Notícias

A Arquidiocese de Vitória está em festa! Nesta quarta-feira, dia 23 de fevereiro, três padres celebram o seu jubileu sacerdotal de 30 anos de

A Arquidiocese de Vitória está em festa! Nesta quarta-feira, dia 23 de fevereiro, três padres celebram o seu jubileu sacerdotal de 30 anos de ordenação: Padre Solon Lauff Dias, Padre Paulo Régis Silvestre e Padre Pedro Camilo. Foi nesta mesma data do ano de 1992, que juntos eles foram ordenados padres no Ginásio Dom Bosco, em Vitória, pela imposição das mãos de Dom Silvestre Luiz Scandian, Arcebispo Metropolitano na época.

Padre Solon Lauff Dias nasceu no dia 31 de dezembro de 1962, em Vitória – Es. É filho de Manoel de Freitas Dias e Ilma Lauff Dias. Está como pároco da Paróquia Santa Cruz, em Vale Encantado, Vila Velha, desde o ano de 2016. Em sua trajetória como sacerdote ele já passou por seis paróquias. A primeira delas foi a Sagrado Coração de Jesus, em Brejetuba; Depois Santíssima Trindade, em Aribiri; Jesus Operário, em Ataíde; Nossa Senhora dos Navegantes, na Barra do Jucu; São Pedro, em Jacaraípe e Frei Galvão no Araçás.

Sobre a expectativa para a comemoração ele afirma: “o sentimento é de alegria, superação, amadurecimento sacerdotal. Agradeço a amizade do povo, tenho alegria de celebrar a eucaristia e de trabalhar e ajudar os pobres. Fiz minha opção pelos pobres e as paróquias por onde passei sempre foram de pessoas mais simples. Tenho muita satisfação e realização por ser padre e vou continuar a caminhada com a Graça de Deus”.

A missa de 30 anos será celebrada hoje (22), às 19h30, na Igreja Matriz de sua paróquia Santa Cruz. Além da possibilidade de estar presencialmente os fiéis poderão acompanhar a missa transmitida pelo Facebook da Paróquia. “Vamos celebrar hoje, porque no dia 23 talvez eu celebre em algum outro lugar, como a Catedral ou o Convento”, explica padre Solon.

As homenagens ao padre Paulo Regis também estão sendo preparadas na paróquia Nossa Senhora de Nazaré, Ponta da Fruta, onde ele está atualmente como pároco. Segundo Alana, que é representante da Pascom paroquial e também amiga da família do presbítero, será realizada uma missa na Comunidade Matriz nesta quarta-feira (23), às 19h30 e algumas autoridades já confirmaram presença. As comunidades que fazem parte da paróquia vão presenteá-lo e também será servido um bolo embalado aos presentes, para não causar nenhuma aglomeração.

Alana conta que vai participar de um momento especial da missa e explica o motivo: “eu sou Ministra de Eucaristia na Comunidade Nossa Senhora dos Navegantes e o padre Paulo me batizou quando eu era bebê na Igreja Cristo Redentor, em Goiabeiras. Na quarta-feira eles pediram para que eu entregue o presente, pois ele hoje não tem o contato com alguém que ele batizou enquanto era criança e eu também tenho um casamento marcado que ele vai realizar”.

Padre Paulo nasceu em no dia 27 de agosto de 1961, na Cidade de Colatina. É filho de Cezer Silvestre Netto e Therezinha Almeida Silvestre. Atualmente é Vigário Episcopal para Assuntos Econômicos da arquidiocese de Vitória, mas já atuou como Representante dos Presbíteros, Formador do Seminário Arquidiocesano Nossa Senhora da Penha, Diretor e Fundador do Propedêutico, Coordenador de Pastoral da Arquidiocese de Vitória, Membro do Conselho Presbiteral “Ex oficio” e Membro do Colégio de Consultores.

A irmã dele Giovania de Almeida Silvestre conta um pouco sobre como é ter um irmão sacerdote: “tanto papai, quanto mamãe sempre sentiram muito orgulho e admiração por ele ter escolhido a vida religiosa. Mamãe fica aguardando ansiosamente o dia que tem atendimento na Cúria, pois neste dia ele almoça com ela e então ela fica pensando antecipadamente qual tipo de refeição irá servir. A presença dele ilumina a vida dela”.

Padre Pedro Camilo, nasceu em Vila Velha, no dia 24 de março de 1966. Seus pais são Sinval Camilo e Maria da Penha Abreu Camilo. O sacerdote é psicoterapeuta há mais de 20 anos e trabalha com atendimentos em grupo e individual.

Durante esses 30 anos como padre, as paróquias que ele passou são: Bom Jesus, em Novo Horizonte; São Pedro, em Jacaraípe; Nossa Senhora da Conceição, em Serra/Sede; Paróquia Virgem Maria, em Itacibá; São José, em Fundão; São Pedro, na Praia do Suá; Nossa Senhora da Perpétuo Socorro, na Praia da Costa, além da São Paulo Apóstolo, em Porto Canoa, onde está atualmente como pároco. Não conseguimos contato com o padre e nem com a paróquia para pegar informações sobre as comemorações.

Outros padres

Também em 19 de janeiro deste ano, completou 30 anos de sacerdócio na Arquidiocese de Vitória, Padre Genilson Dallapícola, conhecido como padre Nite, atual pároco da Paróquia Sagrada Família, localizada na Praia do Morro, em Guarapari. Nos próximos meses completam seu jubileu de 30 anos os padres religiosos José Carlos Campos, da Congregação do Santíssimo Redentor, em 31 de maio e o padre Padre Nilson Maróstica, atual Reitor do Santuário Nacional de São José de Anchieta, no dia 22 de agosto.

Siga o passo a passo para realização da inscrição para o Vinde e Vede 2022: 1 – Clique no link (https://www.sympla.com.br/vinde-vede-2022__1493547) Obs.: Esse link

Siga o passo a passo para realização da inscrição para o Vinde e Vede 2022:

1 – Clique no link
(https://www.sympla.com.br/vinde-vede-2022__1493547)

Obs.: Esse link é somente para os que irão participar do evento (aos que irão servir procurar o seu conselheiro e/ou articulador de sua Área). Para você que irá servir em algum dos dias do Vinde e Vede, é preciso fazer sua inscrição de modo que corresponda aos dias específicos que não irá servir e somente vivenciar o encontro.*

2 – Você será direcionado à página para seleção dos dias do evento. Você deverá clicar no (+) de cada dia que irá participar do encontro. Caso desejar ir um dia somente, clicará no dia correspondente. Caso desejar ir todos os dias deverá clicar em todos os dias, garantindo a sua vaga para cada dia. _ATENÇÃO!_ Clique somente nos dias que irá vivenciar, para não ocupar a vaga de outra pessoa que queira participar. Tendo selecionado, clique em *CONTINUAR*.

3 – Você será direcionado para _PREENCHIMENTO DE FORMULÁRIO_. Coloque os seus dados necessários para receber a comprovação de sua inscrição. Terminado o preenchimento, clique em *FINALIZAR*.

4- Ao finalizar sua inscrição estará efetuada, porém ainda não acabou! Mais abaixo de _”INSCRIÇÃO EFETUADA”_, você deverá clicar em *VER COMPROVANTES*, onde será gerado o comprovante (de cada dia do evento) em modo arquivo PDF.

Obs.: O arquivo também é direcionado para o seu e-mail.

5 – Faça o Print da tela do seu celular (dos comprovantes) ou imprima-os para apresentação dos mesmos nos dias correspondentes do evento juntamente com seu documento de identificação (RG).

Pronto! Sua inscrição foi realizada com sucesso! Nos vemos por lá!!

Com o início do ano civil, vemos aparecer em algumas de nossas paróquias as inscrições para a catequese, principalmente a infantil. É bonito ver

Com o início do ano civil, vemos aparecer em algumas de nossas paróquias as inscrições para a catequese, principalmente a infantil. É bonito ver o movimento corrente de evangelização que acontece em nossa Igreja, em especial, o cumprimento do compromisso feito pelas famílias de educar os filhos na Fé. A Arquidiocese de Vitória, a algum tempo, deu um grande passo para fortalecer a ação evangelizadora adotando como método catequético a Iniciação a Vida Cristã com Inspiração Catecumenal.

Há algum tempo a Igreja tem demonstrado preocupação com a forma de catequisar àqueles que, desejosos de se aproximar da mesa eucarística, procuravam suas comunidades para serem iluminados pela Palavra e, assim, compreenderem o Mistério Sacramental do Corpo e Sangue de Cristo. Um exemplo disso foi a Conferência de Puebla, México, onde foi dado os primeiros passos para sair de uma catequese escolar, migrando em direção a uma catequese permanente experimentada e vivida em comunidade.

A Igreja do Brasil não ficou parada diante da Exortação Apostólica papal, resultante de Puebla. O Documento de Aparecida 278 trouxe uma afirmação: O processo de formação dos discípulos missionários passa pela catequese. E para esta formação, era preciso entender como formar estes discípulos que não só experimentariam o amor de Deus, mas que anunciariam a Boa Nova de Cristo para os irmãos. E no sentido de transformar o presente, a igreja olhou para trás, buscando em sua história o que seria capaz de acabar com esterilidade espiritual do tempo presente e que resinificaria a vida sacramental em Cristo. Tomando como exemplo os primeiros cristãos, hoje a nossa Arquidiocese, assim como muitas outras no Brasil, adora o Método Catequético da Iniciação à Vida Cristã com Inspiração Catecumenal, ou seja, se guia no processo e etapas da Igreja Primitiva para instruir os irmãos na fé.

A IVC com Inspiração Catecumenal é uma catequese que entende como única a caminhada que passa pelos três Sacramentos da Iniciação Cristã, sendo eles: o Batismo, a Confirmação e a Eucaristia. Há Algum tempo uma realidade tem incomodado os catequistas nas comunidades. As famílias, após se aproximar para pedir o batismo para os filhos, tendo recebido o sacramento, se afastavam da vida comunitária, retornando apenas em idade de catequese eucarística. O cenário se repetia com o afastamento do catequisando após a experiência da Primeira Eucaristia. Isso acontece/acontecia pelo entendimento de que a catequese seria unicamente para receber sacramentos, logo, ao recebe-los, nada mais os manteria ali. A IVC, entre outras contribuições, busca sanar este problema, implantando uma temática permanente, contínua, sem quebras e, sobretudo, entendendo a perspectiva comunitária e missionária proposta pelos primeiros cristãos.

A grosso modo, estamos caminhando para uma catequese Querigmática (anunciadora, acolhedora e celebrativa) e Mistagógica (litúrgica e formadora de verdadeiros discípulos de Cristo), onde os Sacramentos recebidos durante esta caminhada recobram o seu verdadeiro significado. Para que isso aconteça, é preciso a contribuição de todos: família, comunidade, lideranças e padres. Todos fazem parte da vida missionária das comunidades. Todos, enquanto batizados, são coparticipantes da evangelização da igreja de Cristo. Rezemos por aqueles que estão à frente desta catequese em nossa arquidiocese, para que sejam conduzidos pelo Espírito Santo e, por todos os catequistas que retomarão os encontros nos próximos dias, para que sejam animadores e formadores dos novos Discípulos Missionários de Jesus!

“O que narras, deves narrá-lo de tal modo que a pessoa com quem falas, ao ouvir o que dizes, creia e crendo, espere, e esperando, ame”. Santo Agostinho, De Catechizandis Rudibus, c. IV, 8, em: PL 40, 316).

Érica Mirandola Coêlho

Coordenadora da Pascom – Paróquia São Francisco de Assis, Vitória

Membro da Comissão Arquidiocesana para Animação Bíblico-Catequética

CNBB, Conferência Nacional dos Bispos do Brasil prepara comemorações para celebrar 30 anos do Catecismo da Igreja Católica. Leia a nota publicada no site

CNBB, Conferência Nacional dos Bispos do Brasil prepara comemorações para celebrar 30 anos do Catecismo da Igreja Católica. Leia a nota publicada no site da CNBB e participe.

A Comissão Episcopal Pastoral para a Animação Bíblico-Catequética da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) propõe uma série de lives por ocasião dos 30 anos do Catecismo da Igreja Católica com o objetivo de “celebrar a publicação deste texto, que se tornou uma grande referência para o caminho da Igreja, especialmente da Catequese, nos últimos anos”, informa a assessora da Comissão, Mariana Venâncio.

A primeira live será realizada no dia 24 de fevereiro, às 19h30, com transmissão ao vivo pelas redes sociais da CNBB (Youtube e Facebook) e Catequese do Brasil, no Youtube. Será apresentada pelos dois assessores da Comissão Bíblico-Catequética: padre Jânison de Sá e Mariana Venâncio. Contará com a participação do presidente da Comissão, dom José Antônio Peruzzo, e de outros convidados que recordarão a história do Catecismo da Igreja Católica e, especialmente, sua contribuição para a Catequese e para as comunidades do Brasil.

Mariana Venâncio informou que os eventos periódicos, propostos pela Comissão, ajudarão a retornar ao texto do Catecismo da Igreja Católica, revisitando suas principais temáticas e aprofundando seu sentido com a ajuda de assessores convidados para cada mês.

“Consideramos que esta seja uma forma catequética de celebrar seus 30 anos: destacando sua grande contribuição, aprofundando em seu conhecimento e percebendo como sua recepção vai se modificando e amadurecendo com o passar do tempo, sem que o brilho de suas páginas deixe de refletir a luz da Igreja, em sua fidelidade ao Evangelho”, salientou.

Ao menos duas lives por mês, até novembro, estão programadas. Em breve será divulgada a programação completa.

O Catecismo da Igreja Católica (CIC)

Catecismo da Igreja Católica é uma exposição sistemática da doutrina Católica publicada no ano de 1992. A apresentação do seu conteúdo está organizada em quatro partes, a saber, a fé professada (a explicação do Credo), a fé celebrada (a apresentação da liturgia da Igreja), a fé vivida (a moral ou exigências dos mandamentos) e a fé rezada (a vida de oração da Igreja).

As bases que fundamentam toda essa apresentação são: a Sagrada Escritura, a Tradição Apostólica e o Magistério da Igreja. Esse conteúdo constitui a riqueza do pensamento da Igreja sobre os mais variados assuntos e dimensões da vida da pessoa humana, da Igreja e da sociedade.

Saiba onde adquirir a publicação, pelas Edições CNBB, (AQUI).

O Papa Francisco que já tinha rezado pelos mortos nos deslizamentos de Petrópolis (https://www.vaticannews.va/pt/papa/news/2022-02/papa-francisco-telegrama-vitimas-temporal-petropolis.html), voltou a lembrá-los e pediu que Deus conforte as famílias.
O Papa Francisco que já tinha rezado pelos mortos nos deslizamentos de Petrópolis (https://www.vaticannews.va/pt/papa/news/2022-02/papa-francisco-telegrama-vitimas-temporal-petropolis.html), voltou a lembrá-los e pediu que Deus conforte as famílias. Leia a matéria publicada no site Vatican News:
Proximidade com a população de Petrópolis e o Dia dos Profissionais da Saúde, foram as saudações do Papa neste domingo (20) depois da oração do Angelus na Praça São Pedro
Neste domingo (20/02) depois da oração do Angelus o Papa Francisco manifestou mais uma vez sua proximidade às populações atingidas pelas calamidades naturais: do Brasil em Petrópolis e de Madagascar. Estas foram suas palavras:

“Exprimo minha proximidade às populações atingidas por desastres naturais nos últimos dias. Estou pensando especialmente no sudeste de Madagascar, flagelado por uma série de ciclones, e na área de Petrópolis no Brasil, devastada por enchentes e deslizamentos de terra. Que o Senhor receba os mortos em sua paz, conforte suas famílias e apoie aqueles que os estão ajudando”

Em seguida o Santo Padre recordou que hoje se comemora o Dia dos Profissionais da Saúde, o Papa agradeceu a todos recordando que seu heroísmo permanece todos os dias, não apenas no período da Covid.

“Hoje é o Dia Nacional dos Profissionais da Saúde e devemos lembrar de tantos médicos, enfermeiros e enfermeiras, voluntários, que ficam ao lado dos doentes, os tratam, os fazem sentir-se melhor, os ajudam. “Ninguém se salva sozinho”, foi o título do programa “A Sua Imagem”. Ninguém se salva sozinho. E na doença, precisamos de alguém que nos salve e nos ajude. Um médico estava me dizendo esta manhã que na época da Covid uma pessoa estava morrendo e disse-lhe: “Pegue na minha mão, estou morrendo e preciso de sua mão”. Os heroicos profissionais da  saúde mostraram este heroísmo no tempo da Covid, mas o heroísmo permanece todos os dias. Aos nossos médicos, enfermeiras, enfermeiros, voluntários um aplauso e um grande obrigado!”

A Catedral da diocese de Cachoeiro de Itapemirim foi o espaço para a ordenação de dom Andherson Franklin Lustoza de Souza. Treze bispos de

A Catedral da diocese de Cachoeiro de Itapemirim foi o espaço para a ordenação de dom Andherson Franklin Lustoza de Souza. Treze bispos de diversas dioceses, clero de Cachoeiro e de Vitória fizeram-se presentes em grande número para celebrar junto com o bispo eleito a ordenação episcopal. O número de pessoas foi restrito devido à pandemia, mas muitos participaram através dos canais do you tube da arquidiocese de Vitória e de Cachoeiro de Itapemirim e também das rádios América e Diocesana. Alegria, acolhimento e agradecimento foram os sentimentos que envolveram os participantes. Dom Andherson Franklin contou com a presença de sua mãe, irmãos, cunhados e sobrinhos e estava emocionado durante a Celebração. Como ordenantes, dom Andherson Franklin convidou Dom Dario Campos, arcebispo de Vitória, dom Luiz Mancilha Vilela, arcebispo emérito e dom Luiz Lisboa, bispo de Cachoeiro de Itapemirim.

A cerimônia seguiu o rito proposto para estas ocasiões, podendo ser sintetizada em três momentos:

1. A recepção na porta da catedral, quando os bispos ordenantes e o bispo eleito percorreram a nave e se dirigiram ao sacrário para um momento de adoração em silêncio e de joelhos.

2. Apresentação da bula que contém a eleição.

3. Propósito do eleito e ordenação. A ordenação acontece com a imposição das mãos dos bispos ordenantes sobre o eleito, colocação do Evangelho sobre a cabeça do eleito, prece de ordenação. Unção da cabeça e entrega o Evangelho, o anel, a mitra e o báculo.

Na homilia, o arcebispo de Vitória, dom Dario Campos, bispo ordenante principal manifestou sua alegria pela ordenação, citou o profeta Isaías e o Apóstolo São Paulo como exemplos de apaixonados por Jesus que fizeram dos propósitos Dele os seus e expressou seu desejo para a missão episcopal do novo bispo: “Meu Irmão, Monsenhor Andherson, este mesmo amor divino deve acompanhá-lo, sustentar e impulsionar, todos os dias em seu ministério e serviço episcopal. Daqui a pouco, você será ungido para participar do terceiro grau da ordem, sendo ordenado, sagrado bispo da Igreja. Confie na força e na unção do divino Espírito Santo, como um selo do amor e da misericórdia divina impresso em seu coração, tornando-o sempre mais um “homem de Deus”, um bispo, segundo o coração de Jesus Cristo. Viva, intensamente, a sua relação com Deus, na oração, na liturgia, sendo sempre próximo e comprometido com a vida do Povo de Deus. Cultive uma união íntima com Jesus Cristo que na cruz se entregou por amor pela humanidade, a fim de que o seu ministério e serviço episcopal sejam verdadeiramente fecundos. Esteja e se faça próximo, como um pai zeloso, dos presbíteros, dos diáconos, dos religiosos e religiosas, tenha uma atenção especial pelos vocacionados, e seminaristas e sempre se coloque junto com os leigos e leigas principalmente dos mais esquecidos e sofredores. Seja, portanto, aquele que está junto nas alegrias e nas tristezas”. Leia a homilia na íntegra  clicando Homilia da Ordenação de Monsenhor Andherson Franklin.

Ao final da celebração o novo bispo dirigiu-se à assembleia litúrgica e elencou os motivos e as pessoas por que e a quem queria agradecer: as graças recebidas ao longo de sua caminhada, principalmente aquelas proporcionadas pela diocese de Cachoeiro; à família, na qual se orgulha de ter nascido; a dom Luiz Mancilha que o acolheu no Seminário, ordenou diácono e presbítero e em dom Luiz a todos os bispos; aos presbíteros de Cachoeiro pela presença fraterna e ensinamentos; aos leigos que fizeram o momento da ordenação acontecer; aos amigos; a dom Luiz Lisboa por ter sido durante a convivência um verdadeiro irmão; a dom Dario pela amizade, comunhão e confiança e a este pediu uma bênção para exercer seu episcopado com zelo. Agradeceu pelo Papa Francisco, a Deus por tudo que recebeu e terminou pedindo a todos que rezem por ele.

________________________________________________________________________________________________________________________________

Agradecimento

Cachoeiro de Itapemirim, 19 de fevereiro 2022

 A bondade divina sempre se manifestou de forma palpável em minha vida, de maneira especial, neste momento de grande graça para a Diocese de Cachoeiro de Itapemirim e para a Arquidiocese de Vitória do Espírito Santo. Assim, convido a todos e todas vocês, meus irmãos e irmãs a se unirem a mim, e render graças, ao Senhor, pelos sinais de sua infinita bondade e misericórdia, percebidos e acolhidos, de maneira especial, nos inúmeros gestos de generosidade que recebi de muitos irmãos e irmãs nossas.

Eu louvo ao Senhor pelo dom da vida, da vocação e por sua presença e graça sempre constantes ao longo de toda a minha vida. Agradeço o dom de seu Filho, a quem sigo na esperança de ser fiel ao chamado que Dele recebi. Reconheço, que sem a força e unção do divino Espírito, ninguém é bom e ninguém é santo. Por isso, peço que eu seja sempre revestido da força do alto.

Agradeço ao Senhor por ter chamado o Papa Francisco, agradeço pela graça e pelo dom do ministério e serviço Petrino. Por meio da bondade divina, estou unido ao Santo Padre, no sincero desejo de sempre viver em comunhão, no serviço apostólico. Peço ao Senhor que o nosso amado Papa Francisco seja sempre mais abençoado com saúde, sabedoria e lucidez evangélica, a fim de guiar os passos da Igreja, sempre em Saída Missionária.

Eu bendigo ao Senhor pela graça de ter nascido em minha família. Por meu pai que espero repouse em paz, acolhido junto à misericórdia divina. Louvo ao Senhor pela vida de minha mãe que me ensina, ainda hoje, a ser fiel a tudo o que eles me ensinaram e comunicaram. Eu sei que ela, de joelhos, reza por nós seus filhos, diante da Sagrada Escritura. Agradeço a benção dos meus irmãos, Alessandro e Sheila, em minha vida, eu não seria quem sou sem a presença, a companhia e amor dos dois. Louvo ao Senhor, pela benção de suas famílias, pela minha cunhada Silvana e meu cunhado Rodrigo, pela vida e alegria de meus sobrinhos: Ayrton, André, Bernardo e Felipe. Neles agradeço por toda a minha família, sinais da bondade, cuidado e ternura de Deus que sempre me alcançam.

Eu louvo e bendigo ao Senhor pela Igreja que me recebeu e educou na fé, ensinando-me o caminho da Comunhão, da Participação em vista da Missão, de maneira especial, por meio da caridade fraterna. Agradeço, ao Senhor, particularmente, pela Diocese de Cachoeiro de Itapemirim, que tantas oportunidades me proporcionou, para que pudesse fazer crescer e multiplicar os dons que recebi do divino amor. Louvo pela vida de tantos e tantas irmãos e irmãs que contribuíram em minha formação, ainda louvando pela oportunidade que tive de contribuir também com a formação de tantos irmãos e irmãs, nos lugares onde pude lecionar.  Eu agradeço ao Senhor, pelos bispos que marcaram a minha caminhada vocacional e ministerial, reconhecendo o dom da vida de Dom Luiz Mancilha Vilela, e nele, agradecendo a vida, o ministério e o serviço episcopal de todos os arcebispos e bispos que estão aqui hoje e de todos aqueles que se fizerem presentes de outros modos e maneiras.

Eu louvo ao Senhor e lhe sou profundamente agradecido, pelos irmãos presbíteros de nossa amada Diocese de Cachoeiro de Itapemirim, aqueles que conheci e encontrei ao longo de toda a formação inicial e aqueles com os quais exerci o ministério e o serviço presbiteral, nestes últimos anos. Agradeço ao Senhor e a todos vocês meus irmãos presbíteros, pela presença, pela fraternidade, pela comunhão, pelos ensinamentos, pelo caminho trilhado e, também, pelas lutas e dificuldades vividas e partilhadas. Agradeço também ao Bom Deus, por todos os demais irmãos presbíteros que encontrei ao longo destes últimos anos, de maneira especial, os que aqui se fazem presentes. Que sejam abençoados e fecundos em seu ministério.

Eu louvo ao Senhor, pela vida e pelo ministério dos diáconos, dos religiosos e religiosas que enriquecem a caminhada de nossa Igreja com os seus dons e serviços. Agradeço o empenho dos vocacionados e de nossos queridos seminaristas, em ouvir o chamado divino, aqueles da nossa Diocese de Cachoeiro, de Vitória e das demais dioceses aqui presentes. Reconheço a benção, a fecundidade da presença e o testemunho dos leigos e leigas, homens e mulheres do trabalho cotidiano que encontram na Igreja, iluminados pela luz da Palavra de Deus, a força e a coragem de se tornarem discípulos e discípulas missionários e missionárias de Jesus Cristo, convocados, pelo batismo, a viverem a plenitude de sua vocação, como sinais visíveis do Reino de Deus, no seio de nossa sociedade, ainda tão marcada pela exclusão e miséria. 

Eu louvo ao Senhor por meus amigos e amigas, reconhecendo ser verdade de que quem encontrou um amigo, uma amiga encontrou um tesouro. Creio que todos sabem o quanto são importantes para mim.

Eu agradeço a Deus, por suscitar irmãos e irmãs tão solícitos e disponíveis, empenhados nos diversos ministérios, pastorais, serviços e trabalhos de nossas Comunidades Eclesiais de Base. Agradeço porque também neste momento tão fecundo para a Diocese de Cachoeiro de Itapemirim e para a Arquidiocese de Vitória se dispuseram e contribuíram para que este momento eclesial pudesse ser vivenciado por todos nós.

Eu bendigo ainda ao Senhor pela vida e pelo ministério de nosso bispo diocesano Dom Luiz Fernando Lisboa, pela sua acolhida sincera e pela presença fraterna, de irmão entre os irmãos e irmãs.

Por fim, eu reconheço diante de Deus que tudo é graça e que por tudo devemos dar graças. Assim, coloco nas divinas mãos, fazendo memória de seu lema episcopal “Em tuas mãos”, o nosso amado arcebispo metropolitano dom Dario Campos. Agradecendo pela amizade sincera, pela comunhão e pela confiança que a bondade infinita fez crescer entre nós. Eu reconheço, como sinal do divino amor e providência, a graça de poder dar os primeiros passos e iniciar este novo tempo de missão e serviço, como sendo seu bispo auxiliar, um direto colaborador em nossa Arquidiocese de Vitória do Espírito Santo. Aqui peço ao Senhor sua benção, a fim de que seja capaz de nesta Igreja Particular, exercer o ministério e serviço episcopal, com responsabilidade e zelo, impulsionado e guiado pela compaixão e misericórdia do Bom Pastor, de maneira especial, colocando-me próximo dos vulneráveis, dos excluídos e pobres.

Peço a todos e todas que sempre rezem por mim, a fim de que seja capaz de observar e cumprir o mandato missionário de Jesus, a todos nós dirigido: “Ide, portanto, e fazei que todas as nações se tornem discípulos”.

Por fim, meus irmãos e irmãs, sem esquecer de ninguém, não posso deixar de agradecer ao Senhor por tudo que recebi, sabendo que todos e todas foram e são sinais da bondade divina eu digo:

“Eu te louvarei, ó Senhor, entre as nações; cantarei teus louvores entre os povos. Pois teu amor é tão grande que alcança os céus; a tua fidelidade vai até as nuvens!” (Sl 57,9-10).

Dom Andherson Franklin Lustoza de Souza

________________________________________________________________________________________________________________________________

Dom Andherson Franklin Lustoza de Souza foi nomeado pelo Papa Francisco bispo auxiliar da arquidiocese de Vitória em 22 de dezembro de 2021. Neste período de preparação para a ordenação, dom Franklin fez a escolha de seu brasão e lema episcopal, veja o brasão e seu significado.

O brasão

Escudo cortado. No I partido, onde o 1º de blau, tendo um livro de ouro, aberto de prata, carregado em sua folha destra por uma cruz latina de goles. Sobre o livro, uma espada de prata, posta em pala, com empunhadura para campanha. O Livro aberto simboliza a Palavra de Deus, marcada pela presença da cruz, indicando, assim, o anúncio do Crucificado-Ressuscitado. Este que foi testemunhado a todos os povos, indistintamente, por meio do ministério apostólico de São Paulo, que está indicado e reconhecido na espada pousada sobre o Livro. Estes símbolos aludem à formação bíblica do bispo, bem como, ao seu desejo de que o seu ministério e serviço episcopal seja movido pelo mesmo ardor missionário e evangelizador do Apóstolo Paulo. No 2º de goles, uma vieira de prata símbolo do batismo, por meio do qual todos são inseridos no Corpo de Cristo que é a Igreja, chamados a viver plenamente, a sua vocação batismal, como filhos e filhas de Deus. Este símbolo indica a fecundidade da graça do Espírito Santo, que faz surgir, no seio da Comunidade Eclesial, múltiplas vocações e variados ministérios, dentre os quais o ministério e serviço do episcopado. O bispo é chamado a vivenciar a sua vocação batismal, por meio do ministério e serviço que recebe da Igreja, enviado a fazer com que todos se tornem discípulos missionários de Jesus Cristo. No II de prata, uma cruz florenciada de goles, tendo sobre o canto sinistro um M estilizado de blau. A grande cruz é a representação do Evento Pascal de Jesus Cristo. Retrata a passagem de Jo 19,25-27. Na cena do Evangelho, diante da cruz de Jesus, encontram-se a sua Mãe e o discípulo que Ele amava. Somente diante do mistério da Cruz de Cristo, o bispo é capaz de compreender a sua vocação e serviço ministerial, como uma atitude contínua de doação total de sua vida. A figura de Maria evoca a devoção mariana dele, ao mesmo tempo que indica a missão da Igreja, que, como uma Mãe, deve gerar discípulos amados do Senhor. O escudo está sobre uma cruz processional de ouro. Sobre o conjunto, um galero episcopal de 12 borlas, 6 para cada lado, tudo de sinopla. Abaixo do escudo, um listel de prata, reverso de goles com a inscrição: EUNTES DOCETE GENTES.

O mote do novo bispo é: “EUNTES DOCETE GENTES”, retirado do texto do Evangelho segundo Mateus: “Ide, e fazei que todas as nações se tornem discípulos, batizando-as em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo” (Mt 28,19). Na conclusão do Evangelho segundo Mateus, os discípulos encontram-se diante do Ressuscitado que lhes dirige o seu mandado missionário: “Ide, portanto, e fazei que todas as nações se tornem discípulos, batizando-as em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo” (Mt 28,19). O envio missionário do Mestre constitui-se uma etapa essencial e indispensável no caminho do discipulado-missionário. Este que tem início no encontro pessoal e comunitário com Jesus Cristo, marcado pela continuidade e pela decisão do discípulo de manter-se fiel e unido ao Mestre. Um caminho de formação discipular, por meio do qual as escolhas, as posturas e as opções de Jesus Cristo passam a ser acolhidas e presentes na vida e no testemunho do discípulo-missionário (cf. Documento de Aparecida 276-278) de modo que ele possa afirmar, a exemplo de São Paulo: “Já não sou eu que vivo, mas é Cristo que vive em mim” (Gl 2,19). Marcados por esta experiência do Ressuscitado e imbuídos da Alegria do Evangelho, todos os que são formados como discípulos-missionários, são também enviados a fazerem novos discípulos e discípulas em todas as nações (cf. Evangelii Gaudium 20.46), comunicando-lhes a pessoa de Jesus Cristo, por meio do anúncio do Evangelho do Reino, construindo e fortalecendo os laços de fraternidade, justiça e paz, por meio da vivência da caridade, da solidariedade, da compaixão e da misericórdia dirigidas, sobretudo, aos que mais sofrem, aos que passam por tribulações, aos excluídos e marginalizados da sociedade (cf. Fratelli Tutti 114).

Papa Francisco autorizou o decreto para a beatificação da mineira Irmã Benigna Vítima de Jesus e de outros cinco Servos de Deus: Maria Costanza
Papa Francisco autorizou o decreto para a beatificação da mineira Irmã Benigna Vítima de Jesus e de outros cinco Servos de Deus: Maria Costanza Panas, religiosa professa das Clarissas Capuchinhas do Mosteiro de Fabriano na Itália, o Cardeal Eduardo Pironio, Imaculado Brienza e Giovanna Méndez Romero
Durante a audiência concedida nesta sexta-feira (18/02) ao Cardeal Marcello Semeraro, Prefeito da Congregação para as Causas dos Santos, o Papa autorizou a promulgação do decreto para a beatificação da brasileira Serva de Deus Irmã Benigna Vítima de Jesus e outros 4 Servos de Deus.
Uma vida dedicada aos últimos: Maria Conceição dos Santos

Com o decreto do Papa foram reconhecidas as virtudes heroicas da Serva de Deus Benigna Vítima de Jesus (nascida Maria Conceição dos Santos), professa religiosa da Congregação das Irmãs Auxiliadoras de Nossa Senhora da Misericórdia. O processo de beatificação iniciou na Arquidiocese de Belo Horizonte em 15 de outubro de 2011 com o início da fase diocesana. E o início da fase Romana no Vaticano em 15 de abril de 2013.

Caridade e fortaleza são os traços distintivos da personalidade de Benigna Vítima de Jesus, nascida Maria Conceição dos Santos em 16 de agosto de 1907 em Diamantina, Minas Gerais. Foi sobretudo sua mãe que lhe deu uma sólida educação na fé. Ela entrou na Congregação das Irmãs Auxiliadoras de Nossa Senhora da Piedade e estava destinada a vários serviços, dedicando-se aos pobres, aos humildes, aos doentes e aos aflitos. Durante sua vida, ela foi discriminada por muito tempo por causa de preconceitos raciais por ser negra, mesmo por algumas de suas irmãs, também ligadas a sua aparência física e várias doenças, incluindo a obesidade e distúrbios hormonais que lhe causaram muito sofrimento. Ela escondeu suas mágoas através de seu peculiar senso de humor e autoironia e da Graça que foi de onde tirou forças para superar dificuldades e continuar a se doar aos outros fazendo o bem. No dia 16 de outubro de 1981, após uma vida de entrega, doação e partilha, o seu imenso coração parou. Ela se foi, silenciosa, em paz, lutando até o fim, terminando sua obra grandiosa. As flores que a cobriam no caixão foram levadas pelos devotos e amigos e em seu lugar colocados bilhetes com seus pedidos de graças. Sua obra aqui na terra havia terminado.

Cardeal Pironio: um pastor ameno e acolhedor

Também foi aprovado o decreto para beatificação do Servo de Deus o Cardeal Eduardo Pironio, argentino nascido em 3 de dezembro de 1920 em Nueve de Julio, em uma família de emigrantes italianos, que faleceu em Roma em 5 de fevereiro de 1998. Uma pessoa de grandes qualidades humanas e de profunda espiritualidade, foi sua mãe quem lhe transmitiu – através da oração constante – uma fé forte que depois foi fortalecida através do estudo, da leitura e da meditação. Sua personalidade era caracterizada pela esperança e alegria, ligada à espiritualidade mariana do Magnificat. Pastor paternal, gentil, acolhedor, firme, mas compreensivo, ele dava muita importância às relações pessoais. Para ele, era tudo uma questão de relacionamentos: construir amizades e fazer os outros crescerem através de encontros. Nutria um amor especial pela pobreza, de tal forma que vivia desligado dos bens materiais e da riqueza, exercendo sempre a virtude da humildade. Sua capacidade de mediação, fruto da confiança na Providência e de uma vida marcada pela imitatio Christi, revelou-se inestimável durante os trabalhos da Conferência Geral do Episcopado Latino-Americano em Medellín, em 1968.

Dedicação aos jovens

Ordenado sacerdote em 5 de dezembro de 1943, ocupou vários cargos em seu país. Em 1962 participou como Observador na Sessão Inaugural do Concílio Vaticano II, e no ano seguinte foi nomeado como um dos “especialistas”. A partir de 1984, como Presidente do Conselho Pontifício para os Leigos, escolheu três prioridades: formação, comunhão e participação. Em harmonia com o Papa João Paulo II, ele se comprometeu com a promoção e o discernimento dos novos Movimentos Eclesiais, mas seu coração estava voltado sobretudo para os jovens. Seu nome está ligado às Jornadas Mundiais da Juventude e aos encontros, foi um dos fundadores dessas Jornadas. Os últimos anos de sua vida foram marcados pela doença, assumindo o fardo de seus sofrimentos cada vez mais agudos com esperança confiante, oferecendo-os, como ele escreveu, “para a Igreja, os sacerdotes, a vida consagrada, os leigos, o Papa, a redenção do mundo”.

Fonte: Vatican News
Foto da capa: Vatican News

Leia abaixo o resumo do discurso do Papa durante o Simpósio sobre o sacerdócio, publicado no site Vatican News. Não “discursos intermináveis” e teorias

Leia abaixo o resumo do discurso do Papa durante o Simpósio sobre o sacerdócio, publicado no site Vatican News.

Não “discursos intermináveis” e teorias “sobre o que deve ser a teologia do sacerdócio”, mas quatro “proximidades”, a Deus, ao bispo, entre os presbíteros e ao povo, que “podem ajudar de forma prática, concreta e esperançosa a reavivar o dom e a fecundidade que um dia nos foram prometidos” como presbíteros. O discurso do Papa Francisco na manhã desta quinta-feira no Simpósio “Por uma teologia fundamental do sacerdócio”, promovido pela Congregação para os Bispos, na Sala Paulo VI, visa “compartilhar as atitudes que dão solidez à pessoa do sacerdote, os quatro pilares constitutivos de nossa vida sacerdotal” e que chama “as quatro proximidades”, “porque seguem o estilo de Deus, que é fundamentalmente um estilo de proximidade”.

Instrumentos concretos para os sacerdotes

Num articulado discurso, o Papa Francisco se refere a conceitos já expressos, especialmente na Evangelii Gaudium, sua primeira exortação apostólica, mas nos quais ele se detém “mais amplamente”, pois o sacerdote “mais do que receitas ou teorias, precisa de instrumentos concretos para enfrentar seu ministério, sua missão e sua vida cotidiana”. Suas palavras, esclarece, são “fruto do exercício de reflexão” sobre o testemunho “que recebi de tantos sacerdotes ao longo dos anos”, contemplando “quais eram as características que os distinguiam e lhes davam uma força, uma alegria e uma esperança singulares em sua missão pastoral”.

Proximidade que impede ao padre de levar uma vida de “solteiro”

A lógica da proximidade, esclarece Francisco, permite ao sacerdote “quebrar todas as tentações de fechamento, de autojustificação e de fazer uma vida de ‘solteiro'”, porque o convida a apelar para os outros “para encontrar o caminho que leva à verdade e à vida”. São quatro dimensões que nos permitem, conclui, “administrar as tensões e desequilíbrios com que temos que lidar todos os dias”, uma “boa escola para ‘jogar em campo aberto’, onde o sacerdote é chamado, sem medo, sem rigidez, sem reduzir ou empobrecer a missão”. Não são “uma tarefa a mais”, mas “um dom” que o Senhor nos dá “para manter viva e frutífera a vocação”.

O Pontífice começa enfatizando que a “pequena coleta” que ele quer compartilhar, o Senhor lhe fez conhecer pouco a pouco, “durante estes mais de 50 anos de sacerdócio”. Ao encontrar sacerdotes que “me mostraram o que dá forma ao rosto do Bom Pastor”, mas também ao acompanhar irmãos sacerdotes que “haviam perdido o fogo do primeiro amor e seu ministério tinha se tornado estéril, repetitivo e sem sentido”. Ele confessa que em algumas situações, “incluindo momentos de provação, dificuldade e desolação, quando eu vivia e compartilhava a vida de uma certa maneira tinha paz”.

A atitude correta para acolher a mudança

A premissa do Papa Francisco é dedicada à atitude correta para acolher a mudança de época que a Covid “tornou mais do que evidente”. Não a fuga “em direção ao passado”, buscando “formas codificadas” que “nos garantam” “uma espécie de proteção contra riscos”, mas nem “em direção ao futuro” com “um otimismo exasperado” que “consagra” a última novidade “como o que é verdadeiramente real, desprezando assim a sabedoria dos anos”.

Em vez disso, eu gosto da atitude que vem de assumir com confiança o controle da realidade, ancorada na sábia e viva Tradição da Igreja, que pode se permitir de sair mar adentro, sem medo. Sinto que Jesus, neste momento da história, está nos convidando mais uma vez a “sair mar adentro” com a confiança de que Ele é o Senhor da história e que, guiados por Ele, seremos capazes de discernir o horizonte a ser percorrido.

As vocações genuínas em comunidades vivas e fraternas

“Discernir a vontade de Deus”, explica o Papa, “significa aprender a interpretar a realidade com os olhos do Senhor, sem a necessidade de fugir do que acontece com nosso povo onde ele vive, sem a ansiedade que nos leva a buscar uma saída rápida e tranquilizadora, guiada pela ideologia do momento ou por uma resposta pré-fabricada”. Um desafio a ser enfrentado também na vida sacerdotal. A crise vocacional, segundo Francisco, deve-se muitas vezes “à ausência nas comunidades de um fervor apostólico contagiante, por isso não entusiasmam e não despertam atração”. Onde há vida, “o desejo de levar Cristo aos outros”, surgem vocações genuínas.

Mesmo em paróquias onde os sacerdotes não são muito comprometidos e alegres, é a vida fraterna e fervorosa da comunidade que suscita o desejo de consagrar-se inteiramente a Deus e à evangelização, especialmente se esta comunidade vivaz reza insistentemente pelas vocações e tem a coragem de propor aos seus jovens um caminho de especial consagração.

O Senhor nos encontrou como éramos

O Pontífice convida então a ter cuidado com a tentação de “viver um sacerdócio sem Batismo, sem a memória de que o nosso primeiro chamado é à santidade”. A fonte da esperança é Deus que sempre nos ama primeiro, e que “mesmo em meio à crise”, não cessa de amar “e, portanto, de chamar”. E disso, continua, dirigindo-se aos irmãos no sacerdócio presentes na Sala Paulo VI, “cada um de nós é testemunha: um dia o Senhor nos encontrou onde estávamos e como estávamos, em ambientes contraditórios ou com situações familiares complexas; mas isso não o distraiu de querer escrever, através de cada um de nós, a história da salvação”.

Cada um, olhando para sua própria humanidade, sua própria história, seu próprio caráter, não deve se perguntar se uma escolha vocacional é conveniente ou não, mas se em consciência essa vocação revela nele aquele potencial de Amor que recebemos no dia de nosso Batismo.

A proximidade a Deus

Por esta razão, o Papa Francisco mergulha nas quatro “proximidades”, que ele chama de “fundamentos sólidos” para a vida de um sacerdote hoje, começando com a proximidade de Deus, “proximidade ao Senhor das proximidades”. Sem “um relacionamento significativo com o Senhor”, reitera, “nosso ministério está destinado a se tornar estéril”.

A proximidade com Jesus, o contato com sua Palavra, nos permite confrontar a nossa vida com a sua e aprender a não nos escandalizarmos de nada do que nos acontece, a nos defendermos dos “escândalos”.

Sem a oração, um padre está sozinho um “trabalhador cansado”

Muitas crises sacerdotais, continua o Papa, “têm sua origem precisamente em uma vida pobre de oração, uma falta de intimidade com o Senhor, uma redução da vida espiritual à mera prática religiosa”. Em momentos importantes “de minha vida”, confessa, “esta proximidade com o Senhor foi decisiva para me sustentar”. Sem a proximidade concreta “na escuta da Palavra, na celebração eucarística, no silêncio da adoração, na entrega a Maria, no acompanhamento sábio de um guia, no sacramento da Reconciliação”, um sacerdote é “somente um trabalhador cansado que não desfruta dos benefícios dos amigos do Senhor”.

Renunciar ao ativismo, crescer na oração

Francisco lamenta que “demasiadas vezes, na vida sacerdotal, a oração é praticada apenas como um dever”, enquanto “um padre que reza é um filho que se faz próximo do Senhor”. É necessário, entretanto, acostumar-se a “ter espaços de silêncio durante o dia”. Devemos conseguir “renunciar ao ativismo”, aceitando “a desolação que vem do silêncio, do jejum das atividades e das palavras, da coragem de nos examinarmos com sinceridade”. Perseverar na oração, para o Pontífice, significa “não fugir quando a própria oração nos conduz ao deserto”. O caminho do deserto é o caminho que leva à intimidade com Deus, com a condição, porém, de não fugirmos, de não encontrarmos meios para escapar deste encontro”.

Um sacerdote deve ter um coração “largo” o suficiente para dar lugar à dor do povo a ele confiado e, ao mesmo tempo, como sentinela, anunciar a aurora da graça de Deus que se manifesta precisamente nessa dor.

Aceitar a própria miséria para abrir espaço a dos fiéis

De fato, explica o Papa Francisco, “abraçar, aceitar e apresentar a própria miséria na proximidade ao Senhor” para o sacerdote “será a melhor escola para poder, pouco a pouco, dar lugar a toda a miséria e dor que encontrará diariamente em seu ministério, a ponto de tornar-se ele mesmo como o coração de Cristo”.

Proximidade ao bispo

Falando então da proximidade ao bispo, o Papa lamenta que “durante muito tempo foi lida apenas de forma unilateral”, dando à obediência “uma interpretação longe do sentimento do Evangelho”. De fato, obediência significa “aprender a ouvir e lembrar que ninguém pode afirmar ser detentor da vontade de Deus, e que ela deve ser entendida somente através do discernimento”. E a relação de bondade com o bispo, como as outras três “proximidades”, torna possível quebrar toda tentação de fechar-se em si mesmo e ajuda todo sacerdote e toda Igreja particular “a discernir a vontade de Deus”.

Mas não devemos esquecer que o próprio bispo só pode ser um instrumento deste discernimento se ele também escutar a realidade de seus presbíteros e do povo santo de Deus a ele confiado.

A oração dos sacerdotes, a escuta dos bispos

Francisco lembra que na Evangelii gaudium recomendava de “praticar a arte de escutar, que é mais do que ouvir”. A primeira coisa, na comunicação com o outro, é a capacidade do coração que torna possível a proximidade, sem a qual não há um verdadeiro encontro espiritual”. Portanto, a obediência “também pode ser confronto, escuta e, em alguns casos, tensão”.

Isto exige necessariamente que os sacerdotes rezem pelos bispos e saibam expressar sua opinião com respeito e sinceridade. Requer também humildade por parte dos bispos, a capacidade de ouvir, de ser autocrítico e de se deixar ajudar. Se defendermos este elo, prosseguiremos com segurança em nosso caminho.

A proximidade entre os sacerdotes

A terceira proximidade, aquela entre os sacerdotes, para o Pontífice é expressa na fraternidade, que é “escolher deliberadamente procurar ser santo com os outros e não em solidão”. Para explicar suas características “que são as do amor”, pede ajuda ao “mapa” do capítulo 13 da Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios. Fraternidade, portanto, significa paciência, “a capacidade de sentir-se responsável pelos outros, de carregar seus fardos”, longe da inveja, a incapacidade de alegrar-se “quando vejo o bem na vida dos outros”, que ” tanto atormenta os nossos ambientes e que é uma fadiga na pedagogia do amor, e não simplesmente um pecado a ser confessado”. Na fraternidade, “não precisamos nos vangloriar”, nem faltar “respeito para com aqueles que nos circundam”. O amor fraterno, lembra o Papa Francisco, “não busca seu próprio interesse, não deixa espaço para a raiva, para o ressentimento”, não se lembra “para sempre do mal recebido” a ponto de talvez “gozar da injustiça quando se trata da pessoa que me fez sofrer”, e “considera um pecado grave atacar a verdade e a dignidade dos irmãos através de calúnias, maledicências, fofocas”.

A fraternidade não é utopia, mas um campo de treinamento para o espírito

Não é uma utopia, assegura Francisco, mesmo que “todos saibamos como pode ser difícil viver em comunidade, compartilhar a vida cotidiana com aqueles que quisemos reconhecer como irmãos”.

O amor fraterno, se não queremos adoçá-lo, acomodá-lo ou menosprezá-lo, é a “grande profecia” de que, nesta sociedade de desperdício, somos chamados a viver. Eu gosto de pensar no amor fraterno como uma academia do espírito, onde dia após dia nos confrontamos e temos o termômetro de nossa vida espiritual.

Fraternidade que ajuda a viver serenamente o celibato

Somente “quem procura amar está seguro”, resume o Pontífice, porque “quem vive com a síndrome de Caim”, convencido “de que não pode amar porque sente sempre de não ter sido amado”, justamente por causa disso “é mais expostos ao mal: a se machucar e a fazer o mal”.

Eu diria até mesmo que onde a fraternidade sacerdotal funciona e existem laços de verdadeira amizade, também é possível viver a escolha celibatária com maior serenidade.

O celibato, de fato, “é um dom que, para ser vivido como santificação, requer relações saudáveis, relações de verdadeira estima e verdadeira bondade que encontram sua raiz em Cristo”. Sem amigos e sem oração, recorda o Papa Francisco, “pode tornar-se um fardo insuportável e um contra-testemunho da própria beleza do sacerdócio”.

Proximidade ao povo

A quarta proximidade, “o relacionamento com o Povo Santo de Deus”, sublinha o Papa, “não é para cada um de nós um dever, mas uma graça”, o que favorece “o encontro em plenitude com Deus”, como já está escrito na Evangelii gaudium. O lugar de todo sacerdote “é no meio do povo”, para descobrir que Jesus crucificado “quer nos usar para nos aproximar cada vez mais de seu amado povo”. Ele “quer que toquemos a miséria humana”, e que conheçamos “o poder da ternura”. Esta proximidade, como os outros, convida o Papa, de fato “exige, continuar o estilo do Senhor”, feito “de compaixão e ternura, porque ele é capaz de caminhar não como um juiz, mas como o Bom Samaritano”. Como aquele que “reconhece as feridas de seu povo”, os sacrifícios “de tantos pais e mães para manter suas famílias, e também as consequências da violência, corrupção e indiferença”.

É decisivo lembrar que o Povo de Deus espera encontrar pastores no estilo de Jesus – e não “clérigos de estado” ou “profissionais do sagrado” -; pastores que conhecem a compaixão e a oportunidade; homens corajosos, capazes de parar diante dos feridos e estender a mão; homens contemplativos que, em sua proximidade ao seu povo, podem proclamar a força operante da Ressurreição sobre as feridas do mundo.

A proximidade do pastor encoraja a pertença

Em uma sociedade onde estamos “conectados a tudo e a todos, nos falta a experiência de pertencer, que é muito mais do que uma conexão”. Mas, lembra Francisco, “com a proximidade de pastor podemos convocar a comunidade e fomentar o crescimento de um sentimento de pertença”. Um antídoto “contra uma deformação da vocação”, esquecer “que a vida sacerdotal é para os outros, para o Senhor e para o povo por Ele confiado”. Um esquecimento que “está na raiz do clericalismo e de suas consequências”.

O clericalismo é uma perversão porque é construído sobre o “distanciamento”. Quando penso no clericalismo, penso também na clericalização dos leigos: a promoção de uma pequena elite em torno do padre que também acaba distorcendo sua missão fundamental.

Como é minha proximidade?

Em conclusão, o Pontífice relaciona “esta proximidade com o Povo de Deus com a proximidade de Deus”, pois quando reza “o pastor traz as marcas das feridas e alegrias de seu povo, que ele apresenta em silêncio ao Senhor para ungi-las com o dom do Espírito Santo”.

Bispos e padres fariam bem em se perguntar “como vão as minhas proximidades”, como estou vivendo estas quatro dimensões que moldam meu ser sacerdotal de forma transversal e me permitem administrar as tensões e desequilíbrios com os quais temos que lidar todos os dias. Estas quatro proximidades são uma boa escola para “jogar em campo aberto”, onde o sacerdote é chamado, sem medo, sem rigidez, sem reduzir ou empobrecer a missão.

Proximidade com o estilo de Deus: compaixão e ternura

Estas proximidades do Senhor, resume novamente o Papa Francisco, “não são uma tarefa a mais: são um dom que Ele dá para manter viva e fecunda a vocação”. Para evitar a tentação de “fechar-nos em discursos e discussões intermináveis sobre a teologia do sacerdócio ou sobre teorias do que deveria ser”, o Senhor, com ternura e compaixão, “oferece aos sacerdotes as coordenadas para reconhecer e manter vivo o ardor pela missão: proximidade, proximidade a Deus, ao bispo, aos irmãos sacerdotes e ao povo a eles confiado”. A proximidade no estilo de Deus, que está próximo com compaixão e ternura”.