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A POM, Pontifícias Obras Missionárias está reunida em Lyon na França de 16 a 23 de maio em Assembleia Geral. Para a ocasião o

A POM, Pontifícias Obras Missionárias está reunida em Lyon na França de 16 a 23 de maio em Assembleia Geral. Para a ocasião o Papa Francisco enviou uma mensagem. Leia abaixo a matéria publicada no site do Vaticano:

O Papa Francisco enviou uma mensagem às Pontifícias Obras Missionárias (POM) reunidas em Lyon, a partir desta segunda-feira (16/05), até o próximo dia 23, no Centro Valpré, para sua Assembleia Geral. Os 120 diretores nacionais das POM e o seu presidente, dom Giampietro Dal Toso, escolheram se encontrar nesta cidade francesa em concomitância com a beatificação de Pauline Jaricot, no próximo domingo, que 200 anos atrás fundou uma das quatro obras missionárias, a Obra de Propagação da Fé. O rito de beatificação será presidido pelo prefeito da Congregação para a Evangelização dos Povos, cardeal Luis Antonio Tagle. Pauline tinha 23 anos quando fundou o organismo para apoiar a atividade missionária da Igreja.

“Alguns anos depois, ela começou o ‘Rosário Vivo’, um organismo dedicado à oração e à partilha de ofertas. De família rica, Pauline morreu na pobreza: com sua beatificação”, afirma o Pontífice em sua mensagem, “a Igreja atesta que ela soube acumular tesouros no Céu”.

Este ano, celebra-se também o centenário de elevação da Obra da Santa Infância e da Obra de São Pedro apóstolo, ao título de “Pontifícia”. Mais tarde, acrescentou a essas obras, a Pontifícia União Missionária, que celebra 150 anos do nascimento de seu fundador, o Beato Paolo Manna.

Não proselitismo, mas testemunho

O Papa ressalta na mensagem que “esses aniversários se inserem na celebração dos 400 anos da Congregação De Propaganda Fide, à qual as Pontifícias Obras Missionárias estão intimamente ligadas e com as quais colaboram no apoio às Igrejas nos territórios confiados ao Dicastério, para a difusão do Evangelho em terras até então desconhecidas”. “O impulso evangelizador nunca falhou na Igreja e seu dinamismo fundamental sempre permanece. É por isso que eu quis que o Dicastério para a Evangelização assumisse um papel especial na renovada Cúria Romana para promover a conversão missionária da Igreja (Praedicate Evangelium, 2-3), que não é proselitismo, mas testemunho: sair de si para anunciar com a vida o amor gratuito e salvífico de Deus por nós, chamados a ser irmãos e irmãs”, frisa o Pontífice no texto.

“Pauline Jaricot gostava de dizer que a Igreja é de sua natureza missionária e que, portanto, cada pessoa batizada tem uma missão; aliás, é uma missão.  Ajudar a viver essa consciência é o primeiro serviço das Pontifícias Obras Missionárias, um serviço que realizam com o Papa e em nome do Papa.  Este elo das POM com o ministério petrino, estabelecido cem anos atrás, traduz-se em serviço concreto aos Bispos, às Igrejas particulares, a todo o Povo de Deus.  Ao mesmo tempo, é sua tarefa, de acordo com o Concílio, ajudar os Bispos a abrir cada Igreja particular aos horizontes da Igreja universal”, ressalta ainda Francisco.

Os jubileus celebrados e a beatificação de Pauline Jaricot ofereceram ao Papa a ocasião para propor três aspectos que, graças à ação do Espírito Santo, contribuíram muito para o anúncio do Evangelho na história das POM.

Conversão missionária

Em primeiro lugar, a conversão missionária. Segundo o Papa, “a bondade da missão depende do caminho de saída de si mesmo, do desejo de não centralizar a vida em si, mas em Jesus que veio para servir e não para ser servido. Nesse sentido, Pauline Jaricot viu sua existência como uma resposta à misericórdia compassiva e terna de Deus: desde sua juventude ela procurou a identificação com seu Senhor, também através dos sofrimentos que passou, a fim de acender a chama de seu amor em cada pessoa.  Aqui se encontra a fonte da missão, no ardor de uma fé que não se contenta e que, através da conversão, se torna a cada dia imitação, para canalizar a misericórdia de Deus nas estradas do mundo”.

Oração

Isso é possível, em segundo lugar, “apenas através da oração, que é a primeira forma de missão. Não foi por acaso que Pauline uniu a Obra de Propagação da Fé ao Rosário Vivo, como se reiterasse que a missão começa com oração e não pode ser cumprida sem ela. Sim, porque é o Espírito do Senhor que precede e permite todas as nossas boas obras: a primazia é sempre da sua graça. Caso contrário, a missão se tornaria uma corrida em vão”.

Concretude da caridade

Por fim, a concretude da caridade: “Junto com a rede de oração Pauline deu vida a uma coleta de ofertas em grande escala e de forma criativa, acompanhando-a com informações sobre a vida e as atividades dos missionários. As doações de muitas pessoas simples foram providenciais para a história das missões”, ressalta ainda Francisco.

“Queridos irmãos e irmãs que participam da Assembleia Geral das Pontifícias Obras Missionárias, espero que vocês sigam as pegadas deixadas por esta grande missionária, e que se deixem inspirar por sua fé concreta, por sua coragem audaz e sua criatividade generosa”, conclui o Papa em sua mensagem.

Ao completar 15 anos da V Conferência da América Latina e Caribe, os presidentes do CELAM e da CNBB falam sobre a atualidade do

Ao completar 15 anos da V Conferência da América Latina e Caribe, os presidentes do CELAM e da CNBB falam sobre a atualidade do Documento. Leia a matéria publicada no site da CNBB.

Os presidentes do Conselho Episcopal Latino-Americano (CELAM), dom Miguel Cabrejos Vidarte, e da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Walmor Oliveira de Azevedo, concederam na manhã da sexta-feira, 13 de maio,  uma coletiva de imprensa sobre a atualidade do Documento de Aparecida, fruto da V Conferência Geral do Episcopado Latino-Americano realizada no Santuário Nacional de Aparecida, de 13 e 31 de maio de 2007.

Em referência ao Papa Francisco, o presidente da CNBB ressaltou que “Aparecida não é um evento do passado, não é um documento que se esgotou, mas um desafio e uma interpelação muito atual para a Igreja na América Latina e Caribe e também uma inspiração para a Igreja no mundo inteiro”.

O arcebispo de Belo Horizonte (MG) destacou que o Documento de Aparecida fala, no início, dos discípulos e discípulas missionários. “A nossa Igreja precisa oferecer às pessoas, o que é uma grande insistência do documento, a formação para sermos autenticamente discípulos e discípulas missionários. Isto se não faz apenas com o olhar para a realidade para dizer o que ela é, às vezes até de modo agoureiro; não com um olhar para a realidade para tratá-la analiticamente, mas com um olhar de esperança”, afirmou.

Sobre a pandemia, o presidente da CNBB afirmou que os cristãos que fazem a experiência importante e bonita do discipulado, como missionários de uma fé autêntica partindo de Cristo, serão capazes de fazer brotar esperanças, devolver alegrias e ter uma palavra que console os corações, não como acomodação mas como mística profética, para que as pessoas apostem na vida em plenitude.

De acordo com dom Walmor, o Documento de Aparecida tem respostas riquíssimas para este momento que está sendo vivido pela Igreja no continente com desafios que parecem, às vezes, intransponíveis. “Por exemplo, há um capítulo sobre a alegria da qual nós temos falado. A pandemia trouxe muita tristeza por causa dos muitos fracassos e o acirramento de lacunas que sempre experimentamos em nossa sociedade brasileira. Atingiu também muitas famílias. São muitos os mortos e muitas famílias enlutadas. Portanto, a alegria cristã é uma possibilidade de acender uma luz no coração de todos os homens e mulheres”, avaliou.

“Deus nos ajude como Igreja no Brasil, na América Latina e Caribe na participação de todo povo de Deus, como discípulos e discípulas missionárias para que possamos avançar nesta hora grave na história da humanidade, com problemas sérios na sociedade brasileira. Nós, com Cristo, temos uma grande contribuição a dar”, ressaltou.

Aparecida e o Sínodo 2023

Dom Walmor também apontou as contribuições da experiência da V Conferência Geral do Episcopado Latino-Americano para o processo do Sínodo 2023. “Celebrar os 15 anos de Aparecida, e revisitar de maneira contemplativa, orante e reflexiva o seu documento, ajuda-nos a encontrar no caminho bonito que o Papa Francisco nos convoca, de celebração do Sínodo dos Bispos 2023, semelhanças com o caminho que já estamos percorrendo.

“Aparecida indica práticas sinodais nascidas da experiência do encontro pessoal e comunitário com Cristo. Tudo a partir Dele. Porque sinodalidade não é organização meramente, não é instituição meramente, sinodalidade é experiência de comunhão e participação fortalecendo a missão. Não se pode ter comunhão na Igreja e nem ser uma Igreja de comunhão no coração do mundo senão a partir da experiência do encontro pessoal com Cristo que é uma tônica, fundamental, no documento de Aparecida”, pontuou.

A Igreja e as polarizações presentes na sociedade

Um assunto que apareceu com muita ênfase nas questões levantadas pelos jornalistas foi a polarização presente na sociedade brasileira. Para dom Walmor onde se vê polarizações, se vê irracionalidades e falta de clareza nos  julgamentos. Como saída, o presidente da CNBB apontou ser necessário à Igreja investir na formação dos cristãos católicos para que compreendam que antes dos emocionalismos e posicionamentos político-partidários, é necessário iluminar as mentes e corações com a força do amor e de Deus.

“Por isto, o olhar do discípulo missionário é muito importante, porque do contrário nós corremos o risco de escorregar nos preconceitos, nas disputas, nos fundamentalismos, nos radicalismos, e isto não vai levar a nada. E a nossa Igreja está convocada a contribuir muit0. Não para indicar candidatos, mas no sentido civilizatório e evangelizador que precede esta escolha”, apontou.

Dom Walmor apontou que o Documento de Aparecida fala da política com a compreensão de que fora dela não é possível construir uma sociedade justa e fraterna. “Precisamos, como diz a Encíclica Fratelli Tutti, de uma ‘política melhor’ com vistas ao bem comum. Enquanto Igreja precisamos ajudar nesta compreensão, criando sensibilidades na perspectiva ecológica e social. É preciso muito diálogo em torno da sensibilidade que o Evangelho nos mostra com os pobres, com os sofredores e com a casa comum”, disse.

O presidente da CNBB disse que a polarização impede de ver a verdade e coloca as pessoas numa posição de se defender atacando, prática que apontou como não é cristã. “Reler o documento de Aparecida é se deixar banhar por uma espiritualidade que vai nos fazer sair destas polarizações e considerar as diferenças como riquezas e nos tornar capazes de oferecer uma palavra de Esperança. Mesmo como diferenças, podemos sentar numa mesa, dialogarmos e não rifarmos o sentido do bem comum”, disse.

Dom Walmor afirmou que o que está faltando é gente com competência humanística e espiritual. “Quem tem competência humanística sabe dialogar, articular as diferenças, escutar, opinar, abrir caminhos, dar novas respostas. Quem não tem, e falta espiritualidade, ataca, simplesmente se entrincheira, se põe contra e não é capaz de ter lucidez”, disse.

Desafios da Igreja na América Latina

O presidente CELAM e arcebispo de Trujillo (Peru), dom Miguel Cabrejos Vidarte, apontou que as polarizações não são apenas um fenômeno do Brasil mas que se repetem em todos os países da América Latina e Caribe.

“Estamos tentando responder, enquanto Celam, ao magistério pontifício mas também os desafios de hoje”, disse.  De acordo com ele, um dos desafios, é a formação de políticos que trabalhem para o interesse comum e não em vista de interesses particulares. “Uma coisa fundamental é compreender o poder como serviço”, pontuou.

O presidente do CELAM também falou sobre os desafios da comunicação da Igreja e a estruturação, no organismo, de um Centro de Comunicação. Ele ressaltou a importância da articulação de redes de ação pastoral e de comunicação e citou a experiência da primeira Assembleia Eclesial da América Latina e Caribe como uma expressão deste salto de comunicação dado pelo Conselho Episcopal. “Mais de mil pessoas se conectaram não apenas pela técnica mas em torno de um verdadeiro diálogo”, avaliou.

Para ele, é necessário que a Igreja se cerque de especialistas da comunicação, sobretudo da comunicação virtual, para avançar mais, conseguir ir além da transmissão de conteúdos e estabelecer um diálogo autêntico. Ele disse que o CELAM está ampliando os meios de comunicação mas que ainda falta muito. “Depois da pandemia, não há um caminho de volta. Estamos combinando metodologia de trabalho presencial e virtual”, disse.

Dom Walmor pontuou que, desde o início, a atual presidência da CNBB escolheu três eixos, entre o quais “A comunicação estratégica e o diálogo com a sociedade”. O presidente da CNBB disse que em termos de comunicação, a Igreja Católica no Brasil é um gigante mas se não avançar na articulação será como um gigante adormecido. “Avançamos muito, mas precisamos avançar mais para fortalecer a evangelização, com um cuidado com os conteúdos, respeitando os diferentes carismas”, disse.

Dom Miguel destacou que Aparecida vive e está presente em todo o contexto pastoral da América Latina e Caribe. Para resumir, citando uma frase do Papa, ele disse que Aparecida tem muito o que ensinar à Igreja Universal.

“O Celam tem tentando responder ao magistério do Papa com um processo de renovação e restruturação do organismo. Assumiu os grandes eixos: desenvolvimento humano e integral, ecologia integral e Igreja em saída. E agora, outro eixo importantíssimo, a comunhão e a sinodalidade”. Neste sentido, o presidente do Celam apontou o surgimento da Conferência Eclesial da Amazônia (CEAMA), como um esforço pastoral para fortalecer o sonho eclesial de uma Igreja com rosto amazônico.

Como desafios pastorais apontados por Aparecida que ainda precisam ser melhor trabalhados, o arcebispo de Trujillo (Peru) apontou a importância da vida missionária, a opção preferencial pelos pobres, conforme  apontada pelo Papa Bento XVI como um traço do coração de Cristo, a sinodalidade como exercício já vivido em Aparecida, uma nova organização do poder a partir do povo e o conceito de discípulos missionários. A referência da centralidade da Palavra de Deus para a missão e para ser discípulo missionário foi reforçada como um desafio a ser melhor trabalhado pelo presidente da CNBB.

Para assistir o vídeo da coletiva clique aqui.

180 inscritos para a formação permanente dos padres do Regional Leste 3 que começa hoje, 16 e vai até 19 de maio. Dos inscritos

180 inscritos para a formação permanente dos padres do Regional Leste 3 que começa hoje, 16 e vai até 19 de maio. Dos inscritos 178 são padres e 2 diáconos.

O tema para este ano é: “Realidade existencial e angústia presbiteral” que será apresentado pelo padre José Rafael Solano Durán, sacerdote da arquidiocese de Londrina, PR, doutor em Teologia Moral pela Pontifícia Universidade Gregoriana de Roma e pós-doutor em Teologia Moral e Familiar pelo Pontifício Instituto João Paulo II de Roma. Pe. Rafael é consultor do Setor Vida e Família da CNBB, Conferência Nacional dos Bispos do Brasil e professor na PUC do Paraná.

Os dias de formação serão intercalados entre momentos de oração (missa e liturgia das horas), palestras e ao final reuniões por diocese para colher propostas de tema para 2023. A condução dos trabalhos fica a cargo das dioceses: segunda – arquidiocese de Vitória; Terça – diocese de São Mateus; Quarta – diocese de Cachoeiro de Itapemirim; Quinta – diocese de Colatina.

O tema escolhido diz respeito à vida da pessoa do padre. Segundo o pe. Diego Carvalho, representante dos padres da arquidiocese de Vitória a escolha do padre Rafael Solano deu-se “pelo fato dele ser uma referência no assunto e por sua habilidade em trabalhar questões relacionadas à vida presbiteral, visto que realiza pesquisa e escuta aos sacerdotes”.

A arquidiocese de Vitória convida todos os fiéis a rezar para que estes dias de formação seja enriquecedor e também de encontro e confraternização.

 

O Papa Francisco que já havia anunciado uma viagem ao Sudão do Sul no próximo mês de julho (5 a 7), anunciou hoje, pelo
O Papa Francisco que já havia anunciado uma viagem ao Sudão do Sul no próximo mês de julho (5 a 7), anunciou hoje, pelo diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, Matteo Bruni, uma viagem ao Canadá nos dias 24 a 30 de julho.
A viagem foi um convite feito pelas autoridades civis, eclesiásticas e comunidades indígenas. O Papa acolheu o convite, pois já havia manifestado o desejo de ir ao Canadá motivado pelo processo de reconciliação da Igreja Local com os indígenas.
“Esta será a 38ª viagem apostólica do Papa, que visitará as cidades de Edmonton, Québec e Iqaluit. Na audiência de 1º de abril com delegações dos povos indígenas do Canadá, que havia encontrado individualmente antes, Francisco havia indicado um período de máxima, recordando a devoção “a Santa Ana, a avó de Jesus, este ano – disse ele – gostaria de estar com vocês, naqueles dias”. A memória de Santa Ana cai em 26 de julho”, diz a notícia divulgada no site do Vaticano.

Rezemos pelo Papa e suas viagens.

Todo trabalho é de Deus, todo ofício é divino, toda a nossa vida é uma liturgia, se o que somos e fazemos têm a
Todo trabalho é de Deus, todo ofício é divino, toda a nossa vida é uma liturgia, se o que somos e fazemos têm a ver com o projeto de Deus, com a fé em Jesus e com o seu Espírito.

Aquecido por essa afirmação, o Regional Leste 3 promoverá um encontro de formação sobre o Ofício Divino das Comunidades. O objetivo é incentivar a celebração comunitária por meio de uma linguagem orante e mais próxima do nosso povo.

A formação acontecerá de 31 de maio a 2 de junho, na modalidade on-line, sempre das 19h30 às 20h30. São convidados a participar membros de pastorais, movimentos, serviços, organismos e todo o Povo de Deus que sente chamado à vocação e à missão na Igreja e no mundo.

O momento será conduzido pela irmã Maria da Penha Carpanedo, da Congregação das Irmãs Discípulas do Divino Mestre. Ela é especialista em liturgia e assessora comunidades na dimensão litúrgica da fé cristã.

Os interessados já podem garantir a sua vaga preenchendo aqui a FICHA DE INSCRIÇÃO até o dia 27 de maio.

“Desejamos a todos ânimo e entusiasmo missionários para levar em frente as iniciativas pastorais do nosso Regional. Roguemos a intercessão da Virgem da Penha a seu Filho Jesus para o bom êxito de nossos trabalhos”, afirma padre Thiago da Silva Vargas, da Coordenação de Liturgia do Regional Leste 3.

Fonte: CNBB Leste 3

De 29 de maio a 5 de junho de 2022, Igreja cristãs se unem para celebrar a Semana de Oração pela Unidade Cristã. Leia

De 29 de maio a 5 de junho de 2022, Igreja cristãs se unem para celebrar a Semana de Oração pela Unidade Cristã. Leia a matéria e o convite publicado no site da CNBB, Conferência Nacional dos Bispos do Brasil.

Comunidades católicas do Brasil se preparam, com outras Igrejas cristãs, para a celebração da Semana de Oração pela Unidade Cristã (SOUC), edição 2022, de 29 de maio a 5 de junho. Organizada pelo Pontifício Conselho para a Promoção da Unidade dos Cristãos e pela Comissão Fé e Constituição do Conselho Mundial de Igrejas, a SOUC deste ano tem o tema: “Vimos o seu astro no oriente e viemos prestar-lhe homenagem”, tendo como base o versículo 2, do capítulo 2, do Evangelho de Mateus.

Em Blumenau,  nos dias 9 e 10 de maio, o Conselho de Igrejas para Estudo e Reflexão (CIER), extensão do Conselho Nacional de Igrejas Cristãs (CONIC) em SC, realizou um seminário on-line Preparatório da SOUC 2022, com a assessoria da secretária-geral do CONIC, pastora Romi Benke.

O Núcleo Ecumênico de Blumenau está em ritmo de preparação da Celebração da SOUC 2022, a ser realizada dia 29 de maio, às 17h, na Capela Ecumênica na cidade de Pomerode, da qual participarão o pastor sinodal do Sínodo Vale do Itajaí, Guilherme Lieven, e o bispo de Blumenau, dom Rafael Bienarski. Integram o Núcleo, a Igreja Episcopal Anglicana do Brasil (IEAB), a Igreja Evangélica Luterana do Brasil (IELB), a Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil (IECLB) e a Igreja Católica Apostólica Romana (ICAR).

De acordo com o presidente do Núcleo Ecumênico de Blumenau, padre Raul Kestring, na capela onde acontecerá a celebração (foto abaixo), famílias luteranas e católicas utilizam o mesmo espaço sagrado sob a orientação do padre e do pastor num inequívoco testemunho de convivência solidária, a caminho da visível unidade.

Capela ecumênica na cidade de Pomerode (SC) | Foto: padre Raul Kestring

Amizade: primeiro passo para o diálogo ecumênico

Na diocese de São José dos Campos (SP), no Vale do Paraíba, cinco celebrações, que envolverão oito regiões pastorais e diferentes Igrejas que participam da caminhada ecumênica local, marcarão a SOUC 2022. A Celebração de Abertura será na Igreja de Nossa Senhora das Graças, dia 30 de maio, às 19h30, e contará com pregação do bispo diocesano, dom José Valmor Cesar Teixeira, e do reverendo, Reinaldo de Souza, representante da Igreja Anglicana Família. A celebração tem o mesmo tema da SOUC 2022. Confira aqui a programação.

O assessor da Comissão Diocesana do Diálogo Ecumênico da diocese de São José dos Campos, padre Sebastião Cesar Barbosa, conta que a caminhada ecumênica na diocese se fortaleceu a partir da celebração, em 2000, do Grande Jubileu na Igreja Católica. Segundo ele, a aproximação ecumênica na diocese se dá entre a Igreja Católica Apostólica Romana, a Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil (IECLB), Igreja Evangélica Luterana do Brasil (IELB) e a Igreja Anglicana Família, pertencente à diocese de João Pessoa (PB).

De lá para cá, o grupo lançou a Cartilha Ecumênica, escrita em conjunto pelo Conselho Latino-Americano de Igrejas (CLAI) e o CONIC, promoveu uma grande celebração que marcou os 500 anos da reforma protestante, um momento de Oração na Câmara Municipal baseada nos cantos da tradição da Igreja Cristã e um ato para marcar os 20 anos da Declaração Conjunta entre Católicos e Luteranos sobre a Doutrina da Justificação.

De acordo com o padre, atividades como a Semana de Oração pela Unidade Cristã são importantes para dar mais visibilidade à promoção do ecumenismo na Igreja Católica fazendo que ele não seja um tema periférico e fique apenas nas discussões dos líderes das Igrejas mas chegue às bases e na vida das comunidades. A caminhada ecumênica, segundo ele, precisa começar aprofundando a amizade entre as diferentes Igrejas tendo em vista o diálogo.

“Precisamos tornar mais clara a proposta ecumênica da Igreja Católica a partir do Concílio Vaticano II. Já se passaram mais de 50 anos do Concílio Vaticano II e o tema do ecumenismo ainda encontra muitas resistências entre lideranças católicas do país”, disse,

Caminhar juntos na Esperança e na unidade

O bispo de Cornélio Procópio (PR) e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para o Ecumenismo e o Diálogo Inter-religioso da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Manoel João Francisco, conclama a Igreja no Brasil a se preparar para celebrar a Semana de Oração pela Unidade Cristã com muito fervor.

“A pandemia global do COVID – 19, a permanente crise econômica e o fracasso das estruturas políticas, econômicas e sociais na proteção aos mais fracos e vulneráveis destacaram a necessidade global de uma luz que brilhe na escuridão. A estrela que brilhou no oriente, o Oriente Médio, dois mil anos atrás, ainda nos chama à manjedoura, onde Cristo nasceu. Ela nos conduz para onde o Espírito de Deus está vivo e ativo, para a realidade do nosso batismo e para a transformação de nossos corações”.

Para o assessor da Comissão para o Ecumenismo e subscretário adjunto de Pastoral da CNBB, padre Marcus Barbosa, o lema bíblico da SOUC deste ano “Vimos o seu astro no Oriente e viemos prestar-lhe homenagem” é um forte convite, nestes tempos tão sombrios, para levantar a cabeça e caminhar na esperança e na unidade, seguindo a estrela que Deus faz brilhar sobre nós.

“O encontro com Jesus e com os irmãos e irmãs nessa Semana da Unidade, na adoração e partilha, certamente será mais uma oportunidade que nos fará percorrer caminhos novos que testemunhem com menos palavras e mais ações o desejo expresso por Jesus “Que todos sejam um” (Jo 17,21)”, destaca.

Papa Francisco: “Ao cristão não é viável ir sozinho com a própria confissão”

No dia 6 de maio deste ano, o Papa Francisco recebeu os participantes da Plenária do Pontifício Conselho para a Promoção da Unidade dos Cristãos. No encontro, o Santo Padre enfatizou que hoje para um cristão não é possível, não é viável, ir sozinho com a própria confissão. “Ou vamos juntos, todas as confissões fraternais, ou não caminhamos. Hoje, a consciência do ecumenismo é tal que não se pode pensar em seguir no caminho da fé sem a companhia de irmãos e irmãs de outras igrejas ou comunidades eclesiais. E isto é uma grande coisa. Sozinho, nunca. Não podemos”, reforçou.

Papa: “não se pode pensar em seguir no caminho da fé sem a companhia de irmãos e irmãs de outras igrejas ou comunidades eclesiais” | Foto: VaticanNews

Saiba mais:
Conic disponibiliza e-book gratuito preparatório à Semana de Oração pela Unidade Cristã 2022
Para encoraja participantes na plenária do Pontifício Conselho para a Unidade dos Cristãos “a desejar mais que nunca a unidade”

 

Na Audiência desta quarta-feira, o Papa falou aos peregrinos de Fátima. Leia a matéria publicada no site do Vaticano: Na Audiência Geral, o Papa
Na Audiência desta quarta-feira, o Papa falou aos peregrinos de Fátima. Leia a matéria publicada no site do Vaticano:
Na Audiência Geral, o Papa saudou os fiéis de língua portuguesa que estão se dirigindo ao Santuário de Fátima, em véspera de celebração do dia 13 de maio, data da primeira aparição da mãe de Deus aos três pastorzinhos em Portugal. “Unidos a estes nossos irmãos, também nós confiamos o ardente desejo de paz no mundo à Virgem Maria, que a todos envolve com o seu olhar materno”, disse o Pontífice.
O 13 de maio está chegando, data em que comemoramos Nossa Senhora de Fátima. Nesse mesmo dia, em 1917, a mãe de Deus fez a sua primeira aparição aos três pastorzinhos em Portugal. O Papa Francisco justamente fez referência à data durante a Audiência Geral desta quarta-feira (11), ao se dirigir aos peregrinos de língua portuguesa e àqueles que estão se preparando para as celebrações oficiais em Fátima que, neste ano, vai oferecer um programa completo e com serviços de acolhimento funcionando com total normalidade, dois anos após a pandemia. O Pontífice confiou a Nossa Senhora um desejo comum:

“Ao acolher vocês, o meu pensamento se dirige também àqueles que, nestes dias, rumam ao Santuário de Fátima, levando a Nossa Senhora as alegrias e as preocupações dos seus corações. Unidos a estes nossos irmãos, também nós confiamos o ardente desejo de paz no mundo à Virgem Maria, que a todos envolve com o seu olhar materno. Que a bênção do Senhor sempre os acompanhe!”

“Mais uma vez, convido-os a rezar o Terço pela paz no mundo. Que o Senhor nos conceda experimentar a sua proximidade nas alegrias e dificuldades do nosso tempo.”

Mês mariano na Basílica de São Pedro

Em homenagem a Maria, a Basílica de São Pedro também está com programação especial neste mês de maio, através de oração itinerante toda quarta-feira à tarde, seguida de missa, e de procissão a luz de velas todo sábado à noite, acompanhada pela oração do Terço. As celebrações são presididas pelo cardeal Angelo Comastri, arcipreste emérito da Basílica de São Pedro.

Padre João Marcelo dos Santos, missionário da Arquidiocese de Vitória do Espírito no sul do Pará, Amazônia, vai tomar posse como pároco da paróquia

Padre João Marcelo dos Santos, missionário da Arquidiocese de Vitória do Espírito no sul do Pará, Amazônia, vai tomar posse como pároco da paróquia Nossa Senhora Aparecida município de Rio Maria, diocese Santíssima Conceição do Araguaia. A paróquia foi instituída há 45 anos.

Compõem a paróquia, a Matriz e 20 comunidades, situadas na zona rural, algumas com distância de 70 quilômetros de estrada de chão até à sede do município.

Padre João Marcelo estava atendendo com vigário paroquial na paróquia São José Carpinteiro no município de Xinguara e administrando a paróquia Nossa Senhora da Aparecida de Rio Maria, após a morte por afogamento do padre Benedito Rodrigues Costa, conhecido como padre Bené.

O pedido de dom Dominique Marie Jean Denis You, bispo da diocese Santíssima Conceição do Araguaia, foi atendido por Dom Dario Campos, arcebispo de Vitória, após consultar o padre e o conselho da Arquidiocese. Assim pe. João Marcelo permanece na diocese por mais um tempo para ajudar nesta realidade tão carente de padres.

A posse acontece no dia 30 de maio às 19:30 e será presidida pelo bispo local Dom Dominique.

Rezemos pelos nossos missionários que doam suas vidas levando a Boa Nova do Evangelho.

Quem quiser acompanhar a posse e as missas da paróquia pode acessar o canal no YouTube (paroquianossasenoraaparecidariomaria).

Ao padre João Marcelo o nosso reconhecimento e gratidão pelo seu sim e trabalho missionário.

Que nossa Senhora da Penha interceda por ele.