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A JMC, Jornada Mundial das Crianças, iniciativa do Papa, aconteceu em Roma no dia 25 de maio de 2025. Na ocasião, o Papa respondeu
A JMC, Jornada Mundial das Crianças, iniciativa do Papa, aconteceu em Roma no dia 25 de maio de 2025. Na ocasião, o Papa respondeu a perguntas feitas pelas crianças e uma delas ganhou destaque na mídia, uma menina da Indonésia perguntou o que o Papa faria se pudesse fazer um milagre.
“Se eu pudesse fazer um milagre, qual milagre eu faria? É fácil: que todas as crianças tenham o necessário para viver, comer, brincar, ir à escola. Este é o milagre que eu gostaria de fazer”, disse o Papa Francisco.

O evento aconteceu no Estádio Olímpico de Roma e o Papa foi até lá para encontrá-las. Cerca de cinquenta mil pessoas participaram do evento. Leia abaixo a matéria publicada no site vaticannews.va.

As palavras iniciais do Papa foram um convite para dar o “pontapé inicial” a um movimento de meninos e meninas que querem construir um mundo de paz, “onde sejamos todos irmãos, um mundo que tem futuro, porque queremos cuidar do ambiente que nos rodeia”, disse o Pontífice.

Uma onda de alegria

“Em vocês, crianças, tudo fala de vida, de futuro, e a Igreja, que é mãe, as acolhe e as acompanha com ternura e esperança”, disse ainda Francisco. O Papa recordou que em 7 de novembro passado, teve “a alegria de acolher no Vaticano milhares de crianças provenientes de várias partes do mundo”.

Naquele dia vocês trouxeram uma onda de alegria; e me fizeram suas perguntas sobre o futuro. Aquele encontro deixou uma marca no meu coração e eu entendi que aquela conversa com vocês devia continuar, devia estender-se a muitas outras crianças e adolescentes. É por isso que estamos aqui hoje: para continuar a dialogar, para fazer perguntas e dar respostas. 

Tristeza por causa das guerras

“Sei que vocês estão tristes com as guerras. Eu lhes faço uma pergunta: vocês estão tristes com as guerras?”, perguntou o Papa. E as crianças responderam: “Sim”!

A seguir, Francisco disse às crianças que recebeu, neste sábado, algumas crianças que “fugiram da Ucrânia e estavam sofrendo muito com as guerras”. “Algumas delas estavam feridas”. “A guerra é uma coisa boa”?, perguntou o Papa, e as crianças responderam: “Não!” “A paz, é uma coisa bonita?” “Sim!”, responderam elas.

“Vocês estão tristes porque muitos de seus coetâneos não podem ir à escola. Há meninas e meninos que não podem ir à escola”, disse ainda o Papa, que acrescentou:

Rezemos pelas crianças que não podem ir à escola, pelas crianças que sofrem com as guerras, pelas crianças que não têm alimento, pelas crianças que estão doentes e ninguém cuida delas. 

A alegria é a saúde da alma

A seguir, o Papa perguntou: “Vocês sabem qual é o lema desta Jornada Mundial das Crianças? O lema é uma frase tirada da Bíblia: ‘Eis que faço novas todas as coisas'”. “Vocês já ouviram?” As crianças respondem: “Sim!” “Esse é o lema. É lindo. Pensem: Deus quer isso, tudo o que não é novo passa. Deus é novidade. O Senhor sempre nos dá novidade”, disse o Papa.

“Queridas crianças, vamos em frente e tenhamos alegria. A alegria é saúde para a alma. Queridas meninas, queridos meninos, Jesus disse no Evangelho que ama vocês. Coragem e adiante”, sublinhou Francisco que rezou uma Ave-Maria com as crianças.

Gesto de paz

Depois, o Papa respondeu algumas perguntas feitas pelas crianças.

Jerônimo proveniente da Colômbia perguntou ao Papa se a paz é sempre possível. O Papa dirigiu a pergunta às crianças que responderam que sim e que é preciso fazer a paz quando se tem um problema na escola. É preciso perdoar e pedir desculpas. “Dar as mãos é um gesto de paz”, disse Francisco, estendendo a mão ao menino.

Lia Marise do Burundi, um dos 101 países representados na Jornada Mundial das Crianças, perguntou ao Papa o que as crianças podem fazer para tornar o mundo melhor.

O Papa respondeu, dizendo: não brigar, falar com gentileza, brincar juntos e ajudar os outros. “Fazendo essas coisas, o mundo será melhor”, sublinhou.

A cada criança que se aproximava dele, o Papa dava a cada uma delas um sorriso e alguns doces. “Como fazer para amar a todos. Todos. Todos?”, perguntou Ricardo, um menino cigano de Scampia. “Comecemos por amar aqueles que estão mais próximos de nós”, respondeu o Papa, “e assim vamos adiante”.

Que todas as crianças tenham o necessário para viver

Uma menina da Indonésia perguntou ao Papa: “Se o senhor pudesse fazer um milagre, qual escolheria?” Francisco respondeu:

“Se eu pudesse fazer um milagre, qual milagre eu faria? É fácil: que todas as crianças tenham o necessário para viver, comer, brincar, ir à escola. Este é o milagre que eu gostaria de fazer.”

É verdade, respondeu a Ali, do Paquistão, “que somos todos irmãos e irmãs”. “No entanto, muitas pessoas não têm casa nem trabalho”. “Por quê?”, perguntou uma criança da Nicarágua. “É o fruto da maldade, do egoísmo e da guerra”, respondeu o Pontífice. Muitos países gastam dinheiro para fabricar armas e há pessoas que não têm nada para comer. “Todos os dias, rezem pelas crianças que sofrem essa injustiça”, disse Francisco às milhares de crianças nas arquibancadas e ao redor dele, insistindo para que fizessem um minuto de silêncio pelas injustiças.

Falar com quem tem o coração duro

“Como abrir o coração dos adultos?”, perguntou Ido, da Coreia do Sul. Há muita gente fechada, “com o coração duro, com o coração que parece um muro”, disse o Papa. Não é fácil, repetiu, mas vocês, crianças, devem ter esta ilusão de fazer coisas que façam os adultos pensar. Vocês devem bater às portas dos adultos e fazer essas perguntas e também fazê-las a Deus. “Vocês, crianças, podem fazer uma verdadeira revolução com essas perguntas e com essas inquietações”, exortou.

“Viva os avós!”

O Papa pensou também nos idosos, motivado pela pergunta de Iolanda. “Viva os avós”, pediu ele para as crianças gritarem no Estádio Olímpico de Roma, depois de ter lembrado a importância de ir visitar os idosos, pois eles deram a vida pela família e transmitem a história. Uma brincadeira, por outro lado, é uma resposta a uma pergunta sobre esporte. “Fico feliz quando a Argentina vence a Copa do Mundo, mas uma vez ganhou com a mão e isso não foi bom”, disse, lembrando o gol de Maradona contra a Inglaterra em 1986.

Testemunhos de todo o mundo

O evento no Estádio Olímpico foi marcado por testemunhos, música e esporte. Uma criança de cada continente falou sobre a sua vida e o que a preocupa. Victor, 13 anos, de Belém, há oito meses vê o céu ocupado por mísseis e se pergunta: “Que culpa temos nós, crianças, se nascemos em Belém, Jerusalém ou Gaza? Eugenia, de Kharkiv, na Ucrânia, quer a paz e não quer que as crianças ouçam bombas caindo e vejam a morte. Mila, da Nova Zelândia, teme pelo futuro do planeta devido ao aumento das enchentes, assim como Mateus, de Buenos Aires, disse estar preocupado com as crianças que estão doentes e não têm o que comer.

Tolentino: as crianças são mestras da amizade e do perdão

As crianças, explicou na saudação inicial o cardeal José Tolentino de Mendonça, prefeito do Dicastério para a Cultura e a Educação, que patrocinou o evento, “são mestras daquelas artes universais de que o mundo de hoje precisa urgentemente”, como a arte da amizade, do abraço, do perdão, da convivência fraterna, da alegria simples, da aceitação das diferenças como riqueza e não como ameaça, da fé vivida de forma vibrante e neutra”.

O próximo evento da Jornada Mundial das Crianças é a missa na Praça São Pedro presidida pelo Papa Francisco no domingo, 26 de maio.

O prazo para enviar proposta de cartaz para a Campanha da Fraternidade 2025 termina dia 29 de maio. Veja abaixo as instruções publicadas no

O prazo para enviar proposta de cartaz para a Campanha da Fraternidade 2025 termina dia 29 de maio. Veja abaixo as instruções publicadas no site da CNBB, Conferência Nacional dos Bispos do Brasil.

O prazo para envio de propostas ao concurso para a escolha do cartaz da Campanha da Fraternidade (CF) 2025 se encerra no próximo dia 29 de maio. No próximo ano, será refletido o tema “Fraternidade e Ecologia Integral” e o lema “Deus viu que tudo era muito bom” (Gn 1, 31). A escolha do cartaz vencedor será feita na reunião do Conselho Permanente CNBB, em 18 de junho.

No próximo ano, a CF vai abordar a temática ambiental mais uma vez, mas de uma forma nova, como Ecologia Integral. No edital, é destacado que esse conceito é caro ao Papa Francisco e importante no seu projeto de um novo humanismo integral e solidário.

Critérios para elaboração

O edital para a escolha do cartaz da CF 2025 define os critérios para a elaboração da identidade visual da próxima CF. Além da arte, deverá conter no cartaz os dizeres do tema e lema, dando ênfase à passagem bíblica.

“A elaboração do cartaz deve primar pela técnica e criatividade, mas, acima de tudo, pela inspiração e meditação que o lema e o tema podem trazer”, orienta a CNBB.

Os artistas são motivados a pensar numa arte com boa resolução, que possa ter suas partes destacadas, isoladas para serem aplicadas também em adesivos, camisetas, bonés, mochilas e peças digitais. As peças poderão ser ilustradas com fotos, desenhos, colagens, montagens, pinturas, imagens geradas por Inteligência Artificial ou outras formas.

Quanto ao uso de imagens ou criações de terceiros e sobre a utilização de Inteligência Artificial (IA), o edital orienta que as criações devem ser apresentadas acompanhadas das respectivas autorizações e cessão de direitos, e detalhamento do uso da ferramenta de IA.

Prazos e escolha

Os concorrentes poderão enviar sua proposta para o cartaz junto com a ficha de inscrição à CNBB até o dia 29 de maio de 2024. O envio deve ser feito exclusivamente no e-mail indicado no edital. Durante o processo de escolha, não haverá identificação do autor da obra, favorecendo a impessoalidade da seleção.

A primeira etapa de julgamento será feita por um júri técnico, constituído pela Secretaria Executiva de Campanhas da CNBB em parceria com a Comissão Episcopal para a Comunicação e a Assessoria de Comunicação da Conferência. Na sequência, serão indicados ao Conselho Permanente três finalistas. A escolha final será no dia 18 de junho.

O edital informa que o Conselho Permanente “procederá de forma soberana à escolha do Cartaz, tendo liberdade para sugerir as modificações que achar necessárias para o bem pastoral da mensagem da Campanha da Fraternidade e podendo, inclusive, rejeitar todos os concorrentes”.

O anúncio da obra vencedora será feito em publicação no Portal CNBB e nas redes sociais, após o Conselho Permanente.

Premiação

A Secretaria de Campanhas informa que a premiação consiste na própria escolha e divulgação do cartaz e do seu respectivo autor. Não será concedida qualquer espécie de prêmio em dinhero ou qualquer remuneração em razão do uso da obra, incluindo os direitos autorais. O autor do cartaz escolhido será agraciado com o Manual, com os subsídios da CF 2025 e uma Bíblia Sagrada, além de ter o nome em todos os materiais impressos.

Fique atento:

Confira o edital na íntegra e participe. 

Baixe aqui o formulário de inscrição.

Reuniram-se, nesta última terça-feira (21/05), junto ao Seminário Nossa Senhora da Penha, as casas formativas de São Mateus (Seminário de São Mateus) e de

Reuniram-se, nesta última terça-feira (21/05), junto ao Seminário Nossa Senhora da Penha, as casas formativas de São Mateus (Seminário de São Mateus) e de Colatina (Seminário Maria Mãe da Igreja), para um momento de convivência e confraternização.

A tarde se iniciou com a Santa Missa presidida pelo Padre Edgar Rigoni (reitor do Seminário de Colatina), concelebrada pelo Padre André Luciano (reitor do Seminário de São Mateus), Padre Jorge Campos Ramos (Reitor do Seminário Arquidiocesano) e pelo Padre Rubens Duque, ex-reitor do seminário de Colatina.

Logo após, as comunidades realizaram um café, seguido de um momento de esporte e lazer, e finalizando o dia com um jantar.


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Em mais uma entrevista, o Papa Francisco aborda diversos temas e esclarece dúvidas sobre pronunciamentos. A matéria foi publicada no site vaticannews.va. Em conversa
Em mais uma entrevista, o Papa Francisco aborda diversos temas e esclarece dúvidas sobre pronunciamentos. A matéria foi publicada no site vaticannews.va.
Em conversa com a emissora estadunidense CBS, Francisco reitera o acolhimento da Igreja para com “todos, todos, todos” e esclarece alguns pontos das bênçãos autorizadas pela Fiducia Supplicans. Depois, estigmatiza a barriga de aluguel que se tornou “um comércio” e também as ideologias que são sempre “ruins”. O Pontífice relança o apelo aos países em guerra: “Parem e negociem!”. Sobre os migrantes, a exortação a não ficar indiferentes.

“Todos, todos, todos”. O Papa Francisco voltou a reiterar o sonho de uma Igreja de portas abertas e o princípio da acolhida, pedra angular de seu pontificado, na entrevista concedida a Norah O’Donnell, diretora do CBS Evening News, principal telejornal da CBS News, uma das maiores redes de televisão dos Estados Unidos. A entrevista foi gravada na Casa Santa Marta em 24 de abril passado e uma parte dela foi transmitida, no último domingo (19/05), no programa 60 Minutos, apresentado na CBS.

“O Evangelho é para todos”, enfatizou o Papa, para todos nós que somos pecadores: “Eu também sou um pecador”. Ele afirmou: “Se a Igreja coloca uma alfândega em sua porta, ela deixa de ser a Igreja de Cristo”. Em seguida, Francisco esclareceu sobre a questão das bênçãos às uniões homossexuais, sobre as quais o documento doutrinário Fiducia Supplicans fala. “A bênção é para todos”, pode-se abençoar qualquer pessoa, mas não a união homossexual. “O que eu permiti não foi abençoar a união”, porque isso vai contra “a lei da Igreja”.

Barriga de aluguel é um comércio

Ainda sobre a homossexualidade, a jornalista recordou quando o Papa afirmou que “a homossexualidade não é crime”. Francisco respondeu: “Não. É um fato humano.” Ao mesmo tempo, o Pontífice estigmatizou, como em outras ocasiões, que a barriga de aluguel “se tornou um comércio, e isso é muito ruim. É muito negativo”. Para algumas mulheres, por exemplo, as que estão doentes, pode ser a única esperança, observou a jornalista. “Poderia ser. A outra esperança é a adoção”, respondeu o Papa, convidando a não fugir do princípio moral.

Críticas dos “conservadores”

Quando perguntado sobre as críticas feitas a ele por alguns bispos conservadores dos EUA, Francisco respondeu: “Conservador é aquele que se apega a algo e não quer ver além. É uma atitude suicida, porque uma coisa é levar em conta a tradição, considerar as situações do passado, outra é se fechar numa caixa dogmática”.

O apelo aos países em guerra: “Parem!”

Na entrevista, realizada em preparação para o Dia Mundial da Criança, nos dias 25 e 26 de maio, em Roma, o olhar se voltou para os pequenos, começando por aqueles que sofrem com a guerra: Gaza, Ucrânia, com crianças que “se esqueceram como sorrir”, repetiu o Papa. Pensando nelas, o bispo de Roma lançou um apelo aos países em guerra: “Todos, parem. Parem a guerra. Vocês devem encontrar uma maneira de negociar a paz. Esforcem-se para alcançar a paz. Uma paz negociada é sempre melhor do que uma guerra infinita. Por favor, parem. Negociem”.

As ideologias são sempre ruins

Com foco na guerra em Israel e Gaza, depois nos protestos nos campos universitários e no crescente antissemitismo, o Pontífice reiterou que: “Toda ideologia é ruim, e o antissemitismo é uma ideologia, e é ruim. Todo ‘anti’ é sempre ruim. Pode-se criticar um governo ou outro, o governo de Israel, o governo palestino. Pode-se criticar o que quiser, mas não “anti” um povo. Nem anti-palestino nem antissemita”.

Migrantes, muitas pessoas “lavam as mãos

Na mesma linha, Jorge Mario Bergoglio, falando sobre o sofrimento de muitos migrantes, denunciou o fato de que muitas pessoas “lavam as mãos”: “Há muitos Pôncios Pilatos por aí… que veem o que acontece, as guerras, as injustiças, os crimes… É a indiferença… Por favor, temos de fazer com que os nossos corações voltem a ouvir. Não podemos ficar indiferentes a esses dramas humanos. A globalização da indiferença é uma doença muito ruim”.

O Papa julga “pura loucura” a notícia, lembrada por O’Donnell, de que o Estado do Texas está tentando fechar uma associação católica na fronteira com o México que oferece assistência humanitária a imigrantes sem documentos. “Fechar a fronteira e deixá-los lá é uma loucura”, disse o Papa Francisco. “O migrante deve ser acolhido. Depois, se vê como lidar com ele. Talvez seja preciso mandá-lo de volta, não sei, mas cada caso deve ser considerado de forma humana.”

Nenhum abuso pode ser tolerado

A entrevista não deixou de mencionar a questão dos abusos na Igreja, um crime que o Papa repetiu que “não pode ser tolerado”. Ao mesmo tempo, reconheceu que é preciso continuar “fazendo mais”, porque “infelizmente a tragédia dos abusos é enorme”, que é necessário garantir que isso não só seja punido, mas que nunca mais aconteça.

Depois de rezar a Missa na Basílica de São Pedro na Solenidade de Pentecostes, o Papa Francisco assomou à janela do apartamento pontifício para
Depois de rezar a Missa na Basílica de São Pedro na Solenidade de Pentecostes, o Papa Francisco assomou à janela do apartamento pontifício para o tradicional encontro dominical. Milhares de fiéis, peregrinos e turistas de várias partes do mundo o aguardavam na Praça São Pedro.

O Espírito Santo, para nós, é testemunha de “um diálogo belíssimo: aquele em que o Pai e Filho expressam seu amor um pelo outro”, disse o Papa Francisco antes de rezar o Regina Caeli no Domingo de Pentecostes.

“São palavras – explicou aos milhares de peregrinos presentes na Praça São Pedro – que expressam sentimentos maravilhosos, como carinho, gratidão, confiança, misericórdia. Palavras que nos permitem conhecer um lindo relacionamento, luminoso, concreto e duradouro como é o Amor eterno de Deus”.

Para Francisco, “são precisamente as palavras transformadoras de amor, que o Espírito Santo repete em nós e que nos faz bem ouvir”.

“Por isso – continuou – é importante que nos alimentemos dele todos os dias, lendo e meditando a Palavra de Deus, levando-a conosco em um Evangelho de bolso, aproveitando os momentos favoráveis”.

“O padre e poeta Clemente Rebora, falando da sua conversão, escreveu no seu diário: “E a Palavra calou as minhas murmurações!” – recordou o Papa –. Ouvir a Palavra de Deus silencia as murmurações.”

“Eis como dar espaço em nós à voz do Espírito Santo – reiterou. E depois, na Adoração e na oração, especialmente aquela simples e silenciosa. E também ao pronunciarmos palavras boas entre nós, fazendo-nos eco da doce voz do Consolador”.

Para o Pontífice, “ler e meditar o Evangelho, rezar em silêncio, dizer boas palavras, não são coisas difíceis, todos nós podemos fazer isso. É mais fácil do que insultar, ficar com raiva”.

“E então nos perguntamos – acrescentou -: que lugar essas ações ocupam na minha vida? Mas como posso cultivá-la, para melhor escutar o Espírito Santo e torne-se seu eco para os outros?”.

“Que Maria, presente no Pentecostes com os Apóstolos, nos torne dóceis -à voz do Espírito Santo”, concluiu, para então rezar a oração do Regina Coeli.

Em 18 de maio, o Papa Francisco estará na prisão de Montorio, e será recebido pela diretora Francesca Gioieni e pelo diretor da polícia
Em 18 de maio, o Papa Francisco estará na prisão de Montorio, e será recebido pela diretora Francesca Gioieni e pelo diretor da polícia penitenciária, Mario Piramide. Está previsto que o Pontífice se encontre com os detentos, com os quais também almoçará. Frei Crivelli: “Tenho certeza de que o Papa terá tempo para falar com eles e que o encontro deixará marcas emocionais importantes em todos os prisioneiros”.

Um presente extraordinário para ser guardado no coração: o senso de dignidade, que muitos, quando entram em detenção, acham que não têm mais ou que não podem recuperar, uma perspectiva que o mundo exterior muitas vezes lhes nega. Essa é a “revolução” que o Papa trará para a prisão de Verona, de acordo com o frei Paolo Crivelli, da Fraternidade Franciscana de Betânia, capelão da prisão de Montorio há poucos meses: “Outro presente que Francisco dará aos detentos com a sua visita será a esperança de olhar para além da prisão, onde há um tempo e um espaço para mudar, um futuro no qual investir”, explica o religioso à Rádio Vaticano-Vatican News, relatando o clima de entusiasmo e alegria que está sendo vivido lá dentro nestes dias que antecedem a visita do Santo Padre: “Os detentos são desconfiados por natureza, porque receberam muitas decepções”, ressalta, “mas agora que perceberam que o Papa realmente virá até eles, estão muito felizes”.

“Por que eles e não eu?”

O que o Papa Francisco faz a si mesmo toda vez que cruza o portão de uma instituição penal é uma pergunta importante, na verdade é a pergunta por excelência, e também com essa visita a Montorio vem para desfazer o preconceito que enfatiza a separação entre o interior e o exterior, entre o mundo dos bons e dos maus: “Aqueles que têm autoconsciência e consciência de suas próprias vidas sabem que essa pergunta que o Papa faz é verdadeira”, continua o frei Paolo, “a visão dicotômica entre bons e maus serve apenas para acalmar a consciência, mas é profundamente equivocada. Na prisão, encontro constantemente pessoas com uma extraordinária riqueza interior. Esse é o objetivo: ver as pessoas, não o crime cometido”.

Trabalho e esperança

A maior dificuldade que um capelão encontra em sua missão é levar a esperança “para dentro”, de acordo com o franciscano: “Mas é também o tema sobre o qual mais nos concentramos”, ressalta, “é difícil porque muitas vezes a sentença não termina quando a detenção acaba, mas continua, por exemplo, nos olhares certamente não benevolentes da sociedade”. A receita contra o preconceito, segundo o capelão, é construir um projeto de vida que leve a uma mudança real, depois que o recluso sair da prisão: “O trabalho também é muito importante por outro motivo: preenche o tempo vazio; esse fluxo de tempo que às vezes parece interminável, para os prisioneiros é a maior dor”. E do trabalho profissionalizante que é feito em Montorio surgiram sinais claros para a visita do Papa: itens de decoração da Arena da Paz, por exemplo, foram produzidos na oficina de carpintaria dentro da prisão, assim como os tecidos para os assentos foram costurados na alfaiataria do cárcere.

Perdão, justiça restauradora

Toda a visita do Papa a Verona será marcada pela expressão extraída do Salmo 85 “A justiça e a paz se beijarão”, que deriva da experiência humana do perdão, necessária ao homem e fundamental na história da salvação. “Na prisão, o perdão é um conceito difícil”, ressalta o capelão, “para os detentos é complicado entender que podem ser perdoados, mas, por outro lado, também é difícil perdoar”. Quanto ao paradigma da justiça restauradora, ainda não é aplicado em todas as instituições penais para adultos porque não há legislação específica sobre o assunto.

A convivência entre diferentes religiões

Como costuma acontecer em muitas instituições penais italianas, muitos detentos são estrangeiros e pertencem a outras culturas, falam outro idioma e professam outra fé religiosa. Montorio não é exceção: “Aqui, 50% dos detentos são de fé islâmica, e também temos cristãos evangélicos, ortodoxos e testemunhas de Jeová”, diz o franciscano. “Vivemos isso como uma dimensão natural, não são as diferenças religiosas que nos separam. Estou à disposição de todos, encontro quem quiser me encontrar, independentemente da fé”. Todos os prisioneiros, de fato, se sentarão à mesa com o Papa no sábado, para o almoço preparado no salão da capela: “Isso certamente criará um ambiente familiar, pacífico e sereno, no qual Francisco poderá encontrar os prisioneiros pessoalmente e ouvir suas histórias” conclui frei Paolo. “Tenho certeza de que o Papa dedicará seu tempo para conversar com eles e tenho a mesma certeza de que o encontro com o Santo Padre deixará marcas emocionais importantes em todos os detentos”.

Fonte: Publicação do site vaticannews.va
Na audiência geral desta quarta-feira (15/05), realizada na Praça São Pedro, Francisco fez um premente apelo em favor da paz, para que haja uma

Na audiência geral desta quarta-feira (15/05), realizada na Praça São Pedro, Francisco fez um premente apelo em favor da paz, para que haja uma paz definitiva, pedindo orações por todos os povos que sofrem com a guerra, lembrando mais uma vez que a guerra é sempre uma derrota, sempre! Antes, o Santo Padre fez forte apelo em favor do Afeganistão, atingido por trágicas inundações que continuam causando mortes e destruição.

“Volto meu pensamento para o povo do Afeganistão, severamente afetado pelas trágicas enchentes que causaram numerosas perdas de vidas humanas, inclusive de crianças, e continuam provocando destruição de muitas casas. Oro pelas vítimas, especialmente pelas crianças e suas famílias, e faço um apelo à comunidade internacional para que forneça imediatamente a ajuda e o apoio necessários para proteger os mais vulneráveis.”

No Afeganistão, ao menos 300 mortos

Entre sexta-feira e sábado, as regiões central e leste do Afeganistão foram atingidas por fortes chuvas, que causaram graves inundações. De acordo com a Onu, pelo menos 300 pessoas morreram e muitas outras estão desaparecidas. As enchentes também destruíram milhares de casas e outros edifícios, e muitas áreas foram evacuadas.

O Afeganistão é um país muito propenso a esses eventos, devido às chuvas cada vez mais intensas e à infraestrutura muitas vezes precária, especialmente nas áreas mais pobres do país. É considerado um dos países de maior risco devido às mudanças climáticas. Além disso, em outubro passado, a província ocidental de Herat foi atingida por um forte terremoto que causou grandes danos e a morte de centenas de pessoas.

A guerra é sempre uma derrota

Por fim, o apelo do Pontífice em favor da paz na Ucrânia, Palestina, Israel e Mianmar, exortando-nos à oração e pedindo que não haja nenhuma guerra, nada de guerra em nenhum lugar do mundo:

Oremos pela paz: não nos esqueçamos da atormentada Ucrânia; não nos esqueçamos da Palestina, de Israel, de Mianmar. Oremos pela paz, oremos por todos os povos que sofrem com a guerra. Todos juntos, com um grande coração, oremos pela paz definitiva, e nenhuma guerra, nada. Porque a guerra é sempre uma derrota: sempre!

Fonte: publicação no site vaticannews.va
Faleceu ontem e será sepultado hoje, Paulo Sérgio Coutinho, irmão de pe. Renato Coutinho.  O velório acontece na capela mortuária do Ibes em Vila

Faleceu ontem e será sepultado hoje, Paulo Sérgio Coutinho, irmão de pe. Renato Coutinho.  O velório acontece na capela mortuária do Ibes em Vila Velha até 15h. O sepultamento às 16h no Cemitério Sta. Inês.

A Arquidiocese de Vitória, reza, junto com pe. Renato e se solidariza com toda a família. Deus acolha Paulo Sergio em seu reino.

Eu sou a ressurreição e a vida; quem crê em mimainda que morraviverá“. Jo 11, 25