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Os bispos do Brasil em Assembleia Geral, divulgaram na manhã de hoje, como já é tradição, uma mensagem ao povo de Deus. Confira: MENSAGEM

Os bispos do Brasil em Assembleia Geral, divulgaram na manhã de hoje, como já é tradição, uma mensagem ao povo de Deus. Confira:

MENSAGEM DOS BISPOS DO BRASIL AO POVO DE DEUS

Jesus disse de novo: “A paz esteja convosco.
Como o Pai me enviou, eu também vos envio” (Jo 20,21)

 

Reunidos em Aparecida, junto à Padroeira do Brasil, nós, Bispos Católicos, por ocasião da 62ª Assembleia Geral da CNBB, de 15 a 24 de abril, dirigimos esta mensagem de esperança e unidade a todo o Povo de Deus. Fortalecidos pela oração, reafirmamos o compromisso de evangelizar, sendo uma Igreja Sinodal que escuta, acolhe e serve a Jesus Cristo com amor e fidelidade.

Unimo-nos ao Papa Leão XIV em seu profético empenho pela paz, que não pode ser um ideal distante, mas uma realidade concreta. Exortamos todos a reconhecer que a paz, dom do Ressuscitado, brota da conversão dos corações, do diálogo fraterno e da solidariedade com os mais pobres.

O Batismo é a fonte de todas as vocações e, por meio dele, somos chamados à santidade e à comunhão. Revestidos todos da mesma dignidade, tornamo-nos corresponsáveis pela missão da Igreja, qualquer que seja o ministério que exerçamos. Nesta harmonia, reconhecemos a riqueza dos dons e carismas que, na diversidade dos ministérios, dinamizam o serviço na Igreja e na sociedade.

Manifestamos nossa gratidão a todo o Povo de Deus, que se mantém fiel no seguimento a Jesus Cristo, e expressamos nossa proximidade a todos os cristãos leigos e leigas, consagrados e consagradas, e ministros ordenados que sofrem calúnias e agressões por seu compromisso com o Evangelho, principalmente junto aos pobres e na defesa da Casa Comum.

Pedimos a todos um esforço contínuo pela unidade, fazendo de nossas comunidades ambientes onde o diálogo se manifeste na superação das polarizações. Empenhemo-nos na valorização da diversidade dos dons, onde todos os ministérios sejam vividos como serviço ao próximo, num caminho de comunhão, participação e missão.

Somos gratos aos cristãos leigos e leigas, chamados a ser sal da terra e luz do mundo nas realidades sociais e eclesiais (cf. Mt 5,13-16). Enaltecemos, igualmente, a vocação matrimonial e a família, cuja missão reside em gerar e cuidar da vida, na educação das novas gerações e na transmissão da fé.

Esse mesmo olhar queremos dirigir aos diáconos e presbíteros, chamados — a exemplo do Bom Pastor — a serem conosco os primeiros, dentre o Povo de Deus, servidores na comunidade e dispensadores da graça sacramental, construindo um caminho de unidade e comunhão. Reconhecemos também a importância da vida consagrada e seu compromisso missionário, especialmente junto aos mais fragilizados, como um sinal profético de doação da própria vida e um testemunho da alegria no discipulado.

Iluminados pelo magistério do Papa Francisco, que nos animou a ser uma “Igreja em saída”, reconhecemos o trabalho incansável de todos os fiéis que se dedicam às iniciativas de cuidado dos pobres e da Casa Comum, atuando nas periferias geográficas e existenciais. A doação de suas vidas, nesta missão, impulsiona-nos a uma sensibilidade e abertura missionária permanentes.

Agradecemos, de modo especial, a todos os jovens presentes em nossas comunidades. Vocês são o “agora de Deus”, e nos ajudam a ser uma Igreja viva e renovada. Ao mesmo tempo, convidamos todas as lideranças eclesiais a acolherem e caminharem junto aos jovens, no cuidado, na escuta e no discernimento.

Convidamos todos a um renovado compromisso na construção da cultura vocacional, fazendo de nossas comunidades espaços de encontro, testemunho e missão. Ao redor da mesa da Palavra e da Eucaristia, em cada domingo, unamo-nos na oração pelas vocações e pela perseverança dos que se colocam a serviço da evangelização.

Neste espírito de comunhão, como um só corpo (cf. Rm 12,5), assumamos, com renovado ardor, as novas Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil. Elas são a expressão concreta de nossa acolhida ao caminho sinodal, que nos leva a redescobrir a beleza da variedade das vocações, carismas e ministérios.

Somos uma Igreja ministerial e, sob o olhar amoroso da Virgem Aparecida, Mãe das Vocações, renovamos nosso compromisso de evangelizar, anunciando Jesus Cristo com alegria e esperança, para que cheguemos à plenitude do Reino de Deus.

Aparecida – SP, 24 de abril de 2026.
62ª Assembleia Geral da CNBB

Dom Jaime Cardeal Spengler
Arcebispo da Arquidiocese de Porto Alegre – RS
Presidente da CNBB

Dom João Justino de Medeiros Silva
Arcebispo da Arquidiocese de Goiânia – GO
1º Vice-Presidente da CNBB

Dom Paulo Jackson Nóbrega de Sousa
Arcebispo da Arquidiocese de Olinda e Recife – PE
2º Vice-Presidente da CNBB

Dom Ricardo Hoepers
Bispo Auxiliar da Arquidiocese de Brasília – DF
Secretário-Geral da CNBB

Bispos em Assembleia aprovam Diretrizes Gerais para a evangelização, cujo objetivo é orientar dioceses e arquidioceses em seus planos pastorais. A aprovação aconteceu na

Bispos em Assembleia aprovam Diretrizes Gerais para a evangelização, cujo objetivo é orientar dioceses e arquidioceses em seus planos pastorais. A aprovação aconteceu na manhã de hoje, 23 de abril de 2026.

Veja abaixo os bispos do Espirito Santo na hora do voto. Os  294 bispos na Assembleia votaram pela aprovação.

“Desde o início da assembleia, no dia 15 de abril, os bispos tem se dedicado a analisar o texto das diretrizes, apresentado pela Comissão de elaboração das diretrizes. Divididos em grupos por regionais, o episcopado apresentou um total de 656 emendas ao texto original, que foram acatadas pela comissão e está presente, em quase sua totalidade, no texto final apresentado nesta manhã aos bispos”. Diz a publicação da CNBB, que acrescenta:

Expressão da caminhada comum

Antes da aprovação, dom Leomar Antônio Brustolin, arcebispo de Santa Maria (RS) e presidente da comissão responsável pelas diretrizes, apresentou ponto a ponto o novo texto com a inclusão das emendas. Segundo o bispo, quase 90% das emendas recebidas foram incorporadas ao texto final. “Sempre preservando a unidade, a coerência e o horizonte global do texto”, destacou dom Leomar. “Fizemos o melhor possível para que esse texto seja a expressão real da nossa caminhada comum.”

Ao final da apresentação das diretrizes por dom Leomar, os bispos aplaudiram de pé, reconhecendo todo trabalho da comissão e o empenho em espírito de verdadeira comunhão, como destacou dom Jaime Spengler, arcebispo de Porto Alegre (RS) e presidente da CNBB. “Creio que temos em mãos um verdadeiro pentecostes, isto é obra do Espírito, não nossa, é do Espírito de Deus”, falou dom Jaime.

Após a correção do texto, as diretrizes estarão disponíveis, de forma impressa pelas Edições CNBB, em quatro semanas.

Também nesta 62ª Assembleia, a CNBB, Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, tomou para si a coordenação de um Centro de Dados que estarão disponíveis em todos os Regionais. O projeto, tem como base, experiências realizadas em 20 diocese, consideradas como projeto piloto. Os dados serão coletados junto às dioceses e  constarão entre eles “informações sobre bispos, dioceses, padres, diáconos, regionais e históricos. Junto com a plataforma de dados, estará disponível um portal para consulta dos dados públicos por toda sociedade”, diz o comunicado.

As fotos foram enviadas pelo pe. Renato Criste, Secretário do Regional Leste 3

 

Teve início nesta terça-feira, 22 de abril, o envio missionário dos seminaristas da etapa da síntese vocacional do Seminário Nossa Senhora da Penha, da

Teve início nesta terça-feira, 22 de abril, o envio missionário dos seminaristas da etapa da síntese vocacional do Seminário Nossa Senhora da Penha, da Arquidiocese de Vitória. A iniciativa marca um momento significativo de vivência pastoral, no qual os formandos são enviados a diferentes realidades eclesiais para aprofundar sua experiência missionária e vocacional.

Participam desta etapa os seminaristas Arthur Henrique Silva Varanda, Ewerton Venâncio Mariani, Jardel Martins Ferreira, Lucas Saraiva e Thassio de Oliveira Cachoeiro. Como parte dessa vivência missionária, Arthur e Jardel embarcaram na manhã de hoje rumo à Prelazia de Lábrea, enquanto Ewerton, Lucas e Thassio realizaram seu embarque no fim da tarde, com destino à Diocese de Conceição do Araguaia, no Pará.

A missão se apresenta como uma oportunidade privilegiada de encontro com diferentes realidades eclesiais e sociais, permitindo aos seminaristas um contato mais direto com as comunidades, suas vivências de fé e seus desafios cotidianos. Sobre essa experiência, o seminarista Lucas Saraiva destaca: “Trago como expectativa a oportunidade de adquirir um olhar sobre a Igreja que vai além das experiências vivenciadas até o momento no itinerário formativo, a troca de experiências com as comunidades locais, valorizando o aprendizado prático sobre suas realidades e, ao mesmo tempo, um aprofundamento vocacional.”

A presença missionária nessas regiões evidencia a riqueza e a diversidade da Igreja no Brasil. São territórios marcados por desafios pastorais, distâncias geográficas e contextos sociais específicos, que exigem uma Igreja em saída, próxima e sensível às necessidades do povo. Nesse sentido, a missão não apenas contribui para a formação dos seminaristas, mas também fortalece as comunidades locais, promovendo a partilha de dons, a vivência da fé e o compromisso com o anúncio do Evangelho em realidades que demandam atenção e dedicação constantes.

Nos últimos dias da Assembleia Geral dos Bispos do Brasil que termina na sexta-feira, 24 de abril a pauta vai se encaminhando para a

Nos últimos dias da Assembleia Geral dos Bispos do Brasil que termina na sexta-feira, 24 de abril a pauta vai se encaminhando para a aprovação das Diretrizes Gerais que orientarão os planos pastorais nas dioceses e arquidioceses do Brasil. A previsão é de que a votação aconteça hoje, quarta-feira, 22 de abril, após as considerações que foram apresentadas durante a primeira semana da Assembleia. Porém, a Assemblei se debruçou sobre outros assuntos: os trabalhos realizados pela Igreja para a proteção de menores e pessoas vulneráveis nos espaços eclesiais; trabalho ecumênico e inter-religioso; Casa do Pão, em Recife, criada em 2025 com a proposta de atender pessoas vulneráveis; e também as próximas etapas do Sínodo sobre sinodalidade.

Sobre a proteção de menores e pessoas vulneráveis foi assinado um acordo entre a Santa Sé, a CNBB e a CRB, Conferência Nacional dos Religiosos do Brasil.

Rezemos pelos bispos que participam da Assembleia para que Deus os acompanhe e ilumine nesta reta final.

 

 

A tradicional Feijoada Solidária do Seminário Nossa Senhora da Penha já tem data marcada e promete ser mais do que um momento gastronômico: será

A tradicional Feijoada Solidária do Seminário Nossa Senhora da Penha já tem data marcada e promete ser mais do que um momento gastronômico: será uma ocasião especial de encontro, partilha e apoio à formação vocacional. O evento acontecerá no dia 16 de maio, a partir das 11h, reunindo todo povo de Deus num clima de fraternidade e solidariedade.

Promovida com o objetivo de colaborar diretamente com a formação dos seminaristas, a feijoada é uma oportunidade concreta de contribuir com a missão da Igreja. Ao participar, cada pessoa se torna parte ativa desse processo formativo, ajudando a garantir que futuros sacerdotes tenham acesso a uma preparação sólida, tanto humana quanto espiritual.

Além da importância do apoio, o evento também convida todos a viverem um momento de comunhão entre irmãos. Em torno da mesa, partilhando o alimento e a convivência, fortalece-se o espírito comunitário, essencial para a vivência da fé. É um tempo propício para reencontros, novas amizades e para renovar o compromisso com a vida em comunidade.

A Feijoada Solidária do Seminário é, portanto, um convite aberto: participar, colaborar e celebrar juntos. Mais do que um almoço, trata-se de um gesto de amor e corresponsabilidade com a formação e com a vida da Igreja.

 

Clique aqui e adquira seu convite!

 

INFORMAÇÕES

FEIJOADA SOLIDÁRIA

Data: 16 de maio

Horário: Servido a partir das 11h

Local: Seminário Nossa Senhora da Penha – Ladeira Anthero Braido, 255 – Praia do Suá, Vitória

Estacionamento: Av. João Batista Parra, 525 – Praia do Suá, Vitória. (CECATES)

 

Informações Adicionais

  • Vagas limitadas;
  • Crianças até 10 anos não pagam;
  • Haverá recreação infantil e outras atrações;
  • Sobremesas e Bebidas serão vendidas à parte;
  • Marmitas serão vendidos no valor de R$30,00.

 

Retiro e Celebração Penitencial marcam o início da 62ªAssembleia Geral dos Bispos do Brasil. A Assembleia continua até 24 de abril no Santuário de

Retiro e Celebração Penitencial marcam o início da 62ªAssembleia Geral dos Bispos do Brasil. A Assembleia continua até 24 de abril no Santuário de Aparecida em São Paulo. Participam o arcebispo de Vitória, dom Ângelo Mezzar. o bispos auxiliar, dom Andherson Franklin e o arcebispo emérito dom Dario Campos. Leia a matéria publicada no site cnbb.org.br

 

Na ocasião, os participantes tiveram a oportunidade de aprofundar os temas, com os olhares voltados para o sentido de uma vida marcada pela verdade, liberdade interior e coragem no anúncio do Evangelho, destacando que “a parresia é selo do Espírito, testemunho da autenticidade do anúncio”. A partir dos ensinamentos da exortação apostólica Evangelii Gaudium e da exortação Gaudete et Exsultate, dom Armando ressaltou que o evangelizador é chamado a agir com confiança, mesmo diante de resistências. Segundo o texto refletido, “o Espírito Santo infunde a força para anunciar a novidade do Evangelho com ousadia (parresia), em todo o tempo e lugar”, reforçando que o testemunho deve ir além das palavras e alcançar a própria vida.

A reflexão também apresentou o exemplo de Jesus Cristo como modelo pleno de parresia, evidenciado em Sua autoridade ao ensinar a coerência entre palavra e ação. “Ele os ensinava como quem tem autoridade”, recorda o Evangelho, confirmando um estilo marcado pela verdade e liberdade. Nesse sentido, destacou-se que a parresia não se limita ao discurso, mas envolve atitudes, comportamento e uma postura transparente diante de Deus e das pessoas.

Ao longo da meditação, dom Armando alertou para os desvios no uso da palavra, sobretudo no contexto atual das redes sociais, onde muitas vezes a franqueza é confundida com agressividade. “Nem todo silêncio é ouro”, afirmou dom Armando, ao mesmo tempo em que disse que a verdadeira parresia “caminha sempre com o amor”, evitando tanto a omissão quanto a violência nas relações.

 

 

O Papa Leão XIV enviou mensagem aos bispos do Brasil, reunidos em Assembleia até 24 de abril, no Santuário de Aparecida, São Paulo. O

O Papa Leão XIV enviou mensagem aos bispos do Brasil, reunidos em Assembleia até 24 de abril, no Santuário de Aparecida, São Paulo. O objetivo da Assembleia deste ano 2026 é a aprovação das Diretrizes que servirão de orientação para os planejamentos pastorais em cada diocese.

Após a Abertura, quando dom Jaime Spengler lembrou a morte do Papa Francisco e agradeceu pela sua vida e de seu sucessor, foi feita a leitura da mensagem enviada pelo Papa para esta ocasião. Leia abaixo a mensagem do Papa e rezemos para que a Assembleia traga frutos para a Igreja.

Mensagem do Papa

Anexos

Desde 2022, a Assembleia Geral da CNBB, Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, elaborando as Diretrizes que irão orientar a ação evangelizadora da Igreja

Desde 2022, a Assembleia Geral da CNBB, Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, elaborando as Diretrizes que irão orientar a ação evangelizadora da Igreja no Brasil. Um equipe foi criada e trabalho durante estes quatro anos, seguindo os apelos das Assembleias, as conclusões do Sínodo e o apelo do então Papa Francisco.

Ainda em 2022, durante a 59ª Assembleia Geral, os bispos brasileiros divulgaram uma carta à Igreja no Brasil apresentando o itinerário de construção das novas Diretrizes. Mais do que um cronograma, o documento expressou uma escolha clara: trilhar um caminho sinodal, com ampla participação do Povo de Deus. 

De 15 a 24 deste mês de abril de 2026, em Aparecida, os Arcebispos e Bispos estão reunidos, com o objetivo de aprovar as Diretrizes que irão nortear todas as Arquidioceses e Dioceses do País., em seus planejamentos pastorais.

Nosso arcebispo, dom Ângelo Mezzari, o bispos auxiliar, dom Andherson Franklin, e arcebispo emérito, dom Dario Campos estão participando da Assembleia.

 

Leia abaixo a publicação do site cnbb.org.br

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) realiza, de 15 a 24 de abril, em Aparecida (SP), sua próxima Assembleia Geral tendo como tema central a votação e possível aprovação das novas Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil (DGAE). O texto é fruto de um processo iniciado em 2022 e marcado por ampla escuta, participação e discernimento em chave sinodal. 

A expectativa é que o episcopado brasileiro consolide, nesta Assembleia, um documento que deverá orientar a ação pastoral da Igreja no país nos próximos anos, em sintonia com os desafios contemporâneos e com o caminho sinodal vivido pela Igreja no mundo. 

Ao longo desse percurso, dois marcos se destacam como referências fundamentais: a carta dos bispos à Igreja no Brasil, que deu início ao processo, e a mensagem enviada pelo Papa Francisco ao episcopado brasileiro, que confirmou e encorajou o caminho adotado. 

A carta à Igreja no Brasil: ponto de partida do caminho sinodal

Painel da 59ª AG CNBB

Na carta, o episcopado reafirma o compromisso de construir “uma Igreja decididamente sinodal”, destacando a necessidade de avançar sem retrocessos, com mais escuta, diálogo e corresponsabilidade. O texto também aponta para a urgência de uma Igreja mais fraterna, missionária e comunitária, capaz de responder aos desafios do tempo presente. 

Esse documento teve papel decisivo ao mobilizar dioceses, organismos e fiéis em todo o país, incentivando a participação ativa e o envio de contribuições. Ao mesmo tempo, situou a elaboração das Diretrizes em sintonia com o Sínodo sobre a Sinodalidade, ampliando o horizonte eclesial da reflexão. 

Discernimento Pastoral

Em 2023, o processo avançou para o discernimento pastoral, com reflexões sobre os impactos da pandemia, as transformações culturais e digitais e desafios como a pobreza, a polarização e o enfraquecimento do senso de pertença eclesial. Nesse contexto, ganharam força as palavras-chave comunhão, participação e missão, que passaram a orientar a elaboração do texto. 

A carta do Papa Francisco: encorajamento e confirmação

Em 2024, durante a 61ª Assembleia Geral, o Papa Francisco enviou uma carta ao episcopado brasileiro na qual manifestou alegria pelo processo de elaboração das Diretrizes, destacando seu caráter sinodal. 

61ª Assembleia Geral da CNBB

A mensagem foi recebida como sinal de comunhão com a Igreja no Brasil e como confirmação do caminho percorrido. O Papa encorajou os bispos a manterem viva a caridade, a busca pela verdade e o compromisso com o Evangelho, recordando que toda ação pastoral deve ser guiada pelo amor e pela entrega. 

Consolidação e aprofundamento em 2024

Ainda em 2024, os bispos trabalharam sobre um instrumento de trabalho que sistematizou as contribuições recebidas. A metodologia incluiu a “conversa no Espírito”, com grupos de discernimento voltados à escuta dos sinais dos tempos e à definição de caminhos pastorais. 

A imagem da “tenda alargada” tornou-se inspiração central, expressando o desejo de uma Igreja mais acolhedora, aberta e missionária. O processo também buscou integrar as conclusões do Sínodo e dialogar com questões emergentes, como o impacto das novas tecnologias, a crise climática e o crescimento do individualismo. 

Equipe de Elaboração e amadurecimento do texto

Ao longo do processo, o texto passou por sucessivas revisões e foi profundamente marcado pela atuação da Equipe de Elaboração das Diretrizes, que teve papel decisivo na escuta, sistematização e discernimento das contribuições vindas de dioceses, organismos e conselhos pastorais. Em 2026, o documento alcançou sua 23ª versão, consolidando um caminho construído de forma colegiada, marcado pela escuta, pela corresponsabilidade e pelo método sinodal como eixo estruturante. O texto também incorpora inspirações do Papa Leão XIV e do magistério recente.

A assessora da Comissão para a Animação Bíblico-Catequética da CNBB e membro da Equipe de Elaboração das Diretrizes, Mariana Aparecida Venâncio, destaca a relevância do grupo nesse percurso:

“Dom Leomar Brustolin foi designado para presidir a equipe e buscou constituí-la com bispos que representassem todo o Brasil. Além disso, ela conta com a assessoria de peritos e assessores da CNBB”, afirma. 

Segundo Mariana, a composição plural e representativa da equipe foi fundamental para garantir que o texto refletisse a diversidade e a riqueza da realidade eclesial brasileira, contribuindo de maneira decisiva para a qualidade e a unidade das Diretrizes. 

Dom Leomar Brustolin, arcebispo de Santa Maria (RS) e presidente da Equipe de Elaboração das DGAE

Também para dom Leomar Brustolin, arcebispo de Santa Maria (RS), o trabalho da equipe tem favorecido um maior aprofundamento e comunhão entre os bispos.

“Há uma grande participação, comunhão e senso de pertença. Acho que nas Diretrizes teremos grandes linhas para a evangelização”, destacou. 

Versão final e votação em 2026

Em março de 2026, o Conselho Permanente da CNBB recebeu a versão final das Diretrizes, considerada uma das mais abrangentes já elaboradas pela Conferência em termos de escuta e participação. 

Conselho Permanente reunido em março de 2026

O documento está estruturado em seis capítulos, abordando desde a imagem da comunidade como “tenda” até compromissos sinodais concretos. Para Mariana Venâncio, um dos aspectos mais significativos é a mudança na forma de organização do texto. 

“Aquilo que, em diretrizes passadas, denominávamos prioridades ou eixos, agora são caminhos por meio dos quais a Igreja no Brasil busca atender ao chamado à sinodalidade”, explica. 

Ela destaca ainda o vínculo direto com o Sínodo:

“Uma das referências fundamentais dessas DGAE é o Sínodo da Sinodalidade. Ela se constitui como um grande instrumento de recepção, apontando o modo como a Igreja no Brasil pode viver a sinodalidade em suas realidades, desafios e potencialidades”. 

Sobre a vigência do documento, Mariana ressalta que a decisão caberá ao conjunto dos bispos reunidos em Assembleia:

“A equipe de elaboração levará uma proposta, mas esse é um discernimento que deverá ser feito por todo o episcopado durante os trabalhos da Assembleia”, afirma. 

O objetivo geral do texto, ainda a ser aprovado, é “evangelizar, anunciando Jesus Cristo, como Igreja sinodal sustentada pela Palavra e pelos sacramentos”, com forte ênfase na missão, na comunhão e na participação. 

Um marco para a Igreja no Brasil

A Assembleia de abril representa o ponto culminante de um processo de quase quatro anos, marcado por escuta, diálogo e amadurecimento coletivo. Caso aprovadas, as novas Diretrizes deverão orientar a ação evangelizadora da Igreja no Brasil em um cenário de profundas transformações sociais, culturais e religiosas. 

Mais do que um documento, as DGAE expressam um modo de ser Igreja: sinodal, missionária e atenta aos sinais dos tempos. Sustentadas pela carta inicial dos bispos e confirmadas pelo encorajamento do Papa Francisco, elas apontam os rumos da evangelização no país para os próximos anos. 

Composição atual da Equipe de Elaboração das DGAE

Dom Leomar Antônio Brustolin | Arcebispo de Santa Maria (RS)
Dom José Altevir da Silva | Bispo de Tefé (AM)
Dom Pedro Carlos Cipollini | Bispo de Santo André (SP)
Dom Francisco de Sales Alencar Batista | Bispo de Mossoró (RN)
Dom Paulo Renato Campos | Bispo de Barra do Garças (MT)
Dom Jânison de Sá Santos | Bispo auxiliar de Fortaleza (CE)
Padre Abimar Oliveira de Moraes | PUC Rio
Padre Jean Poul Hansen | Secretário-executivo de Campanhas da CNBB
Mariana Aparecida Venâncio | Assessora da Comissão para a Animação Bíblico-Catequética da CNBB