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Os rumores sobre renúncia do Papa e doença grave foram desmentidos pelo Pontífice. Leia a matéria publicada no site do Vaticano: O Papa Francisco

Os rumores sobre renúncia do Papa e doença grave foram desmentidos pelo Pontífice. Leia a matéria publicada no site do Vaticano:

O Papa Francisco nega ter qualquer intenção de renunciar (“Nunca me passou pela cabeça. Não por enquanto”), nega os rumores de que ele estaria doente de câncer. E reitera, ao invés, seu desejo de ir à Rússia e Ucrânia assim que for possível, talvez em setembro. Também diz respeitar a decisão da Suprema Corte dos EUA sobre a interrupção da gravidez e reitera sua forte condenação ao aborto. O Bispo de Roma concedeu uma longa entrevista ao correspondente da Reuters, Phil Pullella, no sábado. O encontro durou cerca de 90 minutos e este é um relato inicial com alguns dos conteúdos publicados pela agência.

Como é sabido, de acordo com vários artigos e comentários na mídia, alguns eventos recentes ou programados (desde o consistório no final de agosto até a visita a L’Aquila onde Celestino V, que renunciou em 1294, está enterrado) sugeririam a intenção do Papa de renunciar ao pontificado. Mas Francisco desmentiu esta interpretação: “Todas estas coincidências fizeram alguns pensarem que a mesma ‘liturgia’ ocorreria. Mas isso nunca me passou pela cabeça. Não por enquanto, não por enquanto. Realmente!” Ao mesmo tempo, o Papa, como havia feito várias vezes no passado, explicou que a possibilidade de renunciar é levada em consideração, sobretudo após a escolha feita por Bento XVI em 2013, caso a saúde o impossibilite de continuar em seu ministério. Mas quando perguntado quando isso poderia acontecer, respondeu: “Não sabemos. Deus dirá”, com palavras semelhantes às usadas na sexta-feira 1º de julho em uma entrevista com a agência de notícias Télam.

Sobre a questão dos problemas no joelho, Francisco falou sobre o adiamento da viagem à África e da necessidade de terapia e descanso. Ele disse que a decisão de adiar lhe causou “muito sofrimento”, sobretudo porque ele queria promover a paz tanto na República Democrática do Congo quanto no Sudão do Sul. O Papa, observa o entrevistador, usou uma bengala para entrar na sala de recepção no andar térreo da Casa Santa Marta, no Vaticano. E em seguida deu detalhes sobre o estado de seu joelho, dizendo que sofreu “uma pequena fratura” quando deu um passo falso enquanto um ligamento estava inflamado. “Estou bem, estou melhorando lentamente”, acrescentou, explicando que a fratura está curando, auxiliada pela terapia com laser e magnetes.

Em seguida, Francisco desmentiu os rumores de que havia sido diagnosticado com câncer há um ano, quando foi submetido a uma operação de seis horas para remover uma parte de seu cólon devido a diverticulite, uma condição comum em idosos. “A operação foi um grande sucesso”, disse o Papa, acrescentando com um sorriso em seu rosto que “eles não me disseram nada” sobre o suposto câncer, o que descartou como “fofocas de corte”. Sucessivamente, declarou à Reuters que não queria uma operação no joelho porque a anestesia geral da cirurgia do ano passado tinha tido efeitos colaterais negativos.

A entrevista abordou em seguida questões internacionais. Falando da situação na Ucrânia, Francisco observou que houve contatos entre o Secretário de Estado Pietro Parolin e o Ministro das Relações Exteriores russo Sergei Lavrov, sobre uma possível viagem a Moscou. Os sinais iniciais não eram bons. Falou-se desta possível viagem pela primeira vez há vários meses, disse o Papa, explicando que Moscou respondeu que este não era o momento certo. Deixou entender, no entanto, que algo poderia ter mudado agora. “Eu gostaria de ir à Ucrânia e queria ir primeiro a Moscou. Trocamos mensagens sobre isso, porque pensei que se o presidente russo me concedesse uma pequena janela para servir a causa da paz…. E agora é possível, depois que eu voltar do Canadá, que eu consiga ir à Ucrânia. A primeira coisa a fazer é ir à Rússia para tentar ajudar de alguma forma, mas eu gostaria de ir às duas capitais.”

Por fim, o Papa na entrevista com Phil Pullella tocou no assunto da decisão da Suprema Corte dos EUA que derrubou a histórica decisão Roe contra Wade que estabelecia o direito de uma mulher a abortar, Francisco disse que respeitava a decisão, mas não tinha informações suficientes para falar sobre ela de um ponto de vista jurídico. Mas também condenou fortemente o aborto, comparando-o – como havia feito muitas vezes antes – à “contratação de um sicário”. “Eu pergunto: é legítimo, é justo, eliminar uma vida humana para resolver um problema?”

O Papa também foi solicitado a comentar sobre o debate em curso nos Estados Unidos sobre se um político católico, que se opõe pessoalmente ao aborto, mas apoia o direito de outros de escolher, pode receber a comunhão. A presidente da Câmara dos Deputados, Nancy Pelosi, por exemplo, foi proibida de receber a Eucaristia pelo arcebispo de sua arquidiocese, São Francisco, mas recebe regularmente a comunhão em uma paróquia em Washington, e na semana passada recebeu a comunhão de um padre durante a Missa em São Pedro presidida pelo Pontífice.

“Quando a Igreja perde sua natureza pastoral, quando um bispo perde sua natureza pastoral, isto causa um problema político”, comentou o Papa. “Isto é tudo o que posso dizer.”

“Tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja e as portas do inferno não prevalecerão nunca contra ela.” (Mt. 16,18) Caríssimos
“Tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja e as portas do inferno não prevalecerão nunca contra ela.” (Mt. 16,18)

Caríssimos irmãos e irmãs, hoje celebramos a Solenidade de São Pedro e São Paulo, bases de nossa Igreja. São Pedro depois de sua morte, que segundo a tradição católica, tornou-se chaveiro do céu. Assim, para entrar no paraíso, é necessário que o Santo abra suas portas. Também lhe é atribuída a responsabilidade de fazer chover. Quando começa a trovejar e as crianças choram com medo, é costume acalmá-las, dizendo: “É a barriga de São Pedro que está está roncando, ou ele está mudando os móveis de lugar”. Brincadeiras à parte são diversas as ações que são atribuídas a esse homem tão importante para a vida da nossa Igreja.

Pedro, cujo nome era Simão, era natural de Betsaida, povoação na Galiléia, às margens do lago de Genesaré, também conhecido como o mar de Tiberíades. Era filho de Jonas e pescador de profissão. Tinha como seu irmão André e com Tiago e João, filho de Zebedeu, uma pequena frota de barcos pesqueiros. Como as pescas eram temporárias e os pescadores do mar da Galiléia, tinham tempo livre durante a baixa estação, presume-se que foi durante um desses períodos que André indo ao encontro de João Batista no rio Jordão, encontrou Jesus. E Jesus, que era um exímio “conhecedor” de homens, após olhar longamente para Pedro, diz: “Tu és Simão, filho de Jonas, serás chamado “Cefas”, que quer dizer “Pedro”. Mudar o nome para outro mais significativo era mudar de orientação e de modo de viver. E foi assim que Simão, o pescador da Galiléia, deixou para trás toda uma história de vida e iniciou outra vida, uma nova história, não mais como Simão, mas como Pedro, o pescador de homens.

Sabemos que Pedro negou Jesus Cristo publicamente por três vezes. Mas é verdade também que por várias vezes publicou a sua fé, como exemplo: “Aonde iremos Senhor, se só tu tens palavra de vida eterna”; “Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo”; “Senhor, tu sabes que te amo”. São Pedro é considerado o principal discípulo de Jesus Cristo, apóstolo e missionário da primitiva Igreja cristã. Jesus edificou a sua Igreja sobre Pedro, isto é, sobre a Pedra! É maravilhoso ver como a ação de São Pedro vai fazendo a Igreja crescer ao redor do povo. Por isso bastava que a sombra dele passasse para que os doentes fossem curados e os espíritos malignos expulsos. São Pedro, que tivera sua humildade lapidada, reconhece e proclama sempre que tudo é obra da graça Divina e que só Jesus é o Senhor.

A transformação completa de Pedro ainda pode ser observada em suas cartas. Ele, inspirado pelo Espírito Santo, escreveu para que todos nós andemos em temor durante toda a nossa vida. Foi testemunha da gloriosa transfiguração do Senhor, no monte Tabor e foi ele que, em companhia de João, foi encarregado de preparar o cenáculo para a celebração da Páscoa, isto é, a Última Ceia. Pedro, teve muitas dificuldades, mas o Espírito Santo o transformou em um líder dinâmico na Igreja Primitiva.

Os primeiros dez capítulos dos Atos dos Apóstolos, descrevem a atuação marcante do apóstolo Pedro, o grande líder da comunidade cristã após a morte de Jesus. Que, depois de muitas dificuldades e sofrimentos, depois de entregar e empregar a vida em fazer o mundo conhecer e amar a Jesus Cristo, Pedro viu finalmente chegar ao seu fim na terra. Corria o ano de 64 e ele se encontrava encarcerado. Tiraram-no do cárcere e o levaram para ser crucificado. Condenado à morte, São Pedro foi como o Divino Mestre, cruelmente açoitado e em seguida levado à colina vaticana para crucificado. Estando tudo pronto para a execução, São Pedro pediu aos algozes que o pregassem na cruz com a cabeça para baixo, porque se achava indigno de morrer como o Divino Mestre. Assim morreu o primeiro papa da Igreja Católica. No lugar do suplício foi mais tarde edificada a Basílica de São Pedro, onde os restos mortais se encontram na mesma Basílica.

Já o Apóstolo São Paulo, um dos maiores propagadores do cristianismo. Antes de se converter ao Cristianismo era conhecido como Saulo e perseguia os discípulos de Jesus nos arredores de Jerusalém. São Paulo, nasceu em Tarso, na Cilícia (hoje uma região da Turquia), no ano 5 da era cristã, sendo filho de uma família judaica da tribo de Benjamim, que gozavam dos privilégios da cidade romana, o nascer, recebeu o nome de Saulo (do hebreu), que mais tarde alterou para Paulo (do latim), depois da conversão e do batismo.

Paulo passou os primeiros anos de vida em meio à comunidade judaica e frequentou a escola da sinagoga. Um antigo costume judeu era ensinar às crianças algum trabalho útil. Paulo tornou-se tecelão. Ainda adolescente, foi enviado a Jerusalém, onde deveria familiarizar-se mais profundamente com a religião e a cultura hebraica. Em Jerusalém, estudou no templo de Salomão, reedificado e embelezado por Herodes Agripa, o governador da Palestina. A caminho de Damasco, Paulo teve a visão de uma luz incandescente e ouviu a voz de Jesus que lhe indaga sobre as perseguições. No mesmo instante ficou cego e durante três dias entregou-se às orações. A mando de Jesus, Ananias vai a seu encontro, prepara seu batismo, põe a mão em sua cabeça e no mesmo instante Saulo recobra a visão. Impressionado com o ocorrido, é batizado e converte-se ao cristianismo.

Uma vez em Jerusalém, confirmou-se o que São Paulo havia previsto: ele foi perseguido, espancado e preso. Em seu julgamento, por ser cidadão romano, apelou a César. Por isso, foi enviado a Roma, onde chegou por volta do ano 60. Conta a tradição que Paulo esteve em liberdade por um curto período, durante o qual partiu para evangelizar o atual território da Espanha. Depois disso, retornou a Roma, onde foi preso pela segunda vez e, no ano de 67, finalmente decapitado. No entanto, vemos emergir na biografia de Paulo um grande amor por Cristo e pela salvação das almas; um amor sobrenatural que demonstra uma participação na vida divina.

A festa de São Pedro, juntamente à de São Paulo, foi colocada no dia 29 de Junho para ocupar uma antiga celebração pagã que comemorava nesse dia a festa dos mitos Rômulo e Remo, considerados os pais da cidade de Roma. Hoje o papa Francisco, é o sucessor de Pedro! E o representante oficial de Jesus Cristo na terra, o responsável por apascentar todo o rebanho. Entretanto, em meio a tanto dissabor da vida terrena, experimentamos o doce prazer de termos Jesus em nossa vida e de sabermos que não estamos e jamais estaremos sós.

Rezemos para que o Senhor, que fez Pedro e Paulo verem sua luz, que fez deles escutarem sua Palavra, que tocou o coração de ambos intimamente, nos faça ver também sua luz, para que também nosso coração fique tocado por sua Palavra e também nós possamos dar ao mundo de hoje, que tem sede, a luz do Evangelho e a verdade de Cristo.

 

Wesley Murilo de Abreu Roveda

Seminarista do 1º ano de filosofia

Paróquia de origem: Nossa Senhora da Saúde, Morada de Laranjeiras, Serra – ES;

Paróquia de pastoral: Nossa Senhora Aparecida, Cobilândia, Vila Velha – ES.

Citando o Papa Francisco, Documentos da Igreja, textos bíblicos e lançando um olhar sobre a realidade atual, os bispos do Regional Leste 3 (Arquidiocese

Citando o Papa Francisco, Documentos da Igreja, textos bíblicos e lançando um olhar sobre a realidade atual, os bispos do Regional Leste 3 (Arquidiocese e dioceses do Espírito Santo), publicam uma carta à sociedade com o objetivo de provocar uma reflexão sobre as próximas eleições.

Sobre a realidade, os bispos referem-se à “crise global de dimensões econômica, ecológica, ética, intelectual, social e política, intensificada e ampliada pela crise sanitária decorrente da pandemia global da Covid-19 a partir de 2020”; descrevem a predominância dos perfis dos políticos que nos governam: “Uma boa parte de nossos parlamentos está ocupada por políticos que reproduzem esses aspectos negativos da política e não têm demonstrado a reta conduta que se espera de representantes eleitos para o Poder Legislativo”; reconhecem o agravamento da pobreza e a fragilidade na defesa de direitos humanos e dignidade: “Somos também testemunhas dos elevados preços dos combustíveis, gás de cozinha, energia elétrica, carnes, óleo de cozinha e outros produtos da cesta básica, e sabemos muito bem que os efeitos dolorosos desses aumentos são sentidos primeira e mais sofridamente pelos mais pobres e desamparados, ou seja, por aqueles a quem Jesus nos manda amar e atender como se a Ele mesmo amparássemos (cf. Mt 25, 31-46). Além desses, o número de pessoas desempregadas e que amargam situação de extrema pobreza aumentou de maneira preocupante no Brasil”; e demonstram preocupação com o meio ambiente, nossa casa comum: “Vemos também com tristeza o avanço do desmatamento e a destruição de biomas fundamentais ao equilíbrio ecológico, além do avanço do garimpo e do agronegócio sobre terras indígenas, que tem provocado, além da destruição de nossa Casa Comum”.

Com base nesta análise, a Carta dos Bispos propõe alguns temas a serem observados pelos eleitores na escolha dos candidatos:

  1. Casa comum: “Quem não integra a concepção ecológica profunda a seus projetos políticos ou já demonstrou descaso com o ecossistema em sua gestão ou mandato não merece nosso voto e não pode dizer-se em sintonia com o pensamento de nossa Igreja”.
  2. Defesa da vida: “Tudo o que atenta contra qualquer aspecto da integralidade da vida humana deve ser combatido pelos meios disponíveis, entre os quais está a política”.
  3. Segurança e Direitos humanos: “A ideia errônea de que o crime deve ser combatido com a violência e o ódio, fortemente presente nos discursos políticos atuais, está em total contradição com os princípios evangélicos e com a Doutrina Social da Igreja”.
  4. Economia: “O discurso político que só reconhece como meta da economia o crescimento da riqueza, os resultados financeiros, a austeridade fiscal e o compromisso com as grandes corporações e com os agentes financeiros está em contradição com o ensino social da Igreja. O mesmo ocorre com os programas de governo que não assumem o papel determinante do Estado na gestão da economia na perspectiva da vida humana”.
  5. Democracia: “Partidos, candidatos ou candidatas e cabos eleitorais que simpatizam com regimes ditatoriais ou que atentam, com palavras e atos, contra a democracia e suas instituições também estão fora de sintonia com os ensinamentos de nossa Igreja e, como tais, não merecem nosso apoio”.
  6. Verdade: “busquemos o debate eleitoral aberto, no qual não se escondam as propostas e projetos, e evitemos as candidaturas e campanhas pautadas na difamação do outro, nas falsas notícias, no discurso raivoso e nas mensagens de ódio transmitidas por aplicativos”.
  7. Honestidade: “a corrupção não aparece apenas na forma de roubos ou desvios de verbas, mas também na distorção da função dos mandatos e no seu uso interesseiro. O uso dos mandatos políticos para a criação de vantagens individuais ou de grupos particulares também corrompe o sentido da política e da coisa pública”.

Leia a carta na íntegra clicando aqui.

A Comissão Episcopal Pastoral para a Ação Missionária e Cooperação Intereclesial da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e a Fundação Pontifícia Ajuda

A Comissão Episcopal Pastoral para a Ação Missionária e Cooperação Intereclesial da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e a Fundação Pontifícia Ajuda à Igreja que sofre (ACN) promovem, nesta sexta-feira, dia 1º de julho, a Jornada de Oração e Missão pela Paz dedicada a Nigéria – país africano localizado na região da África Ocidental.

No dia 5 de junho, durante as celebrações de Pentecostes, a Igreja Católica de São Francisco Xavier, em Owo, estado de Ondo, sudoeste da Nigéria, foi invadida por vários homens que entraram atirando contra os fiéis. O massacre causou a morte de muitas pessoas, incluindo crianças.

Segundo a comissão, a Nigéria é um país africano que tem sofrido com a violência em diversos episódios: desde sequestro de mulheres e meninas cristãs até atentados contra comunidades eclesiais.

“Constantemente os noticiários relatam esses casos. E nós não podemos nos acostumar com tudo isso. Assim, neste dia primeiro de julho de 2022, fazendo da oração uma missão, rezemos pela paz na Nigéria. E ecoemos o que o presidente daquele país disse à nação: ‘Este país nunca se renderá ao mal’!”, destaca a comissão.

De acordo com a ACN, este episódio é mais um ato terrorista na Nigéria, mais um na longa lista de crimes contra cristãos. “O país em geral tem sido abalado por episódios de violência, crimes e sequestros que, embora afetem todos os grupos étnicos e religiosos do país, levaram a uma longa lista de grandes ataques à comunidade cristã nas últimas décadas”, destaca o portal da ACN.

Assista o vídeo:

Jornada de Oração e Missão pela Paz

As jornadas são um convite para contribuir, especialmente, com a oração que é uma das formas mais significativas de colaborar com o trabalho missionário. De acordo com a comissão, a Jornada de Oração e Missão pela Paz faz parte de uma série que coloca o valor da oração como “agir missionário” e propõe que cada cristão católico dedique um tempo do dia para rezar por determinado país ou causa.

Texto: publicado no site da CNBB, Conferência Nacional dos Bispos do Brasil
A sinodalidade marcou a homilia do Papa Francisco no dia em que a Igreja celebra os Apóstolos Pedro e Paulo. “O Sínodo, que estamos
A sinodalidade marcou a homilia do Papa Francisco no dia em que a Igreja celebra os Apóstolos Pedro e Paulo. “O Sínodo, que estamos a celebrar, chama-nos a ser uma Igreja que se ergue em pé, não dobrada sobre si mesma, capaz de olhar mais além, de sair das suas prisões para ir ao encontro do mundo.”

Pedro, Paulo e a sinodalidade: assim foi a homilia pronunciada pelo Papa Francisco neste 29 de junho, Solenidade dos Santos Apóstolos.

Na Basílica Vaticana, diante de uma delegação do patriarcado de Constantinopla, o pontífice abençoou os pálios destinados aos arcebispos metropolitanos de recente nomeação, alguns dos quais presentes na missa. A celebração foi presidida pelo Papa, que contudo não conduziu a liturgia eucarística devido ao problema no joelho.

Já em sua homilia, comentou as leituras que oferecem o testemunho dos dois grandes Apóstolos, condensado em duas frases: “Ergue-te depressa” (At 12, 7) no que diz respeito a Pedro; e “combati a boa batalha” (2 Tm 4, 7) em referência a Paulo. Tendo diante dos olhos estes dois aspectos – convidou o Papa –, perguntemo-nos que podem eles sugerir à Comunidade Cristã de hoje, empenhada no processo sinodal em curso.

Uma Igreja sem correntes nem muros, livre e humilde

Despertar e erguer-se: é uma imagem significativa para a Igreja, disse o Papa. Também nós somos chamados a erguer-nos depressa para entrar no dinamismo da ressurreição e deixar-nos conduzir pelo Senhor ao longo dos caminhos que Ele nos quiser indicar.”

Francisco alertou para a mediocridade espiritual, quando às vezes a Igreja é dominada pela preguiça ao invés de se lançar para horizontes novos, citando algumas expressões do Padre Henri de Lubac, que falava de “cristianismo clerical”, “cristianismo formalista”, “cristianismo mortiço e endurecido”.

A proposta do futuro Sínodo é exatamente o contrário, afirmou Francisco, que chama a ser uma Igreja que se ergue em pé, não dobrada sobre si mesma, mas capaz de olhar mais além, de sair das suas prisões para ir ao encontro do mundo. Uma Igreja sem correntes nem muros, livre e humilde. Uma Igreja que se deixa animar pela paixão do anúncio do Evangelho e pelo desejo de chegar a todos, e a todos acolher. O Pontífice ressaltou este termo de Jesus: “todos”, pedindo que a Igreja esteja nas encruzilhadas do mundo, pronta a acolher a todos, pecadores ou não. As portas são para acolher e não para “dispensar” os fiéis.

“Esta palavra do Senhor deve ressoar, ressoar na mente e no coração: todos! Na Igreja há lugar para todos. E muitas vezes nós nos tornamos uma Igreja de portas abertas, mas para dispensar as pessoas, para condená-las.”

O Evangelho não nos deixa indiferentes, não é neutro

Outro desafio é “combater a boa batalha”, ainda em andamento, porque muitos não estão dispostos a acolher Jesus, preferindo correr atrás dos seus próprios interesses e de outros mestres “mais cômodos, fáceis e de acordo com nossa vontade”.

O Papa então propôs duas perguntas. A primeira: Que posso fazer eu pela Igreja? Isso requer não lamentar-se da Igreja, mas empenhar-se em prol da Igreja. “Igreja sinodal significa isto: todos participam, mas ninguém no lugar dos outros ou acima dos outros”: “Não existem cristãos de primeira ou segunda classe”. Significa não permanecer neutro, não deixar as coisas como estão, mas acender o fogo do Reino de Deus lá onde reinam o mal, a violência, a corrupção, a injustiça e a marginalização.

A segunda pergunta é: Que podemos fazer juntos, como Igreja, para tornar o mundo em que vivemos mais humano, mais justo, mais solidário, mais aberto a Deus e à fraternidade entre os homens?

Certamente não se fechar em círculos eclesiais nem se perder em discussões estéreis e no clericalismo, uma “perversão sobretudo se atinge os leigos”. Mas ser uma Igreja que promove a cultura do cuidado, a compaixão pelos frágeis e a luta contra toda a forma de degradação, para resplandecer na vida de cada um a alegria do Evangelho: esta é a nossa “boa batalha”. A batalha da tutela da criação, da dignidade do trabalho, dos problemas das famílias, da condição dos idosos e de quantos se veem abandonados, rejeitados e desprezados. Para isso, não se pode ceder ao saudosismo de voltar para trás, muito em voga ultimamente.

Por fim, o Papa saudou os novos arcebispos metropolitanos e a Delegação do Patriarcado Ecumênico. E concluiu pedindo a intercessão dos santos apóstolos: “Pedro e Paulo intercedam por nós, pela cidade de Roma, pela Igreja e pelo mundo inteiro. Amém”.

Texto publicado no site do Vaticano
Os diáconos transitórios Eder Hoffmam Daniel e Paulo Mercedes de Amorim, que estão em missão no Pará desde o dia 28 de janeiro de

Os diáconos transitórios Eder Hoffmam Daniel e Paulo Mercedes de Amorim, que estão em missão no Pará desde o dia 28 de janeiro de 2022,  estão retornando a Vitória. O diácono Paulo já se encontra em terras capixabas enquanto o diácono Eder regressa no próximo dia 30 de junho. Foram cinco meses em missão. Durante este período eles ajudaram o clero da Diocese da Santíssima Conceição do Araguaia, local de grande ação missionária. O diácono Paulo fiou na paróquia da cidade de Santana do Araguaia  e o diácono Eder na paróquia da Catedral, em Conceição do Araguaia. Eder também coordenou a missão diocesana, missão constituída por jovens que ofertam a vida atuando nos projetos  sociais da diocese.

“Tem sido uma experiência extraordinária, um tempo de grande aprendizado. A Igreja aqui tem um carácter missionário. O município tem 50 mil habitantes e a maioria dos padres que aqui estão são missionários para ajudar nas obras da Igreja. O contato com o povo me ajudou a aprender mais sobre a Igreja, como cuidar, como conversar, como ser um ministro de Deus para eles”, comentou o diácono Eder.

Diácono Paulo

Para o diácono Paulo a missão no início foi desafiadora. A realidade é de muitas comunidades rurais, com distâncias entre 50 a 110 km, ligadas por estradas e pontes em péssimas condições.  Porém, ao chegar nessas comunidades o acolhimento e receptividade das pessoas faziam que esses obstáculos ficassem esquecidos. “Aqui no Pará, existem realidades mais desafiadoras que as da Arquidiocese de Vitoria. Diante de tanto aprendizado, o que mais Deus tocou no meu coração é que devemos nos despojar daquilo que achamos que é importante para nós, para assim melhor servir o próximo. A alegria, o acolhimento e a sede de Deus desse povo ficarão marcados em minha vida”, comentou Paulo.

Na volta da missão no Pará os diáconos terão alguns dias de folga com suas famílias e depois se prepararam para o Exame de Jurisdição – uma espécie de prova que é aplicada pelo Arcebispo antes da Ordenação – em seguida farão o retiro espiritual em preparação próxima à ordenação sacerdotal.

A ordenação presbiteral dos diáconos transitórios já está marcada:

13/08 – Diácono Paulo Mercedes de Amorim

Local: Brejetuba

Horário: 10 horas

03/ 09 – Diácono Eder Hoffmam Daniel

Local : Catedral de Vitória

 

As condolências do Pontífice pelas duas recentes tragédias envolvendo migrantes em Melilla, território espanhol na África, e na cidade americana de San Antonio, no
As condolências do Pontífice pelas duas recentes tragédias envolvendo migrantes em Melilla, território espanhol na África, e na cidade americana de San Antonio, no Texas, vieram nesta terça-feira (28) pela sua conta oficial no Twitter. O Papa reza pelas vítimas e invoca o Senhor para abrir nossos corações e para que “essas desgraças não aconteçam mais”.

Nos últimos dias, as notícias trouxeram à tona a realidade da imigração através de dois episódios dramáticos que exigem respostas por parte da comunidade internacional. O Papa Francisco, com o primeiro tuíte desta terça-feira (28), demostrou proximidade e oração aos envolvidos:

“Recebi com dor as notícias das tragédias dos migrantes no Texas e em Melilla. Rezemos juntos por estes nossos irmãos mortos enquanto seguiam a esperança de uma vida melhor; e, por nós, para que o Senhor nos abra o coração e essas desgraças não aconteçam mais.”

Comece: esclarecer e respeitar a dignidade humana

A tragédia na cidade autônoma de Melilla, na fronteira entre Marrocos e Espanha, descrita como “uma carnificina”, ocorreu na última sexta-feira (24): devido à tentativa em massa de cerca de 2 mil migrantes africanos para entrar à força no território espanhol, pelo menos 23 pessoas foram esmagadas até a morte. O local é considerado como uma das fronteiras mais problemáticas da União Europeia.

A reação brutal de rejeição das forças policiais de Rabat é o foco de controvérsia e protestos do governo argelino contra o Marrocos, acusado de desempenhar um papel policial na defesa das fronteiras da União Europeia. O uso indiscriminado da força é condenado pela Comissão das Conferências Episcopais da Comunidade Europeia, a Comece, que em comunicado faz um apelo para uma investigação independente e reitera a necessidade de uma gestão adequada pelos direitos dos migrantes e refugiados com a identificação dos requerentes legítimos de asilo.

A reação dos bispos espanhóis

Houve também uma forte reação dos bispos da subcomissão de Migração e Mobilidade Humana da Conferência Episcopal Espanhola, que pediram “medidas humanizadoras” para lidar com essa nova crise. Os bispos expressaram pesar pela perda de vidas humanas e pediram às autoridades que esclareçam o que aconteceu e que tomem as medidas apropriadas para que episódios semelhantes não se repitam.

A voz da sociedade civil

Muitas organizações nacionais e internacionais da sociedade civil estão erguendo a mesma voz, entre elas, a Coordenação Nacional de Comunidades de Acolhimento (CNCA), na Itália. O apelo conjunto é por um novo pacto europeu que permita que as pessoas cheguem ao continente através de canais seguros, como está sendo experimentado pelos refugiados ucranianos.

“Os gravíssimos acontecimentos ocorridos em Melilla destacam tragicamente, mais uma vez”, como se lê numa declaração, “a inadequação e a falta de humanidade e justiça que caracterizam a política migratória europeia. Levantar muros diante daqueles que migram em busca de liberdade e de uma esperança de vida decente só pode produzir violações da lei e de direitos e tragédias como as que ocorrem continuamente no Mediterrâneo, nas portas da Europa”.

A tragédia de migrantes no Texas

Na cidade americana de San Antonio, no Texas, um caminhão virou um caixão para 46 migrantes abandonados a cerca de 240 quilômetros da fronteira mexicana, junto com 16 sobreviventes. O veículo abandonado foi encontrado na noite desta segunda-feira (27). Todos estavam amontoados a uma temperatura de cerca de 40 graus. O Departamento de Segurança Nacional dos Estados Unidos está investigando o caso e três suspeitos já foram presos.

Fonte: Publicação do site do Vaticano
Tendo como base o Plano de Pastoral 2020-2023 e buscando animar os fiéis na retomada das atividades pastorais neste tempo com menos restrições pela

Tendo como base o Plano de Pastoral 2020-2023 e buscando animar os fiéis na retomada das atividades pastorais neste tempo com menos restrições pela pandemia do covid-19, o bispo auxiliar de Vitória, dom Andherson Franklin Lustoza de Souza, propôs e recebeu o apoio do Copav (Conselho de Pastoral da Arquidiocese de Vitória), um itinerário de oração de três meses, culminando com um grande encontro de Comunidades Eclesiais de Base.

A proposta partiu de uma análise da situação, compostas pelos seguintes aspectos a serem considerados:

  • Pandemia (contexto amplo);
  • Sínodo – 2021-2023;
  • Distanciamento e esvaziamento dos Espaços Comunitários;
  • Necessidade de “Reencantar” a participação, a presença e atuação nos “espaços sinodais”;
  • Recuperar o Projeto Pastoral 2020-2023.

A proposta é simples e de cunho orante. Pretende atingir o objetivo sem criar novos momentos de reflexão ou reuniões. Após um período de divulgação da proposta que acontece nos meses de julho e agosto, inicia-se a leitura orante no mês de setembro, prolongando-se até novembro. Os momentos de encontro já agendados, seja qual for a pastoral, grupo de serviço ou movimento eclesial, começarão sempre com o seguinte esquema a ser ainda elaborado de forma mais detalhada e no formato adequado: leitura – meditação – contemplação – oração – missão.

A proposta tem como ponto de partida o objetivo do plano de pastoral, arrefecido pela pandemia, que nos propõe a comunidade com a imagem da “CASA”, os três meses de oração seguem a mesma direção: Setembro: Comunidade Casa da Acolhida e do Cuidado. Outubro: Comunidade Casa da Celebração da Fé e da Vida. Novembro: Comunidade Casa da Acolhida e do Cuidado, Casa da Celebração da Fé e da Vida ao Envio para a Missão.

Os roteiros para cada momento de oração serão enviados aos grupos e comunidades, mas fica o convite para rezarmos por esta iniciativa que busca reencantar nossa caminhada pastoral.

 

Objetivo do Plano Pastoral 2020-2023.

EVANGELIZAR, no atual contexto da cultura urbana, tornando nossas Comunidades Eclesiais de Base cada vez mais em “casas” de portas abertas onde se partilham a Palavra e o Pão, num profundo sentido de serviço à vida plena e com renovado ardor missionário.