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30 de julho é Dia Mundial de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas. Laia abaixo a proposta da CNBB, Conferência Nacional dos Bispos do Brasil

30 de julho é Dia Mundial de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas. Laia abaixo a proposta da CNBB, Conferência Nacional dos Bispos do Brasil para esta data. A Notícia está publicada no site da CNBB:

A data de 30 de julho foi instituída, em 2013, pela na Assembleia Geral da Nações Unidas, como Dia Mundial de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas.  O objetivo da Resolução A/RES/68/192, da ONU, ao estabelecer um marco para o dia foi “criar maior consciência da situação das vítimas do tráfico de seres humanos e promover e proteger seus direitos”.

Tráfico de pessoas, segundo o Protocolo de Palermo, “significa o recrutamento, o transporte, a transferência, o alojamento ou o acolhimento de pessoas, recorrendo à ameaça ou uso da força ou a outras formas de coação, ao rapto, à fraude, ao engano, ao abuso de autoridade ou à situação de vulnerabilidade ou à entrega ou aceitação de pagamentos ou benefícios para obter o consentimento de uma pessoa que tenha autoridade sobre outra para fins de exploração. A exploração incluirá, no mínimo, a exploração da prostituição de outrem ou outras formas de exploração sexual, o trabalho ou serviços forçados, escravatura ou práticas similares à escravatura, a servidão ou a remoção de órgãos.”

Segundo estimativas globais da ONU, cerca de 2 milhões de pessoas são vítimas do tráfico humano a cada ano, sendo os alvos preferenciais dos traficantes as pessoas vulneráveis. De acordo com relatório Global Report on Trafficking in Persons, do Escritório das Nações Unidas Contra a Droga e o Crime (UNODC), mulheres são as mais afetadas: em 2018, para cada 10 vítimas detectadas globalmente, cinco eram mulheres adultas e duas eram meninas. Migrantes, em especial aqueles que não têm permissão para trabalhar ou permanecer no país de exploração, constituem grupo particularmente vulnerável e são parcela significativa das vítimas encontradas globalmente. Estudos recentes apontam também para a vulnerabilidade de crianças e jovens LGBTQI+ ao tráfico de pessoas para trabalho forçado e exploração sexual.

Tráfico humano no Brasil

O bispo auxiliar de Porto Alegre (RS) e membro Comissão Episcopal Pastoral Especial para o  Enfrentamento ao Tráfico Humano (CEPEETH) da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Adilson Pedro Busin, em vídeo, afirma que o tráfico humano parece estar longe da realidade brasileira mas está presente na realidade do país manifestado no trabalho escravo, na mendicância, no tráfico para a exploração sexual e de órgãos.

Ele reforça que o papel da Igreja, em resposta ao pedido do Papa Francisco, é trabalhar no alerta, na conscientização e no enfrentamento ao tráfico, considerado com uma chaga pelo Santo Padre.

Ações na Igreja no Brasil

Para marcar esta data, a Igreja no Brasil, aliada com parceiros e organizações, têm realizado a prevenção com capacitações das redes de enfrentamento pelo país. Para este mês, a Comissão para o Enfrentamento ao Tráfico Humano da CNBB produziu um cartaz para marcar o dia.

Dom Adilson Pedro Busin convida as comunidades para ficarem atentas às TVs católicas e redes sociais e a se somarem nesta corrente de enfrentamento ao tráfico. A ideia é que as comunidades, paróquias e organizações imprimam o cartaz e o fixem em seus murais.

Além do cartaz lembrar a data, os representantes da Comissão convidam às comunidades a organizarem um momento de reflexão no dia 30 de julho, Dia mundial de enfrentamento ao Tráfico de Pessoas. O cartaz está disponível em formato PDF nos tamanhos A3 e A4. Divulgue o cartaz, convide sua comunidade, organização e amigos para refletir sobre o enfrentamento ao tráfico de pessoas.

Faça download do cartaz no link abaixo:
Cartazes do Dia Mundial de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas

 

“A importância dos cuidados com a saúde emocional para a formação presbiteral” – Este é o tema da Semana de Atualização para os Reitores
A importância dos cuidados com a saúde emocional para a formação presbiteral” – Este é o tema da Semana de Atualização para os Reitores e Formadores dos Seminários do Brasil, que ocorre nesta semana em Guarulhos – SP.
Nosso Reitor e Vigário Geral da Arquidiocese de Vitória – ES, Padre Jorge Campos Ramos, participa do evento junto aos Padres André Luciano Masarim (Reitor do Seminário Maior de São Mateus) e Edgar Rigoni (Reitor do Seminário Maria Mãe da Igreja, Diocese de Colatina). Eles compõem a comitiva representativa do Regional Leste 3, que abrange as 04 (Arqui)Dioceses do Espírito Santo.
A assessoria do encontro é de responsabilidade da Ir. Silvia Cristina Maia, CR, que é bacharel em Teologia pelo Instituto de Filosofia e Teologia Mater Ecclesiae e cursou Psicologia na Pontifícia Universidade Gregoriana de Roma. Ela integra o corpo docente da Escola para Formadores Jesus Mestre, em São Paulo, e a equipe de profissionais do Centro de Revitalização Âncora através de formações e no acompanhamento psicoespiritual, além de colaborar na formação para a vida consagrada e sacerdotal, com assessorias.
A Organização dos Seminários e Institutos dos Brasil (OSIB) é um organismo que visa articular e integrar os Seminários e demais casas de formação, buscando critérios e diretrizes comuns na ação formativa dos futuros Presbíteros do nosso país, respeitando a caminhada de cada regional, com suas respectivas Igrejas Particulares e dos diferentes Institutos. O bispo referencial da OSIB é dom José Albuquerque de Araújo, bispo auxiliar de Manaus e o padre Jerônimo Batista de Araújo, da diocese de Caicó (RN) como presidente da Organização.
As reflexões da Semana são baseadas nas orientações do Doc. 110 da CNBB, que prevê como missão da equipe formativa o auxílio psicológico especializado aos seminaristas, para que estes não só possam discernir se o chamado que receberam é de Deus, mas se possuem condições de assumir o que o presbiterato possui (Doc. 110, n. 201).
Rezemos pelo bom sucesso deste encontro! Confira mais informações AQUI.
Faleceu na tarde de hoje, 13 de julho de 2022 a ir. Maria do Rosário, conhecida como ir. Rosário da Congregação Filhas de Nossa

Faleceu na tarde de hoje, 13 de julho de 2022 a ir. Maria do Rosário, conhecida como ir. Rosário da Congregação Filhas de Nossa Senhora de Fátima. A irmã estava internada no Hospital Jaime dos Santos Neves.  Ir. Rosário foi diretora do Recanto dos Idosos de Guarapari, por mais de 30 anos.

O velório começa amanhã, 15 de julho, às 06h no Paz Eterna, Muquiçaba – Guarapari. A missa de corpo presente será às 14h na matriz Nossa Senhora da Conceição e o sepultamento em seguida (16h) no Cemitério Parque Paraíso.

A Arquidiocese de Vitória acompanha com oração as irmãs da Congregação, familiares, amigos e a comunidade do Recanto dos Idosos e reza a Deus que acolhe em seu seio a ir. Rosário.

“Eu sou a Ressurreição e a vida; quem crê em mim, ainda que morra, viverá”. Jo 11, 25

 

O Papa Francisco nomeou na manhã de hoje três mulheres para o Dicastério para os Bispos. Leia a notícia publicada no site do Vaticano.
O Papa Francisco nomeou na manhã de hoje três mulheres para o Dicastério para os Bispos. Leia a notícia publicada no site do Vaticano.
“Estou aberto para que seja dada a oportunidade”, havia antecipado o Papa Francisco na entrevista à Phil Pullella, da Agência Reuters, ao dizer que seriam nomeadas duas mulheres para o Dicastério para os Bispos.

Não duas, como havia anunciado na entrevista à Agência Reuters, mas três. Nesta quarta-feira, 13, entre os novos membros para o Dicastério para os bispos nomeados pelo Santo Padre, estão as Irmãs Raffaella Petrini F.S.E., secretária geral do Governorato do Estado da Cidade do Vaticano, e Yvonne Reungoat, F.M.A., ex superiora geral das Filhas de Maria Auxiliadora; além da doutora Maria Lia Zervino, presidente da União Mundial das Organizações de Mulheres Católicas.

Na entrevista à Reuters, em que havia antecipado que nomearia duas mulheres para o Dicastério para os Bispos, o Papa também anunciou que vislumbrava no futuro a possibilidade da nomeação de leigos à frente de Dicastérios como Leigos, Família e Vida, para a Cultura e para a Educação, “ou a Biblioteca, que é quase um dicastério”.

Francisco recordou ainda ao jornalista que em 2021, pela primeira vez, havia sido nomeada uma mulher para o cargo número dois do Governatorato da Cidade do Vaticano, a Irmã Raffaella Petrini, hoje membro do Dicastério para os Bispos. Mas também a Irmã Nathalie Becquart, religiosa francesa das Irmãs Missionárias Xavierianas, subsecretária do Sínodo dos Bispos, e irmã Alessandra Smerilli, das Filhas de Maria Auxiliadora, número dois do Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral. Enquanto no Dicastério para os religiosos é subsecretária a irmã Carmen Ros Norten.

Entre as mulheres leigas que já ocupam cargos de alto nível no Vaticano, além da Irmã  Petrini,  estão Barbara Jatta, a primeira diretora dos Museus Vaticanos, Linda Ghisoni e Gabriella Gambino, ambas subsecretárias no Dicastério para os Leigos, a Família e a Vida; a professora Emilce Cuda, secretária da Pontifícia Comissão para a América Latina, Nataša Govekar, diretora da Direção teológica-pastoral do Dicastério para a Comunicação, e Cristiane Murray, vice-diretora da Sala de Imprensa da Santa Sé. E em janeiro de 2020, uma mulher foi nomeada pela primeira vez subsecretária da Seção da Secretaria de Estado para as Relações com os Estados e as organizações internacionais, Francesca di Giovanni, responsável pelo setor multilateral. Todas foram nomeadas pelo atual Pontífice.

Cardeal José Tolentino de Mendonça

Os outros membros nomeados são: Anders Arborelius, O.C.D., bispo de Estocolmo (Suécia); José F. Advincula, arcebispo de Manila (Filipinas); José Tolentino de Mendonça, arquivista e bibliotecário da Santa Igreja Romana; Mario Grech, secretário geral do Sínodo dos Bispos; os bispos cuja nomeação como cardeal foi anunciada recentemente: Arthur Roche, prefeito do Dicastério para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos; Lazzaro You Heung-sik, prefeito do Dicastério para o Clero; Jean-Marc Aveline, arcebispo de Marselha (França); Oscar Cantoni, bispo de Como (Itália);  Dom Dražen Kutleša, arcebispo de Split-Makarska (Croácia), e Dom Paul Desmond Tighe, secretário do antigo Pontifício Conselho para a Cultura; padre Dom Donato Ogliari, O.S.B., abade da Abadia de São Paulo fora-dos-muros e administrador apostólico da Abadia Territorial de Montecassino (Itália).

“É missão de todos nós, Deus chama, quero ouvir a Sua Voz!” Representando a Arquidiocese de Vitória – ES, os Seminaristas Wellinton de Paula

“É missão de todos nós, Deus chama, quero ouvir a Sua Voz!”

Representando a Arquidiocese de Vitória – ES, os Seminaristas Wellinton de Paula (2º ano de Teologia) e Willian Miranda (3º ano de Filosofia) participam do 4º Congresso Missionário Nacional de Seminaristas em João Pessoa – PB.

O evento, realizado pelas Pontifícias Obras Missionárias (POM) e pela coordenação nacional dos Conselhos Missionários de Seminaristas (COMINSEs), acolhe seminaristas do país inteiro, tanto diocesanos como religiosos, de todas as etapas formativas.

Com o tema “Missão ad gentes na formação de seminaristas” e o lema “Sereis minhas testemunhas até os confins da terra” (At 1,8), este encontro reúne mais de 350 participantes.

Segundo o seminarista Wellinton “o evento está sendo muito frutuoso, pois além de partilhar as experiências missionárias estamos tendo um forte conhecimento a cerca da missão, mas sobretudo nesse tema que abrange esse congresso Missão ad gentes”.

A delegação capixaba conta com representantes das quatro dioceses que compõe o Regional Leste 3, e a participação de Dom Luiz Fernando Lisboa, CP, um dos conferencistas do Congresso.

Acontece hoje, 13 de julho de 2022 e amanhã em Roma a Conferência sobre o tema Resiliência de Pessoas e Ecossistemas sob Estresse Climático.
Acontece hoje, 13 de julho de 2022 e amanhã em Roma a Conferência sobre o tema Resiliência de Pessoas e Ecossistemas sob Estresse Climático. Leia a mensagem do Papa aos participantes na matéria publicada no site do Vaticano:
Mensagem do Pontífice aos participantes da Conferência “Resiliência de Pessoas e Ecossistemas sob Estresse Climático”, organizada no Vaticano pela Pontifícia Academia das Ciências para analisar o impacto das mudanças climáticas e buscar soluções práticas que possam ser implementadas com o objetivo de aumentar a resiliência das pessoas e dos ecossistemas.

Que tipo de mundo queremos para nós mesmos e para aqueles que virão depois de nós? Esta é a pergunta crucial que acompanha a mensagem do Papa Francisco feita aos participantes da Conferência organizada pela Pontifícia Academia das Ciências, programada no Vaticano nos dias 13 e 14 de julho, focada no tema “Resiliência de Pessoas e Ecossistemas sob Estresse Climático”. No documento, o Pontífice ressalta que “o fenômeno das mudanças climáticas se tornou uma emergência que não permanece mais à margem da sociedade” e assumiu um papel central afetando a família humana, “especialmente os pobres e aqueles que vivem nas periferias econômicas do mundo”.

Reduzir as emissões

Na mensagem, o Papa lembra que hoje enfrentamos dois desafios: o de “diminuir os riscos climáticos reduzindo as emissões” e o de ajudar as pessoas a “se adaptarem às mudanças climáticas”. Depois de recordar alguns ensinamentos bíblicos, Francisco enfatiza que o cuidado de nossa Casa comum, independentemente das considerações sobre os efeitos das mudanças climáticas, “não é simplesmente um esforço utilitário, mas uma obrigação moral para todos os homens e mulheres como filhos de Deus”. Esses desafios exigem que pensemos numa abordagem multidimensional para proteger tanto os indivíduos quanto nosso planeta.

O caminho da conversão ecológica

Francisco indica, em particular, uma estrada para cuidar da Casa comum: a da “conversão ecológica” que requer uma mudança de mentalidade e um compromisso de trabalhar pela resiliência das pessoas e dos ecossistemas. Esta conversão requer, acima de tudo, um sentimento de “gratidão” pelo amor e generoso dom da criação de Deus. Também requer reconhecer que estamos unidos “numa comunhão universal” entre nós e com o resto das criaturas do mundo. E também implica uma exigência: a de “enfrentar problemas ambientais não como indivíduos isolados, mas em solidariedade como comunidade”.

Que as nações mais desenvolvidas deem o exemplo

Encontrar soluções concretas para os problemas atuais requer “esforços corajosos, cooperativos e prospectivos entre líderes religiosos, políticos, sociais e culturais nos âmbitos local, nacional e internacional”. O Papa pensa, em particular, no papel que “as nações economicamente favorecidas podem desempenhar na redução de suas emissões” e na prestação de assistência financeira e tecnológica, para que as áreas menos prósperas do mundo possam seguir seu exemplo. Na mensagem Francisco também ressalta que é fundamental “o acesso à energia limpa e à água potável, apoio aos agricultores de todo o mundo, para que passem para uma agricultura resiliente”. Também é crucial o compromisso com “percursos de desenvolvimento sustentáveis e estilos de vida sóbrios” voltados para a preservação dos recursos naturais do mundo e para os cuidados de saúde dos mais pobres e vulneráveis.

Tudo está conectado

O Pontífice expressa então duas preocupações: “a perda da biodiversidade e numerosas guerras em andamento em várias regiões do mundo”, que implicam consequências prejudiciais para a sobrevivência e o bem-estar do ser humano, incluindo problemas de segurança alimentar e poluição crescente. Essas crises, aliadas à do clima, mostram que “tudo está conectado” e que promover o bem comum é “essencial para uma autêntica conversão ecológica”. O Papa lembra que, por essas razões, aprovou a adesão da Santa Sé à Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas e ao Acordo de Paris. Retomando um trecho da Encíclica Laudato si’, Francisco escreve: “Enquanto a humanidade do período pós-industrial talvez seja lembrada como uma das mais irresponsáveis da história, espera-se que a humanidade do início do século XXI possa ser lembrada por ter assumido generosamente suas responsabilidades”.

Sobre o episódio que resultou na morte do guarda municipal Marcelo Aloizio de Arruda, 50, no último sábado, 9 de julho, em Foz do

Sobre o episódio que resultou na morte do guarda municipal Marcelo Aloizio de Arruda, 50, no último sábado, 9 de julho, em Foz do Iguaçu (PR), o arcebispo de Belo Horizonte (MG) e presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Walmor Oliveira de Azevedo, afirmou que a “insanidade que transforma uma festa de aniversário, momento de alegria e fraternidade, em cenário de violência e morte não deve ser a referência para o exercício da cidadania no Brasil”. O presidente da CNBB chama a atenção que todos precisam se unir em torno a um compromisso pela paz para que o país se torne mais justo, solidário e fraterno.

Preocupados com o cenário de violência, no último dia 22 de junho, os bispos que integram o Conselho Permanente da CNBB divulgaram uma mensagem ao povo brasileiro com o apelo: “Um clamor pela Paz”. O texto foi aprovado por unanimidade pelos prelados durante a reunião do órgão que é constituído pela presidência da CNBB, pelos presidentes das Comissões Episcopais Pastorais (CONSEP) e pelos membros dos Conselhos Episcopais Regionais (CONSER), os 19 regionais da entidade.

Na mensagem, os membros do Conselho Permanente afirmam que nestes tempos, faz-se urgente escutar as vozes de tantos que, vitimados por variadas formas de violência, clamam por justiça e paz. Salientam que as realidades violência não podem ser naturalizadas e que é impossível aceitar o extermínio de irmãos e irmãs.

Para os bispos urge não fechar os olhos diante da “loucura da corrida armamentista no Brasil” (…).

“A violência precisa ser estancada. Diante de tantas situações que nos envergonham, nós, bispos do Conselho Permanente da CNBB, voltamos a erguer nossa voz para denunciar a violência e solidariamente clamar por paz. Unimo-nos a todas as pessoas e entidades que, de coração sincero, se empenham nessa direção. Enxergamos nesse esforço o Espírito do Deus da Vida que não nos permite desanimar, nem nos deixa enredar pelas artimanhas do mal, por mais astuciosas e aparentemente convincentes que possam ser”.

Por isso, na responsabilidade da missão de pastores, os bispos expressam uma palavra de esperança ao povo brasileiro: “aos sofredores, que não desistam, aos que têm poder de cuidar, defender e promover o bem comum, que não se omitam e aos que diretamente ferem e destroem a paz, que se convertam!”.

“Unamo-nos em favor da verdadeira paz! Não nos deixemos abater! Não nos deixemos frustrar! O Bom Deus escuta os clamores de seu povo! Que a Bem-aventurada Virgem Maria, Rainha da Paz, interceda sempre pelo Brasil e pelo mundo”.

Confira a mensagem do Conselho Permanente a todo o povo brasileiro na íntegra:

UM CLAMOR PELA PAZ

Eu ouvi os clamores do meu povo. (Ex 3,7)

A paz de Jesus Cristo, que proporciona vida em abundância e alegria plena, é um dom precioso de Deus e desejo de todo o ser humano de boa vontade. Contudo, infelizmente, nosso mundo escuta hoje os estrondos da guerra, os gemidos da fome, o ensurdecedor barulho dos tiros que ceifam vidas e ecoam no choro das vítimas e de seus familiares. Soma-se a isso a indiferença, que fecha olhos e corações, as desculpas para nada fazer e as fake-news em seu esforço por tudo encobrir em cortinas de fumaça.

As guerras vão-se multiplicando cruelmente em diversas regiões do mundo, somando-se às abomináveis e impactantes cenas que nos chegam da Ucrânia através da mídia. São invisíveis os conflitos como em Moçambique, Iêmen, Etiópia, Haiti, Mianmar, entre tantos outros, que assumem hoje os contornos de uma “terceira guerra mundial por pedaços” (Papa Francisco, Fratelli Tutti, 25).

Nestes tempos, faz-se urgente escutar as vozes de tantos que, vitimados por variadas formas de violência, clamam por justiça e paz. Esta realidade não pode ser naturalizada. É impossível aceitar o extermínio de irmãos e irmãs. Seus corpos sem vida clamam por justiça e responsabilização. Suas memórias e seus sonhos de paz devem permanecer vivos entre nós.

A desigualdade social, gerada pela concentração de renda, os conflitos religiosos, o ataque sistemático aos territórios dos povos tradicionais, o desprezo e o rechaço aos migrantes e o flagelo da fome são algumas das formas da violência estrutural visibilizada nos tempos de hoje.

Urge não fechar os olhos diante da loucura da corrida armamentista no Brasil. O número de caçadores, atiradores e colecionadores de armas de fogo (CACs), aumentou 325% de 2018 a 2021. “O gasto com armas é um escândalo, suja o coração, suja a humanidade” (Papa Francisco, 21 de março de 2022), particularmente quando alimentado por discursos fundamentalistas, inclusive religiosos, que transformam adversários em inimigos e comprometem a fraternidade.

A violência precisa ser estancada. Diante de tantas situações que nos envergonham, nós, bispos do Conselho Permanente da CNBB, voltamos a erguer nossa voz para denunciar a violência e solidariamente clamar por paz. Unimo-nos a todas as pessoas e entidades que, de coração sincero, se empenham nessa direção. Enxergamos nesse esforço o Espírito do Deus da Vida que não nos permite desanimar, nem nos deixa enredar pelas artimanhas do mal, por mais astuciosas e aparentemente convincentes que possam ser.

A vida é o maior dom! Cuidar responsavelmente da vida implica trabalhar artesanalmente pela paz (Papa Francisco, Fratelli Tutti, 225), a justiça social e o bem comum, sempre no respeito pelas diferenças, valorizando a liberdade religiosa e a verdade, dialogando até a exaustão, pois tudo isso é condição para a verdadeira paz.

Por isso, na responsabilidade de nossa missão de pastores, queremos expressar nossa palavra de esperança: aos sofredores, que não desistam, aos que têm poder de cuidar, defender e promover o bem comum, que não se omitam e aos que diretamente ferem e destroem a paz, que se convertam!

Unamo-nos em favor da verdadeira paz! Não nos deixemos abater! Não nos deixemos frustrar! O Bom Deus escuta os clamores de seu povo! Que a Bem-aventurada Virgem Maria, Rainha da Paz, interceda sempre pelo Brasil e pelo mundo.

Brasília-DF, 22 de junho de 2022.

Fonte: CNBB

O Papa  estará presente no evento Economia de Francisco. Leia a matéria publicada no site do Vaticano. “Rezamos pela saúde do Papa Francisco e
O Papa  estará presente no evento Economia de Francisco. Leia a matéria publicada no site do Vaticano.
“Rezamos pela saúde do Papa Francisco e continuamos a seguir em frente com ainda mais entusiasmo e força nas atividades de organização do primeiro encontro global presencial em Assis. Estamos trabalhando para acolher jovens de mais de 100 países de todo o mundo – explicam os organizadores, que trabalharam ativamente nestes últimos meses – e aqueles que têm o desejo de contribuir para uma nova época de pensamento e práticas econômicas”.

O Papa Francisco estará em Assis no dia 24 de setembro para o evento The Economy of Francesco (EoF), programado para se realizar de 22 a 24 de setembro de 2022 na cidade seráfica. O Santo Padre expressou com entusiasmo seu desejo de estar presente e encontrar os jovens economistas, empreendedores e agentes de mudança do mundo, que estão envolvidos há três anos na “Economia de Francisco”, o processo desejado pelo próprio Pontífice, para lançar as bases de uma nova economia, mais justa, equa e fraterna.

Nestes anos, o Santo Padre sempre se manteve atualizado sobre as atividades realizadas pelos jovens a quem deu palavras de inspiração e encorajamento em duas mensagens em vídeo por ocasião dos eventos da “Economia de Francisco” que foram realizados on-line em 2020 e 2021, devido à pandemia. Agora a confirmação do encontro presencial em Assis.

“Uma confirmação que nos enche de alegria: somos imensamente gratos ao Santo Padre”, é o comentário da comissão organizadora formada pelo bispo de Assis, Dom Domenico Sorrentino, pelo professor Luigino Bruni, pela presidente do Seráfico de Assis, Francesca Di Maolo, com o patrocínio do Dicastério para a Promoção do Desenvolvimento Humano Integral (DSSUI).

“Rezamos pela saúde do Papa Francisco e continuamos a seguir em frente com ainda mais entusiasmo e força nas atividades de organização do primeiro encontro global presencial em Assis. Estamos trabalhando para acolher jovens de mais de 100 países de todo o mundo – explicam os organizadores, que têm trabalhado intensamente últimos meses – e aqueles que têm o desejo de contribuir para uma nova época de pensamento e práticas econômicas”.

O programa da visita do Papa prevê a saída às 9h00 do dia 24 do heliporto do Vaticano, o desembarque na praça próxima do Palaeventi e o traslado do Santo Padre de carro para o vizinho teatro Lyrick de Santa Maria degli Angeli.

Ali, ele será recebido por três jovens da “Economia de Francisco”, pelo prefeito do Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral, cardeal Michael Czerny, por Dom Sorrentino, autoridades civis, membros do Comitê Organizador, representantes das famílias franciscanas e da Pro Civitate Christiana.

O Pontífice, às 10h00, chegará ao palco onde, após um momento artístico-cultural, terão lugar as boas-vindas, a apresentação e oito testemunhos de jovens de todo o mundo. O Papa fará então o seu discurso e assinará o Pacto com os jovens da Economia para iniciar a mudança na economia por ele mesmo desejada.

O programa completo dos três dias, que se realizará entre o teatro Lyrick, o Palaeventi em Santa Maria degli Angeli e o centro histórico com algumas conferências, workshops e vilas temáticas, centrar-se-á na coleta das ideias e experiências geradas em todo o mundo nestes três anos de trabalho.

“Haverá espaço – antecipa a comissão organizadora – para momentos de diálogo entre os jovens com figuras de renome internacional, para discutir as suas propostas e continuar a aprofundar os grandes desafios do nosso tempo, a começar pela construção de uma economia de paz. Estará disponível uma área permanente incubadora para ideias-projetos, sessões de networking e workshops temáticos”.

Entre os palestrantes do evento, Vandana Shiva, Jeffrey Sachs, Kate Raworth, Gael Giraud, Sabina Alkire, Helen Alford, Vilson Groh e Stefano Zamagni.

Quem são os jovens da Economia de Francisco?

Os participantes são jovens de todo o mundo que nestes três anos criaram uma verdadeira comunidade que produziu projetos, iniciativas, estudos e materiais de aprofundamento.

A idade média dos participantes da Economia de Francisco é de 28 anos, 30% vêm do mundo dos negócios e outros 30% da pesquisa, enquanto 40% são agentes de mudança (estudantes, movimentos sociais, ONGs).

A maior parte deles é proveniente da Europa (35%) e América Central – do Sul (30%), África (20%), mas Ásia e América do Norte também estarão representadas, de onde virão 8 e 6% dos participantes, respectivamente.

Os jovens de Assis se reunirão nas 12 “aldeias” ou “vilas” temáticas que darão seguimento às virtuais nas quais se trabalhou nestes dois anos de pandemia: Trabalho e cuidado; Gestão e doação; Finanças e humanidade; Agricultura e justiça; Energia e pobreza; Vocação e lucro; Políticas para a felicidade; CO2 da desigualdade; Negócios e Paz; Economia é mulher; Empresas em transição; Vida e estilos de vida.

Os números da Economia de Francisco

Tudo começou com o convite que o Papa Francisco enviou em 1º de maio de 2019 a economistas, agentes de mudança, empreendedores e empreendedoras com menos de 35 anos em todo o mundo. Nos dois anos anteriores, apesar da pandemia, foram envolvidos milhares de jovens de 120 países dos cinco continentes, principalmente da Itália, Brasil, EUA, Argentina, Espanha, Portugal, França, México, Alemanha e Reino Unido.

Foram dois eventos globais on-line realizados com transmissão ao vivo com mais de 500.000 visualizações, mais de 50 webinars, cerca de 25 projetos empreendedores, 2 The Economy of Francesco School on-line e uma Escola de Verão presencial, uma EoF Academy com 18 pesquisadores e 25 membros seniores.

Mais de 50 especialistas de renome internacional também estiveram envolvidos (incluindo 3 ganhadores do Prêmio Nobel) e o Papa dirigiu duas mensagens em vídeo aos jovens.

Todas as informações e notícias estão disponíveis no site www.francescoeconomy.org e nas redes sociais oficiais do evento: Facebook @francescoeconomy; Instagram @francesco_economy; Twitter @FrancescoEcon; YouTube e Flickr.