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Desde novembro de 2021 o conselho Arquidiocesano da RCC vem se reunindo em oração para discernir e planejar o tradicional evento Vinde e Vede

Desde novembro de 2021 o conselho Arquidiocesano da RCC vem se reunindo em oração para discernir e planejar o tradicional evento Vinde e Vede para 2022. Em princípio estava planejado um evento presencial. Porém, com o passar dos dias e os casos de Covid aumentando a equipe fez um novo discernimento sobre a realização do carnaval católico. A decisão de se fazer um evento presencial prevaleceu, mas com inscrições para que o número de pessoas no local possa atender os protocolos necessários, tendo em vista a importância de proteger as pessoas e preservar a vida. Assim, o Vinde e Vede de 2022 acontecerá nos dias 26/02 à 01/03 no Santuário Bom Pastor, em Cariacica.

Segundo a Suelly, coordenadora da RCC de Vitória, a prefeitura de Cariacica autorizou o evento, desde que sejam seguidas as orientações do governo conforme classificação de risco no período do evento. Se o mapa apresentar a cor verde poderá ter 600 pessoas, amarelo 300 e no vermelho não poderá haver participação. Para que as pessoas possam participar haverá transmissão do Vinde e Vede pelo YouTube da RCC de Vitória”.

Serão quatro (4) dias de muitas bênçãos e graças. A entrada é gratuita. As vagas serão LIMITADAS e serão realizadas através do link que ainda será divulgado pela organização do evento. Para quem participar presencialmente será obrigatório o uso de máscara o tempo todo e de álcool 70% para higienização das mãos.

“Disponibilizaremos o link das inscrições, nas redes sociais da Renovação Carismática Católica. Acesse nossas redes e garanta sua vaga. Só poderá participar quem estiver inscrito.” comenta Suelly.

Um padre e quatro leigos da arquidiocese de Vitória participaram do Congresso para a Catequese, o Catequistas Brasil 2022. A participação do grupo foi

Um padre e quatro leigos da arquidiocese de Vitória participaram do Congresso para a Catequese, o Catequistas Brasil 2022. A participação do grupo foi uma iniciativa da Comissão Bíblico Catequética. Pe. Tárcio Rosa Siqueira, coordenador da Comissão e também participante do Congresso, assim explicou: a Comissão Arquidiocesana para a Animação Bíblico Catequética, em sintonia com o Departamento de Pastoral, enviou alguns leigos, seminarista e eu para podermos conhecer o evento e buscar interação e refletir acerca da catequese.

No congresso foi possível ter contato com os autores e suas publicações na área de Catequese nos possibilitando garimpar e levantar uma vasta bibliografia que contribua para a reflexão da Comissão e as formações que iremos proporcionar a nossas áreas pastorais.

O evento foi muito produtivo, tanto na questão de material didático e teológico, quanto nos assuntos abordados nas palestras e workshops. Tratou-se de temas importantes como, por exemplo, uma catequese pós-pandemia (Dom Leomar Brustolini), o ministério de catequista (Pe Jánison e Ir. Aparecida), a Catequese com inspiração catecumenal e itinerário catequético (Pe Thiago Faccini), entre outros temas importantes.

Mas, o mais importante de tudo é compreender que a catequese deve ser o pilar da nossa ação evangelizadora, pois, o anúncio (querigma) e a mistagogia (celebrar e viver) da Igreja deve ser catequético. Isso deve envolver todas as pastorais e movimentos, pois, em todos os setores da Igreja, seja ad intra ou ad extra.

Os outros quatro participantes (Èrica, Rafaela, Deja e Arthur) falaram de suas impressões e quase por unanimidade elogiaram a participação de padre Zezinho como uma dos mais importantes do Congresso. Deja afirmou que “participar do Catequistas Brasil sempre ajuda na missão de ser catequista” e reconhece precisar de aprofundamento sobre temas relevantes para o pós-pandemia e referiu-se ao pe. Zezinho “como disse Pe. Zezinho “precisamos olhar o presente, atualizando o passado. Não  devemos retroceder. Precisamos atualizar nossa fé”. Para Érica o testemunho de pe. Zezinho foi um dos mais marcantes: “Em meio a tantos esclarecimentos sobre evangelização, sem dúvidas, o que me marcou foi a simplicidade com que o Padre Zezinho se dirigiu a todos os presentes, se apresentando como um padre de 80 anos, mas que, apesar da idade, está aberto a aprender e acolher aquilo que é melhor para a Igreja de Cristo. Esta mensagem se faz muito forte e necessária numa realidade onde encontrarmos muitos catequistas autossuficientes em nossas Paróquias”. Para Rafaela a fala de pe. Zezinho na Abertura do Congresso também foi de alento: “A abertura do congresso se deu com uma fala brilhante de pe Zezinho falando da importância da atualização. Atualizar o modo de evangelizar pra trazer o evangelho pro tempo presente, pra tocar os corações e apresentar Jesus, que é o mesmo ontem, hoje e sempre, mas de uma forma em que as novas gerações consigam experimentar, experienciar o mistério”.

Para todos a experiência foi muito válida e trouxe ânimo assim como despertou atenção para os desafios. Deja referiu-se à reflexão de dom Leomar Brustolin quando disse que “quando perdemos a sinodalidade, perdemos o censo de comunhão. Para Érica esta foi mais uma oportunidade de crescimento e questionamento sobre o agir do catequista. Rafaela acredita que o Congresso a alertou sobre a necessidade de atualizar a mensagem: “o Evangelho é vivo, se atualiza todos os dias e nós catequistas precisamos estar sempre atuais assim como o Cristo, que a todo momento faz novas todas as coisas”. Arthur enfatizou a convivência e aprendizado com outras realidades vindas de todos os cantos do Brasil: “Foram dias de intensa formação e fraternidade. Estar no mesmo ambiente com catequistas de vários locais do Brasil nos fizeram ver o quanto a Igreja no Brasil é rica de experiência e quanto ela tem a oferecer de ensinamento. Depois do congresso, das experiências de formação e espiritualidade, sinto-me muito animado para dar continuidade aos trabalhos envolvendo a catequese.

Entenda o que é o Catequistas Brasil na explicação de pe. Tárcio:

O Catequistas Brasil é um evento criado pela Revista Paróquias em parceria com as editoras católicas e autores renomados na área de catequese. Foi fundada em 2019, sendo 2022 a sua terceira edição, entre os dias 11 a 13 de fevereiro, tendo todas as edições sediadas em Aparecida – SP.

É um evento que busca auxiliar e inspirar os catequistas na sua missão evangelizadora com as crianças, adolescentes, jovens e adultos, de modo a mostrar a necessidade de buscar sempre mais conhecimento e aperfeiçoar o método de catequese adotado pela Arquidiocese: o IVC com inspiração catecumenal.

 

 

 

 

 

Na catequese de hoje, o Papa Francisco afirmou que é papel do cristão proteger a própria vida, a dos outros e a da Igreja.
Na catequese de hoje, o Papa Francisco afirmou que é papel do cristão proteger a própria vida, a dos outros e a da Igreja. Leia abaixo a matéria publicada no site Vatican News.

“São José, padroeiro da Igreja Universal” foi o tema da última catequese do Papa Francisco sobre São José, na Audiência Geral desta quarta-feira (16/02), realizada na Sala Paulo VI.

Segundo o Papa, “estas catequeses são complementares à Carta apostólica Patris corde, escrita por ocasião dos 150 anos da proclamação de São José como Padroeiro da Igreja católica pelo Beato Pio IX”. “Mas o que significa este título? O que significa que São José é padroeiro da Igreja?”, perguntou Francisco.

No final de cada história em que José é o protagonista, o Evangelho observa que ele toma consigo o Menino e a sua mãe e faz o que Deus lhe ordenou. A tarefa de José é proteger Jesus e Maria. Jesus, Maria e José são o núcleo primordial da Igreja. Citando ainda a Patris Corde, o Papa disse que «sempre nos devemos interrogar se estamos protegendo com todas as nossas forças Jesus e Maria, que misteriosamente estão confiados à nossa responsabilidade, à nossa guarda». Aqui há “um traço muito bonito da vocação cristã: proteger. Proteger a vida, proteger o desenvolvimento humano, proteger a mente humana, proteger o coração humano, proteger o trabalho humano… O cristão é – podemos dizer – como São José: ele deve proteger. Ser cristão não é apenas receber a fé, confessar a fé, mas proteger a vida, a própria vida, a vida dos outros, a vida da Igreja”.

“O Filho do Altíssimo veio ao mundo numa condição de grande fragilidade. Ele quis precisar ser defendido, protegido e cuidado”, frisou Francisco, acrescentando:

Deus confiou em José, como fez Maria, que encontrou nele o esposo que a amava e respeitava e sempre cuidou dela e do Menino.  «Neste sentido, São José não pode deixar de ser o Guardião da Igreja, porque a Igreja é o prolongamento do Corpo de Cristo na história e ao mesmo tempo, na maternidade da Igreja, espelha-se a maternidade de Maria. José, continuando a proteger a Igreja, continua a proteger o Menino e sua mãe; e também nós, amando a Igreja, continuamos a amar o Menino e sua mãe.

Segundo o Papa, “nós devemos aprender com José a “guardar” estes bens: amar o Menino e a sua mãe; amar os sacramentos e o povo de Deus; amar os pobres e a nossa paróquia. Cada uma destas realidades é sempre o Menino e a sua mãe”.

Hoje é comum, é de todos os dias criticar a Igreja, para apontar as suas incoerências, os seus pecados, que na realidade são as nossas incoerências, os nossos pecados, porque a Igreja sempre foi um povo de pecadores que encontra a misericórdia de Deus. Perguntemo-nos se, no fundo do coração, amamos a Igreja. De fato, só o amor nos torna capazes de falar plenamente a verdade, de uma forma não partidária; de dizer o que está errado, mas também de reconhecer toda a bondade e santidade que estão presentes na Igreja, começando precisamente por Jesus e Maria. Amar a Igreja, proteger a Igreja e caminhar com a Igreja. Mas a Igreja não é aquele pequeno grupo que está perto do padre e manda em todos, não. A Igreja somos todos, todos nós. A caminho. Guardar um ao outro, guardar reciprocamente. Esta é uma boa pergunta: quando tenho um problema com alguém, tento protegê-lo ou condená-lo imediatamente, falo mal dele, o destruo? Proteger. Proteger

O Papa encorajou os fiéis a pedirem a intercessão de São José nos momentos mais difíceis de suas vidas e de suas comunidades. “Onde os nossos erros se tornam um escândalo, peçamos a São José que nos dê coragem para dizer a verdade, pedir perdão e recomeçar humildemente”.

Onde a perseguição impede que o Evangelho seja proclamado, peçamos a São José a força e a paciência para suportar abusos e sofrimentos por amor ao Evangelho. Onde quer que os meios materiais e humanos sejam escassos e nos façam experimentar a pobreza, especialmente quando somos chamados a servir os últimos, os indefesos, os órfãos, os doentes, os descartados da sociedade, rezemos a São José para que seja Providência para nós.

Nesta quarta-feira (16) a Arquidiocese de Vitória, a Diocese de Cachoeiro de Itapemirim e a Diocese de São Mateus celebram 64 anos. A Arquidiocese

Nesta quarta-feira (16) a Arquidiocese de Vitória, a Diocese de Cachoeiro de Itapemirim e a Diocese de São Mateus celebram 64 anos.

A Arquidiocese de Vitória, era a Diocese do Espírito Santo que foi elevada canonicamente pelo Papa Leão XIII, no dia 15 de novembro de 1895, a partir de território desmembrado da então Diocese de Niterói. Durante os seus dois primeiros anos ficou sob a direção de um Administrador Apostólico, Dom João Fernando Tiago Esberard, arcebispo do Rio de Janeiro. Em 1897 tomou posse o seu primeiro bispo Dom João Batista Corrêa Nery. No dia 16 de fevereiro de 1958, o Papa Pio XII, por meio da bula Cum territorium , elevou a diocese à categoria de arquidiocese e sé metropolitana, passando a denominar-se Arquidiocese de Vitória do Espírito Santo.

Nesse mesmo ano, Papa Pio XII, criou a Diocese de Cachoeiro de Itapemirim. Pela Bula “Cum Territorium”, foi desmembrada da então Diocese do Espírito Santo, hoje Arquidiocese de Vitória. Abrangendo 27 municípios e contendo 43 paróquias, a Diocese de Cachoeiro de Itapemirim possui aproximadamente meio milhão de fiéis distribuídos pela região sul do Espírito Santo. Ao todo, já possuiu 5 bispos diocesanos: Dom Luiz Gonzaga Peluso; Dom Luiz Mancilha Vilela; Dom Célio de Oliveira Goulart; Dom Dario Campos, OFM, e Dom Luiz Fernando Lisboa, CP. Este é o primeiro aniversário da Diocese no pastoreio de Dom Luiz Fernando, atual bispo diocesano.

A Diocese de São Mateus, assim como a Diocese de Cachoeiro de Itapemirim, foi criada em 16 de fevereiro de 1958, pelo então Papa Pio XII. Seu primeiro bispo foi Dom José Maria Dalvit, que tomou posse no dia 20 de setembro de 1959. O atual bispo da Diocese de São Mateus é Dom Paulo Bosi Dal’Bó.

A Arquidiocese de Vitória parabeniza as Dioceses de Cachoeiro de Itapemirim e São Mateus pelos 64 anos de evangelização e pastoreio.

Neste sábado (19), às 16h, será realizada a Ordenação Episcopal do Monsenhor Andherson Franklin Lustoza de Souza, nomeado pelo Papa Francisco em 22 de

Neste sábado (19), às 16h, será realizada a Ordenação Episcopal do Monsenhor Andherson Franklin Lustoza de Souza, nomeado pelo Papa Francisco em 22 de dezembro de 2021, como novo Bispo Auxiliar da Arquidiocese de Vitória. A cerimônia acontecerá na Catedral São Pedro, em Cachoeiro de Itapemirim, que pertence ao território da Diocese onde ele nasceu, foi ordenado padre e seguia em missão. Por causa da pandemia a Santa Missa será restrita e somente pessoas que já foram inscritas previamente poderão participar.

Segundo padre Evaldo Ferreira – da Diocese de Cachoeiro de Itapemirim – foi feito um planejamento e uma projeção de quantas pessoas cabem dentro da Catedral com conforto e respeitando o distanciamento social e chegaram a um número próximo de 600. Com esse resultado os convites individuais foram distribuídos a vários grupos.

A Arquidiocese de Vitória recebeu 150 convites, já compartilhados entre o clero, religiosos (as), seminaristas e demais leigos (as). Além disso também participarão da ordenação familiares; amigos do Monsenhor Andherson; autoridades civis e militares; pessoas das Dioceses de Cachoeiro, Colatina e São Mateus; alguns padres de fora; religiosas e diáconos. Cada uma das 43 paróquias da Diocese de Cachoeiro, por exemplo, levará um padre e mais dois leigos. De acordo padre Evaldo o “objetivo foi contemplar toda a Igreja, mas com grande participação dos leigos”.

Os bispos ordenantes serão Dom Dario Campos, Arcebispo Metropolitano de Vitória do Espírito Santo; Dom Luiz Fernando Lisboa, Bispo da Diocese de Cachoeiro de Itapemirim e Dom Luiz Mancilha Vilela, Arcebispo Emérito de Vitória do Espírito Santo. Os que não puderem participar presencialmente, poderão acompanhar a transmissão pelo YouTube da Arquidiocese de Vitória ou pela Rádio América, 91,1 FM.  

Acolhida na Arquidiocese de Vitória

Depois de ordenado, Dom Andherson Franklin será apresentado como bispo auxiliar na Arquidiocese de Vitória no dia 04 de março de 2022 (sexta-feira), às 18h, na Catedral Metropolitana de Vitória. Todos são convidados a participar da Celebração Eucarística que será presidida pelo Arcebispo Dom Dario Campos. A princípio não há restrições à participação, mas a orientação é que se evite aglomeração seguindo as orientações sanitárias para o combate à COVID-19.

História

Monsenhor Andherson nasceu em Cachoeiro de Itapemirim, no estado do Espírito Santo, no dia 3 de novembro de 1969. Atualmente com 52 anos pertence ao clero da Diocese de Cachoeiro de Itapemirim, sendo Vigário da Paróquia Nosso Senhor dos Passos, e professor do Instituto Interdiocesano de Filosofia e Teologia em Vitória.

O religioso ingressou no Seminário Bom Pastor, da mesma diocese no sul do Estado, para cursar o Propedêutico e a Filosofia, em Fevereiro de 1992. Concluiu o curso de Filosofia em 1995, sendo o mesmo reconhecido pela Pontifícia Universidade Católica, de Belo Horizonte, Minas Gerais.

Ingressou no Seminário São João Maria Vianney, localizado em Vitória, a fim de cursar a Teologia, no Instituto de Filosofia e Teologia da arquidiocese de Vitória, Espírito Santo, concluindo o mesmo em 1999. Sua ordenação presbiteral foi celebrada no Ginásio da Faculdade Camiliana, em Cachoeiro de Itapemirim, no dia 25 de março de 2000.

Faleceu hoje, 15 de fevereiro de 2022 o sobrinho de pe. Nite. Paulo Veronez voltava de Mariana, onde fazia monitoramento da qualidade das águas

Faleceu hoje, 15 de fevereiro de 2022 o sobrinho de pe. Nite. Paulo Veronez voltava de Mariana, onde fazia monitoramento da qualidade das águas após o vazamento dos rejeitos da barragem da Samarco em 2015. Paulo tinha 40 anos e deixou dois filhos, com 17 anos e 5 meses.

O acidente aconteceu em Manhuaçu, MG, quando outro veículo fez ultrapassagem irregular e bateu de frente com o veículo da empresa Labmar que Paulo dirigia.

Aos familiares e ao pe. Nite a solidariedade da arquidiocese de Vitória e nosso compromisso de rezarmos por todos para que vivam este momento de dor com serenidade.

Provocado por acidente em momento de lazer e confraternização do clero da diocese Nossa Senhora da Conceição do Araguaia, diocese-irmã da arquidiocese de Vitória,

Provocado por acidente em momento de lazer e confraternização do clero da diocese Nossa Senhora da Conceição do Araguaia, diocese-irmã da arquidiocese de Vitória, faleceu na manhã de hoje o pe. Benedito Rodrigues Costa de 62 anos.

Nesta dioceses estão em missão solidária quatro padres do clero de nossa arquidiocese e dois diáconos transitórios.

Ao, bispo, dom Dominique You, ao clero e a todo o povo, prestamos nossa solidariedade e rezamos pelo pe. Benedito e por todos, pedindo a Deus, conforto para enfrentar este momento.

Por iniciativa do próprio pontífice, o Papa Francisco, conhecido como “motu proprio”, foi divulgado um documento que modifica algumas atribuições de competência das Conferências

Por iniciativa do próprio pontífice, o Papa Francisco, conhecido como “motu proprio”, foi divulgado um documento que modifica algumas atribuições de competência das Conferências Episcopais e bispos diocesanos. Veja abaixo a matéria publicada no site Vatican News.

Não mais uma “aprovação”, mas uma “confirmação”. Essa é a novidade essencial do motu proprio com o qual o Papa decidiu modificar a atribuição de algumas competências previstas pelo Código de Direito Canônico, tanto da Igreja latina como das Igrejas orientais. Estas incluem a competência das Conferências Episcopais para publicar catecismos. Uma das primeiras novidades diz respeito à transferência da Santa Sé para o bispo diocesano da faculdade de criar um seminário em seu território, sem ter que esperar pela aprovação de Roma, mas simplesmente pela sua confirmação. O objetivo, como definido na introdução ao motu proprio, é favorecer uma “descentralização salutar” que torna as decisões no campo eclesial mais dinâmicas.

Uma possibilidade análoga é concedida aos bispos em relação à formação sacerdotal (os bispos podem adaptá-la “às necessidades pastorais de cada região ou província”) e à incardinação dos sacerdotes, que a partir de agora podem ser incardinados – para além de em uma Igreja particular ou um em um Instituto religioso – também em uma “associação  pública clerical”, reconhecida pela Santa Sé, a fim de evitar “clérigos acéfalos e vagantes”. O critério de descentralização, mas também de “proximidade”, também se reflete no alongamento de 3 para 5 anos do período de “exclaustração”, ou seja, a possibilidade que autoriza um religioso a viver fora de seu próprio Instituto por razões sérias. O motu proprio, assim como sobre a competência das Conferências episcopais para publicar catecismos, intervém transferindo da Santa Sé para a responsabilidade das Igrejas locais as decisões sobre possíveis reduções no número de Missas a serem celebradas com relação às intenções e recebimentos.

bispo dom Marco Mellino, secretário do Conselho de Cardeais e membro do Pontifício Conselho dos Textos Legislativos, explica os princípios gerais que inspiraram o motu proprio do Papa:

O Motu proprio, com o qual algumas normas dos dois Códigos da Igreja católica – o Código de Direito Canônico para a Igreja latina e o Código dos Cânones das Igrejas Orientais para a Igreja oriental – são alteradas, é mais uma peça que se une ao trabalho de reforma que o Papa Francisco começou desde o início de seu pontificado e está prosseguindo.

Responde ao espírito de “descentralização salutar” indicado na Exortação apostólica Evangelii Gaudium, n. 32, com o objetivo de favorecer e valorizar a dinâmica de proximidade na Igreja, sem com isso comprometer a comunhão hierárquica.

A intenção que o anima é profundamente pastoral e está bem delineada no proêmio introdutório do texto, no qual se diz que, tendo em conta a cultura eclesial e a mentalidade jurídica própria de cada Código, certas competências até então atribuídas à Santa Sé, e portanto exercidas pelo governo central, estão sendo “descentralizadas”, ou seja, designadas aos Bispos (diocesanos/eparquiais ou unidos em Conferências episcopais ou segundo Estruturas hierárquicas orientais) e aos Superiores Maiores dos Institutos de Vida Consagrada e das Sociedades de Vida Apostólica com a intenção precisa de fomentar sobretudo o sentido da colegialidade e da responsabilidade pastoral, bem como de satisfazer os princípios da racionalidade, da eficácia e da eficiência.

É evidente, de fato, que quando a autoridade tem um conhecimento direto e mais próximo das pessoas e dos casos que exigem uma ação pastoral de governo, esta ação, em virtude da própria proximidade, pode ser de mais rápida eficácia.

Neste sentido, portanto, as mudanças normativas que estão sendo feitas com este Motu Proprio refletem ainda mais a universalidade compartilhada e plural da Igreja, que inclui as diferenças sem homologá-las, garantida, no que diz respeito à sua unidade, pelo ministério petrino próprio do Bispo de Roma.