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Os participantes da Conferência Europeia da Juventude receberam mensagem do Papa Francisco. Abaixo a matéria publicada no site do Vaticano: O Papa Francisco enviou

Os participantes da Conferência Europeia da Juventude receberam mensagem do Papa Francisco. Abaixo a matéria publicada no site do Vaticano:

O Papa Francisco enviou uma mensagem aos participantes da Conferência Europeia da Juventude, que se realiza de 11 a 13 de julho em Praga, na República Tcheca, convidando-os a transformar o “Velho Continente” num “continente novo”, e isto só é possível convosco, frisou.

“Vós, jovens europeus, tendes uma missão importante. Se outrora os vossos antepassados se aventuraram para outros continentes, nem sempre por interesses nobres, agora compete-vos a vós apresentar ao mundo um novo rosto da Europa”, é a exortação do Pontífice já no início de sua mensagem. Francisco dedica grande parte da mesma à iniciativa, lançada em setembro de 2019, designada Pacto Educativo Global.

Educar as gerações para a fraternidade

“Trata-se duma aliança entre os educadores de todo o mundo com a finalidade de educar as gerações jovens para a fraternidade. Mas, vendo como está a andar este mundo guiado por adultos e idosos, parece que deveríeis antes ser vós a educar os adultos para a fraternidade e a convivência pacífica!” – observa.

Entre os primeiros compromissos do Pacto Educativo, aparece o de ouvir as crianças, os adolescentes e os jovens. Por isso, acrescenta o Santo Padre, “queridos jovens, fazei ouvir a vossa voz! Se não vos ouvirem, gritai ainda mais forte, fazei rumor, tendes todo o direito de dar a vossa opinião sobre o que diz respeito ao vosso futuro. Encorajo-vos a ser empreendedores, criativos e críticos”.

Paulo Freire: todos chamados a educar-nos em comunhão

Neste Pacto, não há “remetentes” e “destinatários”, mas todos somos chamados a educar-nos em comunhão, como sugeria o pedagogo brasileiro Paulo Freire, aponta o Pontífice.

De entre as várias propostas do Pacto Educativo Global, o Papa destaca a de “abrir-se ao acolhimento”, ou seja, o valor da inclusão, referida também na Conferência dos jovens. Francisco exorta os jovens a não se deixarem “arrastar por ideologias míopes que pretendem mostrar-vos o outro, o diverso como um inimigo”.

O Santo Padre destaca ainda que o objetivo principal do Pacto Educativo é educar a todos para uma vida mais fraterna, baseada, não na competitividade, mas na solidariedade.

Conflito na Ucrânia, uma guerra absurda

O Papa volta seu olhar para o conflito na Ucrânia: “Queridos jovens, ao mesmo tempo que estais a realizar a vossa Conferência, na Ucrânia (que não é União Europeia, mas é Europa), combate-se uma guerra absurda. Esta, juntando-se aos numerosos conflitos em curso em diversas regiões do mundo, torna ainda mais urgente um Pacto Educativo que a todos instrua para a fraternidade”.

Francisco acrescenta que a ideia duma Europa Unida brotou dum forte anseio de paz, depois de tantas guerras travadas no Continente, e levou a um período de paz que durou setenta anos. “Agora todos nos devemos empenhar para pôr fim a esta loucura da guerra, onde, como de costume, uns poucos poderosos decidem e mandam a combater e morrer milhares de jovens. Em casos como este, é legítimo rebelar-se!”

Europa seja, para todos,  terra de paz, liberdade e dignidade

Disse alguém que, se o mundo fosse governado pelas mulheres, não haveria tantas guerras, porque elas que têm a missão de dar a vida não podem abraçar opções de morte, disse ainda o Santo Padre. “De modo semelhante apraz-me pensar que, se o mundo fosse governado pelos jovens, não haveria tantas guerras: aqueles que têm toda a vida diante de si, não a querem esfrangalhar e malbaratar, mas vivê-la em plenitude”, ressalta.

Antes de concluir, o Pontífice os convida a todos para a Jornada Mundial da Juventude do próximo ano em Lisboa, “onde podeis partilhar os vossos sonhos mais belos com jovens de todo o mundo”.

Por fim, o Papa Francisco faz uma premente exortação aos participantes da Conferência: “que sejais jovens generativos, capazes de gerar novas ideias, novas visões do mundo, da economia, da política, da convivência social; e não só novas ideias, mas sobretudo novos caminhos para serem percorridos juntos. E que sejais generosos também em gerar novas vidas, sempre e só por amor! Amor ao vosso marido e à vossa esposa, amor à família, amor aos vossos filhos, e também amor à Europa a fim de ser, para todos, terra de paz, liberdade e dignidade”.

Sempre com a intenção de aproximar a Igreja dos fiéis, seja com serviços religiosos seja com paróquias menores que facilitem essa aproximação a Arquidiocese

Sempre com a intenção de aproximar a Igreja dos fiéis, seja com serviços religiosos seja com paróquias menores que facilitem essa aproximação a Arquidiocese de Vitória cria uma nova paróquia na região serrana.

A paróquia Nossa Senhora de Lourdes em Vila Pontões, Afonso Claudio será instalada no dia 27 de agosto de 2022 às 9h. A paróquia é o resultado do desmembramento da s paróquias São Sebastião do Alto Guadú em Afonso Claudio e Rainha da Paz em Sta. Maria de Jetibá. O primeiro administrador paroquial é pe. Daniel Calil Mascalubo, hoje vigário na paróquia São Sebastião.

 

Ainda neste mês de julho também acontece troca de padre nas paróquias Sagrado Coração de Jesus em Itaquari, Cariacica e Bom Pastor em Campo Grande.

 

Pe. Vitor César Zille Noronha deixa a paróquia Bom Pastor e assume como administrador paroquial a paróquia Sagrado Coração de Jesus. A posse será no dia 23 de julho de 2022 às 18h na Comunidade São José Operário em Alto Lage.

 

 

 

Pe. Marcelo Luiz Basoni assume como vigário na paróquia Bom Pastoral em Campo Grande no dia 24 de julho de 2022 às 7h, no Santuário Bom Pastor em Campo Grande.

Que Deus derrame suas bênçãos sobre estes ministros para que caminhem com as comunidades no discipulado de Jesus.

Foto de capa: Allex Cordeiro

 

 

 

Matéria publicada no site do Vaticano: O Santo Padre encontrou-se com o sacerdote argentino Guillermo Marcó, que esteve à frente da Assessoria de Imprensa
Matéria publicada no site do Vaticano:
O Santo Padre encontrou-se com o sacerdote argentino Guillermo Marcó, que esteve à frente da Assessoria de Imprensa do Arcebispado de Buenos Aires por 10 anos, enquanto Bergoglio era o titular da sede. Parte da conversa foi transmitida no podcast do presbítero.

“Meu coração é um depósito, está cheio de coisas que guardo. Eu tenho que ampliar as prateleiras todas as vezes. Nisso sou um pouco ‘colecionador’ no bom sentido da palavra, não quero perder nada do bem que as pessoas me dão. As pessoas nos gratificam muito, com exemplos, com palavras, com um ou dois fatos. O sacerdote está lá para ensinar as pessoas, mas acho que aprendemos muito com as pessoas se olharmos para elas.”

Assim começa a entrevista que o Papa Francisco concedeu ao sacerdote argentino Guillermo Marcó, que estava à frente da Assessoria de Imprensa do Arcebispado de Buenos Aires enquanto Bergoglio era arcebispo. Os 22 minutos da conversa, que durou uma hora e meia no total e realizou-se em 9 de junho, foram publicados no domingo, 3 de julho, no “Marcó tu semana, de la tele a las servicios”, podcast produzido por Marcó.

A conversa concentrou-se em questões mais pessoais do Pontífice: sua vida espiritual, sua etapa fora da Argentina; assuntos conjunturais não são abordados. Ao ver que todos esses temas eram tratados em outros meios de comunicação, o sacerdote preferiu abordar temas “da vida mais simples”, fazendo-lhe “perguntas que muitas vezes eu me faço, porque quando você conhece alguém, sabe como viveu, sabe como rezou”, destacou o porta-voz na apresentação de seu podcast.

“Muitas vezes ele dizia, diante de um problema: ‘Bom, deixa eu rezar e depois eu lhe respondo'”, comentou Marcó.

Como é a oração de um Papa?

A primeira questão que discutiram foi sobre a vida de oração. Francisco afirmou que “a oração do bispo é cuidar do rebanho, dizendo em termos evangélicos, e o Papa é um bispo, então continua com o mesmo estilo. É semelhante: pedir, interceder e agradecer por todo o bem que se faz.”

“O senhor ainda acorda de madrugada para rezar?”, lhe perguntou Marcó, e o Bispo de Roma respondeu: “Sim, sim, porque se você não rezar de manhã, não reza mais, pois o moedor de carne pega você.”

Passear, a maior saudade da vida em Buenos Aires

O que o Sucessor de Pedro mais sente falta da capital argentina é a possibilidade de passear, como ele mesmo explicou:

“Em Buenos Aires, eu caminhava ou pegava ônibus, etc. Aqui nas duas vezes que eu tive que sair me pegaram em flagrante. Duas vezes, no inverno. Às sete da noite que não passa ninguém e está tudo escuro, eu fui à ótica, uma senhora da varanda (gritou) ‘O Papa!’, e aí acabou. Depois, eu fui à loja de discos e não havia ninguém lá. Eu fui abençoá-la porque era uma loja de discos de amigos que a tinham reestruturado. Eles me perguntaram: ‘Por que não vem você que nos ajudou tanto?’ Então eu fui. Estava escuro… Ali perto tem um ponto de táxi e o meu azar foi que ali tinha um jornalista esperando um amigo para pegar um táxi”.

Como se sente diante da imensa responsabilidade?

Em relação ao seu estado de ânimo diante de sua missão à frente da Igreja, o Papa disse que o “Espírito Santo lhe dá muitos frutos, mas nunca se diz que ele nos anestesia e às vezes me sinto anestesiado diante de situações que nos fariam sofrer muito e, mesmo permanecendo naquela situação, posso me mover.

“Onde há uma crise, se cresce”

Outro tema discutido na entrevista foi a gestão de crises: “Uma das coisas que aprendi aqui é que não sabemos lidar com as crises, e as crises nos fazem crescer”, disse o Papa.

Depois, Francisco citou os fundadores da União Europeia como exemplos de homens que souberam lidar com as crises e cresceram com elas, “não as transformaram em conflito, ou branco ou preto”.

“Quando você transforma uma crise em conflito, você perde. A unidade é maior que o conflito, ou seja, o conflito reduz a pessoa”, disse ele.

O testemunho da velhice na primeira pessoa

Por fim, referindo-se ao ciclo de catequeses sobre os idosos, que o Bispo de Roma iniciou em 23 de fevereiro deste ano durante as Audiências Gerais, Marcó quis saber como o Papa enfrenta essa etapa de sua vida: “Eu, nessa idade, rio de mim mesmo e sigo em frente”, concluiu Francisco.

A pedido do Conselho Nacional do Encontro de Casais com Cristo (ECC), em 2021, foi estabelecido 10 de julho como o Dia Nacional do

A pedido do Conselho Nacional do Encontro de Casais com Cristo (ECC), em 2021, foi estabelecido 10 de julho como o Dia Nacional do ECC. A Rádio América 91,1 FM aproveitou essa data que se aproxima mais uma vez e convidou o direitor espiritual do ECC na arquidiocese de Vitória-ES, Pe. Altamiro Domingos da Silva para participar do quadro Papo Cabeça que vai ao ar toda quarta-feita no programa Entre Amigos. Esteve também no estúdio da emissora para participar da conversa o casal coordenador aquidiocesando do ECC, Jamilson Machado e Roberta Machado da Paróquia Sagrado Coração de Jesus, em Itaquari, Cariacica-ES. Data comemorativa será lembrada pela segunda vez, desde quando foi implantada

“O ECC é um serviço-escola da nossa Igreja que busca despertar nos casais o servir nas pastorais em nossas paróquias. Na nossa arquidiocese ele surgiu em 1982 há 40 anos atrás na paróquia São Pedro na Praia do Suá. A nível de Brasil ele surgiu em 1970, (está fazendo 52 anos) em Vila Pompeia, São Paulo”, explicou Roberta.

Já Pe. Altamiro contou um pouco sobre a sua experiência como diretor espiritual: “Esse encantamento já vem há alguns anos, desde quando ainda eu era vigário paróquial na Paróquia São Francisco de Assis, em Porto de Santana, Cariacica-ES e depois na instalação canônica na Grande Flexal, onde eu pude estar acompanhando a 1ª etapa na Paróquia Nossa Senhora da Penha e depois também a 2º etapa. O tempo passou por volta de cinco ou seis anos apróximadamente e encontrei com Jamilson e Roberta como casal setorial há uns quatro anos atrás na catedral de Vitória, eu como vigário paroquial. Foi aí que começamos a conversar”, relembrou Pe. Altamiro que apesar de se mostrar grato pela oportunidade, confessou que não esperava após alguns anos estar a frente do ECC como diretor espiritual, posição essa alcançada somente agora em 2022.

Acompanhe mais detalhes na entrevista com Rodrigo Moutinho ao clicar nos áudios abaixo!

 

 

Aprovada Lei proposta pela CNBB. Leia a matéria publicada no site da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil: A proposta da Presidência da Conferência

Aprovada Lei proposta pela CNBB. Leia a matéria publicada no site da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil:

A proposta da Presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) para instituir a campanha Junho Verde virou lei. Com o número 14.393/2022, a norma altera a Política Nacional de Educação Ambiental e institui a celebração do mês temático como parte das atividades educativas na relação com o meio ambiente. O texto foi sancionado na segunda-feira, 4 de julho.

O objetivo da Campanha Junho Verde, segundo o texto sancionado, é “desenvolver o entendimento da população acerca da importância da conservação dos ecossistemas naturais e de todos os seres vivos e do controle da poluição e da degradação dos recursos naturais, para as presentes e futuras gerações”.

Para o arcebispo de Belo Horizonte (MG) e presidente da CNBB, dom Walmor Oliveira de Azevedo, a campanha Junho Verde “é passo importante na consolidação do entendimento de que todos devem buscar o desenvolvimento integral, que considera a essencialidade do equilíbrio na Casa Comum”. Ele espera que a Lei “possa inspirar o nascimento de um novo tempo, com avanços na defesa da centralidade da vida”.

Destaque no texto é a indicação que as iniciativas da campanha devem observar o conceito de Ecologia Integral, que inclui dimensões humanas e sociais dos desafios ambientais. É este o conceito que permeia as reflexões e os apontamentos do Papa Francisco na encíclica Laudato Si’ – sobre o cuidado da casa comum.

 

Ações em vários níveis

A lei estabelece que a Campanha Junho Verde será promovida pelo poder público federal, estadual, distrital e municipal em parceria com escolas, universidades, empresas públicas e privadas, igrejas, comércio, entidades da sociedade civil, comunidades tradicionais e populações indígenas.

A campanha deverá incluir ações voltadas para divulgação de informações, sensibilização para boa relação com os recursos naturais e promoção de debates sobre temas relacionados a ecologia, por exemplo. São 16 iniciativas listadas na lei.

Confira o texto na íntegra. 

No próximo sábado, dia 16 de julho, acontecerá o III Encontro Arquidiocesano Mães que Oram pelos Filhos. Sediado no Centro Pastoral São Camilo –

No próximo sábado, dia 16 de julho, acontecerá o III Encontro Arquidiocesano Mães que Oram pelos Filhos. Sediado no Centro Pastoral São Camilo – CEPASC, em Vitória. O evento terá início às 12h e término previsto para às 18h:10.

Este ano o tema será “pastoreio”. A coordenadora arquidiocesana do movimento, Tatiana Paneto, contou que o objetivo é ajudar as coordenadoras a pastorear seus grupos em unidade com as diretrizes do movimento. O encontro contará a presença do Pe. Hadeleon Santana , diretor espiritual geral; Angela Abdo, coordenadora geral; e Cristiane Xavier, coordenadora estadual.

Na Arquidiocese de Vitória, o movimento não para de crescer. Hoje existem 86 grupos cadastrados.

O CEPASC, Centro Pastoral São Camilo, onde acontecerá o Encontro Arquidiocesano, fica na Av. Rosendo Serapião de Souza Filho, 655, no bairro Republica, Vitória – ES,

Confira a programação:

 

CNBB, Conferência Nacional dos Bispos do Brasil disponibiliza materiais para a Campanha Missionária 2022. Veja a matéria publicada no site da CNBB. “A Igreja

CNBB, Conferência Nacional dos Bispos do Brasil disponibiliza materiais para a Campanha Missionária 2022. Veja a matéria publicada no site da CNBB.

“A Igreja é missão” será o tema que vai animar a Campanha Missionária de 2022, durante o mês de outubro nas dioceses de todo o Brasil. O tema está acompanhado da inspiração bíblica escolhida pelo Papa Francisco para o mês missionário: “Sereis minhas testemunhas” (At 1,8). Em 2022, a Campanha Missionária completa seus 50 anos de história, celebrada em todo o Brasil com a vivência do Ano Jubilar Missionário.

Durante o mês missionário, as Arquidioceses, Dioceses e Prelazias são convidadas a motivar todo o Povo de Deus na organização da Campanha Missionária. Para isso, são disponibilizados materiais de animação (novena missionária, vídeos com testemunhos, cartazes, santinhos, mensagem do Papa, envelopes de coleta) que colaboram com a reflexão da mensagem, em unidade com toda a Igreja. O tema e o lema apresentados concluem o caminho de três anos em que se destacou a natureza missionária da Igreja, que não se reduz a uma dimensão ou em atividades: “A vida é missão”, em 2020, “Jesus Cristo é missão”, em 2021, e “A Igreja é missão”, em 2022.

Sobre o cartaz

A construção da arte da Campanha Missionária 2022 seguiu a intuição da janela que se abre para o mundo. Na janela e dentro do mapa do Brasil, aparecem rostos de missionários e missionárias Ad Gentes. As cores da arte seguem a identidade visual do Ano Jubilar Missionário que nos convida a uma grande explosão missionária aberta à universalidade, como propõe o Programa Missionário Nacional: para cada Regional da CNBB, um projeto Ad Gentes; e cada Igreja Particular assumir um projeto de Igrejas irmãs.

A beata Pauline Marie Jaricot está no centro deste cartaz, a grande motivadora do surgimento das Pontifícias Obras Missionárias (POM) como rede mundial de oração e solidariedade a serviço do Papa e das Igrejas locais. Nascida em Lyon em 22 de julho de 1799, ela fundou a obra da Propagação da Fé em 3 de maio de 1822. Pauline e algumas pessoas de Lyon viram a importância da universalidade da missão, e se organizaram para apoiar diversos missionários e missionárias. Desde os primeiros anos da obra, o desejo era claro: apoiar todos os missionários necessitados de ajuda espiritual e material.

Além do testemunho de Pauline, são apresentados na novena missionária testemunhos de cristãos leigos e leigas, da vida consagrada, de ministros ordenados, de povos originários, do Povo de Deus das Igrejas locais e dos invisibilizados que nos confins do mundo testemunham o Evangelho de Jesus Cristo, tendo o Espírito Santo como protagonista da missão.

Acesse todos os materiais da Campanha Missionária 2022 no site: www.pom.org.br/cm2022

Quem organiza a Campanha Missionária?

As Pontifícias Obras Missionárias (POM) têm a responsabilidade de organizar a Campanha Missionária, realizada sempre no mês de outubro, na Igreja de todo o Brasil. Colaboram nesta ação a CNBB por meio da Comissão Episcopal para a Ação Missionária e Cooperação Intereclesial e outros organismos que compõem o Conselho Missionário Nacional (COMINA). Porém, para a real efetivação do mês missionário nas comunidades, é indispensável que os Conselhos Missionários Diocesanos (COMIDI) e Conselhos Missionários Paroquiais (COMIPA) articulem a distribuição do material nas paróquias e comunidades, bem como a organização de um calendário de atividades que animem a missão durante o mês.

Dia Mundial das Missões

Nos dias 22 e 23 de outubro, as Arquidioceses, Dioceses e Prelazias animam a Coleta Missionária em todo o Brasil. Nestes dias, as ofertas são integralmente enviadas às Pontifícias Obras Missionárias (POM) que as repassam ao Fundo Universal de Solidariedade para apoiar projetos em todo o mundo.

Em 2021, este fundo colaborou com 1.050 dioceses pobres, nos territórios de missão nos cinco continentes, distribuindo mais de R$ 418 milhões, fruto das doações da coleta missionária. O Brasil contribuiu com a doação de mais de R$ 6 milhões. Foram ajudados projetos nas áreas de catequese, obras sociais, comunicação, cuidado pastoral para crianças, animação e formação missionária, educação escolar, proteção à vida e formação de seminaristas.

Saiba mais sobre essas doações no site www.pom.org.br/cm2022

Ano Jubilar Missionário

De maneira especial, neste ano, no âmbito internacional celebramos 400 anos de criação da Congregação para Evangelização dos Povos, 100 anos que o Papa Pio XI concedeu as Obras Missionárias um caráter Pontifício e a beatificação de Paulina Jaricot que há 200 anos fundou a Pontifícia Obra da Propagação da Fé. No âmbito nacional celebramos 50 anos de criação do Conselho Missionário Nacional (COMINA); 50 anos das Campanhas Missionárias; 50 anos dos Projetos Igrejas Irmãs; 50 anos do Conselho Missionário Indigenista (CIMI), 50 anos do Documento de Santarém, 60 anos do CCM e 70 anos da criação da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).

Morreu nesta segunda (04) o Eminentíssimo Cardeal Cláudio Hummes, Arcebispo emérito de São Paulo e Prefeito emérito da Congregação para o Clero, com a

Morreu nesta segunda (04) o Eminentíssimo Cardeal Cláudio Hummes, Arcebispo emérito de São Paulo e Prefeito emérito da Congregação para o Clero, com a idade de 87 anos, após prolongada enfermidade.

A Arquidiocese de Vitória agradece a Deus pela vida do Cardeal Cláudio Hummes e por todo legado deixado para a  Igreja. Unida à arquidiocese de São Paulo e ao bispo arquidiocesano, dom Odilo Scherer, a Arquidiocese reza pelo Cardeal Hummes para que Deus o acolha em seu Reino.

O velório será na Catedral da Sé, em São Paulo. Em nota, Dom Odilo Scherer pediu preces em seu favor, “para que Deus o acolha e lhe dê a vida eterna, como creu e esperou.”

Leia a nota de pesar do Arcebispo de São Paulo

História do Cardial Cláudio Hummes

Nascido em Montenegro, Rio Grande do Sul, de família de origem alemã, Auri Afonso – este é o seu nome de Batismo – assumiu o nome religioso Cláudio ao ingressar na Ordem dos Frades Menores em 1956. Em Roma estudou filosofia e especializou-se em ecumenismo no Bossey Institute em Genebra; foi professor, reitor, teólogo, bispo. Passou vinte e um anos, a partir de 1975, em Santo André, onde se destacou pela defesa dos trabalhadores, por apoiar os sindicatos e participar de greves como bispo encarregado da Pastoral Operária em todo o Brasil. Em 1996 foi nomeado arcebispo de Fortaleza, no Ceará. Durante seus dois anos de ministério foi responsável pela família e cultura na Conferência Episcopal Brasileira em Brasília. Foi, portanto, um dos arquitetos do II Encontro Mundial das Famílias com o Papa, realizado no Rio de Janeiro em 1997.

Em 15 de abril de 1998, João Paulo II o quis como arcebispo metropolitano de São Paulo, onde deu impulso à pastoral vocacional, à formação dos sacerdotes e à evangelização da cidade. O papel desempenhado no campo da comunicação de massa também foi importante, porque a Igreja – afirmou – tinha que falar com a cidade, aproximando os católicos e levando o Evangelho às famílias.

Wojtyla também o criou cardeal em 21 de fevereiro de 2001. Em seguida, participou do Conclave em abril de 2005 que elegeu Joseph Ratzinger. E o próprio Bento XVI o nomeou prefeito da Congregação para o Clero em 2006, em sucessão ao cardeal Darío Castrillón Hoyos. Em maio de 2007 participou da V Conferência Episcopal Latino-Americana, mais conhecida como Conferência de Aparecida, cujo relator do documento final foi o cardeal Bergoglio.

Em 2010, Hummes renunciou ao cargo de prefeito e presidente do Conselho Internacional de Catequese, órgão vinculado à Congregação, ao atingir o limite de idade. Em 29 de junho de 2020 foi eleito presidente da Conferência Eclesial da Amazônia, instituída como uma “ferramenta eficaz” para implementar muitas das propostas que surgiram do Sínodo e se tornar “uma ponte que anima outras redes e iniciativas. ambientais a nível continental e internacional”. O que Dom Cláudio tentou fazer até os últimos dias de sua vida terrena.

Participou das últimas votações do Conclave de 2013 que elegeu o arcebispo de Buenos Aires, Jorge Mario Bergoglio. Ao amigo argentino, sentado ao seu lado, quando alcançou o número de votos necessários para ser eleito, sussurrou-lhe ao ouvido: “Não se esqueça dos pobres”. Da intuição surgiu outra intuição do Papa recém-eleito para a escolha do nome. Foi o próprio Francisco a revelar aos jornalistas que encontrou na Sala Paulo VI em 16 de março de 2013: Tinha ao meu lado o Cardeal Cláudio Hummes, o arcebispo emérito de São Paulo e também prefeito emérito da Congregação para o Clero: um grande amigo, um grande amigo! Quando o caso começava a tornar-se um pouco «perigoso», ele animava-me. E quando os votos atingiram dois terços, surgiu o habitual aplauso, porque foi eleito o Papa. Ele abraçou-me, beijou-me e disse-me: «Não te esqueças dos pobres!» E aquela palavra gravou-se-me na cabeça: os pobres, os pobres. Logo depois, associando com os pobres, pensei em Francisco de Assis. 

Hummes alegrou-se com aquela eleição e ao Papa, pelos microfones da Rádio Vaticano, desejou “um pontificado prolongado”, porque, afirmou, “a Igreja precisa deste pontificado, a Igreja precisa deste projeto que ele manifesta e que colocou em andamento”.

Hummes sempre rezou pela Igreja, para que ela fosse sempre firme e unida, não cedendo às ameaças externas e internas. “A Igreja defende a sua unidade como unidade da pluralidade. As divisões são um mal”, disse o cardeal, diante de quem questionava a autoridade do Papa.

Nesta Igreja que desejava pobre e sempre “em saída”, o arcebispo emérito de São Paulo fazia votos que pudesse ressoar com força a voz das populações amazônicas, feridas pelo desmatamento, por projetos predatórios e doenças da terra e das pessoas, bem como os problemas pastorais. Outro motivo de grande alegria para o cardeal foi, de fato, a convocação do Sínodo para a Região Pan-Amazônica em outubro de 2019, uma oportunidade para concentrar a atenção coletiva em uma parte do mundo muitas vezes esquecida.

Ao contrário daqueles que olharam apenas para os resultados imediatos do Sínodo, julgados insatisfatórios em relação aos pedidos de muitos dos participantes, Hummes sempre olhou além da assembleia no Vaticano. Não ao Sínodo, mas ao processo que o Sínodo abriria na Amazônia e no mundo.

Nos últimos tempos, especialmente desde 2020, ano de sua nomeação como presidente da recém-criada Conferência Eclesial da Amazônia, insistia de fato na “aplicação” das indicações do Sínodo. “O Sínodo é o ponto alto que ilumina os caminhos. Porém continua agora, todo o processo continuará também na aplicação pós-sinodal, no território e em todos os lugares onde exista uma conexão”, disse sempre aos meios de comunicação vaticanos, através dos quais denunciou também a “grave crise climática e ecológica” que realmente coloca em risco “o futuro do planeta e, portanto, o futuro da humanidade”.

Esta mesma urgência foi reiterada pelo cardeal em uma carta de julho de 2021, na qual pedia ao mundo que passasse do “ter que fazer”, portanto de belas promessas, ao “fazer”, ou seja, à ação concreta, para que as resoluções do Sínodo na Amazônia não caiam no vazio, mas encontrem aplicação prática nas diversas comunidades. “Está certo em continuar discernindo o que devemos fazer, mas mesmo que isso seja bom, não é o suficiente”, escreveu o cardeal.

Fonte: Vaticano News