, a arquidiocese celebra com o senhor esta data e reza pelo senhor, pedindo a Deus que abençoe sua missão e lhe conceda

Leia abaixo partes do discurso do Secretário de Estado do Vaticano ao Conselho das Conferências Episcopais Europeias, publicado no site Vatican News. Que caminho

Leia abaixo partes do discurso do Secretário de Estado do Vaticano ao Conselho das Conferências Episcopais Europeias, publicado no site Vatican News.

Que caminho podemos tomar hoje para dar um novo impulso à ação pastoral, na perspectiva de ser uma Igreja missionária, como sugeriu o Santo Padre? Esta é uma das questões colocadas pelo Secretário de Estado Cardeal Pietro Parolin durante seu discurso na Assembleia Plenária do Conselho das Conferências Episcopais Europeias, centrado no tema: “CCEE: 50 anos a serviço da Europa, memória e perspectivas no horizonte da Fratelli tutti“. O cardeal indicou uma possível perspectiva em “repensar com seriedade e compromisso na educação e especialmente na formação de formadores”. Ele lembrou que nestes tempos existe “um forte risco de auto-educação e tudo que circula na internet e nas redes sociais é aceito como verdadeiro, sem nenhum critério objetivo de discernimento e, pior ainda, sem o contato necessário com a comunidade eclesial, o lugar da verdadeira formação”.

Caridade fraterna

A pandemia, acrescentou o Secretário de Estado, “acelerou um pouco esta dinâmica, e ainda hoje os fiéis se sentem tentados a permanecer confortavelmente em suas casas para se conectarem e se unirem ao Senhor através das abundantes tecnologias de comunicação, deixando de fora o encontro físico e pessoal com a comunidade eclesial que celebra a Eucaristia”. O convite constante do Santo Padre para ser uma “Igreja em saída” deveria nos estimular “não só à missão e à evangelização do nosso continente, que cada vez mais esquece sua história e suas raízes, mas também a uma caridade fraterna mais viva”.

Apoio à família e à vida humana

O Cardeal Parolin também disse que a Conferência Europeia poderia promover “novos gestos concretos de solidariedade” para ajudar as populações da Europa que estão passando por situações difíceis agravadas pela pandemia. Entre as áreas nas quais a cooperação dentro da CCEE é particularmente valiosa, a primeira “é sem dúvida o apoio à família e às políticas familiares”. Estreitamente ligado à família, explicou ele, está “a defesa da vida humana”: “É mais fundamental do que nunca que as Igrejas na Europa se apoiem mutuamente na afirmação do Evangelho da vida contra os muitos, demasiados anúncios de morte que ecoam em todo o continente”. O cardeal disse que a Europa está experimentando uma opulência nunca experimentada no passado e “sofre a tentação de descartar o que parece supérfluo”. “Infelizmente, estes bens supérfluos não raro incluem seres humanos. “Portanto, é de fundamental importância”, explicou o cardeal, “que as Igrejas se apoiem mutuamente também na ação pastoral em defesa da vida e na formação de pessoas, especialmente as com responsabilidades políticas, para que uma certa ‘cultura de morte’ não acabe dominando completamente o panorama legislativo da Europa”.

Educação dos jovens

Em seu discurso, o Secretário de Estado recordou então que “a Igreja não pode de forma alguma abdicar da educação das gerações mais jovens”. “Para crescer, a pessoa humana precisa de mestres, que sejam acima de tudo testemunhas, especialmente em nosso tempo, tão resistentes a qualquer forma de autoridade”. “Como bispos, somos chamados a ser em primeira pessoa testemunhas e mestres, para solicitar a resposta pessoal dos jovens”.

Atenção aos pobres e migrantes

Outra área diz respeito à atenção às realidades sociais mais frágeis, “a outros descartados, a saber, os pobres e os migrantes”. “A caridade, vivida como amor e serviço aos outros, é uma oportunidade preciosa de evangelização e testemunho de fé”. “A pandemia, especialmente nos primeiros meses em que atingiu a Europa, tornou ainda mais evidente a tendência dos governos, já em vigor há vários anos, de agir sozinhos”. Como cristãos, e especialmente como bispos”, salientou o Cardeal Parolin, “somos chamados, em vez disso, a mostrar que ‘a unidade é maior que o conflito’, como o Papa Francisco recorda na Evangelii Gaudium“. Outra área importante lembrada pelo cardeal, “que, além disso, pertence aos propósitos do CCEE, é o apoio à cooperação ecumênica na Europa para a unidade dos cristãos”.

Cuidado com o meio ambiente

Em seu discurso, o Secretário de Estado também destacou que “cuidar dos outros também significa cuidar do meio ambiente ao nosso redor”. “Salvaguardar a criação é um desafio que, juntamente com a pandemia da Covid-19, está entre os desafios mais urgentes que a humanidade enfrenta”. “Pelo contrário, ela pode nos ajudar a ampliar nosso pensamento e, sobretudo, nos encorajar a realizar atividades concretas. Cada um de nós deve pensar no mandamento específico de Deus dado a Adão e Eva e, portanto, a cada pessoa: cuidar e fazer frutificar a criação, não dominá-la e devastá-la”.

Compromisso com a paz

Outra necessidade da Europa, que requer um compromisso comum e um diálogo sincero com os líderes de outras religiões, é a da paz. Por ocasião de sua recente viagem à Eslováquia, o Cardeal Parolin disse: “O Santo Padre convidou o país a ser uma mensagem de paz no coração da Europa. Cada nação, cada comunidade grande ou pequena deste Continente pode fazer seu este convite para ser um pacificador”. Como nos lembra a encíclica Fratelli Tutti, “a paz não é apenas a ausência de guerra, mas o incansável compromisso – especialmente os que ocupam um cargo de maior responsabilidade – de reconhecer, garantir e reconstruir concretamente a dignidade, muitas vezes esquecida ou ignorada, de nossos irmãos”.

Dando continuidade às nossas reflexões acerca das dimensões da formação do Seminário, trataremos em seguida da dimensão comunitária. Tal dimensão possui uma influência substancial

Dando continuidade às nossas reflexões acerca das dimensões da formação do Seminário, trataremos em seguida da dimensão comunitária. Tal dimensão possui uma influência substancial em todas as demais, bem como em toda a vida cristã. Afinal, não é possível ser um cristão isolado, de maneira que a vivência da fé se dá, necessariamente, em comunidade.

A princípio, cabe destacar o que diz o decreto Presbyterorum Ordinis, sobre a vida dos presbíteros: “os presbíteros, elevados ao presbiterado pela ordenação, estão unidos entre si numa íntima fraternidade sacramental”. Em outras palavras, quando ordenados, os padres passam a fazer parte de uma família presbiteral, na qual todos os membros cooperam para um eficaz exercício do ministério um do outro, de modo que se forma um único presbitério sob a orientação do Bispo.

Além disso, o exercício do ministério presbiteral acontece, principalmente, nas comunidades paroquiais onde se congregam os fiéis e devotos. Por essa razão, é fundamental que haja uma profunda compreensão do que é, com efeito, a vida comunitária e qual o seu papel no desenvolvimento da fé do povo de Deus. À vista dessas realidades, já é possível imaginar a importância da dimensão comunitária no período de formação dos seminários.

Todo o processo formativo possui um caráter eminentemente comunitário. Isso parte do princípio no qual a conversão dos homens não acontece de maneira individualista; ao contrário, a comunidade é uma via para santificar-se a si mesmo, como também para santificar os demais. Isso se manifesta de maneira ainda mais evidente quando recordamos que o próprio Deus enviou profetas e apóstolos para anunciarem sua Palavra, fazendo uso de alguns homens para santificar os demais. Logo, percebe-se que a vida comunitária possui uma relação íntima com a vida espiritual, que é imprescindível no amadurecimento dos seminaristas.

Outro aspecto relevante é a oportunidade da prática das virtudes com ênfase na caridade. A fraternidade só é construída com um empenho constante para superar as formas de individualismo. Tal empenho se torna eficaz quando se busca vencer as formas do pecado com vistas à conquista das virtudes: a paciência, a mansidão, a misericórdia, a magnanimidade, etc. Assente nisso, não se pode esquecer que na caminhada vocacional, não somos competidores disputando o primeiro lugar; entretanto, somos irmãos em busca de uma comunhão sincera. Desse modo, o candidato purifica suas motivações e transforma sua própria conduta a fim de uma progressiva configuração a Cristo.

No intuito de buscar as realidades acima mencionadas, as casas de formação recomendam algumas práticas salutares: 1) Convivência e integração à comunidade; 2) Assumir gradualmente responsabilidades; 3) Trabalhar em equipe, sabendo receber e dar ajuda; 4) Escutar obedientemente o bispo e os formadores.

Tais práticas se desenvolvem no cotidiano da vida no seminário e promoverão um intenso amadurecimento humano e espiritual nos candidatos ao sacerdócio, como também tornará presente neles um crescente desejo pela comunhão.

Os presbíteros da Arquidiocese de Vitória – ES, todos anos se reúnem para o retiro anual, uma obrigação canônica, prevista pelo Código de Direito

Os presbíteros da Arquidiocese de Vitória – ES, todos anos se reúnem para o retiro anual, uma obrigação canônica, prevista pelo Código de Direito Canônico, cânon 276 § 24º. Por conta da pandemia da Covid-19, neste ano foi realizado por Área Pastoral, sendo que a última área foi a Área Pastoral de Vitória, que terminou hoje, 24/09/2021, seu retiro anual.

O pregador Dom Nivaldo dos Santos Ferreira (Bispo Auxiliar da Arquidiocese de Belo Horizonte), convidou cada presbítero  a fazer um itinerário espiritual de “subir ao monte” para um encontro pessoal e de intimidade com Deus.

Abastecidos e revigorados, os padres descem para a planície para os desafios pastorais, onde precisam colocar em prática os desejos do coração de Jesus Cristo, lembrando sempre que é “…em espírito e verdade” (Jo 4,23), que o Pai se revela a nós, pois qualquer lugar é lugar de diálogo com Ele.

Foram 4 dias de escuta, oração e celebração da Eucaristia. Houve, também, um momento mariano, celebração penitencial, adoração ao Santíssimo Sacramento e filmes que ajudaram a fortalecer a espiritualidade. Assista o testemunho de Dom Nivaldo.

Anexos

O Papa Francisco presidiu missa no 50ºaniversário de fundação da Conferência Episcopal da Europa. Leia a matéria divulgada no site Vatican News. A plenária

O Papa Francisco presidiu missa no 50ºaniversário de fundação da Conferência Episcopal da Europa. Leia a matéria divulgada no site Vatican News.

A plenária teve início, em Roma, nesta quinta-feira e prossegue até domingo, 26 de setembro, sobre o tema “Ccee, 50 anos a serviço da Europa, memória e perspectivas no horizonte da Fratelli tutti”.

Francisco iniciou sua homilia, usando três verbos, oferecidos pela Palavra de Deus, que interpelam os cristãos e os pastores na Europa: refletir, reconstruir e ver.

Refletir nos interpela

Refletir é a primeira coisa que o Senhor convida a fazer por meio do profeta Ageu”, disse o Papa. «Reflitam bem no comportamento de vocês», repete o Senhor duas vezes ao seu povo. «Então vocês acham que é tempo de morar tranquilos em casas bem cobertas, enquanto o Templo está em ruínas?», diz ainda o Senhor.

Este convite a refletir nos interpela: de fato, também hoje na Europa nós, cristãos, somos tentados a acomodar-nos nas nossas estruturas, nas nossas casas e nas nossas igrejas, na segurança das tradições, na satisfação por um certo consenso, enquanto ao redor os templos se esvaziam e Jesus fica cada vez mais esquecido.

“Reflitamos! Quantas pessoas deixaram de ter fome e sede de Deus! Não porque sejam más, mas porque falta quem lhes abra o apetite da fé e reacenda a sede que há no coração do homem: aquela que a ditadura do consumismo – leve, mas sufocante – tenta extinguir. Muitos são levados a sentir apenas necessidades materiais, não a falta de Deus”, disse ainda Francisco.

O povo ao qual o Senhor fala por meio do profeta Ageu, tinha tudo o que queria, mas não era feliz. “A falta de caridade causa infelicidade, porque só o amor sacia o coração. Fechados no interesse pelas próprias coisas, os habitantes de Jerusalém perderam o sabor da gratuidade. Também este pode ser o nosso problema: concentrar-se nas várias posições da Igreja, nos debates, nas agendas e estratégias, e perder de vista o verdadeiro programa que é o do Evangelho: o zelo da caridade, o ardor da gratuidade. O caminho de saída dos problemas e fechamentos é sempre o do dom gratuito; não há outro. Reflitamos nisto.”

Fazer-se artesãos de comunhão

O segundo passo é reconstruir. «Reconstrua o Templo», pede Deus através do profeta. “E o povo reconstrói o templo. Cessa de contentar-se com um presente tranquilo, e trabalha para o futuro”.

Disto precisa a construção da casa comum europeia: deixar as conveniências do imediato para voltar à visão clarividente dos pais fundadores, visão profética e de conjunto, porque não procuravam os consensos do momento, mas sonhavam o futuro de todos. Assim foram construídas as paredes da casa europeia e só assim se poderão robustecer. O mesmo vale também para a Igreja, casa de Deus. Para torná-la bela e acolhedora, é necessário olhar juntos para o futuro, não restaurar o passado. Sem dúvida, devemos partir dos alicerces, porque dali se reconstrói: a partir da tradição viva da Igreja, que nos alicerça sobre o essencial, ou seja, o anúncio feliz, a proximidade e o testemunho. Daqui se reconstrói: a partir dos alicerces da Igreja dos primórdios e de sempre, da adoração a Deus e do amor ao próximo, não a partir dos gostos de cada um.

A seguir, o Papa agradeceu ao Conselho das Conferências Episcopais da Europa “por estes primeiros 50 anos a serviço da Igreja e da Europa. Somos chamados pelo Senhor a trabalhar para que a sua casa seja cada vez mais acolhedora, para que cada um possa entrar e viver nela, para que a Igreja tenha as portas abertas a todos e ninguém se sinta tentado a concentrar-se apenas em olhar e trocar as fechaduras”.

Segundo o Papa, “toda a reconstrução se realiza em conjunto, sob o signo da unidade, ou seja, com os outros. Pode haver diferentes visões, mas deve-se sempre guardar a unidade. Este é o nosso chamado: ser Igreja, formar um só Corpo entre nós. É a nossa vocação, como Pastores: reunir o rebanho, não o dispersar nem mesmo preservá-lo em belos recintos fechados. Reconstruir significa fazer-se artesãos de comunhão, tecedores de unidade em todos os níveis: não por estratégia, mas pelo Evangelho”.

Muitos na Europa pensam que a fé seja algo já visto

Se edificarmos desta forma, daremos aos nossos irmãos e irmãs a chance de ver: é o terceiro verbo que “aparece na conclusão do Evangelho de hoje, onde se diz que Herodes procurava «ver Jesus». Hoje, como então, fala-se muito de Jesus. Então dizia-se que «João ressuscitou dos mortos, (…) Elias tinha aparecido, (…) um dos antigos profetas tinha ressuscitado». Todos eles mostravam apreço por Jesus, mas não compreendiam a sua novidade e o fecharam em esquemas já vistos: João, Elias, os profetas… Jesus, porém, não pode ser classificado nos esquemas do «ouvi dizer» ou do «já visto»”.

Muitos na Europa pensam que a fé seja algo já visto, que pertence ao passado. Por quê? Porque não viram Jesus em ação em suas vidas. E muitas vezes não O viram, porque nós não O mostramos suficientemente com as nossas vidas. Pois Deus se vê nos rostos e nos gestos de homens e mulheres transformados pela sua presença. E se os cristãos, em vez de irradiarem a alegria contagiante do Evangelho, repropuseram esquemas religiosos gastos, intelectualistas e moralistas, as pessoas não veem o Bom Pastor.

Segundo Francisco, “este amor divino, misericordioso e impressionante é a novidade perene do Evangelho” que nos pede “para mostrar Deus, como fizeram os Santos: não por palavras, mas com a vida. Pede oração e pobreza, criatividade e gratuidade”. “Ajudemos a Europa de hoje, doente de cansaço, a reencontrar o rosto sempre jovem de Jesus e de sua esposa. Não podemos fazer outra coisa a não ser doar-nos completamente para que se veja esta beleza sem ocaso”, concluiu o Papa.

Pe. Humberto Leopoldo Wuyts (1938-2014), décimo Reitor do Seminário, entre 1992 e 1995 (à esquerda); e Pe. Arlindo Moura de Melo, décimo primeiro Reitor,
Pe. Humberto Leopoldo Wuyts (1938-2014), décimo Reitor do Seminário, entre 1992 e 1995 (à esquerda); e Pe. Arlindo Moura de Melo, décimo primeiro Reitor, de 1995 a 1998 (à direita).

Para suceder ao Pe. Ivo Ferreira de Amorim na reitoria, o Sr. Arcebispo nomeou, em 16 de novembro de 1992, o Pe. Humberto Leopoldo Wuyts, missionário belga que já havia colaborado com o Seminário na qualidade de Diretor Espiritual. Pe. Humberto recebeu a notícia de sua nomeação por telefone, durante uma viagem à sua terra natal, na Europa.

Desde março daquele ano (1992), as duas comunidades (Teologia e Filosofia) estavam novamente reunidas na sede do Seminário, em Santa Helena. Pe. Humberto, para melhor acomodar os vocacionados, empreendeu uma obra de ampliação sobre o antigo salão construído nos anos 1950: onde outrora funcionavam dormitório e sanitários, depois da reforma passaram a funcionar refeitório e cozinha, com a adição de mais dois andares, com quartos para receber os seminaristas da Teologia.

Nesta época, a equipe de formadores contou com a colaboração dos Padres Josemar Stein e Paulo Régis Silvestre, como Vice-reitores; e do Pe. Renzo Florio (Pavoniano) como Diretor Espiritual.

Pe. Humberto permaneceu na reitoria até agosto de 1995, quando foi sucedido por Pe. Arlindo Moura de Melo. Pe. Arlindo, por sua vez, assumiu em 06 de agosto de 1995 e renunciou em 07 de julho de 1998, por razões de saúde. 

CRUZ, Arnóbio Passos. Seminário Nossa Senhora da Penha: 50 anos de história (1951-2001). Vitória, 2001.